Projeto recebe sugestões de nome para ‘batizar’ golfinho em Fernando de Noronha

Forte de Fernando de Noronha conquista selo ‘Tesouro Verde’
Ao perceber que um golfinho solitário, da espécie nariz-de-garrafa, passou a morar em Noronha, pesquisadores resolveram pedir à população que ajude a nomeá-lo. Golfinho solitário passou a morar em Noronha
Projeto Golfinho Rotador/Divulgação
Um golfinho solitário, da espécie nariz-de-garrafa, passou a morar em Fernando de Noronha e pesquisadores resolveram pedir ajuda da população para dar um nome ao ilustre "morador". A sugestão pode ser enviada pela página da entidade até a segunda-feira (1º).
“Esse golfinho-nariz-de-garrafa é individualizado, pois temos observado esse animal desde outubro de 2021. Podemos notar marcas no dorso que o caracterizam como o mesmo animal”, afirmou a coordenadora do Projeto Golfinho Rotador, Cynthia Gerling.
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A coordenadora explicou que realizar uma campanha para batismo do animal foi uma estratégia de conscientizar as pessoas sobre a espécie. A votação, também pela internet, deve começar em 2 de agosto, com os nomes sugeridos.
“Já que identificamos que se trata do mesmo animal, pelas marcas características, nada mais justo que ele ou ela tenha um nome ao invés de um número. […] Muitos registros desse animal na ilha foram enviados por barqueiros e mergulhadores, colaborando com o que é chamado de Ciência Cidadã”, disse Cynthia Gerling.
O nome científico do nariz-de-garrafa é Tursiops truncatus. Os animais dessa espécie podem medir entre 3 e 4 metros e pesar entre 200 e 500 quilos. Os golfinhos mais comuns em Noronha são da espécie rotador, que chegam a dois metros de comprimento e pesam cerca de 75 quilos
O projeto ambiental dá nomes aos golfinhos da espécie rotador. Com o registro fotográfico de 786 golfinhos, 54 foram identificados com nome em virtude de características/marcas curiosas.
O Projeto Golfinho Rotador monitora os cetáceos em Fernando de Noronha desde 1990 e conta com apoio do Programa Petrobras Socioambiental.
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VÍDEOS: sobrevoo flagra desmatamento dentro de parque nacional em RO e AM

Forte de Fernando de Noronha conquista selo ‘Tesouro Verde’
O Parque Nacional Mapinguari está localizado entre Porto Velho (RO) e Lábrea (AM). O g1 também flagrou focos ativos de queimada durante o voo. Imagem aérea feita na terça-feira, 16 de agosto de 2022 mostra desmatamento no Sul do Amazonas.
Ruan Gabriel/Rede Amazônica
Um sobrevoo feito pelo g1 flagrou várias áreas de desmatamento na floresta amazônica nesta semana. Uma delas foi vista dentro do Parque Nacional Mapinguari ao lado de uma região de pastagem. A devastação neste ponto já chega a 1,3 mil hectares, conforme análise feita pelo Greenpeace Brasil com base em satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O Parque Nacional Mapinguari está localizado na divisa dos estados de Rondônia e Amazonas, mais precisamente entre Porto Velho (RO) e Lábrea (AM).
A viagem de avião começou no Aeroporto Internacional Governador Jorge Teixeira, em Porto Velho, e seguiu em direção ao Sul do estado do Amazonas. Durante as 3h de voo foi possível ver a floresta com cicatrizes de queimadas e desmatamentos recentes.
Sobrevoo mostra áreas de desmatamento em Rondônia e Amazonas
Esse itinerário ajuda a entender como a devastação em Rondônia avança e faz pressão no estado vizinho (veja no vídeo acima).
FOTOS: sobrevoo flagra áreas de desmatamento em RO e AM
FOTOS: sobrevoo flagra áreas de queimadas
"As pessoas [grileiros] que estão chegando no Sul de Lábrea geralmente não são pessoas do Amazonas, mas de Rondônia e até de Mato Grosso. É o Arco do Desmatamento que está cada vez mais pressionando a floresta e subindo para essas novas fronteiras", explicou Carolina Pasquali, diretora executiva do Greenpeace Brasil, que acompanhou o sobrevoo.
O Arco do Desmatamento é o termo dado para a área onde a agricultura avança em direção à floresta e também onde se encontram os maiores índices de desmatamento da Amazônia. As rodovias Belém-Brasília (BR-010) e Cuiabá-Porto Velho (BR-364), por exemplo, integram os 500 km² do Arco do Desmatamento.
Ainda segundo análise do Greenpeace Brasil, com o aumento do desmatamento em Rondônia, "naturalmente" a fronteira vai se movendo, entrando no Sul do Amazonas e se aproximando de áreas essenciais para a biodiversidade do planeta.
"Além do desmatamento, a retirada predatória de madeira e abertura de estradas são elementos que perturbam a floresta e comprometem o ecossistema", comentou Pasquali.
Imagem aérea feita na terça-feira, 16 de agosto de 2022 mostra desmatamento no Sul do Amazonas.
Ana Kézia Gomes/g1 RO
Saindo do Parque Nacional Mapinguari o g1 sobrevoou uma Floresta Pública Não Destinada localizada no Sul do município de Lábrea (AM). Nesse ponto da viagem foi encontrado um desmatamento ilegal de aproximadamente 2,3 mil hectares. Conforme dados de satélites analisados pelo Greenpeace Brasil essa área foi aberta em menos de quatro meses — entre fevereiro e junho de 2022.
As Floresta Pública Não Destinadas são compostas, principalmente, por territórios pertencentes aos estados ou à União e que deveriam ser dedicadas à proteção ou ao uso sustentável, mas por não possuírem destinação específica são alvo constante de grilagem, segundo ambientalistas ouvidos pelo g1.
"O desmatamento está avançando de maneira feroz em uma área essencial para a preservação da Amazônia".
Imagem aérea feita na terça-feira, 16 de agosto de 2022 mostra desmatamento no Sul do Amazonas.
Ruan Gabriel/Rede Amazônica
"Um terço de todo o desmatamento na Amazônia acontece em terras públicas não destinadas e a grilagem está diretamente relacionada a isso. Há omissão do estado brasileiro na destinação dessas terras, combinada a fiscalização sem efetividade e sinais de enfraquecimento legal enviados pelas autoridades, que permitem que grileiros aguardem por uma espécie de legalização das terras griladas… tudo isso junto vai se transformando nesse caldeirão que literalmente coloca fogo na floresta", explicou Pasquali.
Floresta em chamas
Os incêndios na floresta são outro tipo de crime ambiental ligado ao desmatamento. Durante o sobrevoo, o g1 também flagrou focos ativos de queimadas em Lábrea (AM).
Vídeo mostra queimadas na fronteira dos estados de Rondônia e Amazonas
Turbulências são sentidas enquanto o avião sobrevoa a floresta em chamas. A equipe de reportagem também consegue sentir o aumento da temperatura dentro da aeronave conforme encontra queimadas pelo caminho. A fumaça é intensa, olhando para cima a visão é de um céu completamente cinza. No chão a coloração é preta (observe no vídeo acima).
"O céu aqui em Porto Velho não é mais azul, ele é cinza. E quando a gente voa, percebemos claramente essa mudança. A fumaça não se dissipa e é esse ar que todos os habitantes da região estão respirando diariamente", disse Carolina.
Imagem aérea feita na terça-feira, 16 de agosto de 2022 mostra área de queimada na fronteira do estado de Rondônia com o Amazonas.
Ruan Gabriel/Rede Amazônica
"É sempre muito impactante e triste a gente testemunhar aquilo que a gente já sabe por conta das imagens de satélite que acompanhamos. Quando a gente vê a extensão das áreas desmatadas e a proximidade do fogo isso realmente traz um impacto muito grande", comenta Carolina.
Dados do Inpe apontam que apenas nos 15 primeiros dias de agosto deste ano 267 focos de queimada foram registrados em Porto Velho. Já em Lábrea foram 140.
O município de Lábrea está em uma área que reúne o sul do Amazonas, o leste do Acre e o norte de Rondônia. Segundo os ambientalistas é uma região muito pressionada e por isso chamada de "a nova fronteira do desmatamento".
Imagem aérea feita na terça-feira, 16 de agosto de 2022 mostra área de queimada na fronteira do estado de Rondônia com o Amazonas.
Ana Kézia Gomes/g1
"Nesta época do ano os grileiros aproveitam para queimar, abrir e consolidar as áreas desmatadas. É isso que a gente vem testemunhando aqui [no Sul do Amazonas] e é muito preocupante. Essa devastação começa a se aproximar do maior bloco de floresta ainda conservada da Amazônia, um bloco que tem uma biodiversidade que a gente não pode perder. Ela é importante para a garantia do equilíbrio climático", comentou Carolina.
Imagem aérea feita na terça-feira, 16 de agosto de 2022 mostra área de queimada na fronteira do estado de Rondônia com o Amazonas.
Ruan Gabriel/Rede Amazônica
*Colaboraram Alexandre Hisayasu, Fábio Diniz, Ruan Gabriel e Mayara Subtil, da Rede Amazônica.

FOTOS: sobrevoo flagra áreas de desmatamento em Rondônia e Amazonas

Forte de Fernando de Noronha conquista selo ‘Tesouro Verde’
Imagens foram feitas em agosto de 2022, entre Porto Velho (RO) e Lábrea (AM). Imagem aérea feita na terça-feira, 16 de agosto de 2022 mostra desmatamento no Sul do Amazonas.
Ana Kézia Gomes/g1 RO
Imagem aérea feita na terça-feira, 16 de agosto de 2022 mostra desmatamento entre os estados de Rondônia e Amazonas.
Ruan Gabriel/Rede Amazônica
Imagem aérea feita na terça-feira, 16 de agosto de 2022 mostra desmatamento entre os estados de Rondônia e Amazonas.
Ruan Gabriel/Rede Amazônica
Imagem aérea feita na terça-feira, 16 de agosto de 2022 mostra desmatamento entre os estados de Rondônia e Amazonas.
Ruan Gabriel/Rede Amazônica
Imagem aérea feita na terça-feira, 16 de agosto de 2022 mostra desmatamento no Sul do Amazonas.
Ruan Gabriel/Rede Amazônica
Imagem aérea feita na terça-feira, 16 de agosto de 2022 mostra desmatamento no Sul do Amazonas.
Ana Kézia Gomes/g1 RO
Imagem aérea feita na terça-feira, 16 de agosto de 2022 mostra desmatamento no Sul do Amazonas.
Ruan Gabriel/Rede Amazônica
Imagem aérea feita na terça-feira, 16 de agosto de 2022 mostra desmatamento no Sul do Amazonas.
Ana Kézia Gomes/g1 RO
Imagem aérea feita na terça-feira, 16 de agosto de 2022 mostra desmatamento no Sul do Amazonas.
Ana Kézia Gomes/g1

FOTOS: sobrevoo flagra áreas de queimadas em Rondônia e Amazonas

Forte de Fernando de Noronha conquista selo ‘Tesouro Verde’
Imagens foram feitas em agosto de 2022, entre Porto Velho (RO) e Lábrea (AM). Imagem aérea feita na terça-feira, 16 de agosto de 2022 mostra área de queimada na fronteira do estado de Rondônia com o Amazonas.
Ruan Gabriel/Rede Amazônica
Imagem aérea feita na terça-feira, 16 de agosto de 2022 mostra área de queimada na fronteira do estado de Rondônia com o Amazonas.
Ruan Gabriel/Rede Amazônica
Imagem aérea feita na terça-feira, 16 de agosto de 2022 mostra área de queimada na fronteira do estado de Rondônia com o Amazonas.
Ruan Gabriel/Rede Amazônica
Imagem aérea feita na terça-feira, 16 de agosto de 2022 mostra área de queimada na fronteira do estado de Rondônia com o Amazonas.
Ana Kézia Gomes/g1
Imagem aérea feita na terça-feira, 16 de agosto de 2022 mostra área de queimada na fronteira do estado de Rondônia com o Amazonas.
Ruan Gabriel/Rede Amazônica
Imagem aérea feita na terça-feira, 16 de agosto de 2022 mostra área de queimada na fronteira do estado de Rondônia com o Amazonas.
Ruan Gabriel/Rede Amazônica
Imagem aérea feita na terça-feira, 16 de agosto de 2022 mostra área de queimada na fronteira do estado de Rondônia com o Amazonas.
Ruan Gabriel/Rede Amazônica
Imagem aérea feita na terça-feira, 16 de agosto de 2022 mostra área de queimada na fronteira do estado de Rondônia com o Amazonas.
Ruan Gabriel/Rede Amazônica
Imagem aérea feita na terça-feira, 16 de agosto de 2022 mostra área de queimada na fronteira do estado de Rondônia com o Amazonas.
Ana Kézia Gomes/g1
Imagem aérea feita na terça-feira, 16 de agosto de 2022 mostra área de queimada na fronteira do estado de Rondônia com o Amazonas.
Ruan Gabriel/Rede Amazônica
Imagem aérea feita na terça-feira, 16 de agosto de 2022 mostra área de queimada na fronteira do estado de Rondônia com o Amazonas.
Ana Kézia Gomes/g1
Imagem aérea feita na terça-feira, 16 de agosto de 2022 mostra área de queimada na fronteira do estado de Rondônia com o Amazonas.
Ruan Gabriel/Rede Amazônica

Forte de Fernando de Noronha conquista selo ‘Tesouro Verde’

Forte de Fernando de Noronha conquista selo ‘Tesouro Verde’
Consultoria informou que Forte dos Remédios tornou-se o primeiro imóvel da ilha a neutralizar 100% emissões de carbono e primeiro patrimônio histórico tombado do Brasil a ter este título. Forte dos Remédios recebe o selo verde
Cosme Johnny/Divulgação
O Forte Nossa Senhora dos Remédios recebeu o Selo de Sustentabilidade "Tesouro Verde". A informação foi divulgada, na quarta (24), pelo consócio responsável pelo patrimônio histórico de Fernando de Noronha. O título aponta o compromisso com práticas voltadas a políticas de preservação ambiental.
A consultoria responsável pelo processo de emissão do selo informou que a fortaleza tornou-se o primeiro equipamento de Noronha a neutralizar 100% as emissões de carbono e o "primeiro patrimônio histórico tombado do Brasil a ter este título".
O selo tem como principal objetivo a redução dos impactos ao meio ambiente e o gerenciamento responsável do consumo de recursos naturais resultados da atividade do empreendimento.
Fernando de Noronha tem problemas ambientais. Segundo os pesquisadores, a ilha conta atualmente com apenas 5% da camada vegetal que existia na época do descobrimento.
Apesar dessas questões, foram adquiridos títulos de créditos de floresta homologadas, dentro do programa Brasil Mata Viva, nos núcleos de origem Xingu, Teles Pires, Madeira e Arinos, área localizadas nas regiões da Amazônia e Mato Grosso.
A validade do selo vai até outubro de 2023. A compensação é baseada na projeção do impacto que o Forte Noronha produzirá no seu primeiro ano de funcionamento.
São levadas em consideração as informações sobre o número de pessoas que atuarão no empreendimento, o consumo anual de energia elétrica e água, a produção anual de lixo e a área ocupada pelo equipamento.
A diretora de Marketing do Forte Noronha, Paula Limongi, disse que a compra dos créditos não foi direcionada de imediato para Fernando de Noronha porque não existe credor certificado na ilha.
Paula afirmou que foram iniciadas negociações com a concessionária responsável pela gestão do Parque Nacional Marinho, para que os títulos comprados pelo Forte Noronha sejam revertidos para a ilha.
Entre os principais benefícios de compensação do Forte Noronha estão:
Área preservada de florestas nativas: 315.79 metros quadrados
Emissão evitada de carbono (carbono estocado): 24 toneladas de CO2
Madeira armazenada: 8.28 metros cúbicos
Preservação de espécies de fauna por hectare: 1749
Preservação de espécies de flora por hectare: 546
O Forte Noronha disponibilizará nas instalações o QR code do selo com informações do título "Tesouro Verde" e os benefícios que o investimento vai gerar.
Obras
O Forte dos Remédios foi fechado para visitação no dia 1º de julho, quando começaram as obras de manutenção e instalação dos novos serviços. A previsão é que os trabalhos sejam concluídos concluir em 120 dias.
O contrato de concessão da fortaleza foi assinado em fevereiro deste ano. O Consórcio Forte vai pagar R$ 238 mil por mês para gerenciar o imóvel.
O governo federal entrou com uma ação na Justiça Federal com um pedido para anular a licitação, realizada pelo governo do estado em outubro de 2021 para cessão do espaço. A Justiça negou o pedido da União e a licitação foi confirmada.
Segundo os representantes do consórcio, foi necessário aguardar a aprovação do projeto de reforma, que foi analisado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan), pois o imóvel construído no século 18 é tombado.
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O Consórcio Forte é formado pelas empresas Pentágono Investimentos, Dix Empreendimentos, e Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), responsável pela administração do Paço do Frevo, no Recife, e do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.
VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias
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