Unesp 2026: inscrições para o vestibular abrem nesta quinta-feira

Profissionais formados em Computação, Engenharias e Saúde têm salários de até R$ 6,2 mil
Vunesp 2023: Campus da Unesp de Franca, SP, um dos locais da prova desta terça-feira (15)
Wilker Maia/g1
A Universidade Estadual Paulista (Unesp) abre nesta quinta-feira (4) as inscrições para o Vestibular 2026, e oferece 5.867 vagas em 24 cidades.
As inscrições devem ser feitas até 8 de outubro pelo site da Fundação Vunesp . A taxa é de R$ 210.
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Os cursos da Unesp são oferecidos em Araçatuba , Araraquara, Assis, Bauru , Botucatu , Dracena , Franca, Guaratinguetá , Ilha Solteira , Itapeva, Jaboticabal , Marília , Ourinhos , Presidente Prudente, Registro , Rio Claro, Rosana, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, São Vicente, Sorocaba e Tupã.
Na região, são 1.113 vagas disponíveis em cursos de graduação oferecidos nos campi de Araraquara, Rio Claro e São João da Boa Vista.
O Manual do Candidato, com todas as informações sobre o processo seletivo, está disponível nos sites da Unesp e da Vunesp.
Confira as vagas na região:
Araraquara: 678 vagas
Rio Claro: 373 vagas
São João da Boa Vista: 62 vagas
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📅 Datas das provas
O processo seletivo será aplicado em duas fases:
1ª fase: 2 de novembro
2ª fase: 7 e 8 de dezembro
As provas são aplicadas em 35 cidades, sendo 31 municípios no estado de São Paulo.
Desde o Vestibular 2020, a Unesp vem adotando questões interdisciplinares. Até agora, foram 108 questões desse tipo, o que representa 20% da prova. Para 2026, a previsão é ampliar esse número.
💸 Descontos na taxa de inscrição
Estudantes matriculados no último ano do ensino médio público da rede estadual paulista têm direito à redução de 75% na taxa de inscrição e pagam R$ 52,50. A inscrição com desconto também deve ser feita até o dia 8 de outubro.
O prazo para pedidos de isenção total ou redução de 50% já foi encerrado no dia 31 de agosto, e o resultado dos requerimentos será divulgado em 22 de setembro nos sites da Unesp e da Vunesp.
🎯 Sistema de cotas
A Unesp mantém o Sistema de Reserva de Vagas para Educação Básica Pública (SRVEBP), que reserva 50% das vagas de cada curso para estudantes que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas.
Dentro desse sistema, 35% das vagas são destinadas a candidatos que se autodeclaram pretos, pardos ou indígenas. A política inclui também as 934 vagas do Provão Paulista, exclusivas para alunos da rede pública estadual.
Desde 2017, esse sistema tem garantido a maioria dos ingressantes vindos de escolas públicas.
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Professora dá dicas para uma boa redação no vestibular da Unesp
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Influenciadora de 16 anos é aprovada em Medicina e viraliza com redação sobre si mesma; mensalidade é de R$ 16 mil

Profissionais formados em Computação, Engenharias e Saúde têm salários de até R$ 6,2 mil
Júlia Pimentel foi aprovada em medicina na Idomed
Divulgação
Aos 16 anos e com mais de 3 milhões de seguidores no TikTok, a influenciadora Júlia Pimentel optou por apagar o vídeo em que descrevia sua mais recente conquista: ela foi aprovada em Medicina no Instituto de Educação Médica (Idomed), faculdade privada do Rio de Janeiro cuja mensalidade é de R$ 16.253,00. Agora, tenta buscar uma alternativa para ingressar no curso mesmo estando no 2º ano do ensino médio.
➡️A jovem havia mostrado a redação que escreveu no processo seletivo. Nos comentários, usuários da rede social debocharam: “Para, gente, ela achou que era legenda para foto do Instagram”; “Você usou o ChatGPT Free ou pago?; “A redação inteira em primeira pessoa kkkkkkk inacreditável”; “Faltou começar com ‘Querido Diário’”.
🖥️O tema proposto no vestibular on-line da Idomed era: “Qual marca da sua personalidade ninguém roubará de você? Por quê?”. Segundo as orientações da prova, o candidato deveria escrever um texto dissertativo-argumentativo, seguindo a norma culta da língua portuguesa.
Redação da Idomed no vestibular on-line
Reprodução
Os dois primeiros parágrafos escritos por Júlia foram (leia a íntegra ao final da reportagem):
"A identidade de cada indivíduo é formada por experiências, valores e sentimentos que, ao longo do tempo, moldam sua maneira de agir no mundo. Em uma sociedade na qual muitas vezes somos pressionados a seguir padrões, preservar uma característica própria é essencial para garantir a autenticidade. Nesse sentido, a marca da minha personalidade que ninguém poderá roubar de mim é a determinação.
Desde situações do dia a dia até desafios maiores, a determinação sempre esteve presente em minhas escolhas. Ela me impulsiona a continuar tentando, mesmo quando as circunstâncias parecem desfavoráveis. Por exemplo, ao enfrentar dificuldades nos estudos, é essa característica que me motiva a buscar novas estratégias de aprendizado, em vez de desistir. Assim, minha perseverança não depende apenas de fatores externos, mas de uma força interna que se renova diante de cada obstáculo."
“Falaram que eu fiz [o texto] sobre mim mesma. Sim, e eu amei isso. Consegui desenvolver a ideia muito bem. E estou superfeliz de ter feito jovens, mesmo que zoando, estarem falando de redação na internet”, diz Júlia ao g1. “Amo influenciar as pessoas.”
A reportagem ouviu quatro professores de língua portuguesa para entender se realmente é um problema escrever uma dissertação em 1ª pessoa — e se o tema da redação proposto pela universidade foi muito simplista, como apontaram críticos nas redes sociais.
Entenda abaixo:
O tema foi muito simples?
Posição de Júlia na lista de aprovados
Reprodução
Há duas discussões diferentes circundando este tópico. Uma é sobre a facilidade de ser aprovado em faculdades de medicina privadas e caras, porque:
a concorrência da Idomed (cerca de 5 candidatos por vaga) não vai se equiparar, evidentemente, à de uma instituição pública (o vestibular da Unicamp, por exemplo, teve mais de 265 por vaga em 2025).
uma nota como a de Júlia (30/70 na prova objetiva e 29/30 na redação) dificilmente garantiria uma vaga em universidades mais concorridas. Na lista de aprovados, uma candidata que ficou em 24º lugar, por exemplo, acertou 16 de 70 perguntas.
“O vestibular, com certeza, é um nível mais fácil. Mas não é simplesmente isso, assim, pagou, passou. Seria meu sonho, né? Se fosse assim, seria muito mais fácil. Mas você tem que passar assim por uma seleção”, diz Júlia.
O segundo aspecto, que é o foco desta reportagem, é a análise da redação que a influenciadora apresentou. Veja abaixo.
Foi um erro usar a 1ª pessoa do singular?
“Temos gêneros textuais diferentes em várias universidades, mas as pessoas acham que só existe o modelo do Enem, que é uma receita de bolo sem nenhuma autonomia para o candidato criar”, explica Margarete Xavier, professora de língua portuguesa do Fibonacci Educação (SP). “Nesse caso da Idomed, a proposta era escrever uma dissertação argumentativa subjetiva.”
Ela diz que os candidatos teriam de “argumentar e convencer o outro de que têm determinada característica”.
“Só a 1ª pessoa [ou seja, o uso do ‘eu’] daria conta deste tema”, afirma.
Daniela Toffoli, coordenadora de Linguagens do Curso Anglo (SP), concorda que a abordagem teria mesmo de ser subjetiva, como Júlia fez. Mas, na visão da docente, a prova deveria ter definido o gênero como carta de apresentação, e não “dissertação argumentativa”.
“É um tópico de subjetividade extrema. Não há nenhuma problemática social ou econômica, e sim uma reflexão pessoal. Não estamos falando de abstração no sentido de filosofia ou sociologia, e sim de questão individual. Parece contraditório escolher dissertação.”
Júlia diz que estava preparada para qualquer formato de redação. “Sou uma excelente aluna. Se eles me dessem [um tema] para desenvolver no modelo Enem, em terceira pessoa, também teria conseguido.”
O tema era necessariamente fácil?
Thiago Braga, gestor da área de Linguagens do Colégio pH (RJ), diz que o nível de complexidade de um tema de redação não é necessariamente a prioridade de um processo seletivo.
“Muitas vezes, a redação de uma prova focaliza em observar somente a capacidade de os estudantes organizarem ideias e argumentos em forma de texto, além do respeito à norma padrão da língua”, diz.
“Um tema por si, simples ou complexo, e nesse caso concordo que seja simples, não é capaz de ser um definidor absoluto das habilidades e competências de um aluno para cursar uma faculdade.”
Marina Rocha, professora do Colégio e Curso AZ (RJ), acrescenta que “o que muitos chamam de ‘simples demais’, na verdade, é resultado de uma abordagem direta, com perguntas claras: ‘qual característica não pode ser roubada de você e por quê?’”.
“Não dá para se basear no padrão do Enem, que exige, por exemplo, referências socioculturais. E um texto com repertório não necessariamente é mais aprofundado do que um sem — basta pensar em todos os candidatos que memorizam repertórios-coringa para dissertação.”
A Idomed, que reúne escolas de Medicina da Estácio, FAMEAC, FAMEJIPA, FAPAN e UniFacid, diz que “o tema da redação é elaborado com o objetivo de avaliar a capacidade de interpretação, argumentação, pensamento crítico e clareza de expressão do candidato”.
“Um tema mais acessível permite que todos os candidatos tenham condições iguais de desenvolver ideias, e o diferencial aparece na profundidade da análise, na organização da argumentação e na qualidade da escrita”, afirma, em nota.
“Dessa forma, o vestibular evita privilegiar quem tem repertórios muito específicos e procura verificar habilidades essenciais para a vida acadêmica e profissional, como raciocínio lógico, empatia, ética e clareza de comunicação.”
O texto de Júlia está bem escrito?
Júlia Pimentel afirma que não usou o ChatGPT para fazer a redação do vestibular
Divulgação
Marina Rocha ressalta que a redação da influenciadora organiza duas ideias diferentes para cada parágrafo do desenvolvimento: a escolha da “determinação” como característica e, em seguida, o motivo pelo qual ela não pode ser roubada.
“Ao fazer isso, é eliminada a possibilidade de ser realizada uma argumentação que gira em torno de uma ideia única – algo muito comum em textos que não sejam modelo Enem”, explica. “A redação elaborada pela candidata é um grande exemplo de objetividade e de organização.”
Ela usou ChatGPT?
Nas redes, diversos usuários afirmaram que, como o vestibular era on-line e remoto, Júlia teria escrito sua redação a partir de ferramentas de inteligência artificial.
A Idomed diz que “o vestibular de Medicina no formato on-line foi implementado durante a pandemia e se consolidou como uma prática que amplia a inclusão, permitindo a participação de candidatos de diversas regiões do país”. A instituição também garante que há critérios rígidos de segurança, com ambiente monitorado por webcam e acompanhado ao vivo por um fiscal, tanto pela imagem quanto pelo som.
“Usamos sistemas de inteligência artificial, que registram e analisam comportamentos suspeitos, como ausência da câmera ou tentativa de comunicação externa. Além disso, é vedado o uso de qualquer dispositivo eletrônico, aplicativos ou recursos de apoio”, afirma.
No caso da redação, a Idomed diz que submete todos os textos a ferramentas de detecção de plágio.
Júlia também nega ter usado a IA para escrever sua dissertação. “Fiquei muito feliz quando falaram que minha redação tinha sido do ChatGPT, porque [significa que] não tem nenhum defeito e que as palavras estão superbonitinhas”, diz.
“Usei muitas palavras que até o próprio ChatGPT me indicou antes, durante os meus estudos, assim como as dicas dos meus professores da escola e dos vídeos do YouTube. Usei palavras mais sofisticadas, vamos dizer assim. Então, acho que dá essa impressão mesmo [de ser IA], sabe? Mas, assim, zero.”
Íntegra do texto
Abaixo, leia a redação de Júlia:
A identidade de cada indivíduo é formada por experiências, valores e sentimentos que, ao longo do tempo, moldam sua maneira de agir no mundo. Em uma sociedade na qual muitas vezes somos pressionados a seguir padrões, preservar uma característica própria é essencial para garantir a autenticidade. Nesse sentido, a marca da minha personalidade que ninguém poderá roubar de mim é a determinação.
Desde situações do dia a dia até desafios maiores, a determinação sempre esteve presente em minhas escolhas. Ela me impulsiona a continuar tentando, mesmo quando as circunstâncias parecem desfavoráveis. Por exemplo, ao enfrentar dificuldades nos estudos, é essa característica que me motiva a buscar novas estratégias de aprendizado, em vez de desistir. Assim, minha perseverança não depende apenas de fatores externos, mas de uma força interna que se renova diante de cada obstáculo.
Além disso, a determinação contribui para a construção de objetivos futuros. Pessoas determinadas tendem a transformar sonhos em metas concretas, agindo com disciplina e paciência. Isso significa que, mesmo em meio às adversidades, a essência dessa característica não pode ser roubada, pois está ligada à forma como cada indivíduo enxerga e reage à vida. Em um mundo em que nem sempre controlamos as situações, manter a capacidade de insistir é uma marca de autonomia e resistência.
Portanto, a determinação representa a parte mais sólida da minha identidade. Ela não se perde com o tempo nem se deixa apagar pela opinião dos outros. É essa marca que me guia, fortalece minhas escolhas e assegura que eu permaneça fiel a quem realmente sou.
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Você acertaria? Quiz mostra questões do Enem sobre golpes; saiba se julgamento de Bolsonaro pode cair

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O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é uma prova conhecida por cobrar conhecimentos de momentos marcantes passados, mas também de atualidades. O exame já abordou repetidamente temas como golpes de Estado, movimentos em defesa da democracia e regimes ditatoriais na América Latina.
No contexto do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, o g1 separou 5 questões sobre golpes de Estado que já apareceram no exame, e conversou com professores para entender a possibilidade de o julgamento e os atos antidemocráticos de 8 de janeiro caírem na edição deste ano.
Faça o quiz e confira o que dizem os professores mais abaixo.
Quiz: questões de Enem sobre ditadura e movimentos antidemocráticos
Julgamento de Bolsonaro e 8 de janeiro podem cair no Enem?
O Enem já apresentou por diversas vezes questões em contextos históricos e políticos, especialmente na prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias.
As questões não costumam ter apenas um olhar nacional, mas evidencia também momentos políticos de países vizinhos, como Chile e Argentina.
No contexto brasileiro, uma possibilidade é o registro dos atos antidemocráticos sedes dos Três Poderes e o atual julgamento de Jair Bolsonaro.
👉🏾 O ex-presidente e outros sete são réus em uma ação pela tentativa de golpe de Estado de 2022. Além disso, especula-se a participação de Bolsonaro na organização dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, o que a defesa dele nega.
Enem já teve questões sobre golpes de Estado e ditaduras militares.
Reprodução
Para Raphael Fernando Amaral, professor de História do Curso Anglo, "é muito improvável que o julgamento em si seja cobrado" no Enem 2025, especialmente porque o tema é muito atual e a prova é preparada com muita antecedência.
Segundo ele, é mais provável que haja alguma referência aos atos de 8 de janeiro de 2023m apesar de ser impossível prever com certeza.
Apesar disso, ele sugere que os alunos estudem os golpes de Estado na América Latina, já que são muito cobrados no Enem e em outros vestibulares.
O professor diz que os vestibulandos tem que ficar atentos a:
golpes de Estado na América Latina;
contexto da Guerra Fria e a participação dos EUA em apoio aos regimes ditatoriais;
instabilidades políticas e sociais que o continente enfrenta a partir da crise do neoliberalismo; e
como as redes sociais fomentam ideias em alta velocidade que deslegitimam as instituições republicanas e democráticas.
Ana Paula Aguiar, que é autora de História, Filosofia e Sociologia do Sistema de Ensino pH, avalia que o exame não aborda as ditaduras apenas no recorte factual, mas "como chave para compreender as relações entre Estado, sociedade e democracia."
Ela diz que os acontecimentos recentes podem influenciar a prova ao reforçar temas já recorrentes.
Os atos antidemocráticos de 8 de janeiro reacenderam o debate sobre a democracia no Brasil e podem influenciar a prova, trazendo questões sobre golpes e ditaduras, sempre em perspectiva histórica. Não se trata de cobrar o acontecimento imediato, mas de usar sua relevância como ponto de partida para discutir a importância das instituições democráticas.
Sobre o Enem 2025
O Enem 2025 será aplicado nos dias 9 e 16 de novembro na maior parte do país. A exceção é para os municípios de Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará, onde as provas serão aplicadas em 30 de novembro e 7 de dezembro.
9 de novembro
O candidato deverá fazer:
45 questões de linguagens (40 de língua portuguesa e 5 de inglês ou espanhol);
45 questões de ciências humanas;
redação.
16 de novembro
A prova trará:
45 questões de matemática;
45 questões de ciências da natureza.
Veja os horários de aplicação (no fuso de Brasília):
Abertura dos portões: 12h
Fechamento dos portões: 13h
Início das provas: 13h30
Término das provas no 1º dia: 19h
Término das provas no 2º dia: 18h30
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Carteira Nacional do Professor dará desconto em shows, cinemas e hotéis; saiba como solicitar documento

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Professor segura avião em lousa com o desenho do mapa-múndi
Andrea Piacquadio/Pexels
A partir de outubro, mês em que é comemorado o Dia do Professor, os docentes brasileiros das redes pública e privada poderão solicitar a Carteira Nacional de Docente no Brasil (CNDB), afirmou o ministro da Educação, Camilo Santana. A partir desse documento, eles terão descontos em eventos culturais, como teatros, shows e cinemas, além de abatimentos de 15% no valor da diária dos hotéis associados.
O Ministério da Educação (MEC) destacou a aprovação, em regime de urgência, do Projeto de Lei 41/2025 pela Câmara dos Deputados. A proposta aguarda apenas sanção presidencial, prevista para 15 de outubro.
✏️O que é a Carteira Nacional de Docente no Brasil?
É um documento oficial de identificação destinado exclusivamente a professores das redes pública e privada, em todos os níveis da educação básica e superior. Ele terá validade em todo o país e faz parte do programa Mais Professores para o Brasil, criado para valorizar a categoria.
💰Quais as vantagens de ter a carteira?
Entrada com desconto em eventos culturais, como cinema, teatro e shows.
Acesso a cartão de crédito pela Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil sem cobrança de anuidade.
Direito a 15% de desconto em diárias de hotéis, em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional).
Outras vantagens serão anunciadas oficialmente em outubro, segundo o MEC.
📝Como solicitar a carteira?
O professor deve se cadastrar no site do programa Mais Professores para o Brasil.
O acesso é feito com login Gov.br (CPF e senha).
Durante o cadastro, será necessário informar vínculo de docência, município e estado de atuação.
As informações serão verificadas em bases oficiais, como Receita Federal e Censo Escolar.
O prazo de emissão dependerá da confirmação e disponibilidade desses dados.
🧑‍🏫Quem pode ter o documento?
Todos os professores da rede pública e privada, sejam federais, estaduais ou municipais, têm direito à carteira. Cabe aos estados e municípios manterem as informações atualizadas para garantir a emissão.
📆Quando começa a valer?
A previsão do MEC é de que a carteira seja sancionada e entregue a partir de 15 de outubro de 2025, como parte das comemorações pelo Dia do Professor.
Veja vídeos de Educação:
Nas escolas sem notas e sem provas, quais alunos se dão bem?

Profissionais formados em Computação, Engenharias e Saúde têm salários de até R$ 6,2 mil

Profissionais formados em Computação, Engenharias e Saúde têm salários de até R$ 6,2 mil
O profissional da Ciência da Computação pode atuar na área de Programação, Banco de Dados e no Desenvolvimento de Softwares.
Shutterstock
Profissionais graduados em Computação, Engenharias e Saúde recebem os maiores salários médios entre os egressos, com remunerações médias de R$ 6.280, R$ 5.701 e R$ 5.194, respectivamente.
O dado faz parte do Indicador ABMES/Symplicity de Empregabilidade 2025 (IASE), divulgado nesta terça-feira (2).
O levantamento destaca que a formação superior tem impacto direto para a empregabilidade e a renda dos brasileiros.
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A valorização salarial é de cerca de 81% após a graduação, que passa de R$ 2.783 para R$ 5.045, em média. O valor é consideravelmente superior à renda média nacional do primeiro trimestre de 2025, que foi de R$ 3.444.
Apesar disso, cursos das áreas de Humanidades, Educação e Comunicação não seguem a mesma linha, e têm salários médios de R$ 3.668, R$ 4.000 e R$ 4.006 respectivamente, uma diferença bem mais sutil em relação à renda média nacional.
O levantamento também revelou que:
Egressos que receberam apoio financeiro (como Fies, ProUni, bolsas ou ajuda familiar) tiveram crescimento salarial de 98%, passando de R$ 2.272,50 para R$ 4.498,09.
Entre os que contaram com esse apoio, 77% atuam na área de formação, contra 66,5% entre os que não tiveram suporte.
Após a graduação, 65,8% dos egressos passaram a atuar na área de formação, com salário médio de R$ 5.365.
Mesmo os que permaneceram fora da área por opção alcançaram remuneração acima da média nacional (R$ 5.276), indicando que a graduação impacta positivamente na renda, independentemente da área de atuação.
Licenciaturas foram o destaque em crescimento: passaram de 71% de empregabilidade em 2023 para 83,68% em 2025.
Tecnólogos subiram de 78% para 83,44%.
Bacharéis mantêm o maior índice: 85,98% em 2025.
No entanto, a atuação na área de formação varia: bacharéis (79,6%), licenciados (74%) e tecnólogos (61,5%).
Abaixo, confira as principais informações sobre empregabilidade e sobre o impacto da modalidade do curso na remuneração.
Empregabilidade
O cenário de empregabilidade acompanha o cenário salarial. De acordo com o levantamento, as áreas líderes em empregabilidade em 2025 são:
Engenharias (89,6%)
Computação (85,9%)
Saúde (85,8%)
A pesquisa ainda apontou um crescimento de empregabilidade de egressos de cursos de Educação, Direito e Humanidades.
Em contrapartida, algumas áreas se destacam pela menor taxa de atuação na área de formação. É o caso, principalmente, de Humanidades, que registrou 61% de formados atuando na área, e Comunicação, com 71%.
EAD x Presencial
Apesar da popularização de cursos à distância (EAD) nos últimos anos, os profissionais egressos de formações presenciais ainda apresentam maior taxa de empregabilidade.
86,2% dos formados na modalidade presencial estão empregados, contra 81,8% daqueles vindos de cursos EAD.
Considerando-se os profissionais que atuam em sua área de formação, a diferença é ainda maior. Apenas 62,1% dos egressos de cursos EAD trabalham em sua área de formação. Entre os graduados em cursos presenciais, a taxa é de 79,8%.
No entanto, a diferença vem diminuindo quando o aspecto avaliado é o salário por modalidade de formação. A remuneração média entre os recém-formados em cursos presenciais é de R$ 5.101, enquanto os da EAD recebem cerca de R$ 4.758. A diferença caiu de R$ 408 em 2022 para R$ 343 em 2025
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