Portugal cancela polêmico curso antirracismo

Caso aconteceu na Universidade Nova de Lisboa, no Observatório do Racismo e Xenofobia da Faculdade de Direito. Portugal cancela polêmico curso antirracismo
Um curso antirracismo só com professores brancos. E um módulo chamado “O racismo existe mesmo?”. Não foi à toa que isso gerou indignação em Portugal.
Aconteceu na Universidade Nova de Lisboa, no Observatório do Racismo e Xenofobia da Faculdade de Direito. A chamada Pós-Graduação em Racismo e Xenofobia foi anunciada no site da faculdade. E acabou cancelada depois de uma enxurrada de críticas.
Várias pessoas negras protestaram contra o curso e se queixaram de mais uma vez serem consideradas invisíveis. Uma delas foi a jornalista Paula Cardoso, criadora da Afrolink, uma organização que promove a diversidade na sociedade portuguesa.
Para ela, um observatório sobre racismo liderado por pessoas brancas é um insulto: seria como uma organização de combate à discriminação contra mulheres composta só por homens.
A faculdade diz que até tentou formar um corpo docente diverso, mas que ninguém não branco estava disponível. E disse também que a intenção não era minimizar questões importantes nem discriminar ninguém.
Mas críticos correram para apontar que o próprio título do curso já é um absurdo e que questionar a existência do racismo é ignorar e invalidar o pensamento negro.

Dia do Médico: mensalidade do curso de medicina mais caro do país é de quase R$ 16 mil; veja ranking

Aulão do Vigor
Levantamento do g1 mostra também quantos candidatos concorrem por cada vaga nos principais vestibulares de universidades públicas, como Fuvest e Unicamp. No Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2024, foram 298.316 inscritos e 7 mil aprovados (2,3%). Dia do Médico: veja mensalidades de faculdades de medicina particulares
Sasint para Pixabay
Se um candidato optar por cursar medicina em 2025, em uma instituição de ensino privada, chegará a gastar até cerca de R$ 16 mil de mensalidade (11 salários mínimos). Esse é o valor aproximado cobrado pela Universidade do Grande Rio (Unigranrio), na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, segundo o levantamento do g1.
🩺Neste Dia do Médico (18), confira um ranking das graduações mais caras do país — veja, abaixo, as que ficaram acima do patamar de R$ 12 mil. Em seguida, descubra qual é a concorrência nos vestibulares das principais universidades públicas (spoiler: uma delas registrou uma taxa de 295,2 candidatos disputando cada vaga).
Mensalidades para 2025
Universidade do Grande Rio (Unigranrio) – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro (RJ) – R$ 15.777,76
Centro Universitário De Jaguariúna (UNIFAJ) – Jaguariúna (SP) – R$ 14.634,67
Centro Universitário de Várzea Grande (UNIVAG) – Várzea Grande (MT) – R$ 13.960,00
Centro Universitário Euro-Americano (Unieuro) – Campus Asa Sul – Brasília (DF) – R$ 13.880,00
Faculdade São Leopoldo Mandic – Campinas e Araras (SP) – R$ 13.878,00
Centro Universitário Ingá (UNINGÁ) – Maringá (PR) – R$ 13.811,03
Universidade São Francisco (USF) – Bragança Paulista (SP) – R$ 13.762,56
Centro Universitário Claretiano (Ceuclar) – Rio Claro (SP) – R$ 12.600,00
Universidade do Grande Rio (Unigranrio) – Duque de Caxias (RJ) – R$ 12.500,47
Centro Universitário Uninorte (UNINORTE) – Rio Branco (AC) – R$ 12.442,72
Universidade de Marília (Unimar) – Marília (SP) – R$ 12.203,06
Universidade de Cuiabá (UNIC/UNIME) – Cuiabá (MT) – R$ 12.000,00*
* Valor referente a 2024, porque a instituição não havia atualizado a tabela de mensalidades para 2025 até a publicação desta reportagem.
Observação: A Universidade Feevale (FEEVALE), em Novo Hamburgo (RS), não entrou na lista, já que cobrará R$ 9.516,14 dos ingressantes em 2025. Mas os alunos do 8º ao 12º semestres pagarão R$ 13.956,91.
Formatura de meio-médico': alunos de medicina fazem festa de R$ 1,4 milhão para comemorar a metade do curso
👩‍🎓Qual é a concorrência em universidades públicas?
O levantamento do g1 mostra o número de candidatos por vaga em 5 das principais universidades públicas do Brasil, nos processos seletivos de 2024:
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pelo vestibular: 295,2 candidatos/vaga (em 2025, serão 266,5).
Universidade Estadual Paulista (Unesp), pelo vestibular: 267,8 candidatos/vaga.
Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp): 183,4. candidatos/vaga.
Universidade de São Paulo, pelo vestibular (Fuvest): 117,7 candidatos/vaga na capital; 86,6 em Ribeirão Preto (SP) e 78,2 candidatos/vaga em Bauru (SP).
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), pelo vestibular: 89,3 candidatos/vaga.
Pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que utiliza as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), 298.316 pessoas se inscreveram em 2024. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 7 mil foram aprovadas (2,3%).
😷Faculdades privadas x STF e MEC
Segundo o Painel de Demografia Médica do Conselho Federal de Medicina (CFM), o Brasil reúne:
256 cursos de medicina em instituições privadas;
134 graduações em universidades públicas.
O crescimento do setor privado vem sendo motivo de preocupação no Ministério da Educação (MEC), especialmente pela:
desigualdade na distribuição geográfica de profissionais
e falta de controle na qualidade da formação ofertada.
Com mensalidades altas (como as vistas acima), baixas taxas de evasão dos alunos e uma importância estratégica no setor de educação, as graduações de medicina tornaram-se uma “mina de ouro” para mantenedoras de ensino: no mercado, em 2023, estimava-se que uma única vaga valesse R$ 2 milhões.
Tamanha atratividade financeira levou a um "boom" no surgimento de novos cursos no Brasil: em 2002, eram 113; em 2018, o número já havia saltado para 322.
Por isso, a pasta implementou regras para barrar o pedido de abertura de graduações na área. O Supremo Tribunal Federal (STF) deliberou sobre as normas e decidiu que os critérios devem seguir lei a Lei dos Mais Médicos. Leia aqui.
Vídeos
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Lá Vem o Enem: resolva questões de matemática sobre volumes de cones e cilindros

Aulão do Vigor
Professor Neto Ferreira reuniu questões para os candidatos testarem conhecimentos antes da prova. Cones de trânsito
rorozoa/Freepik
O professor Neto Ferreira elaborou questões para os estudantes que estão na expectativa para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024. As perguntas são de matemática e estão relacionadas ao volume de cilindros e cones. Esse assunto pode ser cobrado no segundo dia de aplicação das provas do Enem, em 10 de novembro.
🤓📚Acompanhe tudo sobre o Enem 2024
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Em uma videoaula, o professor destaca que os estudantes devem ficar atentos às fórmulas do cilindro e do cone. Além disso, é importante ficar ligado em como o Enem costuma relacionar esse assunto com outros temas de matemática básica, como porcentagem e também razão e proporção.
Confira o vídeo aprender mais sobre esse assunto e testar seus conhecimentos sobre o tema.
Faça o teste:
Lá Vem o Enem: resolva questões de matemática sobre volumes de cones e cilindros
VÍDEOS: Lá vem o Enem

É preciso ‘lacrar’ para tirar nota mil na redação do Enem? Entenda elo entre proposta de intervenção e direitos humanos

Aulão do Vigor
Texto não pode defender ideias que contrariam os direitos humanos para obter os 200 pontos da competência 5. Enem 2024 será aplicado nos dias 3 e 10 de novembro. Folha de rascunho da Redação do Enem.
g1
Um dos elementos obrigatórios da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é a apresentação de uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Esse elemento tem uma competência exclusiva para sua avaliação e vale 200 pontos.
Mas como os direitos humanos entram nessa história?
“Direitos humanos são aqueles prescritos na própria Declaração Universal e na nossa Constituição de modo geral. Eles são classificados em direitos individuais, direitos sociais — que têm muito a ver com o Enem — e direito ao meio ambiente”, explica Felipe Leal, professor de redação do Curso Anglo.
Segundo o professor, para obter uma boa pontuação na competência 5, que avalia o elemento, o candidato não pode defender direitos para um grupo social às custas do direito de outro grupo. Ou seja, a proposta precisa defender a manutenção ou ampliação dos direitos, e não a redução.
📆 O Enem 2024 será aplicado nos dias 3 e 10 de novembro. A redação será aplicada no primeiro dia de provas. O texto deve ser uma dissertação argumentativa com proposta de intervenção.
LEIA TAMBÉM: Tudo sobre o Enem 2024 – o que pode levar, como são as provas, datas e mais
Pode parecer confuso, mas nesta reportagem, você saberá o que é e o que deve conter uma proposta de intervenção, e por que é preciso defender os direitos humanos no texto.
O que é uma proposta de intervenção
Todo ano, o Inep, responsável pela realização do Enem, divulga um documento chamado “Redação do Enem – Cartilha do Participante”. De acordo com esse documento, “propor uma intervenção para o problema apresentado pelo tema significa sugerir uma iniciativa que busque enfrentá-lo.”
Mateus Leme, professor de redação da Oficina do Estudante, diz que a ideia é que o candidato indique uma iniciativa que interfira no problema discutido ao longo de seu texto.
Competências da redação
Ao todo, a redação vale 1000 pontos. Estes pontos podem ser alcançados pelo candidato que cumpre adequadamente com as 5 competências obrigatórias. São elas:
Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa.
Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
Essas competências têm seus próprios elementos obrigatórios e valem 200 pontos cada. O candidato que respeitar todos estes elementos alcança a tão sonhada nota 1000.
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O que uma proposta de intervenção deve ter
Ainda segundo a cartilha do participante, uma proposta de intervenção deve responder às seguintes perguntas:
O que é possível apresentar como solução para o problema?
Quem deve executá-la?
Como viabilizar essa solução?
Qual efeito ela pode alcançar?
Que outra informação pode ser acrescentada para detalhar a proposta?
Mateus Leme explica com outras palavras:
É preciso indicar o agente, a ação, o modo-meio, o efeito e o detalhamento. Para isso, o aluno deve refletir sobre quem tem responsabilidade ou capacidade para agir sobre o problema, bem como a maneira com que isso pode ser feito, de uma maneira realista. Não adianta colocar que é dever do governo federal, por exemplo, se houver uma entidade que atue diretamente no cenário do problema.
O que são direitos humanos e como não desrespeitá-los
Além de precisar conter os cinco elementos obrigatórios, também é preciso respeitar os direitos humanos na redação para conseguir os 200 pontos da competência 5.
Por isso, segundo a cartilha do participante, o candidato não pode propor no texto:
defesa de tortura, mutilação, execução sumária e qualquer forma de “justiça com as próprias mãos”;
incitação a qualquer tipo de violência motivada por questões de raça, etnia, gênero, credo, opinião política, condição física, origem geográfica ou socioeconômica;
explicitação de qualquer forma de discurso de ódio (voltado contra grupos sociais específicos).
No sentido contrário, o documento considera alguns princípios norteadores dos direitos humanos. São eles:
dignidade humana;
igualdade de direitos;
reconhecimento e valorização das diferenças e diversidades;
laicidade do Estado;
democracia na educação;
transversalidade, vivência e globalidade;
sustentabilidade socioambiental.
É preciso 'lacrar' para pontuar?
Os professores ouvidos pelo g1 avaliam que a redação do Enem não tem como objetivo ser "lacradora".
“O Enem não entra nessa polêmica, ele não se aproxima de questões de ideologia. Essa é uma prova muito legalista, então fica próxima daquilo que já está na legislação brasileira”, diz Mateus Leme.
Felipe Leal concorda, e acrescenta que ideias como o combate à desigualdade e o respeito à dignidade são previstos em Constituição.
Portanto, não adianta usar o livro constitucional como repertório cultural e contradizer o que ele defende na proposta de intervenção.
VÍDEOS DE EDUCAÇÃO