Participantes do Enem terão plataforma oficial do governo para se preparar para a prova, anuncia ministro da Educação

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Camilo Santana se reúne com Lula para discutir rumos do ensino médio
O governo federal planeja lançar uma plataforma para ajudar os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a se preparar para a prova. O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Camilo Santana, nesta quarta-feira (13).
“Ela [a plataforma] vai permitir que o aluno, o jovem, possa se preparar para o Enem. Inclusive, fazer a redação e a própria plataforma corrigir. Vai ser um estímulo”, disse Camilo em entrevista ao Bom Dia, Ministro, uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
O chefe da pasta não detalhou quais funcionalidades a plataforma deve ter ou qual é a previsão de lançamento, mas garantiu que a ideia está trabalhando na criação da plataforma, que deve se chamar MEC Enem.
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Camilo Santana falou ainda de uma segunda ferramenta que também deve ser disponibilizada para os estudantes, o MEC Livros, que visa estimular a leitura.
O MEC Livros é uma plataforma de acesso à leitura de livros digitais. Vai permitir estimular a leitura. Você está em uma parada de ônibus, bota lá o QR Code e vai ter acesso a uma biblioteca digital.
Enem 2024, 2ºdia
Mateus Santos/g1
Sobre o Enem 2025
Em 2025, as provas serão aplicadas em 9 e 16 de novembro em boa parte do país. Cidades da região metropolitana de Belém terão datas alternativas por causa da COP30.
9 de novembro
O candidato deverá fazer:
45 questões de linguagens (40 de língua portuguesa e 5 de inglês ou espanhol);
45 questões de ciências humanas; e
redação.
16 de novembro
A prova trará:
45 questões de matemática; e
45 questões de ciências da natureza.
Veja os horários de aplicação (no fuso de Brasília):
Abertura dos portões: 12h
Fechamento dos portões: 13h
Início das provas: 13h30
Término das provas no 1º dia: 19h
Término das provas no 2º dia: 18h30

Pioneira na proibição do uso de celulares, Fundação Bradesco compartilha desafios e avanços educacionais

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Desde sua criação, em 1956, a Fundação Bradesco se destaca pelo compromisso com a inovação e a promoção de ensino gratuito e de excelência para comunidades em vulnerabilidade social. Em linha com essa visão, a instituição tomou uma medida pioneira no final de 2023: proibiu o uso de celulares em suas escolas, antecipando-se à regulamentação oficial sobre o tema, uma vez que a Lei 15.100/25 foi sancionada apenas neste ano.
A decisão partiu da necessidade de tornar as escolas ambientes ainda mais humanos, seguros, focados na aprendizagem, e que estimulam o convívio entre os alunos e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Os alunos ainda podem levar o aparelho, mas o uso durante o período letivo é controlado. Os celulares ficam em caixas fechadas nas salas e isso reduz as distrações e permite que eles estejam verdadeiramente presentes no ambiente escolar.
Os impactos são visíveis: professores relatam maior atenção em sala. A proibição do uso de telas durante os intervalos também trouxe mudanças positivas no comportamento social dos estudantes. Os intervalos, antes marcados pelo uso constante de celulares de forma individualizada, agora são tomados por brincadeiras, movimentação e risadas.
A mudança foi comemorada por gestores e professores das 40 escolas da Fundação Bradesco em todos os estados do país e no Distrito Federal. A diretora da escola Fundação Bradesco de Jardim Conceição – Osasco (SP), relata que ficou surpresa com a reação dos alunos. “Eu estava preparada para lidar com reações negativas, mas ao conversar com grupos de alunos após a implantação da medida, eles relataram que voltaram a fazer brincadeiras, jogos coletivos e a sorrir mais. Muitos disseram até que o intervalo parece mais longo, e alguns comentaram que aprenderam a olhar nos olhos dos colegas”, ressalta Sônia Costa.
A diretora acrescenta que os pais elogiaram a medida e que também perceberam mudanças comportamentais dos jovens no ambiente familiar. “Os pais foram parceiros e apoiaram a medida desde o início. Pouco tempo depois da proibição, alguns já haviam percebido a mudança de comportamento dos filhos em casa com relatos de redução de sintomas de ansiedade mais momentos de interação com a família”.
Esta mudança de comportamento é fruto da iniciativa pioneira da Fundação Bradesco de proibir o uso do celular. Para a Gerente de Governança Educacional e especialista em Neurociência da Fundação Bradesco, Katia Chedid, a medida é fundamental para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais. “Esta é a retomada do contato humano que a escola sempre promoveu, mas que era comprometido por conta do uso do celular”, afirma.
Fundação Bradesco
Marco Flávio
A Fundação ainda destaca que restringir o celular não significa afastar a tecnologia do ambiente educacional. Pelo contrário, ela está presente, mas de forma planejada e com propósito pedagógico claro. “Toda tecnologia é bem-vinda, desde que usada com moderação e intencionalidade. Essa é a palavra-chave: intencionalidade. É isso que transforma uma ferramenta em recurso pedagógico real”, reforça Katia.
Com 40 escolas distribuídas por todos os estados do país, a Fundação Bradesco mantém sua atuação focada na formação dos estudantes. Investimentos constantes na capacitação dos professores e na atualização das metodologias de ensino reforçam a missão da instituição de transformar vidas por meio da educação.
Fundação Bradesco 
A Fundação Bradesco é o maior projeto de investimento social privado do país e beneficia, anualmente, mais de 42 mil crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social, oferecendo ensino gratuito e de qualidade em 40 escolas próprias distribuídas por todo o Brasil. 
Criada há mais de 68 anos por Amador Aguiar, também fundador do Banco Bradesco, a instituição tem como missão transformar vidas por meio da educação, promovendo o desenvolvimento integral de seus alunos com estratégias pedagógicas que os preparam para o futuro e para o exercício consciente da cidadania.

Como aprender algo novo ou se preparar para vestibular e concurso: 8 técnicas da ciência

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Seis técnicas que podem turbinar seus estudos
Você vai começar a estudar do zero para um concurso ou uma prova tipo o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)? Ou quer aprender algo novo e não sabe direito por onde começar?
São tarefas que parecem tão gigantescas e complicadas que talvez assustem — ou desanimem logo de cara. Mas existem técnicas para te ajudar nessa missão.
A BBC News Brasil entrevistou a pesquisadora Barbara Oakley, especializada em aprendizado, e reuniu oito dicas práticas, testadas pela ciência, sobre como aprender algo do zero e se manter engajado.
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1. Criar metas pequenas
A primeira dica é criar metas pequenas de aprendizado, para não ficar atordoado com o tanto que falta aprender de qualquer assunto. A ideia é dividir para conquistar. E não precisa começar com sessões de estudo muito longas.
"Pense apenas em quantas horas você quer investir no estudo a cada dia, em vez de em quanto falta para você aprender. Isso já tira aquele peso de 'nossa, tenho essa prova gigante e assustadora para fazer'", sugere Barbara Oakley, que é professora de engenharia na Universidade de Oakland, nos EUA, e conduz pesquisas sobre aprendizagem, cognição e práticas educacionais.
"O seu trabalho, a cada dia, vai ser só pensar naquele período de estudos", ela resume.
2. Explicar 'para uma criança'
Mas isso não muda o fato de que você provavelmente tem muito conteúdo para absorver.
Existe uma técnica de estudo desenvolvida pelo Nobel de Física Richard Feynman que é útil para você ir preenchendo suas lacunas de conhecimento de basicamente qualquer assunto.
Ela é composta de quatro passos.
Primeiro, anote tudo o que você já sabe a respeito do tema escolhido, qualquer que seja ele — do jeito mais simples e didático que você conseguir.
Depois, você explica tudo o que anotou, como se estivesse falando com uma criança imaginária ou com alguém que sabe pouco ou nada a respeito daquilo. De acordo com Oakley, o ideal é falar com uma pessoa real.
"Essa pessoa vai poder identificar erros no seu entendimento de um jeito que uma criança imaginária não conseguiria", explica a especialista, coautora do livro Aprendendo a Aprender para Crianças e Adolescentes – Como se Dar Bem na Escola.
"Mas, de qualquer modo, quando estamos explicando algo para alguém, estamos usando um sistema do cérebro chamado hipocampal."
E esse sistema do hipocampo é importante na formação de memórias. Ou seja, explicar em voz alta, te ajuda a guardar bem aquele conhecimento.
O terceiro passo na técnica de Feynman é identificar as lacunas do seu aprendizado naquele tema. Se você não tiver conseguido explicar com clareza ou não tiver conseguido responder perguntas básicas, já vai saber o que ainda falta estudar.
É neste momento que você realmente começa a aprender. Procure fontes confiáveis na internet, livros, podcasts ou anotações da escola — e explore o que falta entender.
E assim, na quarta e última etapa, você volta para sua anotação original: coloque os novos dados no papel, e tente explicá-los novamente de um jeito que uma criança possa entender — até você perceber que já domina o assunto.
3. Anotar
Fazer anotações em um caderno pode ser mais eficiente do que digitar
AFP via Getty Images (BBC)
Aliás, fazer anotações é um jeito bom de consolidar conceitos difíceis e se concentrar.
Principalmente se você anotar à mão. Uma meta-análise mensurou o desempenho de universitários que faziam anotações em papel, versus os que digitavam suas anotações. E os primeiros tiraram notas mais altas.
"Anotar é algo que me ajuda porque eu mesma me distraio com muita facilidade. Minha mente voa — mas quando eu faço anotações, presto mais atenção", diz Oakley.
"E isso também força a minha mente a sintetizar aspectos-chave do que eu estiver lendo ou ouvindo."
4. Treinar foco
O método Pomodoro de gestão do tempo pode nos ajudar a concentrar
Getty Images via BBC
E se você acha difícil focar nos estudos sem se distrair com notificações do WhatsApp e com vídeos no TikTok, lembre-se de que foco é algo que a gente tem que praticar.
Barbara Oakley é defensora de uma antiga e conhecida técnica de foco e recompensa, chamada Pomodoro.
Ela consiste em intercalar períodos de estudo com pequenos intervalos de descanso e recompensa pro cérebro.
"Tire todas as distrações da sua frente e foque nos estudos durante 25 minutos. Se a sua mente começar a viajar, puxe-a de volta para os estudos. E quando os 25 minutos acabarem, você passa dois a cinco minutos fazendo nada — apenas tentando lembrar o que você aprendeu. Ou seja, vá fazer um chá ou uma pequena caminhada."
Mas atenção: resista à vontade de usar o celular nesse momento. Ele vai atrapalhar o aprendizado.
"Se você pegar o celular nesse momento, vai passar por cima do que acabou de aprender", adverte a especialista.
"Isso porque o seu cérebro vai focar no celular, e vai perder a sinalização de que aquilo que você havia acabado de aprender era importante."
"Ou seja, ao se concentrar por alguns minutos no que você aprendeu, e daí deixando sua mente sem estímulos, você está sinalizando para ela que aquele conteúdo é importante e precisa ser guardado", explica.
5. Dar tempo ao cérebro
O que nos leva a outro ponto importante: o cérebro precisa de descansos para consolidar as conexões de um determinado aprendizado e para torná-lo uma memória duradoura.
Então leve isso em conta mesmo que você já esteja correndo contra o relógio e tenha poucos meses para estudar pro vestibular, por exemplo. A evidências da neurociência indicam que é preciso criar um cronograma de estudos que não sobrecarregue demais a cabeça — porque isso não vai dar resultado.
Oakley diz que não existe um número de horas, digamos, ideal — e, sim, o que couber na sua rotina, mas sem passar de oito horas por dia.
"Nesse quesito, a melhor pesquisa que eu já li se refere à carga de estudos de estudantes de medicina. As pesquisas indicam que aqueles que estudavam mais de oito horas por dia não se saíam melhor do que os demais", ela observa.
6. Dormir ajuda a aprender
Enquanto você dorme, acontece uma espécie de 'reaprendizado' no cérebro
Getty Images via BBC
Na mesma linha, dormir bem também é parte crucial do processo de aprender.
"Durante a noite de sono, o cérebro vai fazer espirais, centenas de vezes, com as conexões sinápticas do aprendizado e torná-las mais fortes. Ou seja, durante a noite acontece um reaprendizado, em que as conexões são amplificadas", afirma Oakley.
Aliás, dá para usar isso a seu favor e aproveitar os minutos antes do sono para pensar em conceitos ou ideias-chave.
"Pouco antes de ir dormir, dois ou três minutos antes, tente lembrar de aprendizados em que você está tendo dificuldade ou que quer entender ou recordar", recomenda a especialista.
"Ao pensar neles, você está sinalizando para o seu cérebro para fortalecer essas conexões. E é possível que, pela manhã, você esteja mais perto de entender aquele conceito", explica.
7. Usar IA para motivar e simplificar
E qual o melhor jeito de usar a inteligência artificial (IA) para estudar?
Atenção: não adianta pedir para o ChatGPT te entregar respostas mastigadas. Afinal, se ele fizer todo o trabalho, você não vai criar aquelas correntes cerebrais de aprendizado que mencionamos anteriormente.
Mas, segundo Oakley, o ChatGPT e outros programas de IA podem ser úteis, por exemplo, para simplificar conceitos, por meio de metáforas.
"Quando você se deparar com algum tópico muito difícil, que não conseguir entender, peça ao ChatGPT uma metáfora que te ajude a entender aquilo. Digamos que você adore futebol. Talvez uma metáfora ligada ao futebol te ajude a entender um conceito", sugere a pesquisadora.
"Ou peça à inteligência artificial várias metáforas diferentes. As metáforas ajudam a trazer o conhecimento para algum território mais familiar e confortável. E isso nos dá uma sensação de alívio, uma pequena dose de dopamina."
Outro jeito interessante de usar a IA é para se motivar e atiçar a sua curiosidade.
"Digamos que você esteja muito cansado e desanimado para estudar naquele dia. Pode pedir à inteligência artificial formas de se motivar com aquele conteúdo, de deixar você mais curioso."
"O motivo é que a curiosidade, quando ela é satisfeita, ela produz conexões cerebrais mais sólidas", explica Oakley.
8. Recompensar o cérebro
Deu para perceber que recompensar o cérebro é uma estratégia útil para facilitar o aprendizado. Principalmente nos momentos em que você estiver estudando algum conceito difícil.
"Bom, existem aqueles momentos difíceis em que você tem que encarar e simplesmente dar duro para aprender, durante bastante tempo", observa a especialista.
"Tendo isso em mente, tenha para esses períodos alguma recompensa que você ame. Por exemplo, um programa de TV que você goste muito — e que possa passar uma hora assistindo depois estudar muito. Isso vai te inspirar e te ajudar."
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Dia dos Canhotos: eles são mais inteligentes do que os destros? Veja mitos e verdades

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Dia do Canhoto: pedagoga fala sobre o respeito a quem tem habilidade com a mão esquerda
Muito provavelmente, quem escreve com a mão esquerda já:
✂️ teve a tesoura como a principal inimiga,
🧑‍🎓lutou para conseguir uma carteira diferente na escola (sem o braço ficar “pendurado”),
✒️borrou a tinta da caneta no papel,
😤ouviu algo como “nossa, mas você não pode tentar usar a direita?”.
Neste 13 de agosto, Dia do Canhoto, o g1 esclarece mitos e verdades sobre quem se identificou com os itens acima. Será mesmo que usar mais a mão esquerda é algo raro? Essas pessoas são mais inteligentes e criativas do que as destras? Escrevem mais devagar?
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Entenda abaixo.
"É mais raro encontrar canhotos do que destros."
VERDADE. Estima-se que apenas 10% da população mundial seja canhota. O mais comum é mesmo ter preferência por usar a mão direita.
"Canhotos são mais inteligentes e criativos."
MITO. Segundo Elisabete Coelho, neurologista do Hospital Pequeno Príncipe (PR), não existe nenhuma evidência científica que comprove a associação entre lateralidade e inteligência/criatividade.
Em 2009, um grande trabalho científico buscou analisar a suposta superioridade cognitiva dos canhotos. Publicado no periódico “Demography”, ele mostrou que não existem indicativos que levem a essa conclusão.
Em uma revisão bibliográfica promovida pelos mesmos pesquisadores (David W. Johnston, Michael E. R. Nicholls, Manisha Shah e Michael A. Shields), constatou-se que a maioria dos estudos indica uma distribuição normal de habilidades cognitivas entre canhotos e destros. Ou seja, nos dois grupos, há a variedade de inteligência encontrada na população em geral.
Homem canhoto faz lista de compras.
Emily Santos/g1
"O cérebro do canhoto funciona de forma “invertida” em relação ao dos destros."
MITO.
Destros: Para quem escreve com a mão direita, o funcionamento cerebral é o seguinte:
cerca de 90% da parte motora será comandada pelo lado esquerdo do cérebro;
apenas 10% estimulados pelo lado direito.
Canhotos: Para quem escreve com a mão esquerda, não ocorre uma simples troca das porcentagens, explica Coelho:
de 70% a 80% também do lado esquerdo;
de 20% a 30% do lado direito.
No dia a dia, essa diferença não produz efeitos práticos. Mas, para uma cirurgia no cérebro, é importante que o médico saiba se o paciente é destro ou canhoto.
“O canhoto leva uma vantagem: caso seja preciso remover uma área do cérebro responsável pela parte motora, o especialista terá maior possibilidade de mexer do lado esquerdo. A preocupação será menor, porque o outro lado pode dar mais conta [do recado]”, explica a neurologista.
"Canhotos vão mal na escola e escrevem mais devagar."
MITO. Renata Carbone Perucci, professora de pedagogia da Unicid, menciona obstáculos enfrentados pelos canhotos no ambiente escolar: posição da espiral do caderno, formato das tesouras e configuração das mesas, por exemplo..
“Os alunos canhotos enfrentam dificuldades, pois vivem em um mundo projetado para destros. Mas são questões sociais, e não intelectuais. O desempenho em habilidades específicas não é comprometido”, explica.
A velocidade da escrita também não deve ser associada a uma suposta incapacidade cognitiva dos canhotos. Se duas pessoas, uma destra e outra canhota, tiverem à disposição os recursos apropriados (como uma carteira com o apoio de braço do lado certo), tenderão a escrever no mesmo ritmo. Se ocorrer alguma diferença, ela será natural e não terá absolutamente nada a ver com a lateralidade.
"É possível e aceitável forçar uma criança a virar canhota ou destra."
MITO. A pedagoga Perucci afirma ao g1 que, em cursos de formação de professores, ainda ouve relatos de docentes que insistem para os alunos aprenderem a escrever com a mão direita, mesmo que sejam canhotos. Essa prática, mais comum nos séculos passados, é condenada por médicos.
As causas de alguém ser canhoto ou destro são multifatoriais: questões ambientais, genéticas e epigenéticas.
“Estimular o lado contrário é pior — a não ser que seja o caso de um paciente com AVC com comprometimento motor. Em geral, precisamos de adaptações para os canhotos, e não de forçá-los a usar a mão direita”, afirma a neurologista do Hospital Pequeno Príncipe.
“Em geral, a criança pode até aprender a cumprir as tarefas com a outra mão, mas ela não terá a facilidade que teria no seu lado de preferência.”
"Já dá para descobrir que o bebê é canhoto nos primeiros dias de vida."
MITO. “Em geral, só é possível saber a partir dos dois anos de idade, quando ela passa a ter predisposição a preferir um dos lados”, afirma Coelho. “É fácil observar: basta ver com que mão ela costuma puxar os brinquedos, por exemplo.”
Ou seja: não é algo perceptível ou detectável nos primeiros meses de vida (e não é preciso esperar pela fase da alfabetização para descobrir).
‼️E um alerta: sempre que a criança demonstrar ser canhota, os pais devem ficar atentos ao desenvolvimento completo dela.
“É importante entender se ela realmente é canhota ou se tem alguma lesão estrutural que comprometa o movimento do lado direito do corpo. Se não houver nenhuma alteração no desenvolvimento, é vida normal”, diz a neurologista.
Caso você note alguma dificuldade maior na coordenação motora ou no movimento do braço e da perna direitos, é mais indicado consultar o pediatra.
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Belém recebe Evento Nacional Enactus Brasil 2025 com programação na UFPA e Hangar
O Time Enactus da Universidade Federal do Pará (UFPA) se prepara para representar o Brasil no Campeonato Mundial 2025 da rede Enactus, que será realizado de 25 a 28 de setembro, em Bangkok, na Tailândia.
➡️ Presente em 33 países, a rede Enactus é uma organização que engaja universitários em projetos de empreendedorismo social ao conectar comunidades a grandes empresas, estudantes e professores.
A equipe da UFPA foi a grande campeã do Evento Nacional Enactus Brasil (ENEB), ocorrido em julho, e busca apoio para viabilizar a participação no campeonato mundial.
A mobilização faz parte dos preparativos para levar ao cenário internacional os negócios de impacto social criados pelos jovens amazônidas. Entre os projetos estão o Aruanas, que atua com bioeconomia e compra justa de agricultores familiares de Vigia, e o Biolume, que leva energia elétrica de qualidade a comunidades que não têm acesso adequado ao serviço.
O grupo reforçou que qualquer contribuição é bem-vinda para a "Missão Tailândia". “Cada apoio nos aproxima do mundo e da chance de mostrar que da Amazônia também nascem as soluções do futuro”, disse a equipe, que divulga nas redes sociais o dia a dia e as formas que as pessoas podem contribuir na ida dos estudante ao Campeonato Mundial.
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A vitória no ENEB marcou os 10 anos de atuação do grupo na Amazônia e a primeira vez que o título é conquistado na região Norte, onde o evento ocorreu neste ano, o que reforçou o protagonismo amazônico nos debates sobre desenvolvimento sustentável e empreendedorismo.
Estudantes da Enactus UFPA venderam o campeonato nacional.
Divulgação
O ENEB reuniu estudantes, professores, empreendedores sociais e lideranças de todo o país em palestras, rodas de conversa e competições.
“Essa conquista demonstra a consistência do trabalho que a gente tem feito há 10 anos. Agora vamos para Bangkok, fazer bonito mais uma vez”, afirmou o professor conselheiro José Augusto Lacerda.
Além do título por equipe, a estudante Evelyn foi eleita a universitária do ano, reconhecimento que também garante sua presença na Tailândia para representar a rede Enactus Brasil. “Cada passo foi guiado pela vontade de fazer diferente, cocriar soluções com as comunidades e construir um legado coletivo”, destacou.
Comunidade recebeu postes do Biolume, da Enactus UFPA.
Divulgação
Estudantes engajados no projeto Aruanas, da Enactus UFPA.
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