Livro digital ou impresso: o que é melhor para o planeta?

Desafio LED: match, ‘carona’, doação de material escolar, mentoria e mais; conheça projetos premiados
E-books poupam florestas, mas criam lixo tóxico e demandam alto uso de energia. Os livros de papel, por sua vez, advêm de fontes renováveis, embora milhões de cópias produzam pegadas de carbono significativas. Livro digital ou impresso: o que é melhor para o planeta?
Michelangelo Oprandi/CHROMORANGE/picture alliance
Os leitores de livros impressos e digitais e os ouvintes dos audiolivros gastarão quase 174 bilhões de dólares (R$ 862 bilhões) até 2030. Com cerca de 4 milhões de títulos lançados a cada ano, eles têm uma liberdade de escolha privilegiada.
📚 Mas, quais os impactos de toda essa leitura sobre o meio ambiente e o clima? Devemos fazer a transição do livro impresso para o digital pelo bem das florestas e para evitar o aquecimento global?
Os dois formatos possuem suas vantagens e desvantagens.
Prós e contras do livro impresso
Desde que Johannes Gutenberg inventou a imprensa na Alemanha, há quase 600 anos, a produção de livros explodiu globalmente. Em torno de 130 milhões de exemplares foram publicados entre a invenção da imprensa, em 1440, e 2010, segundo um estudo encomendado pela Google.
Todo esse conhecimento e narrativas de histórias resultaram em avanços para a humanidade. Por outro lado, a produção dos livros também ceifou inúmeras árvores de florestas que dão suporte à vida selvagem, produzem oxigênio e ajudam a armazenar o carbono que, quando liberado, induz as mudanças climáticas.
A editora Penguin Random House UK, que imprime anualmente cerca de 15 mil títulos, garante que passou a usar papel sustentável nos tomos lançados em nome da empresa.
Courtney Ward-Hunting, gerente de sustentabilidade da Penguin, diz que 100% do papel utilizado nos livros é certificado pela ONG ambientalista Forest Stewardship Council (FSC), que trabalha no gerenciamento de coleta de madeira sustentável ou regenerativa que "preservam as florestas para as futuras gerações".
👉 Contudo, o trabalho da FSC em termos de proteção de florestas vem sendo criticado, com a entidade sendo acusada por organizações como o Greenpeace de promover a chamada "lavagem verde".
Ward-Hunting reconhece que mais de 70% do impacto climático gerado pela Penguin vem das gráficas e usinas de celulose. Ela diz que os livros da editora geram em média 330 gramas de dióxido de carbono cada, o que inclui gases causadores do efeito estufa. Essa quantidade seria a mesma gerada por uma xícara de café.
Esses dados equivalem a todo o ciclo de produção de uma unidade, incluindo a eficiência do maquinário, o uso de energias renováveis, tipos de tinta e o transporte das gráficas até os armazéns e aos consumidores.
Em média, os livros de bolso ou brochuras comuns possuem impacto climático três vezes maior ou equivalem a cerca de um quilo de CO2. Isso é o mesmo que a recarga de 122 smartphones, ou dois cafés com leite.
Ao mesmo tempo em que as inovações de fabricação diminuíram as pegadas de carbono dos livros impressos, o impacto no clima é significativo se levarmos em conta os aproximadamente 2,2 bilhões de livros físicos que são vendidos anualmente em todo o mundo, afirmam os analistas de dados da WordsRated.
Mesmo se presumirmos que cada livro gera 0,33 quilos de CO2, como na Penguin Random House, isso corresponderia a 762.000 toneladas de CO2 – o que equivale ao fornecimento anual de energia a 141.261 residências, ou às emissões de 161.500 automóveis.
Prós e contras dos livros digitais
O benefício ambiental imediato dos equipamentos de leitura de livros eletrônicos é a capacidade de armazenamento de milhares de livros, sem a utilização de papel.
Isso não apenas poupa as florestas – somente nos Estados Unidos são derrubadas anualmente 32 milhões de árvores para a impressão de livros – como também evita enormes gastos de energia no processamento da madeira para a fabricação de papel.
A chamada polpação da madeira representou 6% do consumo total da energia industrial global em 2017, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).
Outra vantagem é o fato de os livros digitais não precisarem ser enviados através de encomendas, uma vez que podem ser diretamente baixados nos equipamentos de leitura.
O principal leitor de livros digitais no mercado é o Kindle da Amazon. Mais de 487 milhões de ebooks são vendidos anualmente através desse equipamento, segundo a WordsRated. A Amazon calcula que em torno de 5 milhões de pessoas em todo o mundo leem através do Kindle ou de aplicativos todos os meses.
A popularidade dos livros digitais aumentou nos últimos anos principalmente devido aos jovens das gerações Y e Z. O número de consumidores globais de ebooks deve chegar a um bilhão até 2027, segundo cálculos da plataforma alemã de dados Statisa.
Mas, a transição de leitores dos livros impressos para os digitais resultaria de fato em benefícios ao clima e ao meio ambiente?
🚨 Os equipamentos eletrônicos de leituras também possuem seu lado ruim. Sua produção é um processo de alto consumo de água e energia. A bateria pode exigir a extração de metais e minerais raros, como cobre, lítio e cobalto. Os aparelhos também são compostos por plástico, que é um material produzido a partir de combustíveis fósseis.
Assim como ocorre com os livros impressos, a fase de produção dos ebooks é a que mais gera impactos no clima. Além disso, os leitores utilizam a eletricidade para recarregar os aparelhos, vez após vez, durante a vida útil dos mesmos. O armazenamento do arquivo dos dados dos livros digitais depende de centros de infraestrutura.
Isso não ocorre com os livros impressos, que não utilizam energia e não precisam de recarga. As cópias impressas podem durar décadas e serem compartilhadas por inúmeros leitores. Já os leitores digitais costumam durar entre três e cinco anos.
Os livros impressos também não são tão complicados de serem descartados ou reciclados no final de suas vidas. Por outro lado, algumas empresas como a Amazon possuem programas de reciclagem para os aparelhos, de modo a evitar o acúmulo de lixo eletrônico.
O que é melhor para o planeta?
Os livros impressos tradicionais continuam tendo popularidade muito maior do que os digitais, com aproximadamente o dobro da penetração de mercado de seus concorrentes eletrônicos, segundo registros de 2021 nos EUA.
❗ Para Eri Amasawa, professora da Universidade de Tóquio, o impacto ambiental de ambos é significativo.
Em um estudo de 2017, a pesquisadora comparou as emissões de gases causadores do efeito estufa da leitura de livros tradicionais e eletrônicos. Ela concluiu que os últimos são mais favoráveis ao clima contanto que ao menos 15 ou mais livros (ou 25 no caso dos iPads) sejam lidos durante o ciclo de vida de três anos dos leitores digitais.
Ao mesmo tempo, a leitura de um ou dois livros por ano em um Kindle não seria suficiente para poupar emissões.
Mas, e se os leitores consumirem livros nos dois formatos?
"Muitas pessoas ainda desejam ler livros impressos, mesmo que elas também leiam ebooks", disse Amasawa. Em torno de 33% dos leitores americanos se encaixam nessa categoria.
Mas, mesmo que os aparelhos digitais façam sentido em termos ambientais, a pesquisadora recomenda aos aficionados em livros impressos que "comprem os livros que de fato desejem ler, e depois os reciclem quando terminarem a leitura".
Material didático digital x livros físicos: 5 pontos para serem considerados

‘Fui escoltada, como se fosse criminosa’: estudantes brasileiros contam como foram barrados em aeroporto e impedidos de entrar na Argentina

Desafio LED: match, ‘carona’, doação de material escolar, mentoria e mais; conheça projetos premiados
Jovens explicaram que estudariam em universidades argentinas, mas foram classificados como ‘falsos turistas’ pelas autoridades migratórias. Entenda a polêmica envolvendo a interpretação de um acordo bilateral entre os dois países. Estudantes brasileiros são barrados em aeroporto na Argentina
“Eram cinco pessoas me escoltando no aeroporto, como se eu tivesse cometido um crime. Me senti humilhada.” É assim que a brasileira Maria* resume o problema que enfrentou no fim de janeiro, em um dos aeroportos argentinos, quando foi barrada pelas autoridades migratórias do país e mandada de volta para o Brasil como “falsa turista”.
Maria conta que não mentiu a ninguém: afirmou, no setor de imigração, que estava viajando para fazer faculdade e que não tinha passagem aérea de volta, porque a data de retorno dependeria do calendário de aulas. Mostrou toda a documentação da instituição de ensino e explicou que, uma vez em Buenos Aires, solicitaria o direito à residência no país estrangeiro.
✈️Mais de 30 estudantes brasileiros — atraídos pela ausência do vestibular nas faculdades argentinas e pelos baixos valores de mensalidades — também foram impedidos de entrar no país vizinho nos dois primeiros meses de 2024, mesmo após seguirem todos os protocolos que eram tradicionalmente aceitos desde 2009:
chegar à Argentina como turista, mostrando só o RG;
e solicitar o visto de estudante ou a residência permanente já em solo argentino (entenda mais abaixo).
❌Desde o início do ano, no entanto, sem aviso prévio, as autoridades migratórias passaram a cobrar que os alunos já chegassem a Buenos Aires com toda essa documentação pronta – caso contrário, poderiam ser barrados.
Advogados e professores de relações internacionais ouvidos pelo g1 apontam para uma resistência maior da gestão do novo presidente, Javier Milei, na recepção de estrangeiros. Já o governo argentino afirma que “nada mudou” [entenda mais abaixo].
“O moço [da imigração] foi pedindo meus documentos, e eu entreguei tudo. Fiquei umas três horas e meia esperando uma resposta. Até que ele disse que eu não preenchia os requisitos e que não poderia entrar na Argentina”, conta.
“Perguntei quais eram esses requisitos, mas ele não respondeu. Tentei explicar que o Brasil e a Argentina têm um acordo e que eu poderia, sim, dar entrada na documentação só depois. Ele respondeu: já tomei a decisão e nada vai mudar isso”.
Minutos depois, Maria foi colocada em um avião para voltar a São Paulo.
Mas qual é esse acordo entre Brasil e Argentina?
Maria menciona o acordo bilateral entre Brasil e Argentina, válido desde 2009, que prega o seguinte: brasileiros que estejam na Argentina e argentinos que estejam no Brasil podem transformar vistos temporários ou de turista em vistos permanentes, desde que apresentem a documentação correta e paguem as taxas migratórias.
Essa decisão representa até hoje uma facilidade em relação aos outros membros do Mercosul, que só conseguem pleitear um visto permanente no Brasil e na Argentina depois de dois anos do documento provisório.
“O que sempre aconteceu foi que os brasileiros ingressavam como turistas na Argentina e pediam só depois o direito à residência. Tinham 90 dias para isso. Quando todo o trâmite terminava, eles passavam a ter os mesmos direitos e obrigações que os cidadãos argentinos”, explica Liziana Andrea Amaran, advogada nos dois países.
“É um termo de irmandade, para fortalecer os laços diplomáticos.”
Por que, então, houve alunos barrados, se apenas mantiveram o “ritual” que sempre foi aceito?
Passageiros no saguão do Aeroparque, em Buenos Aires, em imagem de 2016
Reuters
Arthur Murta, professor de relações internacionais da PUC-SP, explica que há uma “brecha” no acordo.
“O texto só fala que, uma vez em solo argentino, o brasileiro pode pedir a residência. Mas não diz nada específico sobre a admissão no país [ou seja: se a pessoa entrará com visto de turista ou não]. Milei está se valendo disso para barrar os estudantes estrangeiros: passou a exigir passagem de volta ou visto de estudante”, afirma.
“O que ele [presidente argentino] está fazendo é ilegal? Não. Todo país tem direito de não deixar alguém entrar em seu território, desde que o indivíduo esteja descumprindo algum requisito migratório ou for visto como ameaça.”
No entanto, para o professor, no caso dos brasileiros barrados, houve uma “criminalização da migração”, porque eles não foram comunicados previamente sobre qualquer mudança nos critérios de admissão no país.
“O que Milei faz segue o padrão da extrema-direita internacional. Brasil e Argentina sempre tiveram uma relação diplomática muito bem consolidada, até em momentos antagônicos politicamente.”
Natalia Fingerman, professora de relações internacionais do Ibmec-SP, também reforça que, antes do governo Milei, pedir o direito à residência só depois de chegar à Argentina nunca foi tratado como problema.
“Mudar isso foi uma medida autoritária e unilateral para reduzir o fluxo de estudantes estrangeiros. É algo fora do jogo diplomático, sem avisar o Ministério das Relações Exteriores”, diz.
Ao g1, o Itamaraty afirmou que o acordo bilateral Brasil-Argentina continua em vigor, sem alterações, mas que “a percepção das autoridades migratórias argentinas agora é de uma aplicação mais estrita da regra [de imigração]”.
A assessoria do setor de migração do governo da Argentina também diz que nada mudou, mas não admite qualquer rigidez maior no controle de imigração atual.
“Não houve nem haverá nenhuma mudança na legislação migratória argentina. De janeiro a fevereiro, 30 brasileiros foram impedidos de entrar no país. Isso é menos de 0,5% do total de brasileiros que chegaram neste período. São números muito parecidos com os de 2023”, diz a representante do órgão ao g1.
“Para entrar como turista, precisam ter os requisitos de turista, como passagem de volta. Não dá para ser metade turista, metade estudante. Sempre foi assim.”
A advogada Amaran, que assessorou gratuitamente parte dos alunos barrados, confronta a versão oficial do governo argentino. “Vamos supor que eles estejam certos e que sempre tenha sido obrigatório ter visto de estudante antes da viagem. Fizeram vista grossa desde 2009, então? Ninguém pedia o visto no aeroporto antes”, diz.
“Custava terem emitido um comunicado para evitar que as pessoas passassem por isso? O que me deixa mal é que sonhos e vidas foram destruídos. Tenho clientes que não vão conseguir voltar. Era a chance deles. Não têm mais dinheiro para pagar outra passagem.”
'Gastei todo o meu dinheiro'
Maria, mencionada no início da reportagem, diz que está “perdida”.
“Já chorei muito e estou com ansiedade. Meus planos atrasaram pelo menos um semestre. Eu saí da faculdade no Brasil para ir para lá, não estou mais trabalhando, não estou fazendo bico. Todos os meus planos, A, B, C e D, envolviam estar estudando na Argentina. Gastei todo meu dinheiro no preparo. Mas não vou desistir”, diz.
João*, que também foi barrado no aeroporto, passou por situação semelhante: falou às autoridades migratórias que estava indo estudar medicina e que, por isso, não tinha passagem aérea de volta. “Não me deixaram nem argumentar. Fui mandado de volta, depois de ser escoltado”, diz.
Com isso, ele perdeu R$ 6 mil pagos em um aluguel de hospedagem.
“Depois, no Brasil, resolvi tentar de novo, mas por terra dessa vez. Fui de ônibus e levei mais de 27 horas para chegar. Na fronteira, ninguém me pediu visto", diz.
"Consegui chegar à Argentina e ir para a faculdade, mas as coisas estão muito difíceis. Não tenho mais dinheiro, não tenho de onde tirar. Minha alimentação está bem restrita, com pão, arroz e feijão. O aluguel é uma fortuna. Não sei se vou ter condições psicológicas de continuar.”
Por que brasileiros querem estudar na Argentina?
Segundo o Itamaraty, cerca de 20 mil brasileiros estudam na Argentina. Em geral, eles optam por esse destino porque:
As universidades de lá não exigem vestibular. Basta entregar a documentação para se matricular em qualquer curso. A “peneira” acontece durante a graduação: depois de passar pelo Ciclo Básico Comum (CBC), uma série de disciplinas gerais e iguais para todos os alunos, os estudantes devem atingir uma pontuação mínima nas provas internas. Quem conseguir pode continuar na faculdade (há algumas chances, como recuperações, para quem não “passar de primeira”).
“A gente tem matérias básicas no CBC, como biologia, química, matemática, história e lógica. Muita gente reclama que é difícil. Mas eu ainda prefiro em relação ao vestibular brasileiro”, diz Beatriz Kraus, de 27 anos, que saiu de Florianópolis para estudar medicina na Universidade de Buenos Aires (UBA).
Caso o aluno opte por uma instituição privada, em vez de pública, as mensalidades são bem mais baratas.
“Cheguei a procurar faculdades particulares de medicina no Brasil, com a minha nota do Enem, mas mesmo com desconto, a mais barata era R$ 6 mil. Na Argentina, varia de R$ 1 mil a R$ 2 mil”, conta João.
O que fazer agora para estudar na Argentina?
O Itamaraty recomenda que os brasileiros tirem o visto de estudante antes da viagem. Para isso, é preciso:
juntar a documentação solicitada pela embaixada ou pelo consulado argentino (como comprovante de renda, formulário de solicitação, antecedentes criminais etc.);
marcar uma visita presencial ao consulado do estado onde a pessoa reside (depende da agenda do local);
aguardar cerca de 7 dias para a emissão do documento, caso esteja tudo certo.
Os vistos de estudante são gratuitos para cidadãos do Mercosul, mas não permitem que a pessoa trabalhe na Argentina. Se houver a intenção de ter um emprego no país vizinho, o recomendado é pedir o visto de residência, que custa cerca de 550 dólares (cerca de R$ 2.700).
Os consulados, por telefone, explicam que, “antigamente”, “até dava para entrar como turista e se mudar depois. Mas, agora, precisa ter visto”.
Lucas*, o terceiro aluno barrado com quem o g1 conversou, não conseguiu tirar o visto de estudante, porque, segundo as autoridades consulares, a renda familiar do jovem era muito baixa para que ele se sustentasse na Argentina sem trabalhar. Por isso, ele passou a requisitar o direito à residência.
“Tive de pagar as taxas todas, esperar, mas agora deu certo. Vou embarcar em março. Dá um frio na barriga, mas acho que não vão me barrar dessa vez.”
* Os nomes reais dos entrevistados foram trocados por fictícios a pedido deles.
Estudante desmaia durante discurso de Milei em escola na Argentina

Entenda por que o Dia do Pi é comemorado em 14 de março e qual é a relação da data com… tortas

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Pi é a constante matemática encontrada quando a circunferência de um círculo é dividida por seu diâmetro. O resultado sempre será igual a 3.14159265358… e é representado pela letra grega "π". Torta feita pela Universidade Técnica de Delft no 'Dia do Pi'
Wikimedia Commons
O dia 14 de março pode parecer só mais um dia normal para muitas pessoas, mas, para fãs e entusiastas da matemática, a data é até celebrada em alguns países do mundo: é o "Dia do Pi".
🔢 Dia do Pi? Pi é uma constante matemática (ou seja, um valor que nunca muda) encontrada quando a circunferência de um círculo é dividida por seu diâmetro. O resultado sempre será igual a 3.14159265358… e é representado pela letra grega "π".
🗓️ Por que 14 de março? Tudo faz mais sentido quando a data é vista no formato americano, quando o mês vem à frente do dia: 3/14.
🥧 Dia da torta? Em alguns países falantes do inglês, como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, a data é celebrada com tortas. Isso acontece porque, no idioma, a pronúncia de Pi (pi) e de torta (pie) são iguais (a pronúncia é equivalente a "pai" em português).
Feliz Dia do Pi! Professor de matemática explica a importância do famosos número 3,14159..
Outras curiosidades sobre o "Dia do Pi"
14 de março já era uma data lembrada por marcar o aniversário do físico Albert Einstein e de Frank Borman, astronauta norte-americano que comandou a missão Apolo 8 (responsável pela primeira missão dos EUA que deu a volta à Lua, em dezembro de 1968).
A data tornou-se ainda mais marcante em 2018, quando o físico e pesquisador britânico Stephen William Hawking faleceu neste mesmo dia.
O número de Pi foi descoberto pelos egípcios por volta de 1650 a.C. Até hoje, o número ainda não foi completamente revelado, mesmo com a utilização de supercomputadores para realizar o cálculo. O valor poderia ter trilhões de dígitos.
3.141592653589793238462643383279502884197169399375105820974944592307816406286208998628034825342117067982148086513282306647093844609550582231725359408128481117450284102701938521105559644622948954930381964428810975665933446128475648233786783165271201909145648566923460348610…
Por causa disso, todo ano, o dia do Pi é comemorado em 14 de março.
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Estudantes do interior de SP criam dispositivo que detecta quedas em banheiros: ‘pensei na minha avó’, diz aluno

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Com o intuito de ajudar idosos a manter sua privacidade durante o banho, o grupo de alunos desenvolveu o projeto, que emite um alerta sonoro quando detecta uma queda dentro do box do banheiro. Estudantes do interior de SP criam dispositivo que detecta quedas em banheiros
Cuidados com a saúde e bem-estar de idosos é uma preocupação constante dos familiares. O mesmo acontece com um estudante do interior de São Paulo, que se inspirou na própria avó para um projeto do curso técnico em eletroeletrônica, e criou um dispositivo para detectar quedas em banheiros.
Diogo Correia, que se formou na Escola Técnica Estadual (Etec) Trajano Camargo, em Limeira (SP), desenvolveu o projeto com intuito de preservar a privacidade da avó, mas pensando no bem-estar dela. O aparelho criado é capaz de identificar quando uma pessoa cai dentro do box do banheiro e emite um som para que outra pessoa possa ajudar.
Junto com os colegas de sala Davi Bugyi Sarmento e Gabriel Zaros Muterle, e a orientação do coordenador e professor Carlos Alberto Serpeloni, o projeto passou a ser desenvolvido no início de 2023 como o trabalho final de conclusão do curso.
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O aparelho funciona de maneira simples: São sensores que ficam nas paredes do box e detectam quando a pessoa cai e permanece no chão do banheiro por mais de 30 segundos, emitindo um alerta sonoro alto para que alguém possa entrar e ajudar – assista o vídeo do protótipo acima. 👆
O g1 entrevistou os responsáveis pelo projeto para entender mais sobre o funcionamento e processo. Confira, abaixo.👇
Dispositivo criado por alunos de uma Etec em Limeira ajuda a detectar quedas em banheiros
Beatriz Bisan/g1 Piracicaba
Motivação por trás do projeto
Diogo explica que, na época em que começou a desenvolver o projeto, sua avó passava por uma fase que precisava de cuidados constantes, como ajuda para tomar banho. Mas isso causava incômodo na idosa, fazendo com que ela sentisse que sua privacidade estivesse sendo invadida ao ter alguém com ela dentro do banheiro.
"Eu estava pensando em uma forma de poder detectar a queda dela no banho, só que sem alguém precisar estar lá dentro junto com ela, ou sem precisar de uma câmera de segurança. Tinha muito caso dela cair no banho", conta Diogo.
Com a ideia definida e a motivação em mente, o rapaz passou a unir a vontade do projeto com a necessidade de desenvolver um trabalho para concluir o curso. Ele inicialmente pensou em fazer o protótipo com sensores de luz, e a partir dai a ideia passou a ser elaborada.
Davi, professor Carlos e Diogo explicam sobre o funcionamento do dispositivo detector de quedas criado na ETEC de Limeira
Beatriz Bisan/g1 Piracicaba
Desenvolvimento do protótipo
Depois de definir que o alvo do projeto seriam idosos que precisam de cuidados mas ainda querem manter sua privacidade, os garotos passaram a trabalhar junto ao professor durante as aulas para desenvolver da melhor forma possível um protótipo que atendesse às expectativas.
"O aluno vêm e traz um problema, e a gente ajuda a resolver esse problema através do método do curso. A maneira que solucionamos foi dessa forma, criando um dispositivo eletrônico que vai detectar quando a pessoa cai no box do banheiro e emitir um aviso sonoro", explica o professor Carlos sobre como surge a ideia de um trabalho.
Os garotos contam que o material bruto usado para formar o protótipo foi básico: algumas placas de acrílico, um boneco de crochê para simular os idosos feitos pela tia de Diogo, uma placa de fenolite e alguns sensores.
"Nós juntamos nosso conhecimento de três anos de curso e usando os materiais da escola mesmo a gente conseguiu desenvolver esse projeto", ressalta Diogo.
Protótipo desenvolvido pelos alunos em Limeira foi para o projeto de conclusão do curso na Etec
Beatriz Bisan/g1 Piracicaba
No total, para todo o processo de trabalho, foram menos de 12 meses entre a idealização do projeto, seu desenvolvimento e por fim, a finalização e exposição do protótipo.
Diferencial no mercado
Ao falar sobre o que difere o projeto que desenvolveu dos demais que já existem, Diogo pontua sobre a falta de produtos que não dependam da colaboração do idoso para funcionar. Ele conta que pesquisando, encontrou diversos dispositivos usados para detecção de quedas, mas que não são instalados no banheiro, se tratam de acessórios como cordões e relógios.
Por serem itens de fácil manuseios, os detectores já existentes podem ser retirados pelos idosos, que podem optar por não usar os dispositivos. Há também a questão da bateria, que nesses acessórios podem acabar e precisam ser sempre recarregadas.
Diogo explica esses pontos e destaca como o projeto de seu grupo pode ser mais efetivo, não precisando do uso do idoso, nem bateria, não podendo ser facilmente retirado ou desligado, já que o dispositivo ficaria instalado diretamente dentro do banheiro, tornando-o mais confiável.
Destaque ao projeto
Após o desenvolvimento do protótipo ter sido bem sucedido, era hora de deixar o projeto brilhar e expandir os caminhos. O grupo e seu detector foram selecionados como finalistas da 11ª Mostra de Ciências e Tecnologia do Instituto 3M, uma feira que reúne anualmente 100 trabalhos que tiveram destaque durante o ano.
Grupo responsável pelo desenvolvimento do detector de quedas em Limeira foi selecionado para feira de destaques na ciência e tecnologia
Divulgação
"Primeiro é feita uma pré-pesquisa, para avaliar se o produto é viável. Se for, ai participamos da nossa feira interna da escola e os melhores projetos acabamos inscrevendo nas feiras da região. Ai o aluno se inscreve e se for chamado, participa", detalhou o professor Carlos.
Os alunos comentam que a participação na feira foi importante para que eles mesmos pudessem entender mais sobre o projeto, analisar suas qualidades, defeitos e saber o que poderia ser aprimorado e melhor elaborado.
Rumo ao mercado
Diogo define o principal e maior objetivo no momento: patentear o projeto e evitar algum problema jurídico em relação a ele. Em seguida, ele pontua sobre o desenvolvimento em tamanho real do detector, em banheiros, já que até o momento trabalharam com o protótipo em tamanho reduzido.
Trabalhar o protótipo em tamanho real é um passo importante, pois o grupo tem a intenção de em um futuro não muito distante, fazer a comercialização do produto.
Segundo eles, o objetivo é que seja vendido de forma acessível e barata para que possa ajudar e facilitar a vida dos idosos que precisarem.
***Sob supervisão de Caroline Giantomaso
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Desafio LED: match, ‘carona’, doação de material escolar, mentoria e mais; conheça projetos premiados

Desafio LED: match, ‘carona’, doação de material escolar, mentoria e mais; conheça projetos premiados
Além do prêmio em dinheiro, que totaliza R$ 300 mil, ex-participantes destacam a diversidade entre os colegas e a chance de conhecer outras pessoas motivadas como ganhos da iniciativa. Weverton Alves na apresentação final do Desafio LED 2022.
Thaty Aguiar/Globo
O Desafio LED já premiou diversos projetos que buscam inspirar, ajudar e conectar estudantes, resolvendo problemas do cenário educacional do país. Mas, segundo os vencedores das duas primeiras edições da iniciativa, o prêmio vai além do valor financeiro.
"Poder participar de uma iniciativa como essa e ter a chance de conhecer mentores e colegas que também se mobilizam pela melhora da educação do país é algo único", diz Maria Eduarda de Carvalho, premiada na edição de 2023.
💡 O "Desafio LED" é uma ação do Movimento LED – Luz na Educação, iniciativa da Globo e da Fundação Roberto Marinho em parceria com a escola Mastertech, que premia em, no total, R$ 300 mil iniciativas de estudantes que indiquem a solução para um problema educacional.
👉🏾 A iniciativa busca dar espaço e ajudar jovens com boas ideias e com disposição para entrar em ação a montar projetos que possam fazer a diferença no cenário educacional do país.
🗓️ A edição de 2024 está com as inscrições abertas e quem ainda não se inscreveu tem até as 23h59 de 31 de março para preencher o formulário. Para participar, é preciso ter 18 anos ou mais e estar matriculado em um curso com pelo menos 100 horas de carga horária. (Veja outros detalhes mais abaixo.)
Desafio LED: veja como criar proposta para problemas da educação e concorra a até R$85 mil
Benefícios do Desafio LED
Apesar do prêmio em dinheiro, que varia de R$ 30 mil a R$ 85 mil, para os cinco melhores projetos, os vencedores das edições anteriores do Desafio LED acreditam que o maior prêmio veio da experiência como um todo.
Entre os principais benefícios listados pelos ex-participantes, estão:
Reconhecimento de capacidades e orientação para o pleno desenvolvimento das ideias;
Disponibilização de conhecimentos e ferramentas para definir e buscar os objetivos dos projetos;
Oportunidade de colocar a mão na massa;
Oportunidade de conhecer e interagir com outros jovens atuantes;
Chance de superar desafios e ampliar os horizontes.
"Só por ter tido a minha ideia validada, apoiada e desenvolvida no Desafio, valeu minha participação", diz Weverton Alves, um dos vencedores da edição de 2022.
O Desafio LED é uma oportunidade aberta a qualquer estudante do país, o que é outro aspecto positivo apontado pelos participantes.
Na minha edição, além de mim, do Ceará, tiveram participantes de outros estados do Nordeste, mas também teve gente do Rio [de Janeiro], São Paulo, Amazonas, Minas [Gerais]. É uma oportunidade única de ampliar a rede de contato com pessoas que também não querem ficar parados e põem a mão na massa.
Apresentação final do Desafio LED 2023.
Divulgação/Globo
Abaixo, conheça alguns projetos já premiados e os estudantes que estão por trás das iniciativas:
MADUC – o app que conecta alunos de ensino médio à universitários
Participar do Desafio LED mudou a vida da cearense Gabriela Leite. Ela cursa engenharia de materiais na Universidade Federal do Cariri (UFCA), no Ceará, mas diz que, no fundo, sempre quis ser programadora. E foi esse desejo do passado que a impulsionou a participar da primeira edição do Desafio LED, em 2022.
Ela conta que soube da oportunidade há poucas horas para o encerramento do período de inscrições, mas a proposta do projeto chamou sua atenção. Atraída pela frase motivadora da edição (Conte qual o maior problema que você enfrentou ou enfrenta na sua trajetória educacional e dê uma ideia para resolvê-lo), Gabriela decidiu que não deixaria aquela chance passar.
Fiquei sabendo do Desafio umas oito da noite e as inscrições iam até 23h59 daquele dia. Escrevi um texto e submeti minha inscrição, mas juro que eu não imaginava que eu seria selecionada. Foi assim uma das surpresas mais felizes da minha vida.
A ideia proposta por Gabriela era simples: uma plataforma de matching entre estudantes de ensino médio e de ensino superior, que viabilizasse aos jovens da educação básica conhecerem mais dos cursos superiores.
A inspiração veio de sua vivência pessoal de ingressar em um curso, mas querer atuar em outra área. “Eu entrei no curso por um impulso, mas não tinha tido a experiência universitária, não sabia o que era estar nesse ambiente, e não tive, durante meu ensino médio, alguém com esse conhecimento para me orientar, lembra.
Graças ao "match da educação", ou Maduc, que foi aprimorado durante as oficinas oferecidas durante a iniciativa, Gabriela chegou à final da primeira edição e ficou em 1º lugar na classificação geral.
O Desafio LED foi transformador para mim. Eu aprendi muito, desenvolvi capacidades que achei que eu não tinha. A capacitação e apoio que recebemos foram incríveis.
Hoje, Gabriela conta com apoio de uma equipe de designers e programadores que a ajuda desenvolver o aplicativo e a identidade visual do Maduc.
Agora, a grande expectativa é para o lançamento do aplicativo, que pode acontecer ainda em 2024, após definição de alguns detalhes técnicos. Uma vez no ar, o app pensado por Gabriela vai ajudar estudantes de ensino médio a se aproximarem de alunos universitários para conversarem sobre as perspectivas para a próxima etapa educacional.
MENTORIA NA PERIFA – projeto que oferece orientações gratuitas a jovens de baixa renda que querem melhores oportunidades
Registr de como funciona a mentoria oferecida no projeto Mentoria na Periva, vencedor do Desafio LED 2022.
Weverton Alves/Arquivo pessoal
O paulistano Weverton Alves, morador do Grajaú, na Zona Sul da capital paulista, também foi premiado na primeira edição do Desafio LED.
Ele é idealizador do Mentoria na Perifa, um projeto estruturado para orientar jovens de baixa renda que querem conhecer, se aproximar ou repensar possibilidades profissionais e acadêmicas para seus futuros.
Vindo da escola pública e graduado em Comunicação Social graças ao Prouni, Weverton conta que teve quase nenhum direcionamento sobre as possibilidades para seu futuro e notou que muitos dos seus colegas tiveram experiências parecidas.
Como sempre gostei de compartilhar meu conhecimento com as pessoas, sentia a necessidade de fazer algum movimento para fazer com que os jovens enxergassem que, por mais que venha de uma realidade desafiadora, ele tem, sim, potencial de transformar a nossa comunidade, transformar o nosso país, quem sabe o mundo.
Durante sua participação no Desafio LED, Weverton desenvolveu o que viria a ser a Mentoria na Perifa, que hoje funciona da seguinte maneira:
Jovens de baixa renda, principalmente de 18 a 30 anos, procuram mentoria para entender melhor quais oportunidades eles podem buscar para seguir determinadas carreiras ou menos para acessar o ensino superior.
Para isso, cada mentorado tem o perfil traçado para que ele seja direcionado a um mentor que possa ajudá-lo a entender melhor seus objetivos. As mentorias são individuais e os encontros virtuais de uma hora acontecem uma vez por semana.
Os mentores são voluntários que querem, assim como Weverton, compartilhar seus conhecimentos e ampliar a rede de troca entre quem quer buscar conhecimento e quem tem conhecimento a oferecer.
Nós temos uma trilha que trabalhamos durante as mentorias. Nessas trilhas, abordamos temas para desenvolver os projetos de vida profissional dos mentorados, como autoconhecimento, identificação de oportunidades reais, capacidades de comunicação, gerenciamento de tempo, coisas assim.
A partir dessas orientações, os mentores ajudam a criar projetos de vida profissional que leve em conta o que o jovem quer estudar, com o que ele quer trabalhar, ou, caso ele já saiba, ajudam a criar meios para gerar oportunidades educacionais ou de emprego.
Apesar de ver os frutos de seu trabalho e se orgulhar de ter ajudado muitos jovens a definirem melhor seus objetivos de vida, Weverton já planeja os próximos passos. “Estamos pensando em tentar também mentorias coletivas e, quem sabe, desenvolver um aplicativo mais para a frente. Vamos ver se isso dá certo”.
ENTRE PONTOS – a plataforma que conecta jovens estudantes a fim de reduzir a vulnerabilidade nas ruas
Outra ideia premiada pelo Desafio LED, mas na edição de 2023, foi a da estudante de engenharia de controle e automação na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Maria Eduarda de Carvalho.
Ela desenvolveu um protótipo para uma plataforma que permite a estudantes encontrarem colegas que fazem percursos semelhantes para irem juntos à escola, a fim de reduzir a vulnerabilidade nas ruas.
Moradora de Niterói, a idealizadora da ideia saía cedo de casa para ir até a cidade do Rio de Janeiro, onde cursava o ensino médio. Nesse percurso, Maria Eduarda se sentia exposta e temia por sua integridade física.
Primeiro, me surgiu a ideia de desenvolver um aplicativo de caronas, mas já existe uma ideia parecida. Então decidi migrar do transporte privado, da carona, para o transporte público, que é onde estava minha dor.
A jovem acredita que a plataforma será útil especialmente para mulheres, que tendem a se sentir mais vulneráveis quando estão sozinhas nas ruas e nos transportes públicos. Mas ela entende que a ideia também pode beneficiar qualquer pessoa que habite locais de grande insegurança pública, por exemplo.
O objetivo de Maria Eduarda é fazer de sua ideia um elemento de segurança, liberdade e conexão entre pessoas que já dividem o mesmo percurso, para fazerem isso com maior confiança.
“Hoje, a Entre Pontos ainda é um protótipo, mas minha ideia é que, quando finalizada, a plataforma tenha duas funções principais. Uma de matching de percursos e horários, e outra de pontos de encontro, para que as pessoas se sintam mais seguras em fazer os trajetos mais cotidianos", finaliza.
COMPARTILHAÍ – app para facilitar a doação, venda e aluguel de materiais de graduação entre os estudantes das faculdades públicas
A mineira Lorena Trigueiro estava de férias da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde cursa odontologia, quando viu uma chamada comercial para o Desafio LED 2023.
Provocada pela frase motivadora da edição (Qual parte do teu mundo educacional precisa de mais conexão? Lembre-se que ela pode ser digital ou não), já no momento de inscrição, ela teve a ideia para seu projeto: um aplicativo que viabilizasse a doação, troca ou compra e venda de materiais de graduação entre os estudantes.
Desde o início do curso, eu passo por esse problema que é a dificuldade de ter acesso a materiais de graduação de uma forma mais fácil. Só na primeira lista de materiais, para o terceiro semestre do curso, gastei R$ 6 mil. Então, tive que ir atrás de material emprestado ou de alugar de algum aluno.
Depois de ouvir relatos parecidos dos colegas, a jovem entendeu que, se tantos estudantes passavam por dificuldades que prejudicavam sua participação e permanência no ensino superior, havia um problema que precisava de solução.
Hoje, prestes a se graduar e após ter ficado em 5º lugar no Desafio LED, a jovem quer lançar ainda em 2024 uma primeira versão do site voltado apenas para alunos matriculados em universidades públicas. Mas ela não quer parar por aí, e pensa que, em um futuro não muito distante, a ferramenta pode ser disponibilizada também para ex-alunos e para estudantes de instituições privadas.
Cronograma e detalhamento das etapas do Desafio LED
🙋🏾‍♀️ Quem pode participar? Estudantes com mais de 18 anos. É preciso morar no Brasil e estar com matrícula ativa no primeiro semestre de 2024. São válidas matrículas em cursos livres, técnicos, de graduação ou de extensão, nacionais ou internacionais, formais ou não formais, com grade curricular mínima de 100 horas/aula.
🏆 5 ideias serão premiadas com um valor total de R$ 300 mil:
1º e 2º lugar: R$ 85 mil cada;
3º: R$ 60 mil;
4º: R$ 40 mil;
5º: R$ 30 mil.
📑 Confira em detalhes as CINCO ETAPAS do Desafio LED + g1:
Pergunta motivadora do Desafio LED 2024.
Reprodução
Inscrição: de 1º de fevereiro a 31 de março. Nesta etapa, os candidatos preenchem o formulário de inscrição (https://bit.ly/DESAFIO-LED-2024) e respondem à pergunta “Partindo da sua experiência pessoal, qual solução você desenvolveria para melhorar a utilização da tecnologia na educação?”.
Seleção das histórias: A princípio, são escolhidas 80 participantes para a primeira oficina de inovação. Após a oficina, os candidatos fazem uma nova submissão da ideia e os 40 melhores projetos avançam para a próxima etapa.
Seleção dos projetos: é realizada uma nova oficina de inovação, com o objetivo de idealizar os protótipos dos 40 projetos. Após a oficina, os candidatos fazem uma nova submissão da ideia e os 20 melhores projetos avançam para a próxima etapa.
Seleção dos protótipos: acontece a terceira oficina de inovação, com foco em storytelling, para os candidatos adequem a apresentação dos protótipos ao evento final. Após a oficina, os candidatos fazem uma nova submissão da ideia e os 10 melhores projetos avançam para a próxima etapa.
Fase final: é feita uma mentoria individual para os 10 candidatos finais e uma apresentação para a banca, que seleciona os 5 finalistas. Os escolhidos participarão presencialmente do encerramento do Desafio LED no Rio de Janeiro, onde receberão as respectivas premiações.
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