Pé-de-Meia ‘universitário’ focará em alunos das federais, diz secretário; pagamento é previsto para 2025

Aprovado em 1º lugar em medicina na primeira tentativa dá dicas para o Enem: ‘Revise detalhes e descanse’
Detalhes do programa de incentivo financeiro no ensino superior estão sendo estudados pelo MEC. Cotistas e beneficiários do CadÚnico devem fazem parte do grupo de estudantes atendidos. Sala de aula na Universidade Federal de Minas Gerais
Arquivo/Alex Araújo/G1
Planejado para 2025, o "Pé-de-Meia" universitário — programa de incentivo financeiro a alunos do ensino superior — deverá contemplar especificamente os estudantes das instituições de ensino federais, afirmou ao g1 o secretário Alexandre Brasil, do Ministério da Educação (MEC).
As discussões sobre o benefício ainda estão em curso na pasta, mas, a princípio, já apontam um direcionamento no perfil de quem será atendido:
cotistas
e membros do CadÚnico (pessoas de baixa renda que recebem, por exemplo, o Bolsa Família).
"A princípio, [focaremos nos] alunos das federais. Precisamos pensar em volume. São 10 milhões de estudantes em universidades hoje no Brasil: 8 milhões em particulares e 2 milhões em públicas. Então, a gente está olhando primeiro para o aluno do CadÚnico e para o que entrou via cotas", diz o Secretário de Educação Superior do MEC.
💰O objetivo é reproduzir a lógica do Pé-de-Meia do ensino médio, implementado no início deste ano pelo governo Lula para diminuir a evasão escolar. Por meio de uma espécie de poupança, jovens de 14 a 24 anos recebem um auxílio financeiro para não abandonarem os estudos. Veja abaixo:
ao fazer a matrícula: valor anual de R$ 200;
ao manter a frequência mínima: valor anual de R$ 1.800 (pago em parcelas mensais);
ao concluir o ano letivo sem reprovação: valor anual de R$ 1.000;
ao fazer o Enem: parcela única de R$ 200.
➡️Os valores ainda não foram estipulados para os universitários, diz Brasil.
Vídeos

‘Precisamos dar limites’, diz ministro da Educação sobre veto de celulares nas escolas

Aprovado em 1º lugar em medicina na primeira tentativa dá dicas para o Enem: ‘Revise detalhes e descanse’
Comissão de Educação da Câmara de Deputados aprovou, nesta quarta-feira (30), o PL que trata da proibição dos aparelhos. Ministro da Educação Camilo Santana em evento em Fortaleza.
Luiza Tenente/g1
O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que "é preciso dar limites" para crianças e adolescentes no uso de celulares. Na reunião ministerial do G20, nesta quarta-feira (30), em Fortaleza, ele confirmou que é consenso no MEC a necessidade de vetar os aparelhos nas escolas, principalmente em sala de aula.
A pasta desistiu de apresentar uma proposta própria, de alcance nacional, para implementar essas restrições, e optou por "aproveitar" os projetos de lei que já tramitavam na Casa.
Na manhã desta quarta, o PL 104/2015, que trata do tema, foi aprovado pelos deputados na Comissão de Educação e agora seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Depois, ainda será debatido no plenário e, em seguida, no Senado.
➡️Inicialmente, o texto propunha vetar celulares apenas em sala de aula, e não nos intervalos ou no recreio. Mas, na discussão nessa Comissão de Educação, os parlamentares sugeriram que a proibição se estenda também aos momentos de lazer.
Santana deixou claro que, pessoalmente, concorda em proibir os smartphones durante todo o período letivo.
"Eu iria além, porque [os celulares] acabam com a socialização entre os alunos. Quando eu estava na escola, jogava bola e ia para a biblioteca. Precisamos dar limites", diz. "Ninguém conversa mais nem em restaurantes."
O ministro enfatizou que a prioridade é permitir o uso de smartphones apenas para fins pedagógicos ou em casos excepcionais (como para alunos com deficiência que usam tecnologia assistiva).
Sem celular na escola: alunos citam 'crises de abstinência', melhora nas notas e mais socialização
Discussões com outros ministros
Durante o Encontro Ministerial no G20, Camilo Santana e secretários da pasta discutiram com representantes de outros países sobre as experiências já colocadas em prática para proibir smartphones nas escolas.
"Nas [reuniões] bilaterais com vários ministros, ontem e hoje, [falamos que] muito países estão regulamentando o uso desse equipamento nas escolas. O Brasil tem algumas leis municipais e estaduais já implementadas, mas a ideia é ter um projeto nacional", afirma Santana.
"O MEC tem ouvido os conselhos estaduais e municipais de educação, especialistas e experiências importantes em outros países. […] É importante ter um limite."
Celular proibido nas escolas?

Comissão da Câmara aprova projeto que proíbe o uso de celular em escolas públicas e privadas

Aprovado em 1º lugar em medicina na primeira tentativa dá dicas para o Enem: ‘Revise detalhes e descanse’
Conforme o texto, uso será proibido dentro das salas e também nos intervalos. Utilização do aparelho só será permitida para fins pedagógicos ou didáticos. Aprovada na Comissão de Educação, proposta segue para a CCJ. Oito em cada 10 pessoas são a favor de proibir o uso de celulares em escolas do Rio
Reprodução/TV Globo
A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (30) um projeto que proíbe o uso de aparelhos eletrônicos nas escolas públicas e privadas.
O texto agora segue para a comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.
O projeto prevê a proibição do uso de celular dentro de sala, no recreio e também nos intervalos entre as aulas para todas as etapas da educação básica.
Alunos citam crises de abstinência, mas notas melhoram sem celular, diz professora
O uso será permitido apenas para fins estritamente pedagógicos ou didáticos, conforme orientação do professor e por questões de acessibilidade, inclusão e saúde.
O texto, de autoria do deputado Alceu Moreira (MDB-RS), tramita na Câmara desde 2015. O assunto ganhou mais força quando o Ministério da Educação informou que estava preparando uma medida para proibir o uso de celulares em escolas públicas.
Segundo o parecer do relator, deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), o objetivo do projeto é “protegê-los [crianças e adolescentes] e prevenir futuros problemas tanto de ordem individual quanto social".
O porte dos aparelhos eletrônicos no ambiente escolar será liberado apenas para alunos dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio.
A proibição para alunos do ensino do ensino infantil e anos iniciais do fundamental, segundo o relator, se deve “como forma de proteger a infância de possíveis abusos”.
O projeto também prevê que os estabelecimentos de ensino disponibilizarão espaços de escuta e acolhimento para receberem alunos ou funcionários que estejam em sofrimento psíquico e mental, principalmente decorrentes do uso imoderado de telas e nomofobia.
🔎A nomofobia é o medo ou ansiedade pela falta de uso do celular, e pode causar sensação de medo, irritabilidade e prejuízo na vida, como falta de sono e dificuldades na escola e nas relações sociais.
Além disso, as redes de ensino deverão oferecer treinamentos periódicos para a detecção, prevenção e abordagem de sinais sugestivos de sofrimento psíquico e mental, e efeitos danosos do uso imoderado das telas e dispositivos eletrônicos portáteis pessoais, incluindo aparelhos celulares.
Proibição em outros países do mundo
MEC prepara PL para banir uso de celulares nas escolas
Alguns países já possuem legislação que proíbe o uso de aparelhos eletrônicos nas escolas, como é o caso da França, Holanda e China.
Na França, o uso de celular durante o período de aulas, inclusive nos intervalos, é proibido desde 2018 para estudantes de até 15 anos.
Na Holanda, o uso dos equipamentos só é permitido se tiver relação com a aula. Celulares, tablets, relógios inteligentes e outros equipamentos eletrônicos estão banidos das escolas desde 1º de janeiro deste ano.
Já na China, os alunos são proibidos de levarem smartphones para as escolas. Os pais dos alunos que querem levar os aparelhos devem preencher um formulário de solicitação, mas o estudante ainda deve entregar o aparelho para os professores durante o horário das aulas.

Projeto de lei para proibir celular nas escolas foca só em sala de aula e não limita uso nos intervalos, diz ministro

Comissão de Educação da Câmara de Deputados aprovou o PL nesta quarta-feira (30). Texto segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O projeto de lei que proibirá o uso de celulares nas escolas, aprovado na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (30), propõe vetar o aparelho apenas em sala de aula, e não nos intervalos ou no recreio, informou o ministro da Educação, Camilo Santana, durante coletiva de imprensa do Encontro Ministerial do G20, em Fortaleza.
Santana deixou claro que, pessoalmente, proibiria os smartphones também em outros momentos. "Eu iria além, porque [os celulares] acabam com a socialização entre os alunos. Quando eu estava na escola, jogava bola e ia para a biblioteca. Precisamos dar limites", diz. "Ninguém conversa mais nem em restaurantes."
ESTA REPORTAGEM ESTÁ EM ATUALIZAÇÃO

Aprovado em 1º lugar em medicina na primeira tentativa dá dicas para o Enem: ‘Revise detalhes e descanse’

Aprovado em 1º lugar em medicina na primeira tentativa dá dicas para o Enem: ‘Revise detalhes e descanse’
Marcos Antônio passou em medicina na primeira tentativa, enquanto terminava o ensino médio. Resolver questões fez a diferença na preparação do futuro médico. Marcos Antônio, estudante de medicina
Marcos Antônio / Arquivo pessoal
A jornada para ser aprovado em 1º lugar para medicina da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) foi rápida, mas não foi fácil para o Marcos Antônio, de 17 anos, que está no 2° semestre do curso. Nessa jornada, ele precisou abrir mão de muitas coisas para se dar bem nas provas. Agora, estudando o que sempre sonhou, o jovem dá dicas de estudos para os candidatos do Enem 2024.
“Com certeza, tive que diminuir hobbies como jogos, sair com os amigos e academia e focar mais nos estudos, mas nunca perdendo a saúde mental”, lembrou.
O tempo diário de estudos do futuro médico variava de acordo com as atividades que ele precisava cumprir. Fora da escola, ia de duas a oito horas de preparação por dia. Porém, para quem vai fazer o Enem neste ano, ele acredita que essa organização depende da demanda e da disponibilidade de cada um.
Em casa, a jornada de estudos começava pela separação dos assuntos que seriam vistos no dia.
📲Compartilhe esta notícia pelo Whatsapp
📲Compartilhe esta notícia pelo Telegram
Resolva questões de ciências humanas, linguagens e treine redação
Algo que fez a diferença na preparação do paraibano, que conseguiu a aprovação de primeira, foi a resolução de questões seguida da correção dessas perguntas.
“Buscando realmente aprender com elas, imagino que na medida em que você vai aprendendo com seus erros, os resultados virão naturalmente, de acordo com o seu aprendizado. Usava muitos simulados e videoaulas para isso”, destacou.
CONEXÃO: gêmeas estudam juntas e com as mesmas estratégias para o Enem 🧍🏻‍♀️🧍🏻‍♀️
Já para se sair bem na prova de redação, o jovem escrevia dois textos por semana, uma no começo e outra no final.
“Sempre eu corrigia a redação com algum corretor especializado me auxiliando, que a própria escola oferecia, me atentando para não cometer os mesmos erros na próxima”, recordou.
Também havia tempo para descanso e atividade de lazer. Contar com oito horas de sono, por exemplo, foi algo inegociável nessa jornada. Isso o ajudou com a saúde mental.
Marcos Antônio, aprovado em 1º lugar para medicina
Marcos Antônio / Arquivo pessoal
‘Revise detalhes e descanse a cabeça’
Para a semana que antecede o primeiro dia de Enem, também existem estratégias que podem ajudar os estudantes.
Confira tudo sobre o Enem 2024 📝
“A partir de agora, a maior parte do que tinha que ser feito já foi feito, no máximo revise detalhes e descanse a cabeça até lá", aconselha Marcos Antônio.
Além disso, ela ainda deixa uma mensagem de incentivo para quem passou o ano inteiro estudando. Parte das orientações do jovem são:
Acreditar que a aprovação não é impossível;
Ter consciência de que o candidato sabe o conteúdo cobrado em muitas questões;
Esquecer a concorrência
“Peça a Deus e dará certo segundo a vontade Dele”, reforçou.
Estudante aprovada em medicina e que tirou nota mil na redação do Enem ensina como estudar em casa
A escolha pela medicina e a experiência na universidade
Marcos Antônio nasceu em uma família de médicos. Essa também foi a escolha da mãe, de uma tia e também da irmã mais velha. Todas elas serviram de inspiração para que ele também optasse por ser médico.
“E a outra parte imagino que tenha sido vocação mesmo, desde pequeno gostava muito da área e da ideia de ajudar as pessoas de forma mais objetiva”, explicou.
Já no curso, ele tem visto a parte mais teórica da medicina, o que já o encantou muito.
VÍDEOS: Lá Vem o Enem 2024