O chip quântico do Google que resolve em 5 minutos problema que levaria 10 quatrilhões de anos

Redação da Unesp 2025: tema aborda a medicalização da vida
O chip Willow é o mais recente avanço da computação quântica e busca usar os princípios da física de partículas para criar um novo tipo de computador incrivelmente poderoso. Novo chip Willow pode ter impactos significativos, mas ainda está longe de ser implementado
Divulgação/Google
O Google apresentou um novo chip que, segundo a empresa, leva cinco minutos para resolver um problema que atualmente os supercomputadores mais rápidos do mundo levariam dez quatrilhões (ou 10.000.000.000.000.000.000.000.000) de anos para completar.
O chip é o mais recente desenvolvimento em um campo conhecido como computação quântica, que busca usar os princípios da física de partículas para criar um novo tipo de computador incrivelmente poderoso.
O Google afirma que seu novo chip quântico, chamado Willow, incorpora "avanços" importantes" e "pavimenta o caminho para um computador quântico útil em grande escala".
No entanto, especialistas dizem que o Willow é, por enquanto, um dispositivo essencialmente experimental, o que significa que um computador quântico poderoso o suficiente para resolver uma ampla gama de problemas do mundo real ainda está a anos (e bilhões de dólares) de distância.
O dilema quântico
Design da computação quântica é diferente dos computadores tradicionais
Divulgação/Google
Os computadores quânticos funcionam de uma maneira fundamentalmente diferente dos telefones ou notebooks tradicionais.
Eles aproveitam a mecânica quântica (o comportamento estranho das partículas ultrapequenas) para resolver problemas muito mais rapidamente do que os computadores convencionais.
Espera-se que os computadores quânticos possam usar essa capacidade para acelerar drasticamente processos complexos, como a criação de novos medicamentos.
Também há preocupações de que possam ser usados para fins criminosos, como quebrar alguns tipos de criptografia utilizados para proteger dados sensíveis.
Em fevereiro, a Apple anunciou que a criptografia que protege os chats do iMessage está sendo tornada "à prova quântica" para evitar que computadores quânticos potentes do futuro consigam decifrá-la.
Hartmut Neven, que lidera o laboratório de inteligência artificial quântica do Google responsável pela criação do Willow, descreve a si mesmo como o "otimista-chefe" do projeto.
Ele disse à BBC que o Willow seria usado em algumas aplicações práticas, mas se recusou, por enquanto, a dar mais detalhes.
No entanto, Neven afirmou que um chip como esse, capaz de realizar aplicações comerciais, não estará disponível antes do final da década.
Inicialmente, essas aplicações envolveriam a simulação de sistemas onde os efeitos quânticos são importantes.
"Por exemplo, isso é relevante no design de reatores de fusão nuclear, na compreensão do funcionamento de medicamentos e no desenvolvimento farmacêutico, além do desenvolvimento de baterias melhores para automóveis e uma longa lista de tarefas semelhantes", explicou.
Maçãs e laranjas
Equipe do Google trabalha no criostato que abriga o chip e o mantém extremamente frio
Divulgação/Google
Neven disse à BBC que o desempenho do Willow significava que ele era o "melhor processador quântico já construído até hoje".
No entanto, o professor Alan Woodward, especialista em computação da Universidade de Surrey, na Inglaterra, afirma que os computadores quânticos serão melhores em uma variedade de tarefas do que os computadores "clássicos" atuais, mas não os substituirão.
Ele alerta contra a supervalorização da importância do feito do Willow em apenas um teste.
"É preciso ter cuidado para não comparar maçãs com laranjas", disse à BBC.
Probleminha da discórdia: você consegue resolver essa expressão numérica?
O problema que o Google escolheu como referência de desempenho foi "feito sob medida para um computador quântico", o que significa que não demonstra "um avanço universal em comparação aos computadores clássicos".
Apesar disso, Woodward reconheceu que o Willow representava um progresso significativo, especialmente no campo conhecido como correção de erros.
De forma bastante simplificada, quanto mais útil é um computador quântico, mais qubits (bits quânticos, a unidade básica de informação na computação quântica) ele possui.
No entanto, um problema crucial dessa tecnologia é sua propensão a erros, uma tendência que anteriormente aumentava à medida que mais qubits eram adicionados ao chip.
Os pesquisadores do Google afirmam que conseguiram reverter essa situação, projetando e programando o novo chip de maneira que a taxa de erro fosse reduzida em todo o sistema conforme o número de qubits aumentava.
Foi um grande "avanço" que resolveu um desafio fundamental que a área enfrentava "há quase 30 anos", disse Neven.
Ele comparou o feito com "ter um avião com um único motor: isso pode funcionar, mas dois motores são mais seguros, e quatro motores são ainda mais seguros".
Os erros são um obstáculo significativo para criar computadores quânticos mais potentes, e esse desenvolvimento foi "animador para todos os que trabalham para construir um computador quântico prático", comentou o professor Woodward.
Contudo, o próprio Google reconhece que, para desenvolver computadores quânticos verdadeiramente úteis, a taxa de erro precisará ser ainda menor do que a apresentada pelo Willow.

Reaplicação do Enem 2024: tema da redação é ‘valorização da arte de periferia’ no Brasil; veja exemplo ‘nota mil’

Redação da Unesp 2025: tema aborda a medicalização da vida
Prova é dirigida a quem perdeu a avaliação em novembro por problemas de infraestrutura ou de saúde, por exemplo. Pessoas privadas de liberdade também prestam o exame nesta terça (10) e na quarta (11).
Redação do Enem é aplicada no primeiro dia de provas
Agência Brasil
O tema da redação na reaplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024 é "Desafios para a valorização da arte de periferia no cenário cultural brasileiro". Mais abaixo, leia um exemplo de dissertação que tiraria nota mil.
Na aplicação comum, em novembro, os candidatos tiveram de escrever sobre "Desafios para a valorização da herança africana no Brasil”.
'Levo livros para a cela onde moro': conheça as histórias de detentos que fazem o Enem de dentro do presídio
Quem participa da reaplicação do Enem?
A prova, aplicada em 10 e 11 de dezembro para cerca de 2 mil candidatos, é voltada para:
pessoas privadas de liberdade (Enem PPL);
candidatos que não compareceram ao primeiro domingo (03/11) porque estavam com doenças infectocontagiosas (tuberculose, coqueluche, difteria, doença invasiva por Haemophilus influenza, doença meningocócica e outras meningites, varíola, Mpox, influenza humana A e B, poliomielite por poliovírus selvagem, sarampo, rubéola, varicela e Covid-19);
participantes afetados por erros na aplicação do exame ou por problemas logísticos (falta de energia elétrica no local de aplicação do Enem, em novembro, ou enchentes e desastres naturais na região).
No primeiro caso, as próprias unidades prisionais cuidam do processo de inscrição dos detentos. Já nas duas últimas situações (problemas de logística ou de saúde), foi necessário justificar a ausência e solicitar, na Página do Participante, o direito à reaplicação.
Modelo de redação nota mil
A pedido do g1, a professora Daniela Toffoli, do Curso Anglo, escreveu uma dissertação com o tema "Desafios para a valorização da arte de periferia no cenário cultural brasileiro". Veja abaixo:
O artigo 215 da Constituição Federal Brasileira assegura o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes da cultura nacional, além de apoiar e incentivar a valorização dessas manifestações. Contudo, mesmo com essa proteção constitucional, a arte produzida nas periferias do Brasil enfrenta grandes desafios para obtenção de seu devido reconhecimento. Assim, a dificuldade para valorizar a arte periférica se manifesta, principalmente, devido à marginalização histórica dessas produções e à falta de investimento em políticas públicas que promovam sua integração, e por isso medidas são necessárias para a mudança desse cenário.
Em primeiro lugar, é importante destacar a desvalorização da arte produzida por essas comunidades dentro das dinâmicas sociais brasileiras. Esse fenômeno ocorre devido ao fato de que as produções culturais das periferias, frequentemente associadas a contextos de pobreza e exclusão social, são desvalorizadas e vistas como menos legítimas ou relevantes dentro do patrimônio cultural nacional. Tal marginalização é perpetuada por uma estrutura social que, tradicionalmente, privilegia expressões artísticas vindas de centros urbanos e classes sociais mais altas, relegando as manifestações periféricas a um plano secundário ou alternativo. Nesse sentido, cabe destacar o sociólogo Jessé Souza, o qual afirma que a estrutura social brasileira perpetua desigualdades que marginalizam as expressões das classes populares. Logo, como resultado, a arte periférica permanece fora dos circuitos culturais estabelecidos, limitando seu acesso à devida visibilidade e valorização.
Em segundo lugar, outro fator relevante é a escassez de investimento em políticas públicas culturais que integrem devidamente a arte de periferia. Isso porque, historicamente, há uma tendência em alocar recursos voltados a produções consideradas mais convencionais ou de maior apelo comercial, produzidos, predominantemente, por artistas mais renomados e pertencentes a classe sociais mais abastadas, enquanto as expressões artísticas periféricas recebem menos atenção e apoio. A ausência de um apoio financeiro e estrutural adequado impede que artistas das periferias possam desenvolver plenamente seus trabalhos, o que resulta em uma circulação restrita de suas obras e uma consequente menor valorização. Nesse contexto, são raros os reconhecimentos a talentos como Emicida, que emergiu da periferia de São Paulo e que, frequentemente, aponta a falta de apoio estatal e infraestrutura adequadas para a disseminação dessas obras. Consequentemente, isso limita a capacidade de desenvolvimento dos artistas periféricos, perpetuando um ciclo de invisibilidade.
Portanto, para superar esses desafios, é necessária a implementação de propostas concretas. Sendo assim, o Ministério da Cultura, órgão responsável pela consolidação do artigo 215, deve estruturar um programa de fomento específico para produções culturais periféricas, por meio da criação de editais e concursos a fim de contemplar de maneira mais abrangente essas manifestações periféricas e garantir que o apoio chegue diretamente aos grupos. Além disso, governos estaduais podem incentivar a formação de redes para divulgação e circulação da arte periférica, ampliando seu acesso a novos públicos e fortalecendo a identidade cultural brasileira. Dessa forma, será possível construir um cenário mais inclusivo, representativo e de valorização da arte de periferia no cenário cultural brasileiro.
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Reaplicação do Enem 2024: tema da redação é ‘desafios para a valorização da arte de periferia no cenário cultural brasileiro’

Redação da Unesp 2025: tema aborda a medicalização da vida
Prova é dirigida a quem perdeu a primeira versão por problemas de infraestrutura ou de saúde, por exemplo. Pessoas privadas de liberdade também prestam o exame nesta terça (10) e na quarta (11).
Redação do Enem é aplicada no primeiro dia de provas
Agência Brasil
O tema da redação na reaplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024 é "Desafios para a valorização da arte de periferia no cenário cultural brasileiro".
Na aplicação comum, em novembro, os candidatos tiveram de escrever sobre "Desafios para a valorização da herança africana no Brasil”.
'Levo livros para a cela onde moro': conheça as histórias de detentos que fazem o Enem de dentro do presídio
Quem participa da reaplicação do Enem?
A prova, aplicada em 10 e 11 de dezembro, é voltada para:
pessoas privadas de liberdade (Enem PPL);
candidatos que não compareceram ao primeiro domingo de provas (03/11) porque estavam com doenças infectocontagiosas (tuberculose, coqueluche, difteria, doença invasiva por Haemophilus influenza, doença meningocócica e outras meningites, varíola, Mpox, influenza humana A e B, poliomielite por poliovírus selvagem, sarampo, rubéola, varicela e covid-19);
participantes afetados por erros na aplicação do exame ou por problemas logísticos (falta de energia elétrica no local de aplicação do Enem, em novembro, ou enchentes e desastres naturais na região).
No primeiro caso, as próprias unidades prisionais cuidam do processo de inscrição dos detentos. Já nas duas últimas situações (problemas de logística ou de saúde), foi necessário justificar a ausência e solicitar, na Página do Participante, o direito à reaplicação.
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Tema da redação da Unesp 2025 é ‘Medicalização da vida: a quem interessa?’

Redação da Unesp 2025: tema aborda a medicalização da vida
Segundo dia de prova da segunda fase teva ainda 12 questões discursivas de linguagens. Candidatos dizem o que acharam da prova de linguagens da segunda fase da Unesp 2025
Douglas Braz/g1
O tema da redação do vestibular da Unesp 2025 é "Medicalização da vida: a quem interessa?".
A redação foi feita nesta segunda-feira (9) pelos candidatos que responderam ainda 12 questões discursivas de linguagens e suas tecnologias (língua portuguesa e literatura, língua inglesa, educação física e arte).
Beatriz Lima Cadmo, 18 anos, acredita que conseguiu desenvolver uma boa redação na Unesp 2025
Douglas Braz/g1
O tema facilitou o desenvolvimento do texto, na avaliação da candidata Beatriz Lima Cadmo, 18 anos, estudante da Escola Estadual Cecília Meireles, de São Carlos.
Sua argumentação seguiu os textos e charge de apoio da Vunesp. Eles questionaram como comportamentos naturais de crianças, por exemplo, como o choro ou o brincar, podem ser usados como justificativa para diagnósticos equivocados e uma medicação desnecessária a fim de defender os interesses da indústria farmacêutica.
"Não estou acostumada com esse formato de prova, estava nervosa, mas consegui desenvolver bem o tema", avaliou Beatriz.
Segunda fase
A segunda fase do Vestibular 2025 da Universidade Estadual Paulista (Unesp) é aplicada em dois dias. No primeiro, realizada no domingo (8), os candidatos responderam 24 questões discursivas das áreas de ciências humanas e sociais aplicadas (história, geografia, filosofia e sociologia), ciências da natureza e suas tecnologias (biologia, física e química) e matemática e suas tecnologias.
O exame está sendo realizado em 35 cidades, dentro e fora do estado de São Paulo. No total, houve 64.834 inscritos no vestibular.
Prova de linguagens é considerada fácil
Lívia Garibaldi e Guilherme Mendes, ambos de 18 anos, consideraram fácil a prova de linguagens da segunda fase da Unesp
Douglas Braz/g1
O segundo dia de prova foi considerado fácil pelos candidatos que prestaram a prova em Araraquara (SP).
Entre eles Lívia Garibaldi, 18 anos, que tenta uma vaga de zootecnia, e Guilherme Mendes, 18 , que tenta uma vaga de direito.
"Bem mais fácil do que ontem, com exatas e química", disse ele.
Estudantes de escola pública de Nova Europa (SP) eles revelam uma realidade difícil para a preparação do vestibular.
"Temos falta de professor qualificado, muita aula vaga. Os itinerários deixam a desejar. Tiraram sociologia e filosófica que fazem falta no vestibular", afirmou Guilherme.
Maria Cláudia Trenton, 17 anos, Ana Júlia Bacana, 20, que prestam Letras, e Mariana Alexandres, 19, prestou pedagogia na Unesp Araraquara
Douglas Braz/g1
Para as colegas Maria Cláudia Trenton, 17 anos, Ana Júlia Bacana, 20, que prestam Letras, e Mariana Alexandres, 19 , que tenta Pedagogia na Unesp de Araraquara, o segundo dia de prova, com português e redação, mais facil do que as questão de exatas aplicadas no domingo.
Elas fizeram a ETEC Anna de Oliveira Ferra, de Araraquara e se prepararam para o vestibular pelo CUCA, cursinho preparatório oferecido pela Unesp.
"A gente que é de escola pública, não tem tantos recursos pra se preparar, tem uma baixa expectativa o que afeta o nosso desempenho. Fico mais difícil lidar com essa pressão", disse Maria.
A colega Mariana concorda. "Eu sou a primeira da família a tentar uma faculdade. Se não consegue agora, vai ficar muito mais difícil no próximo ano porque vou ter conciliar trabalho e estudo."
Henrique Traldi, 17 anos, está tentando uma vaga em Engenharia Mecânica na Unesp
Douglas Braz/g1
Já o estudante Henrique Traldi, 17 anos, achou o primeiro dia de prova mais fácil. Apesar do dia ruim, nesta segunda, ele está confiante no resultado de seu esforço ao longo do ano. "Acho que dá pra garantir uma vaga sim. Se não der, volto a estudar, fazer cursinho, e continuar tentando."
Veja como foi a abstinência no primeiro dia da segunda fase da Unesp:
Segunda fase da Unesp tem 10% de abstenção na prova aplicada no domingo
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Redação da Unesp 2025: tema aborda a medicalização da vida

Redação da Unesp 2025: tema aborda a medicalização da vida
Segundo dia de prova da segunda fase teva ainda 12 questões discursivas de linguagens. As colegas Maria Cláudia, Ana Júlia e Mariana acharam a prova de linguagens da segunda fase da Unesp mais fácil, já o estudante Henrique Traldi achou mais difícil que a de exatas
Douglas Braz/g1
O tema da redação do vestibular da Unesp 2025 é "A medicalização da vida: de quem é o interesse?".
A redação foi feita nesta segunda-feira (9) pelos candidatos que responderam ainda 12 questões discursivas de linguagens e suas tecnologias (língua portuguesa e literatura, língua inglesa, educação física e arte).
O tema facilitou o desenvolvimento do texto, na avaliação da candidata Beatriz Lima Cadmo, 18 anos, estudante da Escola Estadual Cecília Meireles, de São Carlos.
Sua argumentação seguiu os textos e charge de apoio da Vunesp. Eles questionaram como comportamentos naturais de crianças, por exemplo, como o choro ou o brincar, podem ser usados como justificativa para diagnósticos equivocados e uma medicação desnecessária a fim de defender os interesses da indústria farmacêutica.
"Não estou acostumada com esse formato de prova, estava nervosa, mas consegui desenvolver bem o tema", avaliou Beatriz.
Segunda fase
A segunda fase do Vestibular 2025 da Universidade Estadual Paulista (Unesp) é aplicada em dois dias. No primeiro, realizada no domingo (8), os candidatos responderam 24 questões discursivas das áreas de ciências humanas e sociais aplicadas (história, geografia, filosofia e sociologia), ciências da natureza e suas tecnologias (biologia, física e química) e matemática e suas tecnologias.
O exame está sendo realizado em 35 cidades, dentro e fora do estado de São Paulo. No total, houve 64.834 inscritos no vestibular.
Prova de linguagens é considerada fácil
Maria Cláudia Trenton, 17 anos, Ana Júlia Bacana, 20, que prestam Letras, e Mariana Alexandres, 19, prestou pedagogia na Unesp Araraquara
Douglas Braz/g1
O segundo dia de prova foi considerado fácil pelos candidatos que prestaram a prova em Araraquara (SP).
Entre eles Lívia Garibaldi, 18 anos, que tenta uma vaga de zootecnia, e Guilherme Mendes, 18 , que tenta uma vaga de direito.
"Bem mais fácil do que ontem, com exatas e química", disse ele.
Estudantes de escola pública de Nova Europa (SP) eles revelam uma realidade difícil para a preparação do vestibular.
"Temos falta de professor qualificado, muita aula vaga. Os itinerários deixam a desejar. Tiraram sociologia e filosófica que fazem falta no vestibular", afirmou Guilherme.
Para as colegas Maria Cláudia Trenton, 17 anos, Ana Júlia Bacana, 20, que prestam Letras, e Mariana Alexandres, 19 , que tenta Pedagogia na Unesp de Araraquara, o segundo dia de prova, com português e redação, mais facil do que as questão de exatas aplicadas no domingo.
Elas fizeram a ETEC Anna de Oliveira Ferra, de Araraquara e se prepararam para o vestibular pelo CUCA, cursinho preparatório oferecido pela Unesp.
"A gente que é de escola pública, não tem tantos recursos pra se preparar, tem uma baixa expectativa o que afeta o nosso desempenho. Fico mais difícil lidar com essa pressão", disse Maria.
A colega Mariana concorda. "Eu sou a primeira da família a tentar uma faculdade. Se não consegue agora, vai ficar muito mais difícil no próximo ano porque vou ter conciliar trabalho e estudo."
Henrique Traldi, 17 anos, está tentando uma vaga em Engenharia Mecânica na Unesp
Douglas Braz/g1
Já o estudante Henrique Traldi, 17 anos, achou o primeiro dia de prova mais fácil. Apesar do dia ruim, nesta segunda, ele está confiante no resultado de seu esforço ao longo do ano. "Acho que dá pra garantir uma vaga sim. Se não der, volto a estudar, fazer cursinho, e continuar tentando."
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Segunda fase da Unesp tem 10% de abstenção na prova aplicada no domingo
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