Mais de 2 milhões de crianças estão fora da creche por dificuldade de acesso; famílias mais pobres sofrem para conseguir vaga

Por que o mar recua de forma impressionante antes da chegada de um tsunami?
Nas escolas sem notas e sem provas, quais alunos se dão bem?
Assim que o filho Lucas nasceu, a diarista Bruna Guimarães, de 29 anos, o colocou na fila de espera por uma vaga de creche em Mauá, na região metropolitana de SP, onde moram. Apenas em fevereiro deste ano, Lucas conseguiu uma vaga de tempo integral, o que permitiu que Bruna voltasse a trabalhar após mais de 2 anos parada.
Eu deixo ele na creche e vou para onde tenho a diária, mas dependo da minha mãe para buscar o Lucas na escolinha, porque geralmente só chego em casa depois das 18h.
A falta de creche comprometeu a renda da família de Bruna. Durante o tempo que ficou sem trabalhar, ela deixou de receber cerca de R$ 2,5 mil por mês para cuidar do filho. A família, então, passou a sobreviver apenas com o salário do marido dela.
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Assim como aconteceu com a mauaense, muitas famílias enfrentam dificuldades para conseguir uma vaga de creche para os filhos. Mesmo que a etapa não seja obrigatória, o impacto é grande na renda das famílias e no desenvolvimento das crianças.
Um levantamento do Todos Pela Educação com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C) e do Censo Escolar divulgada nesta segundap-feira (11) revelou que quase 2,3 milhões de crianças de até 3 anos estão fora da creche por dificuldade de acesso.
O dado fica ainda mais alarmante quando observado por divisões de quintil de renda — quando a população é dividida em cinco grupos que consideram a distribuição de renda, de 20% a 20%. Neste caso, fica evidente que quanto mais pobre é a família, mais dificuldade ela tem em acessar a educação infantil.
Motivo de não frequentar a creche para crianças de 0 a 3 anos.
Arte: Thalita Ferraz/g1
“A necessidade ou interesse por atendimento de crianças de 0 a 3 anos é relativamente semelhante nos diferentes níveis de renda, mas os mais pobres têm maior dificuldade de ter sua demanda atendida”, conclui o levantamento.
Frequentar creche é benéfico
Crianças em creche.
Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
Gabriel Corrêa, diretor de Políticas Públicas do Todos, reforça que a etapa da educação infantil, que engloba creche e rapé-escola, não é obrigatória, mas é muito benéfica para as crianças.
As crianças que não têm acesso à educação infantil são privadas de ter um ambiente seguro que estimule o seu desenvolvimento e interação com adultos que estão ali com plena atenção, preparados para estimular o desenvolvimento das crianças.
Além disso, estudos apontam que crianças que frequentam a educação infantil são mais propensas a terem uma trajetória escolar de sucesso.
Em contrapartida, crianças que não frequentam a etapa escolar podem enfrentar:
maior dificuldade no processo de alfabetização,
mais chances de ter atrasos de aprendizado e de desenvolvimento no ambiente escolar,
maior dificuldade de concluir a educação básica,
dificuldade de ingressar no ensino superior, e
dificuldade de ingressar no mercado de trabalho.
'São necessárias políticas específicas'
Na última terça-feira (5), o presidente Lula (PT) assinou o decreto que cria a Política Nacional Integrada para a Primeira Infância (PNIPI).
A iniciativa será coordenada pelo Ministério da Educação (MEC) e prevê a integração de diferentes áreas do governo para reunir informações das crianças de 0 a 6 anos. A PNIPI também deve ajudar na definição de políticas públicas que visem melhorar a qualidade de vida da criança e de suas famílias considerando diversos aspectos sociais.
Além disso, está em discussão no Congresso Nacional a definição de novas metas para o Plano Nacional de Educação (PNE) — que guia as estratégias e objetivos para a educação para os próximos 10 anos — que pode estabelecer uma meta de garantir a matrícula de até 60% das crianças de até 3 anos.
No último ciclo, que terminou em 2024, a meta era de 50%, mas o atendimento ficou em 41,2%, de acordo com o Todos Pela Educação.
Com as discussões alimentadas pelas novas políticas, Gabriel Corrêa acredita que é um momento propício para determinar planos de ação que priorizem a expansão de vagas para as famílias que têm maior dificuldade para garantir uma vaga.
O que vem acontecendo no Brasil, e os dados mostram isso, é que o atendimento tem se expandido de forma muito mais rápida para as famílias mais ricas. Essas famílias conseguem pagar uma escola particular ou estão em regiões das grandes cidades onde é mais fácil essa expansão do acesso.
Com as limitações das famílias mais pobres que não têm as mesmas oportunidades, o especialista avalia que o poder publico faça:
Mapeamento da demanda: para entender onde estão as famílias que mais precisam de creche.
Plano de expansão das vagas: que vise a equidade no acesso e a expansão das vagas em bairros mais afastados dos centros.
"Afinal, o atendimento em em creche e em pré-escola é um direito de todas as crianças, de todas as famílias. Está estabelecido na na Constituição Federal e é um serviço muito importante para o desenvolvimento infantil, independente da classe ou renda", conclui o especialista.
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Direitos iguais, acessos desiguais: famílias mais pobres enfrentam mais obstáculos para conseguir vaga em creche

Por que o mar recua de forma impressionante antes da chegada de um tsunami?
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Assim que o filho Lucas nasceu, a diarista Bruna Guimarães, de 29 anos, o colocou na fila de espera por uma vaga de creche em Mauá, na região metropolitana de SP, onde moram. Apenas em fevereiro deste ano, Lucas conseguiu uma vaga de tempo integral, o que permitiu que Bruna voltasse a trabalhar após mais de 2 anos parada.
Eu deixo ele na creche e vou para onde tenho a diária, mas dependo da minha mãe para buscar o Lucas na escolinha, porque geralmente só chego em casa depois das 18h.
A falta de creche comprometeu a renda da família de Bruna. Durante o tempo que ficou sem trabalhar, ela deixou de receber cerca de R$ 2,5 mil por mês para cuidar do filho. A família, então, passou a sobreviver apenas com o salário do marido dela.
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Assim como aconteceu com a mauaense, muitas famílias enfrentam dificuldades para conseguir uma vaga de creche para os filhos. Mesmo que a etapa não seja obrigatória, o impacto é grande na renda das famílias e no desenvolvimento das crianças.
Um levantamento do Todos Pela Educação com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C) e do Censo Escolar divulgada nesta segundap-feira (11) revelou que quase 2,3 milhões de crianças de até 3 anos estão fora da creche por dificuldade de acesso.
O dado fica ainda mais alarmante quando observado por divisões de quintil de renda — quando a população é dividida em cinco grupos que consideram a distribuição de renda, de 20% a 20%. Neste caso, fica evidente que quanto mais pobre é a família, mais dificuldade ela tem em acessar a educação infantil.
Motivo de não frequentar a creche para crianças de 0 a 3 anos.
Arte: Thalita Ferraz/g1
“A necessidade ou interesse por atendimento de crianças de 0 a 3 anos é relativamente semelhante nos diferentes níveis de renda, mas os mais pobres têm maior dificuldade de ter sua demanda atendida”, conclui o levantamento.
Frequentar creche é benéfico
Crianças em creche.
Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
Gabriel Corrêa, diretor de Políticas Públicas do Todos, reforça que a etapa da educação infantil, que engloba creche e rapé-escola, não é obrigatória, mas é muito benéfica para as crianças.
As crianças que não têm acesso à educação infantil são privadas de ter um ambiente seguro que estimule o seu desenvolvimento e interação com adultos que estão ali com plena atenção, preparados para estimular o desenvolvimento das crianças.
Além disso, estudos apontam que crianças que frequentam a educação infantil são mais propensas a terem uma trajetória escolar de sucesso.
Em contrapartida, crianças que não frequentam a etapa escolar podem enfrentar:
maior dificuldade no processo de alfabetização,
mais chances de ter atrasos de aprendizado e de desenvolvimento no ambiente escolar,
maior dificuldade de concluir a educação básica,
dificuldade de ingressar no ensino superior, e
dificuldade de ingressar no mercado de trabalho.
'São necessárias políticas específicas'
Na última terça-feira (5), o presidente Lula (PT) assinou o decreto que cria a Política Nacional Integrada para a Primeira Infância (PNIPI).
A iniciativa será coordenada pelo Ministério da Educação (MEC) e prevê a integração de diferentes áreas do governo para reunir informações das crianças de 0 a 6 anos. A PNIPI também deve ajudar na definição de políticas públicas que visem melhorar a qualidade de vida da criança e de suas famílias considerando diversos aspectos sociais.
Além disso, está em discussão no Congresso Nacional a definição de novas metas para o Plano Nacional de Educação (PNE) — que guia as estratégias e objetivos para a educação para os próximos 10 anos — que pode estabelecer uma meta de garantir a matrícula de até 60% das crianças de até 3 anos.
No último ciclo, que terminou em 2024, a meta era de 50%, mas o atendimento ficou em 41,2%, de acordo com o Todos Pela Educação.
Com as discussões alimentadas pelas novas políticas, Gabriel Corrêa acredita que é um momento propício para determinar planos de ação que priorizem a expansão de vagas para as famílias que têm maior dificuldade para garantir uma vaga.
O que vem acontecendo no Brasil, e os dados mostram isso, é que o atendimento tem se expandido de forma muito mais rápida para as famílias mais ricas. Essas famílias conseguem pagar uma escola particular ou estão em regiões das grandes cidades onde é mais fácil essa expansão do acesso.
Com as limitações das famílias mais pobres que não têm as mesmas oportunidades, o especialista avalia que o poder publico faça:
Mapeamento da demanda: para entender onde estão as famílias que mais precisam de creche.
Plano de expansão das vagas: que vise a equidade no acesso e a expansão das vagas em bairros mais afastados dos centros.
"Afinal, o atendimento em em creche e em pré-escola é um direito de todas as crianças, de todas as famílias. Está estabelecido na na Constituição Federal e é um serviço muito importante para o desenvolvimento infantil, independente da classe ou renda", conclui o especialista.
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Você é papa-peixes? Depende da cidade onde nasceu; entenda como gentílicos são formados (e faça QUIZ)

Papa-peixes, palmense, florianopolitano… Qual o gentílico para quem nasceu na sua cidade?
Você é papa-peixes? Ou palmense? Estamos no g1, não no GE — esses não são, portanto, apelidos para um rival do Santos ou para um torcedor do Palmeiras. As respostas nada têm a ver com futebol: elas estão na sua certidão de nascimento ou no seu RG.
➡️Papa-peixes, palmense, soteropolitano, manauara e paulistano são exemplos de gentílicos, ou seja, de adjetivos que definem quem nasceu em determinado território.
A Academia Brasileira de Letras (ABL) cataloga, em seu site, quais palavras designam os nativos de cada um dos 5.570 municípios e 26 estados do Brasil, além do Distrito Federal e de todos os países e capitais do mundo.
Antes de descobrir curiosidades sobre o processo de formação de gentílicos, faça o quiz abaixo e teste seus conhecimentos referentes a capitais brasileiras.
Papa-peixes é quem nasce em…? Teste seus conhecimentos em gentílicos
📌 Qual é a regra para formar um gentílico?
“A função da ABL não é estabelecer o certo e o errado, e sim registrar os termos que estão sendo usados de maneira consistente”, afirma Ricardo Cavaliere, filólogo e linguista, membro da Academia. “Ainda não incluímos ‘manezinho’, por exemplo, para quem nasce em Florianópolis, porque não percebemos um uso expressivo na língua escrita. Esse é um fator importante no registro.”
A formação dos gentílicos na língua portuguesa não segue uma regra fixa ou universal:
A maioria parte da união de um topônimo (nome do lugar) com um sufixo.
É o caso de “ão” (alemão, letão, catalão), “ense” (catarinense, palmense) e “ano” (pernambucano, sergipano), por exemplo.
“Determinados sufixos têm pouca produtividade, ou seja, poucos gentílicos formados por eles, como o 'ol’, que aparece em espanhol ou mongol”, diz Cavalieri.
O linguista explica um caso definido por ele como “especialíssimo”: o termo brasileiro não designava, originalmente, a relação de naturalidade ou nacionalidade.
“O sufixo -eiro, em geral, indica profissões — como em camareiro ou açougueiro. No Brasil, como aqueles que trabalhavam com o pau-brasil eram chamados de brasileiros, o termo passou a indicar nacionalidade também.”
Alguns gentílicos são criados pelo povo, no uso cotidiano e consistente.
Para ser registrado pela ABL, o termo precisa ser estável ao longo do tempo e estar registrado com frequência em diferentes meios de comunicação (jornais, artigos científicos, livros literários etc.). "Papa-peixes", para os nativos de Cuiabá, obedeceu a todos esses critérios.
Há também casos de criação erudita, como:
a) “fluminense”, para quem nasce na cidade do Rio de Janeiro — “flumen” é “rio”, em latim;
b) “soteropolitano”, para se referir a quem é de Salvador — "soteros" (σωτήρ), significa “salvador” em grego ou “aquele que salva”. Polis (πόλις) quer dizer “cidade”.
Curiosidades
✏️Um mesmo lugar pode ter dois gentílicos.
Rio Grande do Sul, por exemplo, tem o tradicional “gaúcho” e também o “sul-rio-grandense”.
✏️ A capital do Haiti, Porto Príncipe, não tem um gentílico registrado oficialmente pela ABL.
Em nenhuma das fontes consultadas — como o Itamaraty, o Código de Redação da União Europeia ou publicações acadêmicas —, aparece uma forma consagrada para se referir aos nascidos na cidade, explica Cavaliere.
É um caso raro, justamente por não fazer parte da tradição de textos literários, sociológicos ou científicos.
✏️ Um país do Leste Europeu, conhecido oficialmente como Bielorrússia, é chamado de Belarus no contexto diplomático.
Mesmo com essa variação no nome, o gentílico continua sendo bielorrusso.
✏️Outro exemplo parecido vem da Ásia: o país que hoje se chama Mianmar era conhecido como Birmânia. E os gentílicos continuam ligados à antiga nomenclatura: birmã, birmane, birmanense, birmanês, birmaniano e birmano.
Apesar da mudança do nome oficial, essas formas seguem em uso, mostrando como o gentílico pode carregar a memória histórica de um povo. Observação: Mianmarense também consta no dicionário da ABL.
✏️ O termo catarinense costuma ser associado a quem nasce em Santa Catarina, no Sul do Brasil. Mas ele também é usado para pessoas nascidas em Catarina, um município do interior do Ceará.
É um caso de homonímia: dois lugares diferentes, com o mesmo gentílico.
✏️Até 2009, o gentílico tradicional para quem nasce no Acre era acreano, com “e”. Com o Acordo Ortográfico, a forma sugerida passou a ser acriano, seguindo a mesma regra que outras palavras terminadas em "e" átono: os nascidos em Açores, por exemplo, são açorianos.
Essa mudança gerou debate no estado: boa parte da população disse não se reconhecer na nova forma e ainda ver em "acreano" a representação mais fiel à identidade local.
Diante disso, o governo estadual sancionou a Lei nº 3.148, de 2016, que reconhece acreano como o gentílico oficial do estado, permitindo que ele seja usado nos textos da administração pública. A nova grafia (acriano) continua aceita gramaticalmente, mas o uso tradicional também foi preservado, por respeito à cultura, aos costumes e à história do Acre.
Na prática, órgãos como a Secretaria de Comunicação recomendam a forma acriano nos materiais oficiais, mas mantêm acreano em falas, citações ou quando o próprio entrevistado assim preferir. A ABL registra apenas acriano, por optar pelo alinhamento com o Novo Acordo Ortográfico.
Vídeos
Novas palavras podem ser oficializadas na língua portuguesa

IEL abre mais de 660 vagas de estágio em 23 cidades da Bahia; bolsas vão de R$ 450 a R$ 1,8 mil

Por que o mar recua de forma impressionante antes da chegada de um tsunami?
IEL abre mais de 660 vagas de estágio em 23 cidades da Bahia
Bruno Leão/ Sedecti
O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) Bahia está com 660 vagas de estágio abertas no estado. São oportunidades para diversas cidades, com bolsas que vão de R$ 450 a R$ 1,8 mil.
Os estudantes devem cursar o Ensino Médio, Técnico ou Superior. Para concorrer a uma das vagas, os interessados devem se cadastrar no site do IEL e acompanhar a oferta.
As vagas abertas são para diversas áreas, incluindo administração, ciências contábeis, direito, educação física, enfermagem, engenharias, logística, pedagogia, psicologia e recursos humanos.
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Deste total, 322 são para Salvador e cidades da região metropolitana, 105 para a região de Feira de Santana, 55 para a região sudoeste, 84 para o sul e extremo sul baiano, 52 para o norte e 42 para o oeste.
Confira as vagas por região:
Salvador e região metropolitana
Total de vagas: 322
Cidades: Salvador, Camaçari e Lauro de Freitas
Valores das bolsas variam de R$ 500 a R$ 1.874,41
Áreas de atuação: Administração, Técnico em Administração, Arquitetura e Urbanismo, Artes Plásticas, Automação Industrial, Biblioteconomia, Ciências Contábeis, Comercial, Comunicação, Comércio Exterior, Contábeis, Design, Design Gráfico, Direito, Economia, Educação Física, Eletromecânica, Eletrônica, Eletrotécnica, Enfermagem, Engenharia, Engenharia Ambiental, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Engenharia Química, Farmácia, Fisioterapia, Finanças, Gastronomia, História, Inglês, Jornalismo, Letras, Logística, Manutenção Automotiva, Marketing, Matemática, Mecânica, Mecatrônica, Médio, Nutrição, Pedagogia, Planejamento, Produção, Psicologia, Publicidade, Química, Recursos Humanos, RH, Saúde Bucal, Secretariado Executivo, Segurança do Trabalho, Sistemas de Informação (TI), Técnico ADM, Técnico em Administração, Técnico em Eletrotécnica, Técnico em Eletrônica, Técnico em Enfermagem, Técnico em PCP, Técnico em Química, Telecomunicações, Tecnologia da Informação.
Região central
Total de vagas: 105
Cidades: Feira de Santana, Alagoinhas e Conceição do Jacuípe.
Valores das bolsas variam de R$ 450 a R$ 1.518
Áreas de atuação: Administrativo, atendimento, comercial, contabilidade, Design gráfico, Direito, eletromecânica, enfermagem, engenharia, logística, Licitações, manutenção industrial/elétrica, marketing, mídias sociais, vendas.
Região sudoeste
Total de vagas: 55
Cidades: Vitória da Conquista, Jequié, Guanambi, Itapetinga
Valores das bolsas variam de R$ 500 a R$ 1.575
Áreas de atuação: Superior em Administração, Contábil, Psicologia, Economia, Pedagogia, Educação física, Gestão de pessoas, RH, Arquitetura e Urbanismo, Marketing, Comunicação Social, Publicidade e Propaganda, Tecnólogo/Técnico em Administração, Vendas, Marketing – Ensino médio.
Regiões sul e extremo sul
Total de vagas: 84
Cidades: Eunápolis, Ibicaraí, Ilhéus, Itabuna, Porto Seguro, Teixeira de Freitas e Ipiaú
Valores das bolsas variam de R$ 500 a R$ 1.575
Áreas de atuação: Administração (ADM), Ensino Médio (EM), Pedagogia, Técnico em Administração, Contabilidade, Enfermagem, Marketing, Letras – Inglês, Economia, Técnico em Segurança do Trabalho, Técnico em Eletrotécnica, Tecnologia da Informação (TI) / Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS), Técnico em Informática / ADS, logística
Região norte
Total de vagas: 52
Cidades: Juazeiro, Senhor do Bonfim, e Jacobina
Valores das bolsas variam de R$ 500 a R$ 1.315
Áreas de atuação: Atendimento, Auxiliar de Mecânica, Estoque, Administração, Faturamento, RH, Contabilidade, Psicologia, Geologia e Engenharia de Mina.
Região oeste
Total de vagas: 42
Cidades: Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e Correntina
Valores das bolsas variam de R$ 550 a R$ 1.518
Áreas de atuação: Ciências Contábeis, Administração, Técnico em Administração, Letras, Pedagogia, Matemática, Tecnologia da Informação, Técnico em Informática, Enfermagem e Técnico em Vendas.
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Por que o mar recua de forma impressionante antes da chegada de um tsunami?

Por que o mar recua de forma impressionante antes da chegada de um tsunami?
Por que o mar recua antes do tsunami?
Vídeos gravados na última semana mostram que, pouco tempo antes de um tsunami atingir a costa da Rússia, do Japão e do Havaí, o mar recuou de forma abrupta e significativa.
➡️O mesmo aconteceu em 2004, em Phuket, na Tailândia, quando banhistas ficaram impressionados com o “encolhimento” do oceano e caminharam sobre a areia, pegando peixes. Eles não imaginavam o tamanho da onda que os atingiria em seguida.
➡️Em Palu, na Indonésia, em 2018, pessoas correram em direção à praia para observar o fenômeno do recuo marítimo. Elas tiveram ainda menos tempo para escapar do tsunami que estava prestes a ocorrer.
Por que pode haver uma retração do oceano antes de desastres como os citados acima?
Em 26 de dezembro de 2004, Tilly Smith, aos 10 anos, sabia a resposta — e a informação fez com que ela salvasse vidas na praia de Maikhao, na Tailândia. Ao perceber o recuo significativo do mar, a menina lembrou-se do que aprendera na escola semanas antes e começou a gritar: “Tsunami, tsunami!”.
Vamos aos detalhes:
SIMULAÇÃO de timelapse mostra como o oceano pode recuar antes de um tsunami
Reprodução/Redes sociais
O que é um tsunami?
Tsunami é uma onda de grande comprimento gerada principalmente por terremotos no fundo do mar (erupções vulcânicas e deslizamentos submarinos são outras causas possíveis). Com o movimento das placas tectônicas, seja abaixando ou erguendo o fundo do oceano, uma enorme massa de água é deslocada, de forma brusca.
“O corpo d’água é violentamente deslocado para cima, fazendo elevar o nível do mar nas imediações”, afirma Lucas Penha, analista educacional de geografia da Fundação Bradesco.
Tsunamis são terremotos que acontecem no mar
Arte/g1
Por que o mar recua antes do tsunami?
Como toda onda, o tsunami tem crista (ponto mais alto) e vale/cavado (ponto mais baixo).
🌊Imagine um surfista em um “tubo” no mar, sugere Fernanda Cantisani Zuquim, professora de geografia do Colégio Bandeirantes. “Ele fica dentro da concavidade da onda. Acima dele, está a crista. À frente, embaixo, o vale.”
Aí é que está: para a crista se formar, a água que está à frente no mar é “puxada”. No caso do tsunami, em que a coluna d’água é movimentada desde o fundo até a superfície, isso acontece em proporções muitíssimo maiores, expondo o fundo do mar.
É esse o fenômeno que levará a uma possível retração do oceano.
Mas sempre que houver tsunami, poderemos ver o recuo prévio do mar? Não, afirma Marcelo Dottori, professor-doutor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP).
“Só quando é a parte mais baixa da onda [vale ou cavado] que chega primeiro à costa, e não a crista, que acontece esse recuo", diz.
Ou seja: nem todo tsunami vai emitir esse alerta prévio de “mar encolhendo”. “Não dá para dizer, por exemplo, que determinado local é mais propício a ter ondas na costa começando pelo cavado. Tudo vai depender da maneira como o tsunami se formou naquele episódio”, explica o especialista da USP.
Entenda o que é a crista e o que é o vale de uma onda
Arte/g1
E todo recuo acentuado do oceano é sinal de tsunami?
“Se for um recuo muito grande, provavelmente sim, é o caso de um tsunami”, diz Dottori.
📢Mas, atenção: não confunda esse fenômeno com a maré baixa:
Antes do tsunami: recuo enorme e rápido do mar, expondo áreas da costa que dificilmente ficam descobertas.
Na maré baixa: recuo não tão significativo e muito mais lento (pode durar horas). Corresponde a uma variação regular e previsível do nível do mar, causada pela atração gravitacional da Lua e do Sol.
Uma dica é considerar o local do fenômeno: no Brasil, por exemplo, é improvável que haja um tsunami, já que, no Atlântico Sul, as placas da América do Sul e da África são divergentes, ou seja, se afastam e praticamente não geram essas grandes ondas. Mas, se o recuo for muito grande e rápido, e ainda se manifestar em regiões como a do Pacífico (como na costa do Japão ou da Indonésia), fique atento e aja imediatamente.
O ideal é procurar abrigo seguro, o mais distante possível da costa e em lugar alto, mesmo que a onda ainda não seja vista.
Placas tectônicas do Atlântico Sul não costumam gerar tsunamis
Arte/g1
Quanto tempo passa entre o recuo do mar e a chegada da onda?
Na oceanografia, o conceito de “período” define o tempo para uma onda ir de seu ponto mais baixo até o mais alto (ou vice-versa).
Uma onda fraca, comum no dia a dia, tem período de 5 a 8 segundos.
Já nos tsunamis, afirma Dottori, esses intervalos entre a crista e o vale da mesma onda são da ordem de 10 a 15 minutos.
“A pessoa pode tentar se abrigar nesse intervalo. Ainda assim, é pouco tempo. Precisa perceber a situação e agir de imediato”, afirma.
Observação: O tempo estimado aqui corresponde ao intervalo entre a crista e o vale da mesma onda . No entanto, tsunamis costumam ocorrer em sequência de ondas, com vários ciclos sucessivos. Por isso, outras podem atingir a costa minutos depois da primeira, e até com mais força — o que torna ainda mais urgente buscar abrigo em local alto e distante da praia logo ao primeiro sinal de perigo.
Por que a onda fica mais alta exatamente quando chega à costa?
No mar aberto, a profundidade típica é de cerca de 4 mil metros. O tsunami, neste ponto, está viajando a 200 m/s (720 km/h), velocidade de um avião de cruzeiro.
Quando a onda começa a se aproximar da costa, a profundidade do mar é reduzida para aproximadamente 10 metros. “Isso leva a uma diminuição da velocidade e a um acúmulo de massa de água”, explica Dottori.
É como se a imensa quantidade de líquido tivesse menos espaço para se acomodar. Resultado: ela ultrapassa os limites e avança sobre o litoral.