Tema da redação do Enem na Grande Belém expõe desigualdade histórica no campo, diz professor: ‘escancara paradoxo do Brasil rural’

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O tema da redação do Enem aplicado neste domingo (30) na Grande Belém — “A valorização dos trabalhadores rurais no Brasil” — é uma oportunidade para discutir um grupo “essencial e historicamente invisível” no país, avalia o professor Ademar Celedônio, diretor de Ensino e Inovações Educacionais do SAS Plataforma de Educação. Segundo ele, a proposta escancara a contradição entre a importância estratégica do trabalho no campo e a baixa valorização social, econômica e simbólica de quem vive dessa atividade.

Ministro da Educação publica tema da redação no Enem na Grande Belém
Redes sociais/Reprodução
O tema é inédito, portanto, diferente o assunto da redação aplicado, no dia 9 de novembro, às demais cidades paraenses e também do Brasil foi "Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira". A prova na Grande Belém foi adiada por causa da COP 30, realizada em novembro na capital paraense. São 95,7 mil inscritos em Belém, Ananindeua e Marituba. O 2º dia de Enem será no dia 7 de dezembro.
Ao trazer o tema “A valorização dos trabalhadores rurais no Brasil”, o Enem convida o estudante a enxergar o campo como parte concreta da estrutura do país, e não apenas como cenário distante. “A valorização não pode ficar só no discurso. Ela passa por proteção social, condições dignas de trabalho, acesso à educação, à tecnologia e a oportunidades reais de crescimento”, diz.

Segundo o último Censo Agropecuário do IBGE, em 2017 o Brasil tinha 15,1 milhões de pessoas ocupadas nos estabelecimentos agropecuários, sendo que “77% deles foram classificados como agricultura familiar”, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária.
“No Brasil, esses trabalhadores garantem a segurança alimentar, o abastecimento das cidades, sustentam cadeias industriais inteiras e preservam saberes tradicionais do campo. Mesmo assim, são mais expostos à informalidade, à precarização e a casos de trabalho análogo à escravidão do que a média nacional”, afirma Celedônio.
Educação rural, permanência no campo e transição ecológica
Na análise de Celedônio, o tema abre caminho para que os estudantes abordassem diferentes dimensões do Brasil rural: da educação no campo à conectividade, da permanência das famílias nas comunidades rurais às políticas públicas de formalização e fiscalização. Ele também destaca o papel dos trabalhadores rurais na agenda ambiental.
“Esses profissionais são centrais para qualquer projeto sério de transição ecológica. Falar de sustentabilidade sem falar das condições de trabalho e de vida no campo é incompleto”, avalia.
O professor lembra ainda que o avanço da urbanização contribui para que o papel dos trabalhadores rurais se torne cada vez menos visível para quem vive nas cidades. “A redação cumpre um papel social ao trazer esse grupo para o centro do texto. Obriga o estudante a reconhecer que a comida que chega à mesa, a matéria-prima que movimenta a indústria e parte da cultura brasileira dependem diretamente dessas pessoas.”
Segundo ele, o comando da proposta também estimulou a construção de soluções. “O jovem foi convidado a pensar em caminhos viáveis: programas de formação técnica, incentivo à inovação agrícola, políticas de reconhecimento e campanhas que aproximem o campo da cidade.”
“Foi um tema atual, pertinente e profundamente conectado ao cotidiano do país, alinhado ao que o Enem costuma propor: reflexão crítica e cidadã sobre questões que moldam o desenvolvimento brasileiro”, conclui.
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Como é o primeiro dia de provas do Enem
No primeiro dia do Enem, a prova tem:
45 questões de Linguagens,
45 questões de Ciências Humanas,
e Redação.
As provas começaram às 13h30 e se encerram às 19h.
No segundo domingo de provas, o exame tem duração máxima de 5 horas — meia hora a menos que o primeiro dia — e vai até as 18h30.
A saída da sala é permitida a partir das 15h30, mas sem o caderno de questões.
Só é possível deixar a sala com o caderno em mãos faltando 30 minutos para o fim do exame: portanto, após as 18h.
A avaliação será diferente?
O MEC informou que o Enem segue a Teoria de Resposta ao Item (TRI), que avalia o desempenho dos participantes considerando o nível de conhecimento individual e as características de cada questão. Isso permite a comparabilidade entre os resultados de provas diferentes.
"Mesmo com provas distintas da aplicação regular, a metodologia garante a equidade e a isonomia para todos os inscritos", informou.
Confira o tema da redação do Enem em outros anos
Enem 2024 – "Desafios para a valorização da herança africana no Brasil"
Enem 2023 – "Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”
Enem 2022 – "Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil"
Enem 2021 – "Invisibilidade e Registro Civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil"
Enem 2020 – "O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira", na versão impressa; e "O desafio de diminuir a desigualdade entre regiões no Brasil", na digital.
Enem 2019 – "Democratização do acesso ao cinema no Brasil"
Enem 2018 – "Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet"
Enem 2017 – "Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil"
Enem 2016 – "Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”
Enem 2015 – "A Persistência da Violência contra a Mulher na Sociedade Brasileira"
Enem 2014 – "Publicidade infantil em questão no Brasil"
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Tema da redação do Enem 2025 na Grande Belém é ‘A valorização dos trabalhadores rurais no Brasil’

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Ministro da Educação publica tema da redação no Enem na Grande Belém
Redes sociais/Reprodução
O tema de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na Grande Belém é “A valorização dos trabalhadores rurais no Brasil”. A informação foi publicada pelo ministro da Educação, Camilo Santana, em uma rede social.
"Hoje, os 95.784 inscritos nas cidades de Belém, Marituba e Ananindeua, no Pará, fazem a prova do Enem 2025. O tema da redação deste domingo é: 'A valorização dos trabalhadores rurais no Brasil'".
A prova na Grande Belém foi adiada por causa da COP 30, realizada em novembro na capital paraense. São 95,7 mil inscritos em Belém, Ananindeua e Marituba. O 2º dia de Enem será no dia 7 de dezembro.
O tema da redação aplicado às demais cidades paraenses e também do Brasil foi "Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira".
O MEC informou que a prova na Grande Belém teria tema inédito de redação, mas que também será corrigida segundo a mesma matriz de correção da prova regular.
O Enem é a principal porta de entrada para o ensino superior, e permite ao candidato pleitear vagas em universidades públicas e privadas de todo o país.
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Como é o primeiro dia de provas do Enem
No primeiro dia do Enem, a prova tem:
45 questões de Linguagens,
45 questões de Ciências Humanas,
e Redação.
As provas começaram às 13h30 e se encerram às 19h.
No segundo domingo de provas, o exame tem duração máxima de 5 horas — meia hora a menos que o primeiro dia — e vai até as 18h30.
A saída da sala é permitida a partir das 15h30, mas sem o caderno de questões.
Só é possível deixar a sala com o caderno em mãos faltando 30 minutos para o fim do exame: portanto, após as 18h.
A avaliação será diferente?
O MEC informou que o Enem segue a Teoria de Resposta ao Item (TRI), que avalia o desempenho dos participantes considerando o nível de conhecimento individual e as características de cada questão. Isso permite a comparabilidade entre os resultados de provas diferentes.
"Mesmo com provas distintas da aplicação regular, a metodologia garante a equidade e a isonomia para todos os inscritos", informou.
Confira o tema da redação do Enem em outros anos
Enem 2024 – "Desafios para a valorização da herança africana no Brasil"
Enem 2023 – "Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”
Enem 2022 – "Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil"
Enem 2021 – "Invisibilidade e Registro Civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil"
Enem 2020 – "O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira", na versão impressa; e "O desafio de diminuir a desigualdade entre regiões no Brasil", na digital.
Enem 2019 – "Democratização do acesso ao cinema no Brasil"
Enem 2018 – "Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet"
Enem 2017 – "Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil"
Enem 2016 – "Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”
Enem 2015 – "A Persistência da Violência contra a Mulher na Sociedade Brasileira"
Enem 2014 – "Publicidade infantil em questão no Brasil"
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Provão Paulista: prazo para escolha de cursos termina nesta sexta

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Praça do Relógio, na cidade universitária da USP
Divulgação
O prazo para os estudantes que participaram do Provão Paulista Seriado, avaliação organizada pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, escolherem os cursos desejados para ingresso em universidades e faculdades públicas paulistas termina nesta sexta-feira (28).
Neste ano, o Provão oferece 15.717 vagas em instituições como Universidade de São Paulo (USP), Unicamp, Unesp, Fatec e Univesp. O sistema avalia os estudantes ao longo das três séries do Ensino Médio, acumulando as notas para a classificação final.
Cada candidato pode selecionar até quatro cursos, respeitando algumas regras:
Máximo de um curso por universidade;
Até dois cursos dentro da mesma instituição;
Alunos do 3º ano do Ensino Médio podem filtrar opções próximas de casa.
👉 A escolha deve ser feita exclusivamente pelo portal provaopaulistaseriado.vunesp.com.br.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Regras
Antes de registrar as opções, é necessário:
Confirmar os dados pessoais;
Indicar o grupo de pertencimento;
Informar a renda per capita da família.
O acesso é realizado com RA para alunos da rede estadual, municipal e das Etecs, e com CPF para os demais.
A lista completa de cursos está disponível no edital do Provão Paulista 2025.
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Como aprender qualquer coisa do zero

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Paciente com Parkinson toca clarinete enquanto faz cirurgia no cérebro
O fascínio de Tom Vanderbilt pelo processo de aprendizagem ao longo da vida começou com os hobbies da filha: piano, futebol, taekwondo. Ele queria encorajá-la em suas novas atividades e a acompanhava nas aulas e torneios.
Enquanto ela exercitava a mente, ele respondia e-mails, se divertia no celular ou olhava para o nada até a filha terminar. E logo reconheceu a hipocrisia da situação.
"Eu estava incutindo nela a importância de aprender todas essas diferentes habilidades", afirma. "Mas ela poderia facilmente ter me perguntado: 'Por que você não faz todas essas coisas, então?'"
A começar com aulas de xadrez, ele decidiu passar um ano desenvolvendo uma série de novas habilidades. Aprendeu a cantar, desenhar, fazer malabarismos e surfar.
Em nenhum momento, ele esperava dominar totalmente essas habilidades ou mostrar suas proezas com um feito extraordinário, como ganhar uma competição. Em vez disso, ele queria desfrutar do prazer do processo.
"Como adultos, nós imediatamente colocamos pressão sobre nós mesmos com objetivos. Sentimos que não podemos nos dar ao luxo de aprender só pelo aprendizado."
Vanderbilt detalhou sua jornada no livro Beginners ("Principiantes", em tradução livre), em que combina suas experiências pessoais com a ciência de ponta por trás da aquisição de habilidades.
A BBC conversou com ele para entender os mitos da aprendizagem de adultos e os benefícios substanciais que a "mentalidade de principiante" pode trazer para nossas vidas.
As crianças estão programadas para aprender — mas isso não significa que os adultos não sejam capazes
Getty Images/BBC
Como aprender bem
Começando o projeto com quase 40 anos, Vanderbilt sabia que teria dificuldade de corresponder às habilidades de aprendizagem de crianças, como sua filha.
As crianças são especialmente boas em captar padrões implicitamente — entendendo que certas ações levarão a determinados tipos de eventos, sem qualquer explicação ou descrição do que estão fazendo.
Depois dos 12 anos, no entanto, perdemos parte dessa capacidade de absorver novas informações.
Mas não devemos ser muito pessimistas em relação às nossas próprias habilidades.
Embora os adultos possam não absorver novas habilidades tão facilmente quanto uma criança, ainda temos "neuroplasticidade" — capacidade do cérebro de se reprogramar em resposta a novos desafios.
Tom Vanderbilt aprendeu a surfar com quase 40 anos
Getty Images/BBC
Em seu ano de aprendizado, Vanderbilt conheceu muitas pessoas que já passaram da meia-idade e ainda exerciam esse "superpoder".
Além disso, a pesquisa de Vanderbilt revelou alguns princípios básicos de um bom aprendizado que qualquer pessoa pode usar para tornar o aprendizado mais eficaz.
O primeiro pode parecer óbvio, mas esquecemos facilmente: precisamos aprender com nossos erros.
Portanto, em vez de apenas repetir as mesmas ações sem pensar, precisamos ser mais focados e analíticos, refletindo sobre o que fizemos certo e o que fizemos de errado — os psicólogos chamam isso de "prática deliberada".
Vanderbilt notou isso ao jogar xadrez.
Você pode passar horas jogando online, mas isso não seria tão eficaz quanto estudar as estratégias de profissionais ou discutir os motivos de suas derrotas com um professor de xadrez.
O segundo princípio é mais contraintuitivo: precisamos nos certificar de que nossa prática seja variada.
No malabarismo, por exemplo, trocar os objetos, ou mudar a altura em que você os lança, foi útil para ele, que tentou sentado e enquanto caminhava.
Estudos mostraram que idosos que aprenderam novas habilidades apresentaram uma melhora pronunciada em testes cognitivos
Photothek via Getty Images/BBC
Como um cientista disse a Vanderbilt, isso é "repetição sem repetição" e força os padrões aprendidos do cérebro a se tornarem mais flexíveis, permitindo que você lide com dificuldades imprevisíveis — como um erro em um de seus movimentos anteriores que pode fazer com que você perca o controle.
Mais intrigante ainda, Vanderbilt descobriu que muitas vezes aprendemos melhor quando sabemos que teremos de ensinar a mesma habilidade a outros.
Não está claro por que isso acontece, mas essa expectativa parece aumentar o interesse e a curiosidade das pessoas, o que estimula a atenção do cérebro e ajuda a garantir que ele estabeleça traços de memória mais fortes.
Vanderbilt teve muitas oportunidades de ensinar o que havia aprendido, já que frequentemente incluía sua filha em seus projetos.
Portanto, seja o que for que você esteja tentando dominar a nível pessoal, considere compartilhar essa habilidade com alguém que você conhece.
E embora você possa achar proveitoso observar verdadeiros especialistas executando uma habilidade, Vanderbilt descobriu que também pode ser útil acompanhar outros novatos, uma vez que você pode analisar mais facilmente o que eles estão fazendo certo e o que estão fazendo de errado.
Com esse conhecimento, Vanderbilt progrediu bastante em cada uma das habilidades que se propôs a aprender. Cantar, diz ele, era um dos maiores obstáculos, emocionalmente.
"Esse processo de se abrir para um estranho da forma mais crua", explica.
Quando ele superou esse nervosismo, no entanto, cantar também se revelou a atividade mais gratificante.
"É a coisa a que eu provavelmente me doei ao máximo, porque tem um prazer inerente e faz você se sentir tão bem."
Ele acabou se tornando membro do coral de Britpop de Nova York.
Se você está inspirado a começar uma nova atividade sozinho, Vanderbilt aconselha começar com algo que seja fácil de integrar ao seu atual estilo de vida. Você pode se surpreender com a velocidade do seu progresso, diz ele.
"Muitas pessoas ficam presas à ideia de que isso é apenas um grande investimento de tempo — que é um caminho sem fim —, e isso é muito assustador para elas."
Ele descobriu que os traços dos seus desenhos, por exemplo, haviam melhorado significativamente no tempo que normalmente levaria para maratonar uma série de TV.
Vanderbilt descobriu que aprendemos melhor quando sabemos que teremos de ensinar a mesma habilidade a outros
Getty Images/BBC
O fator 'por quê'
Você ainda pode se perguntar por que deveria fazer esse esforço, quando poderia estar à toa no sofá.
Mas Vanderbilt destaca que há muitos benefícios em abraçar qualquer nova habilidade — incluindo algumas mudanças cerebrais de longo prazo que poderiam compensar parte do declínio mental que geralmente vem com o envelhecimento.
Ele cita um estudo com adultos — de 58 a 86 anos — que fizeram vários cursos em áreas como espanhol, música, composição e pintura.
Depois de alguns meses, eles não apenas haviam feito um bom progresso nas respectivas habilidades individuais, como também apresentaram uma melhora pronunciada em testes cognitivos mais amplos — que correspondia ao desempenho de adultos 30 anos mais jovens.
Curiosamente, esses benefícios pareciam ser provenientes da experimentação de várias habilidades, em vez de terem focado exclusivamente em uma em particular.
Como Vanderbilt escreve em seu livro, "em vez de correr uma maratona, você está submetendo seu cérebro a uma variedade de exercícios intervalados de alta intensidade. Cada vez que você começa a aprender essa nova habilidade, você está reconfigurando. Está treinando seu cérebro novamente para ser mais eficiente."
Temos a tendência de ver o 'diletante' como alguém superficial e sem dedicação. Mas parece que aqueles que são 'pau para toda obra' — o eterno principiante — podem ter um cérebro mais aguçado do que os mestres em uma única habilidade.
A busca de vários interesses diferentes ao longo da vida pode até aumentar sua criatividade.
Como David Epstein observou no livro David Robson, os ganhadores do Prêmio Nobel eram muito mais propensos a desfrutar de atividades artísticas como música, dança, artes visuais ou escrita criativa do que outros cientistas.
Conforme você começa a aprender uma nova habilidade, haverá momentos de frustração e de fracasso — mas essas podem ser, na verdade, as experiências mais importantes de todo o processo.
Depois de anos de experiência no jornalismo, Vanderbilt diz que os novos desafios foram uma mudança bem-vinda em seu "comodismo profissional".
"Meio que abriu minha mente e me trouxe de volta essa sensação de não saber", diz ele.
Vanderbilt diz que aprimorar suas técnicas de ilustração exigiu menos investimento de tempo do que ele imaginava
Tom Vanderbilt/BBC
Isso se aplicou especialmente a habilidades que já pareciam de alguma forma familiares — como desenhar.
"O aprendizado da coisa em si era, muitas vezes, diferente do que eu imaginava. Minhas expectativas eram constantemente contrariadas."
Várias pesquisas têm mostrado que a humildade intelectual — a capacidade de reconhecer os limites do nosso conhecimento — pode melhorar fortemente nosso pensamento e a tomada de decisão.
E essa capacidade de reconsiderar nossas ideias preconcebidas e abrir nossas mentes para novas formas de pensar pode ser cada vez mais importante no mundo em rápida mudança de hoje.
Quer estejamos aprendendo por prazer ou tentando aperfeiçoar nossas habilidades profissionais, todos nós podemos ser bem-sucedidos ao cultivar essa "mentalidade de principiante", em que não há certezas, e há tudo para aprender.
Este texto foi publicado originalmente em 17 de abril de 2021.

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Portaria 1 da Unesp de Bauru (SP)
Clara Sganzerla/g1
A Universidade Estadual Paulista (Unesp) divulgou nesta sexta-feira (28) o resultado da primeira fase do Vestibular 2026. Ao todo, 65.208 candidatos concorrem a 5.867 vagas em cursos de graduação oferecidos pela universidade.
👉 A consulta está disponível no site da Fundação Vunesp (www.vunesp.com.br), responsável pelo exame (é preciso número de identificação do candidato).
Na página, também é possível conferir o número mínimo de acertos por curso dos candidatos convocados para a próxima etapa.
A segunda fase do vestibular será composta por uma prova comum, aplicada nos dias 7 e 8 de dezembro (domingo e segunda-feira). Os exames ocorrerão em 31 cidades do estado de São Paulo e também em outros estados.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Além dos 24 municípios paulistas que possuem cursos da Unesp, a prova será aplicada em Americana, Campinas, Guarulhos, Jundiaí, Piracicaba, Ribeirão Preto e Santo André. Também haverá aplicação em Brasília (DF), Campo Grande (MS), Curitiba (PR) e Uberlândia (MG).
Para alguns cursos, há ainda a exigência de provas de habilidades específicas. É o caso dos cursos do Instituto de Artes, na capital paulista, e dos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Artes Visuais e Design, em Bauru. As datas seguem o calendário previsto no Manual do Candidato, disponível para consulta nos sites da Unesp e da Vunesp.
Distribuição de vagas por cidade
Os cursos da Unesp estão distribuídos em 24 cidades do estado de São Paulo. Confira o número de vagas por município:
Araçatuba: 112 vagas
Araraquara: 678 vagas
Assis: 309 vagas
Bauru: 899 vagas
Botucatu: 478 vagas
Dracena: 62 vagas
Franca: 328 vagas
Guaratinguetá: 243 vagas
Ilha Solteira: 234 vagas
Itapeva: 58 vagas
Jaboticabal: 224 vagas
Marília: 351 vagas
Ourinhos: 46 vagas
Presidente Prudente: 461 vagas
Registro: 56 vagas
Rio Claro: 373 vagas
Rosana: 50 vagas
São João da Boa Vista: 62 vagas
São José do Rio Preto: 344 vagas
São José dos Campos: 96 vagas
São Paulo: 185 vagas
São Vicente: 64 vagas
Sorocaba: 64 vagas
Tupã: 90 vagas
Sistema de reserva de vagas
Metade das vagas de cada curso é destinada a estudantes que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas, por meio do Sistema de Reserva de Vagas para a Educação Básica Pública (SRVEBP).
Dentro desse percentual, 35% das vagas são destinadas a candidatos que se autodeclarem pretos, pardos ou indígenas. Esse total inclui 934 vagas do Provão Paulista, reservadas exclusivamente para estudantes da rede pública.
Segundo a Unesp, o sistema de reserva tem garantido, desde o Vestibular 2017, a maioria de ingressantes vindos de escolas públicas.
Unesp reserva vagas para o Enem pela primeira vez no vestibular