Por que Canadá vai limitar entrada de estudantes estrangeiros

Sisu 2024: inscrições terminam nesta quinta; veja o que é preciso saber sobre o programa
Limite anunciado nesta segunda-feira (22) deve reduzir em 35% o número de permissões para estudo no país em programas de bacharelado internacional e graduação. O limite deve reduzir em 35% o número de permissões para estudo aprovadas no Canadá
Getty Images/Via BBC
O Canadá decidiu limitar, durante dois anos, o número de estudantes estrangeiros que poderão entrar no país — em uma tentativa de conter a pressão nos preços de moradia e saúde em seu território.
O limite deve reduzir em 35% o número de permissões para estudo aprovadas.
O ministro da Imigração, Marc Miller, anunciou a medida na segunda-feira (22), acrescentando que o Canadá pretende aprovar esse ano cerca de 360.000 permissões para estrangeiros na graduação.
O Canadá abrigava mais de 800 mil estudantes estrangeiros em 2022, enquanto uma década antes esse número era de 214 mil.
O limite se aplicará a estudantes de programas de bacharelado internacional e de graduação, mas não afetará estudantes que solicitarem a renovação de permissões já concedidas.
No novo modelo, cada província e território receberá uma parcela determinada de permissões que poderão ser concedidas — a distribuição regional foi definida a partir do tamanho da população local e do volume atual de matrículas.
As províncias decidirão então como distribuir internamente estas permissões para as universidades.
Como parte da mudança, a partir de setembro, o governo também deixará de conceder mais permissões para trabalho para estudantes formados em faculdades com modelo público-privado, que é mais comum na província de Ontário.
"É inaceitável que algumas instituições privadas venham se aproveitando dos estudantes estrangeiros, operando campi com poucos recursos, sem dar apoio aos estudantes e cobrando mensalidades elevadas, enquanto aumentam significativamente a entrada de estudantes de fora do país", disse Miller.
O ministro defendeu que as novas medidas "não são contra estudantes estrangeiros individualmente", mas destinam-se a garantir que os futuros estudantes recebam a "educação de qualidade para a qual se matricularam".
'É inaceitável que algumas instituições privadas venham se aproveitando dos estudantes estrangeiros', argumentou o ministro Marc Miller
Patrick Doyle/Reuters/Via BBC
O anúncio ocorre em um momento que o governo do primeiro-ministro Justin Trudeau enfrenta pressão crescente para conter um mercado imobiliário cada vez mais inacessível.
Os preços dos imóveis no Canadá atualmente custam em média C$ 750.000 (cerca de R$ 2,7 milhões) e o aluguel aumentou 22% nos últimos dois anos.
Alguns economistas têm associado o preço da habitação a um aumento na imigração, já que a construção de casas não acompanhou o crescimento populacional sem precedentes do Canadá.
Em 2022, pela primeira vez, o país viu sua população aumentar em mais de 1 milhão de pessoas no período de um ano — um crescimento impulsionado em grande parte pelos recém-chegados.
No ano passado, a população do Canadá atingiu um recorde de 40 milhões de pessoas.
A Canada Mortgage and Housing Corporation (agência nacional de habitação) estima que o país necessita de mais 3,5 milhões unidades habitacionais até 2030 para resgatar a acessibilidade do mercado.
Embora o crescimento populacional seja parte do problema, especialistas apontam para outros fatores que interferem na disponibilidade de habitação acessível, como taxas de juros elevadas.
O custo dos materiais de construção também segue alto devido à inflação e às interrupções no abastecimento causadas pela pandemia de coronavírus.
A redução na entrada de estudantes representa uma mudança significativa na política do Canadá, que historicamente tem dependido da imigração para preencher vagas de emprego e lidar com a sua força de trabalho, que envelhece rapidamente.
Miller já havia sugerido reduzir o número de estudantes internacionais admitidos no Canadá, despertando preocupação de algumas universidades canadenses.
Na semana passada, o reitor da Universidade McMaster, em Hamilton, disse que o projeto de limite significaria "uma perda" para a sua instituição.
"Se perdêssemos os nossos estudantes internacionais, não seríamos tão ricos do ponto de vista do ambiente de aprendizagem", afirmou David Farrar à emissora pública CBC.
Farrar acrescentou que as mensalidades pagas por estudantes estrangeiros ajudam a compensar os custos para alguns estudantes canadenses, à medida que as universidades lutam com restrições no orçamento governamental.
Um limite para estudantes de fora, argumentou o reitor da universidade, significaria que a universidade teria de reduzir o número de estudantes canadenses admitidos.

Michael Jackson, Fernando Braga e José Saramago: veja o que disseram os estudantes de MT que ‘bateram na trave’ e fizeram 980 pontos na redação do Enem

Sisu 2024: inscrições terminam nesta quinta; veja o que é preciso saber sobre o programa
Um seleto grupo de 18 candidatos de escolas públicas de Mato Grosso contabilizou mais de 900 pontos. O estado não teve registro de nota mil. Estudantes de MT fizeram 980 pontos na redação do Enem
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Mato Grosso não registrou nenhuma das 60 redações nota mil no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) contabilizados no Brasil em 2023, no entanto, um seleto grupo de 18 candidatos de escolas públicas contabilizou mais de 900 pontos, sendo que alguns 'bateram na trave' da nota máxima, registrando 980 pontos. O g1 conversou com três estudantes, e as inspirações para a construção do texto foram de Michael Jackson a Fernando Braga.
O tema da redação foi: "Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”.
Pablo Henrique Silva Pinheiro, de 18 anos, estudante da Escola Estadual Conquista D’ Oeste, município que fica a 771 km de Cuiabá, contou que se preparou com cursos de escrita e que a professora trabalhou a trajetória do psicólogo social Fernando Braga da Costa, que foi gari por dez anos e varria as ruas da Universidade de São Paulo.
“Quando me deparei com o tema fiquei super tranquilo, pois naquela mesma semana minha professora Priscila Germosgeschi trouxe em sua aula Fernando Braga para conversarmos e tirarmos dúvidas em relação a invisibilidade do trabalho de cuidado, então, quando vi o tema, fiquei feliz, pois conseguia escrever muitas coisas e tinha muitos repertórios”, contou.
Pablo usou a história do psicólogo Fernando Braga para citar em sua redação
Reprodução
As notas do Enem foram divulgadas no último dia 17 e mesmo sem a pontuação máxima, o desempenho próximo de uma nota mil é motivo de superação. Para a estudante Elisabella de Lima Mendes, de 17 anos, de Campos de Júlio, a 692 km de Cuiabá, a nota 980 na redação foi um alívio.
A adolescente sempre fez o Enem como treineira e quando estava no segundo ano alcançou a nota de 840 na redação. Ela contou que estudou 12 horas, não saía de casa e garante que não foi saudável, por isso, precisou mudar a estratégia.
“Quero frisar que passar 12 horas estudando é doentio, só consegui evoluir com a minha nota quando percebi que passar 12 horas sentada na cadeira, com a cara em uma tela, não ia me ajudar em nada. Aprendi a organizar meu tempo e reservar apenas 4 horas do dia para estudar. Isso me fez bem e melhorou meu foco", explicou.
Elisabella de Lima Mendes usou frases ditas no clipe do
Reprodução
Na redação, ela disse que usou como referência a música do Michael Jackson, They Don’t Care About Us, que teve um videoclipe gravado no Brasil, em 1995.
“Assim que li o tema da redação fiquei assustada, mas de cara já lembrei do clipe do Michael gravado no Brasil, onde no início aparece um moça falando “Maycon, Maycon, eles não ligam pra gente”. Explorei profundamente as raízes históricas e sociais. Destaquei a necessidade de promover uma mudança cultural que reconheça e valorize os trabalhos mencionados nos textos de apoio. Utilizei exemplos concretos, dados estatísticos e referências a políticas públicas, proporcionando uma análise abrangente e embasada”, contou.
Por outro lado, a estudante da Escola Estadual Angelina Franciscon Mazutti, disse que o nervosismo pode ter tirado seus “20 pontinhos”.
“Ainda não sei onde errei para tirar aqueles 20 pontos, mas tem uma coisa que eu fiz por causa do nervosismo, na hora da conclusão eu fiquei paralisada e sem saber argumentar, aquilo tomou o meu tempo, que é essencial na hora de fazer a prova. Por causa da tremedeira, acredito ter errado algumas palavras", comentou.
Thiago Henrique Pinheiro da Costa não teve tempo de revisar prova.
Reprodução
Em Cuiabá, Thiago Henrique Pinheiro da Costa, estudante de uma das escolas públicas mais tradicionais, Escola Estadual Liceu Cuiabano Maria de Arruda Müller, contou que citou vários autores ao longo do texto.
"Na introdução usei o 'Ensaio sobre a Cegueira', de José Saramago, e minha argumentação tive como base o machismo estrutural e a falta de oportunidades que as cuidadoras têm. No desenvolvimento, usei Djamila Ribeiro e Daniela Arbex para ajudar na argumentação, sempre reforçando a negligência e o preconceito e suas consequências", explicou.
Thiado acredita que não alcançou a nota mil porque teria passado por um estresse na prova, o que o deixou sem tempo para revisar o texto.
“Quando olhei o tema da redação travei um pouco, mas logo após ler os textos motivadores já sabia do que se tratava e do que precisava falar, fiz meu projeto estratégico no rascunho e passei a limpo para a folha. Porém, tive estresse com o horário de prova. Fiquei muito nervoso e não tive tempo para revisar a redação, corrigir os erros superficiais, que eram meus principais erros, mas, no geral, foi tudo muito tranquilo”, contou.

Sisu: candidatos reclamam que, mesmo com nota suficiente para a primeira opção de curso, são alocados na segunda

Sisu 2024: inscrições terminam nesta quinta; veja o que é preciso saber sobre o programa
Estudantes usam a nota do Enem para disputar uma das 264 mil vagas das instituições públicas participantes. Inscrição vai até quinta. Procurado, MEC ainda não se manifestou. Candidatos que tentam uma vaga em uma universidade pública pelo Sisu 2024 têm relatado nas redes sociais que, nesta terça-feira (23), primeiro dia de classificação, tiveram a primeira opção de curso escolhida desconsiderada mesmo com nota suficiente para passar. Eles teriam sido temporariamente classificados para a segunda opção.
Candidato fica confuso com classificação no Sisu.
Reprodução/Redes sociais
O g1 procurou o Ministério da Educação (MEC) para saber o motivo disso estar acontecendo, mas não havia recebido retorno até a última atualização desta reportagem.
As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada abriram na segunda-feira (22) e vão até quinta-feira (25).
Como funciona a inscrição: Os estudantes se inscrevem usando a nota do Enem 2023. Pelo sistema, ele deve selecionar até duas opções de curso ou universidade – são cerca de 264 mil vagas.
A primeira é na qual ele mais tem interesse. Todo dia, à 0h, durante o prazo de inscrição, o MEC divulga as notas de corte parciais para cada curso – que variam conforme a pontuação dos inscritos até aquele momento.
Se a nota do candidato não for suficiente, o sistema automaticamente avalia a segunda opção. O estudante, então, pode acompanhar se conseguiu se classificar ou não – e, neste caso, decidir se tenta outra vaga.
As opções podem ser alteradas quantas vezes o candidato quiser dentro do período de inscrição. Valerão as que estiverem marcadas no sistema às 23h59 do dia 25, quando o prazo se encerra.
No entanto, há relatos de candidatos que, mesmo com nota no Enem acima da nota de corte da primeira opção de curso, receberam a mensagem: "Sua posição não foi considerada, pois você estava temporariamente classificado em sua segunda opção".
Candidato questiona classificação no Sisu.
Reprodução/Redes sociais
5 cuidados para tomar ao se inscrever no Sisu
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Novidades do Sisu 2024
📊 O programa neste ano tem duas mudanças importantes:
Haverá apenas uma edição em 2024: só agora em janeiro. Não haverá mais o processo seletivo que era realizado no meio do ano.
Além disso, as regras para a adesão por meio de cotas também mudaram (veja mais abaixo).
A seguir, confira os detalhes do Sisu:
🗓️ Datas do Sisu
Pela primeira vez, o Sistema de Seleção Unificada terá uma edição única. Com isso, a seleção de candidatos para o segundo semestre letivo de 2024 vai acontecer nas mesmas datas da seleção para o primeiro semestre.
Portanto, para todos que quiserem se candidatar a vagas em universidades públicas pelo Sisu neste ano, o cronograma será o seguinte:
Inscrições: 22 a 25 de janeiro de 2024
Resultados da 1ª chamada: 30 de janeiro de 2024
Matrículas: 1º a 7 de fevereiro de 2024
Participação na lista de espera: manifestar interesse entre 30 de janeiro e 7 de fevereiro de 2024
Resultado das listas de espera: datas serão definidas por cada universidade
➡️ Quem está apto a participar? Alunos que tenham feito o Enem 2023 e tirado nota acima de zero na redação. Treineiros não serão aceitos.
➡️ Posso escolher em qual semestre vou entrar na faculdade? Não. Caberá à universidade, por meio da ordem da lista de classificação de candidatos, selecionar quem estudará em cada semestre.
📝 Mudança nas cotas
O Sisu oferece vagas via Lei de Cotas para pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. Mas, neste ano, foram anunciadas algumas mudanças para a candidatura a essas vagas:
Todos os candidatos concorrerão, primeiramente, às vagas de ampla concorrência.
Caso não alcancem as notas nesta modalidade e façam parte de algum dos grupos de cotas (os critérios são de raça e de renda), aí, sim, entrarão na disputa pelo benefício.
Com isso, se uma pessoa autodeclarada preta, por exemplo, tirar uma nota mais alta que a exigida na ampla concorrência, será aprovada na "lista geral" e não tirará a vaga de um cotista com desempenho mais baixo.
Até o Sisu 2023, quem tinha direito às cotas já participava, desde o início, de uma classificação à parte, separada da ampla concorrência.
📌 Total de vagas do Sisu
Neste ano, o Sisu contará com 264.181 vagas, distribuídas entre 6.827 cursos de 127 instituições de educação superior. Inicialmente, o MEC havia informado que seriam 264.360 vagas, mas a informação foi corrigida em 22 de janeiro.
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lidera a lista com 9.240 vagas.
Quantitativo de vagas por instituição
Prouni 2024: edital é divulgado com datas de inscrição| em G1 / Educação
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Em 2024, SISU terá apenas uma edição
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Sisu 2024: entenda como as notas de corte parciais são calculadas; inscrições encerram na quinta

Sisu 2024: inscrições terminam nesta quinta; veja o que é preciso saber sobre o programa
Após atualização diária nas notas de corte, candidatos reclamaram de erro no sistema do programa. Em nota, o MEC declarou que o problema foi identificado e corrigido. Sisu libera a nota de corte dos cursos das universidades públicas.
Reprodução
Com a atualização das notas de corte parciais no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2024 nesta quarta-feira (24), candidatos que antes estavam dentro da nota de corte caíram algumas colocações, enquanto outros ganharam vantagem.
Isso gerou dúvidas nas redes sociais, e internautas chegaram a reclamar da definição das notas pelo sistema. As inscrições abriram na segunda-feira (22) e vão até quinta-feira (25).
O Sisu é um programa do Ministério da Educação (MEC) que oferece vagas em universidades públicas. Podem participar alunos que fizeram a edição mais recente do Enem e tiraram nota superior a 0 na redação.
👉 Como funciona: No processo de inscrição, os alunos podem selecionar até dois cursos de interesse. Eles também podem conferir suas colocações no sistema, o que é importante para saber as suas chances de classificação.
As opções podem ser alteradas quantas vezes o candidato quiser, desde que até as 23h59 de quinta, quando as inscrições se encerram. Valerão as escolhas que estiverem marcadas no sistema nesse horário.
Mas, afinal, como as notas de corte são definidas? Elas são mesmo tão aleatórias quanto alguns candidatos acham?
Notas de corte parciais
A cada dia do período de inscrições, o sistema calcula uma nota de corte parcial para cada curso, com base no número de vagas e no desempenho de quem já se inscreveu até aquele momento.
Por exemplo:
Suponha que Universidade Federal de Pelotas (UFPel) tem 5 vagas para o curso de odontologia, e, no primeiro dia, 6 candidatos com as seguintes médias se inscreveram para elas:
Candidato 1: 892,13
Candidato 2: 870,79
Candidato 3: 846,45
Candidato 4: 838,62
Candidato 5: 825,09
Candidato 6: 815,80
Quando o sistema atualizou no segundo dia, a nota de corte parcial para as cinco vagas era 825,09, igual a média do quinto candidato, que estava, naquele momento, ocupando a última vaga disponível. Com isso, o sexto candidato estava abaixo da nota de corte parcial.
Ainda no segundo dia, um novo candidato se inscreveu para uma daquelas vagas:
Candidato 1: 892,13
Candidato 2: 870,79
Novo candidato: 865,40
Candidato 3: 846,45
Candidato 4: 838,62
Candidato 5: 825,09
Candidato 6: 815,80
Quando a nota de corte atualizou no terceiro dia, havia aumentou para 838,62, igual a nota do Candidato 4, que estava, então, ocupando a quinta colocação na disputa pelas vagas.
Assim, a nota de corte sempre dependerá da nota do candidato que ocupa a última posição dentro do número de vagas disponíveis.
Candidata ao Sisu 2024 ocupa a última posição dentre as vagas disponíveis; média dela é definica como nota e corte.
Reprodução/Redes sociais
🚨 Fique atento! Da mesma maneira que a nota de corte parcial pode aumentar ao longo dos dias, também pode diminuir caso um candidato bem colocado mude a opção de curso, por exemplo. Por isso, a dica é conferir diariamente a nota de corte dos cursos escolhidos.
5 cuidados para tomar ao se inscrever no Sisu
Candidatos reclamam de erro
Um erro percebido por candidatos do Sisu na terça-feira (23), persistiu ao longo desta quarta-feira. A reclamação dos inscritos dizia respeito a uma indicação do sistema de que, mesmo com nota suficiente para passar na primeira opção de curso, os candidatos teriam sido temporariamente classificados para a segunda opção — o que não deveria acontecer.
Candidato fica confuso com classificação no Sisu.
Reprodução/Redes sociais
O g1 apurou que o erro afeta também quem está fora da nota de corte dos cursos escolhidos, uma vez que o sistema não indica a colocação do candidato na lista de interessados.
"O problema é que não dá para saber se vale tentar a lista de espera do curso quando a inscrição terminar ou se devemos mudar a opção de curso antes disso. É um problema que afeta muito nossa escolha", diz a recifense Victória Anne Almeida, de 23 anos, que notou o erro na inscrição do namorado, Victor Eduardo Santos, de 22 anos.
Em nota, o Ministério da Educação (MEC) declarou que detectou problemas "pontuais" e que o sistema foi ajustado e "opera normalmente".
"A equipe segue trabalhando, em regime de plantão, para garantir a transparência e normalidade do processo seletivo. Nenhum inscrito será prejudicado", concluiu a pasta.
VÍDEOS DE EDUCAÇÃO

Sisu 2024: inscrições terminam nesta quinta; veja o que é preciso saber sobre o programa

Sisu 2024: inscrições terminam nesta quinta; veja o que é preciso saber sobre o programa
Pela primeira vez, o programa terá apenas uma edição no ano. Candidatos reclamaram de erro no sistema durante dois dos quatro dias do período de inscrições. MEC diz que erro foi corrigido. 5 cuidados para tomar ao se inscrever no Sisu
5 cuidados para tomar ao se inscrever no Sisu
As inscrições para o processo seletivo do Sisu 2024, programa do Ministério da Educação (MEC) que seleciona estudantes para universidades públicas do país, terminam às 23h59 desta quinta-feira (25).
Até terça-feira (23), mais de 1 milhão de alunos já haviam se candidatado às 264.181 vagas, distribuídas entre 6.827 cursos de 127 instituições de educação superior.
📊 Neste ano, programa trouxe duas mudanças importantes:
Apenas uma edição: haverá uma edição no ano, só agora em janeiro. Não haverá mais o processo seletivo que era realizado no meio do ano.
Além disso, as regras para a adesão por meio de cotas também mudaram (veja mais abaixo).
A seguir, confira os detalhes do Sisu:
Período de inscrições do Sisu 2024 termina na quinta-feira (25).
Reprodução
🗓️ Datas do Sisu
Pela primeira vez, o Sistema de Seleção Unificada terá uma edição única. Com isso, a seleção de candidatos para o segundo semestre letivo de 2024 vai acontecer nas mesmas datas da seleção para o primeiro semestre.
Portanto, para todos que quiserem se candidatar a vagas em universidades públicas pelo Sisu neste ano, o cronograma será o seguinte:
Inscrições: 22 a 25 de janeiro de 2024
Resultados da 1ª chamada: 30 de janeiro de 2024
Matrículas: 1º a 7 de fevereiro de 2024
Participação na lista de espera: manifestar interesse entre 30 de janeiro e 7 de fevereiro de 2024
Resultado das listas de espera: datas serão definidas por cada universidade
➡️ Quem está apto a participar? Alunos que tenham feito o Enem 2023 e tirado nota acima de zero na redação. Treineiros não serão aceitos.
➡️ Posso escolher em qual semestre vou entrar na faculdade? Não. Caberá à universidade, por meio da ordem da lista de classificação de candidatos, selecionar quem estudará em cada semestre.
📚 Opções de vaga
No ato da inscrição, o candidato deve selecionar até duas opções de curso ou universidade, que podem ser alteradas quantas vezes quiser até 23h59 desta quinta-feira, quando o prazo de inscrição se encerra. Valerão as últimas opções marcadas no sistema.
💡 Uma dica é monitorar as notas de corte parciais divulgadas pelo Inep à meia-noite de cada dia do período de inscrições. A última atualização estava prevista para a 0h desta quinta-feira. Essas notas dão uma boa noção das chances de classificação em cada curso, mas candidatos reclamaram de erro entre terça (23) e quarta (24). (Veja mais abaixo.)
👉🏾 Notas de corte parciais: a cada dia do período de inscrições, o sistema calcula uma nota de corte parcial para cada curso, com base no número de vagas e no desempenho de quem já se inscreveu até aquele momento. Assim, a nota de corte sempre dependerá da nota do candidato que ocupa a última posição dentro do número de vagas disponíveis.
Entenda aqui como as notas de corte parciais do Sisu são calculadas
📝 Mudança nas cotas
O Sisu oferece vagas via Lei de Cotas para pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. Mas, neste ano, foram anunciadas algumas mudanças para a candidatura a essas vagas:
Todos os candidatos concorrerão, primeiramente, às vagas de ampla concorrência.
Caso não alcancem as notas nesta modalidade e façam parte de algum dos grupos de cotas (os critérios são de raça e de renda), aí, sim, entrarão na disputa pelo benefício.
Com isso, se uma pessoa autodeclarada preta, por exemplo, tirar uma nota mais alta que a exigida na ampla concorrência, será aprovada na "lista geral" e não tirará a vaga de um cotista com desempenho mais baixo.
Até o Sisu 2023, quem tinha direito às cotas já participava, desde o início, de uma classificação à parte, separada da ampla concorrência.
📌 Total de vagas do Sisu
Neste ano, o Sisu contará com 264.181 vagas, distribuídas entre 6.827 cursos de 127 instituições de educação superior. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lidera a lista com 9.240 vagas.
Quantitativo de vagas por instituição
❌ Erro no sistema do Sisu
Entre terça (23) e quarta-feira (24), candidatos reclamaram de problemas no sistema do Sisu:
Em um dos erros, inscritos com nota suficiente para a primeira opção de curso estavam sendo alocados na segunda opção, o que não deveria acontecer.
Um outro problema impedia o candidato de ver sua colocação nos cursos escolhidos, o que comprometia a decisão de permanecer concorrendo àquelas opções, na esperança de estar em uma boa colocação, ou de mudar as opções em busca de uma melhor posição.
Procurado, o MEC declarou que "detectou casos pontuais de inconsistência na alocação de inscritos" no Sisu, e que "ajustou o sistema, que opera normalmente".
A pasta informou ainda que uma equipe estava trabalhando para garantir a "transparência e normalidade do processo seletivo", além de garantir que "nenhum inscrito será prejudicado".
Apesar disso, ainda na tarde de quarta-feira, candidatos voltaram a reclamar dos erros.
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Em 2024, SISU terá apenas uma edição
Neste ano, o r terá apenas uma edição — só em janeiro, sem o processo seletivo que usualmente ocorre no meio do ano.