Quais são os livros mais marcantes e os autores preferidos dos brasileiros?

Unesp 2025: confira gabarito oficial e correção comentada da primeira fase do vestibular
6ª edição do levantamento "Retratos da Leitura no Brasil" aponta perda de quase 7 milhões de leitores em 4 anos. Quais os livros mais marcantes para os brasileiros? E quais os autores preferidos? A 6ª edição da pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", divulgada nesta terça-feira (19), aponta uma lista dos 28 livros mais citados e também relacionou os escritores preferidos (veja listas abaixo).
Além disso, o levantamento aponta que 53% dos entrevistados não leram nem mesmo parte de uma obra nos três meses anteriores à pesquisa.
"Se considerarmos somente livros inteiros lidos, no período de três meses anteriores à pesquisa, o percentual de leitores é ainda menor, de 27% dos brasileiros", afirma a pesquisa.
Quais os livros mais marcantes?
Segundo a pesquisa, as obras mais citadas pelos entrevistados foram:
Bíblia
O Pequeno Príncipe
Turma da Mônica
Harry Potter
Diário de um Banana
A Culpa é das Estrelas
Sítio do Pica-Pau Amarelo
A Cabana
Crepúsculo
Violetas na Janela
O Menino Maluquinho
Gibis/História em Quadrinhos
Dom Casmurro
Pai Rico, Pai Pobre
50 Tons de Cinza
Capitães da Areia
As Crônicas de Nárnia
O Diário de Anne Frank
Como Eu Era Antes de Você
Vidas Secas
Cinderela
Os Três Porquinhos
Iracema
A Arte da Guerra
O Grande Conflito
O Alquimista
Chapeuzinho Vermelho
Meu Pé de Laranja Lima
E quais os autores preferidos do público?
De acordo com o estudo, aparecem nas primeiras posições:
Machado de Assis
Monteiro Lobato
Mauricio de Sousa
Augusto Cury
Paulo Coelho
Jorge Amado
Zibia Gasparetto
Clarice Lispector
Carlos Drummond de Andrade
Chico Xavier
Colleen Hoover
JK Rowling
Ariano Suassuna
Cecília Meireles
Agatha Christie
5 mil entrevistados no Brasil
A "Retratos da Leitura" é considerada a pesquisa mais abrangente na tarefa de medir o comportamento do leitor brasileiro. Ela foi feita pelo Instituto Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria) e ouviu 5.504 entrevistados durante visitas domiciliares em 208 municípios entre 30 de abril e 31 de julho de 2024.
A pesquisa é uma iniciativa do Instituto Pró-Livro (IPL) e contou com parceria da Fundação Itaú e apoio da Associação Brasileira de Livros e Conteúdos Educacionais (Abrelivros), da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL).

Freepik
Quase 7 milhões de leitores a menos
Considerando a estimativa populacional brasileira, os dados apontam que o país tem atualmente 93,4 milhões de leitores (considerando a população com cinco anos ou mais). Nos últimos quatro anos, houve uma redução de 6,7 milhões de leitores no país, de acordo com os dados.
Os principais motivos que levam à leitura são: "gosto pessoal" (24%), "distração" (15%) e atualização cultural ou conhecimento geral (15%).
A leitura motivada pelo gosto diminui quanto maior a faixa etária dos indivíduos. Entre as crianças de 5 a 10 anos, 38% dizem ler por esse motivo. Durante a adolescência e até os 24 anos, esse índice varia de 31% a 34%.
“Essa redução está em sintonia e pode explicar os demais resultados de queda no percentual de leitores e na média de livros lidos. (…) Esses dados revelam que estamos perdendo esses potenciais leitores, que disseram gostar muito ou gostar um pouco de ler. O que nos faz perguntar o que estamos deixando de fazer para manter esse interesse”, afirma Zoara Failla, coordenadora da pesquisa.
Fabiano Piúba, Secretário de Formação, Livro e Leitura do Ministério da Cultura, em apresentação da pesquisa Retratos da Leitura do Brasil.
Emily Santos/g1
Qual é o melhor livro de cada estado brasileiro? Professores votam

Questão do vestibular da FGV sobre viral do TikTok é criticada: ‘preciso ser cronicamente on-line para acertar?’, diz candidata

Unesp 2025: confira gabarito oficial e correção comentada da primeira fase do vestibular
Estudantes que não usaram redes sociais neste ano só tinham uma maneira de acertar a resposta: saber o exato ano de publicação de um livro. Veja se você marcaria este ponto. Pessoa usando celular
Freepik
🖥️Quem abandonou as redes sociais nos últimos meses com o objetivo de focar nos estudos provavelmente errou uma das questões do vestibular da Fundação Getúlio Vargas (FGV), aplicado na última quinta-feira (14) para interessados em cursar administração, relações internacionais, direito e economia em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro.
A pergunta [veja mais abaixo] exigia que o candidato já tivesse ao menos ouvido falar de um conteúdo que viralizou em maio deste ano, no TikTok e no Instagram. Para os "desconectados", havia uma única chance de acertar a resposta: saber exatamente o ano de publicação de um clássico da literatura brasileira.
"É preciso ser cronicamente on-line para fazer a prova da FGV", protestou uma aluna no X. "Zoado cobrar datas", escreveu outro jovem.
Procurada pelo g1 para comentar a repercussão, a universidade não havia se pronunciado até a última atualização desta reportagem.
Veja a questão abaixo, tente respondê-la e, em seguida, entenda quais conhecimentos literários seriam necessários para acertá-la:
Questão do vestibular da FGV aborda viral do TikTok
Reprodução
📖Explicação:
A questão traz um contexto enxuto: menciona uma norte-americana que, depois de se desafiar a ler um livro de cada país do mundo, fez sucesso ao falar da obra que escolheu para representar o Brasil (descubra qual mais abaixo).
➡️A FGV não menciona o nome da pessoa no enunciado, mas é Courtney Henning Novak, escritora e podcaster americana, de 45 anos, que mostrou seu "desespero apaixonado" por um dos nossos clássicos.
“Preciso ter uma conversa com o pessoal do Brasil. Por que não me avisaram antes que este é o melhor livro já escrito? O que vou fazer do resto da minha vida depois que terminá-lo?”, disse Novak, no vídeo que viralizou no TikTok.
Os candidatos que acompanharam essa história na internet certamente levaram poucos segundos para acertar a resposta: alternativa "C", “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, obra publicada pelo autor brasileiro Machado de Assis (1839-1908) em 1881.
É preciso dizer que a repercussão do vídeo da norte-americana extrapolou as redes sociais — o livro passou a liderar o ranking de "mais vendidos" de um grande site de compras, e diversos veículos de imprensa produziram reportagens sobre a "resenha viral" (como o próprio g1 e o Jornal Nacional).
Um aluno que tenha acompanhado essas matérias, mesmo sem usar TikTok, poderia ter acertado. Mas não necessariamente foi o caso de quem passou o ano mergulhado nos livros e nas apostilas.
"É uma pergunta que testa, na verdade, o quanto que o candidato está antenado com os acontecimentos importantes no país. Dentro de atualidades, ela cabe. Como literatura, não. Ela sequer exige que o aluno saiba quem é Machado de Assis para entender por que o vídeo viralizou", afirma Maurício Soares, professor de Literatura do Curso Anglo.
➡️Outra "saída" para quem não usou redes sociais neste ano seria ter alguma noção de cronologia literária: entre Guimarães Rosa (1908-1967), Fernando Sabino (1923-2004), Machado de Assis (1839-1908), Euclides da Cunha (1866-1909) e Graciliano Ramos (1892-1953), os únicos que poderiam ter publicado uma obra em 1881 seriam o próprio Machado e Euclides da Cunha.
Com um conhecimento mais aprofundado (e uma memória prodigiosa), o aluno poderia apostar mais fichas em Machado, já que da Cunha tinha apenas 15 anos em 1881. Não é uma "decoreba" simples de se exigir de alguém que enfrenta uma maratona de avaliações.
"Essa prova, em literatura, sempre deixa a desejar. São perguntas às vezes superficiais, às vezes irrelevantes. Já temos, em geral, baixíssimas expectativas", diz Soares.
Veja um vídeo sobre o viral:
Livro de Machado de Assis faz americana viralizar no TikTok
E descubra as sugestões de melhor livro de cada estado brasileiro:
Qual é o melhor livro de cada estado brasileiro? Professores votam

Número primo de 41 milhões de dígitos é o maior já encontrado, mas matemáticos continuam na busca pela ‘perfeição’ numérica

Unesp 2025: confira gabarito oficial e correção comentada da primeira fase do vestibular
Neste artigo, professor de matemática da Universidade de Sidney, na Austrália, discute o impacto da descoberta do 'maior número primo'. Número primo foi descoberto em 12 de outubro por Luke Durant, um pesquisador de 36 anos de San Jose, Califórnia
Mikhail Nilov/Pexels
🔢Imagine um número composto por uma enorme sequência de “uns”: 1111111…111. Especificamente, 136.279.841 “uns”. Se empilhássemos o mesmo número de folhas de papel, a torre resultante chegaria à estratosfera.
Se escrevermos esse número em um computador na forma binária (usando apenas uns e zeros), ele ocuparia apenas cerca de 16 megabytes, não mais do que um videoclipe curto. Ao converter para a forma mais familiar de escrever números em decimal, esse número — que começa com 8.816.943.275… e termina com …076.706.219.486.871.551 — teria mais de 41 milhões de dígitos. Ele preencheria sozinho 20 mil páginas em um livro.
Outra forma de escrever esse número é 2136.279.841 – 1. Mas há alguns outros aspectos especiais sobre ele.
Primeiro, é um número primo (o que significa que só é divisível por ele mesmo e por um). Em segundo lugar, é o que se chama de número primo de Mersenne (já veremos o que isso significa). E, em terceiro lugar, é até o momento o maior número primo já descoberto, em uma busca matemática com uma história que remonta a mais de 2 mil anos.
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A descoberta
A descoberta de que esse número (conhecido como M136279841) é primo foi feita em 12 de outubro por Luke Durant, um pesquisador de 36 anos de San Jose, Califórnia. Durant é uma das milhares de pessoas que trabalham como parte de um esforço voluntário de longa duração de busca de números primos chamado Great Internet Mersenne Prime Search, ou GIMPS.
➡️Um número primo que é um a menos do que alguma potência de dois (ou o que os matemáticos escrevem como 2 p – 1) é chamado de primo de Mersenne, em homenagem ao monge francês Marin Mersenne, que o investigou há mais de 350 anos. Os primeiros primos de Mersenne são 3, 7, 31 e 127.
Durant fez sua descoberta por meio de uma combinação de algoritmos matemáticos, engenharia prática e grande capacidade de computação. Enquanto outros números primos grandes foram encontrados anteriormente usando processadores tradicionais de computador (CPUs), essa descoberta é a primeira a usar um tipo diferente de processador, chamado GPU.
As GPUs foram originalmente projetadas para acelerar a renderização de gráficos e vídeos e, mais recentemente, foram reaproveitadas para minerar criptomoedas e alimentar a IA. Durant, um ex-funcionário de uma das principais fabricantes de GPUs do mundo, a NVIDIA, usou GPUs poderosas na nuvem para criar uma espécie de “supercomputador em nuvem” que abrange 17 países. A GPU “sortuda” que encontrou o agora mais número primo já encontrado foi um processador NVIDIA A100 localizado em Dublin, na Irlanda.
Números primos e perfeitos
Além da emoção da descoberta, esse avanço dá continuidade a uma história que remonta a milênios. Um dos motivos pelos quais os matemáticos são fascinados pelos primos de Mersenne é o fato de eles estarem ligados aos chamados números “perfeitos”.
Um número é “perfeito” se, quando você soma todos os números que o dividem corretamente, eles somam o próprio número. Por exemplo, seis é um número perfeito porque 6 = 2 × 3 = 1 + 2 + 3. Da mesma forma, 28 = 4 × 7 = 1 + 2 + 4 + 7 + 14.
Para cada primo de Mersenne há também um número perfeito par. (Em um dos mais antigos problemas não resolvidos da matemática, não se sabe se existem números perfeitos ímpares).
Os números perfeitos fascinaram os seres humanos ao longo da história. Por exemplo, os primeiros hebreus, assim como Santo Agostinho, consideravam seis um número realmente perfeito, pois Deus criou a Terra em exatamente seis dias (descansando no sétimo).
Números primos práticos
O estudo dos números primos não é apenas uma curiosidade histórica. A teoria dos números também é essencial para a criptografia moderna. Por exemplo, a segurança de muitos sites se baseia na dificuldade inerente de encontrar os fatores primos de números grandes.
Os números usados na chamada criptografia de chave pública (do tipo que protege a maior parte das atividades online, por exemplo) geralmente têm apenas algumas centenas de dígitos decimais, o que é minúsculo em comparação com o M136279841.
No entanto, os benefícios da pesquisa básica em teoria dos números – estudo da distribuição de números primos, desenvolvimento de algoritmos para testar se os números são primos e descoberta de fatores de números compostos – muitas vezes têm implicações posteriores para ajudar a manter a privacidade e a segurança em nossa comunicação digital.
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Uma busca sem fim
Os números primos de Mersenne são realmente raros: o novo recorde é mais de 16 milhões de dígitos maior que o anterior, e é apenas o 52º já descoberto.
Sabemos que há um número infinito de números primos. Isso foi comprovado pelo matemático grego Euclides há mais de 2 mil anos: se houvesse apenas um número finito de primos, poderíamos multiplicá-los todos juntos e adicionar um. O resultado não seria divisível por nenhum dos números primos que já encontramos, portanto, sempre deve haver pelo menos mais um por aí.
Mas não sabemos se há um número infinito de números primos de Mersenne, embora já tenha sido conjecturado que sim. Infelizmente, eles são escassos demais para serem detectados por nossas técnicas.
Por enquanto, o novo — e gigantesco — número primo serve como um marco na curiosidade humana e um lembrete de que, mesmo em uma era dominada pela tecnologia, alguns dos segredos mais profundos e tentadores do universo matemático continuam fora de alcance. O desafio permanece, convidando matemáticos e entusiastas a encontrar os padrões ocultos na infinita tapeçaria dos números.
E assim a busca (matemática) pela perfeição continuará.
** Este texto foi publicado originalmente no site do The Conversation Brasil.
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Unesp 2025: confira o gabarito oficial e correção comentada da primeira fase do vestibular

Unesp 2025: confira gabarito oficial e correção comentada da primeira fase do vestibular
Universidade aplicou 90 questões nesta sexta-feira (15). Professores de cursinho resolvem questões, com comentários, para o g1. Unip é local de prova da Unesp nesta quinta (15) em Araraquara
Leonardo Marco/g1
A pedido do g1, o cursinho Oficina do Estudante, em Campinas (SP), vão fazer uma correção comentada das 90 questões da 1ª fase do vestibular 2025 da Unesp.
A prova teve duração de 5 horas e foi aplicada na tarde desta sexta (15), feriado de Proclamação da República.
FERIADO DE PROVA: Veja como foi o dia de prova da 1ª fase da Unesp
DICAS: como lidar com a frustração de não ter ido bem nas provas?
Candidatos responderam a questões de linguagens e suas tecnologias, ciências humanas e sociais aplicadas, ciências da natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias.
O gabarito oficial já foi publicado pela Vunesp, organizadora do vestibular da Unesp (veja abaixo).
Gabarito primeira fase Unesp 2025 – prova 1
Divulgação
O gabarito é referente a prova versão 1 – clique aqui para acessar a prova
A lista numérica abaixo tem os links diretos para as questões correspondentes com os comentários dos professores, basta clicar na letra em vermelho.
Correção comentada da prova versão 1
01 – B
02 – B
03 – C
04 – A
05 – B
06 – A
07 – D
08 – E
09 – C
10 – C
11 – B
12 – E
13 – D
14 – A
15 – C
16 – A
17 – B
18 – D
19 – E
20 – E
21 – A
22 – C
23 – D
24 – B
25 – A
26 – E
27 – E
28 – B
29 – A
30 – C
31 – D
32 – C
33 – E
34 – B
35 – A
36 – B
37 – E
38 – E
39 – D
40 – A
41 – C
42 – B
43 – E
44 – C
45 – D
46 – A
47 – B
48 – C
49 – E
50 – C
51 – D
52 – A
53 – A
54 – C
55 – E
56 – B
57 – B
58 – D
59 – A
60 – E
61 – A
62 – C
63 – B
64 – B
65 – E
66 – D
67 – A
68 – C
69 – B
70 – C
71 – E
72 – D
73 – E
74 – B
75 – C
76 – A
77 – E
78 – A
79 – D
80 – B
81 – E
82 – C
83 – D
84 – B
85 – A
86 – E
87 – D
88 – B
89 – C
90 – A
Como foi a prova na opinião dos professores
História – “A prova apresentou um nível considerado mediano. Destaca-se a inclusão de três questões voltadas para a História da África. O exame abordou temas amplos e relevantes, como imigração, a independência do Brasil e o golpe militar de 1964, exigindo dos candidatos não apenas habilidades de leitura e interpretação, mas também um sólido embasamento teórico”, avaliou o professor Felipe Mello.
Geografia – “A prova da Unesp apresentou uma dificuldade média, seguindo o padrão típico da universidade, sem grandes surpresas. Ao mesmo tempo, foi uma prova bastante atualizada, incorporando, por exemplo, o mapa do IBGE sobre o G20, algo muito aguardado nos vestibulares estaduais e que apareceu na questão 54. Houve uma boa distribuição temática, abrangendo geografia do Brasil, geografia geral e atualidades, com destaque para assuntos relevantes como desigualdade, gentrificação e saneamento básico. A prova também incluiu tópicos de geografia física, como relevo, formação geomorfológica, climatologia e pedologia (a ciência dos solos). Além disso, merece destaque a forte presença de questões ambientais”, afirmou o professor Sebastian A. Fuentes.
Artes – “A prova trouxe temas já esperados nas questões de arte, com foco na arte moderna e contemporânea, uma abordagem frequentemente explorada nos vestibulares. Exigiu-se do aluno um letramento visual para análise de imagens, além de interpretar um texto-base e aplicar o conteúdo às obras apresentadas em cada alternativa. Também foi cobrado um entendimento mais aprofundado da teoria da arte, especialmente no que diz respeito à transição das artes modernas para as práticas contemporâneas, momento que rompe com a visão tradicional da arte como mera técnica elaborada”, disse o professor Michael Silva.
Química – “A prova foi bem equilibrada, cobrando assuntos já esperados como equilíbrio químico, soluções e termoquímica. Foram três questões envolvendo cálculos, sendo a de termoquímica mais trabalhosa. A questão de química orgânica foi interdisciplinar com biologia, em que era pedido a fórmula molecular e função orgânica da adrenalina, além da glândula que produz esse hormônio. A questão de equilíbrio químico junto com a de termoquímica foram as mais exigentes, pois na primeira o aluno precisava identificar o deslocamento de equilíbrio e relacionar com o pH e a substância adicionada, enquanto a segunda envolvia um cálculo mais trabalhoso. Nessa prova, os assuntos que eram esperados e que não apareceram foi oxirredução, eletroquímica e reações orgânicas”, considerou a professora Tathi Guizelline.
Física – “A prova abordou questões clássicas da Física, cobrando assuntos de mecânica, termologia, óptica, ondulatória e eletricidade. Como sempre uma prova que seleciona o bom candidato, sem abusar no nível de cobrança. Duas questões chamaram a atenção dos professores de Física: a questão 77, que discute o lançamento oblíquo, pois exigiu um pouco mais de trabalho matemático, e a questão 79, que exigiu do candidato a capacidade de relacionar hidrostática com gases ideais. Resumindo, uma prova que merece elogios”, avaliou o professor Roberto de Alessandri.
Biologia – “As questões de biologia apresentaram um nível de dificuldade média. Não trouxe questões da genética clássica, temas da atualidade ou evolução, tradicionalmente presente, mas considerando o número de questões referentes à biologia, pode ser bem abrangente para os diversos tópicos da disciplina”, afirmou o professor Fábio Vilar de Menezes.
Matemática – “Entre os assuntos abordados no vestibular deste ano, vimos funções, geometria plana, espacial e analítica, combinatória e função modular, que foi a surpresa da prova. Destaque para algumas questões fora do padrão, como a de combinatória utilizando o princípio da casa dos pombos, geometria espacial envolvendo sólidos de revolução e a de função modular. De forma geral, a prova foi muito bem feita, com uma escolha criteriosa dos temas, enunciados curtos e diretos, e três questões contextualizadas”, disse o professor Rodrigo do Carmo.
Humanidades – “A prova de Humanidades apresentou um nível de dificuldade de médio para alto. Houve cinco questões relacionadas à Filosofia, que exigiam o conhecimento de conceitos específicos, e uma questão de Artes, totalizando seis questões, como de costume. A maior parte das perguntas focou em Filosofia, com um nível de exigência um pouco acima da média”, avaliou o professor de filosofia e sociologia Silvio Sawaya.
Vestibular Unesp
A Unesp oferece 6.596 vagas em cursos de 24 cidades de todas as regiões do Estado de São Paulo. A avaliação da 1ª fase teve 90 questões de múltipla escolha resolvidas pelos candidatos no período de até cinco horas.
Não havia número específico de questões por disciplina, mas as perguntas foram elaboradas com temas nas áreas de Linguagens e suas Tecnologias (elementos de Língua Portuguesa e Literatura, Língua Inglesa, Educação Física e Arte), Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (História, Geografia, Filosofia e Sociologia) Ciências da Natureza e suas Tecnologias (Biologia, Física e Química) e Matemática e suas Tecnologias, algumas delas interdisciplinares.
Próximas etapas 🗓️
2/12 – divulgação do resultado da primeira fase e da consulta de locais de prova da segunda fase
8/12 – 1º dia da 2ª fase
9/12 – 2º dia da 2ª fase – (tem redação!)
31/01/2025 – divulgação do resultado final
Veja mais notícias da região no g1 Campinas

Unesp 2025: confira gabarito oficial e correção comentada da primeira fase do vestibular

Unesp 2025: confira gabarito oficial e correção comentada da primeira fase do vestibular
Universidade aplicou 90 questões nesta sexta-feira (15). Professores de cursinho resolvem questões, com comentários, para o g1. Unip é local de prova da Unesp nesta quinta (15) em Araraquara
Leonardo Marco/g1
A pedido do g1, o cursinho Oficina do Estudante, em Campinas (SP), vão fazer uma correção comentada das 90 questões da 1ª fase do vestibular 2025 da Unesp.
A prova teve duração de 5 horas e foi aplicada na tarde desta sexta (15), feriado de Proclamação da República.
FERIADO DE PROVA: Veja como foi o dia de prova da 1ª fase da Unesp
DICAS: como lidar com a frustração de não ter ido bem nas provas?
Candidatos responderam a questões de linguagens e suas tecnologias, ciências humanas e sociais aplicadas, ciências da natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias.
O gabarito oficial já foi publicado pela Vunesp, organizadora do vestibular da Unesp (veja abaixo).
Gabarito primeira fase Unesp 2025 – prova 1
Divulgação
O gabarito é referente a prova versão 1 – clique aqui para acessar a prova
A lista numérica abaixo será atualizada com os links diretos para as questões correspondentes com os comentários dos professores. Confira:
Correção comentada da prova versão 1
1 –
2 –
3 –
4 –
5 –
6 –
7 –
8 –
9 –
10 –
11 –
12 –
13 –
14 –
15 –
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20 –
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72 –
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75 –
76 –
77 –
78 –
79 –
80 –
81 –
82 –
83 –
84 –
85 – questão não possui alternativa*
86 –
87 –
88 –
89 –
90 –
*Unesp considera alternativa A como correta
Como foi a prova na opinião dos professores
História – “A prova apresentou um nível considerado mediano. Destaca-se a inclusão de três questões voltadas para a História da África. O exame abordou temas amplos e relevantes, como imigração, a independência do Brasil e o golpe militar de 1964, exigindo dos candidatos não apenas habilidades de leitura e interpretação, mas também um sólido embasamento teórico”, avaliou o professor Felipe Mello.
Geografia – “A prova da Unesp apresentou uma dificuldade média, seguindo o padrão típico da universidade, sem grandes surpresas. Ao mesmo tempo, foi uma prova bastante atualizada, incorporando, por exemplo, o mapa do IBGE sobre o G20, algo muito aguardado nos vestibulares estaduais e que apareceu na questão 54. Houve uma boa distribuição temática, abrangendo geografia do Brasil, geografia geral e atualidades, com destaque para assuntos relevantes como desigualdade, gentrificação e saneamento básico. A prova também incluiu tópicos de geografia física, como relevo, formação geomorfológica, climatologia e pedologia (a ciência dos solos). Além disso, merece destaque a forte presença de questões ambientais”, afirmou o professor Sebastian A. Fuentes.
Artes – “A prova trouxe temas já esperados nas questões de arte, com foco na arte moderna e contemporânea, uma abordagem frequentemente explorada nos vestibulares. Exigiu-se do aluno um letramento visual para análise de imagens, além de interpretar um texto-base e aplicar o conteúdo às obras apresentadas em cada alternativa. Também foi cobrado um entendimento mais aprofundado da teoria da arte, especialmente no que diz respeito à transição das artes modernas para as práticas contemporâneas, momento que rompe com a visão tradicional da arte como mera técnica elaborada”, disse o professor Michael Silva.
Química – “A prova foi bem equilibrada, cobrando assuntos já esperados como equilíbrio químico, soluções e termoquímica. Foram três questões envolvendo cálculos, sendo a de termoquímica mais trabalhosa. A questão de química orgânica foi interdisciplinar com biologia, em que era pedido a fórmula molecular e função orgânica da adrenalina, além da glândula que produz esse hormônio. A questão de equilíbrio químico junto com a de termoquímica foram as mais exigentes, pois na primeira o aluno precisava identificar o deslocamento de equilíbrio e relacionar com o pH e a substância adicionada, enquanto a segunda envolvia um cálculo mais trabalhoso. Nessa prova, os assuntos que eram esperados e que não apareceram foi oxirredução, eletroquímica e reações orgânicas”, considerou a professora Tathi Guizelline.
Vestibular Unesp
A Unesp oferece 6.596 vagas em cursos de 24 cidades de todas as regiões do Estado de São Paulo.
A avaliação teve 90 questões de múltipla escolha resolvidas pelos candidatos no período de até cinco horas.
Não havia número específico de questões por disciplina, mas as perguntas foram elaboradas com temas nas áreas de Linguagens e suas Tecnologias (elementos de Língua Portuguesa e Literatura, Língua Inglesa, Educação Física e Arte), Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (História, Geografia, Filosofia e Sociologia) Ciências da Natureza e suas Tecnologias (Biologia, Física e Química) e Matemática e suas Tecnologias, algumas delas interdisciplinares.
Próximas etapas 🗓️
2/12 – divulgação do resultado da primeira fase e da consulta de locais de prova da segunda fase
8/12 – 1º dia da 2ª fase
9/12 – 2º dia da 2ª fase – (tem redação!)
31/01/2025 – divulgação do resultado final
*Reportagem em atualização
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