Enem teve pergunta semelhante em 2025 e 2016; professores dizem que questão não deve ser anulada

Gabarito prova azul Enem 2025 extraoficial e correção das provas
G1 ao vivo Enem 2025: Correção da prova de domingo 09/11
A questão 53 da prova amarela do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 é muito semelhante a um item que apareceu no exame em 2016. Na ocasião, a questão apareceu no primeiro dia da segunda aplicação do exame, como número 37 da prova branca.
As duas questões cobram conhecimento de História e abordam a lei Saraiva, "que fez importantes mudanças no sistema eleitoral brasileiro e que, com essas mudanças, a partir da exclusão dos analfabetos do sistema de votação, diminuiu de uma forma muito significativa o número de eleitores no fim do segundo reinado", explica Viktor Lemos, diretor do Curso Anglo.
As duas versões do item teriam como alternativa correta a alternativa que fala da "exigência da alfabetização."
Enem 2025 tem questão repetida de 2016.
Reprodução
Apesar das semelhanças, Viktor Lemos acredita que a questão não deve ser anulada, já que o enunciados não são idênticos.
"Nós entendemos que a questão não deve ser anulada porque o tema é pertinente e está dentro dos grandes eixos avaliados pelo Enem como a cidadania e a participação política dos cidadãos brasileiros."
Edmilson Motta, coordenador geral do Colégio Etapa, explica que uma questão do Enem é passível de anulação quando tem algum erro ou privilegia um grupo de candidatos por uma situação contextual.
Apesar de a situação poder ser parcialmente encaixada no segundo caso, ele acredita que não é possível considerar que algum grupo seja claramente privilegiado, uma vez que, teoricamente, as provas anteriores do Enem são acessíveis a todos.

Enem 2025: veja exemplos de redação sobre o tema ‘Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira’

Gabarito prova azul Enem 2025 extraoficial e correção das provas
Folha de rascunho da Redação do Enem.
arquivo/g1
O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 é: "Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira".
Abaixo, confira exemplos de textos produzidos por professores a pedido pelo g1. As duas primeiras redações foram feitas somente a partir do tema divulgado pelo Ministério da Educação. Já a terceira teve como base o tema e os textos motivadores.
COBERTURA AO VIVO: acompanhe a correção da prova a partir das 18h30
Tema da redação do Enem é 'Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira'
Thiago Braga, autor e professor do Colégio e Sistema pH
Na obra "Memorial de Aires", de Machado de Assis, o protagonista, um diplomata aposentado, enfrenta a solidão e a marginalização social típicas da velhice, apesar de sua vasta experiência e sabedoria acumulada. Analogamente, no contexto contemporâneo brasileiro, a população idosa vivencia um processo de envelhecimento marcado pela desvalorização sistemática e pela negligência institucional. A partir desse prisma, dois grandes desafios para a construção de perspectivas dignas acerca do envelhecimento devem ser debelados: as políticas públicas ineficazes e o etarismo enraizado na sociedade.
Diante desse cenário, as políticas públicas ineficazes configuram-se como um obstáculo à promoção de perspectivas dignas do envelhecimento, uma vez que impedem a proteção adequada dos direitos assegurados à população idosa. Consoante o sociólogo Émile Durkheim, uma sociedade sem regras claras, sem valores e sem limites encontra-se em estado de anomia social. Nesse sentido sociológico, esse estado anômico pode ser observado na hodierna realidade brasileira, na medida em que a omissão estatal permite violações sistemáticas aos direitos das pessoas idosas, como a negligência em instituições de longa permanência, a precariedade no atendimento de saúde e a ausência de programas efetivos de envelhecimento ativo. Ademais, embora o Estatuto da Pessoa Idosa garanta proteção integral desde 2003 e a Convenção Interamericana sobre Direitos dos Idosos tenha sido aprovada pela Organização dos Estados Americanos em 2015, o Brasil ainda não ratificou esse importante instrumento internacional, evidenciando o descaso governamental. Com base nisso, uma mudança urgente e pragmática deve ser realizada, visando à transformação dessa conjuntura, de modo a não só valorizar a população idosa no país, como também a protegê-la.
Ademais, o etarismo enraizado na sociedade brasileira também se constitui como importante fator que aprofunda a desvalorização da população idosa e compromete perspectivas dignas de envelhecimento. Segundo o filósofo Pierre Bourdieu, a violência simbólica manifesta-se nas estruturas sociais que naturalizam formas de dominação e exclusão. Sob esse prisma filosófico, o etarismo, termo cunhado pelo gerontologista Robert Butler em 1969 para descrever a discriminação baseada na idade, opera como violência simbólica que inferioriza sistematicamente as pessoas idosas, propagando estereótipos de fragilidade, improdutividade e obsolescência. Nesse viés, a própria formação cultural brasileira é maculada por noções que deslegitimam a velhice, manifestando-se na exclusão do mercado de trabalho, na infantilização de pessoas idosas e na subavaliação de suas capacidades, como ficou evidente no episódio viral de 2023, em Bauru, em que universitárias jovens debocharam de uma colega de 44 anos, afirmando que ela "deveria estar aposentada". Então, torna-se imperiosa a desconstrução imediata desse preconceito, no sentido de debelar mentalidades discriminatórias e ampliar o respeito intergeracional.
Infere-se, portanto, que as políticas públicas ineficazes e o etarismo enraizado configuram-se como os dois principais desafios para a construção de perspectivas dignas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira. Nessa ótica, o Governo Federal deve ampliar as políticas públicas existentes, tornando-as mais eficazes, por intermédio de uma aliança com o Congresso Nacional, com a finalidade de ratificar a Convenção Interamericana sobre Direitos dos Idosos e implementar programas de envelhecimento ativo que garantam autonomia, saúde e participação social das pessoas idosas. O Governo Federal também deve combater o etarismo, por meio do Ministério da Educação e da Mídia, a fim de promover educação gerontológica nas escolas, campanhas de conscientização sobre discriminação etária e representatividade positiva de idosos nos meios de comunicação. Logo, o país possuirá uma estrutura melhor para dialogar com o envelhecimento populacional, longe da marginalização vivenciada pelo protagonista de "Memorial de Aires" e rumo a uma sociedade verdadeiramente inclusiva e respeitosa com o ser humano em todas as fases de sua vida.
Maysa Barreto e Fernanda Becker, especialistas da plataforma Redação Nota 1000
Na distopia futurística proposta pelo filme brasileiro “O Último Azul”, dirigido por Gabriel Mascaro, idosos acima de 75 anos são deslocados para uma colônia habitacional, com a desculpa de que geram muitas despesas para seus familiares. Apesar de se tratar de uma realidade ainda distante do cenário nacional, a obra traz à tona a importante discussão sobre as perspectivas acerca do envelhecimento populacional da sociedade brasileira, uma vez que a escassez de políticas públicas voltadas à população idosa escancara uma lacuna na garantia dos direitos da terceira idade, cenário que é perdurado pelo etarismo e pela dissolução da previdência social.
De início, é fundamental pontuar que o etarismo é um dos principais entraves na garantia dos direitos da população idosa. Esse preconceito, baseado na ideia neoliberal de autoexploração, proposta por Byung-Chul Han na obra "Sociedade do desempenho", faz com que o indivíduo idoso seja considerado menos capaz, por não se integrar à lógica exaustiva de produção moderna. Segundo o filósofo sul-coreano, a exploração trabalhista, outrora realizada pelo patrão, tornou–se, em um regime neoliberal, autocentrada, à medida que o valor do sujeito passou a depender da sua produção e, consequentemente, da exploração de si. Dessa forma, os idosos são lidos socialmente como indivíduos sem importância, e as consequências dessa exclusão podem ser traduzidas como pouco espaço no mercado de trabalho, solidão e insegurança econômica. Assim, torna-se imprescindível modificar esse cenário.
Além disso, é preciso analisar a questão da longevidade atrelada ao sistema previdenciário, dado que, futuramente, ele se encontrará sobrecarregado. Isso é evidenciado a partir de dados divulgados pelo IBGE, em 2024, os quais evidenciam que a diminuição projetada da população em idade ativa nas próximas décadas deverá ocorrer de forma mais acentuada do que o estimado há seis anos, intensificando as preocupações com a previdência social. Entretanto, reformas promovidas em 2019 dificultam a perspectiva de aposentadoria, tendo em vista que houve o aumento no tempo de serviço e de contribuição, além de regras de cálculo que visam a diminuição do valor a ser recebido. Nesse sentido, observa-se um cenário complexo, em que a população idosa brasileira usufrui dos benefícios previdenciários por um período mais extenso, enquanto, ao mesmo tempo, regras para acesso a tais proveitos se tornaram mais rigorosas. Consequentemente, isso gera uma pressão sobre os indivíduos, haja vista que precisam se planejar para uma jornada de trabalho e de contribuição mais prolongadas com o intuito de garantir uma maior segurança financeira futuramente. Diante disso, é fundamental a ação estatal para a melhora na perspectiva de envelhecimento na sociedade brasileira.
Portanto, diante do envelhecimento populacional, medidas são imperativas para a resolução do revés. Para isso, é preciso que a mídia, principal veículo de divulgação de informações, apresente a questão do etarismo como um empecilho para a defesa de direitos da terceira idade, por meio de reportagens e de documentários em programas jornalísticos, com o fito de alertar sobre os perigos de tal mentalidade preconceituosa e de garantir a participação dos idosos no mercado de trabalho e nos demais âmbitos sociais. Somado a isso, o Estado brasileiro deve promover novas reformas trabalhistas, através do Ministério do Trabalho, visando à reestruturação do plano de aposentadoria e, consequentemente, à maior segurança financeira dos idosos, de modo a oferecer a essa parcela populacional uma velhice mais pacífica. Assim, o cenário exposto no filme “O Último Azul” poderá ser evitado, garantindo à terceira idade brasileira melhores perspectivas de envelhecimento e tornando a sociedade brasileira mais igualitária.
João Vinícius Albuquerque Pimentel, Professor de Redação do Poliedro
No filme “O Senhor Estagiário”, é retratada a história de um senhor que, aos 70 anos, tenta retornar ao mercado de trabalho, contudo, enfrenta dificuldades para ser contratado por causa de preconceitos relacionados à sua idade. O ambiente de estigma retratado no filme, em certa medida, é recorrente com a população idosa brasileira, já que visões estereotipadas são, muitas vezes, reproduzidas pela sociedade e pelos meios midiáticos. Soma-se a isso, o fato de que muitos idosos, mesmo após se aposentar, terem que buscar novas fontes de renda para custear os cuidados decorrentes da velhice. Cabe discutir, assim, que há perspectivas negativas acerca do envelhecimento da população brasileira, na medida em que, sob a ótica do capitalismo, o indivíduo só tem valor quando produtor de riqueza, o que perpetua um culto à juventude.
A visão de indivíduo enquanto produto contribui para a desvalorização do envelhecimento. Isso ocorre, porque o capitalismo, ao objetivar o lucro, costuma valorizar aqueles que, de alguma forma, atuam no sistema, seja produzindo, seja consumindo, de forma que aquilo que não mais o favorece é descartado. Os idosos, por não estarem muito inseridos nessa lógica, acabam tendo pouca função, o que contribui para a construção de uma mentalidade preconceituosa a respeito deles, os quais passam a ser vistos socialmente como incapazes, frágeis e lentos – especialmente frente à velocidade com que as tecnologias e a economia se expandem. Tal concepção faz com que, mesmo quando os idosos têm que continuar no mercado de trabalho dada a necessidade financeira, por serem considerados improdutivos, eles sejam alvos de preconceitos, como retratado no filme “O Senhor Estagiário”. Dessa forma, o viés econômico conduz a marginalização dessa população.
Por conseguinte, desenvolve-se uma cultura de valorização da jovialidade. Tal fatodecorre tanto da concepção capitalista como da indústria midiática, as quais disseminam cotidianamente rostos e corpos jovens, saudáveis e ágeis. A primeira, por exemplo, vende a produtividade como sinônimo de sucesso profissional e pessoal, que deve ser atingida por todos como uma forma de adequação a ele, o que requer vigor e pró-atividade. A segunda, de modo semelhante, difunde propagandas exaltando um padrão de juventude que pode ser alcançado por meio de procedimentos estéticos simples, como botox, harmonização facial e “peeling”, e por métodos que apagam outros traços do envelhecimento, como tintura de cabelo e vestimentas joviais; tudo isso como uma tentativa de conquistar uma aparência jovial e distanciar-se da velhice. Dessa maneira, observa-se que o culto à juventude traz barreiras para o envelhecimento populacional.
Em suma, a concepção de indivíduo como produto e a valorização da juventude configuram desafios para garantir o envelhecimento da população. Portanto, cabe ao Poder Executivo Federal, na figura do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, investir na modificação da visão social acerca da velhice, por meio de campanhas educativas veiculadas nas mídias e direcionadas à comunidade em geral, a fim de garantir visões mais positivas acerca dessa faixa etária. Desse modo, haverá uma sociedade que valoriza a sua experiência e a sua sabedoria, diferentemente do que acontece em “O Senhor Estagiário”.
Confira o tema da redação do Enem em outros anos
Enem 2024 – "Desafios para a valorização da herança africana no Brasil"
Enem 2023 – "Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”
Enem 2022 – "Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil"
Enem 2021 – "Invisibilidade e Registro Civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil"
Enem 2020 – "O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira", na versão impressa; e "O desafio de diminuir a desigualdade entre regiões no Brasil", na digital.
Enem 2019 – "Democratização do acesso ao cinema no Brasil"
Enem 2018 – "Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet"
Enem 2017 – "Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil"
Enem 2016 – "Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”
Enem 2015 – "A Persistência da Violência contra a Mulher na Sociedade Brasileira"
Enem 2014 – "Publicidade infantil em questão no Brasil"

Enem 2025: 1º dia teve prova fácil a média, avaliam professores; veja como foi o exame por disciplina

Thiago Braga, autor e professor de Língua Portugues, comenta redação do Enem
O primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 teve forte pauta ambiental, muitos temas sociais, carga menor de leitura e nível de dificuldade de fácil a médio, no geral, e dentro do esperado, segundo educadores ouvidos pelo g1.
O tema da redação, sobre “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”, foi visto como relevante e atemporal pelos professores, o que permite um maior repertório por parte dos alunos.
A professora coordenadora de Geografia Juliana Przybysz, do Elite Rede de Ensino, considerou a prova bastante tradicional e afirmou que ela veio carregada de Geografia, com discussão sobre ética ambiental.
Segundo o professor Arturo Chiong, do curso Anglo, os temas propostos foram relevantes e atuais, englobando questões de gênero, preconceito étnico e saúde emocional.
De acordo com Raul Celestino de Toledo, coordenador pedagógico do Poliedro Curso, a prova foi tranquila e relativamente fácil, sem questões de alta complexidade, com textos mais curtos e perguntas mais objetivas, sem fugir do estilo tradicional do Enem.
“Houve uma boa distribuição dos conteúdos na área de Ciências Humanas. Chamou a atenção o destaque dado às questões relacionadas à mulher, que apareceram tanto em Ciências Humanas quanto em Linguagens. Foi uma prova equilibrada, com bom ritmo e dentro do esperado”, avaliou Toledo.
A professora e coordenadora de História da Rede Elite, Camila Feitosa, destacou que os textos menores facilitam para o aluno: “A gente tem um tempo muito curto para resolver essas questões. Mas, apesar de serem mais curtos, eles eram textos que demandavam atenção”, analisa.
“Teve uma questão incrível sobre direitos dos povos originários, sobre como eles tiveram por muito tempo os seus direitos negligenciados, mas esses direitos agora estão crescendo, estão avançando”, acrescenta Feitosa.
A prova priorizou a conscientização social e histórica, com destaque para temas como ancestralidade e resistência indígena, apagamento da história de pessoas escravizadas, padrões de beleza e inclusão esportiva, todos tratados de forma educativa e conscientizadora, segundo a professora de Linguagens da Rede Elite, Thatiane Hecht.
A educadora acrescenta que o conjunto das questões manteve o foco em temas sociais, culturais e linguísticos, sem polêmicas explícitas. “As leituras exigiram atenção e interpretação cuidadosa, já que a maioria dos itens trazia textos de apoio curtos e distratores bem construídos”, afirmou.
Caiu no Enem 2025: questões citam Paolla Oliveira e padrões de beleza, Paulinho da Viola e carros elétricos
Veja tudo sobre o Enem no g1
Linguagens
Segundo o professor Arturo Chiong, do curso Anglo, a prova de Língua Portuguesa apresentou, conforme o esperado, questões com foco em temas sociais e o nível de dificuldade correspondeu às expectativas. Ele destacou que 11 questões exploraram textos verbais e não verbais, com ênfase no gênero crônica. Além disso, foram abordados o Simbolismo, características do Romantismo e o emprego de sonetos. “Houve uma significativa abordagem da variedade linguística, destacando-se uma questão sobre a variação da palavra ‘canjica’ em diferentes regiões do país”, exemplificou.
Hecht afirmou que a prova manteve o perfil tradicional do Enem, priorizando a interpretação textual e o domínio das funções de linguagem, da coesão e da variação linguística. O exame explorou temas sociais e culturais, além de textos verbais e não verbais que exigiam leitura atenta. “A presença de diferentes gêneros discursivos favoreceu candidatos com boa capacidade de análise e sensibilidade linguística”, analisa a professora.
Geografia
Przybysz destaca que a prova de Geografia veio quase sem atualidades, mas muitos textos em questões de História, Sociologia e Filosofia estavam relacionados à impactos ambientais. “A prova não estava tão complexa e caíram questões sobre geografia urbana, rural, impactos ambientais e sustentabilidade, fontes de energia, transporte e geologia. Ela estava toda contextualizada na COP30. Não havia questões específicas, mas estava toda voltada para essa questão de ética ambiental”, afirmou.”.
História
O professor de História do colégio e sistema pH Thiago Teixeira avalia que a prova de História foi de nível médio a fácil e dialogou bastante com Sociologia e Filosofia, porque trabalhou temas como cidadania, política, direito, justiça, cultura e memória. “O aluno que estiver bem alinhado com os conceitos de sociologia e filosofia e o conceito histórico de Antiguidade, de Idade Moderna vai se dar muito bem nessa prova”, afirma.
Sociologia
Larissa Vitória, professora de Filosofia e Sociologia, da Rede Elite, destacou que, em Sociologia, o Enem trouxe o Bauman com um trecho sobre utopia; Heleieth Saffioti falando do paradoxo entre igualdade e a necessidade jurídica da discriminação positiva de gênero; Norberto Bobbio e as variações sobre a concepção de Direitos Humanos e um trecho da Declaração das Nações Unidas sobre os direitos dos povos indígenas e a invisibilidade das religiões africanas no Brasil.
Filosofia
A professora de Filosofia e Sociologia Larissa Vitória, da Rede Elite, destaca que, em Filosofia, o Enem teve: Heráclito e sua perspectiva de cosmos; Platão sobre o conceito de cidade ideal; Aristóteles e as formas de governo; Paul Collier citando Adam Smith ao abordar a relação entre a motivação das condutas e a busca pelo lucro no capitalismo; David Hume falando sobre a relação entre a eloquência e a ausência de racionalidade; Foucault na temática da disciplina e capilaridade do poder; Bentham tratando da relação entre punição e felicidade; Derrida em uma distinção entre direito e justiça; Clarice Lispector ao tratar do ser e da conduta humana e Herbert Marcuse sobre a Sociedade industrial.
Redação
Para Hecht, a redação, sobre “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”, abordou um tema social acessível, com ampla margem para repertórios contemporâneos e reflexivos. “Diferentemente do ano passado, os textos das questões objetivas não apresentavam relação direta com o tema da redação, o que exigiu do candidato uma leitura independente da proposta e impediu que o conteúdo das questões funcionasse como indício temático”, acrescentou.
Para Gabrielle Cavalin, coordenadora geral de redação do Poliedro, mais uma vez, o tema do Enem é extremamente relevante, mas, pelo terceiro ano consecutivo, muitos professores e alunos esperavam um tema ligado à tecnologia ou ao meio ambiente, por serem eixos predominantes nas notícias da mídia. Além disso, depois de alguns anos explorando a palavra “desafios” para introduzir a frase-tema, o Enem trouxe, neste ano, a palavra “perspectivas”.
“O Inep optou por uma questão menos datada. Sem dúvidas, os alunos terão repertório e argumentos para discutir, pois o envelhecimento da população é um tema amplamente debatido na escola, especialmente nas aulas de Geografia.", afirmou Cavalin.
“É um tema necessário e excelente para a sociedade brasileira, porque faz com que a gente discuta o que fazemos atualmente para tirar os estigmas e estereótipos sobre a terceira idade”, complementa Luiz Carlos Dias, coordenador de redação do Colégio Etapa.
Segundo a professora Eva Albuquerque, do Cursinho da Poli, o tema da redação chama para a responsabilidade do jovem diante do futuro do país: "Tema social, atualíssimo, que chama a atenção do jovem para participar de um futuro digno, não só para os que são idosos hoje, mas também para eles, jovens”.
A professora especialista em Redação Enem da Filadd Michele Marcelino destaca que o tema permite discutir o etarismo, os direitos das pessoas idosas e os problemas que elas enfrentam na sociedade contemporânea, como abandono e preconceito.
“Não é um tema difícil. É um tema com o qual eles conseguem ter alguma relação no cotidiano. Uma referência importante para os alunos utilizarem é o próprio Estatuto do Idoso de 2003 – um dispositivo legal que garante proteção, igualdade e direitos básicos como educação, saúde, moradia para as pessoas que estão na dita terceira idade,’ afirma Thiago Braga, professor do Sistema pH.
Línguas estrangeiras
Quem optou pelo inglês como língua estrangeira se deparou com textos sobre Angela Davis e a questão indígena, incluindo um poema e uma análise da apropriação cultural em fantasias de Halloween, detalha Isabela Abreu, editora de linguagens no SAS Educação.
Na prova de espanhol, Chiong destaca que o exame seguiu o padrão esperado de dificuldade. “Apareceu uma música com temática sobre a exploração dos trabalhadores, uma questão que explorava o vocabulário na Espanha e na América Latina, e outra voltada aos recursos gramaticais da língua”, resumiu.
A única charge de toda a prova de Linguagens apareceu em espanhol, aponta Abreu.

Gabarito prova branca Enem 2025 extraoficial e correção das provas

Gabarito prova azul Enem 2025 extraoficial e correção das provas
G1 ao vivo Enem 2025: Correção da prova de domingo 09/11
O gabarito extraoficial da prova branca do Enem 2025 poder ser conferido abaixo. A correção das questões da prova e a indicação das alternativas corretas são feitas pelo professores do Anglo.
Gabarito Prova Branca Enem 2025 – 1º dia
g1
Abaixo, veja as respostas em correspondência para as questões da prova azul, da prova branca e da prova amarela.
(No VÍDEO acima, confira o programa AO VIVO no qual os professores avaliam o primeiro dia de provas, comentam as respostas e explicam como resolver as questões).
Gabarito 2025 extraoficial
Initial plugin text
LEIA TAMBÉM:
TEMA DA REDAÇÃO: Prova exige texto sobre 'Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira'
ANÁLISE DA REDAÇÃO: Tema sobre envelhecimento tem 'pegadinha': veja como 7 professores analisam
CAIU NO ENEM: questões citam Paolla Oliveira e padrões de beleza, Paulinho da Viola e carros elétricos
O que caiu no Enem 2025?

Gabarito prova azul Enem 2025 extraoficial e correção das provas

Gabarito prova azul Enem 2025 extraoficial e correção das provas
G1 ao vivo Enem 2025: Correção da prova de domingo 09/11
O gabarito extraoficial do Enem 2025 poder ser conferido abaixo. A correção das questões da prova e a indicação das alternativas corretas são feitas pelo professores do Anglo. Veja as respostas para as questões da prova branca, da prova azul, da prova branca e da prova amarela.
(No VÍDEO acima, confira o programa AO VIVO no qual os professores avaliam o primeiro dia de provas, comentam as respostas e explicam como resolver as questões).
Gabarito extraoficial da prova azul do primeiro dia do Enem 2025.
Reprodução
Gabarito 2025 extraoficial
Initial plugin text
LEIA TAMBÉM:
TEMA DA REDAÇÃO: Prova exige texto sobre 'Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira'
ANÁLISE DA REDAÇÃO: Tema sobre envelhecimento tem 'pegadinha': veja como 7 professores analisam
CAIU NO ENEM: questões citam Paolla Oliveira e padrões de beleza, Paulinho da Viola e carros elétricos
O que caiu no Enem 2025?