Sexo e amor: saiba quais livros foram mostrados na abertura das Olimpíadas em trecho dedicado à liberdade

Prêmio LED vai dar R$ 1,2 milhão a 6 iniciativas de educação; saiba quem pode participar e como se inscrever
Literatura francesa foi homenageada em cena protagonizada por três jovens que flertam em uma biblioteca. Cena em que o livro "Romance sans parole", de Verlaine, é exibido na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Paris 2024.
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A literatura francesa ganhou destaque na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Paris: nove obras com temáticas direta ou indiretamente ligadas ao amor ou ao sexo foram exibidas em uma cena que protagonizada por três jovens.
Veja a lista dos livros e clique para ir até a explicação de cada um:
"Romance sem Palavras", de Paul Verlaine
"Com o amor não se brinca", de Alfred de Musset
"Paixão Simples", de Annie Ernaux
"Caro Amigo", de Guy de Maupassant
"Sexo e mentiras", de Leïla Slimani
"O diabo no corpo", de Raymond Radiguet
"As Relações Perigosas", de Choderlos de Laclos
"Os Amantes Magníficos", de Molière
"Triunfo do amor", de Marivaux
Cena de flerte na abertura
A cerimônia de abertura dos jogos foi realizada pela primeira vez fora de um estádio. Em Paris, a apresentação de delegações e da cidade que recebe as competições foi baseada em uma transmissão que misturou cenas gravadas contando uma história e a transmissão de performances e desfiles que passaram por cartões-postais da cidade.
Dê um rolê pelos cartões-postais de Paris na cerimônia de abertura das Olimpíadas
Clássicos da literatura francesa serviram de base para o "capítulo" da abertura dedicado ao tema "liberdade". Ideais como igualdade e fraternidade, entre outros, também foram abordados no show.
Trecho da abertura das Olimpíadas de Paris 2024 mostra livro Le Diabre au Corps, de Radiguet
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Na cena que integrou o bloco "liberdade", três jovens flertam em uma biblioteca e a sequência termina sugerindo um encontro amoroso envolvendo o trio. Durante o flerte, os jovens estão lendo ou mostram livros com temática amorosa.
Veja abaixo quais são:
1 – "Romance sem Palavras", de Paul Verlaine
Quem é o autor: Paul Verlaine foi um escritor e poeta francês da segunda metade do século XIX. É considerado um importante representante do Simbolismo na literatura francesa.
Sinopse: O livro nasceu do romance vivido entre o autor Paul Verlaine e o poeta francês Arthur Rimbaud. A obra é definida com uma busca pelo silêncio após uma relação marcada por fugas, entrega a abandono. Enredo também trata sobre fidelidade e traição.
Curiosidade: Verlaine tentou matar Rimbaud com um tiro em 1873. Paul não conseguia suportar a perda do amor de seu companheiro e, em um ato de desespero, disparou contra Rimbaud.
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2 – "Com o amor não se brinca", de Alfred de Musset
Quem é o autor: Alfred de Musset foi um poeta e dramaturgo francês do século XIX. Foi um dos expoentes do Romantismo francês, tendo uma contribuição fundamental para o teatro romântico do século XIX.
Sinopse: A obra, considerada uma das grandes peças clássicas do teatro francês, conta a história do jovem Percidan. A peça narra o retorno dele e de sua prima e irmã de criação, Camille, ao castelo do pai, que pretende casá-los. A obra aborda temas como orgulho, ciúme e desencontros amorosos.
Curiosidade: O autor estudou direito e medicina, não tendo concluído nenhum dos dois. A partir de 1828, com 18 anos, passou a frequentar casas de autores românticos como Victor Hugo e Charles Nodier.
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3 – "Paixão Simples", de Annie Ernaux
Quem é o autora: Annie Ernaux, escritora francesa de 83 anos, é conhecida por seus romances sobre classe e gênero baseados em sua experiência pessoal. Escreve principalmente romances e memórias.
Sinopse: Um dos livros mais adorados pela crítica e pelo público, Paixão Simples, publicado pela primeira vez em 1992, fala sobre o estado de enamoramento absoluto que autora experimentou quando, já divorciada, viveu um relacionamento com um homem casado. A obra discorre sobre o afastamento da razão e a expectativa e agonia de ser correspondida.
Curiosidade: Escritora foi a vencedora do Prêmio Nobel de Literatura de 2022
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4 – "Caro Amigo", de Guy de Maupassant
Quem é o autor: Guy de Maupassant pode ser considerado um bon-vivant nascido na frança de 1850, é tido como um dos maiores mestres do conto francês.
Sinopse: O livro conta a história de Georges Duroy, um ex-soldado bastante ambicioso que usa seu charme para ascender na sociedade parisiense dos anos 1870. Ele conquista várias mulheres poderosas, usando-as para ganhar status e riqueza. Repleta de escândalos e intrigas políticas, a história é marcada pelo humor ácido de Maupassant.
Curiosidade: Para escrever o livro, Maupassant se inspirou em sua própria experiência de vida em Paris durante a belle époque, o período que precedeu a Primeira Guerra Mundial.
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5 – "Sexo e mentiras", de Leïla Slimani
Quem é a autora: De origem marroquina, Slimani nasceu em 1981 em Rabat. Ela foi a primeira mulher marroquina a ganhar o prémio literário mais prestigiado de França, o Prix Goncourt.
Sinopse: A obra revela a vida íntima de jovens mulheres marroquinas em uma sociedade árabe conservadora onde o sexo é tabu. No Marrocos, relações sexuais fora do casamento, assim como a homossexualidade e a prostituição, são punidas por lei. O livro mostra a luta dessas mulheres e faz um forte pedido por liberdade.
Curiosidade: Após o sucesso de "Adèle", seu livro anterior, Slimani recebeu relatos de muitas mulheres marroquinas sobre suas dificuldades sexuais. Isso que a a inspirou a escrever "Sexe et Mensonges". Ela também foi a primeira mulher marroquina a ganhar o prémio literário mais prestigiado de França, o Prix Goncourt.
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6 – "O diabo no corpo", de Raymond Radiguet
Quem é o autor: Romancista e poeta francês, Raymond Radiguet ficou muito famoso por escrever esse clássico de forma tão precoce.
Sinopse: Publicado em 1923, este romance retrata a vida de um adolescente de 16 anos que se envolve com a esposa de um soldado na Primeira Guerra Mundial. Eles se encontram em segredo em Paris e em locais próximos da Cidade Luz.
Curiosidade: O livro foi escrito por Radiguet aos 17 anos e ficou famoso por sua descrição intensa da paixão e traição e pelo fato do autor ter morrido jovem, aos 20 anos.
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7 – "As Relações Perigosas", de Choderlos de Laclos
Quem é o autor: Pierre Choderlos de Laclos, nascido em 1941, foi um general do exército francês que ficou famoso mundialmente pelo romance lançado em 1782.
Sinopse: A história recheada de sedução, ciúmes e vingança, narra que, durante meses, um grupo peculiar da nobreza francesa troca cartas secretamente. No centro da intriga está o libertino visconde de Valmont, que tenta conquistar a presidenta de Tourvel, e a dissimulada marquesa de Merteuil, suposta confidente da jovem Cécile, a quem ela tenta convencer a se entregar a outro homem antes de se casar.
Curiosidade: O livro foi um fenômeno de vendas e chegou a ter 20 edições esgotadas no primeiro após a publicação. Inspirou muitas adaptações para o teatro e para o cinema. Uma delas, de 1988, foi chamada de "Ligações Perigosas" e teve estrelas como Jeanne Moreau, Glenn Close, Uma Thurman e John Malkovich no elenco.
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8 – "Os Amantes Magníficos", de Molière
Quem é o autor: Jean-Baptiste Poquelin "Molière" foi um dramaturgo, ator e encenador francês que viveu no século 17. Considerado um mestre da comédia satírica, Molière costumava usar suas obras para criticar os costumes da sociedade francesa da época.
Sinopse: A peça narra a história de dois príncipes rivais, que oferecem todo o tipo de galanterias a uma jovem princesa e à sua mãe.
Curiosidade: "Os Amantes Magníficos" é originalmente uma peça de teatro escrita a pedido do rei Luís XIV, que sugeriu o tema ao autor.
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Livro exibido na abertura das Olimpíadas de Paris
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9 – O triunfo do amor, de Pierre de Marivaux
Quem é o autor: Pierre de Marivaux foi um dramaturgo e romancista francês que viveu no século 18. Ele é considerado um dos dramaturgos franceses mais importantes do século XVIII, e "O Triunfo do Amor" é uma de suas obras mais importantes.
Sinopse: A peça de teatro em três atos conta a história da princesa Leonide, que ocupa o trono que foi usurpado por seu pai do antigo monarca. Ironicamente, a princesa se apaixona pelo jovem Agis, que descobre depois ser o legítimo herdeiro ao trono. Leonide, então, se disfarça de homem e se infiltra na casa onde vive o jovem, na esperança de conquistar seu amor e devolvê-lo ao trono.
Curiosidade: A princípio, peça foi mal recebida pelos críticos e causou polêmica. A história de uma princesa tentando um jovem (além de duas pessoas mais velhas de ambos os sexos ao longo da narrativa) não foi bem aceita e a produção foi encerrada após apenas seis apresentações.
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Cerimônia de Abertura, Olimpíadas de Paris 2024, 26 de julho

Inscrições do Prouni do 2º semestre terminam nesta sexta; veja outras datas e quem pode se inscrever

Prêmio LED vai dar R$ 1,2 milhão a 6 iniciativas de educação; saiba quem pode participar e como se inscrever
Programa oferece bolsas integrais e parciais em instituições de ensino particular. São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Paraná e Amazonas são os estados com maior número de bolsas na edição. Período de inscrições do Prouni 2/2024 é de 23 a 26 de julho.
Patricia Lauris/g1 Tocantins
Termina às 23h59 desta sexta-feira (26) o período de inscrições para o ProUni do segundo semestre de 2024. A edição do programa ofertará quase 244 mil bolsas. (Veja o detalhamento e divisão por UF mais abaixo.)
O Programa Universidade para Todos é uma iniciativa do governo federal que oferece bolsas integrais (100%) e parciais (50% de desconto) em instituições de ensino particulares.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente por meio do portal Acesso Único (acessounico.mec.gov.br/prouni), utilizando o login gov.br com CPF e senha.
📅 Datas do ProUni 2024 do 2º semestre
Inscrições: 23 a 26 de julho
Resultado da primeira chamada: 31 de julho
Resultado da segunda chamada: 20 de agosto
Manifestação de interesse na lista de espera: 9 e 10 de setembro
Resultado da lista de espera: 13 de setembro
Total de vagas e distribuição por UF
A edição do Prouni do 2º semestre de 2024 ofertará um total de 243.850 bolsas, sendo 170.319 integrais (100%) e 73.531 parciais (50%) .
Participam desta edição do programa 901 instituições privadas de ensino superior, com 367 cursos.
Lista de bolsas ofertadas por UF
📝 Como funciona
O candidato deve indicar, em ordem de preferência, até duas opções de curso (selecionando a instituição de ensino e o turno).
Depois, é necessário marcar se quer participar na modalidade de ampla concorrência ou de cotas.
Por fim, precisa monitorar, a cada dia, a nota parcial para aqueles cursos.
Se quiser, pode mudar suas escolhas (valerá a última opção marcada no período de inscrições).
Se o candidato estiver dentro da nota de corte e conseguir uma das vagas ao final do prazo de inscrição, ele constará como pré-selecionado.
O que significa ser 'pré-selecionado'?
O candidato pré-selecionado ainda não é "dono" da vaga. Ela está reservada para ele, mas, antes de assumi-la, é necessário cumprir com as últimas etapas de seleção.
Ainda será preciso comprovar as informações prestadas no ato da inscrição (como a renda familiar per capita e o certificado de conclusão de curso em escola pública, por exemplo). Isso é feito na instituição de ensino na qual o aluno estudará no prazo indicado no edital.
Se não houver formação de turma, o aluno perderá a vaga. Poderá tentar participar da segunda chamada e da lista de espera (caso manifeste interesse).
Quais são os critérios de desempate?
No caso de notas idênticas na média aritmética das notas do Enem, o desempate entre os candidatos será determinado de acordo com a seguinte ordem de critérios:
Maior nota na prova de redação.
Maior nota na prova de linguagens, códigos e suas tecnologias.
Maior nota na prova de matemática e suas tecnologias.
Maior nota na prova de ciências da natureza e suas tecnologias.
Maior nota na prova de ciências humanas e suas tecnologias.
🎓 Cotas no Prouni
As bolsas separadas para pessoas com deficiência e para autodeclarados pretos, pardos ou indígenas.
A quantidade de vagas de cotas é equivalente à porcentagem que cada grupo representa na população do estado, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os cotistas têm ainda que, obrigatoriamente, se encaixar nos demais critérios de exigência do Prouni.
📚 Quem pode se inscrever
Pode se inscrever o candidato que realizou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 ou 2023 e obteve média mínima de 450 pontos nas áreas de conhecimento e nota superior a zero na redação.
Além disso, é preciso atender a pelo menos um dos pontos abaixo:
Ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública;
Ter cursado o ensino médio completo em escola privada como bolsista integral;
Ter cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista integral;
Ter cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada com bolsa parcial ou sem a condição de bolsista; ou
Ter cursado o ensino médio completo em escola privada com bolsa parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista;
Ser pessoa com deficiência, na forma prevista na legislação; ou
Ser professor da rede pública de ensino, exclusivamente para os cursos de licenciatura e pedagogia, destinados à formação do magistério da educação básica.
💰 Renda
Para concorrer às bolsas integrais, o estudante deve ter renda familiar bruta mensal per capita de até um salário mínimo e meio (R$ 2.118 por pessoa).
Para as bolsas parciais, o limite da renda familiar bruta mensal per capita é de três salários mínimos (R$ 4.236 por pessoa).
👉🏾 Como calcular a renda familiar bruta mensal por pessoa?
Para saber se o aluno se encaixa nos critérios de renda, deve somar os salários de todos os que moram com ele e, depois, dividir pelo número de componentes do grupo.
Por exemplo: pai (R$ 2,3 mil por mês), mãe (R$ 1,7 mil por mês), candidato do Prouni (sem renda) e irmão mais novo (sem renda).
Somando os valores, chega-se ao total mensal de R$ 4 mil.
Depois, dividindo pelos 4 membros da família, o resultado é R$ 1 mil.
Esse é o valor que deve ser tomado como referência pelo Prouni. Como está abaixo de 1,5 salário mínimo per capita (R$ 2.118), o candidato poderá concorrer à bolsa de estudos integral.
🧾 É possível usar Prouni e Fies ao mesmo tempo? E Prouni e Sisu?
Fies e Prouni: Sim. Se o candidato conseguir a bolsa de estudos parcial do Prouni, que cobre apenas 50% da mensalidade, poderá financiar a outra metade pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Sisu e Prouni: Não. O aluno até pode se inscrever nos dois programas, mas precisará escolher apenas um ao efetivar a matrícula. Lembrando que o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) oferece vagas em instituições de ensino públicas, e o Prouni, em particulares.
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VÍDEOS DE EDUCAÇÃO:
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Por que ensino do espanhol é deixado de lado no Brasil

Prêmio LED vai dar R$ 1,2 milhão a 6 iniciativas de educação; saiba quem pode participar e como se inscrever
Após idas e vindas, a reforma do ensino médio não voltou a tornar o ensino de espanhol obrigatório no Brasil, ainda que o país seja vizinho de nações de língua espanhola. Brasil está rodeado de países que falam espanhol.
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Quando ouviu os versos da música Soy loco por ti, America, na voz de Caetano Veloso, em 1968, a então estudante de letras Márcia Paraquett concluiu que precisava aprender espanhol.
"Naquela época, quase não havia professores de língua espanhola, não tinha mercado, interesse, nada", lembra a hoje professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Em 2005, no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, quando foi aprovada e sancionada a lei que tornou obrigatório o ensino do espanhol no ensino médio, Paraquett, que então ensinava o idioma há três décadas, achou que esse "vazio" estava definitivamente preenchido.
Mas o cenário em 2024 não é animador para os professores de espanhol que o país formou, segundo Paraquett e outros entrevistados pela BBC News Brasil.
"Há um desânimo total", diz a também professora Mônica Nariño, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
O primeiro baque veio em 2017, com a revogação da Lei do Espanhol de 2005 na reforma do ensino médio do governo Temer.
Agora, no terceiro governo Lula, o projeto de reforma do ensino médio que saiu do Ministério da Educação em 2023 previa a volta da obrigatoriedade do Espanhol.
A demanda foi então retirada do projeto pela Câmara, recolocada pelo Senado e, finalmente, retirada definitivamente pelos deputados, em um acordo costurado com o governo para aprovação da reforma em julho.
A decisão também foi tomada em meio a uma disputa diplomática entre países onde se fala outros idiomas, contrários à obrigatoriedade, e outros onde o espanhol é a língua corrente (leia mais abaixo). O projeto agora aguarda a sanção presidencial.
Tanto em 2017 quanto neste ano, o principal articulador contra a obrigatoriedade do espanhol foi o deputado federal Mendonça Filho (União-PE), ex-ministro da Educação de Temer e relator da reforma do ensino médio na Câmara.
"Insisti na retirada porque entendo que, para você alcançar a aprendizagem, você precisa ter foco em um currículo bem definido", disse Mendonça Filho à BBC News Brasil, citando o desempenho insatisfatório dos alunos brasileiros em "componentes curriculares essenciais para a formação humana, como Matemática e Português".
Para o deputado, com a carga horária atual dos estudantes, tornar uma nova disciplina obrigatória tiraria espaço de outras matérias ditas mais "importantes". "Se alguma coisa entra, outra perde", justifica Mendonça Filho.
Professores da disciplina argumentam que o ensino do espanhol atenderia a uma demanda de alunos que veem no idioma, mais semelhante ao português, uma entrada para o mundo das línguas estrangeiras, além de aprofundar relações com os países vizinhos.
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Embate diplomático
A discussão sobre a retomada do Espanhol como matéria obrigatória no país também movimentou o Setor de Embaixadas, em Brasília.
As equipes diplomáticas da França, Itália e Alemanha atuaram com os deputados para o convencimento da retirada da obrigatoriedade, confirma Mendonça Filho.
"Defenderam a liberdade de a segunda língua estrangeira ser uma escolha", diz Mendonça Filho.
À emissora CNN Brasil, as embaixadas chegaram a confirmar os contatos com os deputados.
"Uma determinação do governo para o ensino médio seria catastrófica para as outras línguas. Somos a favor do plurilinguismo", afirmou uma funcionária da embaixada francesa.
A BBC News Brasil entrou em contato com as três embaixadas, que não responderam aos questionamentos sobre a tentativa de influenciar essa decisão.
Parlamentares do PSOL chegaram a enviar um documento cobrando o Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, para apurar a atuação destes países por meio de suas embaixadas.
Do outro lado, as embaixadas dos países latino-americanos e da Espanha também se reuniram com os congressistas para insistir na inclusão do Espanhol.
O gabinete da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), a relatora do projeto no Senado que incluiu no texto a volta da obrigatoriedade, confirmou à reportagem que recebeu representantes de países vizinhos do Brasil.
O principal argumento colocado na mesa é a integração latino-americana, já que quase todos os países da região falam espanhol.
As exceções em outros países da América do Sul são a Guiana, onde predomina o inglês, o Suriname, onde se fala holandês, e a Guiana Francesa, onde o idioma oficial é o francês.
Mendonça Filho disse que recebeu mais de dez embaixadores de países da América Latina, mas não se convenceu.
"Perguntei aos representantes: 'Quantos de vocês ensinam Português como segunda língua estrangeira nas escolas?'", lembra. "Nem Portugal, que é vizinho da Espanha, obriga o ensino de espanhol."
No Uruguai, segundo o Departamento de Segunda Língua do país, 93 escolas ensinam português, a maioria na região fronteiriça.
O deputado argumenta que é o Inglês que precisa ser obrigatório, porque é a "língua universal", usada no mercado internacional.
É a mesma posição defendida pela ONG Todos Pela Educação, que participa ativamente de discussões sobre políticas públicas do setor no Brasil.
"A nossa visão é, considerando o inglês como a língua principal para internacionalização do país, tem que ser uma língua obrigatória", diz Gabriel Corrêa, diretor de políticas públicas da organização.
"O espanhol precisa ser promovido, mas de forma optativa no território nacional. Em alguns lugares, precisa ser obrigatório, especialmente na fronteira. Mas em outros, não."
Para Monica Nariño, criadora do movimento Fica Espanhol, que tem o objetivo de pressionar os legisladores pela obrigatoriedade do ensino de espanhol, a decisão tomada com a reforma do ensino médio faz o Brasil perder força na integração regional.
"É sobre a nossa cultura latino-americana, não é só sobre a economia", diz a uruguaia radicada em Porto Alegre.
Nariño se diz decepcionada com o governo Lula, que chegou a um acordo no texto final relatado por Mendonça sem o espanhol.
Em nota à BBC News Brasil, o Ministério da Educação (MEC) informou que o projeto original enviado, que previa a obrigatoriedade do Espanhol, dialogava "com diferentes interesses expressos na sociedade brasileira, como, por exemplo, a integração regional com outros países latino-americanos, a inserção internacional do Brasil e os laços culturais e históricos que unem o mundo ibero-americano”.
“Embora haja, por parte do Ministério da Educação, a compreensão de que a obrigatoriedade do ensino de língua espanhola seja importante para o país e embora essa tenha sido uma proposta que apresentamos no projeto de lei encaminhado ao Congresso Nacional, reconhecemos que o Parlamento tomou outra [decisão]”, diz ainda a nota do MEC.
Para Mendonça Filho, "quem assumiu o ônus (da retirada do Espanhol) fui eu, mas prestei um bom serviço ao MEC e à educação brasileira."
O MEC informou ainda que não foi procurado por embaixadas estrangeiras.
Queda de braço histórica
O cenário em 2005, quando o Congresso brasileiro aprovou a obrigatoriedade do ensino de espanhol, era muito favorável para que isso acontecesse.
O Mercosul, a união aduaneira e de integração criada por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai em 1991, se estruturava, em meio à relação amistosa do governo Lula com os líderes de países vizinhos.
O sociolinguista espanhol Francisco Moreno Fernández, no livro O ensino do Espanhol no Brasil (Editora Parábola, 2012), ressalta a euforia no início dos anos 2000 com o Mercosul, o mercado trazido por grandes empresas espanholas no Brasil, como a Telefónica e o Banco Santander, e o sucesso da cultura dos países de língua espanhola.
"A proximidade das línguas espanhola e portuguesa faz com que se sinta a cultura em espanhol como algo afim, e, até certo ponto, próprio, e fomenta a atitude favorável dos brasileiros à cultura hispânica", escreveu Fernández.
Na época, após a aprovação, o presidente Lula chegou a dizer que "as gerações futuras de brasileiros terão o espanhol como segunda língua, assim como terão a América do Sul como nossa segunda pátria".
"Esperamos que, crescentemente, o português também venha a ser lecionado nos outros países sul-americanos", disse Lula.
A lei dizia que o ensino da língua espanhola era de oferta obrigatória pela escola e de matrícula facultativa para o aluno. Ou seja, o aluno poderia escolher se faria a aula, mas o colégio era obrigado a disponibilizar a disciplina. Os Estados teriam 5 anos para implementar isso.
"Nessa época, o interesse pela língua aumentou imensamente", lembra a professora Marcia Paraquett, da UFBA.
"Os brasileiros percebiam cada vez mais a cultura muito rica envolvendo a língua espanhola, na música, no cinema. E também a possibilidade que não só rico podia aprender uma língua estrangeria."
Apesar da obrigatoriedade na lei, reportagens na imprensa nos anos seguintes mostraram como, na prática, os alunos enfrentavam dificuldades para fazer aulas de espanhol.
A forma de ofertar o idioma dependia dos Estados. Alguns ofereciam em centros de estudo específicos, outros sequer tinham um plano para implementação.
Mesmo com essas dificuldades, novos cursos de letras com especialização em espanhol se espalharam no Brasil e novos professores foram formados. A língua também passou a ganhar espaço nos vestibulares.
"A lei movimentou o ensino do espanhol no Brasil, mobilizou muitos cursos superiores de formação de professor de espanhol, mobilizou estudantes para trabalhar com a língua, hoje temos muito profissionais qualificados", diz Luisa Hidalgo, doutoranda em letras que pesquisa o ensino de espanhol na Universidade Federal de Pelotas (UFPel).
Na visão de Gabriel Corrêa, da Todos Pela Educação, apesar dos avanços, ainda hoje faltam professores de espanhol em algumas regiões do Brasil: "Temos falta de professores até de outras disciplinas".
A situação era essa até 2017, quando o governo Temer elaborou uma primeira reforma do ensino médio.
A partir dali, ficou definido que a língua obrigatória seria apenas o inglês. O espanhol tornou-se "preferencial", caso houvesse o ensino de uma segunda língua em uma escola.
Para Mendonça Filho, então ministro da Educação, a Lei do Espanhol, de 2005, não mudou a "realidade" nas salas de aula, e, na prática, os alunos continuavam sem aprender a língua.
Foi nessa época que a professora Monica Nariño fundou com colegas no Rio Grande do Sul o movimento Fica Espanhol.
A ideia seria, na esteira da revogação, pressionar os congressistas e munir de informações movimentos estaduais que quisessem aprovar leis locais.
No Rio Grande do Sul, que faz fronteira com Argentina e Uruguai, uma proposta alterou a lei estadual e instituiu a obrigatoriedade do Espanhol.
Uma iniciativa semelhante está em tramitação em São Paulo, enquanto na Paraíba e no Paraná leis já foram aprovadas, mas não plenamente implementadas.
Nariño, que desde então mantém contato com deputados que se interessam pelo tema, diz que percebe uma aversão de políticos ligados à direita ao espanhol, por ser associado a "países socialistas e comunistas, como Cuba e Venezuela".
Mendonça Filho nega ter preconceito com o idioma ou qualquer outro.
"A gente tem uma presença de colônias de italianos e alemães no Sul. Se eles quiserem ofertar outro idioma que não o espanhol, eles têm que ter a liberdade", diz o deputado. "Os Estados precisam ter autonomia."
Outro argumento dos professores de Espanhol é a quantidade de estudantes que escolhem a língua como opção no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Segundo dados enviados à BBC News Brasil sobre os últimos cinco anos do exame pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela elaboração do Enem, o Espanhol foi escolhido pela maioria dos estudantes até 2020.
De lá pra cá, o inglês passou na frente. Na edição 2023 da prova, 43% escolheram Espanhol e 57%, o Inglês.
"Se você incentiva a aprendizagem de uma língua como o espanhol, que tem o interesse dos alunos, você facilita até a aprendizagem do português. Quanto mais você lê, mais você aprende", diz Nariño.
Mas Gabriel Corrêa diz que "a grande maioria dos estudantes escolhem o espanhol não porque têm uma baita proficiência", mas porque "não sabem nenhuma das duas línguas", e o espanhol acaba sendo mais "fácil".
Ele defende que o Brasil precisa investir na expansão do regime integral nas escolas para que, com mais tempo de classe, o aluno possa fazer mais aulas de uma língua estrangeira.
Os professores de espanhol com quem a BBC News Brasil conversou avaliam que, mesmo que os alunos não saiam do ensino médio sabendo bem o espanhol, a prova da língua no Enem permite que alunos de escola pública tenham alguma competitividade com seus pares que fazem intercâmbios e cursinhos, sabendo responder algumas questões.
Tirar essa possibilidade, em sua visão, aumentaria a desigualdade.
O MEC informou que manterá "a língua espanhola como opção para prova de língua estrangeira no Enem" e disse estar "estruturando, com as equipes técnicas, uma estratégia nacional para fomentar o ensino de línguas estrangeiras de forma complementar ao ensino regular".
Fronteira do Brasil com o Uruguai, em Jaguarão
Reprodução/RBS TV
De JK a Lula
Não é de hoje que o ensino de espanhol permeia o sistema educacional do Brasil.
O ponto inicial para ensino de espanhol no país é atribuído por pesquisadores ao Colégio Pedro 2º, uma instituição federal de ensino público do Rio de Janeiro.
Foi em 1919, em um ato de reciprocidade ao Uruguai, que havia oferecido aulas de Português numa escola de Montevidéu. Mas o ensino no Rio não vingou e foi deixado de lado.
Foi só em 1942, no governo Getúlio Vargas, que o então de ministro da Educação, Gustavo Capanema, estabeleceu o ensino do espanhol nas séries do ginásio e o científico (antigo ensino médio), sem obrigação.
Segundo a portaria da época, o ensino do espanhol mostraria "a origem românica, como a do português, que tem a língua de Castela e da maioria dos países americanos, o que o ajudará a compreender os seus sentimentos panamericanos".
A origem do panamericanismo remonta ao século 19, quando líderes como Simón Bolívar e José de San Martín lutaram pela independência das colônias espanholas na América Latina.
Em 1956, o presidente Juscelino Kubitscheck solicitou ao Congresso nacional a elaboração de um projeto de lei para a inclusão do espanhol na grade curricular das escolas, argumentando que um "maior estreitamento dos povos do continente americano reclama, no entanto, um estudo mais intenso do idioma espanhol".
De acordo com pesquisadores, porém, o projeto na época não foi adiante e incluiu "interferências político-culturais da Inglaterra e França", que queriam estimular o ensino do inglês e do francês, respectivamente.
Em 1961, foi aprovada a primeira Lei de Diretrizes e Bases (LDB), que define e regulariza a organização da educação brasileira com base nos princípios presentes na Constituição.
Os estabelecimentos de ensino poderiam a partir de então optar qual língua estrangeira. Dez anos mais tarde, a versão da LDB de 1971 retomou o assunto sugerindo o uso de "línguas modernas", excluindo assim aulas de latim, por exemplo.
A professora Marcia Paraquett lembra que, nos anos 1960 e 1970, havia um interesse muito maior no Brasil por línguas como o francês e o italiano — e o espanhol seguia em segundo plano.
Em 1996, no primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, foi promulgada a nova LDB, que continuava estabelecendo a obrigatoriedade de ensino de uma língua estrangeira moderna no ensino fundamental a partir da 5ª série.
No ensino médio, uma língua estrangeira moderna deveria ser escolhida pela comunidade escolar, além de uma segunda optativa.
Finalmente, o estreitamento de laços com os países vizinhos estimulou a aprovação da Lei de Espanhol, de 2005, de autoria do então deputado Átila Lira (PSDB-PI), mais tarde revogada no governo Temer.
Segundo o novo texto de 2024, "os currículos do ensino médio poderão ofertar outras línguas estrangeiras, preferencialmente o espanhol, de acordo com a disponibilidade de oferta, locais e horários definidos pelos sistemas de ensino".
Atualmente, tramita em regime de urgência na Câmara um novo projeto de lei, de autoria do deputado Felipe Carreras (PSB-PE), que pede novamente a obrigatoriedade do espanhol.

Inscrições para o vestibular do ITA terminam nesta quarta-feira (24); mais de 8,7 mil estudantes já se inscreveram para fazer a prova

Prêmio LED vai dar R$ 1,2 milhão a 6 iniciativas de educação; saiba quem pode participar e como se inscrever
São oferecidas 180 vagas neste ano, 30 a mais do que no vestibular do ano passado. Inscrições para o vestibular do ITA terminam nesta quarta-feira (17); mais de 6,9 mil estudantes já se inscreveram.
Foto: Carlos Santos/G1
O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), com sede em São José dos Campos (SP), encerra nesta quarta-feira (24) as inscrições para o vestibular de 2025. Ao todo, até a manhã desta quarta-feira, mais de 8,7 mil estudantes já haviam feito a inscrição.
As inscrições terminariam na última semana, mas o instituto prorrogou o prazo até esta quarta.
Neste ano, são 180 vagas disponíveis, 30 a mais do que no ano passado. São 140 vagas voltadas para candidatos que queiram atuar como civis e 40 voltadas à carreira militar. Em ambos os casos, 20% das vagas são reservadas para candidatos negros.
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É necessário que o candidato se autodeclare negro ou pardo no ato de inscrição, para acessar o sistema de cotas. A taxa de inscrição é de R$ 195.
Os cursos têm duração de 5 anos – veja lista abaixo. O acesso ao edital e às inscrições deve ser feito no site do ITA.
As opções de graduação são para oito áreas da engenharia:
Aeroespacial
Aeronáutica
Civil-Aeronáutica
Computação
Eletrônica
Mecânica-Aeronáutica
Sistemas
Energia
Segundo os dados disponibilizados no site do ITA, até a última segunda-feira (15), 6.925 candidatos já haviam se inscrito para disputar a prova, aponta o levantamento parcial feito pelo g1. Ao término das inscrições, o balanço completo deve ser divulgado pelo instituto.
Provas e cronograma
Um dos vestibulares mais concorridos do país, o ITA tem o exame dividido em duas etapas eliminatórias. A primeira fase do vestibular será realizada dia 13 de outubro de 2024, das 13h às 18h, e conta com uma prova de 48 questões objetivas, sendo 12 de matemática, 12 de física, 12 de química e 12 de inglês.
A segunda fase será entre os dias 5 e 8 de novembro – são quatro dias de provas dissertativas, com quatro horas de duração cada, sendo:
5 de novembro – 10 questões de matemática
6 de novembro – 10 questões de química;
7 de novembro – 10 questões de física;
8 de novembro – 15 questões objetivas de português e redação.
O ITA faz parte do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), localizado em São José dos Campos.
ITA abre inscrições para vestibular e espera 10 mil candidatos
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Prêmio LED vai dar R$ 1,2 milhão a 6 iniciativas de educação; saiba quem pode participar e como se inscrever

Prêmio LED vai dar R$ 1,2 milhão a 6 iniciativas de educação; saiba quem pode participar e como se inscrever
Premiação faz parte do Movimento LED, promovido pela Globo e Fundação Roberto Marinho para iluminar práticas transformadoras no ensino. Inscrições estão abertas até 12 de agosto. Festival LED 2024 | Pitch Vencedor Prêmio LED: Projeto Boyebi
A 4ª edição do Prêmio LED vai distribuir R$ 1,2 milhão entre iniciativas inovadoras na área da educação. Os interessados em concorrer aos prêmios podem se inscrever até 12 de agosto.
💡 Para fazer a inscrição, é preciso acessar o site www.movimentoled.com.br, preencher o formulário e enviar os documentos solicitados. Serão classificadas iniciativas que se baseiem nos quatro principais pilares da premiação: Inovação, Impacto, Escala e Replicabilidade e Rigor Metodológico.
O Prêmio LED faz parte do Movimento LED, criado pela Globo e Fundação Roberto Marinho para iluminar práticas transformadoras no ensino.
Podem concorrer, gratuitamente, organizações, estudantes, educadores ou criadores de conteúdo. O prêmio será distribuído entre seis vencedores e cada um sairá com R$ 200 mil.
Jani e Lindemberg são dois dos vencedores do Prêmio LED 2024
Globo/Divulgação
Quem pode participar da premiação?
Segundo o regulamento do prêmio, os seguintes grupos podem se inscrever:
empreendedores: negócios, instituições de ensino e outras organizações públicas ou privadas que contribuam com a difusão da educação de qualidade;
educadores (com ou sem vínculo com instituições de ensino);
organizações públicas ou privadas focadas na melhoria da aprendizagem e na ampliação do acesso à educação;
estudantes: alunos de instituições de ensino e de outras organizações públicas ou privadas que estejam gerando impacto em suas comunidades;
criadores de conteúdo: cientistas, influenciadores, youtubers, tiktokers, pais ou responsáveis de estudantes, fora do ambiente escolar ou do campo profissional da educação, que estão criando e implementando práticas educativas.
É preciso ter mais de 18 anos.
A premiação não aceita iniciativas que não estejam em andamento ou que sejam:
partidárias;
religiosas;
internacionais, sem atuação no Brasil;
e/ou vinculadas à Globo ou à Fundação Roberto Marinho ou demais iniciativas parceiras da premiação.
Confira o regulamento completo.
Etapas de seleção
As etapas para seleção e apresentação dos vencedores são:
Seleção dos projetos elegíveis, a partir dos formulários e dos vídeos enviados: 21 de junho a 12 de agosto.
Avaliação inicial das iniciativas inscritas e classificação para a próxima etapa: 28 de setembro a 3 de novembro.
Formulário de aprofundamento para complementação da inscrição: 17 a 30 de setembro.
Avaliação dos inscritos pelo comitê técnico: 1º a 25 de outubro.
Entrevista para a definição dos finalistas: 28 de outubro a 18 de novembro.
Avaliação dos finalistas pelo júri e conversa com beneficiários: 28 de novembro a 6 de dezembro.
Programa de premiação na TV Globo: abril de 2025.