Enem 2024: 100% dos concludentes do ensino médio na rede pública compareceram ao 1º dia da prova no AC

Preparado? Tente resolver as 2 questões de matemática mais difíceis do último Enem
Mais de 8,4 mil estudantes que estão no 3º ano do ensino médio na rede pública se inscreveram e compareceram ao 1º dia do Enem. ENEM 2024 – DOMINGO (3) – RIO BRANCO (AC): candidatos aguardam abertura dos portões
Victor Lebre/g1
Todos os mais de 8,4 mil alunos que estão terminando o ensino médio na rede pública do Acre participaram do 1º dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), nesse domingo (3). A informação foi divulgada pela Secretaria de Educação e Cultura (SEE), baseada em dados repassados pelo Ministério da Educação (MEC).
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De acordo com o governo, apenas três estados obtiveram este índice na região Norte: Acre, Amapá e Pará. Ainda de acordo com a SEE, são 6,8 mil alunos da zona urbana e outros 1,6 mil da zona rural.
ENEM 2024:
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Segundo a pasta, contribuíram para a porcentagem ações como o Pré-Enem Legal, com aulões nas escolas, o serviço de busca ativa feito pelo Departamento de Ensino Médio e a garantia de transporte para os participantes da zona rural.
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Pelo menos 26.375 inscritos devem fazer o exame no estado este ano, sendo mais de 16 mil na capital Rio Branco.
"É um compromisso do governador Gladson Cameli que os estudantes da rede pública tenham acesso a materiais de qualidade, promovendo isso com programas inovadores, como o Pré-Enem Legal, que proporciona as ferramentas e o apoio necessários para alcançar o sucesso na prova”, ressaltou o secretário Aberson Carvalho.
1º dia e expectativa dos inscritos
ENEM 2024 – DOMINGO (3) – RIO BRANCO (AC) – Clarice Almeida chegou com mais de 1h de antecedência da abertura dos portões no primeiro dia do Enem no Instituto de Educação Lourenço Filho, em Rio Branco
Victor Lebre/g1
A estudante Clarice Almeida chegou com mais de uma hora de antecedência da abertura dos portões no Instituto de Educação Lourenço Filho (Ielf), na capital. Ela está fazendo as provas pela primeira vez como treineira, mas diz que a ansiedade e o medo de perder o teste fez com que ela se adiantasse ao local.
No primeiro dia, os candidatos tiveram até às 17h para responder 45 questões de linguagens, 45 de ciências humanas e suas tecnologias e escrever a redação neste primeiro dia. O estudante puderam sair com o caderno de questões nos últimos 30 minutos que antes do término da prova.
Os portões abrem às 10h, horário do estado, e fecham às 11h. As provas começam a ser aplicadas às 11h30.
ENEM 2024 – DOMINGO (3) – RIO BRANCO (AC): Candidatos esperam abertura de portão do Colégio Estadual Barão do Rio Branco, em frente à Praça da Revolução
Victor Lebre/g1
"Eu ia passar no mercado antes, então eu falei 'não, vou ter que ir mais cedo'. E por mais que eu more perto [do local de prova], eu fiquei com medo de perder o horário, chegar atrasada e minhas amigas tudo falando que já estavam saindo de casa, então eu decidi ir mais cedo", comentou.
Enem 2024: portões abrem às 10h nos locais de prova em Rio Branco neste domingo (3)
Ana Gabriele Marinheiro também chegou cedo, mas com 2h de antecedência, e aguarda a abertura dos portões da escola Humberto Soares, em Rio Branco. Ela comentou que já está com uma boa base de estudos para fazer a prova.
"Todas as vezes, quando eu vejo o pessoal falando sobre Enem, eu fico naquele desespero que muita gente chega atrasada. Então, eu preferi ir naquela ideia: 'é melhor chegar três horas antes do que 1 minuto depois'", frisou.
ENEM 2024 – DOMINGO (3) – RIO BRANCO (AC) – Ana Gabriele Marinheiro chegou com duas horas de antecedência da abertura dos portões no primeiro dia do Enem
Victor Lebre/g1
As mulheres são maioria, sendo 15.760 das inscrições, enquanto 10.615 que se inscreveram são homens. Os dados são autodeclaratórios e os percentuais foram estimados com base no Censo Escolar 2023 (edição mais recente da pesquisa com os resultados finais publicados).
ENEM 2024 – DOMINGO (3) – RIO BRANCO (AC): Professora acompanhou a filha até a abertura do portão
Victor Lebre/g1
A professora Lidiane Mendonça sabe bem a importância da educação na vida de um jovem. Por isso mesmo, ela acompanha a filha Emily Fernanda, de 17 anos, em todos os passos desta caminhada. Neste primeiro dia de provas não foi diferente.
Lidiane foi acompanhar a filha até a abertura do portão do Centro Universitário Uninorte, em Rio Branco. Ela contou que o dia começou cedo, com um café reforçado especial para a filha.
"Chegamos cedo, ela dormiu cedo, conversamos à noite, oramos, e chegou no horário certinho, com tudo organizado. Eu acordei antes, preparei café da manhã, levei na cama, como uma princesa que ela é", disse.
A filha de Lidiane está fazendo o Enem pela primeira vez, como treineira. Mesmo assim, a família leva toda a preparação a sério, com o objetivo de que Emily conquiste uma vaga para o curso que ela almeja: medicina.
Segundo a mãe, ela faz cursinho e também conta com a preparação de toda uma vida, desde os 4 anos de idade, quando ela foi matriculada em sua primeira escola.
"Sempre acompanhei ela, sou muito presente na escola. Vou a todas as reuniões, os professores me conhecem. Eu acho fundamental a presença da família na escola, é muito importante você acompanhar seus filhos, é um momento muito decisivo da vida deles. Eles estão nessa fase de adolescência, muitos anseios e isso é bastante importante, a presença de alguém que ama verdadeiramente eles", ressaltou.
Outra candidata que aposta em mudanças climáticas como tema da redação é a Kassiana Silva, de 19 anos. Ela chegou cedo no Colégio Estadual Barão do Rio Branco (CEBRB) e disse que estudou para a prova.
"No último dia eu ainda me dei uma revisada, então eu imagino que deve ser sobre fumaça. Estou terminando o ensino médio e quero tirar uma nota boa para alcançar o curso de direito", falou.
ENEM 2024 – DOMINGO (3) – RIO BRANCO (AC): Kassiana Silva, 19 anos, quer cursar Direito e chegou cedo no Colégio Estadual Barão do Rio Branco, no Centro da capital
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O estudante Ezequias Silva se preparou para o Enem 2024, também chegou cedo na Escola Humberto Soares, e diz que quer fazer medicina veterinária. Ele saiu da Cidade do Povo, no Segundo Distrito, para o local de prova que fica no Bosque. "Eu quero ser veterinário porque gosto muito de pets. A preparação foi boa, estudei em casa. Estou um pouco nervoso, mas eu vou conseguir", comentou.
Ezequias Silva faz o Enem 2024 pela primeira vez em Rio Branco e quer ser veterinário
Victor Lebre/g1
Dos mais de 26 mil candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no Acre, Rio Branco concentra mais de 60% dos inscritos. Para conferir o documento, é preciso acessar a página do participante, utilizando o login gov.br (CPF e senha).
Assim como o Ezequias, o candidato João Paulo Amorim, de 36 anos, também faz o Enem pela primeira vez porque decidiu buscar um curso de nível superior.
Ele saiu cedo de casa, foi para o Terminal Urbano pegar o ônibus e quer tentar uma vaga para administração. "Faz seis meses [que me preparo]. Saí umas 8h30 de casa. Se der errado [caso o ônibus atrase] eu vou de moto, eu estou preparado, que aí dá tempo de resolver", complementou.
ENEM 2024 – DOMINGO (3) – RIO BRANCO (AC): João Paulo Amorim, 36 anos, faz o Enem pela primeira vez em Rio Branco
Victor Lebre/g1
'Estou indo pela fé de Deus'
A vendedora Claudia Lorrana Barros, de 21 anos, diz que não se preparou para a prova. Ela tenta uma vaga no ensino superior pela segunda vez no curso de direito.
"Não me preparei em nada. Muita correria e minha cabeça, pensando em mil coisas. Aí vou só pela fé de Deus mesmo. Que Deus me dê discernimento, sabedoria, e seja o que Deus quiser. Eu estou nervosa. Eu quero fazer com direito. Estou com meu lanchinho já, tomei café e estou indo pela fé de Deus", comentou.
ENEM 2024 – DOMINGO (3) – RIO BRANCO (AC): Claudia Lorrana Barros, 21 anos, tenta o Enem pela segunda vez e diz que não se preparou: 'só pela fé de Deus mesmo'
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Transporte em Rio Branco
Nove ônibus devem ser adicionados a frota de 52 veículos que normalmente circula aos domingos, totalizando 61 unidades fazendo os trajetos durante os dias de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024, em Rio Branco.
Os veículos reservas devem estar a postos a partir das 7h, sendo três no Terminal Central, um no terminal de integração da Baixada, dois no terminal de integração do Tucumã/Universitário e três na garagem da operadora para serem usados caso haja aumento da demanda ou algum veículo precise ser substituído.
Confira como fica a divisão de veículos por linha nos dias de Enem
O horário de funcionamento do transporte público não vai ser alterado, seguindo das 5h às 23h30. Não haverá gratuidade no transporte público para os candidatos do Enem, sendo mantida apenas para as pessoas que já possuem esse benefício.
Sobre o Enem 2024
🖋️ O que levar no dia da prova:
RG ou outro documento oficial com foto (documentos digitais também são válidos);
Caneta esferográfica transparente com tinta na cor preta (leve pelo menos duas para o caso de uma falhar);
Cartão de confirmação de inscrição;
Lanche (ideal é levar alimentos que deem energia, como chocolates, castanhas e barras de cereal) e água em garrafa transparente (a embalagem não deve ter rótulo). O lanche poderá ser vistoriado pelo fiscal de sala.
Dica: Como são cinco horas e meia de exame, é recomendado que o candidato vá com uma roupa confortável e calçados que não o apertem.
🚨 Exemplos de documentos digitais de identificação que serão aceitos pelo Inep:
e-Título,
Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Digital; e
RG Digital.
O candidato deve apresentar o aplicativo oficial ao fiscal – capturas de tela não serão válidas. Após a entrada na sala de aula, o uso do celular continuará vetado.
🕐 Horários (fuso do Acre)
Portões abrem às: 10h
Portões fecham às: 11h
Prova começa às: 11h30
Aplicação da prova no 1º dia acaba às: 17h
Aplicação da prova no 2º dia acaba às: 16h30
Enem 2024: especialista dá dicas do que fazer nesta reta final
VÍDEOS: g1

Última prova da segunda fase do vestibular do ITA é aplicada nesta sexta-feira (8)

Preparado? Tente resolver as 2 questões de matemática mais difíceis do último Enem
775 candidatos foram aprovados na primeira fase do vestibular e concorrem às vagas no ITA. Primeira fase do vestibular do ITA é realizada neste domingo (8).
Divulgação/ITA
A última prova da segunda fase do vestibular do ITA – um dos mais concorridos do país – será aplicada nesta sexta-feira (8), das 13h às 17h.
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Segundo o Instituto de Tecnologia Aeronáutica (ITA), 775 candidatos foram aprovados na primeira fase do vestibular e concorrem às vagas.
A segunda fase do vestibular do ITA é composta por quatro dias de provas de matemática, química, física, português e redação – as duas últimas matérias serão aplicadas nesta sexta-feira (8).
As provas são aplicada em São José dos Campos, onde fica o ITA, e mais 21 cidades do país.
A primeira fase do vestibular aconteceu em outubro deste ano e teve 9.781 inscritos. Deste total, 775 candidatos foram aprovados para a segunda etapa.
As cidades com mais aprovados são Fortaleza, com 291, São José dos Campos, com 167, e Rio de Janeiro, com 95.
O resultado preliminar das notas será divulgado no dia 4 de dezembro. Depois da etapa de correções e análises de recursos, os 180 aprovados serão convocados no dia 19 de dezembro.
O ITA oferece oito especialidades de engenharia:
Engenharia Aeronáutica
Engenharia Eletrônica
Engenharia Mecânica-Aeronáutica
Engenharia Civil-Aeronáutica
Engenharia de Computação
Engenharia Aeroespacial
Engenharia de Energia
Engenharia de Sistemas
Ao todo, são 140 vagas voltadas para candidatos que queiram atuar como civis e 40 voltadas à carreira militar. Em ambos os casos, 20% das vagas são reservadas para candidatos negros.
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Lá Vem o Enem: resolva questões de biologia sobre os assuntos que mais caem na prova

Preparado? Tente resolver as 2 questões de matemática mais difíceis do último Enem
Professor Carlos Ramalho reuniu questões sobre temas como ecologia e genética. DNA
Jornal Nacional/Reprodução
O professor Carlos Ramalho reuniu questões para os estudantes que estão na expectativa para o segundo dia de Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024, no próximo domingo (10). As perguntas são de biologia e estão relacionadas aos assuntos que mais caem na prova, como ecologia e genética.
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Em uma videoaula, o professor destaca todos os assuntos que não podem deixar de ser estudados e revisados por quem quer se dar bem no exame.
Confira o vídeo para aprender mais sobre esses assuntos e testar seus conhecimentos sobre os temas.
Faça o teste:
Resolva questões de biologia e treine para o Enem
VÍDEOS: Lá vem o Enem

Ledor, transcritor e libras: quem são os profissionais que auxiliam pessoas com deficiência no Enem

Preparado? Tente resolver as 2 questões de matemática mais difíceis do último Enem
Trabalhadores ouvidos pelo g1 relatam que, apesar da importância da atividade, há baixa remuneração. Eles ajudam pessoas cegas, autistas ou com outras condições que exijam suporte durante a prova. Mariana Dias Barreira, que mora em Vinhedo (SP), é intérprete de Libras e já trabalhou na aplicação do Enem
Arquivo Pessoal
Para pessoas com deficiência, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é um desafio que vai além do conteúdo e das questões.
A estrutura de aplicação, com provas escritas, pode ser uma barreira para cegos, surdos ou pessoas com neurodiversidades como autismo, déficit de atenção e dislexia. É por isso que, desde 2000, é possível pedir apoio na hora da avaliação.
Além de adaptações prediais, o inscrito pode contar com pessoas que auxiliam em leitura, transcrição e comunicação com colaboradores envolvidos no exame. Mas, quem são esses profissionais?🙍🏽‍♀️
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Para entender os desafios e processos do trabalho de ledores, transcritores e intérpretes de prova, o g1 conversou com especialistas de inclusão que já atuaram na aplicação de vestibulares e concursos. A baixa remuneração e o preconceito são entraves apontados por esses profissionais.
🙋🏽‍♀️ Nessa reportagem você vai conferir:
O que é o atendimento de profissional especializado no Enem?
Os profissionais de apoio fazem a prova para o candidato?
O que é preciso para trabalhar nessa função?
Como solicitar atendimento especializado no Enem?
O que é o atendimento de profissional especializado
Pessoas cegas podem fazer o Enem? Como um estudante com déficit de atenção se concentra para ler a prova? Um candidato sem movimento das mãos pode escrever a redação? Para todas essas perguntas, a resposta está no atendimento de profissional especializado.
No Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e em outros vestibulares, esse especialista dá suporte a pessoas com deficiências física ou intelectual, auditiva, visual, dislexia, TDAH, autismo, entre outras, garantindo o pleno acesso ao conteúdo da prova.
♿ Para isso, atua de forma remunerada nas seguintes funções:
Ledor: profissional capacitado para realizar a leitura de textos;
Transcritor: profissional capacitado para transcrever as respostas das provas objetivas e da redação;
Guia intérprete para surdo cego: profissional capacitado para mediar a interação entre o participante surdocego, a prova e os demais colaboradores envolvidos na aplicação do exame;
Leitura labial: profissional capacitado na comunicação oralizada de pessoas com deficiência auditiva ou surdas que não se comunicam por Libras;
Intérprete de Libras: profissional capacitado em Língua Brasileira de Sinais.
Mariana Dias Barreira, que é de Vinhedo (SP) e já fez aplicações do Enem nessas funções, detalha que "o ledor tem a função de mediar a comunicação da pessoa que tem baixa visão, que é totalmente cega ou tem outras condições que afetam a leitura". Além disso, o profissional também pode ser treinado para descrever imagens.
"Uma pessoa que tem dislexia, déficit de atenção ou TEA também podem precisar de um ledor ou transcritor [para auxiliar a manter concentração e compreender as perguntas]".
"O transcritor é um pouquinho diferente do ledor, porque ele precisa ser mais específico. Exige todo um cuidado ao transcrever a prova, no caso de um texto, ou de questões abertas, que exigem resolução. Ele tem um cuidado maior para fazer e até para passar para o gabarito de forma fidedigna", completa a professora.
Profissionais de apoio não fazem a prova para o candidato
Maibí Fernanda Chesi Mascarenhas, professora especializada em educação inclusiva com atuação na Unicamp, prepara outros profissionais interessados na área. Ela ressalta que a acessibilidade na hora da prova varia de acordo com a necessidade, mas que em nenhum momento há intenção de "dar as respostas".
"Esses profissionais não vão induzir nenhum tipo de resposta. Ele simplesmente faz a leitura como suporte para entendimento da questão ou transcreve". O objetivo final é, sempre, garantir a equidade entre os candidatos.
"[Esse trabalho] é extremamente importante para garantir a promoção dos direitos humanos, da eliminação de barreira. Essa oferta de profissionais especializados é importante equidade do acesso a todas as pessoas. E, quanto mais profissionais capacitados nós tivermos, melhor será o atendimento oferecido pra esses candidatos", completa Mariana.
Como ser um desses profissionais
Professora de educação inclusiva na Unicamp, Maibí Fernanda Chesi Mascarenhas já realizou trabalhos como ledora e transcritora
Arquivo Pessoal
🎓 Formação
Para atuar como ledor, transcritor e intérprete em provas ou no ambiente educacional em geral, é necessário ter alguma formação em educação inclusiva – antigamente chamada de educação especial. Entre elas há opções de:
cursos de graduação (como letras e pedagogia);
cursos de pós-graduação para profissionais da educação (com foco em inclusão e pessoas com deficiência);
especializações diversas e de menor duração.
Mariana explica que essas capacitações "atendem a área de surdez, cegueira, baixa visão e tantas outras deficiências. Para trabalhar especificamente com surdos, existe a graduação de letras Libras, que é o português voltado para o ensino da língua Libras como primeira língua. Porém, existe também o curso de educação especial ou educação inclusiva".
O problema, segundo Maibí, é que faltam instituições e, consequentemente, profissionais preparados para atuar no setor. "Tem uma ausência ainda muito grande, uma quantidade muito abaixo do que o necessário de pessoas formadas. É uma área que ainda não foi naturalizada. Ela existe porque é imposta por obrigação legal, mas existe muito capacitismo".
Para ela, "há pessoas que minimizam as condições da pessoa com deficiência, que são contra adaptações", e que não dão a devida importância à acessibilidade.
💼 Trabalhando no Enem
Com as capacitações, é hora de buscar o mercado de trabalho. Para atuar especificamente no Enem, é necessário se inscrever no processo seletivo aberto anualmente pela empresa organizadora da prova. O Inep explica que os candidatos são selecionados conforme o perfil de experiência e a formação exigidos em contrato.
Eles não são voluntários e recebem um valor estabelecido pela empresa, de acordo com a função a ser realizada. Para isso, é necessário curso específico com carga horária mínima e comprovação de experiência anterior na função. O contato para seleção é feito junto a instituição contratada ou pelos coordenadores estaduais em cada unidade da federação.
Remuneração desinteressante
Além do preconceito e da falta de conhecimento sobre a importância desse trabalho, a baixa remuneração é outro fator que afasta os profissionais, afirma Maibí. "Essa é uma ferramenta de acessibilidade para a educação historicamente mal remunerada", lamenta.
"É algo que ainda é padrão na área, desde o serviço mais básico de monitoria, que vai acompanhar uma criança ou jovem, até mesmo adulto na universidade que pode precisar de alguém. É um profissional mal remunerado, que ainda não tem diretrizes específicas", completa.
A tradutora e intérprete de Libras Juliana Fernandes de Moraes, que hoje atua no suporte a alunos surdos na pós-graduação da Unicamp, lamenta e afirma que deixou de se candidatar ao processo para atuar no Enem desse ano por conta da remuneração.
"Não sei como essas empresas se baseiam para fazer os preços. Eles querem ledores, transcritores, pessoas que lidem com esse público com deficiência, mas a remuneração para ficar de manhã até de noite, para dois dias de trabalho, é desumana. Eu não me sujeitei, não me sujeitaria".
Questionado sobre as reclamações de baixa remuneração, o Cebraspe, responsável pela aplicação da prova do Enem e pela contratação desses profissionais, disse apenas que a remuneração "depende do evento no qual o colaborador atuará, podendo variar de R$ 180 a R$ 225, sendo a participação de livre iniciativa do interessado".
Disse ainda que oferece gratuitamente curso para formação de ledores e transcritores uma vez ao ano, formando um banco de pessoas cadastradas e habilitadas para exercer as funções, e ressalta que o certificado da formação é requisito indispensável para a contratação.
Como solicitar atendimento especializado no Enem
Para ter atendimento especializado, é necessário fazer o pedido no ato da inscrição do Enem. É preciso especificar a condição (a deficiência que motiva o pedido) e indicar o recurso de acessibilidade que necessita.
O solicitante deve comprovar as necessidades por meio de laudos médicos. O pedido é analisado pelo Inep juntamente à documentação e o resultado do recurso é divulgado pela internet página do participante.
As regras e os prazos são atualizados anualmente, juntamente ao edital do Enem. Não é mais possível solicitar recursos para 2024, mas o edital da edição deste ano pode ser consultado no Diário Oficial da União.
Pedidos de atendimento especializado em 2024
De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem, em 2024 foram aprovadas 65.758 solicitações de atendimento especializado. Dessas:
29,9 mil, a maioria delas, são pessoas com déficit de atenção;
8,6 mil são pessoas com baixa visão.
Ao todo, o exame disponibilizará 115.501 recursos de acessibilidade. Entre eles estão:
42,9 mil recursos de tempo adicional (o mais pedido);
20,2 mil recursos de correção diferenciada;
16,3 mil recursos para auxílio na leitura;
11 mil recursos de auxílio para transcrição.
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Preparado? Tente resolver as 2 questões de matemática mais difíceis do último Enem

Preparado? Tente resolver as 2 questões de matemática mais difíceis do último Enem
Aproveite para assistir aos vídeos de resolução e revisar os conteúdos. No próximo domingo (10), candidatos responderão 45 questões de matemática e 45 de ciências da natureza. Você conseguiria resolver as duas questões mais difíceis de matemática do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023? Caso fique com dúvidas ao encarar os desafios, aproveite para assistir às resoluções abaixo e refrescar sua memória, porque a próxima prova já é no próximo domingo (10).
Serão 45 perguntas dessa disciplina e outras 45 de ciências da natureza (biologia, química e física).
Não queremos assustar ninguém — a intenção é apenas oferecer mais uma oportunidade de os candidatos revisarem o conteúdo usualmente cobrado na avaliação.
🥎🥎Desafio 1: Urna com bolinhas
Questões mais difíceis do Enem 2023 – Urna com bolinhas
Reprodução
Comentário: Victor Pompeo, professor de matemática do Curso Anglo (SP), explica que a pergunta sobre a urna com bolinhas "tem muitas etapas, tanto de cálculo quanto de probabilidade". Por isso, está entre as mais difíceis da prova.
Resolução:
Questões mais difíceis do Enem 2023 – Urna com bolinhas
Resposta correta: c
💰💳Desafio 2: Compra financiada
Questões mais difíceis do Enem 2023 – Compra financiada
Reprodução
Comentário: "A gente separou esta questão porque é uma das mais complicadinhas, tanto pelo tema (de juros compostos, em que os alunos costumam se encrencar) quanto pela própria resolução, que é longa e com números quebrados", diz Pompeo.
Questões mais difíceis do Enem 2023 – Compra financiada
Resposta correta: d
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