UFV tem editais abertos de concursos para professores nos três campi

Por que o pensamento linear pode ser um problema na sua vida – e até enganar a inteligência artificial
Há vagas para profissionais efetivos e substitutos nos campi de Viçosa, Florestal e Rio Paranaíba. Confira as áreas. Universidade Federal de Viçosa
UFV/Divulgação
A Universidade Federal de Viçosa (UFV) está com editais abertos para concursos de professores efetivos e substitutos nos campi de Viçosa, Florestal e Rio Paranaíba.
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Há vagas para as seguintes áreas: Física Básica; Engenharia Civil /Hidráulica Aplicada e Saneamento Ambiental; Desenho Técnico e Construções Rurais; Geotecnia e Transportes; Sistemas de Informação/Pesquisa Operacional, Matemática Discreta, Estrutura de Dados; Olericultura: Manejo, Nutrição Mineral e Adubação; Administração Geral e Marketing; Álgebra; Filosofia e Ciências Sociais.
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Confira as áreas e os links para os editais
Física Básica (substituto)
Lotação: Departamento de Física – campus Viçosa
Inscrições até 06/01
Clique aqui para acessar o edital
Engenharia Civil /Hidráulica Aplicada e Saneamento Ambiental
Lotação: Instituto de Ciências Exatas e Tecnológicas – campus Rio Paranaíba
Inscrições até 07/01
Clique aqui para acessar o edital
Desenho Técnico e Construções Rurais
Lotação: Instituto de Ciências Agrárias – campus Florestal
Inscrições até 12/01
Clique aqui para acessar o edital
Geotecnia e Transportes (substituto)
Lotação: Instituto de Ciências Exatas e Tecnológicas – campus Rio Paranaíba
Inscrições até 12/01
Clique aqui para acessar o edital
Sistemas de Informação/Pesquisa Operacional, Matemática Discreta, Estrutura de Dados
Lotação: Instituto de Ciências Exatas e Tecnológicas – campus Rio Paranaíba
Inscrições até 15/01
Clique aqui para acessar o edital
Olericultura: Manejo, Nutrição Mineral e Adubação
Lotação: Departamento de Agronomia – campus Viçosa
Inscrições até 20/01
Clique aqui para acessar o edital
Administração Geral e Marketing
Lotação: Instituto de Ciências Humanas e Sociais – campus Florestal
Inscrições até 01/02
Clique aqui para acessar o edital
Álgebra
Lotação: Departamento de Matemática – campus Viçosa
Inscrições até 04/02
Clique aqui para acessar o edital
Filosofia e Ciências Sociais
Lotação: Instituto de Ciências Humanas e Sociais – campus Florestal
Inscrições até 16/02
Clique aqui para acessar o edital
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Calculadora da mochila: quanto peso seu filho pode carregar? Veja qual modelo escolher (com ou sem rodinha) e o jeito certo de usar

Por que o pensamento linear pode ser um problema na sua vida – e até enganar a inteligência artificial
O uso inadequado da mochila escolar pode causar dores nas costas e ombros, má postura, desvios na coluna e outros problemas. Ortopedista dá dicas e indica as melhores alternativas. Mochila cheia de material escolar: carregar muito peso pode ser prejudicial para a coluna
Freepik
A algumas semanas do início do ano letivo, pais e responsáveis aproveitam para comprar e organizar o material escolar, incluindo um item que pode vir a ser amigo ou inimigo do aluno ao longo do ano: a mochila escolar.
🚨 Isso porque, se estiver acima do peso ideal ou mal regulada, pode causar dores nas costas e problemas de coluna. A recomendação da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) é que o peso carregado não ultrapasse 10% do peso da criança.
👉🏾 Para te ajudar, o g1 desenvolveu uma calculadora que mostra qual deve ser o peso máximo da mochila. Para descobrir, basta inserir o peso do estudante.

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Abaixo, confira 4 dicas sobre mochila escolar:
1 – Respeite o limite de peso
É importante limitar o peso do que é carregado na mochila para não forçar a coluna mais do que o necessário.
Carregue somente o estritamente necessário. Leve apenas o material que será utilizado nas aulas daquele dia e evite colocar na mochila coisas que não são usadas regularmente.
Segundo ele, uma mochila acima do peso ideal, inadequada ou mal regulada pode causar:
dores nas costas, ombros, quadril e joelhos;
má postura;
desvios na coluna, como escoliose; e
aumento da cifose (deixando a pessoa corcunda).
2 – Saiba como escolher a mochila e o jeito certo de usá-la
Segundo o especialista, uma boa mochila deve ser fabricada em material resistente, mas não pode ser muito pesada.
“Também é bom que tenha divisórias por peso, com bolsos maiores e menores. Isso vai ajudar na hora de distribuir o material”, explica Nogueira.
Ele recomenda que o que for mais pesado fique mais próximo do corpo, e o material mais leve, mais afastado.
A mochila escolar não deve ser muito grande nem muito pequena, e o que determina isso é o tamanho do aluno que vai utilizá-la.
A mochila ideal deve ir do ombro da criança até a altura da cintura. O ideal é que fique uns 5 centímetros abaixo da linha da cintura. Não pode ser muito grande para a criança. Além disso, a mochila deve ser ergonômica, respeitando as curvaturas naturais da região dorsal e da lombar. E deve ter alças largas e acolchoadas para não incomodar os ombros.
Jeito correto de ajustar e utilizar a mochila escolar.
Arte: g1
3 – Escolha o material escolar com cuidado
Algo que pode ajudar a respeitar o limite de peso do equipamento é dar atenção extra ao material escolar do aluno.
Por exemplo, optar por cadernos individuais por disciplina pode facilitar na hora de colocar na mochila apenas o necessário para as aulas daquele determinado dia.
O mesmo vale para livros didáticos e para materiais extras que não são usados como apoio das aulas.
4 problemas matemáticos da Antiguidade que demonstram que o impossível era possível
4 – Quando a mochila de rodinha é indicada
Alunos fazem fila para entrar na escola.
Divulgação/Prefeitura de Goiânia
Algumas escolas disponibilizam armários para os alunos, o que permite deixar parte do material na instituição e levar na mochila apenas o que será necessário para estudos extras e para a realização de atividades em casa.
Mas, caso o aluno precise carregar muito peso na mochila e o armário não seja uma possibilidade, a versão da bolsa com rodinhas e puxador pode ser uma alternativa. No entanto, também é preciso cuidado com esse modelo.
Se a escolha for pela bolsa de carrinho, opte por uma versão com o puxador ajustável. Assim, se a criança crescer ao longo do ano, não precisará forçar a coluna com uma mochila inadequada para seu tamanho.
O especialista explica que a posição de puxada da mochila também demanda muito da coluna. Por isso, a alça não deve nem estar muito baixa para o aluno não precisar se curvar, nem muito alta que não permita esticar os braços.
“Esses cuidados são importantes a curto e a longo prazo e pode evitar que a criança desenvolva, mais para frente, um problema irreversível na coluna”, explica.
O problema matemático que intrigava Napoleão e que se aplica em IA e no carreto da sua mudança
VÍDEOS DE EDUCAÇÃO

Ufac terá 2,3 mil vagas em edição única do Sisu 2024; veja cronograma

Por que o pensamento linear pode ser um problema na sua vida – e até enganar a inteligência artificial
Universidade Federal do Acre ofertará vagas em 46 cursos de Rio Branco e Cruzeiro do Sul. Inscrições começam no dia 22 deste mês e seguem até dia 25. Vagas serão ofertadas em Rio Branco e em Cruzeiro do Sul em edição única do Sisu
Asscom/Ufac
A Universidade Federal do Acre (Ufac) terá 2,3 mil vagas nos cursos de graduação em 2024, por meio do Sistema de Seleção Unificada (SiSU). De acordo com o Ministério da Educação (MEC), serão 46 cursos ofertados em Rio Branco e no Campus Floresta em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre.
A instituição de ensino superior destacou ainda que o termo de adesão ao SiSU foi assinado no último dia 27 de dezembro e que o ingresso ocorrerá via edição única. Ou seja, não haverá mais a segunda edição do sistema que tinha anos anteriores, já que este agora é o novo formato de ingresso organizado pelo MEC.
"As vagas disponibilizadas abrangem cursos que iniciarão aulas tanto no primeiro quanto no segundo semestre letivo; contudo, não é permitido aos candidatos escolher o semestre de ingresso", diz a Ufac.
A seleção para concorrer às vagas do Sisu 2024 será feita com base nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023, que foram lançadas nesta terça-feira (16). Os candidatos que fizeram o exame para fins de autoavaliação, que são considerados 'treineiros', não poderão participar.
A Ufac pontuou também sobre o 'bônus regional', que é um dos métodos de ingresso na instituição. Estudantes que completaram o ensino médio em escolas regulares do Acre, sejam públicas ou particulares, estão elegíveis para o bônus de 15% na nota final do Enem. A condição é aplicada também a estudantes de Guajará e Boca do Acre (AM); e de Nova Califórnia, Extrema e Vista Alegre do Abunã (RO).
Cronograma:
Inscrições: 22 a 25 de janeiro de 2024
Onde: Portal Acesso Único, com os dados de acesso da conta gov.br
Resultado da chamada regular: 30 de janeiro de 2024
VÍDEOS: g1

Prefeitura de SP vai assumir 50 escolas estaduais de ensino fundamental até 2025

Por que o pensamento linear pode ser um problema na sua vida – e até enganar a inteligência artificial
Medida inédita foi confirmada à TV Globo pelas secretarias estadual e municipal de São Paulo. Segundo as pastas, as tratativas começaram em agosto, mas escolas selecionadas estão sendo informadas agora. Prefeitura quer administrar escolas estaduais
Outras 25 escolas, com mais quase 12,7 mil matrículas, já foram selecionadas para o mesmo processo, mas ele deve ocorrer apenas em 2025.
Zona Leste concentra mais escolas
O SP2 teve acesso a ofícios trocados entre as secretarias municipal e estadual entre novembro e dezembro, em que as pastas discutem criar um convênio dentro do Programa de Ação de Parceria Educacional Estado-Município. Ele está limitado ao âmbito dos anos iniciais do ensino fundamental, ou seja, aos estudantes do primeiro ao quinto ano do fundamental.
Mapa mostra onde ficam as 50 escolas selecionadas pela Prefeitura de SP em dezembro para terem a gestão transferida da rede estadual para a rede municipal de ensino
Letícia Prado/TV Globo
A partir deste ano letivo, quase 12,1 mil estudantes de 25 escolas estaduais da capital paulista voltarão às aulas sob a gestão da Prefeitura de São Paulo. Eles estudam em escolas que foram selecionadas pela Secretaria Municipal da Educação em dezembro de 2023 para o processo de municipalização, ou seja, a transferência da gestão do governo estadual para o municipal.
Um dos documentos, um ofício encaminhado pela Secretaria Municipal de Educação (SME-SP) à pasta estadual em 8 de dezembro, contém a lista de 50 escolas escolhidas pela prefeitura.
A Zona Leste concentra mais escolas (21), seguida da Zona Sul (11), da Norte (7), do Centro (6) e da Zona Oeste (5).
Nenhuma das secretarias confirmou se a lista é definitiva. A SME-SP afirmou, em nota, que, "considerando o mês de janeiro com recesso escolar, estado e prefeitura estão organizando as redes, que já trabalham integradas", e que "os próximos passos serão noticiados previamente ao ano letivo".
"Nesses processos, o município assume a gestão das escolas, podendo contar com o apoio do Estado na cessão de professores, recursos financeiros e patrimoniais", disse a prefeitura.
Governo estadual reduz matrículas em 7,6%
A TV Globo cruzou os dados da lista de escolas disponível em um ofício encaminhado pela Secretaria Municipal da Educação (SME-SP) à pasta estadual em 8 de dezembro com as informações disponíveis na edição mais recente do Censo Escolar, de 2022.
No total, as 50 escolas somavam 24.895 matrículas, 100% delas dos anos finais do fundamental.
Considerando o total de matrículas dessa etapa de ensino em 2022, a transferência de gestão significa uma redução de 7,6% nas 327.545 matrículas que a rede estadual tinha nos anos iniciais do fundamental na capital, e uma expansão de 11,2% nas 222.993 matrículas da rede municipal. A rede privada concentra outras 201.861 matrículas do 1º ao 5º ano do fundamental.
No total, considerando todas as etapas de ensino, a Prefeitura de São Paulo é responsável por 720 mil matrículas da educação básica.
Medida é inédita na capital
De acordo com o governo estadual, esta não é a primeira vez que uma prefeitura paulista assume a gestão de uma escola estadual.
“A municipalização teve início em 1996, com o lançamento do programa de Ação de Parceria Educacional Estado-Município. Desde então, 3.830 escolas de 588 cidades foram municipalizadas”, disse em nota a Secretaria Estadual de Educação (Seduc-SP).
Porém, a medida é inédita na capital. Segundo a especialista Márcia Jacomini, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pesquisadora da Rede Escola Pública Universidade (Repu), em 1996, quando a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) foi aprovada, houve um intenso processo de municipalização de escolas estaduais em vários estados e no interior de São Paulo.
O movimento foi fomentado pelo novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério, o chamado Fundef, que foi criado no mesmo ano e era focado especificamente no ensino fundamental.
O Fundef foi substituído em 2007 pelo Fundeb, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, em vigor até hoje.
Mas, na época, a Prefeitura de São Paulo se recusou a assumir a responsabilidade das escolas estaduais na capital. Segundo a professora Márcia, o motivo é o fato de São Paulo já ter uma rede municipal grande.
Ela explica que a municipalização, na capital, é negativa porque a prefeitura atualmente só consegue atender a demanda por creches (uma etapa de ensino exclusiva da gestão municipal) porque contrata entidades conveniadas. "Se a prefeitura considera que pode ampliar a rede de ensino, ela deveria expandir a rede de ensino infantil", afirmou ela.
Além disso, a professora explicou que a municipalização sem diálogo prévio, e feita após o cálculo de recursos por aluno do Fundeb para 2024 já ter sido feito e divulgado em dezembro, pode acarretar em diversos problemas.
Segundo ela, o professor da rede estadual "vai passar a conviver com outro currículo, com outra orientação pedagógica e educativa, mas ele vai passar também a conviver com professores da rede municipal, que têm uma carreira diferente daquele da rede estadual, e também têm uma remuneração, um salário diferente da rede estadual".
Outro problema, segundo ela, é a incerteza sobre como ficam os professores temporários (os contratados pela rede estadual na Categoria O e que representam mais da metade do total de docentes), e que podem ficar sem aulas. De acordo com a professora, o buraco deixado por eles terá que ser preenchido por professores da rede municipal, mas os recursos do Fundeb para essas escolas não contemplam o salário deles.
Nenhuma das secretarias informou se os professores poderão continuar dando aulas nas escolas municipalizadas. Os detalhes só foram divulgados a respeito dos professores concursados ou estáveis, que poderão permanecer nas mesmas escolas, como emprestados do governo estadual, ou pedir transferência para outras escolas da rede estadual.
Leia a íntegra das notas enviadas pelas secretarias:
O que diz a Secretaria Municipal da Educação (SME-SP):
"As secretarias Municipal e Estadual de Educação de São Paulo estão em tratativas com vistas a parceria inédita que prevê a municipalização de 25 unidades escolares dos anos iniciais (1º ao 5º ano) da capital paulista, neste ano. A ação deve alcançar outras 25 unidades em 2025.
A medida fará parte da chamada descentralização das políticas públicas, movimento determinado pela Constituição de 1988, que reorganizou a prestação de serviços públicos entre os diversos níveis de governo. A Constituição combinada com a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) determina que a atuação neste ciclo de ensino deve ser oferecida prioritariamente pelos municípios.
O plano de trabalho está sendo construído em conjunto. As tratativas iniciaram em agosto e os critérios para escolha das unidades escolares levam em conta as regiões que não possuem escolas municipais, ou o atendimento é majoritário da rede estadual, possibilitando a melhor organização das redes de educação e o atendimento na cidade.
Com a municipalização as escolas passam a contar com todos os serviços de apoio ao estudante, como créditos para material e uniforme, Transporte Escolar Gratuito (TEG), merenda, limpeza e manutenção predial.
Todos os professores concursados e estáveis da rede estadual que desejarem, permanecerão nas unidades, sendo formados para o desenvolvimento do currículo da cidade.
A administração municipal possui o Currículo da Cidade, documento que norteia as aprendizagens essenciais para os estudantes da rede. O Currículo, alinhado às diretrizes nacionais, com orientações para o trabalho das Unidades Escolares quanto às atividades no dia-a-dia, leva em conta as especificidades de cada fase do desenvolvimento dos estudantes.
A medida traz avanços na prestação do serviços educacionais na cidade, pois diversifica as formas de atendimento do poder público nos territórios e avança na especialização das etapas de cada ente federado, como previsto pelo ordenamento constitucional.
Nesses processos, o município assume a gestão das escolas, podendo contar com o apoio do Estado na cessão de professores, recursos financeiros e patrimoniais.
Considerando o mês de janeiro com recesso escolar, Estado e Prefeitura estão organizando as redes, que já trabalham integradas. Os próximos passos serão noticiados previamente ao ano letivo."
O que diz a Secretaria Estadual da Educação (Seduc-SP):
"Um convênio da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo com a prefeitura da capital irá municipalizar 25 escolas no início do ano letivo de 2024 e outras 25 em 2025. As tratativas entre Estado e capital começaram em agosto e a conclusão do processo termina no início de fevereiro deste ano, início das aulas.
O interesse pela municipalização partiu da prefeitura que fez a seleção das escolas a partir de dois critérios: unidades de Anos Iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) e aquelas que ficam em regiões em que a prefeitura da capital tem necessidade de ampliar o atendimento municipal.
A proposta visa transferir para a gestão municipal as unidades que atendem os Anos Iniciais (1⁰ ao 5⁰ ano) do Ensino Fundamental, cuja responsabilidade, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases, é prioritária dos municípios.
Cerca de 25 mil estudantes serão impactados nos dois anos. Neste período, os profissionais da rede estadual poderão permanecer atuando nas unidades – na situação 'afastados para o município' – ou atribuir em outras unidades estaduais, caso prefiram. O salário dos profissionais das escolas municipalizadas será pago pelo Estado, sem qualquer prejuízo aos profissionais.
Atualmente, a Seduc-SP possui 1.082 escolas regulares na capital, sendo os Anos Iniciais atendidos em 586 unidades, os Anos Finais (6⁰ ao 9⁰ ano) em 608 e o Ensino Médio em 586. No estado de São Paulo, 588 cidades já tiveram escolas estaduais municipalizadas. Na capital, esta ação será inédita.
Vale ressaltar que a municipalização teve início em 1996, com o lançamento do programa de Ação de Parceria Educacional Estado-Município. Desde então, 3830 escolas de 588 cidades foram municipalizadas. A iniciativa atende a Lei de Diretrizes e Bases que preconiza que a responsabilidade da gestão das unidades escolares dos Anos Iniciais (1⁰ ao 5⁰ ano) do Ensino Fundamental é dos municípios."

Por que o pensamento linear pode ser um problema na sua vida – e até enganar a inteligência artificial

Por que o pensamento linear pode ser um problema na sua vida – e até enganar a inteligência artificial
À medida que crescemos, somos ensinados a pensar de forma linear. Mas isso pode nos deixar mal preparados para um mundo moderno complexo e em rápida transformação, prejudicar nossas finanças e até mesmo gerar problemas para a inteligência artificial.
Pesquisas indicam que a nossa propensão ao pensamento linear está presente muito antes de deixarmos a escola.
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É assim que o problema geralmente começa: "Se Maria paga R$ 5 por 10 laranjas, quantas laranjas ela recebe por R$ 50?"
Para encontrar a resposta para a pergunta, muitos de nós fomos condicionados a usar o raciocínio linear para concluir que, pagando 10 vezes mais, Maria receberá 10 vezes mais laranjas – ou seja, 100 delas.
A palavra "linear" descreve uma relação especial entre duas variáveis – uma de entrada e uma de saída.
Se uma relação for linear, uma mudança em uma quantidade por um valor fixo sempre produzirá uma mudança fixa no outro valor. Este é um bom modelo para todos os tipos de relações do mundo real.
Com uma taxa de câmbio fixa, a libra esterlina pode valer dois dólares da Nova Zelândia e, assim, £ 10 valeria NZ$ 20 e £ 100 valeria NZ$ 200.
Este é um tipo especial de relação linear: à medida que você aumenta as libras que deseja trocar, o número de dólares que você recebe de volta aumenta em proporção direta – se eu dobrar a entrada, também dobro a saída.
👉🏾 Se eu consigo comprar três barras de chocolate por R$ 10, então certamente posso comprar seis barras de chocolate por R$ 20.
O número de barras que posso comprar regula linearmente com o dinheiro que estou disposto a gastar.
A linearidade não permite que haja ofertas do tipo "leve três, pague dois" na mesa. E, claro, na vida real as taxas de câmbio flutuam muito com as variações do mercado financeiro.
No entanto, nem todas as relações lineares estão em proporção direta. Para converter de Celsius para Fahrenheit, você precisa multiplicar a temperatura em Celsius por 1,8 e adicionar 32.
Dobrar o número de entrada não dobra o de saída nesta relação, mas por ser linear, uma mudança fixa na entrada sempre corresponde a uma mudança fixa na saída.
Um aumento de 5° C é sempre um aumento de 9° F, não importa a temperatura a partir da qual você parta.
Essas relações podem ser representadas como linhas retas, e é por isso que as chamamos de lineares.
A relação entre as escalas de temperatura Fahrenheit e Celsius é linear, embora não diretamente proporcional.
Freepik
Talvez eu tenha exagerado um pouco na explicação sobre essas relações lineares, até por a linearidade ser uma ideia tão familiar.
Mas é aí que está o problema: estamos tão familiarizados com o conceito de linearidade que impomos nossa referência de visão linear sobre o que observamos no mundo real.
Isso é um viés de linearidade em sua forma mais simples. Como exploro no meu novo livro How to Expect the Unexpected ("Como Esperar o Inesperado", em tradução livre), muitos sistemas não obedecem a essas relações lineares simples.
❗ Por exemplo, se eu deixar dinheiro na minha conta bancária ou esquecer de pagar uma dívida, essa soma de dinheiro crescerá de forma não-linear (crescerá exponencialmente) – juros em cima de juros.
Quanto mais dinheiro eu tiver (ou dever), mais rápido ele crescerá. Como muitos de nós estamos sujeitos ao viés de linearidade, subestimamos a rapidez com que essas somas de dinheiro crescerão, o que faz com que economizar para o futuro pareça menos atraente e assumir dívidas pareça mais sedutor.
Descobriu-se que quanto maior o viés de linearidade de um indivíduo, maior é a proporção de dívida em relação à renda que tem.
Seis técnicas que podem turbinar seus estudos
Pseudo-linearidade
E parece que a melhor explicação para a nossa dependência excessiva da linearidade vem da sala de aula de matemática.
Pesquisas sobre as origens desse viés mostraram que nossa propensão para assumir a linearidade surge muito antes de deixarmos a escola.
Esses estudos apresentam aos alunos perguntas em que a linearidade não é a ferramenta certa para resolver problemas para ver como respondem.
Os chamados problemas de pseudolinearidade podem assumir a seguinte forma: "Laura é uma velocista. Se ela corre 100m em 13 segundos, quanto tempo ela levará para correr 1 km?"
Não é possível chegar à resposta correta a partir das informações dadas no problema.
No entanto, a maioria dos alunos usa a solução linear, sem qualquer preocupação com a natureza irreal das suposições subjacentes.
Eles multiplicam o tempo que leva para correr 100m por 10, por a distância ser 10 vezes maior, estimando um tempo de 130 segundos para correr 1km.
👉🏾 A resposta a que chegam claramente não leva em conta o fato de que nenhum atleta pode sustentar seu melhor ritmo de 100m ao longo de 1 km.
E a resposta linear levaria Laura a quebrar o recorde mundial para uma corrida de 1 km – de dois minutos e 11 segundos.
🎯 Não reconhecer que o mundo real geralmente não é tão simples quanto um problema de matemática só gera mais complexidade.
E até mesmo a inteligência artificial acaba absorvendo esses erros: o ChatGPT, um chatbot projetado para imitar as interações humanas, aprendeu os mesmos vieses.
Quando perguntei "Três toalhas levam três horas para secar no varal, quanto tempo nove toalhas levam para secar?", ele respondeu "nove horas", argumentando que se você triplicar o número de toalhas, triplicará a quantidade de tempo que elas levam para secar.
De fato, se seu varal for longo o suficiente, não deve demorar mais para secar nove toalhas.
Um mundo não linear
Estou cozinhando com as crianças e queremos fazer o dobro de cupcakes do que a receita sugere, então precisamos usar o dobro de cada um dos ingredientes.
Os ingredientes combinam-se linearmente para gerar o dobro da mistura. Isso parece correto.
Mas inferir que isso deve ser verdade para todos os fenômenos em nosso mundo seria negar a existência e a magia dos fenômenos emergentes – por exemplo, que nenhuma molécula de H20 seja molhada ou que os flocos de neve formem fractais únicos como uma superestrutura complexa, e não adicionando cristais individuais.
Até mesmo nossas vidas são muito mais que a simples soma de átomos e moléculas que compõem nossas formas físicas.
Uma corrida de 1 km exige uma preparação e abordagem diferentes de uma corrida de 100m.
Getty Images via BBC
Embora na maioria das vezes não saibamos, muitas das relações mais importantes que experimentamos todos os dias não são lineares.
Mas temos a ideia de linearidade imbuída em nós tão cedo, e presente com tanta frequência, que às vezes esquecemos que outras relações podem existir.
Nossa familiaridade excessiva com relações lineares significa que, quando algo não linear ocorre, podemos ser pegos desprevenidos e ter nossas expectativas frustradas.
Ao fazer a suposição implícita de que as entradas escalam linearmente com as saídas, é provável que a gente descubra que nossas previsões podem estar incorretas e que nossos planos podem dar errado.
Vivemos em um mundo não linear, mas estamos tão acostumados a pensar em linhas retas que muitas vezes nem percebemos.