Lá vem o Enem: resolva questões de química sobre funções orgânicas

Enem 2025: Como usar a IA para estudar na reta final (e o que evitar)
Lá Vem o Enem: resolva questões de química e aprenda funções orgânicas
Reprodução /Lá Vem o Enem
O professor de química Gustavo Pinheiro reuniu questões de química para estudantes que vão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio 2025 (Enem). O foco é em funções orgânicas, como álcool, fenol e aldeídos.
Na videoaula exclusiva do Lá Vem o Enem, Gustavo também explica que o carbono é o principal elemento da química orgânica.
“O carbono é um elemento químico que na orgânica, em qualquer canto, ele tem que fazer quatro ligações. Não esqueça, o carbono faz quatro ligações. Pode ser simples, pode ter dupla e pode ter tripla, mas sempre o total de quatro ligações”, alerta o professor.
🤓📚Acompanhe tudo sobre o Enem 2025
Ele ainda mostra como identificar cada função orgânica usando exemplos do dia a dia, como o paracetamol. Então, antes de pular para as questões, vale conferir esses detalhes para facilitar o estudo.
Lá Vem o Enem: resolva questões de química para o Enem
Vídeos mais assistidos do Lá Vem o Enem 2025

Lula sanciona nesta quinta Carteira Nacional do Professor, documento que dará desconto em shows, cinemas e hotéis; saiba como solicitar

Enem 2025: Como usar a IA para estudar na reta final (e o que evitar)
Sala de cinema do Sesc Cascavel
Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai sancionar nesta quinta-feira (11) a lei que cria a Carteira Nacional Docente do Brasil (CNDB). A partir desse documento, professores terão descontos em eventos culturais, como teatros, shows e cinemas, além de abatimentos de 15% no valor da diária dos hotéis associados.
De acordo o ministro Camilo Santana, que estará presente no momento da assinatura da lei, o documento deve ser solicitado a partir de outubro, mês em que é comemorado o Dia do Professor. Ele será válido para profissionais que lecionam nas redes pública e privada.
✏️O que é a Carteira Nacional de Docente no Brasil?
É um documento oficial de identificação destinado exclusivamente a professores das redes pública e privada, em todos os níveis da educação básica e superior. Ele terá validade em todo o país e faz parte do programa Mais Professores para o Brasil, criado para valorizar a categoria.
💰Quais as vantagens de ter a carteira?
Entrada com desconto em eventos culturais, como cinema, teatro e shows.
Acesso a cartão de crédito pela Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil sem cobrança de anuidade.
Direito a 15% de desconto em diárias de hotéis, em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional).
Outras vantagens serão anunciadas oficialmente em outubro, segundo o MEC.
📝Como solicitar a carteira?
O professor deve se cadastrar no site do programa Mais Professores para o Brasil.
O acesso é feito com login Gov.br (CPF e senha).
Durante o cadastro, será necessário informar vínculo de docência, município e estado de atuação.
As informações serão verificadas em bases oficiais, como Receita Federal e Censo Escolar.
O prazo de emissão dependerá da confirmação e disponibilidade desses dados.
🧑‍🏫Quem pode ter o documento?
Todos os professores da rede pública e privada, sejam federais, estaduais ou municipais, têm direito à carteira. Cabe aos estados e municípios manterem as informações atualizadas para garantir a emissão.
📆Quando começa a valer?
A previsão anterior do MEC era de que a carteira seria sancionada e entregue a partir de 15 de outubro de 2025, como parte das comemorações pelo Dia do Professor. Com a sanção nesta quinta-feira, ainda não se sabe se a adesão por parte dos docentes será adiantada.
Veja vídeos de Educação:
Nas escolas sem notas e sem provas, quais alunos se dão bem?

Lá Vem o Enem: videocast debate sobre ecologia e mostra como o tema pode cair na prova

Enem 2025: Como usar a IA para estudar na reta final (e o que evitar)
Videocast debate sobre ecologia e mostra como o tema pode cair no Enem
Krys Karneiro/Lá vem o Enem
O tema do segundo episódio desta terceira temporada do videocast Lá Vem o Enem é ecologia, um dos assuntos mais cobrados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
A conversa recebeu dois convidados: Thiago Nery, médico veterinário e professor universitário, além de Evandro Silva, professor de biologia, mestre em gerenciamento ambiental com doutorando em biotecnologia.
Segundo os professores, ecologia é um tema que já ultrapassou os limites dos livros e está presente no dia a dia. O contato direto com a natureza, como em visitas a zoológicos e parques, pode ajudar na conscientização e também no aprendizado dos estudantes que se preparam para o Enem.
Durante o bate-papo, Thiago, que trabalha no Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica), em João Pessoa, explicou que a vivência prática com os animais é essencial para entender a biodiversidade.
“Quando a gente fala em biodiversidade, o que os estudantes precisam compreender para entender a importância desse conceito é o que você vê na prática. A contemplação é fundamental e é um dos prazeres que a gente tem na vida”, afirmou.
Evandro ainda acrescenta que o contato direto com os animais ajuda a contextualizar o aprendizado.
“A ecologia cobrada no Enem é cada vez mais interdisciplinar. Ao visitar a Bica ou uma praia, podemos discutir química ambiental, biologia, geografia e fatores ecológicos. O aluno aprende muito mais e ainda oxigena o cérebro, aliviando o estresse.”
Conteúdos mais cobrados no Enem
A ecologia é considerada um dos pilares da prova de Ciências da Natureza. Os professores destacaram que os estudantes devem estar atentos não apenas ao conceito de biodiversidade, mas também a temas interdisciplinares. Entre os pontos mais recorrentes estão
Ciclos biogeoquímicos, como carbono e nitrogênio.
Química ambiental, ligada à poluição e impactos humanos.
Sustentabilidade, incluindo manejo de resíduos e equilíbrio socioambiental.
Biotecnologia, com foco em engenharia genética e novas descobertas científicas.
“Mas não é você chegar e decorar qual a função da da organela x, y, z. Isso não existe. Hoje em dia, eles colocam, por exemplo, uma comorbidade. Então, ele fala, por exemplo, de uma degradação celular provocada por enzima de orgânica produzida, que enzima poderia se ter ação degradativa dentro de uma célula? Então, não é decorar, né?" alertou Evandro.
Dicas para quem vai fazer o Enem
Os professores orientaram que, nessa reta final, os alunos priorizem a resolução de questões. A recomendação é focar em ecologia, química ambiental e biotecnologia, sem deixar de relacionar os conteúdos com notícias recentes e situações do cotidiano.
"Conhecimento e empatia corre muito junto. Quanto mais você conhece alguma coisa, mais empático você é por aquilo.”, resumiu Thiago.
Prepare-se para o Enem de forma prática! Faça simulados, teste seus conhecimentos e descubra seu desempenho em tempo real. Acesse o Lá Vem o Enem e avance com confiança rumo à prova!

O que a morte da menina de 11 anos agredida em escola em PE revela sobre a violência nas escolas do Brasil

Enem 2025: Como usar a IA para estudar na reta final (e o que evitar)
Pais pedem justiça por morte de menina espancada em escola no Sertão de PE
Pelo menos 39 pessoas morreram em ataques de violências extremas em escolas do Brasil entre 2001 e 2025. O caso fatal mais recente é o de Alícia Valentina, de 11 anos, que morreu após ser espancada por cinco colegas em uma escola pública de Belém do São Francisco, no Sertão de Pernambuco.
De acordo com o boletim de ocorrência, a agressão aconteceu após Alícia se recusar a “ficar” (ter envolvimento romântico) com um dos agressores.
O caso choca porque possui características que diferem da maioria das ocorrências de violências registradas no ambiente escolar (entenda mais abaixo).
Alícia Valentina morreu após ser espancada por colegas na escola, em Belém do São Francisco
Reprodução/Redes sociais
Apesar disso, dados indicam que as características de ataques violentos extremos em escolas têm tido motivações e modos de ação cada vez mais variados, e estão se tornando mais recorrentes.
Um levantamento da Fapesp que analisou dados nacionais revelou que o número de casos de violência no ambiente escolar mais do que triplicou em 10 anos, atingindo o ápice em 2023.
Uma pesquisa chamada "A convivência nas escolas: desafios e possibilidades" revelou que os problemas de convivência na escola continuam aumentando, com uma maior ocorrência de violências na escola, de agressões on-line e de sofrimento mental em estudantes.
A pesquisa “Ataques de violência extrema em escolas no Brasil: causas e caminhos” detalha dados dos episódios violentos mais graves ocorridos entre até 2024.
Segundo especialistas, o caso serve de alerta e reforça que é preciso estabelecer uma política nacional de prevenção à violência escolar (entenda mais abaixo).
Características das violências escolares
Entre 2001 e 2024, foram identificados 42 episódios de ataques violentos extremos em escolas brasileiras. Destes,
33 foram ativos (com intenção de matar indiscriminadamente o maior número possível de pessoas no local), e
9 foram direcionados (ou seletivos, nos quais o agressor tem como alvo uma pessoa ou um grupo específico de indivíduos).
Ao todo, 43 escolas foram alvos das ações violentas, tendo sido 23 escolas estaduais, 13 municipais e 7 particulares. Entre essas, duas estaduais e uma municipal eram militarizadas e em cada uma delas houve a morte de uma pessoa.
De acordo com pesquisas, eventos violentos podem ocorrer em qualquer tipo de instituição de ensino.
A maioria dos ataques é feito por agressores do sexo masculino. Dos 45 envolvidos nos 42 ataques extremos, apenas uma era mulher.
Outro aspecto observado é a intenção prévia de cometer um ataque. Nestes casos, em geral, os agressores se preparam e se armam.
A arma de fogo é o tipo de armamento mais utilizado em ataques, mas em mais da metade dos ataques, os agressores utilizaram facas, machadinhas e até coquetel Molotov.
Ataques de violência extrema em escolas no Brasil.
Arte: Thalita Ferraz/g1
Violências escolares
Telma Vinha, que é coordenadora adjunta do Instituto de Estudos Avançados (IdEA) da Unicamp e pesquisadora de violências no ambiente escolar, explica que o conceito de violência escolar é plural, e envolve:
invasão e ataques em escola;
violência institucional (situações de racismo recreativo, homofobia ou bullying, regras absurdas ou injustas, punições arbitrárias);
bullying (violência repetida entre colegas);
violências duras (estabelecidas em código penal);
violência estrutural (racismo, misoginia e comportamentos que reforçam as desigualdades da sociedade no ambiente escolar);
cyberagressão.
Além disso, ela diz que os perfis das vítimas também são diversos, e perpassam alunos, professores, demais funcionários das escolas e outros membros da comunidade escolar.
Só em 2023, metade dos casos registrados em escolas foi de agressão física, seguido por violência psicológica/moral (23,8%) e violência sexual (23,1%).
Há ainda os casos mais extremos de violências nas escolas. Na pesquisa “Ataques de violência extrema em escolas no Brasil: causas e caminhos”, os ataques deste tipo são definidos como:
“Um fenômeno que difere de outros tipos de violência. Cometidos de forma deliberada por estudantes e ex-estudantes das instituições de ensino de educação básica com o objetivo de causar a morte de uma ou mais pessoas, estes atos envolvem o planejamento e o uso de determinado(s) tipo(s) de arma(s). São motivados por ressentimentos, preconceitos, discriminação, racismo, misoginia, intolerância, entre outros, e caracterizados como crimes de ódio e/ou movidos por vingança.”
Além de compartilhar o aspecto de problemas de convivência como em outros tipos de violências escolares, no caso extremo, especialistas reforçam a importância de considerar também elementos sociais, familiares, culturais e escolares vivenciados pelos agressores.
Motivo dos aumentos dos casos
No estudo que avalia o aumento dos casos de violência no ambiente escolar entre 2013 e 2023, a Fapesp conclui que alguns fatores explicam este fenômeno:
desvalorização dos professores no imaginário coletivo;
relativização de discursos de ódio, como se fossem menos prejudiciais do que realmente são;
precarização da infraestrutura das escolas;
agressões sofridas ou vistas pelos alunos no ambiente doméstico;
falhas nas ações de mediação de conflito;
despreparo das secretarias estaduais de educação para lidar com casos de misoginia e racismo.
Polícia, catraca, botão do pânico e mais: veja análise de 7 medidas em debate contra ataques em escolas
Luciene Tognetta, professora do Departamento de Psicologia da Educação da FCL Unesp e líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral (GEPEM – Unesp/Unicamp), também acredita que as pressões constantes por performances sociais às quais os jovens estão expostos também desempenham um papel importante na atribuição de papéis em ambientes de convivência, como a escola.
Segundo ela, as gerações mais novas tendem a levar ao extremo ideias de masculinidade (ou hipermasculinidade) e até de dominância, de inferiorização de objetificação de minorias, que demandam performances sociais que, desacompanhadas de orientações e direcionamento moral, distorcem e reforçam comportamentos muitas vezes agressivos.
Combate melhora, mas é preciso prevenir
Creche onde ocorreu ataque em creche de Blumenau
Luíza Morfim/Divulgação
Para Luciene Tognetta, o Governo Federal tem trabalhado com algumas medidas de combate às violências no ambiente escolar, especialmente após casos de grande repercussão ocorridos em 2023.
Na ocasião, o então ministro da Justiça, Flávio Dino, apresentou medidas para reforçar a segurança nas escolas e reforçou a importância de discutir a responsabilidade de plataformas sociais na disseminação e estímulo de comportamentos violentos.
O ministro da Educação, Camilo Santana, também propôs discussões para implementar apoio prestado por psicólogos e assistentes sociais às redes de ensino.
No ano seguinte, em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), o MEC lançou o Observatório de Violências nas Escolas.
O presidente Lula (PT) também liberou R$ 150 milhões em verbas para o combate à violência nas escolas, como para reforçar o patrulhamento em escolas e creches.
No entanto, ela defende que é preciso prevenir essas ações, e não apenas combatê-las.
Os materiais de resposta e intervenção aos ataques são importantes, mas é preciso que haja ações propositivas e não apenas refratárias. É preciso que estejamos à frente, adiantando ocorrências, prevenindo que elas aconteçam.
Para isso, ela acredita que as ações devem vir desde o início da formação dos professores, passando ainda por uma formação específica de funcionários e gestores para identificação e intervenção em situações de conflitos que podem fomentar comportamentos violentos.
"Uma formação continuada para o professor não adianta, porque não se pode continuar uma formação que nunca começou. Os professores e demais funcionários das escolas não são preparados para identificar e atuar em situações como essa", diz a especialista.
Além disso, ela explica que também deve haver uma discussão aberta com os alunos, já que, em maioria, eles são as vítimas, os agressores e as testemunhas em situações de problemas de convivência.
"Não adianta excluir os maiores interessados eos principais envolvidos de uma discussão tão importante. É preciso restabelecer relações de confiança entre os funcionários e os alunos e, por que não, estimular a interferência por parte dos pares. Montar uma frente ampla e preparada para exterminar o problema."
LEIA TAMBÉM
51% dos brasileiros que entram na faculdade não se formam nem 3 anos após o prazo previsto

Enem 2025: Como usar a IA para estudar na reta final (e o que evitar)

Enem 2025: Como usar a IA para estudar na reta final (e o que evitar)
Plataformas de IA podem ser boas aliadas na reta final de preparação para o Enem 2025.
Jaque Silva/NurPhoto/picture alliance
Faltam dois meses para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será aplicado em 9 e 16 de novembro. Na reta final, todo tempo é precioso, e a otimização dos estudos é essencial para se ter um bom aproveitamento nas provas. Entra em cena a inteligência artificial (IA), que pode ser boa aliada nesse momento.
Plataformas como ChatGPT, Gemini e Claude invadiram o cotidiano e têm facilitado todo tipo de tarefa, inclusive na hora de estudar. Professores ouvidos pelo g1 apontam como usar (e como não usar) a IA, para aproveitar esse recurso da melhor forma.
Ademar Celedônio, diretor de Ensino e Inovações Educacionais do grupo SAS, lembra que o uso da IA deve ser ativo e crítico.
“A IA não substitui o estudo, mas pode funcionar como aceleradora: para resumir, treinar, explicar e corrigir”, diz.
O trunfo está na personalização do estudo. Além de tirar dúvidas rápidas, o aluno pode pedir resumos, questões no estilo da prova ou simulados inteiros, e até criar cronogramas de revisão adaptados às suas necessidades. “Um bom uso da ferramenta pode economizar tempo e tornar o estudo mais eficiente”, avalia Viktor Lemos, diretor do Curso Anglo.
Quem deixou para estudar em cima da hora (ou planeja uma rotina intensa de revisões) pode solicitar ao robô, por exemplo, um resumo com os dez principais tópicos cobrados pelo Enem em uma disciplina. “Peça para que o material seja organizado em tópicos, porque isso facilita a memorização”, indica Celedônio.
Para aprofundar o estudo, o aluno pode pedir para que a ferramenta explique o conteúdo em diferentes níveis de complexidade. Por exemplo: “Explique o aquecimento global em nível básico” e depois “em nível avançado”. Isso permite comparar e refinar o entendimento sobre o assunto, destaca o professor.
60 dias para o Enem: veja cronograma de estudos para 3 tipos de alunos (vale até para quem esqueceu da prova)
Há ressalvas. “A IA, assim como toda e qualquer ferramenta tecnológica, é muito atraente, interessante e divertida, e esse é o perigo. Tudo que é muito atrativo pode distrair e tirar o foco do cronograma", alerta Atila Zanone, coordenador de conteúdo do Fibonacci Sistema de Ensino.
Lemos acrescenta: "É importante ter cuidado. Nem tudo que aparece ali é 100% confiável. A instrução é sempre conferir informações, checar as fontes utilizadas e as instruções dadas”.
✍️ ChatGPT pode corrigir redação?
Uma das principais dicas dos professores quanto à preparação para o Enem é que o candidato produza a maior quantidade possível de redações como treino, já que essa prova tem grande peso na nota final do exame.
O obstáculo é que o aluno nem sempre tem um especialista à disposição para ler suas produções e corrigir erros – principalmente quem estuda sozinho, em casa.
A inteligência artificial pode ser uma alternativa: “Vale subir a matriz de referência do Enem em um desses modelos de linguagem e pedir a correção. A IA consegue analisar a estrutura e dar uma nota próxima à real”, aconselha Celedônio.
Se um professor der, por exemplo, nota 920 a um texto, a ferramenta pode indicar algo em torno de 880 ou 900, o que não prejudica na preparação do candidato, explica ele.
“O mais importante é que a IA indique pontos de melhoria em cada competência, permitindo que o aluno faça uma lapidação do próprio texto. Não é perfeito, claro, mas ajuda muito quando não há um especialista disponível”.
Redação do Enem 2025: a menos de 100 dias da prova, professores dão 9 palpites para o tema
❌ Como não usar a IA para estudar?
Para Rodrigo Magalhães, professor e diretor do Colégio e Curso AZ, não é interessante usar a IA para entregar a resposta de um exercício, acelerar ou pular etapas. Ou seja, assim como não se recomenda o uso de calculadora ao treinar questões de matemática e exatas, a ferramenta não deve substituir a resolução passo a passo.
“É uma artimanha que muita gente tem usado, mas pode mais atrapalhar do que ajudar. Na hora do exame, o aluno vai precisar fazer todos os cálculos à mão", adverte.
Como contraponto, Magalhães indica o uso do método socrático na interação com a IA. Nesse modo, em vez de dar respostas prontas, a ferramenta estimula o estudante, fazendo perguntas. Isso o leva a exercitar o raciocínio e ter uma compreensão mais profunda de determinados assuntos – bem como identificar falhas e tópicos que ele ainda não domina. Veja no vídeo abaixo como funciona:
‘Modo socrático’ do ChatGPT responde perguntas de alunos… com outras perguntas