Albânia proíbe TikTok por um ano após morte de adolescente

ES tem maior percentual de leitores no Sudeste; 53% leram pelo menos um livro nos últimos três meses
Medida bloqueia o aplicativo para todos os usuários no país e faz parte de um plano do governo para tornar as escolas mais seguras. Decisão acontece após adolescente ser morto por colega após discussão nas redes sociais, segundo a imprensa local. TikTok será proibido na Albânia
AFP
A Albânia anunciou neste sábado (21) que vai proibir o TikTok por um ano no país após o assassinato de um adolescente em novembro ter levantado debates sobre a influência das mídias sociais na vida das crianças.
A proibição, que é parte de um plano mais amplo para tornar as escolas mais seguras nesse país europeu, entrará em vigor no início de 2025, segundo o primeiro-ministro, Edi Rama. Ele participou de uma reunião com grupos de pais e professores da Albânia.
"Por um ano, fecharemos completamente para todos. Não haverá TikTok na Albânia", anunciou.
A decisão ocorre após um estudante de 14 anos ter sido esfaqueado até a morte por um colega, em novembro. A imprensa local noticiou que o incidente foi reflexo de discussões entre eles nas redes sociais.
Foram publicados vídeos de menores apoiando o homicídio no TikTok. "O problema hoje não são nossos filhos, o problema hoje somos nós, o problema hoje é nossa sociedade, o problema hoje é o TikTok e todos os outros que estão fazendo nossos filhos de reféns", disse Rama.
Rama culpou as mídias sociais — e o TikTok em particular — por alimentar a violência entre os jovens dentro e fora da escola.
O TikTok não comentou sobre a decisão.
Diversos países europeus — incluindo França, Alemanha e Bélgica — impuseram restrições ao uso de mídias sociais por crianças.
A Austrália aprovou, em novembro, uma proibição completa de mídias sociais para menores de 16 anos, estabelecendo uma das regulações mais rígidas do mundo visando as Big Techs.
Com a proibição, plataformas como TikTok, Facebook, Snapchat, Reddit, X e Instagram se tornarão responsáveis ​​por multas de até 50 milhões de dólares australianos (R$ 194 milhões) por falhas sistêmicas em impedir que crianças menores de 16 anos tenham contas.
No começo de novembro, um grupo de sete famílias na França processou o TikTok, alegando que o aplicativo de vídeos curtos promove suicídio, automutilação e distúrbios alimentares aos jovens.
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Mudanças para crianças e adolescentes
No final de novembro, o TikTok anunciou o bloqueio de filtros de beleza para menores de 16 anos com o objetivo de reduzir o impacto mental e social em crianças e adolescentes. A restrição do aplicativo vem depois de uma pesquisa feita em vários mercados nacionais para examinar o papel das redes sociais na formação da identidade e do relacionamento dos adolescentes.
Outra mudança é que a empresa afirmou que dará mais atenção ao banimento de usuários com menos de 13 anos (idade mínima permitida para usar a plataforma).
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Festas de fim de ano: ‘Brigue com os políticos, não com seus pais’, diz psicoterapeuta

ES tem maior percentual de leitores no Sudeste; 53% leram pelo menos um livro nos últimos três meses
Espécie de conselheira da vida moderna, Philippa Perry defende uma relação mais honesta entre pais e filhos e pede que as conversas sobre política no Natal simplesmente não existam. A psicoterapeuta aposta na maturidade para que as relações entre pais e filhos — especialmente em tempos de polarização — sejam mais amigáveis.
Camila Cordeiro
Em uma manhã quente em São Paulo, a psicoterapeuta inglesa Philippa Perry sobe em um palco onde tem um divã amarelo, levando consigo um pequeno caderno Moleskine.
As anotações a ajudam "a lembrar" dos principais pontos que abordará nesta apresentação feita no fim de novembro para uma plateia lotada de homens e mulheres.
Eles pagaram até R$ 440 para assistir a uma palestra de cerca de uma hora cujo nome é "a palestra que você gostaria que seus pais tivessem assistido", uma espécie de edição ao vivo da sua mais recente obra, "O livro que você gostaria que seus pais tivessem lido" (Fontanar).
➡️Enquanto simulava estar empurrando uma criança em um balanço, Philippa dizia: "Seja honesto com seus filhos. Se você está cansado e quer ir embora do parque depois de muito balançar, não diga que precisam ir porque a criança tem que comer", afirmou.
"Certamente, ele dirá que não está com fome. Diga que vão embora porque você está cansado."
Perry defende uma relação com as crianças à mesma altura. Literalmente. "Olhem para o filho de vocês", disse ela, ajoelhada, fingindo manter a mesma altura de uma criança. "Você está com raiva, não é? Eu entendo, pode ficar bravo", encena no palco.
"Deem nome para o que eles estão sentindo", dizia, olhando para a plateia, enquanto ainda estava de joelhos.
Para ela, os limites devem ser impostos a partir dos pais e não o contrário. "Se vocês querem estar às nove da noite deitados no sofá tomando um vinho, coloquem seus filhos para dormir às oito", afirmou.
"Se o seu limite for às nove horas, não espere chegar nele. Mande as crianças para cama antes disso."
As mais de duas décadas de carreira e os livros que publicou fizeram de Perry uma espécie de conselheira da vida moderna.
Hoje ela é apresentadora, escritora e embaixadora da The School of Life, organização que se dedica a desenvolver inteligência emocional, por onde ela publicou um de seus livros — Como manter a mente sã (Objetiva).
Além disso, ela mantém uma coluna no jornal The Guardian, em que se dedica a responder sobre dúvidas existenciais. As mais frequentes?
"Eu estou certo e eles estão errados", responde ela, com uma voz irritante. "Como posso garantir que as outras pessoas saibam que estão erradas e venham para o lado certo?", exemplificou genericamente sobre o que recebe de perguntas.
"O que eu mais vejo são questões relacionadas a ser rígido em seu ponto de vista e querer mudar os outros sem pensar que, talvez, você precise mudar a si mesmo", explica.
Questões amorosas também aparecem muito, conta ela, em uma conversa com a BBC News Brasil após a palestra.
Já sobre filhos, ela conta que, muitas vezes, as questões revelam que não há nada de errado com a criança.
"Se você acha que seu filho tem um problema, olhe para o seu relacionamento com ele. É lá que você encontrará a resposta", diz.
"Talvez seja um pai que não está se adaptando a uma criança que é super sensível", afirma.
"Acho que os pais precisam estar cientes de que crianças diferentes têm sensibilidades diferentes. Por isso, o que funcionou para o filho número um, pode não servir para o filho número dois. Você tem que se adaptar a cada criança."
🌍'Vocês estão destruindo o planeta'
Perry conta que, de maneira geral, recebe cartas "desesperadamente tristes", de famílias que se desestruturaram, crianças afastadas, brigas e uma "sensação de solidão desesperadora".
"Mas, no último domingo, recebi uma muito boa. Era de uma mulher em desespero devido às mudanças climáticas."
Os conselhos, neste caso, são práticos. E a psicoterapeuta lista muitos.
"Talvez devêssemos desligar o ar-condicionado. Seria um bom começo", diz Perry.
"Não adianta ter medo das mudanças climáticas se você não desliga o ar-condicionado. Na Inglaterra, não temos ar-condicionado, e o verão está ficando bastante quente", prossegue.
"Sabe o que fazemos? Abrimos uma janela aqui e outra lá", diz, apontado para lados opostos da sala. "Aqui [no Brasil], você precisa usar um cardigã, porque faz frio."
Perry conversou com a BBC News Brasil em uma sala dentro de um shopping, onde ocorreu a palestra.
Era uma sala sem janelas, com luzes acesas e o ar-condicionado em temperatura baixa o suficiente para que ela, de fato, usasse um cardigã enquanto lá fora os termômetros ultrapassavam os 30 graus.
"No hotel onde estou, eu desligo o ar-condicionado ao sair, e, quando volto, a camareira o ligou de novo e ajustou para 17 graus. E eu penso: 'Vocês estão destruindo o planeta!'"
Seu incômodo com a cultura brasileira do ar-condicionado ficou evidente, porque ela seguiu falando: "Na Grã-Bretanha, parece que somos um pouco mais conscientes em relação ao uso de energia. Aqui, é como se…".
"Talvez vocês pensem: 'Temos a floresta tropical, o resto do mundo que se dane.' Mas, por favor, aumentem a temperatura do ar-condicionado. Abram as janelas, parem de fechar tudo com essas cortinas que bloqueiam a luz do dia", afirma.
"E, meu Deus, que cultura dos carros. Não vi uma bicicleta desde que cheguei aqui. Desculpe, mas não vi nenhuma bicicleta."
🎅'Um bom assunto tabu'
Mas, além da ecoansiedade, a ansiedade com o fim do ano e as festas e encontros de família também afligem nessa época.
A "síndrome do fim do ano", ou "dezembrite", são conceitos que não existem na psicologia, mas, na prática, afetam muita gente.
Para tentar amenizar, Perry dá apenas um único conselho: "Por favor, não fale com seus pais sobre política no Natal."
"Você não vai mudar a opinião de ninguém. Porque essas são decisões emocionais", diz.
"E muitas vezes votamos diferente dos nossos pais porque queremos nos diferenciar deles, nos separar deles. Então, isso também é uma razão emocional, mesmo que possamos justificá-la com fatos."
Para ela, "basta tratar isso como um bom assunto tabu, sobre o qual vocês nem mesmo concordam em discordar".
"Brigue com os políticos, não com os seus pais. Torne-se um político. Defenda o que você acredita, faça campanha pelo que você acredita. Apenas deixe seus pais fora disso."
A psicoterapeuta aposta na maturidade para que as relações entre pais e filhos — especialmente em tempos de polarização — sejam mais amigáveis. E explica que isso tem fundamento na ciência.
"Quando somos adolescentes, somos muito apaixonados, o cérebro está funcionando com muita intensidade. Mas, à medida que você envelhece, vai ficando mais razoável", diz.
"Com 25 anos seu cérebro já não é a mesma explosão, por isso você é muito mais razoável e menos propenso a explodir. Isso é um fator quando se trata dessas conversas. Então, cresça e não ache que todo mundo precisa pensar como você."
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ITA divulga aprovados em vestibular; veja a lista com os 180 nomes

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Dos 775 candidatos que participaram da segunda fase, 180 foram selecionados para ingressar ao Instituto Tecnológico de Aeronáutica a partir de 2025. ITA, em São José dos Campos
Divulgação/ITA
O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) divulgou, na manhã desta quinta-feira (19), a lista final de aprovados no vestibular 2025 – veja mais abaixo.
A lista reúne os 180 nomes aprovados na segunda fase do vestibular, realizado no mês passado em todo o país.
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As provas da segunda fase foram aplicadas em São José dos Campos, no interior de São Paulo, onde fica o ITA, além de outras 21 cidades no país.
Na primeira fase do vestibular, 9.781 candidatos estavam inscritos. Desse total, 775 avançaram para a segunda fase. Agora, 180 foram aprovados para ingressar ao Instituto a partir do ano que vem.
Segundo o ITA informou, os candidatos foram informados que passaram no vestibular por meio de ligações telefônicas realizadas logo pela manhã, antes da divulgação da lista oficial.
Veja abaixo a relação de candidatos aprovados no ITA

O ITA oferece oito especialidades de engenharia:
Engenharia Aeronáutica
Engenharia Eletrônica
Engenharia Mecânica-Aeronáutica
Engenharia Civil-Aeronáutica
Engenharia de Computação
Engenharia Aeroespacial
Engenharia de Energia
Engenharia de Sistemas
Ao todo, são 140 vagas voltadas para candidatos que queiram atuar como civis e 40 voltadas à carreira militar.
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Senado aprova projeto que limita uso de celulares nas escolas

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Governo espera que medida já entre em vigor no próximo ano letivo. Texto restringe o uso do celular para fins didáticos, de acessibilidade ou para a segurança do próprio aluno. O Senado aprovou nesta quarta-feira (18) o projeto que limita o uso de celulares nas escolas públicas e privadas de todo o país. O texto, antes de virar lei, precisará da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A regra, de acordo com a proposta, valerá para educação básica — que abrange pré-escola, ensino fundamental e ensino médio.
O texto proíbe o uso dos smartphones durante a aula, mas também no recreio ou nos intervalos entre os cursos (veja detalhes abaixo).
CCJ da Câmara já havia aprovado projeto que proíbe celulares em escolas
Como funciona projeto que proíbe celular nas escolas; veja perguntas e respostas
O que diz a proposta?
O texto aprovado pelo Senado permite o porte do celular pelos estudantes do ensino básico, mas estabelece que o uso só será possível em casos excepcionais, como situações de perigo, necessidade ou de força maior.
A proposta também possibilita o uso de aparelhos eletrônicos pessoais em sala de aula para:
fins estritamente pedagógicos ou didáticos, conforme orientação do professor;
garantir a acessibilidade e a inclusão;
atender às condições de saúde dos estudantes e assegurar "direitos fundamentais" dos alunos.
Propostas semelhantes foram aprovadas em diferentes estados do Brasil.
Em São Paulo, por exemplo, os aparelhos celulares devem ser guardados de forma que os alunos não tenham acesso a eles e o uso será proibido para todo o período em que o aluno fica na escola, incluindo os intervalos entre as aulas, recreios e atividades extracurriculares.
A medida começa a valer no estado no início do próximo ano letivo.
O relator no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), citou, para defender a proposta, relatório do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) de 2022, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
De acordo com o documento, "alunos que usam smartphones ou outros dispositivos digitais por mais de 5 horas diárias se saíram pior na prova que aqueles que passaram apenas uma hora ou menos por dia utilizando esses aparelhos. Quem usa menos, assim, obteve, na média da OCDE, 49 pontos a mais em matemática do que os que passam (muito) mais tempo conectados".
Segundo o relatório do PISA, 65% dos estudantes, dos 690 mil avaliados, afirmaram ficar distraídos nas aulas de matemática devido aos aparelhos portáteis.
No Brasil, o percentual foi de 80%, bem acima de Japão (18%) e Coreia (32%).
Alessandro Vieira afirmou ainda que o consumo dos conteúdos das redes sociais em excesso está ligado a "distúrbios de ansiedade, transtornos alimentares e depressão".
Adolescente utilizando o telefone celular
Getty Images via BBC
Regulamentação
O projeto, de autoria do deputado Alceu Moreira (MDB-RS), tramita na Câmara desde 2015. O assunto ganhou mais força quando o Ministério da Educação informou que estava preparando uma medida para proibir o uso de celulares em escolas públicas.
Em outubro, o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que apoiava o projeto e que o texto incluía o que defende o governo Lula. A expectativa do governo é que a medida já passe a valer no início do próximo ano letivo.
Santana explicou nesta quarta que a regra, após virar lei, precisará de uma regulamentação. De acordo com ele, um prazo será estipulado para que as escolas se adaptem, mas as que quiserem já poderão aplicar a norma a partir de fevereiro.
"Nós vamos aproveitar já o mês de janeiro pra traçar todas as orientações, diretrizes para as redes, mas vamos ter que dar um prazo para que as redes possam implementá-las", disse o ministro.
Ministro da Educação Camilo Santana em evento em Fortaleza.
Luiza Tenente/g1
Ele afirmou que detalhes, como se o estudante poderá guardar o celular dentro da mochila ou se os aparelhos serão recolhidos, ainda serão definidos, porque dependem de elementos como a estrutura da escola e a capacidade de fiscalização.
"A gente vai procurar construir esse modelo dentro da escola, contanto que o aparelho celular só possa ser utilizado ou para uma aula com orientação do professor, uso coletivo. A ideia é não poder usar como uso individual, fora das matérias das disciplinas ou do conteúdo pedagógico da escola", explicou.

ES tem maior percentual de leitores no Sudeste; 53% leram pelo menos um livro nos últimos três meses

ES tem maior percentual de leitores no Sudeste; 53% leram pelo menos um livro nos últimos três meses
Apesar do resultado positivo, região teve queda no índice de leitores nos últimos cinco anos. Em 2020, eram 51%, agora, são 46%, segundo a 6ª edição da pesquisa Retratos da leitura no Brasil. Espírito Santo tem maioria de leitores no Sudeste
Freepik
O Espírito Santo é o estado com a maior população leitora entre os estados da Região Sudeste, apontou a 6ª edição da pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", divulgada nesta quarta-feira (18). De acordo com o levantamento, 53% da população do estado leu total ou parcialmente pelo menos um livro nos últimos três meses, o que representa 2 milhões de capixabas.
Atrás do Espírito Santo aparecem Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, respectivamente.
A pesquisa considera como leitor aquele que leu, inteiro ou em partes, pelo menos um livro de qualquer gênero, impresso ou digital, nos últimos três meses.
Entre os livros por vontade própria, a pesquisa apontou que 27% dos leitores leem a bíblia, o equivalente a 1 milhão de pessoas. De acordo com o Censo 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado tem 3.833.486 habitantes.
Ranking de número de leitores da Região Sudeste
Outra dado revelado no levantamento é a frequência de leitura de livros de literatura por vontade própria. No Espírito Santo, 60% dos entrevistados declararam não ler este gênero; enquanto 12% leem todos os dias.
A pesquisa é uma iniciativa do Instituto Pró-Livro (IPL) e contou com parceria da Fundação Itaú e apoio da Associação Brasileira de Livros e Conteúdos Educacionais (Abrelivros), da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL).
O levantamento foi feito pelo Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec) em 208 municípios entre 30 de abril e 31 de julho de 2024. Ao todo, 5.504 pessoas foram entrevistadas.
Média de leitores cai no Sudeste
Segundo o levantamento, na Região Sudeste houve uma queda de 5 pontos percentuais nos últimos cinco anos no número de leitores. Em 2020, eram 51%; agora, são apenas 46%.
No caso do Espírito Santo, apesar da maior proporcionalidade de leitores, o estado ficou em último lugar em outros recortes da pesquisa. Um deles é em relação é na quantidade de livros lidos nos últimos três meses.
Biblioteca Pública do Espírito Santo (BPES)
Divulgação/Secult
De acordo com a pesquisa, os capixabas leram 0,74 livros inteiros, enquanto os paulistas leram 0,81; fluminenses, 0,84 e os mineiros 1,18.
Sobre a frequência de leitura de livros de literatura por vontade própria, pelo menos uma vez por semana, São Paulo e Rio de Janeiro ficam com 10%. Em terceiro lugar está Minas Gerais (8%) e o Espírito Santo (5%) em último.
Nos últimos 12 meses, Minas Gerais aponta 2,97 livros lidos por vontade própria; São Paulo 2,86; Rio de Janeiro 2,74; por último está o Espírito Santo com 1,96.
Principais formas de acesso
Acervo de biblioteca municipal
Prefeitura de Presidente Venceslau
A pesquisa apontou ainda que a compra em livrarias físicas ou online permanece como a principal forma de acesso ao livro, em todas as regiões, desde as edições anteriores. O maior percentual nas Regiões Sudeste (54%) e Sul (53%) aponta para o maior número de livrarias físicas nessas regiões. Já Norte e Nordeste indicam a grande carência de livrarias.
Já o acesso via bibliotecas da escola, apresenta um maior percentual de indicação nas regiões Norte (18%) e Centro Oeste (19%), ficando com pior percentual a Região Sudeste (14%), apesar da maior oferta de bibliotecas.
Avaliação de leitura de estudantes de escolas públicas do Sul do ES teve bom resultado
Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo
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