Duas startups acreanas são escolhidas em programa que destina recursos na área de bioeconomia

‘Observadores da Natureza’ começam a receber imagens da fauna de Fernando de Noronha; veja como contribuir
Programa Prioritário de Bioeconomia incentiva desenvolvimento sustentável na Amazônia e realizou evento nesta quinta-feira (13) e sexta-feira (14) em Rio Branco. Programa incentiva inovação no desenvolvimento sustentável da Amazônia
Flávio Forner/Arquivo pessoal
Incentivar novos negócios e tecnologias para atender as demandas da cadeia produtiva da Amazônia. Esse é o objetivo do Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), uma política pública da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) que atua com a destinação de recursos em toda a Amazônia, e esta semana esteve no Acre para escolher projetos.
Foram selecionados os projetos Hylaea, de insumos farmacêuticos, e Encantos da Floresta, que utiliza o sangue de dragão, um óleo de origem vegetal, contra úlceras diabéticas.
O gerente do PPBio, Paulo Simonetti, explica que o programa surgiu com forma de investimento no polo industrial de Manaus, mas busca agora ampliar a zona de abrangência. Segundo ele, os projetos escolhidos recebem R$ 500 mil reais cada.
“Esse evento faz parte de uma sequência de atividades para descentralizar esse investimento, sair da zona metropolitana de Manaus, e começar a investir em outros estados. Estamos com uma banca com várias instituições parceiras do estado do Acre, escolhendo duas startups. Cada uma vai receber 500 mil reais, para se estruturar, sair do papel”, conta.
Os participantes foram apresentados às exigências legais do PPBio, e no segundo dia fizeram a exposição de seus projetos à banca para comprovar que estão no enquadramento legal do programa.
Simonetti ressalta que a importância do recurso é auxiliar esses projetos inovadores a se posicionar no mercado.
“Essas empresas muitas vezes não encontram no seu ambiente uma estrutura que possa fornecer o que é necessário para se manter no mercado. Acredito que é de fundamental importância esse recurso, não só para ela se estruturar”, finaliza.
Bioeconomia sustentável: projetos do Acre podem receber até R$ 1 milhão em investimento
Colaborou Agatha Lima, da Rede Amazônica Acre.

Golfinhos-pintados são registrados em Fernando de Noronha; veja vídeo

‘Observadores da Natureza’ começam a receber imagens da fauna de Fernando de Noronha; veja como contribuir
A espécie não é comum na região. Em Noronha, espécie mais comum é a dos golfinhos-rotadores. Golfinhos-pintados são registrados em Fernando de Noronha
Um grupo de golfinhos-pintados foi avistado em Fernando de Noronha (veja vídeo acima). A espécie não é comum na ilha, já que, no arquipélago, o mais comum é encontrar golfinhos-rotadores, Stenella longirostris.
Eles nadavam na área conhecida como mar de dentro, entre a Praia da Cacimba do Padre e a Baía de Santo Antônio. Segundo os pesquisadores, esse é o primeiro registro de golfinho-pintado-pantropical em Fernando de Noronha no período chuvoso.
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“Nós estávamos pescando atum e encontramos esse grupo de golfinhos-pintados. Eles estavam na região e foi possível fazer o registro”, afirmou o marinheiro Ian Chacal, que fez o registro.
O oceanógrafo José Martins, do Projeto Golfinho Rotador, disse que a instituição recebeu informações de tripulantes de embarcações da ilha que também avistaram os golfinhos-pintados-pantropicais, que tem nome científico Stenella attenuata.
“O grupo visto conta com cerca de 30 golfinhos-pintados-pantropicais predominantemente adultos, com no mínimo dois juvenis”, relatou José Martins.
Golfinhos-pintados em Fernando de Noronha
Reprodução/WhatsApp
O pesquisador informou que o Arquipélago de Fernando de Noronha é uma espécie de oásis no meio do oceano, tanto na região mais profunda, conhecida como paredes, como em águas protegidas de ventos e correntes.
Esta situação propicia o avistamento de animais pelágicos (que vivem em mar aberto), como os golfinhos-pintados-pantropicais.
Apesar de não ser a espécie mais encontrada no dia a dia de Noronha, o golfinho-pintado-pantropical é a quinta espécie de cetáceo mais avistada no arquipélago.
Os cetáceos mais vistos são o golfinho-rotador, a baleia-jubarte, o golfinho-nariz-de-garrafa e a baleia-piloto.
O Projeto Golfinho Rotador identificou grupos mistos de rotadores de Noronha e golfinhos-pintados nas áreas de alimentação, na região do chamado mar de fora (área voltada para a África) em 32 ocasiões, provavelmente com a função de proteção.
Os pesquisadores informaram que existe a possibilidade de cruzamento dos pintados com os rotadores, que são muito próximos geneticamente.
“Um subsídio a esta hipótese é a existência de um golfinho presumidamente híbrido entre golfinho-rotador e o golfinho-pintado-pantropical. Este híbrido foi avistado pela primeira vez ainda filhote, em agosto de 2000, e depois reavistado em 16 ocasiões até agosto de 2002”, informou Martins.
O projeto realiza trabalhos de pesquisa e monitoramento dos golfinhos em Fernando de Noronha desde 1990 e conta com apoio do Programa Petrobras Socioambiental.
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Operação especial captura 24 peixes-leão em Fernando de Noronha

‘Observadores da Natureza’ começam a receber imagens da fauna de Fernando de Noronha; veja como contribuir
ICMBio fez balanço do trabalho de manejo da espécie invasora realizado na ilha. Desde 2020 já foram capturados 154 indivíduos da espécie. Mergulhadores realizaram a captura em Noronha
Pamella Rech/Barracudas
Uma operação especial foi realizada no final de semana, em Fernando de Noronha, pela operadora Sea Paradise e foram capturados 24 peixes-leão, espécie invasora e venenosa. Com novos dados, o Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) divulgou, nesta segunda-feira (24), que já foram capturados um total 154 peixes-leão desde que o primeiro animal da espécie foi pego na ilha, em dezembro de 2020.
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O nome científico do peixe é Pterois volitans. Essa espécie tem espinhos que contêm uma toxina que pode causar febre, vermelhidão e até convulsões nos seres humanos.
O animal é predador e pode consumir espécies endêmicas, que só ocorrem nessa região, além de causar um desequilíbrio ecológico.
Peixe-leão é invasor e venenoso
Fábio Borges/Acervo pessoal
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A bióloga Clara Buck, integrante da equipe de pesquisa do ICMBio em Fernando de Noronha, informou que após a captura, os animais são encaminhando para estudo na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Universidade Federal Fluminense (UFF) e na California Academy, nos Estados Unidos.
“Nós encaminhamos o material para entendermos melhor a biologia da espécie em Fernando de Noronha, com análise do que o peixe se alimenta, tamanho, reprodução e velocidade que ocorre o crescimento populacional, além de genética dos indivíduos”, declarou Clara Buck.
A pesquisadora informou que o manejo do peixe-leão na ilha é realizado com apoio dos mergulhadores das operadoras. Os profissionais foram treinados e atuam no dia a dia no mar.
Uma vez por mês os instrutores de mergulho também participam de uma ação conjunta com o ICMBio em pontos onde não ocorrem mergulhos comerciais, na área do Parque Nacional Marinho.
“Além disso, duas expedições com mergulho técnico foram realizadas com a finalidade de identificar e capturar indivíduos em áreas profundas. A primeira expedição, em janeiro, contou com nove indivíduos capturados; a segunda expedição, em abril, contabilizou 24 capturas”, disse a pesquisadora do ICMBio.
Peixes capturados foram entregues ao ICMBio
ICMBio Noronh/Divulgação
Clara Buck informou que essas expedições em áreas profundas são de grande importância para o manejo.
O peixe-leão pode ser encontrado em regiões com até 300 metros de profundidade. Os indivíduos das áreas mais profundas podem contribuir com o aumento populacional e a ocupação das áreas rasas.
A biólogo ressaltou que todos os mergulhadores e empresas que contribuem para a execução do plano de manejo têm autorização especial para portar o equipamento de captura do peixe-leão.
A caça submarina é proibida nas unidades de conservação de Fernando de Noronha, que são o Parque Nacional Marinho e a Área de Proteção Ambiental (APA).
A expectativa dos pesquisadores é que população do peixe-leão siga em crescimento.
“Esperamos que a população continue aumentando nos próximos anos. A espécie tem grande capacidade reprodutiva; esse peixe pode colocar até 30 mil ovos por mês”, falou Clara Buck.
Em Fernando de Noronha ainda não são aplicadas outras alternativas do plano de manejo da espécie. A pesquisadora informou que não está descartada a aplicação de medidas como a introdução do peixe-leão na alimentação dos moradores, testes com armadilhas específicas em áreas profundas, entre outras.
“Essas medidas de manejo, quando aplicadas em conjunto, são muito efetivas e fundamentais para o controle populacional do peixe-leão. As alternativas são aplicadas em outros locais do [Oceano] Atlântico que passaram pela situação que estamos passando “, revelou Clara Buck.
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Por meio de ‘impressão digital’, pesquisadores mapeiam onças-pintadas no Estado de São Paulo

‘Observadores da Natureza’ começam a receber imagens da fauna de Fernando de Noronha; veja como contribuir
Trabalho contribui para a conservação dessa espécie, que é ameaçada de extinção. Pesquisadores estão mapeando as onças-pintadas no Estado de São Paulo
Pesquisadores da Fundação Florestal (FF) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) estão mapeando onças-pintadas no Estado de São Paulo. Este trabalho dos especialistas é importante para a conservação dessa espécie, que é ameaçada de extinção.
Onça-pintada que morreu atropelada, na manhã deste domingo (23), já tinha sido vista pelas câmeras de monitoramento do Parque Estadual do Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio (SP).
Pesquisadores da Fundação Florestal (FF), em Teodoro Sampaio (SP), nomearam esta onça-pintada como 'Sarado'
Reprodução/TV Fronteira
Pesquisadores nomearam esta onça-pintada como 'Sarado' (imagem acima). Se trata de um macho, adulto, que pode pesar mais de 100 quilos. Além dele, uma parceria entre a FF e o ICMBio está mapeando as onças-pintadas em todo o Estado de São Paulo.
Participam deste mapeamento todas as onças que já foram identificadas no Pontal do Paranapanema, Contínuo de Paranapiacaba, Serra do Mar e Vale da Ribeira.
Câmeras de monitoramento auxiliam no mapeamento das onças-pintadas no Estado de São Paulo
Reprodução/TV Fronteira
A pesquisadora da FF, Andrea Pires, em entrevista à TV Fronteira, explicou que o trabalho funciona como um de 'guia das onças'.
"Juntando informações, conhecimento, nós pensamos 'por que não fazer um guia das onças para o Estado de São Paulo?'. Porque cada onça tem como se fosse sua digital. Nós pensamos neste guia para auxiliar outros pesquisadores, que fizerem registros, ou até a população em geral, quando vai para o rio pescar e vê uma onça nadando ou uma onça em algum lugar do estado. A gente consegue ter essa identificação, porque traz informação para o monitoramento também", argumentou.
Pesquisadora da Fundação Floresta, Andrea Pires, explica sobre o mapeamento das onças-pintadas
Reprodução/TV Fronteira
O mapeamento é feito através das rosetas, que são as pintas das onças. Funcionam como uma espécie de 'impressão digital' destes animais. Cada uma delas tem a sua marca única e, assim, elas são batizadas com o nome e todas as suas informações vão sendo armazenadas.
O Chico, por exemplo, é um macho flagrado várias vezes pelas armadilhas fotográficas no Oeste Paulista e é acompanhado pelos pesquisadores desde filhote.
Mapeamento é feito com a partir das rosetas das onças-pintadas
Reprodução/TV Fronteira
"Essas armadilhas captam essas imagens, a gente traz para o escritório, descarrega nos computadores e identifica as onças, dá um nome, batiza com a população, faz essa ação também. E cada uma delas a gente mapeia, roseta a roseta, para ter esse banco de dados grande de cada bicho, então a gente trabalha os dois lados, a cauda, o rosto, a cabeça, então tem esse perfil todo do animal para a gente poder identificar em qualquer ângulo que ele apareça", complementou a pesquisadora.
A cada 60 dias os pesquisadores mudam as câmeras de monitoramento de lugar, dentro da mata. Estas alterações colaboram para que os profissionais consigam entender como os animais ocupam a área.
No Parque Estadual do Morro do Diabo, a observação das onças-pintadas é feita em 40 pontos diferentes dentro da floresta.
'Chico' é acompanhado pelas armadilhas de monitoramento desde quando era filhote
Reprodução/TV Fronteira
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Armadilhas fotográficas monitoram as onças-pintadas no Estado de São Paulo
Reprodução/TV Fronteira
O biólogo e monitor da biodiversidade, Fabrício Cecotti de Souza Maria, ressalta a importância do acompanhamento dos animais com as armadilhas fotográficas.
"Dá para saber se ela passou aqui em tal período, se ela passou nessa região em outro período, então a gente consegue fazer uma linha temporal e a ocupação destes animais aqui no parque. É bem interessante quando você faz a análise dessas imagens, a gente acaba pegando umas imagens muito legais, comportamentos que acho que só pela câmera a gente conseguiria observar”, disse o monitor.
"Tem o Chico, que a gente pegou ele desde filhote, acompanhando a mãe, e agora ele é adulto. Nas câmeras duplas, a gente conseguiu pegar mãe e filho adulto andando juntos, que é uma coisa um pouco rara", acrescentou Fabrício.
'Chico' é acompanhado pelas armadilhas de monitoramento desde filhote, quando era flagrado andando com a mãe
Reprodução/TV Fronteira
A bióloga Beatriz Beisiegel, do ICMBio, monitora há anos as onças-pintadas no Estado de São Paulo e principalmente no Contínuo de Paranapiacaba. No local, desde 2016, já foram identificadas 35 onças através deste monitoramento, que é feito com o auxílio das armadilhas fotográficas e com o acompanhamento dos animais através de colares com GPS instalados nos mesmos.
"Um dos objetivos é atualizar a estimativa populacional da espécie aqui no Contínuo de Paranapiacaba. Nestes 10 anos aconteceram alguns fatos positivos para as onças e alguns fatos negativos. Entre os fatos positivos, está o aumento da população de uma das principais presas delas, que são as queixadas, e a criação e ampliação das unidades de conservação", pontuou Beatriz.
Câmeras de monitoramento auxiliam no mapeamento das onças-pintadas no Estado de São Paulo
Reprodução/TV Fronteira
A especialista conta que isso possibilita a inferência de histórias de vidas dos indivíduos e a conservação da espécie. Mas, apesar deste trabalho, tem-se notado a diminuição das onças-pintadas no território paulista.
"Estamos falando de uma facilitação muito grande do acesso às armas, de uma glamourização muito grande da figura do caçador, e a caça é uma ameaça importantíssima, e é uma das piores ameaças para uma população tão pequena quanto a nossa. Uma perda de um bicho, adulto, com dois terços da vida reprodutiva pela frente ainda, numa população tão pequena, é um fato que aumenta muito a probabilidade de extinção dessa população, então parece 'poxa, um bicho adulto morto aqui, outro bicho adulto morto ali, que diferença isso faz para a espécie, né?', mas em uma população pequena, isso pode aumentar para 100% a probabilidade de extinção dessa espécie aqui, em 100 anos", finalizou a bióloga.
Câmeras de monitoramento auxiliam no mapeamento das onças-pintadas no Estado de São Paulo
Reprodução/TV Fronteira
Para os pesquisadores, o mapeamento é um trabalho importante para acompanhar a conservação deste felino, que é considerado o maior das Américas.
"É uma espécie que a gente chama de guarda-chuva, porque conservando o ambiente que ela está, a gente conserva toda uma cadeia de interações de animais abaixo, porque ela é um topo de cadeia trófica, então quando eu conservo um ambiente, eu conservo para todo mundo. Essa é a importância do Parque Estadual do Morro do Diabo ter uma população de onça-pintada, porque mostra o quanto ele está conservando uma espécie tão ameaçada", concluiu Andrea.
Mapeamento é feito com a partir das rosetas das onças-pintadas
Reprodução/TV Fronteira
Rosetas funcionam como uma espécie de 'impressão digital' das onças-pintadas
Reprodução/TV Fronteira
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‘Observadores da Natureza’ começam a receber imagens da fauna de Fernando de Noronha; veja como contribuir

‘Observadores da Natureza’ começam a receber imagens da fauna de Fernando de Noronha; veja como contribuir
Moradores e turistas podem colaborar com o envio de vídeos e fotos para monitorar tubarões, raias, tartarugas e barracudas. Pesquisadores querem registros de tartarugas
Ana Clara Marinho/TV Globo
A Rede Onda ILOC, que é o grupo Observadores da Natureza para o Desenvolvimento Ambiental das Ilha Oceânicas, deu início nesta quarta (26) a uma campanha para receber registros da fauna de Fernando de Noronha. A ideia é usar o Projeto Ciência Cidadã para monitorar tubarões, raias, tartarugas e barracudas.
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Os pesquisadores querem receber a colaboração da sociedade. Os moradores e os turistas que visitam Fernando de Noronha podem ajudar com o envio de imagens e fotos desses animais marinhos, uma forma de contribuir com o monitoramento da biodiversidade.
“Nosso objetivo é unir os cidadãos não acadêmicos e os pesquisadores para buscar soluções para os problemas socioambientais identificados”, informou a pesquisadora da Rede Onda ILOC, Juliana Fonseca, que é doutoranda em ecologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A rede reúne pesquisadores de todo o país e tem o financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os registros serão encaminhados para os estudiosos das espécies.
“Essas fotos e vídeos vão ajudar a ampliar o mapeamento e o monitoramento de tartarugas, raias, tubarões e barracudas. Com isso, a gente consegue entender como essas espécies usam Fernando de Noronha e como interagem com o ambiente e com as pessoas que usam esse local”, falou Juliana Fonseca.
Os pesquisadores pedem que sejam identificados local, dia e hora dos registros. As fotos e imagens podem ser encaminhadas para o WhatsApp (21) 9 7203-1568, para e-mail midiassociaisondailoc@gmail.com, ou por mensagem para o Instagram @onda_iloc.
Pesquisadores também precisam de registros de tubarões
Ana Clara Marinho/TV Globo
Importância de Noronha
Juliana Fonseca explicou a importância de Noronha para as pesquisas.
“Fernando de Noronha é importante por conta das questões geomorfológicas, ecológicas e evolutivas. A ilha também tem uma ocupação e um histórico de ocupação diferente das demais ilha oceânicas”, revelou.
A pesquisadora disse que Noronha é a única ilha com moradores residentes, escola, pescadores e turismo frequente. Isso aumenta a possibilidade da participação das pessoas no monitoramento.
A estudiosa informou ainda que o Projeto Ciência Cidadã auxilia a conservação.
Além do apoio à produção de conhecimento científico, promove o engajamento de cidadãos não acadêmico e tem o potencial de ampliar a rede de pessoas no desenvolvimento da sustentabilidade ambiental.
“A participação de voluntários permite que o conhecimento das ciências do mar chegue a diferentes públicos da sociedade. Os colaboradores vão fazer parte da produção do conhecimento”, declarou Juliana Fonseca.
Além de Fernando de Noronha, os pesquisadores também fazem campanha para receber registros da fauna da Ilha de Trindade, no Espírito Santo.
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