Wi-fi para monitorar a saúde

O impacto da menopausa na vida financeira das mulheres
Baixo custo das redes que já estão disponíveis poderá facilitar implantação do sistema no futuro Usar as redes wi-fi – que estão disponíveis em quase todos os ambientes médicos e residenciais – para monitorar, em tempo real, sinais vitais como batimentos cardíacos, frequência respiratória ou quedas de pacientes, ainda soa como ficção científica para boa parte das pessoas. No entanto, a utilização da inteligência artificial com este objetivo vem avançando no mundo todo, inclusive no Brasil.
No alto, Célio Albuquerque e Débora Muchaluat Saade, professores do Departamento de Ciência da Computação da UFF, com seus alunos
Divulgação
Como a tecnologia está amplamente difundida, sua aplicação na área da saúde é considerada de baixo custo. Além disso, não há necessidade de nenhum tipo de intervenção que afete o indivíduo, como o uso de algum tipo de dispositivo. Entretanto, a rede wi-fi não trabalha sozinha: ela coleta os dados, mas quem processa a informação é a tecnologia CSI (Channel State Information).
A tecnologia mapeia as características da pessoa que está sendo monitorada, criando um padrão individualizado cujos dados ficam armazenados em nuvem. Dessa forma, torna-se mais fácil acompanhar o paciente e identificar qualquer alteração, o que pode ser feito pelo profissional de saúde por meio de um celular ou notebook.
No Brasil, um grupo de pesquisadores tem se dedicado a esse campo de estudos e cerca de 130 voluntários já cederam seus dados em atividades como caminhar, sentar-se, deitar, entre outras 17 posições. São necessários outros 170 participantes para o prosseguimento da pesquisa, realizada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio de Janeiro.
“Com o uso da inteligência artificial, poderemos ajudar, por exemplo, quem sofre de apneia do sono. A pessoa poderá ser diagnosticada sem aqueles fios desagradáveis acoplados ao corpo. A rede wi-fi será capaz de captar as informações, processá-las e enviá-las sem a necessidade de outros equipamentos”, explica Débora Muchaluat Saade, professora do Departamento de Ciência da Computação da UFF e uma das coordenadoras do projeto.
Além do monitoramento de apneia e respiração, o grupo da UFF está especialmente interessado no controle de batimentos cardíacos, fazendo comparações de eficiência entre a tecnologia wi-fi e os relógios do tipo smartwatch. Os estudos são parte da rede de pesquisa em saúde e-Health Rio, projeto apoiado, desde 2019, pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Número de violações de direitos contra pessoas idosas quase dobrou no 1º. trimestre

O impacto da menopausa na vida financeira das mulheres
Disque 100, que recebe as denúncias, contabilizou mais de 202 mil registros entre janeiro e março Informação dada com exclusividade ao blog mostra que, nos três primeiros meses de 2023, o número de violações de direitos humanos contra idosos ultrapassou 202 mil registros no país. O número é 97% maior se comparado com o mesmo período de 2022 e, para Alexandre Silva, secretário nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, o aumento tem uma explicação: a retomada do Disque 100.
Alexandre Silva, secretário nacional dos direitos da pessoa idosa
Divulgação: Clarice Castro (Ascom-MDHC)
“Estamos recuperando a confiança do cidadão, mas queremos ampliar nosso alcance, de forma que o grau de escolaridade não seja um fator de impedimento para o idoso fazer uma denúncia. Pensamos em utilizar agentes de saúde, que têm conhecimento do território onde atuam, e criar também pontos de contato nos espaços que essas pessoas frequentam, criando uma rede de proteção amigável. Nem sempre elas têm acesso a um aparelho para ligar”, afirmou.
Criado em 1997, durante o governo Jair Bolsonaro o Disque 100 foi utilizado politicamente para intimidar defensores da vacinação contra a Covid. A então ministra Damares Alves editou nota técnica transformando a exigência de comprovante de vacina para acesso a locais públicos ou privados em violação de direitos humanos. Outra mudança foi a inclusão da expressão “ideologia de gênero” na mesma categoria, numa tentativa de estimular denúncias contra profissionais de educação que abordassem a questão nas escolas. Na época, Ricardo Lewandowski, ministro do Supremo Tribunal Federal, determinou que o governo parasse de usar o canal fora de suas finalidades.
Numa única ligação para o Disque 100, o sistema pode contabilizar mais de uma violação. Exemplificando, se uma mulher telefona dizendo que o marido bate nela, agride o próprio pai e ainda se apropria do dinheiro da sua aposentadoria, na verdade há três violações, duas delas envolvendo um idoso. Com garantia de sigilo total, há diversos tipos de encaminhamento para os casos: conselhos tutelares, Ministério Público, delegacias da Polícia Civil, Polícia Federal. No entanto, se houver risco imediato, a pessoa deve entrar em contato imediatamente com a polícia. Entre janeiro e março, as mais de 202 mil violações de direitos foram registradas a partir de 34,2 mil denúncias, 75% a mais em relação aos três primeiros meses de 2022, período em que a ouvidoria recebeu 19,5 mil denúncias.
O maior número se refere a violações à integridade do idoso, divididas em quatro categorias: física (que vai de exposição de risco à saúde a lesão corporal e tortura), psíquica (insubsistência afetiva, ameaça e bullying, entre outras), negligência e patrimonial.
O Disque 100 funciona diariamente, 24 horas por dia. A vítima passa pelo atendimento eletrônico e, depois de selecionar a opção desejada, é encaminhada a um atendente, que registra a denúncia e fornece o número do protocolo. O painel de dados apresenta todas as informações coletadas pelo serviço.
O secretário Alexandre Silva pretende anunciar uma série de medidas em 15 de junho, Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. Ele considera uma prioridade que os mais velhos conheçam os benefícios a que têm direito e enfatiza que a reativação do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa possibilitará que o órgão invista na pauta da diversidade. “Falta ainda a ratificação da Convenção Interamericana sobre a Proteção dos Direitos Humanos dos Idosos, que vai ajudar na criação de políticas públicas nessa área”, acrescentou.

Pesquisa da PUC-Campinas comprova eficácia de laser para recuperação do paladar de pacientes com sequelas da Covid

O impacto da menopausa na vida financeira das mulheres
Estudo conduzido no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde fez testes em grupo com 70 voluntários por até dois meses. Veja quais foram os resultados e os próximos passos. Pesquisa comprova eficácia de laser para recuperação do paladar de paciente com Covid-19
Uma pesquisa realizada pela PUC-Campinas comprovou a eficácia no uso de laser de baixa potência para recuperar o paladar de pacientes com sequelas da Covid-19. O estudo foi feito por meio do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde a partir de testes em grupo com 70 voluntários.
A pesquisadora Letícia Fernandes Sobreira Parreira explicou que as avaliações foram realizadas na Clínica de Odontologia da universidade. O objetivo da pesquisa foi verificar os resultados do tratamento que tradicionalmente já era usado em pacientes com câncer com sintomas parecidos.
Como foi o estudo e resultados
Os pacientes foram selecionados após a confirmação de que perderam paladar e olfato, e na sequência foram divididos em dois grupos. O primeiro recebeu fotobiomodulação (aplicação de luz) de forma simulada associada à terapia olfativa, enquanto o segundo recebeu aplicação real de laser.
Neste caso, a aplicação ocorreu em 18 pontos da borda lateral da língua e glândulas salivares. O estudo demonstrou melhora mais rápida e eficiente no grupo que recebeu o tratamento verdadeiro.
"O paciente não sente dor, não sente calor, não sente queimação, não sente absolutamente nada", ressaltou Letícia
A luz pode ser vermelha ou infravermelha. Ela aumenta a imunidade do paciente, tem efeito antioxidante, e consegue controlar inflamações. "Foi pensado um protocolo praticamente para tratar os pacientes pós-Covid-19", explicou o pesquisador e professor Carlos Eduardo Fontana.
Segundo a pesquisa, houve melhora no distúrbio do paladar nos dois grupos. Contudo, a reversão completa só foi verificada em 13,8% dos pacientes submetidos ao procedimento simulado, enquanto o tratamento real alcançou índice de 32,3%, portanto, ultrapassou o dobro.
A avaliação da disfunção do paladar, semanal, submeteu os voluntários ao teste de sabores com ácido cítrico (azedo), sacarose (doce), cloreto de sódio (salgado) e extrato seco de boldo (amargo).
O resultado do estudo deve ser apresentado à Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica em setembro. Os procedimentos foram feitos uma vez por semana, acompanhados por testes de sabores e questionário qualitativo, até remissão dos sintomas ou por até dois meses, em ambos os grupos.
Pesquisa mostra eficácia de laser para recuperar paladar de pacientes que tiveram Covid-19
Reprodução/EPTV
Treinamento olfativo e avaliação
Ao longo da pesquisa, os pacientes também foram orientados para um treinamento olfativo com objetivo de melhorar o distúrbio de paladar. Neste caso, foram usados rosa, limão, eucalipto e cravo.
Cada paciente sentiu o odor de cada substância por 20 segundos, duas vezes ao dia, por dois meses.
Mulheres predominam
Do total de participantes na pesquisa, 54 foram mulheres, o que reforçou pesquisas onde houve indicação de que mulheres têm maior capacidade de percepção do sabor, portanto, percebem mais facilmente se o paladar está normal ou não, informou o estudo.
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Homens e mulheres têm planos diferentes para a aposentadoria

O impacto da menopausa na vida financeira das mulheres
Estudo do Laboratório do Envelhecimento do MIT mostra que eles querem relaxar, enquanto elas pensam no crescimento pessoal O que você está sonhando fazer durante a aposentadoria? Há boas chances de não ser a mesma coisa que seu cônjuge. As diferenças entre os casais são mais comuns do que se supõe, é o que mostra estudo do AgeLab, o Laboratório do Envelhecimento do poderoso Massachusetts Institute of Technology (MIT). Homens e mulheres têm concepções distintas sobre a vida depois de encerrar a carreira profissional.
Aposentadoria: estudo do Laboratório do Envelhecimento do MIT mostra que os homens querem relaxar, enquanto as mulheres pensam no crescimento pessoal
Mariza Tavares
Para os homens, a aposentadoria é vista como uma espécie de prêmio depois das décadas de sacrifícios e dedicação: uma fase para relaxar, descansar e se dedicar a hobbies. Já as mulheres encaram essa etapa como um novo estágio de realizações, no qual terão mais liberdade para buscar o crescimento pessoal.
Em parte, tais diferenças parecem refletir o fato de que as mulheres entram nessa fase com melhor saúde e mais anos de vida pela frente, já que sua expectativa de vida é maior. No entanto, de acordo com os pesquisadores do MIT, a explicação não é tão simples. Trata-se, também, de uma consequência dos obstáculos enfrentados por elas: as carreiras femininas são frequentemente interrompidas, por causa da criação dos filhos ou quando se tornam cuidadoras de familiares.
Esse entra-e-sai do mercado de trabalho muitas vezes impede a realização profissional e o período pós-aposentadoria é visto como uma chance de retomar projetos e buscar realizações, uma vez que a responsabilidade de cuidar de terceiros deixa de existir.
Considerando que manter o cérebro afiado é uma ferramenta eficiente contra o declínio cognitivo, são elas que estão fazendo a opção certa. Nos Estados Unidos, as mulheres acima dos 50 anos representam a espinha dorsal do voluntariado e vêm aumentando substancialmente sua participação como empreendedoras. A pesquisadora Chaiwoo Lee e Joseph F. Coughlin, fundador e diretor do AgeLab, são os autores do estudo, intitulado “Describing life after career: demographic diferences in the language and imagery of retirement”. Um grupo de 990 adultos participou do levantamento, que utilizou representações verbais e visuais do que as pessoas projetavam para a pós-aposentadora. De um modo geral, a percepção em relação a essa fase era otimista, mas em menor medida quando se tratava de não casados e do grupo com rendimentos modestos, que utilizaram um número reduzido de expressões positivas para seu futuro.
Atualmente, há mais norte-americanos aposentados do que em qualquer outro período da História do país. Estima-se que o número de indivíduos acima dos 65 anos chegue a 73 milhões em 2030, o equivalente a 20.3% da população. Apesar de ser uma potência, a capacidade de poupança é baixa: 57% relatam ter uma reserva, e a média é de US$ 5 mil (R$ 25 mil) guardados.

O impacto da menopausa na vida financeira das mulheres

O impacto da menopausa na vida financeira das mulheres
Estudo mostra como elas são prejudicadas por problemas que as levam a perder dias de trabalho e até a abandonar o emprego. O climatério, fase que vai da transição do período reprodutivo até o não reprodutivo, vem acompanhado de uma série de sintomas que, como escrevi em meu último livro, “Menopausa: o momento de fazer as escolhas certas para o resto da sua vida”, podem ter um impacto severo na qualidade de vida das mulheres – e isso não se resume a questões físicas.
Menopausa: pesquisa estima que os problemas resultantes dos sintomas adversos representam um custo de US$ 1.8 bilhão por ano para a força de trabalho feminina
Mariza Tavares
Pesquisa publicada no fim de abril pela Mayo Clinic estima que os problemas representam um custo de US$ 1,8 bilhão (mais de R$ 9 bi) por ano para a mão de obra feminina, somente nos Estados Unidos.
Trata-se do maior estudo já feito nos EUA, reunindo cerca de 4.400 mulheres, entre 45 e 60 anos, que recebiam atendimento primário em quatro unidades da Mayo Clinic, entre março e junho de 2021. Desse contingente, 13.4% relataram pelo menos um contratempo relacionado aos sintomas da perimenopausa ou pós-menopausa capaz de afetar seu trabalho, o que incluía faltar uma média de três dias nos últimos 12 meses.
Ondas de calor, suores noturnos, dor de cabeça, oscilações de humor, insônia, ansiedade, irritabilidade. A lista de sintomas é longa e provoca o que a pesquisa chama de “resultados adversos no ambiente profissional”. Uma pequena parcela apresentou um quadro tão debilitante que deixou o emprego ou foi demitida.
Em entrevista ao jornal “The New York Times”, a médica Ekta Kapoor, coautora do estudo, afirmou que o tema menopausa continua sendo um tabu, principalmente no mundo corporativo: “ouvi de mulheres que elas não queriam ser vistas como funcionárias que estavam sempre se queixando. Também acontecia de, quando alguma delas abordava o assunto, recebia uma péssima acolhida, o equivalente ao interlocutor revirar os olhos”. Na opinião da médica, o valor de US$ 1.8 bilhão é subestimado, porque as participantes eram, em sua maioria, brancas, instruídas e com acesso a plano de saúde.