Escola troca professores por inteligência artificial e tem só 2 horas de aula por dia; mensalidades partem de R$ 18 mil

Inscrições para Olimpíada de Educação Financeira terminam em 3 de setembro; R$ 11,5 milhões em prêmios serão distribuídos em 2025
'Sem distrações. Só foco profundo', diz a Alpha School, escola americana baseada em IA
Reprodução/Redes sociais
Uma escola para crianças e adolescentes baseada em inteligência artificial está em expansão nos Estados Unidos: ela substitui professores por programas digitais capazes (em tese) de detectar o nível de conhecimento de cada aluno e oferecer um ensino personalizado e acelerado.
💻Por isso, na Alpha School, não há divisão de séries a partir da idade dos estudantes. E as disciplinas básicas, como matemática e inglês, ocupam apenas 2 horas por dia — o restante do tempo é preenchido por atividades de socialização e de "aprendizados para a vida".
💰Estudar em uma das unidades já abertas (Texas, Flórida, Arizona e Califórnia) custa, no mínimo, 40 mil dólares por ano (cerca de R$ 217,3 mil; ou R$ 18 mil por mês). Segundo o próprio colégio, há previsão de abertura de novas filiais neste semestre, inclusive em Nova York.
Abaixo, veja os detalhes de como a escola funciona:
🎓Não há mesmo professores?
Não. O colégio diz que oferece "guias de aprendizagem": profissionais cujo papel principal é incentivar os alunos. "Sua função é identificar as necessidades individuais [dos estudantes] e oferecer suporte emocional e motivacional durante o processo de aprendizado", diz a Alpha School.
Os guias monitoram o progresso dos estudantes por meio de relatórios gerados pela IA e organizam oficinas e atividades que desenvolvem "habilidades para a vida", como práticas de oratória e ensinamentos sobre finanças pessoais.
"Eles são selecionados por sua excelente formação acadêmica e experiência em áreas como tecnologia e startups, além de sua capacidade de se conectar e motivar os alunos", afirma a instituição.
Não há nenhuma menção à obrigatoriedade de licenciatura ou de graduação em alguma disciplina específica.
🕣Por que apenas 2 horas de aula por dia?
Propaganda da escola reforça que aluno tem apenas duas horas de aula por dia, em vez de seis
Reprodução/Redes sociais
Os alunos estudam conteúdos fundamentais (matemática, ciências, leitura) entre 9h e 11h da manhã, com acompanhamento personalizado da IA. Na proposta da escola, isso seria possível porque "a ferramenta identifica dificuldades e acelera o progresso acadêmico individual até o domínio completo de cada tópico".
Diante da crítica ao uso abusivo de telas, a Alpha School alega que o restante do dia é dedicado à interação social, a partir de workshops, projetos colaborativos e atividades práticas com os colegas.
🧑‍🧑‍🧒‍🧒Como os alunos são motivados?
A escola usa modelos de motivação individuais e coletivos, com recompensas e incentivos. A partir do desempenho de cada um e das metas atingidas, é possível ganhar tempo para atividades extras ou usar a moeda interna da escola para acessar experiências "especiais".
🚸Qual é o sistema de níveis na Alpha School?
A instituição oferece o equivalente ao período entre pré-escola e ensino médio, utilizando níveis baseados em habilidades específicas atingidas por cada aluno. A idade não determina o progresso; estudantes avançam nas disciplinas de acordo com suas capacidades.
💰De quanto é a mensalidade?
O site oficial informa que a mensalidade da Alpha School cobre todas as atividades do estudante — incluindo viagens, materiais didáticos e eventos especiais. Como mencionado no início da matéria, a taxa anual é de US$ 40 mil dólares (cerca de R$ 217,3 mil).
📝Como funciona a admissão?
Fachada da unidade de Miami
Reprodução/Redes sociais
É preciso preencher e enviar o formulário de candidatura e pagar uma taxa não reembolsável de US$ 100 por aluno.
Depois disso, o estudante deve participar de uma "Showcase" (apresentação da escola) e, então, agendar o "Shadow Day" — um dia para vivenciar Alpha School, usando os aplicativos de IA e participando das oficinas focadas em habilidades de vida.
Após o "Shadow Day", a equipe de admissões revisa os resultados, os comentários da visita e discute os objetivos acadêmicos com a família.
Se o aluno for aprovado, a escola faz uma oferta de matrícula. É necessário pagar um depósito não reembolsável de US$ 1.000 para garantir a vaga (o valor é descontado do total da anuidade).
✖️Quais críticas são feitas ao modelo da escola?
Nos EUA, especialistas levantam questionamentos sobre:
a reduzida carga horária voltada às disciplinas tradicionais (apenas 2 horas por dia);
o excesso de contato com telas provocado pelo uso da IA;
a "robotização dos alunos", que passam a ser estimulados apenas por recompensas externas;
a formação dos "guias", que não necessariamente têm licenciatura ou experiência em sala de aula;
os possíveis prejuízos em questões relacionadas a habilidades sociais, pensamento crítico e concentração por períodos mais prolongados;
a regularidade da existência dessa escola (a falta de alinhamento aos padrões acadêmicos barrou esse modelo na Pensilvânia, por exemplo);
a falta de discussões sobre diversidade e inclusão.
Vídeos de Educação
Celular proibido nas escolas?

Escola nos EUA troca professores por inteligência artificial e tem 2 horas de aula por dia; mensalidades partem de R$ 18 mil

Inscrições para Olimpíada de Educação Financeira terminam em 3 de setembro; R$ 11,5 milhões em prêmios serão distribuídos em 2025
'Sem distrações. Só foco profundo', diz a Alpha School, escola americana baseada em IA
Reprodução/Redes sociais
Uma escola para crianças e adolescentes baseada em inteligência artificial está em expansão nos Estados Unidos: ela substitui professores por programas digitais capazes (em tese) de detectar o nível de conhecimento de cada aluno e oferecer um ensino personalizado e acelerado.
💻Por isso, na Alpha School, não há divisão de séries a partir da idade dos estudantes. E as disciplinas básicas, como matemática e inglês, ocupam apenas 2 horas por dia — o restante do tempo é preenchido por atividades de socialização e de "aprendizados para a vida".
💰Estudar em uma das unidades já abertas (Texas, Flórida, Arizona e Califórnia) custa, no mínimo, 40 mil dólares por ano (cerca de R$ 217,3 mil; ou R$ 18 mil por mês). Segundo o próprio colégio, há previsão de abertura de novas filiais neste semestre, inclusive em Nova York.
Abaixo, veja os detalhes de como a escola funciona:
🎓Não há mesmo professores?
Não. O colégio diz que oferece "guias de aprendizagem": profissionais cujo papel principal é incentivar os alunos. "Sua função é identificar as necessidades individuais [dos estudantes] e oferecer suporte emocional e motivacional durante o processo de aprendizado", diz a Alpha School.
Os guias monitoram o progresso dos estudantes por meio de relatórios gerados pela IA e organizam oficinas e atividades que desenvolvem "habilidades para a vida", como práticas de oratória e ensinamentos sobre finanças pessoais.
"Eles são selecionados por sua excelente formação acadêmica e experiência em áreas como tecnologia e startups, além de sua capacidade de se conectar e motivar os alunos", afirma a instituição.
Não há nenhuma menção à obrigatoriedade de licenciatura ou de graduação em alguma disciplina específica.
🕣Por que apenas 2 horas de aula por dia?
Os alunos estudam conteúdos fundamentais (matemática, ciências, leitura) entre 9h e 11h da manhã, com acompanhamento personalizado da IA. Na proposta da escola, isso seria possível porque "a ferramenta identifica dificuldades e acelera o progresso acadêmico individual até o domínio completo de cada tópico".
Diante da crítica ao uso abusivo de telas, a Alpha School alega que o restante do dia é dedicado à interação social, a partir de workshops, projetos colaborativos e atividades práticas com os colegas.
🧑‍🧑‍🧒‍🧒Como os alunos são motivados?
A escola usa modelos de motivação individuais e coletivos, com recompensas e incentivos. A partir do desempenho de cada um e das metas atingidas, é possível ganhar tempo para atividades extras ou usar a moeda interna da escola para acessar experiências "especiais".
🚸Qual é o sistema de níveis na Alpha School?
A instituição oferece o equivalente ao período entre pré-escola e ensino médio, utilizando níveis baseados em habilidades específicas atingidas por cada aluno. A idade não determina o progresso; estudantes avançam nas disciplinas de acordo com suas capacidades.
💰De quanto é a mensalidade?
O site oficial informa que a mensalidade da Alpha School cobre todas as atividades do estudante — incluindo viagens, materiais didáticos e eventos especiais. Como mencionado no início da matéria, a taxa anual é de US$ 40 mil dólares (cerca de R$ 217,3 mil).
📝Como funciona a admissão?
É preciso preencher e enviar o formulário de candidatura e pagar uma taxa não reembolsável de US$ 100 por aluno.
Depois disso, o estudante deve participar de uma "Showcase" (apresentação da escola) e, então, agendar o "Shadow Day" — um dia para vivenciar Alpha School, usando os aplicativos de IA e participando das oficinas focadas em habilidades de vida.
Após o "Shadow Day", a equipe de admissões revisa os resultados, os comentários da visita e discute os objetivos acadêmicos com a família.
Se o aluno for aprovado, a escola faz uma oferta de matrícula. É necessário pagar um depósito não reembolsável de US$ 1.000 para garantir a vaga (o valor é descontado do total da anuidade).
✖️Quais críticas são feitas ao modelo da escola?
Nos EUA, especialistas levantam questionamentos sobre:
a reduzida carga horária voltada às disciplinas tradicionais (apenas 2 horas por dia);
o excesso de contato com telas provocado pelo uso da IA;
a "robotização dos alunos", que passam a ser estimulados apenas por recompensas externas;
a formação dos "guias", que não necessariamente têm licenciatura ou experiência em sala de aula;
os possíveis prejuízos em questões relacionadas a habilidades sociais, pensamento crítico e concentração por períodos mais prolongados;
a regularidade da existência dessa escola (a falta de alinhamento aos padrões acadêmicos barrou esse modelo na Pensilvânia, por exemplo);
a falta de discussões sobre diversidade e inclusão.
Vídeos de Educação
Celular proibido nas escolas?

‘Enem dos bilionários’: QUIZ testa sua habilidade com fortunas de até R$ 29 bilhões

Inscrições para Olimpíada de Educação Financeira terminam em 3 de setembro; R$ 11,5 milhões em prêmios serão distribuídos em 2025
Enem dos bilionários: você sabe lidar com tantos zeros?
Arte/g1
Eles têm menos de 30 anos e já acumulam fortunas com tantos zeros que não cabem no visor da calculadora. De acordo com a lista da Forbes, são 27 os jovens bilionários brasileiros — a maior parte é herdeira de empresas familiares como a WEG, a Suzano e a AB InBev.
No grupo, estão, por exemplo, Max Van Hoegaerden Herrmann Telles, com quase R$ 30 bilhões aos 29 anos, e Amelie Voigt Trejes, de 20 anos, com R$ 3,4 bilhões herdados da mãe. A exceção é Pedro Franceschi, fundador da fintech Brex, que construiu sua própria fortuna bilionária no Vale do Silício.
✏️Esses números impressionantes também rendem bons desafios matemáticos. Enquanto sua conta-corrente não se assemelha às do seleto grupo, que tal testar se você tem as habilidades básicas para lidar com a fortuna?
🧮Transformamos dados sobre patrimônios em questões no estilo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) que exploram porcentagem, notação científica, médias e progressões. Será que a conta vai fechar no azul?
Enem dos bilionários: veja quantas questões de matemática sobre os jovens ricos você acerta
Cronograma do Enem 2025: quando serão as provas?
9 de novembro
O candidato deverá fazer:
45 questões de linguagens (40 de língua portuguesa e 5 de inglês ou espanhol);
45 questões de ciências humanas;
redação.
16 de novembro
A prova trará:
45 questões de matemática;
45 questões de ciências da natureza.
Veja os horários de aplicação (no fuso de Brasília):
Abertura dos portões: 12h
Fechamento dos portões: 13h
Início das provas: 13h30
Término das provas no 1º dia: 19h
Término das provas no 2º dia: 18h30
Veja se macetes de matemática realmente ajudam no Enem

Coreia do Sul proibirá telefones celulares nas salas de aula

Inscrições para Olimpíada de Educação Financeira terminam em 3 de setembro; R$ 11,5 milhões em prêmios serão distribuídos em 2025
Celular proibido nas escolas?
A Coreia do Sul aprovou uma lei que proíbe o uso de telefones celulares nas salas de aula do país, o caso mais recente de um país que tenta restringir o uso de redes sociais entre menores de idade.
O país asiático, um dos mais conectados do mundo, quer adotar regras mais severas sobre os dispositivos eletrônicos nas escolas diante da preocupação com o vício dos estudantes nos smartphones.
A iniciativa, que entrará em vigor em março de 2026, proíbe o uso de aparelhos eletrônicos nas salas de aula, incluindo smartphones, disse à AFP uma porta-voz da Assembleia Nacional.
📱Siga o canal do g1 Enem no WhatsApp
Aluna de escola pública usa o celular para realizar pesquisa e complementar estudos
Reprodução/TV Globo
Medidas semelhantes foram adotadas em países como Austrália e Países Baixos.
O Ministério da Educação da Coreia do Sul informou em um comunicado que a lei proíbe o uso de smartphones nas salas de aula, exceto quando necessário como ferramenta de apoio para alunos com deficiências ou necessidades especiais, ou com fins educativos.
A medida também estabelece uma base legal para "restringir a posse e o uso de tais dispositivos para proteger os direitos dos estudantes de aprender e apoiar as atividades dos professores", acrescenta a nota.
Alguns legisladores expressaram preocupação com a possibilidade de que a norma viole os direitos humanos.
Contudo, a Comissão Nacional de Direitos Humanos da Coreia do Sul afirmou que estabelecer limites ao uso de telefones celulares com fins educativos não contraria tais direitos, diante do impacto negativo dos dispositivos no aprendizado e bem-estar emocional dos alunos.
A lei foi criticada por grupos como o Partido Jinbo (esquerda), que considerou que "viola os direitos digitais e o direito à educação dos estudantes".
LEIA TAMBÉM:
Mesmo com proibição, maioria dos estudantes do Ensino Médio segue levando celular para a escola e admite uso em sala de aula

Inscrições para Olimpíada de Educação Financeira terminam em 3 de setembro; R$ 11,5 milhões em prêmios serão distribuídos em 2025

Inscrições para Olimpíada de Educação Financeira terminam em 3 de setembro; R$ 11,5 milhões em prêmios serão distribuídos em 2025
Alunos de todo país participam de olimpíada de educação financeira
As inscrições para a Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (Olitef) podem ser realizadas gratuitamente pelas escolas até a quarta-feira (3) da próxima semana, por meio do site oficial.
Realizada pelo Tesouro Nacional em parceira com a B3 e com apoio do Ministério da Educação, Banco Central, FGC, Fin, Consed e UNDIME, a Olitef tem como objetivo promover a educação financeira entre os estudantes brasileiros da Educação Básica, tanto de escolas públicas quanto particulares do 6º ano do Ensino Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio.
As provas serão realizadas entre 9 a 13 de setembro, e o resultado sai em 30 de outubro.
Até o momento, mais de 13 mil escolas já estão inscritas, sendo 86% escolas públicas e 14% escolas privadas, estando presente em 60% dos municípios brasileiros.
De acordo com o Tesouro Nacional, serão distribuídos mais de R$ 11,5 milhões em prêmios neste ano, sendo que R$ 4 milhões serão destinados aos 10 mil alunos mais bem colocados.
"Os premiados receberão, cada um, R$ 400,00 em títulos públicos Tesouro Selic para que eles possam começar a investir. Tanto alunos de escolas privadas quanto de escolas públicas, incluindo a Educação de Jovens e Adultos (EJA), estão aptos a participar e concorrer a essa premiação", informou o órgão.
Além disso, serão sorteadas 54 escolas públicas — duas por estado — para receber kits educacionais no valor de R$ 100 mil.
As escolas públicas poderão escolher um laboratório de informática, robótica, ciências; entre outras opções.
O diretor e até quatro professores de cada umas 54 escolas sorteadas receberão R$ 8 mil cada em Títulos Públicos.
Esse é o segundo ano da Olitef. Sua edição inaugural, realizada em 2024, premiou mais de 5,6 mil escolas e 61 alunos. No ano passado, 546 mil alunos espalhados por 2.234 cidades participaram.
Para o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, a Olitef é uma ferramenta de transformação social que busca desenvolver nos jovens a capacidade de tomar decisões financeiras conscientes e responsáveis.
“A Olitef planta essa semente desde cedo, formando uma geração preparada para os desafios do futuro, e levando esse conhecimento adquirido pelo aluno ao seu seio familiar, que também passará a ter acesso à informação e à consciência do ponto de vista financeiro”, afirma Rogério Ceron, do Tesouro Nacional.
De acordo com avaliação do diretor presidente do Instituto Brasil Solidário (IBS), Luis Salvatore, a educação financeira tem um papel central na redução da inadimplência, porque desperta a consciência, estimula o planejamento e orienta escolhas mais responsáveis no dia a dia.
"Quando o cidadão entende o peso dos juros, a importância da poupança, do controle dos impulsos e das compras conscientes, ele passa a distinguir desejo de necessidade e a organizar melhor seu orçamento — conquistando não apenas estabilidade para honrar compromissos, mas também condições de realizar sonhos e projetos futuros. Reduzir a inadimplência no Brasil depende de políticas públicas e de crédito responsável, mas também — e de forma essencial — da formação de uma cultura de planejamento financeiro desde cedo", acrescentou Luis Salvatore, do Instituto Brasil Solidário.
Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (Olitef)
Material de divulgação do Tesouro Nacional