‘Ciência Aberta’: centro que abriga o Sirius recebe público para apresentar curiosidades e atrações da ciência

5 questões sobre Olimpíada que caíram no vestibular: com reloginho na tela, tente acertar todas a tempo
Evento destinado às crianças e adultos que oferece contato direto com cientistas começa às 9h neste sábado (10). Estão programadas 86 atrações interativas; confira a relação. Sirius, laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, instalado no CNPEM, em Campinas (SP)
Nelson Kon
O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), que abriga o superlaboratório Sirius, em Campinas (SP), promove neste sábado (10), a partir das 9h, a 6ª edição do "Ciência Aberta", evento gratuito direcionado às crianças e adultos que oferece contato direto entre público e cientistas.
Para entrada é solicitada a contribuição voluntária de 1 kg de alimento não perecível. O último horário permito para ingresso de visitantes é 15h. Em 2023, o Ciência Aberta recebeu 16 mil pessoas.
Estão programadas 86 atrações interativas, que incluem experiências práticas nos laboratórios, demonstrações tecnológicas, além de palestras e oficinas. O CNPEM também oferece praça de alimentação e estacionamento gratuito.
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Além de atividades no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), que abriga o Sirius, acelerador de partículas brasileiro (entenda mais sobre ele abaixo), o evento apresenta atrações nas áreas de biociências, nanotecnologia e biorrenováveis.
“O Ciência Aberta é mais do que uma apresentação das atividades do CNPEM ao público. O evento é uma oportunidade de reconhecermos o potencial do Brasil em fazer ciência e em promover desenvolvimento e inovação mundialmente competitivos. Mais de mil colaboradores do Centro estarão dedicados ao Ciência Aberta, mostrando como temos capacidade de criar soluções criativas e disruptivas para os desafios da atualidade", destaca Antonio José Roque da Silva, diretor-geral do CNPEM.
Nesta sexta (9), escolas e universidades que fizeram inscrição prévia poderão vivenciar as atrações de forma exclusiva. O CNPEM recebeu 15 mil inscrições.
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"Ciência Aberta" abre as portas do CNPEM ao público
Arquivo CNPEM
O que é o Sirius?
Principal projeto científico brasileiro, o Sirius é um laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, que atua como uma espécie de "raio X superpotente" que analisa diversos tipos de materiais em escalas de átomos e moléculas. São apenas três no mundo com essa tecnologia.
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Para observar as estruturas, os cientistas aceleram os elétrons quase na velocidade da luz, fazendo com que percorram o túnel de 500 metros de comprimento 600 mil vezes por segundo. Depois, os elétrons são desviados para uma das estações de pesquisa, ou linhas de luz, para os experimentos.
Esse desvio é realizado com a ajuda de ímãs superpotentes, e eles são responsáveis por gerar a luz síncrotron. Apesar de extremamente brilhante, ela é invisível a olho nu. Segundo os cientistas, o feixe é 30 vezes mais fino que o diâmetro de um fio de cabelo.
Ciência Aberta – CNPEM
Dias: Sábado, 10 de agosto
Local: Rua Giuseppe Máximo Scolfaro, 10.000, Polo II de Alta Tecnologia de Campinas, Campinas
Horário: a partir das 9h, e com último horário de admissão às 15h.
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A física por trás dos passos dos dançarinos de breaking que desafiam a gravidade

5 questões sobre Olimpíada que caíram no vestibular: com reloginho na tela, tente acertar todas a tempo
O break dance celebra o atletismo e a criatividade, com algumas demonstrações de física bastante impressionantes. O break dance celebra o atletismo e a criatividade, com algumas demonstrações de física bastante impressionantes
GETTY IMAGES via BBC
Os melhores dançarinos de break do mundo estarão girando de cabeça para baixo, congelando poses de arregalar os olhos e exibindo movimentos de pés extravagantes na estreia do breaking como um esporte olímpico em Paris 2024.
É assim que eles executam seus movimentos nos throw downs de 60 segundos.
Throw down é como é chamado o momento em que um b-boy ou uma b-girl entra na pista e começa a dançar o break.
Na pista, dois atletas se enfrentam em uma intensa batalha de dança.
O DJ começa a tocar músicas, e os atletas começam a girar, rodopiar e aparentemente desafiar a gravidade, observando-se respeitosamente e se revezando para mostrar suas habilidades.
Os atletas conversam por meio de seus movimentos, falando por meio de uma dança que celebra o atletismo e a criatividade.
Embora os atletas provavelmente não estejam pensando conscientemente sobre a física por trás de seus movimentos, essas danças complexas e hipnotizantes demonstram uma variedade de princípios científicos diferentes.
O breaking, também conhecido como break dance, teve origem no final dos anos 1970 no bairro do Bronx, em Nova York.
A história do breaking: das ruas para as Olimpíadas de Paris
Estreando como um esporte olímpico na Olimpíada de Verão de 2024, dançarinos de breaking mostrarão seus movimentos dinâmicos em um palco global.
Desde seu início, o breaking evoluiu para uma forma de arte competitiva.
Um MC narra os movimentos, enquanto um DJ mistura músicas para criar uma atmosfera dinâmica.
Os Jogos Olímpicos apresentarão dois eventos: um para homens, chamados de b-boys, e um para mulheres, chamadas de b-girls. Nesses eventos, os atletas se enfrentarão em batalhas de dança.
Os atletas ganham pontos por criatividade, personalidade, técnica, variedade, performatividade e musicalidade.
O sucesso neste esporte requer a combinação de movimentos de dança de três categorias básicas: top rock, down rock e freeze.
(Saiba mais sobre breaking neste artigo interativo da BBC News Brasil.)
É uma forma de dança extremamente exigente fisicamente, demandando explosões rápidas poderosas e atividade cardiovascular.
O atrito desempenha um papel importante nos movimentos abruptos do top rock
GETTY IMAGES via BBC
Movimentos em pé
Os movimentos do top rock são realizados em pé, com foco em movimentos de pés e mãos sofisticados. Esses movimentos lembram a dança hip-hop.
Esses movimentos dependem de muito atrito – a força que resiste quando você desliza algo sobre uma superfície – entre os sapatos de um atleta e o chão.
Esse atrito permite que o atleta dê passos muito rápidos e pare abruptamente.
Os dançarinos devem entender intuitivamente a inércia, ou o fato de que seus corpos continuarão na direção em que estão se movendo, a menos que sejam afetados por uma força externa.
Para parar abruptamente, os atletas precisam envolver seus músculos, fazendo com que seus sapatos agarrem o chão para impedi-los de continuar para frente.
Movimentos no chão
Os movimentos do down rock são realizados no chão. Os atletas podem girar em círculos com a cabeça, costas, cotovelos ou ombros tocando o chão e com os pés no ar.
B-boys e b-girls dependem muito de um conhecimento interno de física para completar esses movimentos.
Considere a física de um backspin. Um backspin ocorre quando o atleta está de costas com os pés levantados no ar, girando em torno de uma área específica das costas.
Sentado no chão, o pé esquerdo do atleta permanece em contato com o chão enquanto ele abre bem a perna direita, ganhando momento linear enquanto ele joga a perna direita em direção ao pé esquerdo em um arco amplo.
Então, ele libera a perna esquerda do contato com o chão e rola de costas.
Agora que apenas as costas estão em contato com o chão, o momento linear da perna se transforma em momento angular, que gira o atleta em torno de um eixo que se estende para cima do ponto de contato das costas com o chão.
Esse movimento se torna mágico quando ele traz as pernas e os braços para dentro, em direção ao eixo de rotação. Esse princípio é chamado de "conservação do momento angular".
Quando um atleta aproxima sua massa do eixo de rotação, as rotações do atleta aceleram.
Estender as pernas e os braços mais uma vez e afastar sua massa do eixo de rotação fará com que o competidor diminua sua velocidade de rotação.
Depois que ele desacelera, ele pode fazer a transição para outro movimento.
Parando em uma pose
O freeze (congelamento, em inglês) ocorre quando os atletas param em uma pose estranha, geralmente ocorrendo no ritmo da música e em uma posição de cabeça para baixo.
Para congelar efetivamente, o atleta deve ter controle total sobre seu centro de massa, colocando-o logo acima do ponto de seu corpo que está em contato com o chão.
O centro de massa é a posição média de todas as partes de um atleta, ponderadas de acordo com suas massas.
O "ponto de equilíbrio" onde toda a massa do atleta está concentrada é o centro de massa.
Quanto mais baixo o centro de massa de um competidor estiver em relação ao chão, mais fácil será manter o congelamento
GETTY IMAGES via BBC
Os atletas ficam mais estáveis quando seu centro de massa está o mais próximo possível do chão.
Você verá muitos competidores congelarem com os braços dobrados em um esforço para abaixar seu centro de massa.
Isso reduz a distância do chão e minimiza a tendência do corpo balançar para um lado ou outro devido ao torque.
O torque é uma força de torção, como a força usada para girar uma chave inglesa.
Ele depende de duas coisas: a quantidade de força que você aplica e a que distância do ponto pivotal você aplica a força.
Com o centro de massa de um atleta mais próximo do chão, o atleta diminui a distância entre o ponto pivotal — o chão — e onde a força da gravidade é aplicada — o centro de massa do atleta.
Os atletas precisam de muita força para interromper sua movimentação no meio de um movimento porque eles têm que aplicar uma força para resistir à inércia (mas isso também pode aumentar o risco de lesões nas articulações).
A roupa certa
Muitos esportes exigem um uniforme específico. O breaking não — um atleta pode usar o que quiser — mas a roupa certa pode maximizar sua chance de sucesso.
O acessório certo pode fazer a diferença quando se trata de fazer paradas de cabeça e giros
GETTY IMAGES via BBC
O atleta quer uma camisa que minimize o atrito entre seu corpo e o chão durante um giro.
Letras ou imagens nas costas da camisa adicionarão atrito, o que dificulta a capacidade do atleta de executar alguns movimentos de down rock.
Um atleta pode escolher usar mangas compridas se planeja deslizar sobre os cotovelos, pois a pele nua em contato com o chão também fornece mais atrito.
Os atletas também precisam pensar sobre o acessório que usam na cabeça.
Embora existam muitos estilos diferentes de chapéus feitos especificamente para breaking, o atleta pode escolher o que melhor se adapta ao seu estilo de dança.
Eles precisam ter certeza de que seu chapéu forneça algum acolchoamento para sua cabeça, minimizando o atrito entre a cabeça e o chão.
As costas, cotovelo e cabeça são eixos de rotação durante o down rock, então o atleta quer uma vestimenta que minimize o atrito em todos esses lugares.
Mas eles também precisam ter certeza de que seus sapatos tenham aderência para maximizar o atrito enquanto fazem o trabalho de pés no top rock.
Os atletas também querem ter certeza de que suas mãos não estão suadas ou escorregadias para que possam usar o atrito delas para controlar a velocidade com que estão girando durante os giros do down rock.
No mundo do breaking – onde os dançarinos parecem desafiar a gravidade – força e arte trabalham lado a lado com a física para criar os movimentos que cativarão o público durante as Olimpíadas de 2024.
*Amy Pope é professora titular de física e astronomia na Clemson University, na Carolina do Sul, Estados Unidos.
Este artigo é uma adaptação de um artigo originalmente publicado no site The Conversation e republicado sob uma licença Creative Commons.
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No atletismo, por que cada corredor dá a largada de um ponto diferente? Tema já caiu até no Enem

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Resposta está na matemática: é preciso entender o conceito de comprimento do arco. Na corrida, por que cada atleta dá a largada de um ponto diferente?
Sabe quando você não acompanha com frequência uma modalidade, e, na hora de assistir à Olimpíada na TV, começa a fazer um turbilhão de perguntas? O g1 está aqui para resolver um dos mistérios que assombram a cabeça dos espectadores amadores de atletismo.
🏃‍♂️‍➡️🏃‍♀️‍➡️Por que os corredores não dão a largada a partir do mesmo ponto nas provas ? O que justifica que alguns comecem mais à frente, se a linha de chegada é a mesma para todos?
A resposta está na matemática. Vamos pensar nas provas de velocidade: tanto na de 200 metros quanto na de 400 metros, é preciso “escalonar” os atletas em posições diferentes no começo (veja imagem abaixo).
Na semifinal dos 400 metros, em Paris, atletas deram a largada a partir de diferentes pontos
Reprodução/Globoplay
👟Por quê? É que as pistas formam uma elipse (ou seja, não são retas, e sim “ovais”). E o fato de haver uma curva nas extremidades faz com que o comprimento de cada raia seja diferente.
Pense na número 1, que é a mais central, “de dentro”: quem correr nela percorrerá a distância exata proposta pela prova.
Já o corredor na raia 8, que fica mais “para fora”, encarará um percurso mais longo, porque o raio da circunferência que forma as curvas da pista é maior (explicaremos com detalhes mais adiante).
Compare o tamanho do arco 1 com o do 8:
Ilustração mostra diferentes comprimentos de raias na pista de atletismo
Arte/g1
✅A forma de compensar essa diferença é justamente permitindo que os atletas das raias mais externas larguem à frente.
Fórmulas de matemática (dica para o Enem!)
Infográfico mostra fórmulas relacionadas ao arco da circunferência
Arte/g1
O professor de matemática Thiago de Araújo, do Curso Anglo, explica que o conceito-chave para entender por que cada raia tem um tamanho é o comprimento do arco.
Visualmente, você deve ter percebido que os percursos ficariam realmente muito diferentes em cada raia. Mas vamos ver a justificativa numérica:
1- A fórmula para calcular o comprimento total de uma circunferência é C = 2 . π . raio.
2- Pense que o arco (representado por ℓ, é aquela curvinha no canto da pista) é um pedacinho de uma circunferência de 360º. Para calcular o comprimento dele, é preciso, primeiramente, observar o ângulo formado no centro (α).
Vamos saber, então, qual a fração que o ângulo representa do total (α/360º) e multiplicar pelo comprimento da circunferência (2 π r).
Ou seja: ℓ = α/360º * 2 π r
Simplificando, chegamos a ℓ = α * π * r / 180º.
Portanto: quanto maior o raio, maior será o arco.
3- Nas raias mais externas, o raio da circunferência é maior. Logo, o comprimento do arco também é maior.
Por isso que os atletas vão partir de pontos diferentes: para que essas diferenças sejam compensadas, e todos corram a mesma distância.
Corredores partem de pontos diferentes
Arte/g1
Questão do Enem: você seria medalhista?
Na edição de 2011, a prova de matemática do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) abordou exatamente a questão das diferentes raias do atletismo. E aí, você acertaria? Veja a resolução mais abaixo.
Questão do Enem 2011 abordou o tema da pista de atletismo
Reprodução/Inep
Como mostramos mais acima, quanto menor o raio, menor o comprimento do arco (e do percurso). Portanto, o corredor da raia número 1, que estaria no percurso mais central e curto, seria beneficiado.
Resposta: A

5 questões sobre Olimpíadas que caíram no vestibular: com reloginho na tela, tente acertar todas a tempo

5 questões sobre Olimpíada que caíram no vestibular: com reloginho na tela, tente acertar todas a tempo
Não se preocupe: há perguntas para 'atletas' de exatas e de humanas. Confira se você ganharia o ouro. Não pense que o desafio é só dos atletas em Paris. Direto do celular ou do computador, sua missão é responder a 5 questões sobre Olimpíadas que já caíram em vestibulares e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). E, como quase todos os esportes exigem, teremos reloginho na tela!
O limite é de 2 minutos para cada pergunta. Pode dar um flic-flac ou um duplo twist carpado: o importante é cravar (as respostas certas) e não pular nenhuma. Se quiser "chutar" uma alternativa, só para manter o clima atlético, não contaremos a ninguém.

Rebeca Andrade nas barras assimétricas nas Olimpíadas de Paris 2024
Jamie Squire/Getty Images
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