A mosca que consegue escapar da armadilha da planta carnívora e ainda roubar sua comida

Juiz aposentado cria projeto para plantar mil mudas de árvores frutíferas em quintais de casas em Rio Branco
Fenômeno foi observado em 2016 no Brasil, em Minas Gerais e São Paulo. Assista ao vídeo. A larva de mosca que consegue roubar a comida de planta carnívora
Uma mosca que tem habilidade de escapar das garras de uma planta carnívora, botar ovos em cima dela e ainda gerar larvas que roubam a comida do vegetal. Sim, ela existe: a Toxomerus basalis, mais conhecida como mosca-das-flores. Confira no vídeo acima.
Este fenômeno foi observado em 2016 nos estados de Minas Gerais e São Paulo, por um grupo de pesquisadores da Alemanha, EUA e Espanha, além do brasileiro Paulo Gonella, professor da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ).
O alvo da mosca-das-flores é a planta carnívora do tipo Drosera, que tem uma armadilha grudenta que imita um orvalho.
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Fugindo da armadilha
Mosca-das-flores consegue reconhecer as partes da Drosera onde não há perigo.
Reprodução
A mosca-das-flores consegue reconhecer as partes da Drosera onde não há perigo, ou seja, onde não há glândulas pegajosas, como nas folhas em desenvolvimento ou na haste floral. Assim, ela pousa em locais onde não será capturada.
Os pesquisadores ainda não descobriram como a mosca consegue fazer esse reconhecimento. Porém, observaram que se por acaso ela cair na armadilha da planta, consegue escapar caso não esteja aderida.
"Nós fizemos um teste colocando uma mosca em cima da armadilha. Alguns minutos depois, ela conseguiu escapar e se limpar da mucilagem pegajosa", diz o pesquisador.
Após encontrar o seu local seguro, a mosca bota os seus ovinhos na planta.
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Roubando a comida
Larva da mosca-das-flores roubando a comida da planta carnívora Drosera.
Reprodução
As larvas que saem dos ovinhos das mosca-das-flores não só transitam livremente pela Drosera, como também roubam a comida da planta carnívora.
"Ainda não foi feito um estudo, mas, aparentemente, alguma substância impregnada na superfície do esqueleto externo da larva consegue evitar a sinalização de que ela é uma presa. Assim, ela consegue evitar que a planta mova os seus tentáculos para capturá-la", afirma.
Plantas carnívoras
Luisa Blanco
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VÍDEO: saruê é resgatado dentro de supermercado em Brasília

Juiz aposentado cria projeto para plantar mil mudas de árvores frutíferas em quintais de casas em Rio Branco
Caso ocorreu na manhã desta terça-feira (8), na região do Sudoeste. Segundo Polícia Militar, após passar por avaliação, animal solto na natureza. Saruê é resgatado de supermercado no Sudoeste, no DF
O Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) resgatou um saruê que estava dentro de um supermercado na quadra 105 do Sudoeste, em Brasília, na manhã desta terça-feira (8). O animal foi encontrado por funcionários.
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Os policiais militares foram chamados por volta das 9h20 e filmaram o resgate (veja vídeo acima). Nas imagens é possível ver um policial em cima de pedaços de madeira para alcançar o saruê que estava no forro do supermercado.
Ao ser resgatado, o animal foi colocado dentro de um balde. De acordo com os militares, o saruê passou por avaliação e, como não estava ferido, foi solto na natureza.
Saruê é resgatado de supermercado no Sudoeste, no Distrito Federal
Divulgação/BPMA
Resgate seguro
O BPMA orienta que, ao encontrar um animal silvestre, o ideal é acionar a corporação. Quando resgatados, se estiverem em bom estado, os bichos são soltos na área de preservação mais próxima.
Caso estejam feridos, eles são encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama.
Veja os contatos do Batalhão da Polícia Militar Ambiental no DF
Central 190
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Lula diz que pedirá à ONU para a Amazônia sediar a Conferência do Clima em 2025

Presidente eleito deu declaração em evento relacionado à COP27, no Egito. Brasil iria sediar a COP em 2019, mas, a pedido de Bolsonaro, conferência mudou de país e foi feita na Espanha. 'Vamos pedir para que essa COP de 2025 seja feita no Brasil e, no Brasil, ser feita na Amazônia', diz Lula
O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta quarta-feira (16) que pedirá à Organização das Nações Unidas (ONU) para a Amazônia sediar a Conferência do Clima (COP) em 2025.
Lula deu a declaração no Egito ao discursar no evento "Carta da Amazônia – uma agenda comum para a transição climática", relacionado à COP27. Governadores brasileiros também participaram do evento.
O presidente eleito desembarcou no Egito, na última segunda-feira (14), para participar da COP27 a convite do presidente egípcio Abdel Fatah al-Sissi. Esta é a primeira viagem de Lula ao exterior desde que venceu Bolsonaro nas urnas.
Entre outros pontos, a Cúpula do Clima serve para que os países possam discutir as mudanças climáticas e propor medidas para a redução de gases do efeito estufa. O Brasil iria sediar a COP25, em 2019, mas a pedido do presidente Jair Bolsonaro a conferência mudou de país e foi transferida para a Espanha.
"Nós vamos falar com o secretário-geral da ONU [António Guterres] e vamos pedir para que a COP de 2025 seja feita no Brasil e, no Brasil, seja feita na Amazônia. E, na Amazônia, tem dois estados aptos a receber qualquer conferência internacional, que é o estado da Amazonas e o estado do Pará", afirmou Lula nesta quarta.
Veja a íntegra do discurso de Lula na COP 27
Lula discursa durante evento 'Carta da Amazônia' na COP27
Ainda no discurso desta quarta-feira (16), Lula acrescentou ser "importante" que as pessoas conheçam a Amazônia.
"Acho muito importante que [a COP em 2025] seja na Amazônia e acho muito importante que as pessoas que defendem a Amazônia e que defendem o clima conheçam de perto o que é aquela região."
Lula também aproveitou o discurso para dizer que "o Brasil está de volta ao mundo".
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Ministério para os povos indígenas
A agenda de Lula divulgada para esta quarta-feira também prevê um encontro com representantes da sociedade civil e a participação do presidente eleito no Fórum Internacional dos Povos Indígenas sobre Mudança Climática.
Durante a campanha eleitoral, Lula disse que, se eleito, iria criar um ministério voltado para os povos indígenas.
No discurso desta quarta-feira, voltou a falar na criação do ministério.
"Nós vamos fazer uma luta muito forte contra o desmatamento ilegal. É importante as pessoas saberem que vamos cuidar muito forte dos povos indígenas. E vamos criar um Ministério dos Povos Originários para fazer com que eles não sejam tratados como bandidos", afirmou o presidente eleito.

Desmatamento na Amazônia bate 10 mil km² no ano e alcança a área no PA que é maior ‘bloco’ protegido no mundo, diz Imazon

Juiz aposentado cria projeto para plantar mil mudas de árvores frutíferas em quintais de casas em Rio Branco
O período de janeiro a outubro deste ano representa o segundo pior acumulado de desmatamento dos últimos 15 anos. Garimpo dentro da Flota do Paru.
Havita Rigamonti/Imazon/Ideflor
De acordo com o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), de janeiro a outubro deste ano foram derrubados quase 10 mil km² da floresta amazônica. Isso equivale a mais de seis vezes o tamanho da cidade de São Paulo.
Os dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) também apontam que esse foi o segundo pior acumulado dos últimos 15 anos, sendo apenas 0,5% menor do que o mesmo período em 2021.
A 5° unidade de conservação mais desmatada na Amazônia em outubro foi a Floresta Estadual do Paru, que ganhou repercussão internacional após uma expedição, em setembro, ter encontrado a maior árvore da Amazônia: um angelim-vermelho de 88,5 metros de altura e 9,9 metros de circunferência. A floresta também é parte do maior bloco de áreas protegidas do mundo, no Norte do Pará.
"É uma área importante para conter as mudanças climáticas e possui um potencial enorme de ecoturismo e extrativismo vegetal, podendo gerar renda com a floresta em pé", afirma Jakeline Pereira, pesquisadora do Imazon e conselheira da Flota do Paru.
Somente o Pará foi responsável por desmatar 351 km² em outubro, 56% do que foi registrado em toda a Amazônia. Destruição que tem invadido áreas protegidas do estado, onde estão sete das 10 unidades de conservação e quatro das 10 terras indígenas mais desmatadas em outubro.
A árvore mais alta da Amazônia brasileira é da espécie Angelim Vermelho e está localizada na Floresta Estadual do Parú, no Pará
Tobias Jackson/Divulgação
O território Apyterewa, que vem sofrendo mensalmente com a invasão de desmatadores ilegais, concentrou 46% do total de floresta destruída dentro das terras indígenas da Amazônia.
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Efeito estufa
A dificuldade em refrear o desmatamento implica em maior emissão de gases do efeito estufa, que tiveram no ano passado a maior alta em quase duas décadas. Atualmente, o Brasil é o quinto maior emissor do mundo.
Conforme o Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), do Observatório do Clima, a Amazônia é a região responsável por 77% das emissões causadas pela mudança no uso da terra.
Para Bianca Santos, pesquisadora do Imazon, é evidente a relação entre perda de floresta e o aumento do sistema global. Isso porque entre os dez municípios brasileiros que mais emitem gases do efeito estufa, oito estão na Amazônia, de acordo com o SEEG.
“O segundo município que mais emite no Brasil é São Félix do Xingu, no Pará, que no mês de outubro ficou em terceiro lugar no ranking dos mais desmatados na Amazônia.”, afirma Bianca Santos, pesquisadora do Imazon.
Degradação florestal
Outro problema apontado pelo monitoramento do instituto foi a alta na degradação florestal causada pelas queimadas e pela exploração madeireira. Esse dano ambiental passou de 537 km² em outubro de 2021 para 1.519 km² no mês passado, um aumento de 183%. Entre os estados, os maiores responsáveis pela degradação foram Mato Grosso (74%) e Pará (19%).
Os incêndios oferecem risco à saúde pública, além de aumentarem a emissão de gases do efeito estufa.
"Existem diversos estudos que associam a fumaça proveniente das queimadas da Amazônia com problemas respiratórios, o que afeta mais gravemente idosos e crianças. E isso não se limita apenas à população amazônica, já que essa fumaça viaja por quilômetros no ar até chegar a outras regiões do Brasil”, finaliza Bianca.

Juiz aposentado cria projeto para plantar mil mudas de árvores frutíferas em quintais de casas em Rio Branco

Juiz aposentado cria projeto para plantar mil mudas de árvores frutíferas em quintais de casas em Rio Branco
Juiz aposentado Heitor Andrade Macêdo, de 82 anos, disse que sonhou que deveria ajudar o meio ambiente e plantar mudas de árvores frutíferas nos quintais das casas na capital acreana. Magistrado conta que pede permissão dos donos das residências e cataloga tipo de muda que plantou em cada local. Juiz aposentado cria projeto para plantar mil mudas de árvores frutíferas em quintais de casas em Rio Branco
Arquivo pessoal
Foi a partir de um sonho, que o juiz aposentado Heitor Andrade Macêdo, de 82 anos, decidiu colocar em prática um antigo sonho. Ele pretende plantar, gratuitamente, mil mudas de árvores frutíferas nos quintais das casas em Rio Branco. Para isso, ele vai de casa em casa pedindo autorização dos donos para plantar as mudas.
Além de ajudar o meio ambiente, seu Heitor quer arborizar a casa das pessoas e colaborar com a preservação das espécies, quando as árvores crescerem os donos podem consumir os frutos e até mesmo vendê-los. Ele iniciou o projeto em junho deste ano após sonhar que criaria o projeto.
"Tive um sonho e nesse sonho recebi uma recomendação para plantar árvores frutíferas nos quintais de Rio Branco. Aí conversei com minha filha Márcia e ela gostou da ideia. Ela disse: 'papai, isso é muito bom, a gente sair plantando árvores'!. Nessa recomendação que eu tive era de que cada árvore frutífera plantada ia expelir da natureza o gás carbônico e devolver ar puro. Então, cada casa que tiver uma árvore frutífera plantada é sinal de que ali terá menos gás carbônico na natureza."
Desde então, o magistrado diz que já foram plantadas quase 700 mudas em casas de bairros da capital. A ação é 100% financiada por ele, que gasta por mês de R$ 5 mil a R$ 6 mil. As mudas doadas são as mais variadas como: cajú, cupuaçu, graviola, laranja, tangerina, araçá, manga, jabuticaba, biribá, manga rosa, e manga comum.
"Essa ideia nasceu em 12 de junho deste ano e logo depois eu e minha filha conversamos, combinamos, e eu já comecei, formei uma equipe e no dia 20 de junho já comecei a ir de casa em casa pedindo autorização e plantando as mudas nas casas de quem quer, porque algumas pessoas aceitam e outras não, essa é uma das dificuldades do projeto".
Ele já passou por vários bairros da capital e começou pelo Adalberto Aragão. "Depois fui para a Morada do Sol, depois para a Cadeia Velha, depois vim para o Tropical, que é onde eu moro, depois para a baixada da Colina e para o Alto Alegre. Agora que estou chegando perto das mil mudas, pretendo expandir."
Seu Heitor sai aos sábados com uma equipe de quatro pessoas, contando com ele. "Não compro muda, inicialmente peguei mudas com o governo, só de caju, porque eles só tinham de caju. Mas, a plantação mesmo fica na minha casa. Preparo as mudas, vou nas casas, vejo quem quer, e planto nos quintais. Aqui em casa é assim, cada fruta que a gente encontra por aí a gente já traz as sementes para plantar e depois distribuir."
Magistado pretende retornar nas casas seis meses após a distribuição das mudas para ver como as plantas estão
Arquivo pessoal
Acompanhamento do projeto
Seu Heitor fala que tem um controle com o endereço, nome e o tipo de muda que plantou em cada casa para, após seis meses, ele e sua equipe voltarem ao local para acompanhar o crescimento das árvores.
“Sei em que casa plantei cada muda, o endereço certo e o nome das pessoas. Quando completar seis meses, pretendo voltar em cada casa em que nós plantamos para verificar se as mudas estão crescendo", afirma.
Juiz aposentado Heitor Andrade Macêdo, de 82 anos, é motivo de inspiração
Arquivo pessoal
Por isso é que agora ele sonha alto e pretende expandir o projeto para poder chegar à marca de 10 mil mil mudas plantadas e atingir todos os bairros de Rio Branco.
"Depois pretendemos incluir no projeto um agrônomo, porque ele é quem vai verificar se as plantas estão crescendo, se as plantas não pegaram doença. Quando já tiverem mais ou menos com um metro e meio de altura ele vai ter que podar para não ficar muito grande, principalmente as mangueiras, que elas crescem muito, por isso a necessidade de um profissional, mas para isso precisamos de apoio", complementa.
O jornalista Walcimar Júnior mora no bairro Morada do Sol e é um dos que receberam seu Heitor em casa e aprovou a iniciativa do magistrado. "Gostei bastante, eles estavam batendo de porta em porta oferecendo as mudas das plantas e eu aceitei", disse.
O jornalista Walcimar Júnior é um dos que recebeu seu Heitor em casa e aprovou a iniciativa do magistrado
Arquivo pessoal
Grande incentivadora do pai
A professora da Universidade Federal do Acre (Ufac) Márcia Verônica Ramos de Macêdo, de 56 anos, é uma das grandes incentivadoras do pai. Ela conta que após ele se aposentar tem ajudado ele a se envolver em vários projetos sociais para que ele se mantenha ativo.
"Desde quando ele se aposentou já foram vários projetos em que ele se envolveu e sempre com o meu apoio. Acho que ele tem muito vigor e muita coisa boa para dar às pessoas, amor e muito mais. Já fez uma biblioteca na casa dele aberta ao público, já foi para o Educandário ler para crianças carentes e agora esse de arborizar a cidade."
Ela fala que quando ele a procurou, não pensou duas vezes em apoiar o pai. “O projeto aconteceu assim, no Dia dos Namorados deste ano ele foi lá em casa e a gente começou a conversar, aí ele disse que tinha tido um sonho com esse projeto e que era para ele ter a missão de plantar mil mudas visando a alimentação das pessoas e o reflorestamento.”
Ela fala da admiração pelo pai e que ele sempre tem ideias inovadoras. “Ele já está chegando na faixa das 700 mudas e agora quer distribuir 10 mil. Meu pai tem 82 anos, é diabético, têm comorbidades, esses dias sofreu uma queda, caiu e está com o fêmur quebrado, mas, mesmo assim, ele não para, tem cede de vida”, fala, orgulhosa.
A professora criou o projeto de extensão Sementes de Leitura e cidadania: plantar para colher, que atende alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Estadual Elozira Tomé. A atividade produz receitas culinárias de frutas regionais, planta árvores no bairro Alto Alegre. Ela diz que com apoio da equipe técnica da escola e de quatro bolsistas de extensão.
"No dia 15 de dezembro, às 19h, nós vamos fazer uma feira cultural, de nome 'Sementes de Leitura e Cidadania', na escola e todos estão convidados. Meu pai faz parte da equipe de apoio desse projeto. Contamos ainda com apoio do Instituto Soka Amazônia, de Manaus, que ministrou três palestras para os alunos dos módulos 2 e 3 da EJA, e meus orientandos do Pibic, Pibid, mestrandos e professores referentes, em uma média de 70 pessoas por palestra."
Diretoria da ONG Árvores Frutíferas
Arquivo pessoal
ONG 'Árvores Frutíferas'
Nesta sexta-feira (18) está sendo criada oficialmente a ONG “Árvores Frutíferas”, que tem como finalidade plantar mudas de árvores gratuitamente nos quintais das casas da capital acreana com o consentimento dos donos. A ação quer contribuir para o cultivo de gás puro na atmosfera e a eliminação do gás venoso. Além disso, após o crescimento das árvores, fazer com que as pessoas possam consumir mais frutas e possam até vendê-las.
“O grande idealizador da ONG é, claro, é o meu pai Heitor Macêdo, ex-magistrado, estudioso e grande apreciador do meio ambiente. A gente fez um projeto de extensão e hoje vai ter a fundação da nossa ONG Árvores Frutíferas. A ideia veio após ele chegar perto do objetivo inicial, que era plantar mil mudas, e agora ele quer expandir para 10 mil e chegar a todos os bairros de Rio Branco. Mas, para isso, é necessário dinheiro e como ele arca com todas as despesas sozinho, resolvemos criar a ONG para podermos ter ajuda’, explica.
Com a ONG, o juiz aposentado pretende além de conseguir levantar mais recursos para plantar mais mudas, fazer com que as as pessoas fiquem mais seguras quando ele chegar nas casas pedindo para entrar e plantar.
"Algumas pessoas rejeitaram porque não sabem do que se trata o projeto, nós explicamos que é grátis, que não precisa pagar. O projeto inicial era plantar mil mudas. Mas, como Rio Branco tem 300 bairros, precisamos cobrir os 300 bairros, acredito que a gente vai plantar mais de 10 mil mudas. Para isso é que nós estamos criando a ONG, porque nós não temos recurso para tanto. Então, estamos criando a ONG para ver se a gente consegue convênio com o governo, com a prefeitura, para ajudarem a fornecer recursos. Para seguirmos em frente, vamos precisar futuramente de um caminhãozinho, de uma sede e de uma área grande para plantar as árvores."
Questionado se o projeto dá trabalho, o juiz aposentado fala que é um prazer ajudar o próximo e poder contribuir de forma positiva para ajudar o meio ambiente e conscientizar as pessoas.
"Eu queria deixar aqui um recado para as pessoas que quando me virem batendo na porta da sua casa me deixem entrar que o que eu quero é plantar amor, melhorar o meio ambiente e deixar o meu recado', finaliza.
Juiz aposentado cria projeto para plantar mil mudas de árvores em casas na capital
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