Revisão global para o Enem: aprenda técnica com aprovada em medicina que estudou em casa com livros doados

Atacada por ‘largar’ medicina, Manu Cit explica saída de curso, desmente reprovação e cita ameaças de morte
A mãe de Angélica trabalhava como gari e apagava as respostas dos livros usados todos os dias para que a filha pudesse resolver os exercícios. Filha de gari e vigia, Angélica Oton passa para medicina em casa com livros doados
Angélica Oton/Arquivo pessoal
A jornada de estudos de Angélica Oton foi difícil e intensa, mas a fez chegar à realização de um sonho profissional: a aprovação no curso de medicina. Durante três anos, ela estudou em casa com livros doados e outros materiais gratuitos. Para quem está na jornada de estudos para o Enem, a jovem dá dicas de como aplicar a técnica de revisão global.
“Você vai lembrar em novembro o que estudou em fevereiro”, garante a futura médica, de 20 anos, que mora no Sertão da Paraíba.
✏️ Envie a sua redação e receba a correção gratuita
Esse método, segundo a fera em medicina, é feito para que o estudante revise cada assunto que já viu em determinada disciplina.
✅ 🌐 A estratégia de Angélica segue o seguinte passo a passo:
🗓️ O estudante deve escolher um dia da semana para fazer a revisão, como o sábado, por exemplo, que é o último dia da semana;
📚 Depois, o candidato precisa conferir os assuntos que foram estudados até o momento o momento da revisão;
📜 Em seguida, o participante fará uma lista de questões variadas (com todos os assuntos estudados) na quantidade que achar adequada;
⏰ As questões devem ser resolvidas em uma determinada quantidade de tempo. O ideal é que essa simulação siga o mesmo período que o Enem oficial;
✅ Por último, o estudante deve focar na correção das questões e avaliar erros e acertos para continuar os estudos.
Segundo a estudante, esses cinco passos são capazes de ficar uma memória ativa até o dia da prova.
Espaço onde Angélica Oton, aprovada em Medicina, estudou em casa por dois anos
Angélica Oton/Arquivo pessoal
📝 Revisões fixam conteúdos
As revisões são o caminho para a fixação de conteúdos, segundo Angélica. A técnica que mais a ajudou foi a resolução de questões e a criação de resumos.
Outro elemento que funcionou muito bem foi o estímulo visual. A jovem colava post its, que são pequenos recados em papel colorido e colante, na parede. Com o mais importante à vista, no ambiente de estudos, sempre era momento para lembrar algo fundamental, como fórmulas e conceitos.
Angélica Oton e os pais comemorando a aprovação dela em Medicina na UFPB
Angélica Oton/Arquivo pessoal
🏅Dos estudos à aprovação: conheça a história de Angélica
Todos os dias na volta do trabalho exaustivo de gari, Maria do Rosário comprava uma borracha. Em casa, ela apagava todas as respostas escritas pelo antigo dono dos livros doados para a filha, Angélica Oton. Assim, a jovem construía novas repostas e estudava para o Enem.
Quando terminou o ensino médio, a aprovação não veio na primeira tentativa. Nem na segunda. Na terceira, todo o esforço de Angélica e da família dela foram recompensados. Só que até isso acontecer, foram dias e mais dias de estudos. Em alguns deles, ela chegou a passar até 11 horas na frente dos livros, apostilas e provas.
"Todos os dias não eram iguais. Estudava até 11 horas, mas variava. Teve dia que de tão cansada estudei 40 minutos. Mas no meu plano de estudos, devia fechar as 10 horas por dia", explicou.
Como os cursinhos eram caros, os livros e apostilas recebidos por meio de doação se tornaram a principal estratégia de estudos de Angélica, que se identifica com dedicação à teoria.
As aulas eram acompanhadas pelo Youtube. Além da teoria, ainda houve espaço para a prática com a resolução de questões, produção de resumos e revisões semanais.
A aprovação para medicina na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) foi motivo de felicidade para a família.
"Fiquei muito feliz quando eu vi o meu nome. Deu uma sensação de alívio e de dever cumprido. Corri e abracei meu pai. Corri e abracei minha mãe. Os vizinhos chegando. Todo mundo tava torcendo por isso, e a gente ficou muito feliz", lembrou.
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Paraguai adota educação sexual nas escolas com conceitos equivocados que preocupam educadores

Atacada por ‘largar’ medicina, Manu Cit explica saída de curso, desmente reprovação e cita ameaças de morte
Programa apresentado pelo Ministério da Educação está sendo testado antes de ser implementado em todo o país. Conteúdo questiona eficácia de camisinha, desestimula a masturbação e mais. Paraguai: plano de educação sexual preocupa educadores de saúde
Em uma decisão inédita no país, o Paraguai está incluindo educação sexual no currículo escolar. E, enquanto psicólogos e entidades como a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) defendem educação sexual para crianças, o programa paraguaio preocupa progressistas e educadores da área da saúde.
A proposta que está sendo apresentada nas escolas do país põe em dúvida a eficácia de camisinhas e perpetua estereótipos sexistas como “meninos não choram” e “meninas são medrosas”.
Sala de aula escola
Reprodução
Muitos na nação, majoritariamente católicam são a favor do programa.
Entre outros temas apresentados na proposta e questionados por especialistas estão:
preservativos não são confiáveis;
masturbação leva a frustração e isolamento;
a roupa das meninas pode influenciar o comportamento dos homens; e
amor conjugal dura para sempre.
Educação sexual na escola
No Paraguai, temas relacionados à direitos e saúde reprodutiva — especialmente da mulher — são tabus. O país tem a maior taxa de gravidez na adolescência da América do Sul, e aborto é crime punível com pena de prisão, inclusive em casos de estupro e incesto.
Programas de educação sexual não limitados à abstinência têm sucesso comprovado na redução das taxas de natalidade entre adolescentes. No entanto, o programa de educação sexual que está sendo introduzido no Paraguai preocupa educadores de saúde e feministas.
A proposta até vai além da educação sexual, e chega a apresentar afirmações como "garotas têm cérebros menores e mais leves", e não faz nenhuma menção à comunidade LGBTQIA+ ou à identidade de gênero — tópico que foi banido das escolas paraguaias em 2017.
O ministro da Educação disse que o novo programa, que está sendo testado em setembro, antes de ser implementado em todo o país, ainda pode ser alterado depois da implementação, mas não deixou claro como isso seria possível.
VÍDEOS DE EDUCAÇÃO

Unioeste abre inscrições para vestibular 2025; veja como se inscrever

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Provas serão aplicadas no dia 15 de dezembro. Inscrições podem ser feitas até 11 de novembro. Taxa de inscrição é de R$ 199. Unioeste em Cascavel
Reprodução/RPC
Estão abertas as inscrições para o vestibular 2025 da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). As inscrições podem ser feitas até 11 de novembro.
A vagas são para os cinco campi campi da instituição localizados nas cidades de Cascavel, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Marechal Cândido Rondon e Toledo.
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A taxa de inscrição é de R$ 199 e o pagamento pode ser feito por boletos, pix e também com cartão, podendo ser parcelada em duas vezes.
A instituição informou que os boletos só podem ser gerados até o penúltimo dia de inscrição, enquanto as inscrições realizadas no último dia o pagamento deve ser feito no pix ou cartão.
Acesse aqui o edital e página de inscrições
Pedidos de isenção da taxa de inscrição podem ser feitos até o último dia das inscrições.
As provas serão aplicadas no dia 15 de dezembro em Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guarapuava, Marechal Cândido Rondon, Maringá e Toledo, no estado do Paraná, além da cidade de Campo Grande, no estado do Mato Grosso do Sul.
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Cursos sem taxa de inscrição
A Unioeste informou que alguns cursos oferecem isenção na taxa de inscrição para todos os candidatos inscritos. Veja quais a seguir:
Campus de Cascavel
Ciências Biológicas (Bacharelado e Licenciatura)
Ciências Econômicas
Engenharia Agrícola
História
Letras (Português/Espanhol e Português/Italiano), Matemática e Pedagogia/Matutino
Campus Foz do Iguaçu
Ciências Contábeis
Enfermagem
Engenharia Elétrica
Engenharia Mecânica
Hotelaria
Letras (Português/Espanhol e Português/Inglês)
Matemática
Turismo
Campus Francisco Beltrão
Ciências Econômicas
Geografia (Bacharelado e Licenciatura)
Pedagogia (Matutino e Noturno)
Serviço Social
Campus Marechal Cândido Rondon
Educação Física
Geografia
História
Letras (Português/Espanhol e Português/Inglês)
Zootecnia
Campus Toledo
Aquicultura/Engenharia de Pesca
Ciências Econômicas
Ciências Sociais
Engenharia Química
Filosofia (Matutino e Noturno)
Química (Bacharelado e Licenciatura)
Secretariado Executivo Trilíngue
Serviço Social
As vagas do Vestibular 2025 serão compostas da seguinte forma: 50% vaga AC (ampla concorrência) e 50% para Vaga EP (escola pública), dos quais 10% são para a vaga PP (pretos/pardos). Ainda existem 5% de vagas adicionais e exclusivas para a pessoa com deficiência (vaga PCD).
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Filósofos africanos consideram que a palavra ‘África’ é uma injúria racial, e que continente deveria ser renomeado

Atacada por ‘largar’ medicina, Manu Cit explica saída de curso, desmente reprovação e cita ameaças de morte
Neste texto, pesquisadores da Universidade de Pretória, na África do Sul, discutem a origem da palavra 'África' e defendem uma reflexão sobre a mudança do nome do continente. A essência do projeto de categorização de cores da humanidade era estabelecer a hierarquia racial como parte de uma tentativa de defender o racismo científico e justificar a escravidão, a opressão colonial e a exploração
Jéssica Alves/G1
Os africanos devem ser chamados de negros ou a categorização das pessoas pela cor da pele é uma prática racista? E quanto à África? O nome do continente é uma injúria racial porque foi escolhido pelos exploradores europeus e baseado no clima, e não nas pessoas, e deveria ser renomeado?
Essas são perguntas que o estudioso de filosofia africana Jonathan Okeke Chimakonam considera em sua pesquisa. O The Conversation perguntou o que ele e seu coautor concluíram.
Quem batizou a África e qual o significado do nome?
O nome África foi dado ao continente pelos exploradores, escravagistas e colonizadores europeus que chegaram como comerciantes e exploradores nos anos 1400. Acredita-se que “África” tenha sido tirado do grego aphrike, que significa sem frio; em latim, traduz-se para aprica, que significa ensolarado.
Você sabe como é. Os seres humanos costumam dar nomes a estranhos ou a novos lugares que encontram. Em geral, isso ocorre para que possam identificar essas pessoas ou lugares. Mas a história também mostra que esses “batizados” geralmente não são agradáveis devido ao espírito doentio de competição que naturalmente caracteriza as novas descobertas.
De fato, em muitos casos, os nomes são calúnias destinadas a rebaixar essas pessoas ou lugares. Por exemplo, aprendemos com os relatos de Homero, o antigo poeta grego, que, quando os gregos encontraram pela primeira vez os povos do leste da África, eles os chamaram de aethiops ou Aithiops, que significa rosto queimado pelo sol.
Os antigos judeus se referiam a pessoas de outras nações e crenças como gentios, o que era uma calúnia porque os identificavam como forasteiros. Os antigos chineses se referiam aos povos da Mongólia como bárbaros, e a lista continua.
Às vezes, o insulto não se dirige diretamente às pessoas – por exemplo, quando a cultura e os povos do continente são ignorados na nomeação, como África ou África do Sul. Aphrike se refere ao clima; África do Sul se refere à geografia. O que os dois exemplos têm em comum é o silêncio sobre os habitantes, sua cultura e realizações. Isso implica que a história do lugar começou com o nomeador, como se fosse desabitado antes da chegada dele.
Muamba, bunda, dengo: você usa palavras de línguas africanas sem perceber; faça 'quiz sonoro'
O nome África é uma injúria racial?
A nomenclatura é uma ferramenta que usamos para identificar objetos e dar sentido ao mundo ao nosso redor. Até esse ponto, é uma coisa boa e poderosa. O problema é quando algumas pessoas decidem transformá-la em uma arma, como, por exemplo, usar insultos para desonrar outras pessoas.
A escravidão, o colonialismo e as ideologias racializadas, como o apartheid na África do Sul, continuam sendo algumas das piores armas de utilização de nomes por meio de difamações.
Meu coautor e eu argumentamos em nosso artigo que o nome África é uma injúria racial. Aphrike ou aprica refere-se ao clima quente do continente, talvez em exagero, com a falsa impressão de que o continente é “sem frio”. Se o continente é quente e não tem frio, isso o tornaria o proverbial fogo do inferno, não é mesmo?
Veja o significado de aethiops. Aqui, as pessoas encontradas no continente chamado ensolarado, ou sem frio, tornaram-se pessoas com rostos queimados pelo sol. A dedução é que o sol implacável queimou a pele dos habitantes. Quando algo está queimado ou carbonizado, nós o chamamos de preto.
Alguém se pergunta por que os defensores do racismo científico em algumas universidades europeias nos anos 1700 e 1800, especialmente na Universidade de Göttingen, na Alemanha, decidiram classificar os povos indígenas africanos com a cor preta, os índios americanos com o vermelho, alguns povos asiáticos com o marrom, outros com o amarelo e os europeus com o branco?
Argumentamos que esses são vários níveis de degeneração, com exceção da cor branca, que é intocada, pura e imaculada. Em nossa opinião, identificar um ser humano com qualquer cor é racismo. Identificar-se como branco é desconsiderar os outros como não brancos, o que é racismo indireto, e chamar alguém de qualquer outra cor – como negro – é uma subordinação racial direta.
A essência do projeto de categorização de cores da humanidade era estabelecer a hierarquia racial como parte de uma tentativa de defender o racismo científico e justificar a escravidão, a opressão colonial e a exploração.
O novo 'oceano' que pode estar se abrindo na África e partindo o continente em dois
Vocês defendem que o nome da África seja mudado?
Sim, defendemos. Acreditamos que é uma coisa hedionda um continente inteiro ser chamado por uma calúnia. Muitos países da África, como Zâmbia (Rodésia do Norte), Zimbábue (Rodésia do Sul), Burkina Faso (Alto Volta), Gana (Costa do Ouro), mudaram seus nomes após a independência política porque eram alcunhas que rebaixavam sua cultura e negavam suas realizações como civilizações.
Argumentamos que é isso que o continente também deve fazer. Neste caso, é ainda mais pertinente porque o nome África tem alguns cognatos (nomes que têm a mesma natureza ou origem semelhante) realmente terríveis, como aethiops e black (negro), que são a base da moderna segregação racial antiafricana nos Estados Unidos, do apartheid na África do Sul e da contínua subjugação racial em outras partes do mundo.
Em nosso artigo de pesquisa, propusemos pensar em um nome como Anaesia – derivado de duas palavras Igbo-Africanas, ana e esi, que significam terra ou local de origem – como um substituto para o nome África. Um nome como Anaesia fala aos fatos da história sobre o continente como o primeiro lar de todos os seres humanos e onde a primeira língua humana foi falada.
*Jonathan O. Chimakonam é professor associado do Departamento de Filosofia da Universidade de Pretória.
**Este texto foi publicado originalmente no site da The Conversation Brasil.
Dengo, xingar, moleque…Palavras do nosso dia a dia vieram de línguas africanas

Atacada por ‘largar’ medicina, Manu Cit explica saída de curso, desmente reprovação e cita ameaças de morte

Atacada por ‘largar’ medicina, Manu Cit explica saída de curso, desmente reprovação e cita ameaças de morte
Jovem de 20 anos, com mais de 3 milhões de seguidores, estava no 4º semestre da UFRJ. Perfis nas redes sociais afirmam que rotina saudável 'vendida' pela jovem – que acordava às 4h da manhã para fazer exercício e conciliar com a universidade – não era sustentável. Aos 20 anos, a influenciadora Manuela Cit está sendo criticada nas redes sociais por ter anunciado, na quarta-feira (11), que desistiu do curso de medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela estava no 4º período e havia sido aprovada assim que terminou o ensino médio.
➡️Usuários do TikTok e do Instagram alegam que Manu "vendia" aos seus mais de 3 milhões de seguidores uma rotina insustentável a médio prazo: ela acordava às 4h da manhã todos os dias, corria na praia, estudava em período integral (das 8h às 17h), ia da universidade direto para a academia, treinava mais um pouco, revisava os conteúdos das aulas, preparava refeições proteicas e dormia (cedo). Nos intervalos, ainda encaixava todas as "publis", os posts nas redes sociais e as reuniões como empreendedora.
Rapidamente, as críticas viraram ataques mais violentos, inclusive em grupos de alunos da faculdade. Afirmaram, por exemplo, que Manu havia sido reprovada em anatomia, que mal aparecia nas aulas e que tinha "nojo dos pacientes pobres" que encontraria. Foi chamada até de "vagab****".
Ao g1, ela desmentiu todos os boatos [leia mais abaixo] e explicou que trancou a matrícula simplesmente porque não se enxergava mais na profissão — a falta de afinidade com o curso ficou mais clara depois do início das aulas práticas. Disse também que queria ter mais tempo para o que realmente gosta de fazer: gravar vídeos sobre vida saudável e dedicar-se à sua empresa de suplementos.
"Por quase dois anos, eu consegui seguir minha rotina. Só que, quando você não quer fazer algo, fica insustentável. É como um relacionamento. Às vezes, quando acaba, você não ama mais o namorado. Mas você [o] amou antes, e isso não anula sua história com ele. Eu dava conta [de tudo] e ainda tinha muito tempo pra fazer várias outras coisas, de ter lazer com os meus amigos", afirma.
Ela admite que é "um privilégio poder sair [do curso]". "Muitas pessoas não têm esse poder de escolha de interromper aquilo que elas se incomodam de fazer", diz.
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Ameaças de morte e ambiente hostil na UFRJ
Manu Cit divide sua rotina saudável nas redes sociais
Reprodução/Redes sociais
Manu justificou o motivo de ter dito, nas redes sociais, que o ambiente da UFRJ é hostil. Ela conta que:
sofreu ameaças de agressão e de morte (e optou por não fazer denúncias formais, já que "não via nada o que pudessem fazer para impedir isso");
ouviu comentários horríveis feitos por colegas;
foi vítima de histórias "inventadas" a seu respeito;
presenciou problemas graves de infraestrutura na instituição.
"Fiz poucos amigos, e muitos amigos que eu fazia se aproximavam de mim para criar histórias. Fui me fechando, lógico", afirma. "Muitas pessoas foram muito malvadas comigo a troco de nada. Eu nunca fiz nada negativo para ninguém lá, nunca invadi o espaço de ninguém, mas, desde o primeiro dia em que pisei na faculdade, inventaram coisas horríveis sobre mim. Ameaçaram de me bater, de me roubar e de me matar."
Manuela reforça, no entanto, que nenhum desses problemas teve relação com a decisão de interromper o curso.
"Acho feio o que estão fazendo de inverter minhas falas e criar um personagem que eu não sou. Mas passei por um processo de entender que isso está completamente fora do meu controle! O hate é incontrolável. Não posso dar o poder de outras pessoas me abalarem a troco de nada", afirma.
Sobre as condições da UFRJ, a influencer diz que é nítida a necessidade de maiores investimentos.
"É muito precário; o governo precisa olhar para o universitário mais do que nunca. Eu vi um gambá em cima de um cadáver uma vez. Não estou falando isso para deixar triste quem estar lá, mas para abrir os olhos do governo com o meu poder de influência! O hospital tem pouquíssimos elevadores funcionando, e muitas áreas estão abandonadas", conta.
O g1 entrou em contato com a UFRJ e com o Ministério da Educação (MEC) para comentarem a declaração de Manuela.
Em nota, o Ministério da Educação (MEC) afirmou que “a necessidade de manutenção de infraestrutura da UFRJ e de outras universidades federais não é um problema atual, e decorre da política implementada nos últimos anos, desde 2016, que reduziu drasticamente os valores para manutenção das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes)”.
A pasta alega que, desde 2023, busca solucionar a situação, e diz que as universidades têm autonomia para administrar seus recursos.
'Nunca fui reprovada; essa é uma das maiores mentiras', diz
Um suposto print de conversa de Whatsapp viralizou nas redes sociais: mostra colegas de Manu comentando que ela havia sido reprovada em uma disciplina de medicina.
"Eu nunca reprovei em anatomia, nem em outra matéria. Eu duvido alguém conseguir provar que eu reprovei, porque eu nunca reprovei. Essa é uma das maiores mentiras que estão falando sobre mim. E ainda, se eu tivesse reprovado, eu não vejo problema. Eu sou um ser humano, não sou uma máquina. Mas anatomia era uma das minhas melhores matérias", diz ao g1.
Ela também nega ter sido relapsa durante o curso.
"Como todo mundo, já cheguei atrasada, já 'matei' aula, sim, porque eu tinha outras responsabilidades. Mas isso nunca me impediu de ser uma boa aluna, uma aluna dedicada. Eu faltava, mais ou menos, uma aula por semana, de 20 aulas. Tanto que a universidade exige presença mínima de 75%, e eu sempre cumpri com isso."
'Estudar medicina não foi em vão'
Por mais que o curso de medicina no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) seja um dos mais concorridos do processo seletivo, Manuela não acha que "desperdiçou" uma chance ao decidir trancar a matrícula. Também não se arrepende de ter cursado quatro semestres.
"Tudo o que a gente faz traz um aprendizado. Eu pelo menos sei estudar, sei aprender e vou saber levar isso pra todas as esferas da minha vida", conta.
O plano dela é tentar uma transferência para o curso de nutrição em outra universidade.
"Estou muito feliz com a minha decisão. Pretendo continuar empreendendo e vou entrar em novos negócios. Também vou investir na minha carreira de influenciadora, porque sei que tenho muitas coisas boas a oferecer."
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