Jovem tenta vaga na Unesp e quer ser o 1º da família em universidade pública: ‘Importante é não desistir’

Unesp 2026: Contextos históricos que se relacionam com operação com 121 mortos podem cair na prova, diz professor
Com look social e foco político, candidato chega à Unesp 2026 para fazer história na famíl
O estudante João Vitor Braga Lima, de 21 anos, chegou confiante para realizar a 1ª fase do Vestibular da Unesp 2026, neste domingo (2), em Araraquara (SP).
Candidato ao curso de Ciências Sociais, ele afirma que a prova da universidade sempre foi uma referência para ele tanto pela qualidade quanto pelo forte caráter político.
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João Vitor fez o vestibular da Unesp pela primeira vez em 2022, quando ainda estava no 2º ano do ensino médio. Agora, mais maduro e preparado, ele encara o exame com outra perspectiva, a de que a aprovação pode representar um marco não só para ele, mas para toda a sua família.
“Seria uma vitória no sentido de superação, por todas as dificuldades que enfrentei na minha caminhada. Também seria um pontapé inicial para as próximas gerações da minha família se inspirarem em mim e perceberem que é algo possível. A partir daí, acessar esses espaços das universidades públicas”, contou.
Na casa dele, apenas a irmã cursou ensino superior, Farmácia, em uma instituição particular. Caso seja aprovado, João Vitor se tornará o primeiro da família a ingressar em uma universidade pública.
João Vitor Braga Lima, de 21 anos, chegou confiante para realizar a 1ª fase do Vestibular da Unesp 2026, neste domingo (2), em Araraquara (SP).
Jéssica Campos/g1
Look social e ritual pré-prova
Para encarar o vestibular, o estudante também segue uma rotina pessoal. Ele conta que opta sempre por uma refeição leve antes da prova. “Uma alimentação saudável é essencial. Não como nada pesado: só comi salada e tomei um suco de laranja para chegar bem”, contou.
Outro detalhe que marca sua preparação é o estilo de roupa escolhida para o grande dia. João Vitor gosta de vestir traje social tanto no cursinho quanto nos vestibulares.
“É a roupa que uso quando saio de casa para estudar ou fazer prova. Gosto bastante de me vestir de social", disse.
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Expectativas para a prova e escolha do curso
Animado com o exame, ele acredita que a avaliação deve trazer discussões atuais, principalmente na área política. A escolha pelo curso de Ciências Sociais é resultado de um interesse pessoal que o acompanha há anos.
“Sempre procurei estudar sociologia, política, economia. Acredito que cursando ciências sociais vou conseguir um repertório sociocultural maior para avançar nos estudos e fazer leituras mais complexas”, explicou.
O estudante enxerga a graduação como um caminho de desenvolvimento intelectual e amadurecimento pessoal, mais do que uma formação profissional.
“É um curso que quero fazer não só pensando na carreira, mas no meu crescimento. Muitos professores me inspiraram nesta escolha e a prova da Unesp é muito boa. A expectativa fica a cargo do destino. Se não der certo dessa vez, eu tento de novo. O importante é não desistir”, finalizou.
REVEJA VÍDEOS DA EPTV CENTRAL:

Unesp 2026: Acompanhe a cobertura da 1ª fase do vestibular em Araraquara

Unesp 2026: Acompanhe a cobertura da 1ª fase do vestibular em Araraquara Prova é aplicada neste domingo em 35 cidades. Ao todo, 65.218 estudantes se inscreveram para concorrer às 5.867 vagas. Os candidatos terão 5 horas para responder a 90 questões de múltipla escolha.. Eles disputam 5.867 vagas em 136 cursos oferecidos pela instituição.. g1 terá uma cobertura especial da prova e, logo depois, faz uma transmissão ao vivo com a resolução comentada, além do gabarito oficial.

O que 5 redações nota mil do Enem têm em comum? Professores analisam ‘segredos’ dos textos

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Redações nota mil no Enem: repertórios culturais
Quais os segredos das redações nota mil do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)? O g1 selecionou um exemplo de sucesso de cada ano, de 2020 em diante, e pediu para professores traçarem um raio X desses textos:
Como os alunos usaram os repertórios culturais?
De que forma eles demonstraram coerência e coesão?
Quais ingredientes escolheram para a conclusão perfeita, com proposta de intervenção adequada?
Veja abaixo os destaques mencionados pelos especialistas. Os temas foram os seguintes:
2020 — O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira (exemplo selecionado: Aline Soares – PB)
2021 — Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil (exemplo selecionado: Emanuelle Severino – MG)
2022 – Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil (exemplo selecionado: Ana Alice Azevedo – RJ)
2023 – Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil (exemplo selecionado: Catharina Ferreira – SP)
2024 – Desafios para a valorização da herança africana no Brasil (exemplo selecionado: Anna Beatriz Veríssimo – RN)
📺REPERTÓRIO CULTURAL
A competência II [veja mais abaixo] da redação do Enem exige que o participante utilize repertórios socioculturais relacionados ao tema para embasar seus argumentos: filmes, livros, autores, músicas, reportagens… Devem ser citações pertinentes ao assunto tratado, bem contextualizadas e articuladas com o restante do texto.
📝O problema é que alguns candidatos vêm adotando uma estratégia considerada problemática pelo Inep: eles memorizam determinadas referências (como um artigo da Constituição Brasileira ou um poema de Drummond) para usá-las em absolutamente qualquer tema proposto. Na prática, isso leva a textos genéricos, pouco aprofundados e sem citações pertinentes.
No Enem 2025, a orientação para evitar os chamados “repertórios de bolso” veio explícita na Cartilha do Participante. "Se o(a) avaliador(a) perceber que o repertório foi inserido de forma decorada, automática ou forçada, ele(a) pode avaliá-lo como não produtivo, o que poderá prejudicar a nota da competência II", diz o documento.
“É evidente para os professores de redação e para os que trabalham efetivamente na correção do Enem que, a cada ano, ocorre um refinamento dos critérios e um maior rigor da banca quanto aos textos de excelência”, diz Márcia Pelachin, coordenadora de Redação do Colégio Rio Branco (SP).
Veja como, nos exemplos "nota mil" abaixo, os candidatos acertaram nas escolhas:
✏️ Anna Beatriz Veríssimo (RN)
Redação de Anna Beatriz Veríssimo no Enem 2024
Reprodução
Trechos:
Introdução: "'Na obra literária 'Torto Arado', Itamar Vieira retrata uma comunidade quilombola na fazenda Água Negra, na Bahia, relatando aspectos socioculturais relevantes para essa população afrodescendente, como os rituais religiosos e os saberes tradicionais passados pelas gerações. Fora da ficção, é nítido que a sociedade brasileira não valoriza a herança africana presente desde a histórica formação nacional. Essa problemática da invisibilidade decorre da mentalidade colonial eurocêntrica, bem como da lacuna educacional no tocante ao resgate da cultura afro-brasileira."
1º parágrafo do desenvolvimento: "Dado o exposto, pode-se considerar a persistência de ideais eurocêntricos como empecilho para o reconhecimento do vasto legado africano no país, uma vez que tais formas de conhecimento são estigmatizadas em detrimento da valorização dos costumes hegemônicos dos colonizadores. Tal questão pode ser verificada sob o conceito de “racismo estrutural”, cunhado pelo antropólogo Silvio Almeida, em razão da naturalização do racismo em diversas esferas, a exemplo da linguagem e do uso de expressões como “magia negra” para vincular um sentido negativo ao que é negro. Dessa forma, o pensamento de desvalorização da herança africana se materializa no cotidiano, conforme denunciado por Almeida, e distancia a nação do desejo de aprender acerca dos costumes e valores africanos, ao atribuir estereótipos de desqualificação a esses saberes, o que aprofunda o óbice."
Análise:
“A redação de Anna Beatriz sobre herança africana é exemplar nesse quesito: traz o livro ‘Torto Arado’, de Itamar Vieira Junior, que dialoga diretamente com o tema; o conceito de ‘racismo estrutural’, do antropólogo Silvio Almeida; a Lei de Diretrizes e Bases; e ainda menciona personalidades negras como Machado de Assis e o abolicionista Luiz Gama”, afirma Thiago Braga, professor do gestor da área de Linguagens do Colégio e Curso pH.
“É um repertório completamente pertinente, que não apenas enriquece o texto, mas estrutura a própria argumentação."
✏️ Aline Soares (PB)
Redação nota 1.000 de Aline Soares Alves, PB
Arquivo pessoal
Trechos:
1º parágrafo: "O filme O Coringa retrata a história de um homem que possui uma doença mental e, por não possuir atendimento psiquiátrico adequado, ocorre o agravamento do seu quadro clínico. Com essa abordagem, a obra revela a importância da saúde psicológica para um bom convívio social. Hodiernamente, fora da ficção, muitos brasileiros enfrentam situação semelhante, o que colabora para a piora da saúde populacional e para a persistência do estigma relacionado à doença psicológica. Dessa forma, por causa da negligência estatal, além da desinformação populacional, essas consequências se agravam na sociedade brasileira."
3º parágrafo: "Nota-se, outrossim, que a desinformação na sociedade é outra problemática em relação ao estigma dos distúrbios mentais. Nesse aspecto, devido à escassez de divulgação de informações nas redes sociais sobre a importância da identificação e do tratamento das doenças psicológicas, há a relativização desses quadros clínicos na sociedade. Desse modo, como é retratado no filme "O Lado Bom da Vida", o qual mostra a dificuldade de inclusão de pessoas com doenças mentais na sociedade, parte da população brasileira enfrenta esse desafio. Com efeito, essa parcela da sociedade fica à margem do convívio social, tendo em vista a prevalência do desrespeito e do preconceito na população. Nesse cenário, faz-se necessária uma mudança de postura das redes midiáticas."
Análise:
No Enem 2020, Aline Soares escolheu duas obras cinematográficas para escrever sobre o estigma associado a transtornos mentais: “Coringa” e “O Lado Bom da Vida”.
“Isso ampliou o alcance interpretativo do texto e demonstrou intertextualidade cultural produtiva”, afirma Marilurdes Cruz Borges, do curso de Linguística da Universidade de Franca.
Cláudia de Fátima Oliveira, da mesma instituição, dá detalhes:
o uso de “Coringa” na introdução já apresenta o tema e fundamenta a tese sobre negligência estatal e desinformação social;
“O Lado do Bom da Vida” aparece no desenvolvimento como um exemplo complementar.
“Os filmes não substituem a argumentação: eles a enriquecem. Esse uso é exemplar para a Competência 2, pois é pertinente, legitimado e produtivo”, afirma a docente.
✏️ Ana Alice Azevedo (RJ)
Trecho da Redação do Enem de Ana Alice de Souza Azevedo.
Reprodução
Trecho:
Introdução: "Na primeira fase do Romantismo, os aspectos da natureza brasileira e os povos tradicionais foram intensamente valorizados nas obras, criando um movimento ufanista em relação a características nacionais. Tal quadro de valorização, quando comparado à realidade, não foi perpetuado, apresentando preocupantes desafios para a exaltação das comunidades nativas na contemporaneidade. Nesse sentido, a problemática não só deriva da inércia estatal, mas também do descaso social."
Análise:
“Ana Alice, no texto sobre povos tradicionais, também impressiona ao mobilizar o Romantismo brasileiro, especificamente sua primeira fase ufanista, criando um contraponto histórico interessante: a valorização das comunidades nativas já existiu na cultura brasileira e precisa ser retomada”, diz Braga.
🔃COERÊNCIA E COESÃO
Redações nota mil no Enem: coerência e coesão
“A clareza organizacional é marca registrada dos textos nota mil”, explica o professor Braga. Ele cita o exemplo de Emanuelle Severino (2021), cuja introdução contrasta a cidadania na Grécia Antiga com a realidade brasileira. Isso cria uma base conceitual sólida antes da discussão sobre causas e consequências da falta de registro civil. Veja:
Redação nota mil da candidata Emanuelle Severino, de Belo Horizonte
Divulgação
Trecho: "A cidadania, no contexto relativo à Grécia Antiga, era restrita aos homens aristocratas, maiores de vinte e um anos, que participassem do sistema político de democracia direta do período. Diferentemente dessa conjuntura, a Carta Magna do Estado brasileiro, vigente na contemporaneidade, concede o título de cidadão do Brasil aos indivíduos nascidos em território nacional, de modo que a oficialização dessa condição está atrelada ao registro formal de nascimento. Nesse contexto, convém apresentar que, em virtude da ausência dessa documentação, diversas pessoas passam a enfrentar um quadro de invisibilidade frente à estrutura estatal e, com isso, são privadas da verdadeira cidadania no país."
Já a redação de Catharina (2023), sobre a desvalorização do trabalho de cuidado, foi elogiada pela “organização exemplar e progressão temática precisa”, segundo professoras da Universidade de Franca. A estudante relaciona o contexto capitalista à personagem Macabéa, de A Hora da Estrela, articulando causas econômicas e culturais da invisibilidade social.
Note como o 2º parágrafo introduz, desenvolve e conclui o primeiro argumento:
Trecho da redação nota mil de Catharina Ferreira no Enem 2023
Reprodução/Inep
Trecho: "A princípio, o prestígio social de um trabalho é um fator importante para a determinação de seu reconhecimento e remuneração. Nesse raciocínio, atividades de cuidado são estigmatizadas dentro do corpo social como inferiores e descriminalizadas pelo seu baixo nível de escolaridade. Isso acontece, pois com a predominância do capitalismo no ocidente e a Revolução Tecnológica introduzida a partir da 3ª Revolução Industrial no mundo contemporâneo, houve a crescente valorização de serviços de alto grau de especialização e nível acadêmico. Dessa forma, atividades de baixo ou nenhum valor tecnológico, como o trabalho do cuidado ou tarefas domésticas, foram socialmente marginalizadas em escala global."
“Essa redação sobre o trabalho de cuidado é um ótimo exemplo de argumentação bem organizada e aprofundada. Nota-se que em cada parágrafo a aluna desenvolve uma única ideia, de forma clara e pertinente ao tema”, observa Marina Rocha, professora do Colégio AZ.
Outro recurso essencial para alcançar a nota mil é o uso de conjunções (como “dessa forma”, “além disso”) para manter a coesão do texto. Veja como Catharina emprega o recurso de forma natural:
"Entretanto, nota-se, na comunidade brasileira, a invisibilidade desse serviço e seu protagonismo majoritariamente feminino."
"Dessa forma, atividades de baixo ou nenhum valor tecnológico, como o trabalho do cuidado ou tarefas domésticas, foram socialmente marginalizadas em escala global."
"Portanto, é necessária a aplicação de medidas para o enfrentamento da desvalorização do trabalho de cuidado no Brasil."
“A distribuição equilibrada dos conectores e a retomada de termos-chave na conclusão consolidam o encadeamento temático. O resultado é um texto coeso, coerente e planejado, que demonstra domínio das relações lógicas entre as partes e atende plenamente às exigências das competências 3 e 4”, analisam as professoras da Universidade de Franca.
Essa habilidade está prevista na Competência 4, sobre mecanismos linguísticos adequados na argumentação.
E atenção: o Inep pede que o candidato use “variados operadores argumentativos” e recursos que garantam o encadeamento de ideias. Mas não há motivo para decorar expressões do século XIX. É possível usar conjunções e expressões variadas, dentro de um repertório mais próximo ao atual.
Veja um trecho da Cartilha do Participante:
Inep reforça que não há a necessidade de usar elementos coesivos em excesso
Reprodução/Inep
🤝PROPOSTAS DE INTERVENÇÃO
Redações nota mil no Enem: proposta de intervenção
Na conclusão, a missão principal é elaborar uma proposta de intervenção completa, pensada para solucionar o problema proposto naquela edição da prova. Portanto, é necessário:
apresentar argumentos que defendam uma tese
e, no fim do texto, escrever uma ideia de como solucionar a questão.
Essa proposta deve definir:
a ação: qual é a iniciativa sugerida?
o agente: quem deve executar a ação?
o meio de execução: de que forma o "projeto" vai ser colocado em prática?
a finalidade: qual é o objetivo?
o detalhamento: que outra informação pode ser acrescentada para esmiuçar a proposta?
Os textos nota mil apresentam planos detalhados e viáveis, como o de Aline:
"Portanto, vistos os desafios que contribuem para o estigma associado aos transtornos mentais, é mister uma atuação governamental para combatê-los. Diante disso, o Ministério de Saúde [AGENTE] deve intensificar a criação de atendimentos psiquiátricos públicos [AÇÃO], com o objetivo de melhorar a saúde mental da população e garantir o seu direito [FINALIDADE]. Para tal, é necessário um direcionamento de verbas para a contratação dos profissionais responsáveis pelo projeto [MEIO DE EXECUÇÃO], a fim de proporcionar uma assistência de qualidade para a sociedade [DETALHAMENTO]. Além disso, o Ministério das Comunicações deve divulgar informações nas redes midiáticas sobre a importância do respeito às pessoas com doenças psicológicas e da identificação precoce desses quadros. Mediante a essas ações concretas, a realidade do filme O Coringa tão somente figurará nas telas dos cinemas." (Aline Soares)
“A redação de Aline sobre saúde mental apresenta duas propostas, o que é raríssimo e mostra domínio absoluto da competência V”, diz Thiago Braga.
O Inep, na Cartilha do Participante, faz um alerta: "Evite propostas vagas, genéricas ou incompatíveis com a discussão, bem como estruturas que não permitam ter certeza de que você está propondo, de fato, uma intervenção".
Se você optar por apresentar mais de uma solução, tudo bem! Apenas uma delas necessita cumprir todos os itens da listinha acima. E não se esqueça de respeitar os direitos humanos ao sugerir uma iniciativa (ou seja, não ferir a dignidade, a igualdade, a laicidade do Estado, a democracia e o princípio de sustentabilidade ambiental).
Em 2021, Emanuelle sugeriu unidades móveis de cartório que atendessem semanalmente comunidades sem acesso a registro civil.
"Diante do exposto, conclui-se que o registro civil é um aspecto intrínseco à cidadania no Brasil. Por isso, o Governo Federal deverá propiciar a acessibilidade das populações mais carentes, que sofrem com a falta de acesso à documentação, a esse tipo de serviço, por meio da articulação de unidades móveis para os cartórios do país. No que tange a esse aspecto, os veículos adaptados transportarão os funcionários dos órgãos de registros até as áreas de menor renda "per capita" de seus respectivos municípios, um dia por semana, com o intuito de realizar o procedimento formal de emissão dos documentos de nascimento dos grupos sociais menos favorecidos economicamente. Desse modo, um maior número de brasileiros acessará, efetivamente, a condição de cidadão." (Emanuelle)
Já Anna Beatriz (2024) dividiu responsabilidades entre o Executivo, o Congresso e o Ministério da Educação, propondo políticas de valorização da cultura africana:
"Portanto, é preciso reconhecer e valorizar a herança africana no Brasil. Para isso, o Governo Federal, em parceria com as secretarias estaduais de educação, deve ampliar as campanhas de valorização da cultura africana, sob um viés afrocentrado, por meio de votação entre deputados e senadores — responsáveis pela aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) —, com a finalidade de combater a visão eurocêntrica presente na sociedade, promovendo o aprendizado da história sob a ótica dos afrodescendentes. (…)" (Anna Beatriz)
“A menção à Lei Orçamentária Anual revela conhecimento técnico impressionante”, elogia Braga.
Competências exigidas na redação
Competência 1 – Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa.
Competência 2 – Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.
Competência 3 – Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
Competência 4 – Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
Competência 5 – Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Unesp 2026: tudo o que você precisa saber antes e depois da 1ª fase do vestibular

Unesp 2026: Contextos históricos que se relacionam com operação com 121 mortos podem cair na prova, diz professor
Veja o que você precisa saber antes de fazer a prova da Unesp neste domingo
A Universidade Estadual Paulista (Unesp) promove, a partir das 14h deste domingo (2), a primeira fase do Vestibular 2026. A etapa conta com 65.218 mil inscritos – alta de 0,59% em relação ao exame do ano passado.
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Os candidatos terão 5 horas para responder a 90 questões de múltipla escolha. Eles disputam 5.867 vagas em cursos oferecidos pela instituição, eleita a sexta melhor universidade da América Latina.
🚨 E atenção: O g1 terá uma cobertura especial da prova e, logo depois, faz uma transmissão ao vivo com a resolução comentada por professores do colégio Oficina do Estudante, além do gabarito oficial.
O exame é aplicado em 31 municípios do estado de São Paulo, além de Campo Grande (MS), Brasília (DF), Uberlândia (MG) e Curitiba (PR).
O g1 preparou guia sobre o tudo o que você precisa saber em relação ao vestibular:
Quais os dias e horários de prova?
O que pode levar?
O que não pode levar?
Em quais cidades o vestibular é realizado?
Quando deve sair o resultado da 1ª chamada?
Como as questões são distribuídas na 1ª fase?
Cursos mais concorridos
Cursos menos concorridos
Sistema de Cotas
Há literatura obrigatória?
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1. Quais os dias e horários de prova?
Unesp 2026 é aplicada em 35 municípios
Reprodução/Freepik
A primeira fase acontece neste domingo, enquanto a segunda está prevista para os dias 7 e 8 de dezembro. Em todas as datas, os portões serão abertos às 13h, com fechamento previsto para as 13h40.
Em ambas as fases, a prova começa a ser aplicada exatamente às 14h. Elas duram 5 horas e o candidato pode sair a partir das 17h.
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A orientação da Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual (Vunesp), organizadora do exame, é que os candidatos cheguem aos locais de prova com uma hora de antecedência.
Vestibular Unesp 2026 — 1ª fase
Data: 2 de novembro
Início da prova: 14h
Término da prova: 19h
Duração: 5 horas
Vestibular Unesp 2026 — 2ª fase
Datas: 7 e 8 de dezembro
Início da prova: 14h
Término da prova: 19h
Duração: 5 horas
2. O que pode levar?
Unesp divulga resultado de isenção e redução da taxa do Vestibular 2026
Ares Soares
Os itens permitidos para a realização da prova são:
Caneta esferográfica com tinta preta;
Régua transparente;
Documento de identificação original (RG, Carteira de Habilitação, Certificado Militar, Carteira de Trabalho, Passaporte, Carteira de Identificação Nacional, Registro Nacional de Estrangeiros, Identidade expedida pelas Forças Armadas ou carteira de órgão ou conselho de classe).
A pausa para hidratação e alimentação também está prevista no edital. Os candidatos podem levar:
Água, refrigerante ou suco;
Alimentos leves;
Doces e balas.
3. O que não pode levar?
Caneta esferográfica preta é a única permitida na Unesp 2026
Thomaz Marostegan
É proibida a utilização de:
Relógios;
Calculadoras;
Celulares;
Protetores auriculares;
Bonés;
Gorros;
Chapéus;
Óculos de sol.
O Manual do Candidato pode ser acessado pelo link.
4. Em quais cidades o vestibular é realizado?
Vista aérea da Unesp de Botucatu
Divulgação/Unesp
O exame é aplicado em 31 municípios paulistas:
Americana;
Araçatuba;
Araraquara;
Assis;
Bauru;
Botucatu;
Campinas;
Dracena;
Franca;
Guaratinguetá;
Guarulhos;
Ilha Solteira;
Itapeva;
Jaboticabal;
Jundiaí;
Marília;
Ourinhos;
Piracicaba;
Presidente Prudente;
Registro;
Ribeirão Preto;
Rio Claro;
Rosana;
Santo André;
São João da Boa Vista;
São José do Rio Preto;
São José dos Campos;
São Paulo;
São Vicente;
Sorocaba;
Tupã.
FIQUE INFORMADO: Unesp divulga locais de prova do Vestibular 2026
O exame também acontece em outras quatro cidades fora do Estado de São Paulo:
Brasília (DF);
Campo Grande (MS);
Curitiba (PR);
Uberlândia (MG).
5. Quando deve sair o resultado da 1ª chamada?
Biblioteca da Unesp de Araraquara
Divulgação/Unesp
A divulgação dos classificados para a segunda fase está agendada para 28 de novembro. A consulta estará disponível no site da Vunesp.
Já a divulgação da lista geral de classificação acontece em 30 de janeiro, pelo mesmo site.
6. Como as questões são distribuídas na 1ª fase?
Redação da Unesp: professor dá dicas para tirar a nota máxima e lista 5 possíveis temas
A etapa é composta por 90 questões de múltipla escolha.
As perguntas abordarão as áreas de:
Linguagens e suas Tecnologias (português, literatura, inglês, educação física e arte),
Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (história, geografia, filosofia e sociologia)
Ciências da Natureza e suas Tecnologias (biologia, física e química)
Matemática e suas Tecnologias.
A Unesp não divulga o número de questões por área.
SAIBA MAIS: confira temas que podem cair na Unesp 2026
Já a segunda fase, dividida em dois dias, reúne 36 questões discursivas e uma redação. A prova exige um texto dissertativo-argumentativo em prosa.
1º dia (7 de dezembro, domingo)
24 questões contemplando as áreas de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (elementos de história, geografia, filosofia e sociologia); Ciências da Natureza e suas tecnologias (elementos de biologia, química e física) e Matemática e suas tecnologias.
2º dia (8 de dezembro, segunda-feira)
12 questões contemplando a área de Linguagens e suas tecnologias (elementos de língua portuguesa e literatura, língua inglesa, educação física e arte) e Redação.
Desde o Vestibular 2020, a Unesp vem aplicando questões interdisciplinares, com 108 no total até agora, o que representa cerca de 20% da prova. A universidade pretende ampliar essa proporção na edição de 2026.
REDAÇÃO DA UNESP 2026: professor dá dicas para tirar a nota máxima e lista 5 possíveis temas
7. Cursos mais concorridos
Saiba como diminuir estresse e controlar ansiedade para vestibulares
A concorrência geral do vestibular 2026 é de 11,1 candidatos por vaga, um aumento de 13,3% em relação à concorrência registrada no ano passado. As mulheres representam 62,15% do total de inscritos, somando 40.532.
O curso de Medicina da Unesp de Botucatu segue um dos mais disputados do país. A relação candidato/vaga divulgada pela Vunesp revela que há 271 inscritos para cada uma das 72 vagas.
Na região, o curso de Engenharia Química de Araraquara (SP) é o 8º mais concorrido, com 24,7 candidatos por vaga.
Confira os 10 cursos mais concorridos:
Medicina/ Botucatu – integral – 271 candidatos/vaga
Psicologia/Bauru — integral -56,4 candidatos/vaga
Direito/Franca – matutino – 49,3 candidatos/vaga
Ciência da Computação/Bauru — integral – 36,9 candidatos/vaga
Psicologia/Bauru — noturno -34,7 candidatos/vaga
Ciências Biomédicas/ Botucatu — integral – 31,3 candidatos/vaga
Medicina Veterinária/Botucatu — integral – 29,1 candidatos/vaga
Engenharia Química/Araraquara — integral – 24,7 candidatos/vaga
Nutrição/Botucatu — vespertino e noturno – 24,5 candidatos/vaga
Ciência da Computação/São José do Rio Preto — integral – 23,9 candidatos/vaga
8. Cursos menos concorridos
Faculdade de Odontologia da Unesp de Araçatuba
Divulgação/Unesp
Meteorologia – integral – 0,8 candidato por vaga
Música – Habilitação em Regência – integral – 0,8 candidato por vaga
Geografia – matutino – 1 candidato por vaga
Matemática – Licenciatura – matutino – 1,1 candidato por vaga
Ciências Sociais – Bacharelado e Licenciatura – noturno – 1,1 candidato por vaga
Geografia – Licenciatura – noturno – 1,1 candidato por vaga
Engenharia Cartográfica e de Agrimensura – integral – 1,2 candidato por vaga
Matemática – Licenciatura – noturno – 1,2 candidato por vaga
Matemática – Licenciatura – noturno – Ilha Solteira -1,2 candidato por vaga
Ecologia – integral – 1,3 candidato por vaga
9. Sistema de Cotas
A universidade mantém o Sistema de Reserva de Vagas para Educação Básica Pública (SRVEBP), que destina 50% das vagas de cada curso para estudantes que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas.
PRÁTICA, CORREÇÃO E ESTRATÉGIA: veja como usar simulados para se preparar para vestibulares
Dentro dessa cota, 35% das vagas são reservadas para candidatos que se autodeclarem pretos, pardos ou indígenas. O sistema inclui também as 934 vagas oferecidas por meio do Provão Paulista.
10. Há literatura obrigatória?
Literatura da Unesp: veja dicas de professor para a prova da 1ª fase
O professor de literatura Vinícius Teixeira lembra que a Vunesp não tem uma lista de livros obrigatória comum em outros vestibulares.
“Isso não significa que a literatura não tenha um papel muito importante dentro da prova.” Os diversos gêneros literários vão aparecer nos excertos e enunciado das questões. (veja mais dicas no vídeo acima).
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Armas apreendidas durante a megaoperação da polícia nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio
REUTERS/Tita Barros
A megaoperação ocorrida nesta semana nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro (RJ), reúne temas com potencial para estarem presentes na primeira fase do Vestibular 2026 da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
É o que projeta o professor de geografia e atualidades Daniel Simões, do colégio Oficina do Estudante, de Campinas (SP). Com 65,2 mil candidatos, a etapa acontece neste domingo (2) e contará com cobertura especial do g1. (leia abaixo)
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A 'Operação Contenção' deixou 121 mortos e se tornou a mais letal da história da cidade.
Para o professor, os possíveis temas a serem abordados são: uso da força, escravidão e combate ao tráfico de drogas.
Leia, abaixo, análise sobre cada um deles:
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Gustavo Rodrigues/UEA
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Uso da força
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De acordo com Simões, é essencial que o estudante esteja a par conceito do conceito, que se baseia na aplicação da força por agentes do Estado, como policiais, a fim da manutenção da ordem e da segurança pública.
O docente lembra que foi o sociólogo alemão Max Weber quem instituiu o conceito, sintetizado pela seguinte frase: “O Estado deve deter o monopólio do uso legítimo da força".
Combate ao tráfico
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Jornal Nacional/ Reprodução
O professor descreve, também, o tráfico de drogas como uma das atividades mais lucrativas do capitalismo. Para ele, a solução ao problema está atrelada à oferta de melhores condições sociais àqueles que se encontram em situação vulnerável.
"A essência do combate a grandes organizações criminosas passa por inclusão social, passa por urbanização das favelas, e passa, sobretudo, pelo rastreamento do sistema financeiro com inteligência, cerceamento das lideranças do crime”, pondera.
Escravidão
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Projeto Dami | Divulgação Museu Imperial
Simões aponta, ainda, a escravidão como uma das principais heranças de sangue do colonialismo. Ele lembra que as primeiras favelas brasileiras surgiram a partir da ocupação informal de terrenos por populações de baixa renda, no início do século XX.
📖 O Brasil foi o último país do continente americano a abolir a escravidão, com a assinatura da Lei Áurea em 1888. “Entramos no século XX com a questão dos ex-escravizados mal resolvida", comenta, o professor.
Com a industrialização pujante na segunda metade do século XX, Simões argumenta que o crescimento urbano agravou a exclusão desses afrodescendentes. “É o que nós observamos nas favelas, bairros extremamente precários”, observa.
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Já o professor Luis Felipe Valle, que também leciona geografia no colégio, destaca que a falta de oportunidades ainda segrega a vida de milhões de brasileiros, mesmo após 137 do fim da escravidão no país.
"[Segrega] Especialmente [a vida daqueles jovens] de pele preta e parda, alvos preferenciais do aliciamento pelas facções", conclui.
Professor de atualidades do colégio Oficina do Estudante, Luís Felipe Valle
Arquivo pessoal/ g1/ Anova Mineração RCO Mineração/Getty Images via BBC/TV Globo e Adobe Stock
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Unesp
A primeira fase da Unesp é aplicada no próximo domingo (2), a partir das 14h. O g1 receberá professores do colégio Oficina do Estudante para uma resolução comentada e também vai publicar o gabarito oficial do exame.
O programa vai ao ar a partir das 20h, logo após o encerramento da prova. A cobertura, porém, tem início logo pela manhã nos locais de prova. (clique e saiba mais)
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