EAD ou presencial: qual modalidade tem alunos mais velhos? E mais ricos? Infográfico mostra diferença de perfis

Unicamp mantém vestibular de manhã e retira prova de habilidades para arquitetura; veja novidades
EAD x presencial: infográfico mostra diferenças de perfil entre alunos de cada modalidade
Arte/g1
📈Contexto: A intenção do Ministério da Educação (MEC), nas mudanças promovidas em 20 de maio (entenda abaixo), é garantir a qualidade das graduações e regulamentar o setor de EAD, que vem crescendo de forma tão acelerada que quase alcançou o ensino presencial em número de matrículas.
✏️Principais mudanças da Nova Política de Educação à Distância:
Conheça principais mudanças na educação à distância
Nenhum curso poderá ser 100% à distância. O formato EAD passa a exigir que, no mínimo, 20% da carga horária seja cumprida presencialmente ou por atividades síncronas mediadas (como aulas on-line ao vivo). As provas devem ser presenciais.
O decreto cria uma nova modalidade: a semipresencial. Entram na categoria os cursos que tiverem obrigatoriamente, além da parte on-line, atividades presenciais físicas, como estágio, extensão ou práticas laboratoriais.
As graduações de Medicina, Direito, Odontologia, Enfermagem e Psicologia deverão ser ofertadas exclusivamente no formato presencial.
As demais opções das áreas de saúde e de licenciaturas (formação de professores) poderão ser presenciais ou semipresenciais.
Os polos de EAD, que são espaços oferecidos pelas universidades fora do campus principal, precisarão seguir determinados critérios técnicos, com uma estrutura mínima oferecida aos estudantes (em termos de tecnologia e de disponibilidade de laboratórios, por exemplo).
Vídeos
Tira-dúvidas EAD: MEC reconhece que cursos EAD facilitam o acesso, mas cita precarização
Secretária do MEC tira dúvidas sobre regras do EAD

‘Com EAD, impossível ser boa profissional’ x ‘Sem EAD, eu não teria diploma’: os dois lados da educação à distância, segundo alunos

Unicamp mantém vestibular de manhã e retira prova de habilidades para arquitetura; veja novidades
Milena Gomes estudou à distância (na companhia de seu gatinho)
Arquivo pessoal
Todo ano, desde 2019, a educação à distância (EAD) é a modalidade mais escolhida por quem ingressa no ensino superior. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em 2023, foram 3,3 milhões de novos estudantes em EAD, versus 1,67 milhão na modalidade presencial.
Em outras palavras: passamos a ter mais alunos optando por assistir às aulas em frente a uma tela do que cara a cara com o professor e os colegas.
➡️Nesta reportagem, a proposta não é focar na opinião de especialistas ou no desempenho de cada grupo no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). Especificamente desta vez, quem fala são os próprios alunos: eles fazem um balanço dos pontos positivos e negativos da modalidade à distância.
Uma jovem já formada diz, por exemplo, que “os professores não tinham didática para gravar vídeo. Foi tudo cru e raso, bem raso”. Outra declara que, “sem EAD, jamais teria conseguido fazer faculdade”.
Leia as diferentes histórias abaixo. Em seguida, entenda as últimas mudanças promovidas pelo MEC na EAD.
‘Não tem como ser uma boa profissional assim’
Thalyta não ficou satisfeita com a graduação no formato EAD
Arquivo pessoal
Milena Gomes, de 26 anos, entrou na faculdade de Arquitetura e Urbanismo em 2022, em um esquema híbrido, com aula presencial apenas uma vez por semana. Em tese, os encontros deveriam acontecer das 7h30 às 10h30, como foco nos conteúdos práticos.
“Mas vira algo muito rápido; na última vez, foram só 20 minutos. Como os alunos vão embora, a professora não tem mais o que fazer e dispensa o resto da turma. É mais para ela corrigir um exercício feito on-line e cumprir o critério. Não tem nem chamada”, diz.
➡️Insatisfeita com a formação que está recebendo, Milena decidiu migrar para um curso presencial no próximo semestre, em outra universidade. A mudança terá um custo alto — a mensalidade saltará de R$ 350 para R$ 1.800 —, mas valerá a pena, diz ela.
“Não tem como ser uma boa arquiteta assim, formada on-line. À distância, não me sinto uma estudante: não tenho troca com os colegas, não vou aos laboratórios… Só entro em um site, com tudo gravado, e cumpro os trabalhos pedidos. Se tiver dúvida, preciso mandar por chat e aguardar uma resposta.”
Ela diz que, na turma do curso híbrido, a maioria já trabalha na área de construção, seja como marceneiro, designer de interiores ou técnico de edificação. “Elas só estão lá porque precisam do diploma. Poucas pessoas são realmente cruas como eu.”
No momento, Milena analisa a estrutura de duas faculdades privadas e presenciais de Brasília, onde mora, para escolher a opção mais completa. “Vejo colegas dizendo que a universidade onde você está é muito determinante para conseguir o primeiro estágio. Por isso, quero uma que seja referência.”
‘Sem a EAD, eu não teria conseguido. Foi o que me salvou’
Cris é mãe e tem uma doença que aumenta os riscos de AVC
Arquivo pessoal
Cris Soares, de 40 anos, é presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e aluna do 3º ano de pedagogia da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp). Ela afirma que, se não fosse o ensino à distância, não teria sequer iniciado sua primeira graduação.
“Eu era do telemarketing. Sinceramente, sem a EAD, teria sido impossível estudar”, diz.
Cris tem uma malformação arteriovenosa no cérebro, que causa um zumbido pulsátil (barulho alto e constante na cabeça) e aumenta o risco de acidente vascular cerebral (AVC).
“Presencial, para mim, seria impossível”, afirma. O polo onde ela faz as provas fica na Famema, em Marília (SP). Se ela tivesse de ir até lá toda semana, desistiria do curso.
⌚E mais: a flexibilidade do ensino remoto permitiu que Cris conciliasse os estudos com a rotina intensa da maternidade e do estágio. “Chego em casa, almoço, fico estudando à tarde, busco minha filha na escola e volto para os livros. Posso estudar até mais de quatro horas por dia, é só organizar os horários. Flexibilidade é um ponto forte.”
Para ela, a qualidade da formação universitária depende, em grande parte, do engajamento do próprio aluno. “Vejo que as pessoas culpam a EAD pela má qualidade da educação no Brasil. Acho que [a modalidade] tem, sim, de ser regulamentada, mas a forma que tem sido feita [essa crítica] é errada. Se você se programar e se organizar, se forma”, diz.
Ela destaca a estrutura oferecida pela instituição pública onde estuda: aulas síncronas e grupos de estudo são fundamentais. “É bastante conteudista, e os facilitadores são dedicados. Tendo aula on-line ao vivo, não vejo problema algum na EAD.”
Atualmente, Cris adquire os conhecimentos práticos no estágio presencial — para ela, essa experiência é o ponto central da formação docente. “A gente só descobre se é um bom profissional na vivência dos alunos, quando coloca o pé na escola."
‘Na graduação, foi tudo raso, parecia Youtube. Na pós, está funcionando’
Milena mudará para a modalidade presencial no próximo semestre
Arquivo pessoal
Thalyta Soares entrou na faculdade aos 17 anos, para estudar, em regime presencial, Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Foram só dois semestres cursados, quando uma série de impasses relacionados ao Fies fizeram com que ela migrasse de instituição de ensino diversas vezes, até desistir do diploma.
Quase 8 anos depois, Thalyta decidiu retomar a graduação, só que, dessa vez, na modalidade à distância. Foi um choque de realidade, conta.
“Era basicamente um Youtube: só vídeos gravados”, diz. “E os professores não tinham didática para gravar. Acho que eles teriam ficado mais tranquilos se pudessem ver nossos rostos e perceber se estávamos entendendo o conteúdo. Mas esse formato não deixa. Foi tudo cru e raso, bem raso.”
A única interação da jovem com os colegas de sala era por grupo de Whatsapp — e de forma superficial. “Não tinha conversa, era mais um pessoal perguntando ‘e o trabalho x?’, ‘e a nota y?’. Não vi a cara de ninguém”, conta.
🖥️Agora, aos 33 anos, ela faz pós-graduação… em EAD. Dessa vez, no entanto, a experiência vem sendo positiva por duas razões: as aulas são síncronas (ou seja, alunos e docentes interagem em tempo real), e a própria Thalyta está mais focada.
“Estou fazendo um curso com um professor brasileiro que mora na Flórida. São aulas ao vivo, então, passo as noites de sexta-feira e os sábados inteiros sentada na cadeira, acompanhando. Abro a câmera, converso [com o docente] e pergunto quantas vezes eu quiser”, afirma.
“Na EAD, a pessoa precisa ser mais madura e ter muita disciplina e estrutura. Para a galera novinha, vai depender muito do perfil, mas é mais difícil funcionar.”
‘NA EAD, adaptei os estudos ao trabalho — mas só funcionou porque já tinha feito licenciatura presencial antes’
Nayara reforça a importância da experiência em sala de aula na formação de educadores
Arquivo pessoal
Nayara Barbosa, de 24 anos, concluiu, no fim de 2023, sua segunda graduação: pedagogia, na modalidade à distância.
Segundo ela, o fato de já ter se formado antes em Letras – Licenciatura, em um curso presencial de uma universidade pública, fez toda a diferença para que a experiência fosse positiva.
“Cursei muitas disciplinas eletivas da Pedagogia quando fazia Letras. Então, já tinha passado por bibliotecas infantis, brinquedotecas e projetos com crianças em comunidades”, explica. “Como não fiquei sem essa vivência, pude usar a vantagem da EAD de estudar no meu tempo, em casa, adaptando a faculdade à minha rotina de trabalho. A experiência foi mais positiva.”
Nayara avalia que a parte prática é essencial para a formação de pedagogos.
“A distância nos afasta bastante disso. A troca entre alunos e professores em sala de aula é muito importante. [Antes da EAD], fiz faculdade em um lugar que tinha espaços lúdicos e contato direto com a comunidade. Isso enriqueceu muito a minha formação. Nos cursos à distância, nada disso existe.”
📉Entenda as mudanças na EAD
O crescimento da EAD levantou uma preocupação: como regular a qualidade dessas graduações? Foi nesse contexto que o MEC anunciou, no início de maio, a Nova Política de Educação à Distância:
✏️️As graduações de Medicina, Direito, Odontologia, Enfermagem e Psicologia deverão ser ofertadas exclusivamente no formato presencial.
✏️️Nenhum curso poderá ser 100% à distância. O formato EAD passa a exigir que, no mínimo, 20% da carga horária seja cumprida:
presencialmente — na sede da instituição ou em algum campus externo, com todos os participantes (professores e alunos) fisicamente presentes—;
ou por atividades síncronas mediadas (como aulas on-line ao vivo, por exemplo).
Veja mais detalhes aqui.
Secretária do MEC tira dúvidas sobre regras do EAD

Unicamp 2026: entenda quais as formas de ingresso na instituição além do vestibular tradicional

Unicamp mantém vestibular de manhã e retira prova de habilidades para arquitetura; veja novidades
Imagem aérea do campus da Unicamp em Campinas
Reprodução/EPTV
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) oferece 3.368 vagas para ingresso nos cursos de graduação em 2026.
Dessas, 2.520 são destinadas ao vestibular tradicional, mas os interessados em estudar da instituição também podem recorrer a outras quatro modalidades.
A seguir, o g1 detalha quais são e quantas vagas são oferecidas por cada uma (clique para saber mais):
341 vagas: Enem-Unicamp
327 vagas: Provão Paulista
59 vagas: Vestibular Indígena
121 vagas: Olimpíadas de Conhecimento
Enem-Unicamp
Para se inscrever na modalidade Enem-Unicamp, o candidato precisa ter estudado integramente em escolas da rede pública no ensino médio.
A seleção não tem relação com o Sisu. As vagas dessa modalidade utilizam as notas do Enem, considerando a prova mais recente, e seguem um edital próprio que ainda será publicado.
Os candidatos podem se inscrever simultaneamente no Enem-Unicamp e no Vestibular Tradicional, mas o cadastro deve ser feito separadamente, no site da Comvest, na página de cada modalidade.
Para participar deste processo, os interessados podem escolher até duas opções de curso. Acesse a página de inscrição da modalidade Enem-Unicamp clicando AQUI.
Provão Paulista
O Provão Paulista é uma avaliação do Governo do Estado que oferece vagas aos estudantes do ensino médio matriculados em escolas públicas. Essa forma de ingresso é voltada àqueles que desejam concorrer a vagas nas principais universidades públicas paulistas, como é o caso da Unicamp.
Para essa modalidade, as inscrições não são feitas no site da Comvest, mas, sim, no portal do próprio Provão Paulista. A elaboração e aplicação do exame é feita pela Vunesp, com aplicação presencial das provas nas escolas, em data única.
Além disso, é possível se inscrever nesta modalidade e no Vestibular Tradicional simultaneamente. A próxima prova está prevista para janeiro. Acesse a página de inscrição do Provão Paulista clicando AQUI.
Vestibular Indígena
O Vestibular Indígena é um processo seletivo destinado exclusivamente para os candidatos pertencentes a etnias indígenas do território brasileiro. As inscrições são gratuitas e realizadas pela internet, sendo necessário a comprovação da origem indígena por meio da documentação especificada no edital da edição.
A seleção é unificada entre a Unicamp e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), permitindo que os candidatos concorram a cursos em ambas as instituições com uma única inscrição. Cada candidato pode indicar até dois cursos, sendo um em cada universidade. Os editais do ano detalham as regras e a distribuição de vagas por curso.
Os aprovados no Vestibular Indígena para vagas na Unicamp são matriculados no Programa Formativo Intercultural para Ingressantes pelo Vestibular Indígena (ProFIIVI), de caráter obrigatório, com disciplinas nas áreas específicas dos cursos escolhidos. Após o cumprimento, os estudantes iniciarão os cursos para os quais foram convocados.
O exame do Vestibular Indígena é aplicado nas cidades de Campinas (SP), Recife (PE), Santarém (PA), São Gabriel da Cachoeira (AM) e Tabatinga (AM) e é realizado em língua portuguesa. A prova é composta por 50 questões de múltipla escolha e uma redação, abrangendo as seguintes áreas do conhecimento: linguagens e códigos, ciências da natureza, matemática e ciências humanas.
Acesse a página de informações do Vestibular Indígena no site da Comvest clicando AQUI.
Olimpíadas de Conhecimento
O ingresso pelas Vagas Olímpicas é destinado a estudantes do ensino médio que tiveram destaque em competições de conhecimento. Podem se inscrever alunos de escolas públicas e privadas que tenham sido medalhistas ou obtido ótimo desempenho nas competições listadas no edital da edição.
Os candidatos dessa modalidade podem escolher até dois cursos de 1ª e 2ª opção, considerando que cada um exigirá pontuações específicas de acordo com as competições aceitas. Não é necessário realizar nenhuma prova.
No momento da inscrição, que é online e gratuita, devem ser enviados os documentos comprobatórios da premiação ou participação da olimpíadas correspondente. Será possível anexar até dois documentos, um para cada opção de curso selecionada.
Acesse a página de inscrições das Vagas Olímpicas no site da Comvest clicando AQUI.
Vestibular 2026
Nesta sexta-feira (1º) a Unicamp realizou o lançamento oficial do Vestibular 2026, que receberá inscrições até o dia 1º de setembro. Ao todo são 2.520 vagas em 69 cursos superiores.
A principal novidade está na retirada da prova de habilidades específicas para o curso de arquitetura e urbanismo e a redução de duas questões da segunda fase.
Além disso, a prova será realizada pela manhã, assim como ocorreu no Vestibular 2025. Para conferir todos os detalhes, clique AQUI.
Veja o calendário completo:
Inscrições e pagamento da taxa de inscrição: 1º de agosto a 1º de setembro
Prova de habilidades específicas – música: setembro
1ª fase do vestibular: 26 de outubro
2ª fase do vestibular: 30 de novembro a 1º de dezembro
Provas de habilidades específicas: 3 a 5 de dezembro
Divulgação dos aprovados em 1ª chamada: 23 de janeiro de 2026
Unicamp 2026: período de incrições para o vestibular começa nesta sexta; veja mudanças
VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região
Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

Após erro em boleto, data para pagamento da inscrição na Prova Nacional Docente é prorrogada

Unicamp mantém vestibular de manhã e retira prova de habilidades para arquitetura; veja novidades
Boletos da PND não foram atualizados para 01º de agosto
Arquivo pessoal
O Ministério da Educação prorrogou até 6 de agosto o prazo para pagamento da taxa de inscrição da Prova Nacional Docente (PND). A medida visa beneficiar candidatos que não obtiveram isenção da taxa. A aplicação do exame permanece marcada para 26 de outubro de 2025
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A decisão foi tomada após relato de professores sobre problemas no pagamento. Isso ocorreu porque, depois que o Ministério da Educação (MEC) alterou o cronograma e estendeu as inscrições até 30 de julho, o edital passou a informar que as taxas de inscrição (R$ 85) poderiam ser pagas até sexta-feira, 1º de agosto. No entanto, os boletos bancários emitidos não foram atualizados: quem tentou quitá-los recebeu o aviso de que venceram no dia 30.
➡️O que é a PND? Criada pelo Ministério da Educação (MEC), ela deverá funcionar como um concurso nacional e unificado para selecionar professores de educação básica que lecionarão nas redes públicas de ensino. Por meio da mesma avaliação, será possível que um docente se candidate tanto para uma vaga de um município no Sul do país quanto para uma oportunidade no Nordeste, por exemplo.
Valeska e Angélica dizem que o próprio governo enviou mensagem falando da prorrogação do prazo
Arquivo pessoal
Alteração de cronograma
O prazo de inscrição da Prova Nacional Docente (PND), que teria terminado na última sexta-feira (25), foi prorrogado até 30 de julho, com pagamentos aceitos agora até 6 de agosto. Veja o novo cronograma completo mais abaixo.
A mudança ocorreu horas depois de uma decisão judicial determinar que profissionais licenciados em Teatro e em Dança também devem ser ter o direito de participar do exame.
Novo cronograma da PND
Inscrições: 14/07 a 30/07
Pagamento da taxa de inscrição: 14/07 a 6/08
Tratamento pelo nome social: 14 a 30/07
Atendimento especializado – Solicitação: 14 a 25/07/2025
Aplicação da prova: 26/10
Resultado final: 10/12
Outro problema: exclusão dos professores de Dança e de Teatro
A Justiça Federal da 4ª Região do Rio Grande do Sul decidiu, na segunda-feira (21), que quem se formou nos cursos de licenciatura de Dança e de Teatro também deve ter o direito de participar do exame.
Na página oficial da avaliação, os candidatos interessados em fazer a prova precisam informar sua área de atuação. Dos cursos diretamente ligados a movimentos artísticos e/ou corporais, apenas aparecem na lista: Artes Visuais, Educação Física e Música. Não há a opção de selecionar as licenciaturas em Dança e em Teatro.
Ao g1, o MEC afirmou que recorrerá. O sistema continuava, na manhã de sexta (1º), sem incluir essas duas áreas.
Lista de opções não inclui cursos de Dança e de Teatro
Reprodução
A decisão da Justiça é uma "tutela provisória de urgência", ou seja, tem caráter temporário e foi tomada para evitar que alunos sejam prejudicados enquanto o processo ainda estiver em curso.
Quais os argumentos para a exclusão ou a inclusão da Dança e do Teatro?
Professores de dança e de teatro não foram originalmente contemplados pelo edital da PND
Divulgação
➡️Como a prova servirá justamente para facilitar a realização de concursos públicos e a contratação de professores, associações do setor afirmaram que excluir esses dois cursos prejudica o acesso de parte dos docentes ao mercado de trabalho.
Em ação civil pública, entidades como o Fórum Nacional de Dança e a Associação Nacional de Pesquisadores em Dança e Artes Cênicas reivindicaram a modificação do edital, considerado por elas como "arbitrário, ilegal e desproporcional".
"Foi um erro técnico do ministério. Os municípios que adotarem as notas da Prova Nacional Docente não terão professores de Teatro e de Dança, só de artes em geral? Muito difícil acreditar que [as redes] farão concursos separados só para essas áreas", diz Ian Angeli, advogado das entidades.
Na decisão provisória, o juiz justificou sua decisão afirmando que "danos iminentes e irreparáveis" seriam causados pela exclusão.
➡️Segundo a decisão judicial, o MEC justificou a exclusão afirmando que Dança e Teatro não têm um currículo público comum — o que impossibilitaria a formulação de uma prova padronizada, com questões específicas para todos os professores formados nessas áreas.
O edital original da PND afirma que o "instrumento avaliativo da PND será o mesmo do Enade das Licenciaturas". Dança e Teatro, no entanto, não participam do Enade, justamente pela ausência de uma matriz comum (e pelo baixo número de cursos no país).
O edital previa que a avaliação contemplasse as seguintes áreas:
Artes Visuais
Biologia
Ciências Sociais
Computação
Educação Física
Filosofia
Física
Geografia
História
Letras Português
Letras Português e Espanhol
Letras Português e Inglês
Letras Inglês
Matemática
Música
Química
Pedagogia
Inscrições para a Prova Nacional Docente seguem abertas até 25 de julho

Unicamp mantém vestibular de manhã e retira prova de habilidades para arquitetura; veja novidades

Unicamp mantém vestibular de manhã e retira prova de habilidades para arquitetura; veja novidades
Segundo dia de prova da segunda fase do vestibular da Unicamp ocorre nesta segunda (2°)
Pedro Amatuzzi/g1
A Unicamp decidiu retirar a prova de habilidades específicas para o vestibular do curso de arquitetura. A informação foi confirmada pela comissão organizadora (Comvest), na manhã desta sexta-feira (1), quando foram abertas as inscrições para o processo seletivo de 2026. Além disso, a instituição confirmou que o exame será realizado pelo segundo ano consecutivo pela manhã.
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O vestibular, no modelo convencional, vai oferecer 2.537 vagas em 69 cursos superiores. A universidade ainda tem possibilidades de ingresso nas modalidades Enem-Unicamp, Provão Paulista, Vagas Olímpicas e Vestibular Indígena. No total, são 3.368 vagas.
A primeira fase do vestibular 2026 da Unicamp será realizada no dia 26 de outubro de 2025, e a segunda acontecerá nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro de 2025. A inscrição para o vestibular pode ser realizada pela internet. A taxa é de R$ 221 e pode ser paga até o dia 8 de setembro.
Para a modalidade via Enem, a inscrição é automática. Ou seja, ao realizarem a inscrição, candidatos de escolas públicas que optaram pelo PAAIS (programa de bônus na nota voltado a estudantes de escolas públicas) ou cotas étnico-raciais, já estarão automaticamente inscritos gratuitamente na modalidade.
A lista de estudantes contemplados com a isenção do pagamento da taxa de inscrição do vestibular foi divulgada no dia 25 de julho.
Do total de 10.605 candidatos que fizeram a solicitação, 9.404 receberam o benefício após análise da documentação comprobatória
Fim da prova de habilidades para arquitetura
Durante a entrevista coletiva desta sexta-feira, a coordenadora acadêmica da Comvest, Márcia Mendonça, afirmou que a retirada da prova de habilidades específicas para arquitetura foi decidida após "anos de estudo". Segundo ela, a decisão foi tomada em conformidade com os coordenadores de curso, para viabilizar a participação de estudantes que não estão em Campinas.
"Sem essa prova, podemos democratizar o acesso, porque candidatos de outras regiões do país não precisarão se deslocar até Campinas para realizar a prova de habilidades. Pelos nossos estudos estatísticos percebemos que seria possível retirar a prova e manter a qualidade da avaliação", afirmou a coordenadora.
É a segunda vez na história que a Unicamp decide acabar com uma prova de habilidades específicas. A primeira vez aconteceu com o curso de odontologia, em 2009.
Atualmente, ainda há a aplicação das provas específicas para música, artes cênicas, artes visuais e dança.
Anúncio de novidades no vestibular da Unicamp nesta sexta-feira
Yasmin Castro/g1
Vestibular de manhã e carreira de treineiro mantidos
Em 2024, a universidade realizou o vestibular no período da manhã pela primeira vez. À época, a Comvest afirmou que a decisão havia sido tomada para evitar impactos com extremos climáticos.
Neste ano, o horário de início da prova foi mantido para às 9h porque a comissão entendeu a mudança como "muito acertada".
"A preocupação era as chuvas fortes no fim da tarde durante o verão. Ser realizado de manhã teve a preocupação de evitar isso, já que as chuvas são mais raras no verão na parte da manhã e isso não causou grandes procupações em relação à chegada. As avaliações que recebemos sobre o vestibular no período da manhã foram muito positivas", disse Márcia.
Além disso, a Unicamp também decidiu manter a opção da carreira de treineiro, voltada a estudantes que ainda não concluíram o ensino médio.
Anteriormente, os candidatos desse perfil podiam optar por prestar o vestibular escolhendo qualquer curso disponível. Agora, obrigatoriamente, deverão selecionar uma das três opções: Treineiros de Ciências Humanas/Artes, Treineiros de Ciências Exatas/Tecnológicas ou Treineiros de Ciências Biológicas/Saúde.
Os candidatos da carreira de treineiros terão sua classificação divulgada e receberão um certificado de participação.
Redução de questões
A Comvest já havia informado que a segunda fase do vestibular 2026 terá 18 questões, e não mais 20. Na época, o diretor, José Alves de Freitas Neto, argumentou que o objetivo é deixar a prova menos exaustiva, considerando as exigências de leitura.
Com a mudança os candidatos terão, no segundo dia de provas da segunda fase, que responder à seguinte quantidade de questões:
Candidatos da área de ciências humanas/artes: 5 questões de história, 5 de geografia, 1 de filosofia e 1 de sociologia.
Candidatos da área de ciências da natureza: 7 questões de biologia, 5 de química.
Candidatos da área de ciências exatas/tecnológicas: 7 questões de física e 7 de química.
Calendário
Inscrições e pagamento da taxa de Inscrição: 1º de agosto a 1º de setembro
Prova de habilidades específicas – música: setembro
1ª fase do vestibular: 26 de outubro
2ª fase do vestibular: 30 de novembro a 1º de dezembro
Provas de habilidades específicas: 3 a 5 de dezembro
Divulgação dos aprovados em 1ª chamada: 23 de janeiro de 2026
Cidades onde a prova é aplicada
Americana;
Araçatuba;
Barueri;
Bauru;
Belo Horizonte;
Botucatu;
Bragança Paulista;
Brasília;
Campinas;
Curitiba;
Fortaleza;
Franca;
Guarulhos;
Indaiatuba;
Jundiaí;
Limeira;
Lorena;
Marília;
Mogi das Cruzes;
Mogi Guaçu;
Osasco;
Piracicaba;
Presidente Prudente;
Recife;
Ribeirão Preto;
Salvador;
Santo André;
Santos;
São Bernardo do Campo;
São Carlos;
São João da Boa Vista;
São José do Rio Preto;
São José dos Campos;
São Paulo;
Sorocaba;
Sumaré;
Valinhos.
Os cursos
Exatas/tecnológicas:
Ciência da Computação (Noturno)
Curso 51 – Ingresso para: Engenharia Física/Física/Física Médica e Biomédica/ Matemática/Mat.Aplic. e Computacional (Integral)
Engenharia Agrícola (Integral)
Engenharia Civil (Integral)
Engenharia de Alimentos (Integral)
Engenharia de Alimentos (Noturno)
Engenharia de Computação (Integral)
Engenharia de Controle e Automação (Noturno)
Engenharia Elétrica (Integral)
Engenharia Elétrica (Noturno)
Engenharia Mecânica (Integral)
Engenharia Química (Integral)
Engenharia Química (Noturno)
Estatística (Integral)
Geologia (Integral)
Licenciatura em Física (Noturno)
Licenciatura em Matemática (Noturno)
Licenciatura Integrada Química/Física (Noturno)
Química (Integral)
Química Tecnológica (Noturno)
Engenharia Ambiental (Noturno) – campus de Limeira
Engenharia de Manufatura (Integral) – campus de Limeira
Engenharia de Produção (Integral) – campus de Limeira
Engenharia de Telecomunicações (Integral) – campus de Limeira
Engenharia de Transportes (Noturno) – campus de Limeira
Sistemas de Informação (Integral) – campus de Limeira
Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (Noturno) – campus de Limeira
Tecnologia em Saneamento Ambiental (Noturno) – campus de Limeira
Humanas/Artes:
Arquitetura e Urbanismo (Noturno)
Artes Cênicas (Integral)
Artes Visuais (Integral)
Ciências Econômicas (Integral)
Ciências Econômicas (Noturno)
Ciências Sociais (Integral)
Ciências Sociais (Noturno)
Comunicação Social – Midialogia (Integral)
Dança (Integral)
Estudos Literários (Integral)
Filosofia (Integral)
Geografia (Integral)
Geografia (Noturno)
História (Integral)
Licenciatura em Letras – Português (Integral)
Licenciatura em Letras – Português (Noturno)
Linguística (Integral)
Música: Composição (Integral)
Música Erudita: Instrumentos (Integral)
Música: Licenciatura (Integral)
Música Popular: Instrumentos (Integral)
Música: Regência (Integral)
Pedagogia – Licenciatura (Integral)
Pedagogia – Licenciatura (Noturno)
Administração (Noturno) – campus de Limeira
Administração Pública (Noturno) – campus de Limeira
Biológicas/Saúde:
Ciências Biológicas (Integral)
Educação Física (Integral)
Educação Física (Noturno)
Enfermagem (Integral)
Farmácia (Integral)
Fonoaudiologia (Integral)
Licenciatura em Ciências Biológicas (Noturno)
Medicina (Integral)
Ciências do Esporte (Integral) – campus de Limeira
Nutrição (Integral) – campus de Limeira
Odontologia (Integral) – campus de Piracicaba
Unicamp abre inscrições para 1ª edição de vestibular exclusivo para refugiados
VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região
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