Cursos EAD para formação de professores devem ter metade de carga horária presencial, decide MEC

Greve paralisa aulas há quase 2 meses no Instituto Federal de Sertãozinho, SP; entenda impasse
Especialistas ouvidos pelo g1 dizem que novas diretrizes afetam a avaliação e a regulação dos cursos. Na imagem, lançamento do curso de licenciatura intercultural indígena, em Caruaru, em 2022
José Urbano/Divulgação
O Ministério da Educação (MEC) homologou nesta segunda-feira (27) as novas diretrizes curriculares nacionais para cursos de formação de professores. A principal mudança é que o ensino à distância (EAD) só poderá ocupar até 50% da carga horária. Com isso, as faculdades devem oferecer ao menos metade do curso no modo presencial.
O debate sobre o tema era acompanhado com interesse pelos especialistas no setor diante do aumento da oferta de cursos de pedagogia por universidades com notas baixas nas avaliações do MEC e do crescimento expressivo de cursos de licenciatura EAD. No caso dos futuros professores, as matrículas na modalidade EAD representam quase 40% do total no país.
A decisão, publicada no Diário Oficial da União (DOU), é válida para:
cursos de licenciatura,
cursos de formação pedagógica para graduados não licenciados, e
cursos de segunda licenciatura.
As novas diretrizes foram sugeridas em um parecer do Conselho Nacional da Educação (CNE) e definem quanto da carga horária pode ser EAD e qual a estrutura curricular dos cursos, entre outros detalhes.
As principais mudanças são:
Inclusão do ensino presencial no modelo EAD: os cursos EAD deverão ter 50% de sua carga horária total ofertada de maneira presencial. Ou seja, das 3.200 horas (em cursos com duração de, no mínimo, 4 anos), 1.800 devem ser presenciais.
Estrutura curricular: Os cursos devem ter uma estrutura geral dividida em quatro núcleos: formação básica, formação específica da área de formação, estágio supervisionado e extensão.
Formação para graduados não licenciados: Aumento da carga horária mínima na formação pedagógica para graduados não licenciados para 1.600 horas.
Segunda licenciatura: Os cursos devem ter carga horária mínima de 1.200 a 1.800 horas.
O que muda na prática?
Apesar de ser uma resolução importante, de acordo com entidades do setor da educação, o documento tem pouco impacto efetivo. Isso acontece porque as diretrizes curriculares têm papel de orientar e nortear mudanças nos currículos, e impactam mecanismos de avaliação e regulação dos cursos, como o Enade, mas não têm o poder de impor uma mudança prática imediata.
Para Gabriel Corrêa, diretor de Políticas Públicas da ONG Todos Pela Educação, as novas diretrizes vão funcionar como um guia importante para mudanças necessárias na regulamentação de cursos de formação de professores.
Segundo ele, essa sinalização é muito importante e promove uma articulação entre teoria e prática na formação dos profissionais. No entanto, não é o suficiente.
Esse documento sozinho não vai resolver, essa não é uma normativa que resolve todos os problemas da formação dos professores no Brasil, é só um ponto importante para nortear os próximos avanços necessários.
Segundo o especialista, para que as mudanças ocorram de fato, seriam necessários um programa de apoio do MEC às instituições de ensino superior para a promoção de cursos de maior qualidade, e uma iniciativa para especificar a forma com que o MEC vai avaliar a qualidade destes cursos.
Ainda assim, Elizabeth Guedes, que preside a Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP), considera que as novas diretrizes representam o avanço e a melhoria do ensino da formação inicial de professores.
"[A mudança nas diretrizes] representa o que foi o consenso em torno da necessidade de se melhorar a oferta desses cursos. E parte importante disso foi o reconhecimento de que, para formar um profissional que vai ser um bom professor dentro da sala de aula, é preciso que esse profissional esteja antes posição de aluno na sala", avalia.
O g1 procurou a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) para saber do posicionamento da entidade diante da resolução do MEC, mas não teve retorno até o fechamento do texto.
'EAD não é vilão'
De 2002 a 2022, o índice de professores que se formaram em cursos de licenciatura à distância, em faculdades particulares, saltou de 28,2% para 60,2%. Mesmo com o avanço do EAD no país, o desempenho dos alunos na modalidade era inferior aos da modalidade presencial. Os dados são de um levantamento da Todos Pela Educação divulgado em outubro passado.

Mesmo apoiando a decisão de limitar a 50% a carga horária EAD de cursos para formar professores, Gabriel Corrêa defende que o problema não é a modalidade em si.
"Também existem cursos presenciais que deixam a desejar. O grande problema são as instituições que dependem do EAD em sua forma de ser, que oferecem uma formação muitas vezes deficiente, e que não garante ao aluno o mínimo em sua preparação para se tornar professor", explica Gabriel.
O especialista acredita que a melhor maneira de garantir um resultado melhor dos cursos de formação inicial de professores é definir ferramentas específicas para mensurar a qualidade dos cursos e da formação dos profissionais.
Elizabeth Guedes, da ANUP, defende ponto de vista semelhante e cobra métricas específicas de avaliação da qualidade do ensino.
"Só vamos saber se essas mudanças propostas agora, e outras que podem vir mais para a frente, estão funcionando e melhorando o nível de formação inicial dos nossos professores, se tivermos métricas de avaliação específicas que considerem os cursos, instituições e conteúdos aplicados", conclui.
VÍDEO
Abaixo, veja reportagem do Jornal Nacional sobre o debate sobre as diretrizes curriculares:
Formação para professores na EAD terá mudanças

Enem 2024: inscrições começam nesta segunda; confira o cronograma completo, valor da taxa e outros detalhes

Greve paralisa aulas há quase 2 meses no Instituto Federal de Sertãozinho, SP; entenda impasse
Todos os candidatos interessados em participar do Enem 2024 devem se inscrever, inclusive quem teve o pedido de isenção de taxa aceito. Provas serão aplicadas em 3 e 10 de novembro. Inscrições Enem 2024
Reprodução
As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024 começaram nesta segunda-feira (27) e vão até 7 de junho.
Tire suas dúvidas abaixo:
💻 Em que site fazer a inscrição? É só entrar na Página do Participante, em enem.inep.gov.br/participante.
💰Qual é o valor da taxa de inscrição? Ela custa R$ 85 e deverá ser quitada até 12 de junho. Somente após o pagamento, a inscrição estará confirmada (veja passo a passo mais abaixo).
💲Quais as formas de pagamento? A taxa deve ser paga por boleto, PIX ou cartão de crédito.
❗Quem está isento da taxa precisa se inscrever no Enem? SIM! Mesmo quem conseguiu a isenção (como os alunos da rede pública) precisa se inscrever. Caso contrário, não poderá fazer a prova.
🖊️ Para que serve o Enem? Ele é uma das principais portas de entrada para a educação superior no Brasil, utilizado por instituições públicas e privadas como critério de seleção, além de ser um requisito para programas governamentais de auxílio estudantil. Não há como se inscrever no Sisu, no Prouni e no Fies sem ter feito o Enem.
🗓️ Quando as provas serão aplicadas? Em 3 e 10 de novembro.
Dados necessários e etapas da inscrição
Os principais passos para realizar a inscrição no Enem são:
Informe seus dados pessoais: Durante a inscrição, você deverá informar o número do CPF e a data de nascimento.
Preencha seus dados de contato: Forneça um endereço de e-mail único e válido, assim como um número de telefone fixo e/ou celular válido. O Inep poderá utilizar o e-mail cadastrado para enviar informações sobre o exame.
Escolha onde quer fazer a prova: Indique o estado e município onde deseja realizar o exame.
Língua estrangeira: Selecione a língua estrangeira (inglês ou espanhol) na qual realizará a prova.
Crie seu cadastro e senha: Utilize o endereço https://sso.acesso.gov.br/ para criar um cadastro e senha de acesso que irá utilizar na Página do Participante.
Anote a senha em um local seguro, pois você precisará dela para: gerar o boleto com a taxa, que o Inep chama de Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança); realizar alterações nos dados cadastrais; acompanhar a inscrição e obter resultados e outras funcionalidades.
Verifique seus dados e anexe sua foto: Certifique-se de preencher corretamente todas as informações solicitadas, incluindo o Questionário Socioeconômico. Você também terá a opção de anexar uma foto atual, nítida e individual, seguindo as orientações fornecidas.
Confirme os dados e acompanhe a situação da inscrição: Após concluir a inscrição, verifique se todos os dados estão corretos.
Enem 2024: veja datas de inscrição e de aplicação das provas
Disciplinas e horários
Como nos últimos anos, o Enem será aplicado em dois domingos.
3 de novembro
O candidato deverá fazer:
45 questões de linguagens (40 de língua portuguesa e 5 de inglês ou espanhol);
45 questões de ciências humanas;
redação.
10 de novembro
A prova trará:
45 questões de matemática;
45 questões de ciências da natureza.
Veja os horários de aplicação (no fuso de Brasília):
Abertura dos portões: 12h
Fechamento dos portões: 13h
Início das provas: 13h30
Término das provas no 1º dia: 19h
Término das provas no 2º dia: 18h30
Cronograma do Enem 2024
Inscrições: de 27/5 a 7/6/2024
Pagamento da taxa de inscrição: de 27/5 a 12/6/2024
Pedido de tratamento pelo nome social: de 27/5 a 7/6/2024
Solicitação de atendimento especializado: de 27/5 a 7/6/2024
Resultado das solicitações de atendimento especializado: 17/6/2024
Recurso para pedidos negados: de 17/6 a 21/6/2024
Resultado do recurso: 27/6/2024
Divulgação dos locais de prova: data a ser marcada
Aplicação do Enem: 3 e 10/11/2024
Divulgação do gabarito: 20/11/2024
Divulgação do resultado: 13/1/2025
VÍDEOS DE EDUCAÇÃO

Em parceria com a B3, Tesouro cria Olimpíada de Educação Financeira e mira 1 milhão de alunos

Greve paralisa aulas há quase 2 meses no Instituto Federal de Sertãozinho, SP; entenda impasse
Inscrições para a Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira começam em 27 de maio; provas serão realizadas em setembro. Alunos poderão estudar via plataforma virtual, e escolas com maior engajamento e desempenho médio receberão prêmios em dinheiro. Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (Olitef)
Material de divulgação do Tesouro Nacional
Buscando a participação de mais de 1 milhão de alunos, a Secretaria do Tesouro Nacional, em parceria com o Ministério da Educação e com a B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), abre nesta segunda-feira (27) as inscrições para a 1ª Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (Olitef).
As inscrições, que devem ser feitas pelas escolas, se estendem até 9 de setembro por meio do site da olimpíada. A prova está prevista para 17 de setembro.
Poderão participar estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, e da 1ª série do Ensino Médio em todo o Brasil.
Segundo o governo, mais de 91 mil escolas estão aptas a participar do processo, englobando, ao todo, 19,36 milhões de estudantes.
"Estamos mirando ser, de partida, a maior olimpíada de educação financeira do país", disse ao g1 o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron.
Segundo ele, o objetivo é levar reflexão e discussão, de forma mais leve, aos alunos de escolas públicas e privadas em torno da educação e planejamento financeiros — temas que desempenham papel social e ajudam no desempenho escolar.
De acordo com o Tesouro, os pilares da olimpíada são simbolizados por três moedas empilhadas, representando a Educação, as Finanças e os Investimentos no Futuro.
"A Olitef não é apenas uma competição; é uma missão de transformação. Acreditamos que cada estudante merece acesso à educação financeira de qualidade, essencial para tomar decisões conscientes e responsáveis ao longo da vida. Nossa olimpíada é uma plataforma que capacita professores com recursos didáticos e valoriza suas carreiras, ao mesmo tempo em que prepara os alunos para gerenciar dinheiro, investir e economizar", diz o Tesouro Nacional.
Banco Central faz pesquisa para saber como está o conhecimento do Brasileiro sobe Educação Financeira
Plataforma de estudos e prêmios
Os professores receberão formação e materiais didáticos especializados, por meio de plataforma eletrônica, e os alunos terão acesso a conhecimentos financeiros práticos.
De acordo com o Tesouro Nacional, todos os alunos participantes receberão certificados digitais, e os melhores desempenhos serão premiados com medalhas.
As escolas da rede pública mais engajadas, e com melhor desempenho médio, serão premiadas. As inscrições para concorrer à premiação ocorrerão em um segundo momento, ao longo de junho.
Considerando o engajamento e o desempenho médio dos alunos, as duas melhores escolas públicas de cada estado receberão um prêmio de R$ 100 mil para investir na próprio local de ensino, para fazer pequenas reformas e comprar equipamentos, por exemplo.
Os professores que participarem do programa também receberão um premio de R$ 40 mil para dividir entre eles e o diretor das escolas premiadas.
Entre as 54 escolas premiadas, as três melhores receberão prêmios, respectivos, de R$ 300 mil, R$ 200 mil e R$ 100 mil. O critério, nesse caso, será o uso do valor anterior, de R$ 100 mil, em prol dos alunos, de mobilização da comunidade e de impulso à educação financeira. Uma banca avaliadora definirá os vencedores nessa segunda etapa.
Rogério Ceron, secretário do Tesouro Nacional, lembra que o órgão tem trazido uma série de inovações no programa Tesouro Direto — por meio do qual as pessoas físicas podem comprar e vender títulos públicos em corretoras na internet. Ele lembra que foram lançadas ações para facilitar a complementação de renda na aposentadoria e, também, o financiamento de estudos.
"Queremos levar a discussão da educação e do planejamento financeiro para dentro das famílias, cada vez de forma mais popular, buscando uma linguagem mais simples. E agora estamos lançando a olimpíada da educação financeira, que visa levar à uma grande reflexão, mobilizar as comunidades e os alunos, professores das escolas públicas e privadas. A gente está com um olhar especial para as escolas públicas", explicou o secretário do Tesouro Nacional.
Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (Olitef)
Material de divulgação do Tesouro Nacional

Maratonista que quase perdeu corrida porque marido ‘soltou’ filhas na pista nega ter sido boicotada por ele: ‘Combinamos antes’

Greve paralisa aulas há quase 2 meses no Instituto Federal de Sertãozinho, SP; entenda impasse
Ao g1, Luciana Lourenção diz que, antes da competição, planejou com o companheiro que ele a esperaria com as crianças antes da chegada, para viverem um momento 'inesquecível'. Mas, no dia da meia-maratona, ela teve de desviar das meninas para o ouro não escapar. Maratonista quase perdeu corrida porque marido 'soltou' filhas na pista
🏃‍♀️Hipótese 1: Você está disputando uma meia-maratona, com chances concretas de faturar o primeiro lugar. Quando avista a linha de chegada, a poucos metros de concluir sua (suada) missão… avista suas filhas e seu marido. As meninas, de 3 e 6 anos, entram na pista (com incentivo do pai) e correm para abraçar você. O que fazer?
Desviar das crianças, adiar o abraço por uns minutinhos e garantir o ouro?
Ou desistir da vitória e se entregar imediatamente ao carinho da família?
A personal trainer Luciana Grandi Lourenção, de 37 anos, escolheu a primeira opção — e virou assunto até na imprensa estrangeira.
🙅‍♂️Hipótese 2: Agora, vamos mudar o personagem. Você é o marido da corredora e levou suas duas filhas para ver a mãe competir. O que seria mais correto?
Esperar a esposa antes do fim do percurso e "soltar" as meninas na pista, para que pulem na mãe e cruzem a linha de chegada com ela (com o risco de atrapalhar a competidora e deixá-la fora do pódio)?
Ou aguardar mais para frente, depois do encerramento da corrida, para não colocar a medalha em risco, mas perder o momento emocionante de ver as três correndo juntas?
O empresário Pedro Lourenção, de 43 anos, seguiu a estratégia número 1 — e foi "cancelado" nas redes sociais por supostamente tentar boicotar a vitória de sua mulher.
➡️Esta meia-maratona, que aconteceu em 5 de maio, em Presidente Prudente (SP), não foi extenuante apenas pelos 21 km de percurso: virou uma competição ainda mais longa nas redes sociais, com "comentaristas" polarizados e bem velozes no julgamento.
Parte deles atacou Luciana ("Custava pelo menos dar um tapinha na mãozinha das crianças?"), enquanto o restante condenou Pedro ("Que marido sem noção, hein, querida 😂, eu já teria pedido divórcio depois de ele achar que você só serve pra ser mãe”).
Para entender o que de fato aconteceu naquele dia, o g1 chamou o VAR e conversou com o casal. Veja o tira-teima abaixo.
Luciana Grandi Lourenção comemora conquista em prova na companhia das filhas
Arquivo Pessoal
V
'A gente tinha combinado antes, diz Luciana
Luciana conta que, apesar de ter uma longa carreira nas corridas de rua, não havia se preparado especificamente para essa competição.
Um dia antes da meia-maratona, ela elaborou um plano com o marido.
"Decidimos levar as meninas para a prova, para que eu pudesse cruzar a linha de chegada com elas. Eu não estava disputando dinheiro, era uma corrida da minha cidade, e seria muito gostoso e legal criar esse momento com as crianças", conta Luciana.
No decorrer do desafio, mesmo sendo um percurso dificílimo, Luciana estava na liderança — mas com a segunda colocada ali "na cola", cerca de 30 segundos atrás.
"Eu precisava chegar e pronto. Vi as meninas rapidamente, mas não consegui parar: primeiro, porque era uma descida, e eu estava muito concentrada e focada; segundo, porque a minha concorrente estava bem perto de mim", diz. "As crianças entenderam e não ficaram aborrecidas. Expliquei para elas que é muito cansativo e difícil correr uma meia-maratona."
Não havia como Pedro notar, à distância, que a diferença entre as duas atletas estava tão pequena, conta a vencedora.
Ele concorda. "Eu sabia que ela estava chegando, mas não vi a segunda colocada. O organizador [que narrou a competição] também não avisou que eram duas pessoas com chance de ganhar", diz o marido.
'Não fiz nada na maldade, nada para atrapalhar', afirma Pedro
Luciana Grandi Lourenção com as filhas e o marido
Arquivo pessoal
O casal diz que ficou chocado com a repercussão do caso.
Houve até quem julgasse o fato de Luciana ter abraçado um outro homem antes de voltar para ver a família. Um post que viralizou no X (antigo Twitter) insinuou que seria o "futuro namorado" da atleta.
"Aquele careca que aparece no vídeo é meu irmão. Ele correu junto comigo só para me dar apoio e incentivo. 'Freou' um pouco antes da linha de chegada, para 'não roubar meu brilho'. Foi ele quem eu abracei", diz a personal trainer.
"Tudo foi muito distorcido. As pessoas da internet se acham soberanas, acham que têm poder para crucificar os outros sem ver o contexto da história. Isso é doentio."
Pedro diz que está evitando ler os comentários nas redes sociais.
"Ficaram me chamando de sabotador. Mas saibam que foi esse 'sabotador' que fez duas ligações para que a Luciana conseguisse participar da corrida, já que as inscrições tinham terminado. Fiz de tudo para ela ir. Aos domingos, quando ela vai treinar, estamos sem a nossa funcionária, e sou eu que fico com as meninas, com o maior prazer", conta.
"Não fiz nada na maldade, nada para atrapalhar."
'Limitada' ao papel de mãe?
Luciana Grandi Lourenção com as filhas e o marido
Arquivo Pessoal
Perfis de maternidade nas redes sociais compartilharam longas reflexões sobre a importância de as mulheres serem vista para além do papel de "mães".
Luciana, no entanto, diz que nunca foi julgada por ter uma carreira e se dedicar também ao esporte.
"No meu círculo, não tenho problemas com isso. E quero que as meninas me enxerguem desta forma: sou uma mãe carinhosa, mas também uma esposa, uma profissional, uma corredora. Tenho o lado da mãe que não dorme quando o filho está doente à noite, mas também participo de uma meia-maratona."
Vídeos

Greve paralisa aulas há quase 2 meses no Instituto Federal de Sertãozinho, SP; entenda impasse

Greve paralisa aulas há quase 2 meses no Instituto Federal de Sertãozinho, SP; entenda impasse
Funcionários e professores iniciaram paralisação em 3 de abril solicitando aumento salarial de até 34%, recomposição de carreiras e de orçamento da instituição. Em assembleia esta semana, profissionais rejeitaram nova proposta do governo e decidiram manter greve. Imagens do IFSP de Sertãozinho (SP), com aulas paradas há quase dois meses por causa de greve de professores
Willy Gabriel Costa Peres
Aulas do ensino médio ao mestrado paradas, biblioteca e diretorias ligadas a atividades de extensão sem funcionamento são alguns dos impactos de uma paralisação de funcionários e professores do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) em Sertãozinho (SP), que já se estende por quase dois meses.
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Mobilizada no início de abril, como parte de uma paralisação mais ampla de instituições federais, a greve visa revisar, em até 34%, os salários, reestruturar carreiras e melhorar o orçamento para as instituições de ensino, além de solicitar medidas como a revogação da Lei do Novo Ensino Médio.
Esta semana, os profissionais decidiram, em assembleia, manter a paralisação, enquanto aguardam uma nova proposta do governo federal. Enquanto isso, estudantes reclamam dos prejuízos para o andamento do ano letivo.
Além de Sertãozinho, na região de Ribeirão Preto (SP) a paralisação também afeta as atividades do IFSP de Barretos (SP).
"As atividades no campus estão paradas. A única que está tendo é fundamentos da matemática, porque a professora não é concursada, e aí ela não pode tirar a greve. A gente está tendo só essa aula e está prejudicando o pessoal demais", afirma Willy Gabriel Costa Peres, de 18 anos, aluno de licentiatura em química em Sertãozinho.
Em nota, o Ministério da Educação informou que a pasta estará sempre aberta ao diálogo, franco e respeitoso, pela valorização dos servidores.
A seguir, entenda o que se sabe sobre a greve dos servidores no IFSP de Sertãozinho e quais os impactos para as atividades no campus.
Quando começou a greve e o que os profissionais pedem?
Em Sertãozinho, os técnicos administrativos em educação (TAEs) e os professores do IFSP aprovaram que entrariam em greve no final de março e iniciaram a paralisação em 3 de abril.
O movimento tem o intuito de pedir:
recomposição salarial de 34,32% para os TAEs, em três parcelas, entre 2024 e 2026, e de 22,71% para os professores, como maneira de compensar as perdas inflacionárias que chegaram a quase 50%, segundo a categoria, entre 2028 e 2022;
reestruturação nos planos de carreira;
recomposição do orçamento dos institutos federais, que, segundo o movimento, corresponde a 50% do valor de 2018 diante um número de alunos maior;
revogação de medidas de governos anteriores como a lei do Novo Ensino Médio e da portaria 443/2018, que estabelece preferência por empresas terceirizadas para contratação de serviços de tradução e intérprete em libras.
Qual é a adesão e o que foi afetado?
De acordo com o comando de greve do campus de Sertãozinho, a adesão à greve é de ao menos 78% entre docentes – dos 93, 73 estão paralisados – e de 84% entre os técnicos administrativos – 42 dos 50.
"A adesão a greve no câmpus Sertãozinho foi muito forte desde o início, a maioria das aulas estão paralisadas e apenas serviços essenciais estão mantidos", informa o grupo.
Em função disso, segundo o comando de greve, uma série de atividades estão paralisadas. São elas:
aulas do ensino médio (com apoio do grêmio estudantil);
aulas no ensino superior;
aulas do mestrado profissional em educação profissional, técnica e tecnológica;
biblioteca;
Coordenadoria de Apoio ao Estudante;
Coordenadoria do Sociopedagógico;
Diretoria de Administração;
Diretoria de Extensão;
Diretoria de Pesquisa;
Secretaria Escolar;
Coordenadoria de Tecnologia de Informação;
técnicos de Laboratórios.
IFSP de Sertãozinho, SP
Carlos Trinca/EPTV
O que ainda está em funcionamento?
Apesar da paralisação, o campus de Sertãozinho está aberto, com a possibilidade de acesso a:
quadras esportivas
pátios
manutenção de atividades ligadas a iniciações científicas
cursinho pré-vestibular popular
cursos do centro de línguas
Além disso, segundo o comando de greve, atividades essenciais foram mantidas. São elas:
pagamento do Programa de Apoio e Permanência estudantil;
pagamento dos contratos com fornecimento de mão de obra (vigilância, limpeza, portaria, copeiragem e distribuição de merenda);
pagamento e orientação das bolsas de Ensino, Pesquisa e Extensão;
orientações e trâmites dos estágios obrigatórios para conclusão de curso.
Como estão as negociações com o governo?
As negociações são articuladas entre o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e o governo fFederal.
Segundo o comando de greve do IFSP em Sertãozinho, uma assembleia foi realizada na última quinta-feira (23) para avaliação da segunda proposta apresentada pelo governo federal, não aceita pela categoria que decidiu prosseguir com a paralisação.
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