Enem 2024: questão polêmica sobre Caetano Veloso tem resposta oficial diferente da apontada pelo cantor; veja gabarito

A epidemia de ansiedade com matemática no Brasil e no mundo revelada por estudo da OCDE
Pergunta aborda o uso reiterado da palavra 'coisa' em uma crônica com referências intertextuais a músicas do artista baiano. Caetano marcaria a "A", mas Inep considerou a "C" como a certa. Caetano Veloso responde questão do Enem na qual é citado
Os organizadores do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024 não tiveram a mesma interpretação de Caetano Veloso ao decidirem qual a alternativa correta na questão que citava músicas do artista.
Segundo o gabarito oficial, divulgado nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a resposta correta é a "C". Caetano, no entanto, em vídeo compartilhado nas redes sociais em 4 de novembro, afirmou que marcaria a "A".
Professores ouvidos pelo g1 chegaram a sugerir que as duas opções fossem consideradas certas. O Inep descartou essa possibilidade.
➡️Qual a questão "polêmica"? Era da prova de Linguagens (33 da prova VERDE 🟢, 20 da AZUL🔵, 8 da BRANCA⚪ e 45 da AMARELA🟡).
➡️Qual era o tema? A pergunta trazia uma crônica em que a autora, Tati Bernardi, menciona seu nervosismo ao notar que já escreveu textos com o termo genérico "coisa".
Em um tom bem-humorado, ela faz uma reflexão de maneira metalinguística: emprega essa palavra 11 vezes, incluindo cognatos (vocábulos que têm etimologicamente uma origem comum), como "coisar" e "coisinha". Em todos os momentos, há referências a versos cantados por Caetano.
Cabia ao candidato decidir qual o recurso usado para garantir a "progressão textual" do trecho. Veja abaixo:
Questão 33 da prova VERDE
Reprodução
➡️Quais seriam as duas alternativas supostamente corretas? Segundo Eduardo Calbucci, professor do Anglo, o uso reiterado de "coisa" contribui para a progressão textual e para a unidade temática do texto, dando à palavra uma função poética e destacando seu papel como um "termo coringa".
Isso justificaria marcar a alternativa C, que foca na repetição da palavra e no seu impacto na estrutura do texto ("reiteração, marcada pela repetição de um determinada palavra e de seus cognatos").
Contudo, Bernardi também faz referências diretas a quatro canções de Caetano Veloso: "Qualquer Coisa", "Sampa", "Lindeza" e "Samba de Verão". Como essas músicas contêm a palavra "coisa", seu uso na crônica estabelece uma intertextualidade relevante para o desenvolvimento e a coesão temática, justificando também a alternativa A (intertextualidade, marcada pela citação de versos de letras de canções"), apontada por Caetano.
Por isso, Calbuci sugeriu que as duas opções fossem consideradas corretas. O Inep, no entanto, classificou a "C" como a certa.
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‘Enem’ coreano: a pressão sobre estudantes que fazem prova que pode definir a vida toda na Coreia do Sul

A epidemia de ansiedade com matemática no Brasil e no mundo revelada por estudo da OCDE
Estudantes sul-coreanos revelam quais são suas estratégias de preparação para a famosa maratona de provas. O Suneung, uma espécie de 'Enem' da Coreia do Sul, é uma maratona de oito horas de provas que paralisa o país
Getty Images/via BBC
Oito horas, cinco provas, quatro intervalos, um dia.
O Suneung, uma espécie de Enem da Coreia do Sul, é o exame que muda a vida dos jovens sul-coreanos.
Ele determina quem vai entrar na universidade e pode afetar futuras perspectivas de emprego, rendimento e até mesmo relacionamentos.
É um rito de passagem, e faz com que o país inteiro pare.
O Suneung, abreviação em coreano para Teste de Habilidade Escolar, é realizado uma vez por ano em novembro. Neste ano, acontece nesta quinta-feira (14/11). É a única chance para os alunos mostrarem suas habilidades.
Conversamos com alguns estudantes sul-coreanos que estão se preparando para o Suneung deste ano.
Eles compartilharam suas principais dicas e estratégias para enfrentar essa verdadeira maratona de provas.
'Minha rotina diária gira em torno do Suneung'
Hyun-min Hwang diz que muitos dos seus amigos estão fazendo diariamente a mesma refeição que planejam fazer no dia da prova
BBC
O Suneung tem duração de oito horas, com intervalos de 20 minutos entre a prova de cada matéria, e 50 minutos para o almoço. Cada prova dura cerca de 80 a 107 minutos, o que exige altos níveis de concentração.
Hyun-min Hwang, um jovem de 19 anos, conta que alguns de seus amigos comem a mesma refeição que planejam comer no dia do Suneung diariamente no período que antecede o exame para garantir uma boa digestão.
Esta é uma prática comum entre os estudantes, que devem levar suas próprias marmitas no dia da prova.
Os alunos são aconselhados a evitar alimentos crus, pratos apimentados e produtos à base de farinha, como pão ou macarrão.
Pais e alunos trocam dicas sobre o que comer e o que evitar em comunidades online voltadas para o exame.
Frutas como banana e maçã são recomendadas, enquanto a tangerina, que é ácida, é desaconselhada em caso de refluxo.
A proteína também é fundamental. Uma marmita bem balanceada para o Suneung geralmente inclui arroz, peixe assado, peito de frango, legumes, verduras e sopa quente, por exemplo.
"Alguns dos meus amigos acordam e vão dormir em horários específicos para se acostumar com a rotina do Suneung", conta Hwang.
"Seu corpo precisa descansar para estar pronto para se concentrar."
E você não pode se distrair com a necessidade de ir ao banheiro.
Ir ao banheiro não é realmente uma opção, pois é difícil voltar rapidamente à sala de prova. Depois de fazer vários simulados do exame, com os intervalos programados de 20 minutos, Hwang diz que aprendeu a controlar a bexiga.
Kang Jun-hee, um rapaz de 20 anos que está prestando novamente o exame, se dedicou à preparação para o Suneung neste ano. Como esta é sua segunda tentativa, ele se concentrou em criar uma rotina diária mais disciplinada.
"Da última vez que fiz o teste, não vivi de forma tão construtiva quanto poderia", admite.
Ele afirma que agora está "totalmente comprometido" com sua rotina diária para o Suneung, que envolve acordar às 6h30 todas as manhãs e ir direto para os simulados das principais matérias. A rotina foi planejada para ser "exatamente como a programação real do Suneung".
Kang não ficou satisfeito com o resultado que obteve no ano passado, e é o único entre seus amigos que está refazendo o teste. Ele diz que o isolamento pode ser difícil, enquanto seus amigos já estão aproveitando a vida universitária. Mesmo assim, ele está determinado a dar o melhor de si.
"A preparação para o Suneung nos ensina a atingir nossas metas", ele reflete.
A pressão do exame, no entanto, causa preocupação em parte da população.
Pesquisadores, professores e pais de alunos culpam o sistema de seleção por diversos problemas, desde a desigualdade social até doenças mentais.
Simulados auxiliam os estudantes
Yoo-jung Kang diz que a prova pode mudar a vida de uma pessoa na Coreia do Sul
BBC
Os simulados das provas são essenciais para quem vai prestar o Suneung. Há três simulados nacionais a cada ano, e os alunos também podem fazer simulados adicionais oferecidos por cursos particulares.
Yoo-jung Kang diz que se adaptar à rotina do Suneung desta forma é uma grande ajuda.
"No começo, eu não conseguia me concentrar por longos períodos", ela conta.
"Mas depois de alguns simulados da prova, aprendi a me concentrar melhor."
Ela vem recitando um mantra para si mesma: "Não vamos ficar muito nervosos".
Conhecemos Kang, que é educada em casa (homeschooling), em um "curso preparatório" em Gangnam, em Seul. Esses "cursos intensivos" são populares na Coreia do Sul, ajudando os jovens a se prepararem para o Suneung.
As cafeterias ao redor do curso têm placas de boa sorte nas janelas — e estão repletas de estudantes fazendo revisões de última hora.
Kang está totalmente comprometida em se preparar para o Suneung. Ela acredita que "estudar é a única maneira de garantir seu futuro”.
O resultado da prova tem um peso grande. Ele define sua posição social e como você é visto pelos outros. Também influencia os relacionamentos românticos, determinando se você é considerado um parceiro adequado.
O Suneung inclui provas de cinco matérias obrigatórias: coreano, matemática, inglês, história da Coreia e estudos sociais ou ciências. Em seguida, um exame de idioma adicional opcional em francês, chinês, japonês, russo ou árabe.
Sang-won Lee, que também está prestando o exame neste ano, enfatiza a importância da resistência, de manter o ritmo e da autoconfiança.
"Sugiro fazer os simulados da prova de coreano no início da manhã", diz ele. Na verdade, ele começa no "horário exato em que o teste vai começar", pois acha que é fundamental começar bem.
"Se você achar que foi mal no primeiro teste, há uma grande chance de que isso afete seu desempenho nas provas seguintes", afirma.
Ele também destaca a necessidade de manter o foco após o almoço.
"Depois do almoço, você vai fazer a prova de inglês, que inclui uma parte de compreensão auditiva. Por isso, você precisa garantir que não vai estar com muito sono."
Um dia transformador para os jovens
Jong-ho Roh, professor de um curso preparatório, trabalha com um grupo diversificado de alunos — desde aqueles que estão refazendo o exame até estudantes altamente competitivos e outros que se mudaram de áreas rurais para estudar em Seul.
"O mais importante para quem vai fazer a prova é a autoestima. Eles precisam acreditar em si mesmos e em suas respostas no dia. Ninguém pode ajudá-los quando estiverem na sala de prova", explica Roh.
Ele também enfatiza a necessidade de repetir "rotinas diárias no período que antecede o teste" — e incentiva os estudantes a fazer das 8h40, horário em que começa a prova, o momento mais produtivo do dia.
A nação inteira se mobiliza para apoiar os estudantes que vão fazer o Suneung. Policiais, bombeiros e ambulâncias ficam de prontidão no início da manhã para escoltar os alunos que estão atrasados.
Para aliviar o trânsito, muitas empresas na Coreia dos Sul aconselham os funcionários a chegarem mais tarde no dia, até mesmo o mercado de ações abre mais tarde.
Os aviões ficam parados por 35 minutos em solo durante a prova de compreensão auditiva em inglês.
Algumas escolas fecham e são usadas como centros de teste, enquanto os alunos mais novos esperam do lado de fora dos locais de prova no início da manhã para torcer pelos veteranos com batuques de tambor e cantorias de incentivo.
Roh, como professor, oferece alguns conselhos finais aos alunos preocupados em manter a energia durante a exaustiva maratona de 8 horas.
"Eu sempre digo para sair e dar uma volta", ele sugere.
"Os alunos acham importante ficar sentado na cadeira e revisar o que aprenderam antes da prova. Mas eu diria para darem uma volta um pouco. Não há problema em dar uma volta dentro de um centro de testes. Isso vai te manter acordado."
"Especialmente para a prova de inglês, o intervalo para o almoço provavelmente vai te deixar com sono."
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Da resistência à melhora na convivência: como é a rotina em escola de Campinas que proíbe celulares na sala de aula

A epidemia de ansiedade com matemática no Brasil e no mundo revelada por estudo da OCDE
Professores e alunos ouvidos pela EPTV relatam resultados positivos com a medida. Alesp aprovou projeto de lei que proíbe aparelho nas escolas, mas ainda depende de sanção do governador. Estado de São Paulo aprova medida que proíbe uso de celulares em sala de aula
São Paulo pode se tornar o primeiro estado com uma lei que proíbe o uso de celulares nas escolas públicas e privadas. Um projeto de lei que determina a medida foi aprovado na terça-feira (12) pela Assembleia Legislativa (Alesp) e agora depende da sanção do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Embora ainda não exista uma legislação que obrigue os alunos a dispensarem o aparelho durante a aula, a prática já é instituída em uma escola particular de Campinas (SP). Segundo professores e alunos ouvidos pela EPTV, afiliada da TV Globo, a medida sofre resistência no início, mas traz resultados positivos como, por exemplo:
Melhora na relação entre alunos
Melhora na convivência
Mais concentração
Melhor comportamento em sala de aula
De autoria da deputada estadual Marina Helou (Rede) e coautoria de outros 40 parlamentares, a proposta restringe que estudantes usem qualquer tipo de aparelho eletrônico com acesso à internet durante o período de aulas, incluindo intervalos. O texto recebeu aval da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Alesp em outubro. ENTENDA AQUI O QUE PREVÊ A LEI.
Abaixo, o g1 detalha como é a rotina da unidade e o que a comunidade escolar pensa a respeito:
Celulares no armário e alunos mais concentrados
Celulares de alunos são colocados em caixas e trancados em armário de madeira em escola de Campinas
Reprodução/EPTV
Não é de agora que a escola decidiu confiscar os celulares no período das aulas. O professor da primeira matéria do dia recolhe os aparelhos com uma caixa e leva para um armário de madeira com cadeado, onde ficam guardados até a hora de ir embora. A regra vale para todas as turmas, até para o ensino médio.
"A proibição do celular em sala de aula vem há muitos anos, mas eles ficavam com o celular desligado na mochila. Em alguns momentos eles tinham o ímpeto de dar uma olhadinha, ver se chegou alguma mensagem. A escola, desde janeiro, optou pela caixinha nas salas de aula", detalha a gestora educacional Thiara Pedico.
O professor Samuel Matias conta que a medida incomoda alguns estudantes no começo, mas eles se adaptam e há um resultado positivo. "Num primeiro momento a gente percebe que eles sentem falta e uma certa resistência em entregar o telefone. É como se estivessem perdendo um item de bastante valor".
"Porém, a gente percebe que, depois de um tempo, eles entendem que dá para viver sem o telefone, que aquilo não vai fazer uma falta tão grande quanto eles pensam que faria. A gente percebe que as relações entre eles se intensificam e tomam outro formato".
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Atividades de lazer para descontrair
Se a nova lei estadual for sancionada, os alunos terão uma nova adaptação. É que os telefones deverão ficar trancados também no intervalo e durante atividades extracurriculares, que normalmente ocorrem no período após a aula. Para amenizar o estresse dos alunos na adaptação, as atividades de lazer são reforçadas.
Quem está em contato com os jovens diariamente diz que jogos e brincadeiras precisam ser mais do que incentivados: devem estar sempre disponíveis para que eles consigam tirar o mundo digital da mente. O resultado está, mais uma vez, na melhora da relação interpessoal, como conta o estudante Mateus Alonso.
"A gente vai acabar se divertindo mais, vai acabar interagindo mais entre os alunos e não vai ficar no celular. Como [por exemplo], lá embaixo, no refeitório, a gente fica jogando truco", relata. "A gente fica conversando, as vezes estuda por conta das provas. A gente joga ping-pong, futmesa", afirma João Vitor Giorgetto.
Empresária e mãe de aluno, Daniela Moreira aprova as mudanças. "A escola é um momento para as crianças sociabilizarem, desenvolverem outras habilidades. Na escola eles têm que estar com a cabeça em outro lugar. Se você está com o celular na mão, acaba que deixa essas habilidades de lado".
Medida vem em boa hora
IMAGEM DE ARQUIVO – Estudante usando celular
Leandro Ferreira/g1
Para a especialista em educaçção Dora Megid, as autoridades demoraram para tomar uma decisão a respeito do tema. Ela aponta que o aparelho é contraindicado para crianças e exige um uso cuidadoso entre os adolescentes. Os motivos incluem danos à capacidade de atenção.
"Para as crianças pequenas, as pesquisas já dizem isso. Até os 6, 7 anos, não deveria ter acesso ao celular. Não precisa. Tem outras maneiras de aprender, aliás, maneiras muito mais eficientes do que ficar na tela. Na fase inicial do desenvolvimento, ela não precisa ser usada".
"Não que não devem ser usados os recursos tecnológicos. Devem, sim, ser usados, mas os recursos que a escola mesma deve oferecer. Para os alunos dos dois últimos anos do fundamental, até o médio, o interessante é que haja uma discussão sobre esse uso".
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Unicamp divulga lista de aprovados para 2ª fase do vestibular 2025

A epidemia de ansiedade com matemática no Brasil e no mundo revelada por estudo da OCDE
A consulta dos locais de prova poderá ser feita a partir do dia 22 de novembro, na página da Comvest. Instituição também está divulgando nota de corte e relação de candidatos por vaga. 1ª fase vestibular Unicamp 2025 em Piracicaba
Antonio Trivelin/g1
A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) divulgou nesta quarta-feira (13) a lista de candidatos aprovados na primeira fase do Vestibular 2025. A consulta pode ser realizada na página da Comvest na internet.
No total, 13.011 candidatos estão sendo convocados para a segunda fase. Os locais de prova poderão ser consultados individualmente pelos candidatos a partir do dia 22 de novembro, na página do Vestibular Unicamp 2025 (veja abaixo mais detalhe sobre as provas).
CLIQUE AQUI PARA VER A RELAÇÃO DE APROVADOS
A Comvest também está disponibilizando as notas de corte por curso e a tabela com a relação candidatos-vaga para a segunda fase. Já as notas obtidas individualmente pelos candidatos na primeira fase estarão à disposição para consulta a partir de quinta-feira (14).
Inicialmente, a previsão era de que a listagem fosse divulgada apenas em 24 de janeiro de 2025, mas foi antecipada. Este ano, 58.489 candidatos fizeram a prova da primeira fase em 20 de outubro. Para o ano que vem são oferecidas 2.537 vagas em 69 cursos de graduação.
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Segunda fase
A segunda fase será realizada nos dias 1 e 2 de dezembro de 2024, com duração de cinco horas em cada dia – o tempo mínimo de permanência é de duas horas.
As avaliações têm uma parte comum para todos os candidatos e uma parte diversificada, de acordo com a área de conhecimento do curso escolhido em 1ª opção.
Cada questão dissertativa vale quatro pontos, cada uma contendo dois itens, valendo dois pontos cada. As questões são dissertativas e seguem a distribuição:
📝 PRIMEIRO DIA – provas comuns a todos os candidatos:
Prova de redação, composta por duas propostas de textos para que o candidato eleja e execute apenas uma proposta;
Prova de língua portuguesa e literaturas de língua portuguesa, com seis questões;
Prova interdisciplinar com duas questões de língua inglesa e duas questões interdisciplinares de ciências da natureza.
📝 SEGUNDO DIA – provas comuns a todos os candidatos:
Prova de matemática, com seis questões para os cursos das áreas de ciências exatas/tecnológicas; quatro questões para os cursos das áreas de ciências biológicas/saúde e quatro questões para os cursos das áreas de ciências humanas/artes;
Prova interdisciplinar com duas questões interdisciplinares de ciências humanas.
📝 SEGUNDO DIA – provas de conhecimentos específicos, conforme a opção de curso:
Candidatos da área de ciências biológicas/saúde: prova de biologia com oito questões; prova de química, com seis questões.
Candidatos da área de ciências exatas/tecnológicas: prova de física, com seis questões; prova de química, com seis questões.
Candidatos da área de ciências humanas/artes: prova de geografia, com seis questões; prova de história, com seis questões; prova de filosofia, com uma questão; prova de sociologia, com uma questão.
Cidades
Vestibular da Unicamp reúne mais de 58 mil candidatos na 1ª fase
A segunda fase será realizada nas seguintes cidades:
Bauru
Campinas
Guarulhos
Jundiaí
Limeira
Mogi Guaçu
Osasco
Piracicaba
Presidente Prudente
Ribeirão Preto
Santo André
Santos
São Carlos
São José do Rio Preto
São José dos Campos
São Paulo
Sorocaba
Fora do Estado de São Paulo, receberam as provas do Vestibular Unicamp seis capitais: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife e Salvador.
Próximas datas
As provas de habilidades específicas para os cursos de arquitetura e urbanismo, artes cênicas, artes visuais e dança, serão realizadas entre os dias 11 e 13 de dezembro, somente em Campinas.
A primeira chamada será divulgada dia 24 de janeiro e os convocados deverão efetivar a matrícula online (não presencial) nos dias 27 e 28 de janeiro, pela página eletrônica da Comvest.
As demais datas constam do calendário do Vestibular Unicamp 2025, disponível no site da Comissão.
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A epidemia de ansiedade com matemática no Brasil e no mundo revelada por estudo da OCDE

A epidemia de ansiedade com matemática no Brasil e no mundo revelada por estudo da OCDE
O Pisa (Programa para a Avaliação Internacional dos Estudantes, na sigla em inglês) mostra que houve um aumento acentuado no nível de ansiedade em relação à matemática entre os alunos da grande maioria dos 81 países avaliados, especialmente no Brasil.
Divulgação
A principal pesquisa internacional sobre educação, feita pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), mostra que os estudantes estão desenvolvendo uma postura cada vez mais negativa em relação ao aprendizado de matemática.
➗ ✖️➕ ➖ O Pisa (Programa para a Avaliação Internacional dos Estudantes, na sigla em inglês) mostra que houve um aumento acentuado no nível de ansiedade em relação à matemática entre os alunos da grande maioria dos 81 países avaliados, especialmente no Brasil.
No Brasil, 1 a cada 3 professores do ensino médio não é formado na disciplina que leciona
Na média dos países da OCDE e parceiros, 65% dos estudantes têm ansiedade em relação às suas notas em matemática e cerca de 40% dos estudantes ficam nervosos, tensos ou desamparados resolvendo problemas matemáticos. No Brasil, esses índices são ainda mais altos: 79,5% e 62,3% respectivamente.
😷 Divulgados nesta quarta (13/11), os dados mostram uma análise mais profunda dos resultados dos testes aplicados em 2022, pouco após o fim da epidemia de Covid-19.
O relatório é a continuação da primeira parte do estudo, publicada em 2023. O Pisa é realizado a cada três anos pela OCDE em 81 países, entre membros e parceiros da organização. Na edição de 2022, que teve participação de cerca de 700 mil estudantes de 15 e 16 anos, a matemática foi o foco da prova.
🌎 Na maioria dos países houve um aumento nesses índices de ansiedade em relação à matemática em comparação com 2012, com Europa e América Latina tendo aumentos significativos. Coreia do Sul, Singapura e Tailândia foram os únicos países onde os índices de ansiedade caíram entre 2012 e 2022.
Segundo a OCDE, esses resultados são preocupantes. “Isso pode impactar não apenas desempenho, mas sua prontidão para o aprendizado ao longo da vida”, diz o relatório. “Essa descoberta também sugere que o bem-estar dos jovens se deteriorou, e são necessárias políticas públicas para cuidar da saúde mental dos alunos.”
A cada edição, o Pisa escolhe um tema para fazer um aprofundamento — em 2022, o estudo se dedicou a entender como os alunos lidam com estratégias de aprendizado e quais suas posturas em relação à vida.
Questão de confiança
Um dos principais índices analisados foi a chamada autoeficácia dos alunos: “o quanto os alunos acreditam em suas habilidades e capacidades de praticar certas atividades e realizar tarefas, mesmo quando encontram dificuldades”.
“A autoeficácia tem a ver com o aluno aprender a controlar seus impulsos e emoções para ter disciplina de aprendizagem voltada para o atingimento de metas”, explica a especialista em educação Cláudia Costin, ex-diretora global de Educação do Banco Mundial.
“Tem a ver com o quanto o aluno consegue ser o protagonista da própria vida escolar para realizar seu projeto de vida”, explica Costin.
O Pisa 2022 mostrou que paises com os menores níveis de autoeficácia foram também os que tiveram maiores níveis de ansiedade com a matemática. É o caso da Argentina, do Brasil, de Brunei, Camboja, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Guatemala, Malásia, México e Filipinas.
“Alunos mais confiantes e alunos menos ansiosos fazem mais perguntas quando não entendem algo que está sendo ensinado”, diz o relatório. “Eles são mais proativos e mais motivados em seu aprendizado.”
“Todas as estratégias de aprendizado e motivações sustentadas ao longo da vida estão relacionadas a alunos que se sentem mais confiantes para resolver tarefas matemáticas e menos ansiosos sobre matemática, independentemente de seu desempenho”, destaca o trabalho.
10 questões mais difíceis de exatas no Enem 2024 têm galinheiro, HIV, casa de shows e creme dental; você acerta?
Pensar matematicamente
No Brasil, os problemas no ensino da matemática vão ainda mais longe, afirma Claudia Costin.
“Temos um problema grave de ensino de matemática independentemente de ansiedade e independente da pandemia”, afirma ela.
Nos resultados da primeira parte do Pisa 2022, que mostravam o desempenho dos alunos nas provas, a média de pontos do Brasil (veja os gráficos abaixo) foi de 379 em Matemática, 93 pontos abaixo da média da OCDE (de 472 pontos).
Como em todas as outras edições da avaliação, realizada desde 2000, os resultados de 2022 mostram que a condição socioeconômica dos alunos está diretamente relacionada ao desempenho em matemática. O fator socioeconômico é responsável por 15% da variação no desempenho dos alunos tanto no Brasil quanto na média da OCDE.
No entanto, mesmo os alunos mais ricos no Brasil tiveram um desempenho em matemática abaixo da média da OCDE. Os alunos brasileiros em todos os estratos sociais tiveram um desempenho em matemática abaixo dos alunos com perfil socioeconômico parecido em países com o mesmo perfil do Brasil, como Turquia e Vietnã, diz o relatório da OCDE.
“Os resultados mostraram que 73% dos alunos brasileiro não chegaram ao nível básico de conhecimento. Isso é gravíssimo, realmente inaceitável”, diz Costin.
A especialista aponta que este resultado está ligado ao fato de que no Brasil não ensinamos os alunos a pensar matematicamente.
“É uma questão de método e de preparo do professor. É preciso que os professores tenham uma didática específica para matemática, que ensine os alunos a pensar matematicamente em vez de apenas resolver exercícios”, afirma ela.
Como o ensino de matemática no Brasil é muito focado em fórmulas e na resolução de exercícios, diz Costin, o aluno memoriza e sabe responder nas provas, mas em uma prova minimamente diferente, como a do Pisa, ou na aplicação do conhecimento na vida real, o aluno fica perdido.
Os resultados do Pisa sobre a ansiedade mostraram essa dificuldade: mesmo os alunos que se mostraram confiantes em sua habilidade de resolver exercícios na sala de afirmaram ter pouca confiança para aplicar os conhecimentos no dia a dia.
Para mudar esse cenário, é fundamental que o Brasil mude a formação que os professores têm recebido na faculdade, segundo Costin. Além de uma didática específica para matemática, é preciso maior diálogo entre teoria e prática.
“Os professores precisam ser ensinados da mesma forma que vão ensinar os alunos”, afirma. “Como o professor vai passar confiança, melhorar a autoeficácia dos alunos, se muitas vezes ele próprio não tem essa autoeficácia?”
Para Costin, outro fator é o tempo de aula.
“Países com bons sistemas educacionais têm entre sete e nove horas de aula por dia. No Brasil, o ensino fundamental tem só quatro horas de aula. Isso é muito insuficiente”, afirma Costin.
Segundo a OCDE, países que tiveram menores índices de ansiedade e melhor desempenho em matemática, como Coreia do Sul e Singapura, se destacaram também pela relação positiva dos professores com os alunos.
“Países como Coreia e Singapura demonstraram que é possível estabelecer um sistema educacional de primeira linha mesmo partindo de um nível de renda relativamente baixo, priorizando a qualidade do ensino e com mecanismos de financiamento que alinham recursos com necessidades”, escreve Mathias Cormann, secretário-geral da OCDE, no relatório.
Para garantir que todos os alunos atinjam um nível mínimo de conhecimento, Singapura oferece opções de aulas diferentes para alunos de acordo com seu grau de aprendizado.
Segundo o estudo, isso faz com que os alunos com mais dificuldade recebam o reforço necessário para ter os conhecimentos que vão usar durante a vida, ao mesmo tempo que fornece aprofundamento para os que têm mais interesse e aptidão.
Professor explica se fórmulas de multiplicação virais funcionam