Unicamp 2026: questões sobre ‘Ainda Estou Aqui’ e Nazaré Tedesco rendem memes nas redes

Enem 2025: local de prova é divulgado; saiba como consultar
Questão sobre 'Ainda Estou Aqui' na Unicamp gerou memes em redes sociais
Reprodução/ X
Questões sobre o filme "Ainda Estou Aqui", sobre a personagem Nazaré Tedesco e o Studio Ghibli na primeira fase do vestibular da Unicamp 2026 renderam memes em redes sociais, neste domingo (26).
"Unicamp te (sic) eu tiro o chapéu você conseguiu colocar fernanda torres, zuzu angel, ia de studios ghibli, nazare tedesco e homem incel na mesma prova", comentou um internauta.
"Terminando a unicamp e só uma coisa pra dizer: 'I am still here'", brincou outro usuário.
A Comissão Permanente para os Vestibulares da Universidade Estadual de Campinas (Comvest) também entrou na brincadeira e fez uma brincadeira com a Nazaré Tedesco: "Estou de olho em vocês", comentou em publicação na qual usou um meme famoso da personagem.
Veja algumas das publicações a seguir:
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➡️ A prova também abordou temas como:
Discutiu a noção de gosto com uma foto de uma feijoada gourmet postada pelo ator Chay Suede em 2022
Estilista Zuzu Angel e como ela usava a moda como protesto na ditadura militar
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Ampliação da plataforma continental na costa do litoral
Cálculo de percentagem usando o conclave que elegeu o papa como contexto
Cálculos sobre baterias e ambientes refrigerados
Nacionalidade e cidadania baseada no local de nascimento ou princípio sanguíneo
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Unicamp 2026: prova da 1ª fase abordou Fernanda Torres, Studio Ghibli e feijoada postada por Chay Suede
Reprodução/TV Globo/Divulgação/Instagram
'Tom provocativo e contemporâneo'
Victória da Cunha, de 29 anos, quer cursar administração no campus de Limeira (SP). Ela já chegou a ingressar na Unicamp logo após o ensino médio, mas acabou mudando de caminho. Segundo ela, com o tempo vem mais maturidade para escolher uma profissão e, por isso, decidiu retomar o sonho de estudar na universidade para valorizar a carreira.
Victória disse ter gostado da prova, destacando que “a Unicamp tem muito tom provocativo contemporâneo” e que questões com temas atuais, como inteligência artificial e até memes, aproximam o conteúdo dos jovens. Para ela, o maior desafio continua sendo a parte de exatas.
Unicamp 2026: candidatos fazem prova da 1ª fase em Campinas
Thomaz Marostegan/g1
Literatura
Candidatos também relataram que a prova abordou o livro “A Vida Não É Útil”, de Ailton Krenak. A obra está na lista de indicações para a prova deste ano – confira a relação abaixo:
Prosas seguidas de odes mínimas (José Paulo Paes)
Olhos d’água (Conceição Evaristo)
A vida não é útil (Ailton Krenak)
Casa Velha (Machado de Assis)
Vida e morte de M.J. Gonzaga de Sá (Lima Barreto)
No seu pescoço (Chimamanda Ngozi Adichie)
Morangos mofados – Contos escolhidos (Caio Fernando Abreu)
Canções escolhidas (Cartola)
Alice no país das maravilhas (Lewis Carroll)
Unicamp 2026: estudantes relatam preparativos e ansiedade antes do vestibular
A 1ª fase
O exame deste domingo (26) começou às 9h e tem duração de cinco horas. No total, 61.698 candidatos participam do exame.
A prova da primeira fase é composta de 72 questões de múltipla escolha, distribuídas da seguinte maneira:
12 questões de língua portuguesa e literaturas de língua portuguesa
12 questões de matemática
7 questões de história
7 questões de geografia
3 questões de filosofia
3 questões de sociologia
7 questões de física
7 questões de química
7 questões de biologia
7 questões de inglês
Cada questão tem quatro alternativas e vale um ponto.
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Monóxido de carbono: gás invisível pode matar rapidamente; veja o que ele provoca no corpo e saiba como evitar acidentes

Enem 2025: local de prova é divulgado; saiba como consultar
Monóxido de carbono: por que gás invisível é mortal?
Por que a intoxicação por monóxido de carbono é tão perigosa? Foi essa a causa das mortes da modelo Lidiane Lorenço, de 33 anos, e de sua filha, Miana Santos, de 15 anos, segundo as conclusões da necrópsia. Os corpos das duas foram encontrados em 10 de outubro, no apartamento onde elas moravam, no Rio de Janeiro.
🔴Abaixo, entenda como a química e a biologia explicam os efeitos provocados pelo gás no corpo humano. Em seguida, veja formas de evitar acidentes.
A intoxicação por monóxido de carbono (CO) é perigosíssima justamente porque esse gás:
é incolor e inodoro, ou seja, difícil de ser detectado;
impede o transporte adequado de oxigênio no corpo — mesmo quando a pessoa continua respirando.
Lidiane Aline Lorenço e a filha, Miana Sophya Santos
Reprodução
O caminho é o seguinte:
▶️O monóxido de carbono (CO) entra pelo pulmão e chega aos alvéolos pulmonares, que são pequenos sacos de ar nos quais ocorrem as trocas gasosas. É ali que o oxigênio que respiramos é transferido para o sangue, enquanto o dióxido de carbono (CO2) é eliminado.
▶️A presença do CO dá uma “pane” no sistema: esse gás liga-se à hemoglobina, proteína dos glóbulos vermelhos que transporta o oxigênio pelo corpo. O problema é que o CO tem bem mais afinidade que o O2 e “toma o lugar” dele.
“O monóxido de carbono praticamente tranca o sítio de ligação entre o oxigênio e a hemoglobina. É algo tão estável e forte que torna essa proteína do sangue incapaz de transportar O2”, afirma Gustavo Prado, pneumologista e membro da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.
▶️Resultado: a hemoglobina fica “ocupada” com o CO e deixa de transportar o oxigênio para as células. E elas precisam de O2 para queimar glicose e produzir ATP, que é a moeda de energia do nosso corpo.
"Uma boa analogia é imaginar a hemoglobina como uma frota de táxis que transporta oxigênio. O monóxido de carbono é o passageiro que entra sem convite, ocupa o banco e ainda tranca a porta, impedindo que o oxigênio entre no carro", exemplifica Franco Ramunno, coordenador de química do Colégio Bandeirantes.
▶️Sem oxigênio, elas ativam um “modo de emergência” chamado fermentação lática: é um jeito de gerar energia sem precisar de oxigênio. O problema é que esse processo gera um subproduto chamado ácido lático.
▶️Quando o ácido lático vai se acumulando no sangue, causa a chamada acidose metabólica (redução do pH), que desequilibra o funcionamento das enzimas e dos órgãos.
“Os tecidos que têm atividades metabólicas mais elevadas exigem mais oxigênio e acabam sofrendo primeiro: o cérebro e o coração. Por isso, os primeiros sintomas são desorientação e dor de cabeça. Mas não necessariamente eles vão aparecer – pode haver perda súbita de consciência”, explica Prado.
Juliana Cavichiolo, otorrinolaringologista do Hospital Pequeno Príncipe (PR), afirma que as consequências cardíacas costumam aparecer quando a vítima já está desacordada ou muito sonolenta. "Ela não percebe o que está acontecendo. Morre sem perceber", diz.
Caso receba socorro e sobreviva, pode desenvolver sequelas. "Tudo vai depender de quanto tempo o cérebro ficou sem oxigênio — isso varia de acordo com o tempo de exposição ao gás e com a quantidade de monóxido inalada. Pode haver um AVC isquêmico secundário, por exemplo", afirma a especialista.
Resumo dos sintomas possíveis:
Leves: dor de cabeça, tontura, náusea, fraqueza, confusão mental.
Moderados: desmaios, dor no peito, falta de ar, batimentos acelerados (já que o coração é afetado).
Graves: convulsões, coma, parada cardíaca e morte.
Atenção: a pele da vítima pode parecer rosada ou avermelhada, por causa da coloração da carboxi-hemoglobina. Isso pode enganar os socorristas.
Quais os tratamentos?
O primeiro passo do tratamento é retirar a pessoa imediatamente do ambiente contaminado para interromper a inalação do gás.
Em seguida, os socorristas ou médicos administram oxigênio puro por máscara ou cateter — isso ajuda a substituir o monóxido de carbono que está preso na hemoglobina e a restaurar o transporte de O2 no sangue.
Em situações mais graves, quando a concentração de CO no sangue é muito alta ou há perda de consciência, o paciente pode ser levado a uma câmara hiperbárica, equipamento que nem sempre está disponível nos postos de atendimento.
Dentro dela, a pessoa respira oxigênio a 100% sob alta pressão atmosférica.
“É um espaço totalmente fechado e selado. Quando o profissional aumenta a pressão, é como se forçasse a difusão do ar para o sangue. O O2 passa a ser transportado não só pela hemoglobina, como também livre, no plasma”, afirma o pneumologista.
De onde vem o CO?
O monóxido de carbono (CO) é um gás produzido pela queima incompleta de combustíveis.
Em uma queima completa, o oxigênio reage com o combustível (como gás, lenha, carvão ou gasolina) e forma gás carbônico (CO₂) e água (H₂O) — liberando energia de forma segura.
Já na queima incompleta, como o oxigênio é insuficiente, a reação fica “pela metade”. O carbono presente no combustível não se oxida totalmente e acaba gerando monóxido de carbono (CO) e fuligem (partículas de carbono).
A cor da chama indica o quão eficiente está sendo a combustão, explica Carlos Eduardo Bonancea, coordenador e professor dos cursos de Química da Cruzeiro do Sul Virtual:
• Chama azulada: queima completa — presença adequada de oxigênio; menor risco de CO.
• Chama amarelada ou alaranjada: queima incompleta — há deficiência de oxigênio. Sinal de alerta para liberação de monóxido de carbono.
‼️As principais causas de queima incompleta são:
ventilação inadequada (pouco ar circulando no ambiente);
saídas de ar obstruídas (em exaustores ou chaminés);
equipamentos mal regulados ou com sujeira nos bicos de gás.
🔥Isso pode ocorrer nas seguintes situações domésticas e urbanas:
aquecedores a gás instalados em banheiros ou locais fechados, sem ventilação;
fogões, lareiras e churrasqueiras usados em ambientes sem janelas abertas;
carros e motos ligados dentro de garagens fechadas;
geradores a combustão usados dentro de casa;
chaminés e exaustores obstruídos, que impedem a saída da fumaça.
“Esses acidentes são comuns em noites frias, quando as pessoas improvisam lareiras em casa, em espaços fechados. É preciso sempre manter a ventilação e a exaustão adequadas, para reduzir qualquer risco”, explica Prado.
O professor Bonancea complementa:
"Se várias pessoas em um mesmo ambiente começam a se sentir mal ao mesmo tempo — especialmente em um local com fogão, aquecedor ou lareira — saia imediatamente, vá para um lugar ventilado e procure socorro", diz.
🪟Como evitar a intoxicação?
Profissionais de saúde alertam sobre intoxicação por monóxido de carbono
A prevenção depende de ventilação constante, manutenção regular dos aparelhos e atenção aos sinais de combustão incorreta. Veja as principais recomendações:
Nunca feche totalmente janelas e portas em locais com fogão, aquecedor ou lareira.
Não durma com brasas, carvão ou geradores ligados dentro de casa.
Chame técnicos credenciados para revisar periodicamente fogões, chaminés e aquecedores. Faça manutenções preventivas.
Observe se a chama é azul — se estiver amarelada, há risco de vazamento.
Nunca ligue o carro com a garagem fechada.
Instale detectores de monóxido de carbono, que emitem alarme se o gás for detectado.
Em caso de suspeita, a orientação é sair imediatamente do ambiente, desligar a fonte de gás, acionar o Corpo de Bombeiros (193) e procurar atendimento médico — mesmo que o mal-estar desapareça ao respirar ar fresco.
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TikTok e redes sociais: deletar ou não os apps nas semanas antes do Enem?

Enem 2025: local de prova é divulgado; saiba como consultar
Monóxido de carbono: por que gás invisível é mortal?
A duas semanas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o tempo gasto nas redes sociais pode prejudicar a capacidade de concentração, fundamental para um bom desempenho na prova.
Especialistas ouvidos pelo g1 recomendam cautela e equilíbrio, para que o foco não seja perdido para a rolagem infinita do TikTok, Instagram e outros aplicativos.
O uso intenso dessas plataformas ativa o circuito cerebral ligado à sensação de prazer e recompensa, conhecido como sistema dopaminérgico. “Cada notificação libera pequenas doses de dopamina, criando um ciclo de busca por estímulos rápidos e recompensas imediatas”, explica Robson Batista Dias, psicólogo especialista em neuropsicologia e professor da Rhema Neuroeducação.
🧠 "Com o tempo, o cérebro se acostuma a essas recompensas e reduz a tolerância à monotonia, tornando mais difícil manter a atenção em tarefas prolongadas, como ler um texto ou resolver uma prova", acrescenta.
Plataformas de vídeos curtos, como TikTok ou Reels, no Instagram, são construídas para prender o usuário pelo máximo de tempo possível. É um formato que estimula o cérebro a buscar novidade constantemente – o oposto do que o estudo requer: foco prolongado, esforço e paciência cognitiva, resume Dias.
O resultado é uma queda tanto do foco sustentado (capacidade de manter a atenção por longos períodos, mesmo com distrações) quanto da memória de trabalho (função cognitiva que permite guardar informações temporárias). Ambos são fundamentais para o aprendizado.
Uma prova longa e cansativa como o Enem demanda resistência dos candidatos: no primeiro domingo, são 5h30 para resolver 90 questões e escrever uma redação; no segundo, mais 5h para outras 90.
Tempo gasto nas redes sociais pode afetar a capacidade de concentração nas semanas antes do Enem.
Freepik
😓 Outro fator a ser considerado é a ansiedade de desempenho, termo que remete ao medo de não alcançar bons resultados em uma atividade. No contexto da internet, esse sentimento é potencializado pela comparação constante.
"O celular e as redes sociais funcionam como ferramentas de ampliação daquilo que o jovem está vivendo ou buscando. O digital também é um espaço de conexão social e formação de subjetividade", ressalta Eduardo Takayuki Katto, psicólogo do Curso Anglo.
Em uma fase marcada por tanta pressão, tais plataformas também podem aumentar inseguranças.
"É comum que os estudantes se comparem a rotinas idealizadas e sintam culpa por não alcançar o desempenho exibido por outros nas redes sociais", alerta Katto.
Ele lembra que as redes são vitrines de sucesso, recortes do que o outro quer mostrar, e não a realidade completa.
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📲 Vale a pena apagar as redes sociais nas semanas pré-Enem?
O ambiente virtual funciona, hoje, como extensão da vida real – e por isso é difícil imaginar um cenário de desconexão total das redes, principalmente para os jovens, que já cresceram nesse ecossistema.
Como, então, regular a presença online para não prejudicar o próprio desempenho no vestibular? Para Vinícius Beltrão, gerente de ensino e inovações do SAS Educação, a palavra-chave é equilíbrio.
"É essencial planejar os horários de estudo, descanso e uso das redes. Inserir o tempo de navegação como parte da agenda – e não como distração espontânea – ajuda a manter o foco", indica.
A tecnologia, assim, exerce o papel de potencializadora da aprendizagem, em vez de competir com ela.
Apagar os aplicativos pode parecer uma solução, mas estabelecer limites saudáveis não depende, necessariamente, do caminho mais radical. “Cortar as redes sociais pode ser pouco realista e até gerar ansiedade ou sensação de isolamento, já que elas também são um meio de contato com amigos”, pondera Idelfrânio Moreira, gerente executivo de ensino e inovações do SAS.
Segundo ele, a decisão depende do perfil de cada estudante. "Quem já consegue limitar o uso das redes a horários e intervalos específicos pode aproveitar o celular como ferramenta de pesquisa e estudo. Mas, se o aluno reconhece que se distrai com facilidade, é melhor recorrer a materiais tradicionais ou baixar previamente os conteúdos de revisão”, recomenda.
📵 Para Robson Dias, diminuir o uso de redes sociais nas semanas que antecedem o Enem melhora a qualidade da atenção, reduz a ansiedade e otimiza o tempo de estudo.
"Quem não consegue (ou não quer) desconectar totalmente pode ao menos desativar notificações e definir horários específicos para navegar. Isso evita que o cérebro fique em alerta o tempo todo e direciona a energia para os estudos", orienta.
Além disso, é crucial reduzir o uso do celular antes de dormir. Um sono de qualidade é essencial para que o cérebro descanse e possa consolidar o que foi estudado – especialmente às vésperas do exame.
✅ Em comum, os especialistas recomendam:
definir horários específicos para acessar as redes sociais, evitando que interfiram na rotina de estudo e descanso;
desativar notificações e evitar conteúdos que possam gerar comparação ou ansiedade, ou ainda que prometam soluções milagrosas;
fazer uma curadoria e priorizar o consumo de conteúdos educativos, que complementam a preparação para o Enem;
reduzir o tempo de tela nos dias que antecedem a prova;
nunca trocar uma boa noite de sono por horas de vídeos curtos.
Como as redes sociais podem ajudar nos estudos
Usadas com propósito, as redes podem ser aliadas do estudo. O celular já é uma ferramenta de estudos comum entre os jovens, seja para acessar materiais digitais, consumir conteúdos de professores ou participar de grupos de apoio e motivação.
"Temos aplicativos para flashcards, podcasts educativos, simulados e até aplicativos que regulam o tempo de estudo", elenca Dias.
"O principal é ter consciência do propósito: use a tecnologia a seu favor, não como fuga do desconforto do estudo", afirma.
Para Moreira, as mídias cumprem um papel importante no acesso à informação e no relaxamento, mas ainda é mais saudável consumir "filmes, séries e documentários relevantes para estudo, revisão e construção de repertório".
Beltrão acrescenta que os perfis de professores e cursinhos oferecem revisões e aulões úteis na reta final. “O segredo é fazer uma curadoria, filtrando perfis e conteúdos de qualidade e evitando conteúdos com promessas irreais.” Vale também criar uma rede de apoio entre colegas para trocar indicações e tornar o uso das redes mais produtivo e colaborativo.
📆 O Enem 2025 será aplicado nos dias 9 e 16 de novembro. No primeiro domingo de provas, os candidatos encaram Linguagens, Ciências Humanas e redação; no segundo, será a vez de Matemática e Ciências da Natureza.
Local de prova do Enem é divulgado; saiba como consultar

Escola flutuante leva educação para crianças em área remota de Bangladesh

Enem 2025: local de prova é divulgado; saiba como consultar
As crianças que moram nas zonas úmidas da região de Chalan Beel, em Bangladesh, têm aula em salas flutuantes. Durante todo o ano, cerca de 26 barcos movidos a energia solar navegam pela região, de aldeia em aldeia, e reúne as crianças para as aulas.
A escola flutuante funciona, inclusive, durante as monções, quando as escolas regulares fecham devido às enchentes que atingem o país. Desde 2002, o projeto ajudou mais de 22,5 mil alunos a se formarem.
Escola flutuante em Bagladesh.
Deutsche Welle
Além de garantir a educação das crianças da região, a iniciativa também é importante por viabilizar a integração e socialização entre as aldeias, que não ocorreria de outra maneira.
"Meus amigos estão espalhados pela bacia. Raheeb mora em uma aldeia, Abdullah em outra, e Bashar e Ahad em uma terceira. Sem essa escola [flutuante], eu nunca teria esses amigos", conta Safikul Islam, aluno do projeto.
Reconhecimento pelo projeto
Neste ano, o projeto de escola flutuante recebeu o Prêmio Confúcio de Alfabetização da Unesco, por seu papel em levar educação a comunidades rurais propensas a inundações.
As famílias que moram nas aldeias das zonas úmidas também reconhecem a importância da iniciativa. É o caso de Sufia Khatun, mãe de aluno da escola flutuante, que vê na escola flutuante a oportunidade para o filho ser bem-sucedido.
"Nunca tivemos a chance de estudar, porque, na nossa época, as escolas ficavam muito longe de casa. Como a escola flutuante é muito conveniente, podemos enviar nosso filho para estudar", diz.
Shakhina Khatun é professora e leciona na escola flutuante há 13 anos. Ela diz que ficou feliz em ver o reconhecimento que o projeto vem recebendo.
Ouvi dizer que muitos países como o nosso adotaram e desenvolveram esse modelo escolar. Estou muito feliz por fazer parte disso. Nossas aulas são contínuas, apesar do clima adverso e das enchentes que ocorrem todos os anos. Nunca fechamos. É por isso que os pais adoram nossa escola.
O modelo de escolas flutuantes foi replicado em países propensos a enchentes, como Nigéria, Filipinas e Camboja.
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Enem 2025: local de prova é divulgado; saiba como consultar

Enem 2025: local de prova é divulgado; saiba como consultar
‘Modo socrático’ do ChatGPT responde perguntas de alunos… com outras perguntas
Participantes inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 já podem consultar seu local de prova. A informação está disponível no cartão de confirmação de inscrição, disponibilizado nesta quinta-feira (23) na página do participante.
Para conferir o cartão de confirmação, é preciso acessar a página do participante (enem.inep.gov.br/participante), utilizando o login gov.br (CPF e senha).
Cartão de confirmação de inscrição do Enem 2025 já está disponível.
Reprodução
👉O que é cartão de confirmação? É o documento em que o candidato pode consultar o local de prova. Lá, também estarão escritos o idioma escolhido para a prova de língua estrangeira (inglês ou espanhol), as datas do exame e as solicitações de atendimento especializado (no caso de pessoas com deficiência ou lactantes, por exemplo) e de tratamento por nome social.
Mais sobre o cartão de confirmação
A apresentação do cartão de confirmação nos dias de prova não é obrigatória, mas o Inep recomenda que o candidato imprima e leve o documento consigo, para conferir as informações, se necessário.
👉 Após consultar o cartão de confirmação, as dicas são:
pesquisar o endereço do seu local de prova;
verificar a distância e o tempo de deslocamento;
e, se possível, simular o percurso em um domingo, quando o trânsito e o transporte público têm fluxos diferentes.
🚨 O portão fecha às 13h, mas a orientação do Inep é chegar às 12h ao local de prova.
Redação do Enem ou 'cover' de Machado de Assis?
Sobre o Enem 2025
🗓️ Datas das provas
O Enem 2025 será aplicado em dois domingos de novembro (menos em Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará, onde as provas serão em 30 de novembro e 7 de dezembro).
9 de novembro
45 questões de linguagens (40 de língua portuguesa e 5 de inglês ou espanhol);
45 questões de ciências humanas; e
redação.
16 de novembro
45 questões de matemática; e
45 questões de ciências da natureza.
🖋️ O que levar no dia da prova
RG ou outro documento oficial com foto (documentos digitais também são válidos);
Caneta esferográfica transparente com tinta na cor preta (leve pelo menos duas para o caso de uma falhar);
Cartão de confirmação de inscrição;
Lanche (ideal é levar alimentos que deem energia, como chocolates, castanhas e barras de cereal) e água em garrafa transparente (a embalagem não deve ter rótulo). O lanche poderá ser vistoriado pelo fiscal de sala.
Dica: Como são cinco horas e meia de exame, é recomendado que o candidato vá com uma roupa confortável e calçados que não o apertem.
Exemplos de documentos digitais de identificação que serão aceitos pelo Inep:
e-Título,
Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Digital; e
RG Digital.
O candidato deve apresentar o aplicativo oficial ao fiscal — capturas de tela não serão válidas. Após a entrada na sala de aula, o uso do celular continuará vetado.
Horários de aplicação (no fuso de Brasília)
Portões abrem às: 12h
Portões fecham às: 13h
Prova começa às: 13h30
Aplicação da prova no 1º dia acaba às: 19h
Aplicação da prova no 2º dia acaba às: 18h30
O candidato só deixa o local de aplicação com o Caderno de Questões nos últimos 30 minutos que antecedem o término da prova.
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