Fotografia de vida selvagem: foto de bololô de abelhas vence concurso internacional

Recém-descoberta, espécie de árvore gigante da Mata Atlântica recebe nome em homenagem a Hermeto Pascoal
Abelhas se embolam em uma tentativa de acasalar, na foto vencedora da edição 2022 do concurso internacional de fotografia de vida selvagem
Karine Aigner/World Photographer of the Year/Divulgação
Uma fotografia que mostra o momento em que diversos zangões se embolam em torno de uma abelha fêmea para tentar acasalar foi a grande vencedora de 2022 no concurso internacional Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano (Wildlife Photographer of the Year), promovido pelo Museu de História Natural de Londres.
A fotógrafa americana Karine Aigner usou uma lente macro para mostrar bem de perto o bololô dos insetos enquanto outros machos se aproximam do frenesi, em um rancho no Texas, EUA. A foto foi a vencedora na categoria Comportamento: Invertebrados, e ainda rendeu a Karine o prêmio principal de Vencedora do Grande Título Adulto 2022.
Entre os demais vencedores e destaques do concurso, há diversas outras cenas incríveis, e até uma participação do Brasil. O fotógrafo Luis Palácios recebeu menção de destaque na galeria do prêmio com uma foto feita na Mata Atlântica (no final da galeria).
Veja abaixo mais fotos da competição:
Foto vencedora na categoria Fotojornalismo do concurso Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano 2022
Brent Stirton/Wildlife Photographer of the Year/Divulgação
Fotos de pássaros como esse belo mergulho garantiram o prêmio de portfólio de estrela em ascensão do concurso Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano 2022
Mateusz Piesiak/Wildlife Photographer of the Year/Divulgação
Flamingos no Salar de Uyuni, na Bolívia, garantiram o prêmio de Arte Natural no concurso Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano 2022
Junji Takasago/Wildlife Photographer of the Year/Divulgação
A cena de pequenos peixes saltando da boca de uma baleia garantiu o prêmio de Jovem Vencedor do Grande Título 2022 no concurso Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano 2022
Katanyou Wuttichaitanakorn/Wildlife Photographer of the Year/Divulgação
A dança de acasalamento da ave houbara garantiu o prêmio de Retratos Animais no concurso Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano 2022
José Juan Hernández Martinez/Wildlife Photographer of the Year/Divulgação
A imagem de uma cobra se alimentando de um morcego recém-capturado garantiu o prêmio de Comportamento: Anfíbios e Répteis no concurso Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano 2022
Fernando Constantino Martínez Belmar/Wildlife Photographer of the Year/Divulgação
A cena de cogumelos à beira de uma cachoeira garantiu o prêmio de Plantas e Fungi no concurso Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano 2022
Agorastos Papatsanis/Wildlife Photographer of the Year/Divulgação
Dança reprodutiva de uma estrela-do-mar garantiu o prêmio na categoria Subaquática do concurso Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano 2022
Tony Wu/Wildlife Photographer of the Year/Divulgação
Ursos polares em uma casa abandonada na Rússia garantiram o prêmio de Vida Selvagem Urbana no concurso Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano 2022
Dmitry Kokh/Wildlife Photographer of the Year/Divulgação
Imagem aérea do contraste de algas que se multiplicaram em um lago por conta da poluição garantiram o prêmio de Áreas Alagadas – The Bigger Picture no concurso Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano 2022
Daniel Núñez/Wildlife Photographer of the Year/Divulgação
Um urso avistado perto de Quito, no Equador, garantiu o prêmio de Animais em Seus Ambientes no concurso Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano 2022
Daniel Mideros/Wildlife Photographer of the Year/Divulgação
A cena de uma carriça colando o ouvido no chão para ouvir barulho de insetos garantiu o prêmio na categoria Comprtamento: Aves no concurso Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano 2022
Nick Kanakis/Wildlife Photographer of the Year/Divulgação
A cena de um leopardo-das-neves caçando um grupo de íbexes garantiu o prêmio de Comportamento: Mamíferos no concurso Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano 2022
Anand Nambiar/Wildlife Photographer of the Year/Divulgação
Dança de baleias garantiu o prêmio na categoria Oceanos – The Bigger Picture no concurso Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano 2022
Richard Robinson/Wildlife Photographer of the Year/Divulgação
Ensaio aprofundado sobre a tradição de domesticar pássaros canoros em Cuba rendeu o Prêmio de História Fotojornalística no concurso Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano 2022
Karine Aigner/Wildlife Photographer of the Year/Divulgação
Primeira e raríssima foto da única espécie de anêmona que vive no gelo já descoberta está entre as imagens que garantiram o Prêmio de Portfólio no concurso Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano 2022
Laurent Ballesta/Wildlife Photographer of the Year/Divulgação
Um duelo de íbexes garantiu o prêmio na categoria para fotógrafos de até 10 anos de idade no concurso Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano 2022
Ekaterina Bee/Wildlife Photographer of the Year/Divulgação
A cena de uma águia-pescadora sobre um galho seco em meio à neblina garantiu o prêmio na categoria de 11 a 14 anos no concurso Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano 2022
Ismael Domínguez Gutiérrez/Wildlife Photographer of the Year/Divulgação
A imagem de dois micos-leão-de-cara-dourada de mãos dadas, feita em floresta da Mata Atlântica em Una, na Bahia, garantiu ao brasileiro Luis Palácios uma menção de destaque na galeria do concurso Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano 2022
Luis Palácios/Wildlife Photographer of the Year/Divulgação

Garimpeiros fecham BR-319 em Porto Velho em protesto após dragas serem incendiadas em operação no rio Madeira

Recém-descoberta, espécie de árvore gigante da Mata Atlântica recebe nome em homenagem a Hermeto Pascoal
Via foi liberada durante a noite após mais de três horas de manifestação. Operação contra garimpo ilegal é realizada em Rondônia e no Amazonas. Garimpeiros e familiares fizeram manifestação após destruição de dragas em RO
Garimpeiros e familiares fecharam, na tarde desta quarta-feira (12), um trecho urbano da BR-319 em Porto Velho em protesto após dragas terem sido explodidas no rio. Uma operação da Polícia Federal, Ibama e ICMBio contra o garimpo ilegal no rio Madeira está sendo realizada em Rondônia e no Amazonas.
Durante a manifestação, pneus foram incendiados na estrada que dá acesso ao Porto Organizado e à ponte sobre o rio Madeira, que liga Rondônia ao Amazonas. Filas de carros e carretas foram formadas dos dois lados da via esperando pela liberação da BR.
A Polícia Militar e o secretário de Segurança Pública estiveram no local negociando para que o fogo ateado em pneus fosse apagado e a estrada liberada. Helicópteros da Polícia Militar, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Corpo de Bombeiros também estiveram no local.
Após mais de três horas de bloqueio, motoristas forçaram a passagem por entre os manifestantes e a rodovia foi liberada.
Manifestantes fecham trecho da BR-319 após dragas serem destruídas em operação da PF
Manifestação na BR-319 em Porto Velho
Carolina Brazil
Operação no rio Madeira
A operação "Lex Et Ordo", contra o garimpo e exploração de ouro ilegal no rio Madeira, está sendo realizada em Rondônia e no Amazonas pela Polícia Federal (PF), pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Segundo a PF, a ação busca desestruturar organizações criminosas que lucram causando prejuízos ambientais com a mineração, modificação do curso natural do rio, destruição da vegetação ribeirinha e interrupção de canais de água.
Fiscais explodem dragas no rio Madeira durante operação contra garimpo ilegal
Nesta quarta-feira (12), dragas foram explodidas no rio como forma de inutilização dos equipamentos irregulares. Em vídeos que circulam pela internet, familiares dos garimpeiros que trabalhavam nas dragas reclamam da ação e afirmam que algumas das balsas serviam também como moradia.
Ainda de acordo com a PF, foram inutilizadas 81 embarcações. A operação continua sendo realizada na região e há previsão de novas ações de combate ao garimpo ilegal.
O rio Madeira é considerado uma Área de Proteção Ambiental, e não tem a atividade de garimpo permitida no local.
Bacia do Rio Madeira é uma das mais impactadas da Amazônia brasileira, aponta índice
*Matéria em atualização.

Anta morre atropelada na rodovia que corta o Morro do Diabo; pesquisadora e Ministério Público apontam remoção de radares de controle de velocidade

Recém-descoberta, espécie de árvore gigante da Mata Atlântica recebe nome em homenagem a Hermeto Pascoal
Fêmea adulta tinha leite no úbere, o que pode indicar que estava prenha ou em período de amamentação. Animal é considerado vulnerável na lista de espécies ameaçadas de extinção e possui taxa reprodutiva anual reduzida. Fundação Florestal lamentou a ocorrência. Anta morreu atropelada na Rodovia Arlindo Béttio (SP-613), nas proximidades do Parque Estadual do Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio (SP)
Cedida
Uma anta brasileira (Tapirus terrestris), de aproximadamente 250 quilos, morreu atropelada na Rodovia Arlindo Béttio (SP-613), nas proximidades do Parque Estadual do Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio (SP), nesta terça-feira (11). De acordo com as informações apuradas pelo g1, o animal era uma fêmea adulta e tinha leite no úbere, o que pode indicar que estava prenha ou em período de amamentação.
A morte deste animal representa uma grande perda para o meio ambiente, de acordo com a engenheira florestal Patrícia Medici, coordenadora da Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (INCAB), projeto do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), e presidente do Tapir Specialist Group (TSG), da International Union for Conservation of Nature (IUCN), Species Survival Commission (SSC).
"É um animal que faz parte de uma população bastante reduzida. No Parque Estadual do Morro do Diabo, a gente tem uma estimativa de cerca de 130 a150 indivíduos nessa área. Então, qualquer remoção, atropelamento, caça, enfim, qualquer remoção de indivíduos de uma população pequena como essa significa uma grande perda. Particularmente para um animal de grande porte, herbívoro e que tem um papel importante na dispersão de sementes, qualquer remoção é, de verdade, uma perda bastante importante", informou Patrícia Medici ao g1.
Ainda segundo a engenheira florestal, se a fêmea estivesse amamentando um filhote, a sobrevivência dele dependeria de seu tempo de vida. Quanto mais nova a prole, menor a chance de sobrevivência sem a mãe. Também salientou que a anta só dá à luz um filhote por gestação e que os registros de nascimento de gêmeos são raros no mundo.
"A gravidade da situação é imensa, porque é um animal removido da população. A anta é um animal que tem um ciclo reprodutivo muito longo. Então, para que uma população se recomponha e se regenere da perda de indivíduos, levam-se décadas. Portanto, a remoção desses bichos da população é bastante comprometedora para a manutenção da espécie", reforçou a pesquisadora ao g1.
A implementação de técnicas para evitar o atropelamento de animais silvestres nos trechos depende do contexto da rodovia em questão, segundo Patrícia Medici. Na Arlindo Béttio, passagens inferiores e cercamento da área já foram implantados a fim de mitigar os acidentes. No entanto, a falta de radares pode ser um complicador.
"A Rodovia Arlindo Béttio é uma rodovia retilínea, sem grandes recortes, então, a utilização de radares ajudaria bastante. Ela [rodovia] é bastante equipada com mitigações. Na minha opinião, o que deve estar fazendo bastante falta neste momento são os radares de velocidade. Até onde eu entendi, não existem radares operantes na rodovia. Existiram até pouco tempo atrás, resolveram bem a questão dos atropelamentos ali e, por alguma razão que eu desconheço, esses radares deixaram de existir, foram removidos, e eu não saberia responder o porquê", afirmou a pesquisadora.
Ainda conforme Patrícia, é necessário investir em medidas de mitigação, como "pensar em radares de monitoramento de velocidade, pensar em encorajar os animais a utilizarem as passagens inferiores e os túneis, que já existem debaixo dessa rodovia, e encorajar os animais a utilizarem as bordas das cercas, que já foram implementadas".
Posicionamento do Gaema
O promotor de Justiça Gabriel Lino de Paula Pires, que é o secretário regional do Núcleo do Pontal do Paranapanema do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP), informou ao g1, nesta quinta-feira (13), que tramita, na Vara Judicial Única da Comarca de Teodoro Sampaio, desde o ano 2000, uma ação civil pública em que o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER-SP) foi condenado a cumprir diversas obrigações tendentes à proteção da fauna silvestre do Parque Estadual do Morro do Diabo e de outros fragmentos florestais da região do Pontal do Paranapanema, cortada pela Rodovia Arlindo Béttio.
As obrigações são as seguintes:
instalação de, no mínimo, quatro radares fotográficos ao longo do trecho em que a SP-613 corta o Parque Estadual do Morro do Diabo;
construção de dez passagens subterrâneas (sob as pistas de rolamento) no trecho em que a SP-613 corta o Parque Estadual do Morro do Diabo, de acordo com projeto a ser previamente aprovado pelo Instituto Florestal do Estado de São Paulo, cuja manutenção deve ser de responsabilidade do DER-SP;
construção de alambrados para condução da fauna, junto às passagens subterrâneas, dos dois lados da estrada, numa extensão mínima de 100 metros para cada segmento, de acordo com projeto a ser previamente aprovado pelo Instituto Florestal do Estado de São Paulo, cuja manutenção deve ficar a cargo do DER-SP; e
realização periódica – três vezes ao ano – de limpeza dos aceiros existentes ao longo do trecho em que a rodovia transpõe o Parque Estadual do Morro do Diabo.
Atualmente, segundo o MPE-SP, o processo se encontra em fase de cumprimento de sentença e no aguardo do julgamento dos embargos à execução opostos pelo DER-SP, no âmbito dos quais o Gaema requereu ao Poder Judiciário, em maio de 2022, a expedição de ofício à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a fim de que realize vistoria nos pontos da SP-613, indicados pelo DER-SP, para a constatação da suficiência das obras executadas.
Na mesma petição, o Gaema também requereu à Justiça a intimação do DER-SP a fim de que se manifeste sobre o teor do auto de constatação elaborado pela Assessoria Técnica do Ministério Público do Estado de São Paulo, o qual relatou que, em vistoria realizada no dia 11 de julho de 2021, foi constatado que haviam sido removidos os radares eletrônicos de velocidade de todos os quatro pontos existentes na Rodovia Arlindo Béttio, especificamente no trecho do Parque Estadual do Morro do Diabo.
O promotor ainda salientou ao g1 que, até o momento, o Poder Judiciário ainda não apreciou os pedidos formulados pelo Ministério Público.
Anta morreu atropelada na Rodovia Arlindo Béttio (SP-613), nas proximidades do Parque Estadual do Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio (SP)
Cedida
Posicionamento da Fundação Florestal
A Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sima) informou ao g1, por meio de nota oficial, que a Fundação Florestal, órgão responsável pelo Parque Estadual do Morro do Diabo, foi comunicada, nesta terça-feira (11), pelo Departamento de Estradas de Rodagem, sobre o atropelamento de uma anta fêmea adulta nas proximidades do Parque Estadual do Morro do Diabo.
"A instituição lamenta o ocorrido e esclarece que a Unidade de Conservação, que é cortada no sentido leste-oeste em aproximadamente 14 km pela SP-613, possui 13 passagens subterrâneas para permitir o deslocamento da fauna, com cercas em alambrados com 100 metros de cada lado", explicou a Sima.
"As antas são extremamente importantes para a manutenção da biodiversidade por serem dispersoras de sementes. Este animal é considerado vulnerável na lista de espécies ameaçadas de extinção e possui taxa reprodutiva anual reduzida. Para preservar esta e outras espécies, a Fundação desenvolve o programa de Monitoramento de Médios e Grandes Mamíferos nas Unidades de Conservação administradas por ela ao longo de todo o Estado, incluindo o PEMD [Parque Estadual do Morro do Diabo], e atividades de conscientização na rodovia SP-613, como o pedágio ecológico, em que orienta os usuários da rodovia sobre a importância da biodiversidade local e os cuidados necessários para se evitar os atropelamentos de fauna", concluiu.
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Posicionamento do DER-SP
Ao g1, o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo informou que foram implantadas estruturas físicas sob a rodovia para passagem inferior de fauna e há estudos para a implantação de mais três unidades de passagens secas.
Sobre os instrumentos medidores de velocidade, o DER-SP também destacou que instalou quatro radares fixos duplos e está prevista a implantação de mais dois para monitoramento dos 14 quilômetros que interceptam a unidade de conservação ambiental no Pontal do Paranapanema.
"O DER, em conjunto com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), realiza estudos e o monitoramento de fauna para desenvolver projetos para o local. Entre as medidas avaliadas para mitigar os riscos de atropelamento de fauna, estão as implantações de bebedouros de animais, de alambrados condutores de fauna e de radares medidores de velocidade", salientou o órgão estadual em nota oficial.
"Importante destacar que este trecho possui características específicas, já que está próximo de dois parques estaduais de reserva de Mata Atlântica. Sendo assim, a travessia de animais silvestres é comum e, por esta razão, há ostensiva sinalização de advertência sobre o fato ao longo do trecho", complementou o DER-SP ao g1.
O DER-SP salientou que trabalha na licitação para a instalação de novos radares na SP-613 e que, para isto, segue os trâmites da lei, cumprindo os prazos regimentais previstos.
O departamento lembrou que "a segurança nas estradas é dever de todos, que devem seguir as velocidades indicadas, principalmente em trechos com curvas", conforme a sinalização do próprio órgão estadual orienta.
"Vale ressaltar que a fiscalização da velocidade continua sendo realizada pela Polícia Militar Rodoviária, por meio dos radares portáteis", concluiu o DER-SP ao g1.
Anta morreu atropelada na Rodovia Arlindo Béttio (SP-613), nas proximidades do Parque Estadual do Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio (SP)
Cedida
A espécie
Nome popular: anta
Nome científico: Tapirus terrestris
Família: Tapiridae
Ordem: Perisodactyla
Distribuição: Venezuela, Colômbia, Paraguai, norte da Argentina, leste dos Andes e Brasil.
Hábitat: florestas densas ou abertas, primárias ou alteradas e mesmo cerradões e cerrados.
Alimentação: ramos jovens, galhos, gramíneas, plantas aquáticas, cascas de árvores, folhas de palmeiras, de arbustos e de árvores, mas também consomem uma quantidade substancial de frutos (ex.: cajá, jamelão, açaí, dendê).
Reprodução: o período de gestação dura de 335 a 439 dias. Gera um filhote por gestação, que nasce listrado para se camuflar, acompanhando a mãe o tempo todo durante 18 meses a 2 anos.
Características: a anta é o maior mamífero herbívoro do Brasil. Durante o dia, a anta permanece entre a vegetação da floresta. Ao anoitecer, o animal emerge para ir em busca de alimento nas matas e nos pastos. Desempenha o papel de dispersor de sementes. Normalmente toma banhos, tanto de água quanto de lama, que ajudam a se livrar dos parasitas de sua pele. Ela mede até 2 metros de comprimento, o peso varia entre 150 e 250 quilos, a altura vai de 77 a 108 centímetros, o comprimento da cauda é de 8 centímetros, tem focinho alongado com uma pequena tromba. As pernas são curtas e geralmente negras. O pelo é uniforme, a coloração mais comum é marrom acinzentado, a face é geralmente mais clara. Esta espécie utiliza um curso d'água, uma lagoa ou mesmo grandes poças para se refrescar e se esconder. No mundo, existem apenas quatro espécies do mesmo gênero Tapirus.
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‘Jardineira das florestas’
Conforme informações do Instituto de Pesquisas Ecológicas, a anta é o maior mamífero terrestre da América do Sul e sua presença é essencial para a formação e manutenção da biodiversidade dos hábitats em que ela ocorre.
Herbívoros, esses mamíferos se alimentam de grandes quantidades de frutos de diversas espécies vegetais e são excelentes dispersoras de sementes, motivos que a levam a ser conhecida como “Jardineira das florestas”.
Esses animais enfrentam inúmeras ameaças que a deixam em sério risco de extinção, como perda e fragmentação de habitat, incêndios, atropelamentos em rodovias, caça ilegal e contaminação por pesticidas.
De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a espécie está em perigo nas regiões de Mata Atlântica, bioma predominante no Oeste Paulista.
Normalmente toma banhos, tanto de água quanto de lama, que ajuda a se livrar dos parasitos de sua pele. Ela mede até 2 metros de comprimento. O peso varia entre 150 a 250 quilos e altura de 77 a 108 centímetros, além da cauda de 8 cm. Tem focinho alongado com uma pequena tromba.
As pernas são curtas e geralmente negras. O pelo é uniforme, a coloração mais comum é marrom acinzentado, sendo que a face é geralmente mais clara. Esta espécie utiliza um curso d'água, uma lagoa ou mesmo grandes poças para se refrescar e se esconder. No mundo existem apenas quatro espécies do mesmo gênero Tapirus.
O período de gestação dura de 335 a 439 dias. A espécie gera um filhote por gestação, que nasce listrado para o ajudar na camuflagem e acompanha a mãe pelo período de 18 meses a dois anos.
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Entenda por que o pirarucu, peixe nativo da Amazônia, é um perigo para os rios de SP

Recém-descoberta, espécie de árvore gigante da Mata Atlântica recebe nome em homenagem a Hermeto Pascoal
Pescador fisgou pirarucu de 113 kg em rio no interior de São Paulo. Peixe é considerado invasor na região. Pirarucu se torna ameaça ambiental em rios de São Paulo
Reprodução/TV TEM
A história de um pescador que fisgou um pirarucu de 113 kg, em um rio no interior de São Paulo, preocupa pesquisadores. Segundo a Doutora em Desenvolvimento Sustentável, Carolina Doria, a presença do peixe na região, onde não há um predador para a espécie, pode causar desequilíbrio ambiental.
"Ele é um grande predador, é uma espécie carnívora. Ele pode colocar em perigo as espécies do local, pois ele se alimenta de peixes nativos daquela região", explica.
Segundo Carolina, que atua na Universidade Federal de Rondônia (Unir), a invasão do pirarucu nos rios do interior de São Paulo pode ter acontecido após o peixe ter escapado das fazendas de piscicultura instaladas na região.
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"Provavelmente algum piscicultor levou para criar por lá e, em algum momento, ele [pirarucu] pode ter escapado das pisciculturas, que às vezes alaga, os tanques se rompem ou até mesmo terem sido liberados no ambiente e ta aí o impacto", disse.
De acordo com a Polícia Ambiental de São Paulo, por ser considerado um invasor, a pesca do pirarucu é liberada, inclusive durante a época da piracema, desde que todas as regras sejam respeitadas.
ENTENDA: Pirarucu invade Rio Grande (SP) e se torna uma ameaça ambiental
Ao g1, Carolina Doria explica que a invasão não aconteceu só em São Paulo, mas em outros estados e países.
"Essa invasão que está ocorrendo não só no interior de São Paulo, mas em outros estados e países é uma preocupação nossa muito grande. Os órgãos ambientais tem que tomar providência de tentar conter esse processo de invasão", aponta.

Recém-descoberta, espécie de árvore gigante da Mata Atlântica recebe nome em homenagem a Hermeto Pascoal

Recém-descoberta, espécie de árvore gigante da Mata Atlântica recebe nome em homenagem a Hermeto Pascoal
Dipteryx hermetopascoaliana pode alcançar até 30 metros de altura. O exemplar fica em Alagoas e foi objeto de tese de doutorado de pesquisadores do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. A Dipteryx hermetopascoaliana
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Uma nova espécie de árvore gigante, que pode alcançar até 30 metros de altura, foi descoberta na Mata Atlântica e batizada em homenagem ao multi-instrumentista Hermeto Pascoal.
O primeiro exemplar da Dipteryx hermetopascoaliana foi encontrado no Município de Branquinha, em Alagoas, estado natal de Hermeto.
A façanha está descrita na tese de doutorado da pesquisadora Catarina Silva de Carvalho, da Escola Nacional de Botânica Tropical do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), e tem como coautores Haroldo Cavalcante de Lima e Domingos Cardoso, também do JBRJ, Débora Zuanny, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e Bernarda Gregório, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).
Os pesquisadores Debora Zuanny, Catarina de Carvalho, Domingos Cardoso e Haroldo Lima diante da Dipteryx hermetopascoaliana
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A espécie também foi apresentada em um artigo publicado este mês na revista científica “Botanical Journal of the Linnean Society”.
O gênero Dipteryx, com o tronco de cor clara, pertence à família das leguminosas e é comum na Amazônia, com espécies como o cumaru (D. odorata), e, no Cerrado, como o baru (D. alata).
No entanto, a Dipteryx hermetopascoaliana é a primeira espécie do gênero descrita na Mata Atlântica, o bioma mais devastado do Brasil, atualmente com cerca de apenas 10% de sua cobertura original.
“Dessa forma, a Dipteryx hermetopascoaliana já está altamente ameaçada pela destruição histórica de seu habitat. Os pesquisadores encontraram apenas um indivíduo adulto e dois jovens em um fragmento de floresta cercado de lavouras de cana-de-açúcar”, descreveu o JBRJ.
“Assim como Hermeto é símbolo de resistência da diversidade da cultura brasileira dentro do universo infinito do jazz, através de seu tempero nordestino e de natureza universal, sendo referência mundial, a árvore gigante Dipteryx hermetopascoaliana que catalogamos é símbolo de resistência da megadiversidade da Mata Atlântica”, afirmam os autores.
Hermeto Pascoal
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A Dipteryx hermetopascoaliana com seus descobridores
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