Inscrições para o Vestibulinho das Etecs começam nesta quarta-feira em todo o estado de SP

Dia Mundial da Alfabetização: Brasil tem 29% de analfabetismo funcional; impacto é maior entre negros e indígenas
Etec de Bragança Paulista (SP)
Divulgação
Começam nesta quarta-feira (10) as inscrições para o Vestibulinho das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs), que seleciona candidatos para cursos gratuitos de ensino médio com habilitação técnica, além de cursos técnicos presenciais, semipresenciais, online e especializações técnicas.
O processo seletivo é referente ao 1º semestre de 2026.
👉 Os interessados devem se inscrever exclusivamente pelo site vestibulinho.etec.sp.gov.br até as 15h do dia 3 de novembro de 2025. A taxa de inscrição é de R$ 29.
O Vestibulinho oferece 92.355 vagas em 228 unidades distribuídas por todo o Estado de São Paulo.
As vagas são destinadas ao ensino médio regular, ensino médio integrado ao técnico, modelo de Articulação da Formação Profissional Média e Superior (AMS), cursos técnicos e especializações técnicas.
Entre as modalidades ofertadas estão:
Ensino Médio Integrado ao Técnico: cerca de 110 opções de cursos que unem a formação básica ao ensino profissional.
Cursos Técnicos: mais de 100 opções em formatos presencial, semipresencial, online e aberto.
Especializações Técnicas: para quem já concluiu um curso técnico e deseja ampliar seus conhecimentos.
Para consultar quais cursos estão disponíveis em cada unidade, o candidato deve acessar o site do Vestibulinho, clicar na seção de cursos e buscar pela cidade ou Etec desejada. As opções variam conforme a unidade e o período (manhã, tarde, noite ou integral).
📌 Dicas importantes:
Verifique o edital completo no site oficial para detalhes sobre provas, calendários e orientações específicas.
Acompanhe o site com frequência para atualizações e eventuais mudanças no cronograma.
Escolha com atenção a unidade e o curso, conforme seu perfil e interesse profissional.
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51% dos brasileiros que entram na faculdade não se formam nem 3 anos após o prazo previsto

Dia Mundial da Alfabetização: Brasil tem 29% de analfabetismo funcional; impacto é maior entre negros e indígenas
Sala de aula em universidade
David Mark/Pixabay
🤔Suponha que 100 alunos brasileiros tenham começado, em janeiro de 2021, uma graduação de quatro anos de duração. Em tese, eles deveriam ter se formado em dezembro de 2024, certo?
✖️Mas, pelo que indicam dados divulgados nesta terça-feira (9), a tendência é que, mesmo em 2027, três anos após a data esperada para a formatura, 51 desses estudantes NÃO tenham terminado o curso. Boa parte (25 deles) terá desistido ainda no 1º ano da faculdade.
Esses números foram comparados aos de nações que são referência em desenvolvimento humano, como Luxemburgo, Suíça e Noruega, na edição de 2025 do estudo "Education at a Glance", produzido anualmente pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Veja:
No Brasil, 25% dos alunos abandonam o bacharelado ainda no 1º ano. Na média da OCDE, o índice é de 13%, também considerado alto no relatório.
Entre os brasileiros, apenas 38% terminam a graduação dentro do prazo esperado (versus 43% na OCDE).
Três anos após a data em que, em tese, todos deveriam ter concluído o curso, 51% dos alunos no Brasil continuam sem o diploma. Na OCDE, a média é de 30%.
Essas baixas taxas de permanência e de conclusão explicam por que apenas 24% dos jovens adultos (25 a 34 anos) têm ensino superior completo no Brasil (versus 49% na OCDE).
"Altas taxas de evasão no primeiro ano podem indicar um descompasso entre as expectativas dos alunos e o conteúdo ou exigências do curso, possivelmente refletindo falta de orientação profissional ou de apoio aos calouros", afirma a análise do "Education at a Glance".
Ernesto Martins Faria, diretor-fundador do Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), aponta os três fatores principais que explicam a alta evasão no ensino superior brasileiro, não só no início dos cursos:
Baixa qualidade da educação básica: "Poucos alunos saem com um bom nível de aprendizado, o que impacta a continuidade da graduação. Eles chegam com lacunas importantes nos conhecimentos [que deveriam ter sido aprendidos na escola]", afirma o especialista.
Fator financeiro: "Muitos têm dificuldade de se manter no ensino superior, seja pela questão de custo, já que boa parte está na rede privada, mas também por não haver remuneração no período de estudos".
Falta de perspectiva: "Grande parte dos cursos é de qualidade média ou baixa e, por isso, não passa um efeito sinalizador de grandes retornos financeiros. Os alunos não ficam tão seguros de que, se concluírem a graduação em determinadas faculdades, terão grande compensação depois", diz Faria.
➡️Nos cursos de STEM (sigla em inglês para Science, Technology, Engineering, and Mathematics — ou seja, Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática), a taxa de conclusão é ainda menor do que na área da Saúde, aponta o relatório: 38% contra 46%, respectivamente.
"Essa grande evasão na Engenharia, por exemplo, é muito influenciada pela questão da qualidade da educação básica — principalmente, por causa da lacuna em matemática que parte da população tem", explica o diretor-fundador do Iede.
Nos países da OCDE, mais da metade (58%) dos ingressantes em STEM termina a graduação — índice bem mais alto do que no Brasil, mas também preocupante, afirma o documento.
Veja outros dados:
No Brasil, 76% dos ingressantes das universidades tiraram um "ano sabático" após o fim do ensino médio. É um percentual bem acima da média do registrado pela OCDE, de 44%.
Em todos os países, as mulheres que ingressam em cursos de bacharelado têm mais probabilidade do que os homens de concluir a graduação no tempo certo ou em até três anos após a data prevista para a formatura.
Em 2024, quase um quarto dos jovens (24%) de 18 a 24 anos no Brasil não trabalhava, nem estudava. É um percentual maior do que a média da OCDE, de 14%.
💰Alunos podem não perceber, mas salários estão ligados ao diploma
As desigualdades de renda entre trabalhadores com diferentes níveis de escolaridade são altas no Brasil:
Adultos de 25 a 64 anos com ensino superior completo ganham, em média, 148% a mais do que aqueles com ensino médio completo (na OCDE, o abismo é menor, de 54%).
Quem tem escolaridade abaixo do ensino médio recebe, em média, 75% do rendimento de quem completou a educação básica.
Em média, indivíduos com mestrado têm empregabilidade e rendimentos significativamente mais altos do que aqueles que só estudaram até o bacharelado. Só 1% dos brasileiros chega a esse nível da pós-graduação stricto sensu. Na OCDE, índice é de 16%.
💰 Gasto por aluno no Brasil continua baixo em comparação à média da OCDE
Do ensino fundamental ao superior, o gasto governamental por aluno é de 3.762 dólares a cada ano (cerca de R$ 20,4 mil) , cerca de um terço da média da OCDE.
Comparado a outras nações da América Latina, o valor é menor do que os registrados na Argentina, no Chile e na Costa Rica, mas maior do que no México e no Peru.
Por outro lado, quando expresso em percentual do PIB, o investimento brasileiro em educação (4,3%) supera a média da OCDE (3,6%).
➡️Observação: Os gastos com educação no Brasil representam uma parcela do PIB semelhante às da Suécia e da Nova Zelândia, considerados referência em desenvolvimento.
No entanto, o que realmente importa na comparação é o investimento que cada nação faz por aluno. Usar o PIB como critério significa considerar realidades econômicas e sociais totalmente diferentes:
O PIB do Brasil em 2022 foi de US$ 1,92 trilhão, enquanto na Suécia foi de US$ 591,2 bilhões e, na Nova Zelândia, de US$ 248,1 bilhões.
As populações destes países eram, no mesmo ano, de 215,3 milhões de pessoas no Brasil, 10,49 milhões na Suécia e 5,124 milhões na Nova Zelândia.
Ou seja, mesmo que o PIB do Brasil seja mais alto e que o percentual de investimento esteja próximo aos dos outros dois países, a população brasileira é muito maior, com número consideravelmente superior de alunos e de professores.
Diluindo o valor gasto pelo número de estudantes, fica nítido que os gastos com educação são proporcionalmente menores no Brasil.
📚 O que é o relatório 'Education at a Glance 2023'?
Divulgado anualmente pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o relatório “Education at a Glance” reúne e compara os principais indicadores internacionais ligados à educação.
Os números mostram a realidade de 49 países, incluindo os 38 membros da OCDE e 11 parceiros (Argentina, Brasil, Bulgária, Croácia, China, Índia, Indonésia, Peru, Romenia, Arábia Saudita e África do Sul).
Os dados são fornecidos pelos próprios países.
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60 dias para o Enem: veja cronograma de estudos para 3 tipos de alunos (vale até para quem esqueceu da prova)

Dia Mundial da Alfabetização: Brasil tem 29% de analfabetismo funcional; impacto é maior entre negros e indígenas
Enem 2025: Exame será aplicado nos dias 9 de 16 de novembro.
Reprodução/Redes Sociais
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 será aplicado nos dias 9 e 16 de novembro. A 60 dias da primeira prova, é normal que o candidato se sinta inseguro e um pouco perdido quanto ao que estudar na reta final.
Além de recomendações específicas para três perfis de alunos (veja abaixo), professores ouvidos pelo g1 destacam aspectos da prova que devem ser reconhecidos por todos os candidatos:
Saber como funciona o exame;
Definir um cronograma que garanta bom aproveitamento;
Focar nos conteúdos mais recorrentes em cada área do conhecimento;
Praticar com provas de anos anteriores e simulados (com atenção especial à redação e matemática);
Planejar uma estratégia de resolução da prova.
Antes de tudo, “é preciso conhecer a metodologia de correção da prova, chamada de Teoria de Resposta ao Item (TRI), que leva em conta a coerência pedagógica”, ressalta Ademar Celedônio, diretor de Ensino e Inovações Educacionais do grupo SAS Educação.
O método considera o nível de dificuldade de cada questão, atribuindo pesos diferentes. Por isso, dois alunos com o mesmo número de acertos podem tirar notas diferentes. “Resolver – e acertar – primeiro as questões mais fáceis e médias garante maior nota do que apenas acertar as difíceis", explica.
Entenda como funciona o TRI
Outro ponto essencial é saber quais são os assuntos mais recorrentes em cada disciplina, para planejar os estudos e revisões. Celedônio aponta que o Enem se diferencia de outros vestibulares tradicionais ao valorizar temas atuais, próximos da vivência cotidiana. Por exemplo, cobra muito meio ambiente, urbanização e geopolítica, e menos botânica ou química orgânica.
É consenso entre os especialistas que matemática e redação devem receber atenção especial nessa reta final.
“São disciplinas que se tornaram áreas inteiras do Enem. Pela TRI, a possibilidade de tirar uma nota alta é grande, se o aluno tiver um bom desempenho nessas matérias", diz Rodrigo Magalhães, professor e diretor do Colégio e Curso AZ.
📚 Na reportagem a seguir, confira dicas e estratégias de como montar um cronograma eficiente se você:
Não estudou nada (ou quase nada)
Estudou, mas pouco
Se dedicou ao longo do ano
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Como se preparar para o Enem se você não estudou nada
Faltando 60 dias para a prova, ainda dá tempo de correr atrás e absorver conteúdos, desde que o cronograma seja realista, e, o estudo, focado.
“Brinco com meus alunos fazendo uma metáfora com futebol: nessa altura, a gente não consegue mais assistir ao jogo inteiro, tem que ver os melhores momentos”, diz Magalhães.
A melhor estratégia, portanto, é focar no básico e recorrente. “Extrair o máximo desempenho na prova sendo eficiente nos conteúdos que ajudam a alavancar a nota”, indica Atila Zanone, coordenador de conteúdo do Fibonacci Sistema de Ensino.
Os “campeões de cobrança” podem ser encontrados pelos candidatos em levantamentos divulgados por escolas e cursinhos. Em matemática, por exemplo, dominam tópicos como razão, regra de três, estatística e geometria plana. Já a prova de linguagens prioriza habilidades de leitura e interpretação de texto.
Após identificar os temas, a resolução de exercícios é primordial. Para esse grupo, Celedônio indica treinos curtos e diários, de 2 a 3 horas por dia, e pelo menos duas redações por semana.
"Recomendo uma hora para matemática e ciências da natureza, evitando aqueles conteúdos que menos caem, e mais uma hora para leitura de textos e redação", detalha.
Pode funcionar, também, fazer simulados menores. “É mais interessante do que tentar fazer uma prova inteira, direto. O aluno pode fazer, por exemplo, 15 ou 20 questões por área, tentando reconhecer os enunciados e treinar a própria resistência”, propõe Celedônio.
Viktor Lemos, diretor do Curso Anglo, acrescenta que é importante verificar os pesos das notas no Sisu, que variam conforme a carreira e a universidade pretendida pelo candidato. “Focar nas áreas de maior peso pode definir a conquista de uma vaga”, diz.
➡️ Em resumo:
Definir um cronograma realista a partir do tempo disponível por semana;
Focar nos conteúdos mais fáceis e temas de maior incidência no exame;
Resolver blocos de questões diariamente, para se acostumar com o estilo da prova;
Dedicar um tempo considerável para redação: fazer ao menos duas por semana até a data do exame
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Aqui, o foco deve ser identificar e resolver lacunas de conteúdo e consolidar o que já sabe.
“A prioridade é que esse aluno ganhe consistência, reforçando aquilo que é essencial e evitando pendências”, diz Celedônio.
A resolução de exercícios ganha ainda mais peso aqui. “O ideal é investir de 3 a 4 horas diárias – em blocos de exercícios ou simulados de até 30 questões. Gradualmente, até o dia da prova, o aluno deve fazer pelo menos um simulado completo de 180 questões, em dois dias”, recomenda. “Outra sugestão é dividir grandes temas de cada área por dias da semana, reservando um deles para a redação e leitura de atualidades”.
Para Atila Zanone, o candidato desse grupo deve manter a tranquilidade e persistência: “Nas próximas quatro semanas, deve terminar pendências de conteúdo e, nas outras quatro, treinar na prática. Tão importante quanto ter estudado os conteúdos mais comuns é conseguir simular a execução da prova”, inclusive treinando o tempo de preenchimento do gabarito.
➡️ Em resumo:
Otimizar revisões: resolver lacunas e consolidar o que já foi visto, priorizando temas de alta incidência;
Grande foco em resolver exercícios e provas antigas, para identificar o que precisa ser reforçado, e escrever redações;
Simular as condições da prova, que exige resistência, para ganhar confiança e agilidade.
Como se preparar para o Enem se você se dedicou ao longo do ano
O aluno que estudou durante o ano todo deve confiar no trabalho realizado até aqui, destaca Viktor Lemos. “Na reta final, equilíbrio deve ser a palavra de ordem: manter a rotina de estudo e revisão, mas também ter momentos de descanso e lazer, sem excessos”, diz o diretor.
Para Rodrigo Magalhães, é hora de ajustes pontuais.
“Não tem necessidade de estudar tudo de novo se o aluno já teve um bom aproveitamento. O ideal é intensificar a resolução de questões no modelo Enem, para que os próprios exercícios mostrem os pontos fracos”, recomenda.
Segundo Zanone, refinar a estratégia de prova é imprescindível. “O último ‘segredinho’ do exame é a organização do tempo", ressalta. A abordagem definida pelo aluno deve considerar velocidade de leitura, interpretação e resolução, além da ordem em que se faz a prova em cada dia.
Ademar Celedônio acrescenta que uma estratégia é resolver as questões de nível fácil e médio primeiro, quando o cérebro está mais descansado, em vez de encarar a prova de forma linear e perder minutos preciosos em questões consideradas difíceis – dessa forma, caso não dê tempo de concluir a prova inteira, o impacto na nota pela TRI será menor, lembra ele.
Além disso, o treino semanal de redação, inclusive cronometrado, é essencial. "O ideal é produzir pelo menos duas redações por semana. Assim, o aluno terá um bom repertório de possíveis temas, o que ajuda a diminuir a ansiedade no dia da prova".
➡️ Em resumo:
Manter o foco e equilibrar momentos de estudo e descanso;
Buscar o aperfeiçoamento nos detalhes, resolvendo lacunas;
Praticar com muitos exercícios e aprender com os erros;
Fazer pelo menos duas redações por semana até o dia da prova;
Simular as condições reais da prova e definir a melhor estratégia de resolução – como filtrar as questões de nível fácil e priorizá-las

Fuvest: Curso Objetivo realiza simulado gratuito aberto a qualquer estudante; veja como se inscrever

Dia Mundial da Alfabetização: Brasil tem 29% de analfabetismo funcional; impacto é maior entre negros e indígenas
Candidatos fazem 1ª fase da Fuvest na cidade de São Paulo em 2024
Gian Dias/TV Globo
O Curso Objetivo Vestibulares vai realizar no dia 20 de setembro (sábado) um simulado gratuito da Fuvest aberto a qualquer estudante. As inscrições podem ser feitas até o dia 18.
A prova segue os moldes da 1ª fase da Fuvest, com 90 testes de múltipla escolha.
O simulado será aplicado presencialmente das 14h às 19h.
O Simulado Fuvestão é aberto para qualquer estudante, aluno ou não do Objetivo, matriculado no ensino médio e em outros cursos pré-vestibulares ou egressos do ensino médio.
👉 Para participar, basta se inscrever pelo site www.curso-objetivo.br ou em uma das unidades do Curso Objetivo localizadas em São Paulo (capital, Grande SP, litoral e interior do estado), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, entre outras.
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O objetivo é permitir que o estudante possa vivenciar o clima dos vestibulares, com o mesmo grau de dificuldade, a mesma duração da prova.
Fuvest abre inscrições para o vestibular 2026 da USP; veja calendário
O gabarito e a resolução comentada da prova serão divulgados pela internet no dia 22 de setembro.
A apuração dos resultados será realizada até o dia 13 de outubro. O boletim de desempenho dos candidatos será divulgado no site do Objetivo após esse período.
📚 Serviço:
Simulado Fuvestão do Objetivo
18/9 – fim das inscrições
20/10 – aplicação da prova com 90 questões de múltipla escolha
22/9 – divulgação do gabarito e da resolução comentada pela internet
de 22/9 a 13/10 – Apuração do resultado. A divulgação do boletim de desempenho de cada aluno será divulgado após esse prazo.
Estudante de 16 anos passa em Medicina e viraliza com redação sobre si mesma

Dia Mundial da Alfabetização: Brasil tem 29% de analfabetismo funcional; impacto é maior entre negros e indígenas

Dia Mundial da Alfabetização: Brasil tem 29% de analfabetismo funcional; impacto é maior entre negros e indígenas
As letras que têm nomes diferentes no 'ABC do Nordeste'
Em 2024, 59,2% das crianças matriculadas na rede pública de ensino foram alfabetizadas na idade certa. O número vem crescendo, mas ainda está longe do ideal. Para especialistas no tema, os prejuízos da alfabetização tardia vão além de uma questão de tempo, e têm relação com aspectos históricos, sociais e até raciais.
Além disso, o país também enfrenta um alto índice de analfabetismo funcional. Os dados mais recentes apontam que 3 em cada 10 brasileiros de 15 a 64 anos são analfabetos funcionais. Essas pessoas conseguem apenas ler palavras isoladas, frases curtas, ou apenas identificar números familiares, como contatos telefônicos, endereços, preços e etc..
De acordo com Anna Helena Altenfelder, presidente do Conselho de administração do Cenpec — ONG que desenvolve projetos com foco na melhoria da educação pública —, a alfabetização tardia ou a estagnação no nível de analfabetismo funcional renega direitos básicos e compromete o exercício da cidadania.
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Além disso, o problema alimenta exclusão e reforça desigualdades educacionais que atingem, principalmente, pessoas mais velhas, negras, indígenas ou amarelas.
Ser cidadão significa participar de diferentes instâncias e esferas sociais. Para isso, é fundamental dominar as competências de leitura e escrita para que a pessoa possa se informar, possa participar da vida comunitária, possa se inserir do mundo do trabalho. Portanto, leitura e escrita são ferramentas essenciais para entender a realidade, atuar criticamente sobre ela, entender os seus lugares de pertencimento, entender o mundo.
Alfabetização na idade certa
Na imagem, criança de Campinas em processo de alfabetização.
Reprodução/EPTV
Segundo Luciana Brites, CEO do Instituto NeuroSaber e doutoranda em distúrbios do desenvolvimento, uma criança deve ser alfabetizada, idealmente, até os 8 anos de idade, quando os circuitos neurais estão no ápice do amadurecimento.
“Isso potencializa o desenvolvimento, mitiga o analfabetismo e dificuldades de leitura, e, quando associada a abordagens adequadas, é fundamental para o desenvolvimento posterior da compreensão leitora", ela explica.
Apesar disso, a especialista reforça que uma pessoa pode ser alfabetizada em qualquer fase da vida. No entanto, a demora nesse processo pode acarretar dificuldades de coordenação motora, por exemplo.
A alfabetização, além de um processo social e histórico, é também biológico, e demanda algo que é chamado de habilidades precursoras. Isso pode ajudar ou prejudicar no desenvolvimento de outras habilidades que culminam na fluência leitora e na alfabetização.
Anna Helena Altenfelder reforça que alfabetização tardia também pode acarretar prejuízos emocionais, como desmotivação, desgaste, distorção e desconfiança sobre a capacidade de aprendizado, o que pode prejudicar o desenvolvimento e a aprendizagem em si.
Aprender a a escrever na idade certa é fundamental porque possibilita que a criança siga na escolaridade, que ela siga acreditando em si mesma, como um ser capaz de aprender, motivada a buscar o conhecimento.
Analfabetismo funcional e desigualdades educacionais
Quando o assunto é analfabetismo funcional, o Brasil segue no mesmo patamar 2018, com 29% de analfabetos funcionais. O problema é mais comum entre pessoas de 40 a 64 anos, e chega a atingir 51% das pessoas com 50 anos ou mais.
Jornada de Alfabetização de Jovens e Adultos no RN
Maria Soares
Segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), isso evidencia o “efeito positivo das políticas de inclusão e valorização da escola para crianças e jovens realizadas nas últimas duas décadas”, já que a brasileiros dentro deste recorte de idade “são os que se beneficiaram das políticas de inclusão massiva da população na escola.”
Este problema também tem um recorte racial. Em 2024, 41% dos que se declararam brancos foram considerados alfabetizados consolidados (intermediário ou proficiente). Entre os pardos e pretos, apenas 31% estavam na mesma categoria, e ainda menos (19%) amarelos e indígenas alcançaram os mesmos níveis.
Anna Helena, do Cenpec, destaca que esse é um aspecto histórico. "Nos primórdios do Brasil, os analfabetos eram os negros, as indígenas, as mulheres. Pouquíssimas pessoas sabiam ler e escrever, e este privilégio era resguardado aos homens brancos."
Para ela, essa lógica é perpetuada ainda hoje e reforça as desigualdades educacionais.
"Quem são as crianças que não se alfabetizam? São as crianças mais pobres, as crianças negras, indígenas, quilombolas, crianças com deficiência, de territórios da área rural ou da periferia de grandes centros urbanos", ela diz.
A especialista defende que é necessário garantir uma alfabetização para todos, e que só assim será possível inibir a produção contínua de exclusão que afeta uma parcela significativa da população.
Garantir a alfabetização de todas as crianças na idade certa é um passo fundamental para o enfrentamento das grandes desigualdades educacionais que há no país.
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