Enem 2025: checklist para revisar a redação e garantir mais pontos

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Faltando poucas semanas para a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, os candidatos devem definir um bom plano de ataque para a prova. No primeiro domingo, 9 de novembro, é preciso ter agilidade para responder às 90 questões objetivas e escrever uma boa redação – cuja pontuação é determinante para a nota final.
Para garantir que o texto produzido atende às competências cobradas pelo exame, é essencial que o estudante reserve alguns minutos para revisar o que escreveu antes de entregar. Ou, de preferência, e se houver tempo, antes mesmo passar à limpo na folha de redação.
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Além de corrigir pequenos erros de gramática e ortografia, essa estratégia permite ter uma visão geral e mais distanciada do texto, garantindo que não existam falhas graves que possam resultar em perdas significativas de pontos ou até mesmo na anulação da redação – um grande medo dos candidatos.
Prova de redação será aplicada no primeiro domingo de exame, 9 de novembro.
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É o famoso "pente fino".
Maysa Barreto, assistente pedagógica da plataforma Redação Nota 1000, recomenda que o candidato comece relendo a redação em voz baixa, claro, para não incomodar os outros inscritos.
“Isso ajuda a identificar possíveis desvios gramaticais e falhas sintáticas que podem ter passado despercebidos na hora de transcrever o texto do rascunho para a folha oficial”, explica.
Veja o checklist completo recomendado por Maysa:
✅ Releia em voz baixa para identificar desvios gramaticais e falhas sintáticas;
✅ Confira se respeitou os limites da folha – mínimo de 8 linhas e máximo de 30 –, mantendo o texto dentro das margens indicadas;
✅ Garanta que as palavras-chave da frase-tema apareçam ao longo da redação, o que mostra que o texto está de fato dentro do tema proposto;
✅ Verifique se há uma tese clara na introdução, ou seja, um ponto de vista que foi desenvolvido e retomado ao longo de todo o texto;
✅ Observe se incluiu repertórios socioculturais pertinentes, informações vindas de outras áreas do conhecimento e não apenas dos textos de apoio – e se estão bem relacionados ao tema e à argumentação do parágrafo;
✅ Revise a coerência e a progressão das ideias, avaliando se cada parágrafo contribui para a defesa do ponto de vista e se as afirmações estão acompanhadas de exemplos ou justificativas para comprová-las;
✅ Analise o uso dos conectivos, garantindo variedade e sentido adequado nas relações entre as partes do texto;
✅ Confira se a proposta de intervenção está completa, com todos os elementos essenciais, respeito aos direitos humanos e relação direta com os problemas discutidos na redação.
Revise com base nas competências
Outro caminho é revisar o texto de acordo com as cinco competências avaliadas pelo Enem, indica a professora de redação Tanay Gonçalves, da plataforma Professor Ferretto. Ela sugere o seguinte roteiro:
✅ Competência 1: revisar bem o rascunho para eliminar o máximo de erros gramaticais;
✅ Competência 2: verificar se o tema é mencionado em todos os parágrafos;
✅ Competência 3: garantir dois ou três repertórios socioculturais, sempre acompanhados de análise para articular à argumentação – nada de citações soltas;
✅ Competência 4: observar se fez bom uso dos conectivos, empregando de 10 a 15, especialmente no início dos parágrafos de desenvolvimento e conclusão;
✅ Competência 5: conferir se a proposta de intervenção traz os cinco elementos válidos (agente, ação, modo, finalidade e detalhamento), relacionados à discussão dos parágrafos anteriores.
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VÍDEO: explosão de ‘vulcão’ em feira de ciências fere 17 em escola de Buenos Aires; aluna de 10 anos tem quadro grave

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Maquete de vulcão explode em feira de ciências e fere 17 pessoas
Durante uma feira de ciências em uma escola de Pergamino, em Buenos Aires, uma maquete de vulcão explodiu e deixou 17 feridos na noite da última quinta-feira (9). Entre eles, está uma aluna de 10 anos, operada pela segunda vez no domingo (12).
Segundo o jornal argentino "La Nación", a menina continua internada na UTI após sofrer queimaduras graves no rosto — com risco de perder um olho — e ferimentos cerebrais. Ela assistia à apresentação dos colegas na primeira fila.
O g1 entrou em contato com o Hospital Garrahan, onde a aluna está internada, e com o Instituto Comercial Rancagua, local do acidente, mas não havia recebido resposta até a mais recente atualização desta reportagem.
Além da criança, uma professora também está hospitalizada, mas não corre risco. Os demais já tiveram alta após tratarem cortes, contusões e intoxicação respiratória.
🔴Como ocorreu a explosão? Um grupo de alunos tentava simular a erupção de um vulcão. Ao acender a maquete, as chamas se propagaram rapidamente e provocaram uma forte explosão.
É possível ouvir uma das estudantes, pouco antes do acidente, explicar que o experimento continha “enxofre picado, carvão picado e um sal especial”, elementos que formariam uma espécie de pólvora.
A combinação de combustível (carvão) e de oxidante (salitre) gera gases quentes em um intervalo curtíssimo.
O uso desse tipo de material em experimentos escolares não é comum e pode ter contribuído para a gravidade da explosão, segundo o prefeito de Pergamino, Javier Martínez, afirmou ao "La Nación".
🔴Em geral, alunos executam reações químicas simples e seguras, com:
vinagre e bicarbonato de sódio, produzindo espuma e bolhas;
fermento em pó e vinagre.
Substâncias inflamáveis ou pressurizadas (como álcool, cloro, ácido forte ou soda cáustica) deixam o efeito “mais realista”, mas podem explodir ou causar queimaduras. NÃO DEVEM SER USADAS.
🔴Alguém será responsabilizado? As autoridades abriram uma investigação para apurar a ação do corpo docente e da direção da escola. As autoridades querem determinar se houve negligência ou imprudência na supervisão do projeto.
Familiares e amigos pedem corrente de oração por menina atingida na explosão
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Escola divulga feira de ciências antes do acidente
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Quantos parágrafos tem uma redação do Enem? Relembre a estrutura

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Redação nota mil no Enem: alunos de escola pública que atingiram pontuação dão dicas
Faltando um mês para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, é hora de priorizar as frentes que podem garantir um desempenho na prova. A redação, aplicada em 9 de novembro, é uma das partes mais importantes do exame: vale até 1.000 pontos e pode ser o diferencial para conquistar uma vaga no Sisu, Prouni e Fies.
Por isso, professores recomendam que os candidatos escrevam ao menos uma redação por semana até o dia da prova. Quem ainda se sente inseguro pode tentar produzir duas, para treinar ritmo e dominar o estilo da prova.
Mas… por onde começar? 🤔
Para desenvolver uma boa redação no modelo Enem, o primeiro passo é estar familiarizado com a estrutura – ou seja, saber o que deve aparecer em cada parte do texto.
"A prova de redação exigirá de você a produção de um texto dissertativo-argumentativo, em modalidade escrita formal da língua portuguesa, sobre um tema de ordem social, científica, cultural ou política", define o Inep na Cartilha de Redação 2025.
Na prática, isso significa que é preciso defender um ponto de vista sobre o tema proposto, com argumentos organizados de forma coerente e coesa. Na conclusão, é obrigatório apresentar uma proposta de intervenção social para o problema discutido, respeitando os direitos humanos.
O Enem não define um número exato de parágrafos, mas a redação deve seguir a estrutura clássica do gênero dissertativo-argumentativo, com:
Uma introdução que apresenta o tema proposto e o ponto de vista (tese);
Um desenvolvimento dividido em pelo menos dois parágrafos que expõem e fundamentam os argumentos;
Uma conclusão que retoma a tese e apresenta a proposta de intervenção.
Provas de redação do Enem: todos os anos, candidatos precisam escrever um texto dissertativo-argumentativo no exame
Celso Tavares/G1
➡️ A divisão mais usada pelos candidatos considera quatro parágrafos: um para a introdução, dois para o desenvolvimento e um para a conclusão. Essa organização garante espaço suficiente para apresentar todos os elementos de forma bem articulada.
Alguns preferem escrever em cinco parágrafos, com três de argumentação – o que também funciona.
Seja qual for a escolha, o mais importante é que cada parte cumpra sua função dentro do texto, mantendo clareza, progressão lógica e unidade. Cada parágrafo precisa estar bem conectado ao anterior e contribuir diretamente para a defesa da tese, sempre reforçando a ligação com o recorte fornecido pela frase-tema.
Quantas linhas tem que ter a redação do Enem?
Tudo isso precisa estar nas 30 linhas disponíveis na folha de redação. Ela é diferente de uma página comum de caderno, já que as margens são mais amplas.
Por isso, vale treinar em uma folha com o mesmo formato da prova para se acostumar com o espaço. O Inep não disponibiliza o modelo oficial, mas é fácil encontrar versões muito semelhantes para baixar na internet.
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Tampa de garrafa flutuando entre colheres e pilhas? Você provavelmente foi enganado por mais um viral

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Tampinha de garrafa realmente pode flutuar entre pilhas? Física explica
Nas redes sociais, um vídeo que viralizou tem intrigado o público ao mostrar uma tampa de garrafa… misteriosamente levitando entre colheres e pilhas.
Antes que você corra até a cozinha ou desmonte o controle remoto da TV para reproduzir o mesmo “experimento”, o g1 já avisa (por mais frustrante que seja a verdade): a ciência não permite que essa tampinha saia do lugar. Tudo não passa de um truque visual.
Como funciona o “falso experimento”:
Quatro colheres de metal são dispostas sobre a mesa, formando o contorno de um quadrado.
É colocada uma pilha AA em cada vértice, sempre “em pé”.
No meio da figura, assim que a quarta pilha é depositada sobre a colher, uma tampinha metálica começa a levitar, como se estivesse sob a influência de um campo magnético.
A seguir, entenda os fatores que comprovam que o objeto não poderia ficar suspenso de verdade.
1. As pilhas não estão ligadas eletricamente
Experimento falso mostra tampinha 'voando' entre colheres e pilhas
Reprodução/Redes sociais
Para que houvesse um campo magnético capaz de gerar levitação, seria necessário que uma corrente elétrica percorresse o circuito formado pelas colheres. Isso só aconteceria se os polos positivos e negativos das pilhas estivessem conectados entre si por um caminho condutor contínuo, formando um circuito fechado.
👎No vídeo, todas as pilhas aparecem com o polo positivo voltado para cima e sem ligação entre os terminais.
“Não há diferença de potencial aplicada ao circuito e, portanto, nenhuma corrente elétrica pode circular", explica a professora Bruna Barroso, formada pelo Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP).
Em resumo: sem corrente, não há campo magnético. Nenhuma força seria capaz de sustentar a tampinha no ar nesta configuração.
2. Não adianta a tampa ser de aço
Tampinha flutuando vira hit nas redes sociais, mas é ilusória
Reprodução/Redes sociais
As tampas de garrafa são feitas de aço, um material ferromagnético que é atraído por ímãs. Mas isso não basta.
Primeiramente, pelo motivo indicado acima: não há campo magnético.
➡️E, mesmo que as pilhas estivessem conectadas e formassem um circuito fechado, a corrente gerada seria muito baixa para sustentar um objeto no ar. Precisaríamos de equipamentos específicos, como fontes de alta potência ou bobinas com muitas espiras.
➡️No vídeo, as colheres formam apenas um quadrado metálico plano. Essa geometria não permitiria concentrar o campo magnético no centro, ainda que houvesse uma mínima corrente circulando.
“Por mais que a colher seja metálica e condutora, não conseguiria conduzir uma corrente intensa e gerar um campo magnético forte”, reforça Barroso.
Um truque visual, não um fenômeno físico
Sem corrente elétrica, sem campo magnético e sem material adequado, a tampinha não poderia levitar em hipótese alguma. O efeito exibido no vídeo provavelmente foi produzido por algum artifício de gravação — como um fio transparente e um apoio invisível — ou de edição.
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Na contagem regressiva para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, a ansiedade dos estudantes pode fazer o descanso parecer tempo perdido. Mas nem todo intervalo precisa ser sinônimo de culpa.
É importante ter momentos de descontração na rotina e dá para fazer isso enquanto aprende, com filmes, séries e podcasts.
➡️ Professores ouvidos pelo g1 afirmam que obras artísticas ou informativas (veja indicações abaixo) ajudam a consolidar o conhecimento adquirido em sala de aula ou estudos individuais.
Danielle Capriolli, professora e coordenadora de Língua Portuguesa da Escola Bilíngue Pueri Domus, em São Paulo, considera que esse lazer serve de "revisão disfarçada".
"O ano de vestibular é cansativo. Momentos de tranquilidade permitem aprender de outras formas que não sejam só a lousa, o caderno, o computador", diz ela.
Nessa reta final, "o melhor relaxamento pode ser aquele que promove conhecimento sem forçar nenhuma situação, acalmando a mente e fugindo da alienação. Dessa forma, na hora da prova, as relações entre filmes e séries surgem de forma simples e coerente", sugere Fábio Guimarães, professor de Literatura e Redação da Escola Carolina Patrício, no Rio de Janeiro.
Na preparação para o Enem, filmes, séries e outras obras ajudam a consolidar o conhecimento adquirido nos estudos.
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Produções como essas vão além do mero entretenimento. Nos estudos, são a base natural para a criação de repertório sociocultural para a redação: o Enem avalia, como parte da competência 2 da Matriz de Referência, o emprego produtivo de repertório externo (ou seja, que vai além da coletânea de textos motivadores).
Além disso, contribuem para o desempenho nas provas objetivas, já que leitura crítica e interpretação de texto são habilidades centrais para resolver as questões.
"Essas fontes ajudam o estudante a refletir sobre a sociedade, os comportamentos sociais e os desafios contemporâneos, ampliando sua visão crítica", analisa Gabrielle Cavalin, coordenadora de Redação do Poliedro Educação.
Um bom exemplo são os dramas históricos, que recontam grandes acontecimentos da humanidade. "Uma aula sobre as ditaduras militares na América Latina ganha outro significado quando o estudante assiste ao filme 'Ainda Estou Aqui' , ou lê 'O Que É Isso, Companheiro?', avalia Edriano Abreu, professor de História do Bernoulli Educação.
"O cinema tem esse poder: tornar visuais aspectos que remetem a outros períodos. Além disso, é uma forma eficiente de compreender acontecimentos de grande magnitude, como tragédias climáticas ou revoluções políticas", acrescenta o professor.
A prova do Enem também pauta com frequência discussões socialmente relevantes, trazendo, por exemplo, temas ligados à diversidade étnico-racial . "Filmes, séries e livros têm um potencial mágico de fixar o conteúdo estudado porque atuam pelo emocional: fazem os jovens pensarem e se conectarem com assuntos importantes", diz Léo Bento, sócio-fundador da Inaperê Consultoria, criada por professores com foco em diversidade e relações raciais.
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Como aproveitar produções culturais para os estudos
Professores explicam que refletir, anotar e discutir o que se assiste ajuda a assimilar temas e ampliar o repertório de forma leve. Veja algumas estratégias:
Use como autorecompensa: depois de um dia intenso de estudos, assistir a um episódio de série com recorte histórico pode funcionar como um “bônus” produtivo;
Assista (ou ouça) com intenção: faça anotações sobre o tema central, as relações sociais retratadas e o uso da linguagem na produção. Ler críticas e comentários também ajuda a desenvolver o olhar analítico, acrescenta Danielle;
Converse sobre a obra: discuta os temas abordados com amigos e familiares, para ouvir novas opiniões e refletir sobre a própria. “Compartilhar essas experiências – enviando uma mensagem ou um áudio a um colega para comentar o que consumiu – fortalece os alunos nessa fase”, explica Abreu;
Monte um caderno de repertórios: registre filmes, séries, podcasts e outros conteúdos consumidos, junto com os principais insights obtidos de cada um;
Relacione com eixos temáticos: associe obras que já conhece a grandes temas. Por exemplo: no eixo da saúde, o aluno pode lembrar da série "Sob Pressão"; no eixo do trabalho, do filme "Que Horas Ela Volta?", sugere Gabrielle;
Inclua podcasts diários: programas jornalísticos como O Assunto, do g1, mantêm o estudante atualizado sobre os acontecimentos no Brasil e no mundo. “Esse tipo de conteúdo contribui diretamente para a construção da argumentação na redação”, acrescenta a professora;
Observe metáforas e representações: Guimarães chama atenção para as subjetividades das produções. “Um personagem policial, por exemplo, pode simbolizar o poder autoritário e servir de analogia em temas ligados à violência”, explica o professor.
Veja as dicas dos professores
A reportagem pediu aos entrevistados indicações de obras, em formatos diversos, que podem ajudar os candidatos na reta final de estudos para o Enem 2025. Confira:
🎬 Filmes
“Malês", de Antônio Pitanga (em cartaz nos cinemas): "Retrata a revolta abolicionista protagonizada por negros escravizados no Brasil. O mesmo episódio é abordado no livro 'Um Defeito de Cor', de Ana Maria Gonçalves, autora recentemente empossada na Academia Brasileira de Letras", indica Edriano Abreu.
“Parasita”, de Bong Joon-Ho (Prime Video): "O filme sul-coreano é uma metáfora criativa das diferenças sociais, usando personagens, objetos e até arquitetura para marcar essas divergências. Atenção como a palavra 'plano' significa tanto na trama para essas comparações", indica Fábio Guimarães.
“O Último Azul”, de Gabriel Mascaro (em cartaz nos cinemas): "Vencedor do Leão de Prata no Festival de Cinema de Berlim, o longa brasileiro apresenta a história distópica de Tereza, levada a uma colônia que marginaliza idosos. A produção oferece repertório críticosobre o capacitismo e a compreensão da capacidade de todos os indivíduos", recomenda Guimarães.
➕ Os professores também recomendam: "12 Anos de Escravidão" (Prime Video), "A Batalha da Rua Maria Antônia", "A Lista de Schindler", "A Viagem de Chihiro" (Netflix), "Adeus, Lênin!", "Ainda Estou Aqui" (Globoplay), "Bacurau" (Globoplay), "Corra" (Prime Video), "Doutor Gama" (Globoplay), "Getúlio", "Guerra de Canudos", "Lincoln", "Macunaíma" (Globoplay), "Malcolm X" (Prime Video), "Medida Provisória" (Telecine), "O que é isso, Companheiro?" (Prime Video), "Pantera Negra" (Disney+), "Que Horas Ela Volta?" (Netflix), "Selma" (Prime Video), "Xingu" (Netflix) e "Zuzu Angel".
Filme 'Malês', de Antônio Pitanga, em cartaz nos cinemas.
Divulgação/Still Photo Vantoen
🎥 Documentários
“A 13ª Emenda” (Netflix): "Analisa a conexão entre a escravidão e o sistema de encarceramento em massa nos Estados Unidos. Excelente para discutir racismo estrutural e sistemas de opressão", indica Léo Bento.
“Amanhã”, de Marcos Pimentel: “Retrata, com sensibilidade, a vida de três crianças de diferentes contextos sociais em Belo Horizonte, em 2002 e vinte anos depois. É um filme interessante para pensar temas caros ao Enem, como as desigualdades estruturais e a convivência entre diferentes classes sociais", indica Danielle Capriolli.
“O Dilema das Redes” (Netflix): “Excelente para refletir sobre o impacto da tecnologia. Mesmo anterior à popularização da inteligência artificial, ele traz uma discussão atual sobre manipulação de dados e o nosso comportamento digital", acrescenta a professora.
➕ Os professores também recomendam: "Canudos"; "Democracia em Vertigem" (Netflix); "Hitler e o Nazismo" (Netflix), "Vozes da Segunda Guerra" (Netflix), "Retratos Fantasmas" (Netflix).
📺 Séries
“Segunda Chamada” (Globoplay): "Apresenta como é o cotidiano de uma escola de EJA, educação de jovens e adultos, com seus desafios quando a evasão, a ressocialização dos cidadãos que desejam reaprender a serem vozes ativas na sociedade. Tema forte para a redação desse ano", indica Fábio Guimarães.
“Adolescência” (Netflix): "Além da qualidade artística, ela provocou um debate na sociedade sobre a violência entre adolescentes, muitas vezes estimulada pelo conteúdo consumido nas redes sociais. É uma excelente possibilidade temática para discussão em provas. Também trata da chamada ‘machosfera’ e mostra como grupos masculinistas influenciam a mentalidade, especialmente dos meninos", destaca Gabrielle Cavalin.
➕ Os professores também recomendam: "Chernobyl" (HBO Max); "Mussolini: O Filho do Século"(Mubi); "Sob Pressão" (Globoplay); "Black Mirror" (Netflix); "Coisa Mais Linda" (Netflix).
📖 Livros
“O Avesso da Pele”, de Jeferson Tenório: "O protagonista Pedro resgata o passado da família após a morte do pai. O autor expõe um país marcado pelo racismo e por um sistema educacional falido", indica Léo Bento.
"O Ódio que Você Semeia", de Angie Thomas: "Discute racismo estrutural e violência policial através da perspectiva de uma adolescente negra, introduzindo o debate sobre ativismo", acrescenta Bento.
➕ Também recomenda: "Diário de Bitita", de Carolina Maria de Jesus, e "Pequeno Manual Antirracista", de Djamila Ribeiro.