O que é uma ‘implosão’; relembre o que aconteceu com o submarino Titan

O Assunto #1.237: Greve nas federais – o impasse
Tragédia completa um ano e ainda não se sabe o que causou a implosão. Investigadores acreditam que houve uma falha do submarino em lidar com a pressão a níveis profundos do mar. O que é uma 'implosão' e o que acontece quando um submarino implode?
Há um ano, em 18 de junho de 2023, o submarino Titan implodiu em águas profundas do Atlântico. Os cinco bilionários que estavam a bordo da expedição turística ao local de destroços do Titanic morreram.
Foram quatro dias de buscas até que a Guarda Costeira dos Estados Unidos confirmasse a implosão e a empresa OceanGate, dona do submarino e responsável pela expedição, anunciasse a morte de todos os passageiros.
O que é implosão?
👉 Implosão é o que ocorre quando um objeto, uma estrutura ou um edifício colapsa ou desmorona em direção ao seu centro. É o oposto da explosão, na qual a força que leva à destruição é liberada para fora a partir do centro do objeto.
Em 2017, o submarino argentino ARA San Juan, que desapareceu e demorou 1 ano para ser encontrado, também "implodiu" no fundo do mar.
À época, a Marinha da Argentina disse que o casco permaneceu bastante intacto, apenas com algumas deformações, e que todas as outras partes se desprenderam.
No caso do submarino Titan, os destroços foram encontrados a 3.800 metros de profundidade no Oceano Atlântico, a 600 quilômetros da costa do Canadá.
Apesar das investigações sobre as causas da tragédia ainda não terem sido concluídas – e se manterem adiadas por tempo indeterminado –, investigadores já sabem que a implosão foi provavelmente causada por uma falha no submarino em lidar com a pressão um nível tão profundo do mar.
Ainda não se sabe por que houve essa falha e a OceanGate também não esclareceu publicamente os detalhes que podem ter levado à implosão. Em agosto, a Guarda Costeira deve fazer uma audiência pública planejada para discutir o que seus engenheiros descobriram até agora.
Presidente da empresa ignorou alertas de segurança sobre submarino do Titanic e chamou de 'acusações infundadas'
Cenário provável do submarino Titan
Ainda que o motivo da falha ainda não tenha sido descoberto, é sabido que, quando um submarino mergulha, a pressão da água aumenta progressivamente.
Em geral, esses veículos são projetados para suportar a pressão da coluna d'água: são construídos com cascos reforçados e materiais resistentes.
Entretanto, Thiago Pontin Tancredi, professor do curso de engenharia naval da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e supervisor do laboratório de simulação naval, explica que o Titan era feito de fibra de carbono e titânio, dois materiais sobre os quais há pouco estudo sobre como se comportam quando sujeitos a várias pressões diferentes.
Segundo Tancredi, um dano na estrutura do casco é uma das causas possíveis da implosão.
"Quando submerge e emerge, [o submarino] vai acumulando danos. Não é porque fez a missão uma vez que é seguro. Fazer a missão uma vez significa que ele estava bem dimensionado, mas vai acumulando amassados e trincas, o que pode levar a uma falha estrutural", afirma Thiago.
Antes de implodir, o próprio Titan vinha fazendo expedições anuais ao Titanic desde 2021 e registrando a decadência dos destroços do navio, além do ecossistema subaquático ao redor do transatlântico.
Mesmo com o acidente, a exploração em alto mar continua. A empresa planeja visitar novamente os restos do Titanic em julho, usando veículos operados remotamente. Um bilionário de Ohio também afirmou que planeja uma viagem até o naufrágio em um submersível para duas pessoas em 2026.
(MODELO 3D: Deslize o mouse para os lados para ver submarino)

Um elefante a cada 25 cm quadrados
O professor de engenharia naval afirma que a pressão exercida em um submersível a 3,8 mil metros de profundidade é equivalente a um elefante apoiado em cada pedaço de 5 x 5 centímetros (25 centímetros quadrados) do casco.
Se a pressão externa exceder a resistência da estrutura, isso causa um desequilíbrio de pressão dentro e fora do casco, resultando em um colapso súbito da estrutura.
A implosão ocorre justamente quando a pressão da água esmaga o casco do submarino, comprimindo-o para dentro.
Ainda de acordo com o professor e engenheiro naval Thiago Pontin, um pequeno amassado no casco, ainda que represente algo em torno de 2% de toda a sua superfície, é suficiente para reduzir a profundidade máxima de operação de um submarino em 50%.
Como é feito de fibra de carbono, a implosão deve ter causado um efeito similar ao vidro estilhaçado, se partindo em muitos pedaços. Já as partes em titânio devem se comportar como metal, ficando retorcidas, segundo a avaliação de Pontin.
Profundidade onde está o Titanic; ambiente hostil dificultou buscas por submarino desaparecido.
Vitória Coelho e Wagner Magalhães | Arte g1

Mais da metade dos alunos brasileiros tem nível baixo de criatividade; país está entre os últimos de ranking internacional, diz Pisa

O Assunto #1.237: Greve nas federais – o impasse
Pela 1ª vez, uma das principais avaliações internacionais de educação incluiu questões que medem a criatividade de estudantes de 15 anos na resolução de problemas sociais e científicos. Entre os 56 países participantes (membros da OCDE e parceiros), Brasil está na 44ª posição. Pisa passou a mensurar a criatividade de alunos de 15 anos
Pexels
Mais da metade (54,3%) dos alunos brasileiros de 15 anos apresentou um baixo nível de criatividade ao tentar solucionar problemas sociais e científicos apresentados em uma prova internacional de conhecimentos. O dado foi divulgado nesta terça-feira (18) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
✏️Talvez você se lembre de já ter lido, nos últimos anos, sobre os resultados do Pisa (sigla em inglês para "Programa Internacional de Avaliação de Estudantes"), uma das mais importantes avaliações de educação do mundo. Tradicionalmente, ele mede os conhecimentos de alunos de escolas públicas e particulares em matemática e leitura.
🎨Desta vez, no entanto, o Pisa foi além de mostrar se os jovens sabem identificar figuras geométricas ou entender textos longos. A prova, aplicada em 2022 (com atraso, por causa da pandemia), passou a mensurar também a criatividade dos participantes: eles conseguem sugerir soluções originais para uma situação-problema? São capazes de usar a escrita e a arte para representar uma nova ideia? Têm imaginação para criar histórias curiosas e fora do padrão?
⬇️Entre os 56 países participantes (membros da OCDE e parceiros), o Brasil ficou no fim da lista, na 44ª posição, atrás de outras nações latino-americanas, como Uruguai, Colômbia e Peru.
Veja os principais dados do desempenho do Brasil:
Em uma escala de 0 a 60, o Brasil somou 23 pontos (10 abaixo da média da OCDE).
Houve uma diferença significativa, de 11 pontos, entre o desempenho dos alunos brasileiros mais pobres (19 pontos) e dos mais favorecidos economicamente (30 pontos).
Entre as áreas de criatividade avaliadas no Pisa, a que teve menor taxa de sucesso no Brasil foi a de resolução de problemas científicos.
Abaixo do Brasil no ranking, estão apenas: Arábia Saudita, Panamá, El Salvador, Tailândia, Bulgária, Jordânia, Macedônia do Norte, Indonésia, República Dominicana, Marrocos, Uzbequistão, Filipinas e Albânia.
Nos níveis 1 e 2 de criatividade, que são os mais baixos do Pisa, estão 54,3% dos alunos brasileiros. Isso significa que eles:
conseguem apenas fazer desenhos isolados e simples, dentro de assuntos ligados ao cotidiano;
apresentam ideias óbvias e têm dificuldade de propor mais de uma solução para um problema.
Quais os critérios de correção?
As 30 perguntas de criatividade avaliavam a capacidade de expressão escrita e artística, além da habilidade de solucionar problemas sociais e científicos.
Veja só um exemplo dos critérios de correção: a questão abaixo, que estava na prova, pedia que o aluno criasse três títulos diferentes para a imagem de um livro enorme em um jardim.
Questão pede que o aluno crie três títulos diferentes para a imagem de um livro enorme, com uma árvore e um banco posicionados entre as páginas
Reprodução/OCDE
Um aluno de nível 1 ou 2, por exemplo, apresentaria ideias mais simples e literais de título, muito parecidas entre si, como: "O livro grande", "O livro gigante" e "Um livro gigante no campo".
Já as respostas criativas, de alunos dos níveis mais avançados, trariam adjetivos menos óbvios e mais variados, como "A árvore solitária", "A história perfeita" e "A trilha escrita".
🎭Quais países fazem parte do top 10 de criatividade?
Singapura (41 pontos) – com destaque para solução de problemas sociais
Coreia (38 pontos) – com destaque para soluções de problemas científicos
Canadá (38 pontos)
Austrália (37 pontos)
Nova Zelândia (36 pontos)
Estônia (36 pontos)
Finlândia (36 pontos)
Dinamarca (35 pontos)
Letônia (35 pontos)
Bélgica (35 pontos)
Média geral da OCDE: 33 pontos
➡️Observações da OCDE:
Em todos os países participantes, os alunos com maior status socioeconômico tiveram melhor desempenho em pensamento criativo do que os menos favorecidos. Em média, a diferença foi de 9,5 pontos.
As meninas tenderam a ser muito mais criativas que os meninos no Pisa — 31% delas e 23% deles conseguiram atingir o nível 5 de proficiência (considerado alto).
Alunos que participam de atividades de artes, teatro, escrita criativa e programação ao menos uma vez por semana costumam ter desempenho melhor do que os demais.
O incentivo dos professores e a valorização da criatividade pelas escolas também aparecem como elementos importantes para os alunos, segundo o questionário aplicado pelo Pisa.
Brasil ocupa últimas posições em ranking do Pisa 2022

Novo Ensino Médio deve ser votado em comissão nesta terça; secretários discordam das mudanças feitas no Senado

Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) se diz preocupado com nova versão do texto. Se aprovado como está, terá de passar ainda pelo plenário do Senado e por uma nova rodada de votação na Câmara, antes de virar lei. A votação do Novo nsino Médio está prevista para esta terça-feira (18) na Comissão de Educação e Cultura (CE) do Senado. O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) divulgou nota nesta segunda (17) em que manifesta "preocupação" com a última versão do texto.
Isso porque a relatora, senadora Professora Dorinha (União-TO), mudou o texto aprovado pela Câmara dos Deputados. Ela reduziu para 2,2 mil horas a carga horária das disciplinas obrigatórias, sobrando 800 para optativas, e incluiu espanhol entre os cursos exigidos.
O projeto reestrutura novamente o ensino médio — última etapa da educação básica —, reformado em 2017. Se aprovado como está, terá de passar ainda pelo plenário do Senado e por uma nova rodada de votação na Câmara, antes de virar lei.
Os secretários de Educação defendem o texto aprovado pelos deputados. Para eles, as alterações feitas no Senado podem atrasar o processo. "Qualquer modificação substancial, neste momento, apenas atrasará ainda mais a implementação das tão necessárias mudanças no Ensino Médio", diz a nota do Consed.
Novo Ensino Médio: relatora reduz carga horária das disciplinas básicas e torna espanhol obrigatório
Veja abaixo os principais argumentos do conselho:
Língua espanhola como disciplina obrigatória
A relatora incluiu espanhol como curso obrigatório do ensino médio, dentro da da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Hoje, apenas o inglês é exigido como língua estrangeira. Para o Consed, é mais "adequado" que o espanhol continue opcional já que alguns estados "se encontram em regime de recuperação fiscal, impossibilitados de criar novos cargos ou realizar concurso público".
Expansão da carga horária
O projeto diz que a carga horária mínima será ampliada para 1,4 mil horas por ano. A versão do Senado estabelece que 70% do período será reservado às disciplinas obrigatórias e 30% aos cursos de aprimoramento, à escolha do estudante. De acordo com os secretários de Educação, isso limitará a "flexibilidade da organização curricular diversificada do ensino médio".
Aula noturna
O Consed critica obrigatoriedade de que em cada município haja pelo menos uma escola de ensino médio com oferta de turno noturno. "Ignora que cada ente federado pode, mediante arranjos logísticos específicos, atender a essa demanda sem que seja necessária a abertura de uma escola em cada município para acolher a um contingente muito reduzido de estudantes", diz o conselho.
Ensino remoto e mediado por tecnologia
O texto aprovado pela Câmara admite excepcionalmente ensino mediado por tecnologia- aulas que são gravadas e transmitidas para salas em localidades diferentes. O relatório da senadora Professora Dorinha diz que tanto esta modalidade quanto à educação à distância só serão permitidas em casos emergenciais, como calamidades públicas.
"A eventual falta de professores e situações em que precise compatibilizar os horários do Ensino Médio e dos anos finais do Ensino Fundamental, em razão de logística de transporte escolar, infraestrutura das escolas e jornada dos professores, são fatores adicionais em favor da manutenção da oferta do ensino mediado por tecnologia", explica o conselho.

Inverno começa no dia 20 ou 21? Saiba por que as datas das estações não são fixas

O Assunto #1.237: Greve nas federais – o impasse
Inverno deste ano começa na próxima quinta-feira, dia 20 de junho, às 17h51. Segundo os astrônomos, o ano trópico é o principal fator que influencia nas diferenças de início a cada ano. Inverno começa na próxima quinta-feira, dia 20 de junho, às 17h51.
BRUNO ESCOLASTICO/E.FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO
O inverno começa nesta semana e, diferentemente do que se aprende na escola, este ano o início da estação não é no dia 21 de junho. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em 2024, o inverno começa às 17h51 do dia 20 de junho.
🤔Mas, se os livros escolares muitas vezes trazem uma data fixa início de cada estação, por que ela pode mudar a cada ano?
🌍Antes de responder a essa pergunta, é preciso lembrar que o início de cada estação está ligado a dois tipos de fenômenos astronômicos:
Solstício – determina o começo do inverno e do verão. São os momentos em que a luz do Sol incide de forma mais intensa sobre um dos hemisférios. Com isso, os dias são mais longos no verão e mais curtos no inverno;
Equinócio – marca o início do outono e da primavera. Acontece quando a luz solar incide da mesma forma sobre os dois hemisférios, fazendo com que os dias e as noites tenham a mesma duração.
Então, no caso do início do inverno, que acontece nesta semana, está para acontecer o solstício de inverno, momento de maior incidência de luz solar sobre o Hemisfério Norte, marcando o dia mais curto do ano no Hemisfério Sul. (veja mais abaixo)
🔭 Os astrônomos explicam que a pequena variação de dias de início das estações está relacionada a dois fatores:
Ano trópico, isto é, quanto tempo a Terra leva para partir de algum dos pontos que definem as estações e retornar ao mesmo ponto;
E o fuso horário.
Datas do início de cada estação do ano.
Arte g1/Kayan Albertin
Ajustes anuais
Josina Nascimento, astrônoma do Observatório Nacional, explica que, em geral, os livros didáticos têm algumas datas fixas de início de cada estação, para ajudar na memorização. Mas, na realidade, ano a ano, elas sofrem algumas alterações.
"É uma variação bem lenta, que tem influência da inclinação do eixo da Terra e, principalmente, do fato do tempo que a Terra gasta para dar a volta no Sol não ser de 365 dias", comenta a astrônoma.
O chamado ano trópico, tempo entre duas passagens por uma mesma estação do ano, é diferente do ano civil. Enquanto o ano civil tem 365 dias – ou 366, se o ano for bissexto – o ano trópico tem duração de 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos.
Assim, da mesma forma que acontece com os anos bissextos, em que, a cada 4 anos, é preciso adicionar um dia a mais para compensar as horas extras que a Terra leva no movimento de translação, a cada ano um "ajuste" é feito no horário de início das estações do ano, para compensar essa "sobra".
Josina explica que esse "ajuste" é sempre de cerca de 6 horas, o que faz com que as estações possam ter uma variação pequena nos dias em que começam.
"O horário vai sempre variar de um ano para o outro. Então, se nesse ano o inverno começa no dia 20 de junho, às 17h51, no ano que vem o início dessa estação vai ser no dia 20, por volta das 23h40", exemplifica.
Outro ponto ressaltado pela astrônoma que influencia o dia em que a estação vai começar é o fuso horário. Como no Brasil, por exemplo, há quatros diferentes fusos horários, em um mesmo ano, o inverno pode começar em dias diferentes, a depender do local do país – apesar do início oficial levar em conta sempre o horário de Brasília.
Dias diferentes das noites
A variação na duração dos dias e das noites também está diretamente ligada à inclinação da Terra e sua volta em torno do Sol.
🌌Duas posições da Terra devem ser levadas em consideração quando o assunto é duração dos dias e estações do ano:
Posição em relação ao próprio eixo;
Posição em seu plano de órbita (ou seja, em relação ao Sol).
O planeta em uma inclinação de 23.5º em relação ao plano de órbita. Assim, a Terra está sempre levemente inclinada para um dos lados quando gira em seu eixo e ao redor do Sol.

Com isso, os raios atingem a superfície terrestre de maneira diferente a cada dia, proporcionando uma maior ou menor incidência de luz – e fazendo com que as estações do ano existam.
Enquanto o hemisfério que está no verão recebe mais luz solar, aquele que está no inverno recebe menos luz. Quando o hemisfério não está nem no verão nem no inverno, está em uma das duas estações de transição, nas quais a incidência de luz é mais uniforme.
São nesses momentos em que a duração dos dias e das noites também é praticamente igual.
Entenda por que existem os anos bissextos, como 2024

O Assunto #1.237: Greve nas federais – o impasse

Há mais de dois meses professores de universidades federais se juntaram à paralisação de técnicos administrativos, cuja greve começou em março. Entre as reivindicações está o reajuste salarial ainda em 2024, plano de carreira, mais investimento e a revogação de medidas adotadas nos governos de Michel Temer e de Jair Bolsonaro. O governo, no entanto, oferece reestruturação de benefícios para este ano, mas reajuste só a partir de 2025. Você pode ouvir O Assunto no g1, no GloboPlay, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, na Deezer, na Amazon Music, no Hello You ou na sua plataforma de áudio preferida. Assine ou siga O Assunto, para ser avisado sempre que tiver novo episódio.
Há mais de dois meses professores de universidades federais se juntaram à paralisação de técnicos administrativos, cuja greve começou em março. Entre as reivindicações está o reajuste salarial ainda em 2024, plano de carreira, mais investimento e a revogação de medidas adotadas nos governos de Michel Temer e de Jair Bolsonaro. O governo, no entanto, oferece reestruturação de benefícios para este ano, mas reajuste só a partir de 2025. Para entender o impasse em torno da negociação – e por que a categoria negou a proposta feita no fim da semana passada – Natuza Nery conversa com o repórter Bruno Alfano, do jornal O Globo, e com Ursula Peres, professora de Orçamento e Finanças Públicas da USP e pesquisadora do Centro de Estudos da Metrópole. Ursula detalha com quais outras fatias da Educação professores e servidores disputam orçamento e analisa se há espaço para os reajustes, em um momento em que o governo federal é pressionado pelo corte de gastos, de olho no cumprimento da meta fiscal.
O que você precisa saber:
Governo propõe revogação de normas da gestão anterior, mas greve continua
Lula anuncia investimento e pede fim da paralisação
LEVANTAMENTO: As universidades e os institutos federias em greve
Greve das federais reflete década de desfinanciamento e demandas reprimidas
O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Amanda Polato, Carol Lorencetti, Gabriel de Campos, Luiz Felipe Silva e Thiago Kaczuroski. Neste episódio colaborou Camila da Silva. Apresentação: Natuza Nery.
VEJA CORTES DO PODCAST O ASSUNTO EM VÍDEO
Greve das federais: o impasse na Educação
Dá para dar aumento a professores federais?