Paraíba lidera percentual de matrículas em tempo integral na Educação Infantil e Creche públicas no Nordeste

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Sala de aula vazia em escola municipal de Patos, PB
Prefeitura de Patos/Divulgação
A Paraíba registrou, em 2024, os maiores percentuais do Nordeste de matrículas em tempo integral na Educação Infantil e nas Creches da rede pública, liderando os percentuais na região em ambas as modalidades de ensino.
Os dados, divulgados pelo Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025, lançado na quinta-feira (25), indicam crescimento em relação a 2014 e mostram que o estado ocupa a segunda posição no total de matrículas (público e privado somados) na região nordestina, atrás apenas de Alagoas e da Bahia.
O documento traz dados importantes, como o número de escolas, matrículas e de professores, além de dados sobre aprendizagem dos alunos e infraestrutura das escolas. Na Paraíba, há um total de 4.635 escolas, distribuídas nas redes municipal, estadual, federal e privada.
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Na Educação Infantil, a Paraíba alcançou 34,3% das matrículas em tempo integral em 2024. Na rede pública, o índice chegou a 45%, o maior do Nordeste. Já na rede privada, o percentual foi de 2,4%, o sétimo entre os nove estados da região.
No total (público + privado), a Paraíba ocupa a segunda posição, empatada com a Bahia, atrás de Alagoas, que registrou 35,8%. A média nordestina foi de 23,7% no total, sendo 27,6% na rede pública e 11,7% na rede privada.
Em 2014, o percentual total da Paraíba era de 20,7%, sendo 29,3% na rede pública e 1,8% na privada.
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Creche berçário de Campina Grande
TV Paraíba/Reprodução
No atendimento em Creches, a Paraíba também lidera o Nordeste na rede pública. O estado registrou, em 2024, 57,4% das matrículas em tempo integral, sendo 70,8% na rede pública e 4,1% na rede privada. O resultado na rede pública é o maior da região.
No total, a Paraíba ocupa a segunda posição do Nordeste, atrás apenas da Bahia, que registrou 57,8%. A média nordestina foi de 38% no total, com 43,2% na rede pública e 21,2% na privada.
Em 2014, a Paraíba já tinha 49,8% das matrículas em tempo integral nas Creches, com 68,1% na rede pública e 5,1% na privada.
📊Outros dados
Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Entre as crianças paraibanas de 6 a 10 anos, 94,4% estavam matriculadas nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental em 2024. O percentual coloca a Paraíba como o terceiro estado do Nordeste, atrás de Piauí e Sergipe. Em 2014, o índice era de 97,3%. A média regional em 2024 foi de 92,7%.
Em tempo integral, a Paraíba registrou 18,5% das matrículas (24,7% na rede pública e 0,9% na privada), o quinto percentual mais alto do Nordeste. Em 2014, os números eram mais elevados: 34,7% no total e 44,1% na rede pública.
Anos Finais do Ensino Fundamental
Na faixa etária de 11 a 14 anos, a Paraíba alcançou 97% de matrículas nos Anos Finais do Ensino Fundamental em 2024, contra 81,2% em 2014. O índice é superior à média do Nordeste (96,9%) e coloca o estado em quinto lugar regional.
Quanto ao tempo integral, a Paraíba registrou 16,5% das matrículas no total (20,2% na rede pública e 0,6% na privada), ficando em sexto lugar no Nordeste. Em 2014, o percentual era de 32% no total e 38% na rede pública. A média regional em 2024 foi de 25,7%.
Ensino Médio
Escola Cidadã Integral Heliton Santana em Santa Rita, na Paraíba.
Delmar Rodrigues/Secom-PB
Entre os jovens de 15 a 17 anos, na Paraíba, 79,1% estavam matriculados no Ensino Médio em 2024. Em 2014, esse índice era de 60,3%. A média nordestina atual é de 79,9%.
No tempo integral, a Paraíba registrou 47% das matrículas em 2024 (53,9% na rede pública e 5,3% na privada). O percentual coloca o estado em quarto lugar no Nordeste no total e em segundo lugar na rede pública, empatado com o Ceará e atrás de Pernambuco.
Em 2014, apenas 9,8% das matrículas no Ensino Médio eram em tempo integral (11,7% na rede pública e 0,5% na privada). A média regional em 2024 foi de 35,4%.
O anuário
Realizado pela entidade Todos Pela Educação, o Anuário Brasileiro da Educação Básica reúne indicadores, análises e desafios organizados para quem atua, pesquisa ou formula políticas educacionais. Entre as fontes dos dados estão o IBGE e o Inep.
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Fuvest abre inscrições para simulado presencial do vestibular 2026; saiba como participar

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Fuvest abre inscrições para simulado presencial do vestibular 2026
Alex Silva/Estadão Conteúdo
A Fuvest, que organiza o vestibular para a Universidade de São Paulo (USP), abriu inscrições para o simulado da prova de conhecimentos gerais. A ideia é ajudar os estudantes a se prepararem para a primeira fase do vestibular 2026.
📚O simulado ocorre no dia 19 de outubro em oito cidades, incluindo São Carlos (SP), Ribeirão Preto e Pirassununga, e custa R$ 50. A inscrição pode ser feita até as 12h do dia 7 de outubro pelo site oficial da Fuvest.
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Candidatos da Fuvest fazem a prova da primeira fase do vestibular da USP
Gian Dias/TV Globo
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📝O simulado
A iniciativa da Fuvest é contribuir para a preparação dos candidatos ao vestibular 2026. O simulado presencial será realizado em seis campi do interior do estado (Bauru, Lorena, Piracicaba, Pirassununga, Ribeirão Preto e São Carlos) e dois da capital paulista (USP Butantã e USP Leste).
Assim como no vestibular oficial, o simulado vai reproduzir as mesmas condições de prova. Os portões abrem ao meio-dia e fecham às 13h, quando começa a aplicação.
A prova terá 90 questões de múltipla escolha, no mesmo formato da primeira fase da Fuvest. “As questões serão majoritariamente inéditas”, explicou o diretor-executivo da instituição, Gustavo Monaco.
Segundo ele, o simulado vai refletir as mudanças no Programa do Vestibular aprovadas no ano passado, com mais interdisciplinaridade, ou seja, questões que conectam conhecimentos de diferentes áreas. Também passarão a ser exigidas de forma mais direta matérias de Filosofia, Sociologia, Artes e Educação Física.
👩‍🎓👨‍🎓Limite de vagas
Foram disponibilizadas 10.270 vagas limitadas por região. Caso esse limite seja atingido, as inscrições podem ser encerradas a qualquer momento.
As vagas estão distribuídas da seguinte forma: São Paulo (6.175), São Carlos (1.350), Ribeirão Preto (1.260), Lorena (630), Piracicaba (360), Bauru (315) e Pirassununga (180).
A Fuvest vai divulgar a prova e o gabarito oficial do simulado no dia 20 de outubro pela internet. A partir do dia 30 de outubro os participantes poderão conferir o seu desempenho na prova.
A primeira fase do vestibular será realizada em 23 de novembro deste ano, e as provas de 2ª fase, em 14 e 15 de dezembro.
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Edital abre caminho para PUC-Rio criar curso de Medicina: ‘Dia histórico’, diz reitor

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Sede da PUC-Rio, na Gávea, na Zona Sul do Rio
Reprodução/ TV Globo
O Ministério da Educação divulgou um edital que permite que instituições de ensino ofereçam cursos superiores de Medicina, desde que façam parcerias com hospitais públicos.
A medida abre espaço para a Pontifícia Universidade Católica, a PUC-Rio, que já tinha anunciado a intenção de lançar o curso no ano que vem com cento e oito vagas por ano. Nesta sexta-feira (26), o reitor da universidade, padre Anderson Pedroso, gravou um vídeo para celebrar a notícia.
"Hoje é um dia histórico para a PUC", disse o reitor, lembrando que a universidade ainda precisará ser contemplada no edital para poder criar a faculdade de Medicina da PUC.
Mais de 750 leitos em unidades municipais
A Prefeitura do Rio já colocou à disposição da PUC mais de 750 leitos nos hospitais Miguel Couto, Ronaldo Gazzola, Souza Aguiar, Andaraí, Rocha Maia, Instituto Pinel, nas maternidades da Rocinha e Maria Amélia, além de clínicas da Família e outras unidades de saúde.
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Como ‘gota de vidro’ derrota a prensa hidráulica e suporta marteladas, mas pode ‘explodir’ facilmente? Entenda

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O que é a gota do Príncipe Rupert, vidro que resiste até a marteladas
Talvez você já tenha visto um daqueles vídeos "satisfatórios" do TikTok que mostram uma peça de vidro, em formato de espermatozoide, sendo esmagada por uma prensa hidráulica e… resistindo bravamente. Acredite: não é nenhum efeito de inteligência artificial. Esse (nobre) objeto chama-se gota do Príncipe Rupert.
💧Como “nasce” a gota do Príncipe Rupert? Ela é feita de um pedaço de vidro fundido que, em alta temperatura, é jogado em água fria. Esse choque térmico dá origem a uma pequena gota, comparada por cientistas à forma de um girino, que tem propriedades impressionantes:
a “cabeça” é quase inquebrável e consegue até resistir a marteladas ou a uma prensa mecânica que exerce força de toneladas;
o “rabo”, muito mais frágil, pode virar pó com uma simples pressão dos dedos, desfazendo a gota inteira a uma velocidade impressionante.
“O resfriamento não é homogêneo: a cauda vai esfriar e solidificar antes. A base, que tem mais vidro, demorará mais. Isso cria tensões diferentes, de dentro para fora e de fora para dentro”, explica Felipe Ribeiro, professor no curso de engenharia da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa). Entenda, mais abaixo, as consequências disso.
Gota do Príncipe Rupert tem resistência impressionante na região da 'cabeça'
Perdue University
💧Quando a gota foi descoberta? “Desde o século XVII [1661], cientistas renomados e filósofos naturais têm tentado compreender as propriedades excepcionais dessas gotas”, disse Srinivasan Chandrasekar, professor de engenharia industrial da Purdue University, em entrevista à instituição de ensino americana.
Ele conta que o príncipe Rupert, da Alemanha, levou 5 dessas gotas misteriosas para o rei Carlos II, da Inglaterra. O monarca ficou tão interessado que as entregou a cientistas, pedindo que eles explicassem as propriedades impressionantes dos objetos de vidro.
🔎O que gera essas propriedades 'misteriosas'?
Prensa pode exercer força de toneladas e, ainda assim, não quebrar a gota
Perdue University
Quando o vidro quente cai na água gelada, a superfície da gota esfria mais rápido que o interior dela. Esses ritmos diferentes de resfriamento geram dois tipos de força:
na superfície: compressão -> é o que origina a resistência contra impactos. A camada externa fica “apertada” sobre o interior, como se fosse um cinturão comprimindo tudo. Esse “escudo” dificulta a formação de trincas mesmo diante de marteladas.
e no interior: tração -> A parte que demorou mais para resfriar reage de outra forma — é “puxada” para fora. Só que, como a força do “escudo” na superfície é muito grande, ela impede a explosão. Essa “vontade” do núcleo de escapar da casca que o envolve fica contida ali dentro.
Se nada fizermos, as duas forças (a de compressão e a tração) ficarão em equilíbrio.
Mas a gota de Rupert tem um ponto fraco — sua cauda. Como ela é muito fininha, facilita a formação de trincas ao menor impacto. Esse choque vai rapidamente se propagar por dentro da gota, liberando a tensão alta que existia em seu interior. Resultado: o vidro vai se desfazer.
Veja, em números, a representação dos “poderes” da gota:
Em 1994, um estudo conduzido por Chandrasekar, em parceria com o físico de Cambridge Munawar Chaudhri, revelou que as rachaduras propagam-se da cauda até a cabeça a mais de 6.400 km/h – por isso, a explosão do vidro é tão intensa quando a parte mais fina é rompida.
Mais de 20 anos depois, novas pesquisas passaram a investigar a parte mais resistente da gota. Os cientistas constataram que, nessa região, a tensão de compressão chega a cerca de 50 mil libras por polegada quadrada (equivalente a dezenas de toneladas comprimidas em uma área minúscula). Ou seja: é uma resistência superior à de certos tipos de metal.
Como 'gota de vidro' derrota a prensa hidráulica e suporta marteladas, mas pode 'explodir' facilmente?
Reprodução/Redes sociais
🔎Qual a utilidade prática da gota do príncipe Rupert?
As gotas do Príncipe Rupert podem parecer apenas uma curiosidade de laboratório, mas levaram a avanços da tecnologia que certamente fazem parte do seu dia a dia.
O princípio de compressão interna é semelhante ao aplicado em vidros temperados – usado em carros, janelas de segurança e telas de celulares. A ideia é criar tensões que deixem o material muito mais resistente a impactos na superfície.

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Pelo menos um em cada 10 estudantes de educação básica no Brasil tem um atraso de dois anos ou mais em relação à série ideal. É o que mostra uma análise feita pelo Unicef com base no Censo Escolar da Educação Básica 2024, divulgada nesta quinta-feira (25).
Ao todo, são cerca de 4,2 milhões de crianças e adolescentes com atraso escolar. O número corresponde a 12,5% dos alunos de educação básica no país.
Esse índice é chamado de distorção idade-série, e acontece quando o estudante fica com dois ou mais anos de atraso escolar. Em geral, a distorção ocorre quando o aluno é reprovado, ou quando ele abandona o colégio em algum período.
Alunos fazem atividade em sala de aula, em escola estadual de SP
Camila Quaresma/ g1
O problema afeta principalmente alunos de anos finais do ensino fundamental (42,7%), do sexo masculino (59,6%) e pardos ou pretos (56,3%).
A distorção idade-série preocupa porque é um dos fatores que pode aumentar o risco de evasão escolar.
Idade adequada por ano/série escolar
A análise feita pelo Unicef com base em dados do Censo Escolar revela que o Brasil tem reduzido o atraso escolar. Em 2023, a distorção idade-série afetava 13,4% dos estudantes.
Apesar disso, o número ainda é significativo.
“Ao longo dos anos, a taxa de distorção idade-série vem caindo, mas não cai na velocidade que a gente gostaria. É inaceitável que ainda hoje a gente tenha cerca de 4 milhões de estudantes em distorção de idade-série", avalia a oficial de educação do Unicef no Brasil, Erondina Barbosa da Silva.
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