Estudante de AL nota mil na redação do Enem diz que pensou em desistir: ‘O sufoco valeu a pena’

Sisu, Prouni, Fies e universidades no exterior: como usar a nota do Enem
Marina Vieira Almeida Lima, de 17 anos, é de Maceió, e sonha em cursar medicina e se especializar em psiquiatria. Ela foi a única candidata de Alagoas a conquistar nota máxima na redação. Marina Vieira Almeida, de 17 anos, única alagoana a tirar nota mil na redação do Enem 2024
Arquivo pessoal
Única candidata de Alagoas com nota máxima na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024, Marina Vieira Almeida Lima, de 17 anos, contou ao g1 que a nota mil foi resultado de uma preparação árdua, com dias difíceis que a fizeram pensar em desistir, mas também com muito apoio da família, dos professores e dos amigos.
"Foi bastante exaustivo, foi muito tempo de estudo, muito choro e muitas vezes tive vontade de desistir de tudo, pois já estava exausta, mas meus pais sempre fizeram de tudo para que eu continuasse seguindo em frente. Recebi muito apoio também dos meus amigos e dos meus professores. Estou sem acreditar que isso está acontecendo até agora, no fim todo o sufoco valeu a pena e isso me deixa muito honrada, pois mostra que nem tudo foi em vão", disse a estudante.
O resultado do Enem de 2024 foi divulgado nesta segunda-feira (13). Apenas 12 alunos dos quase 3,2 milhões de participantes chegaram à nota máxima, segundo o MEC.
Mesmo com os anos de treino, Marina disse que se surpreendeu ao descobrir a nota mil.
"A sensação foi de euforia, de alegria e de dever cumprido, porque mesmo que eu estivesse almejando o 1000, eu sabia que não seria tão simples, então fiquei bastante surpresa e feliz com o resultado, acordei minha mãe aos gritos contando a notícia e liguei para o meu pai, que estava trabalhando em outro município. Sou muito grata a Deus, aos meus pais, aos meus amigos e aos meus professores", afirmou.
O tema da redação do 2024 foi "Desafios para a valorização da herança africana no Brasil”.
"Estou muito orgulhosa de estar representando e trazendo visibilidade ao meu estado. Tenho orgulho de carregar comigo a bandeira e a cultura alagoana, que traz consigo muitas características provenientes da herança africana, tema de redação do Enem 2024", disse Marina.
Filha de uma psicóloga e de um policial civil, Marina concluiu o 3º ano do ensino médio em 2024, em uma escola particular de Maceió. Ela quer usar a nota do Enem para cursar medicina e sonha em ser psiquiatra.
"Meus pais sempre me incentivaram a ler e a escrever, então isso me ajudou muito a fazer redações e a gostar dessa área. Mas, venho praticando especificamente para a redação do ENEM desde o 9° ano. Fui treinando minha escrita ao longo desses anos e participei do Enem de 2022 e de 2023 como treineira. Obtive bons resultados, mas eu sempre almejei o 1000", disse a estudante.
No último ano do ensino médio, Marina teve como estratégia focar ainda mais em praticar redação e se matricular em um cursinho com professores com experiência em redação do Enem.
"A estratégia que eu adotei foi, durante o ano, realizar redações e entregá-las para correção na isolada, a fim de analisar meus erros e buscar melhorá-los. Ao longo desse ano, busquei também absorver diversos repertórios socioculturais, ficar antenada nas regras gramaticais e analisar redações Enem nota 1000 de anos anteriores".
Professor com dois alunos nota mil
A conquista da aluna Marina fez o professor Gabriel Victor se tornar um professor bicampeão, com dois alunos notas mil na redação do Enem. A última nota máxima de Alagoas também foi de um aluno da isolada fundada pelo professor.
"A segunda nota mil na história do projeto do qual eu conduzo, chamado Redatando. Estudou tendo a honra de conduzir um trabalho responsável pelas duas últimas notas mil aqui em Alagoas", disse o professor.
Só 12 estudantes tiram nota 1.000 na redação do Enem
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Estudante que tirou 980 na redação do Enem 2024 estudou com Tiktok e Instagram: ‘Resultado de tanto esforço’

Sisu, Prouni, Fies e universidades no exterior: como usar a nota do Enem
Escrever uma redação por semana também fez parte da preparação de Yanne Lins, que quer cursar medicina. Estudante que tirou 980 na redação do Enem estudou com Tiktok e Instagram
Yanne Lins / Arquivo pessoal
A manhã desta segunda-feira (13) foi especial e não será esquecida por Yanne Lins. A estudante alcançou 980 pontos na redação do Enem 2024. Parte da preparação da jovem, de 18, anos foi acessar conteúdos educativos por meio de redes sociais na internet, como Tiktok e Instagram.
“Além de que para a redação, (esse método) é super importante para estar por dentro das notícias”, reforçou.
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Além disso, o foco da preparação da paraibana foi escrever uma redação por semana durante três anos, desde o a 1ª série do ensino médio até a conclusão dele, em 2024.
“Procurei manter ao máximo o ritmo, exceto em períodos de férias e de adoecimento, nos quais buscava descansar”, recordou.
Apesar de se sentir confiante com tanto tempo de treino, saber que tirou quase nota máxima na produção textual ainda deixou a estudante surpresa com o resultado.
“Fiquei bem surpresa e eufórica vendo o resultado de tanto esforço”, destacou.
A preparação para as outras disciplinas também foi intensa e misturou algumas estratégias para aprender e fixar o conteúdo cobrado na prova.
“Fazia simulados de forma recorrente tentando dar o máximo de atenção aos erros, além de curso extensivo de matemática”, reforçou.
Yanne quer cursar medicina. Ela já foi aprovada para o curso em uma instituição particular, mas espera conseguir uma vaga em uma universidade federal.
VÍDEOS: Lá vem o Enem

Entenda o projeto que limita uso de celulares em escolas, sancionado por Lula sem vetos nesta segunda

Medida, aprovada pelo Congresso, estabelece regras para a utilização de smartphones na educação básica, incluindo pré-escola, ensino fundamental e médio. O presidente Lula sancionou sem vetos nesta segunda-feira (15) o projeto que limita o uso de celulares nas escolas públicas e privadas do país. A medida, aprovada pelo Congresso, estabelece regras para a utilização de smartphones na educação básica, incluindo pré-escola, ensino fundamental e médio.
Confira os detalhes abaixo:
O que a lei determina?
A nova lei permite que estudantes portem celulares nas escolas, mas o uso será restrito a situações excepcionais, como emergências, necessidade de saúde ou força maior. O texto também permite o uso de aparelhos em sala de aula nos seguintes casos:
Fins pedagógicos ou didáticos, conforme orientação do professor;
Inclusão e acessibilidade de estudantes;
Atendimento a condições de saúde e garantia de direitos fundamentais.
Lula vai sancionar projeto que limita celular em escolas; texto não deve ter vetos
Celulares estão proibidos em quais momentos?
De acordo com o projeto, o uso de celulares será proibido durante as aulas, recreios, intervalos e atividades extracurriculares. A regra vale para toda a educação básica e segue exemplos já adotados em estados como São Paulo, onde a medida começa a valer no próximo ano letivo.
Qual é a justificativa para a lei?
O relator do projeto no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), destacou estudos do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), que indicam os impactos negativos do uso excessivo de smartphones. Segundo o relatório de 2022, alunos que passam mais de cinco horas diárias conectados obtiveram, em média, 49 pontos a menos em matemática do que aqueles que utilizam os dispositivos por até uma hora. No Brasil, 80% dos estudantes relataram distrações durante as aulas, bem acima da média de outros países, como Japão (18%) e Coreia do Sul (32%).
Além disso, Vieira apontou que o consumo excessivo de redes sociais está associado a transtornos de ansiedade, depressão e outros problemas de saúde mental entre jovens.
Quando a medida começa a valer?
Após a sanção de Lula, o projeto precisará ser regulamentado. Isso significa que regras para a aplicação da norma deverão ser estipuladas.
O ministro da Educação, Camilo Santana, informou que as orientações para aplicação serão traçadas em janeiro, mas as escolas já poderão implementar as regras a partir de fevereiro, no início do próximo ano letivo. Um prazo será definido para adaptação das redes de ensino.
Como será feita a fiscalização?
O ministro Camilo Santana explicou que detalhes operacionais, como o local de armazenamento dos celulares (mochilas ou áreas específicas), dependerão da estrutura e capacidade de fiscalização de cada escola. Ele destacou que a ideia é permitir o uso apenas para fins pedagógicos e evitar o uso individual fora das disciplinas escolares.

Lula sanciona projeto que limita uso de celulares nas escolas; saiba o que muda com a nova norma

Sisu, Prouni, Fies e universidades no exterior: como usar a nota do Enem
Texto aprovado pelo Congresso restringe o uso do celular para fins didáticos, de acessibilidade ou para a segurança do próprio aluno. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou sem vetos o projeto que limita o uso de celulares nas escolas públicas e privadas de todo o país, nesta segunda-feira (13).
A nova lei proíbe o uso dos smartphones durante a aula, mas também no recreio ou nos intervalos entre os cursos.
O texto da lei determina que a regra vale para educação básica, que abrange pré-escola, ensino fundamental e ensino médio.
Governo sanciona hoje projeto que limita o uso de celulares em escolas públicas e privadas
A sanção ocorreu em cerimônia fechada no Palácio do Planalto, com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana, e de outros ministros, secretários e profissionais da área da educação, além da primeira-dama, Janja da Silva.
"Os deputados que aprovaram essa lei, e os senadores, tiveram um ato de coragem como poucas vezes na história do Brasil" declarou o presidente Lula, durante a cerimônia.
Ele explicou: "Eu, muitas vezes, imaginei que os deputados e as deputadas não iam ter coragem de aprovar esta lei, com medo da internet. Porque hoje o deputado e a deputada, para aprovar uma lei, ficam pensando quantos minutos eu vou apanhar na internet e quantas vão se engajar falando mal de mim".
"Então, isso aqui foi um ato de coragem, de cidadania e um ato de respeito ao futuro desse país. Portanto, é com muito orgulho que eu vou sancionar a lei", prosseguiu.
Segundo o petista, a determinação não irá prejudicar a formação digital do estudante. Mas, proporcionar mais momentos de interação.
"Nós vamos possibilitar que as crianças possam voltar a brincar, interagir entre si. Isso não vale só para a criança. Isso vale para muita gente. No meu gabinete, não entra ninguém com telefone celular", defendeu.
O que a lei determina?
A nova lei permite que estudantes portem celulares nas escolas, mas o uso será restrito a situações excepcionais, como emergências, necessidade de saúde ou força maior.
Entenda as normas previstas no projeto de lei que proíbe uso de celular nas escolas
Aluno com celular.
TV Globo / Reprodução
O projeto aprovado também possibilita o uso de aparelhos eletrônicos pessoais em sala de aula para:
📲fins estritamente pedagógicos ou didáticos, conforme orientação do professor;
📲garantir a acessibilidade e a inclusão;
📲atender às condições de saúde dos estudantes e assegurar "direitos fundamentais" dos alunos.
Quando a medida começa a valer?
Após a sanção de Lula, o projeto ainda precisa ser regulamentado.
O ministro da Educação, Camilo Santana, informou que as orientações para aplicação da norma serão traçadas ainda neste mês, mas as escolas já poderão implementar as regras a partir de fevereiro, no início do próximo ano letivo.
Também será definido um período para adaptação das redes de ensino.
Como será feita a fiscalização?
O ministro Camilo Santana explicou que detalhes operacionais, como o local de armazenamento dos celulares (mochilas ou áreas específicas), dependerão da estrutura e capacidade de fiscalização de cada escola.
Ele destacou que a ideia é permitir o uso apenas para fins pedagógicos e evitar o uso individual fora das disciplinas escolares.
Qual é a justificativa do projeto?
O relator do projeto no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), destacou estudos do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), que indicam os impactos negativos do uso excessivo de smartphones.
Segundo o relatório de 2022, alunos que passam mais de cinco horas diárias conectados obtiveram, em média, 49 pontos a menos em matemática do que aqueles que utilizam os dispositivos por até uma hora.
No Brasil, 80% dos estudantes relataram distrações durante as aulas, bem acima da média de outros países, como Japão (18%) e Coreia do Sul (32%).
Além disso, Vieira apontou que o consumo excessivo de redes sociais está associado a transtornos de ansiedade, depressão e outros problemas de saúde mental entre jovens.

Sisu, Prouni, Fies e universidades no exterior: como usar a nota do Enem

Sisu, Prouni, Fies e universidades no exterior: como usar a nota do Enem
Provas foram aplicadas em 3 e 10 de novembro e reaplicadas em 10 e 11 de dezembro. Exame é aceito no país em processos seletivos de instituições públicas e privadas, e em universidades internacionais. Notas do Enem são divulgadas
Os resultados individuais do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024 foram divulgados nesta segunda-feira (13).
LEIA TAMBÉM: Tema da redação do Enem 2024 é 'Desafios para a valorização da herança africana no Brasil'
O Enem é a principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil, pois permite a seus participantes concorrer a vagas em universidades públicas e privadas, e até a financiamento e bolsas privadas, com as notas obtidas nas provas.
As provas foram aplicadas em 3 e 10 de novembro na versão regular do exame, e em 10 e 11 de dezembro na versão PPL (para pessoas privadas de liberdade) e reaplicação.
Abaixo, veja como as notas podem ser utilizadas no Brasil e no exterior:
No exterior
Em Portugal, pelo menos 35 instituições, incluindo universidades, institutos politécnicos e escolas superiores, aceitam as notas do Enem em seus processos de admissão. O país europeu é o que mais aceita o Enem como vestibular, além do Brasil, graças a um acordo entre os dois governos.
Cada instituição define os próprios regulamentos (como documentos exigidos, calendários e possíveis auxílios estudantis).
As instituições de educação superior portuguesas que aceitam o Enem são:
Instituto Universitário de Lisboa – ISCTE
Escola Superior de Saúde Norte da Cruz Vermelha Portuguesa – ESSNorteCVP
Universidade Autónoma de Lisboa – UAL
Instituto Politécnico da Lusofonia – Ipluso
Instituto de Estudos Superiores de FAFE – IESFafe
Instituto Politécnico de Gestão e Tecnologia – Isla
Instituto Superior de Gestão e Administração de Santarém
Instituto Superior de Gestão – ISG
Instituto Superior D. Dinis Isdom
Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes – Ismat
Instituto Português de Administração de Marketing – Ipam
Instituto Politécnico de Viana do Castelo – IPVC
Instituto Português de Administração e Marketing – Porto – Ipam
Universidade Nova de Lisboa
Instituto Politécnico de Beja – IPBeja
Instituto Politécnico de Leiria
Instituto Politécnico do Porto – IPP
Instituto Politécnico de Coimbra – IPC
Universidade da Beira Interior – UBI
Universidade do Minho – Uminho
Instituto Politécnico de Santarém
Instituto Politécnico de Castelo Branco
Instituto Politécnico de Bragança
Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias – ULHT
Instituto Politécnico de Portalegre
Instituto Politécnico de Viseu
Universidade Católica Portuguesa – UCP
Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida – ISPA
Escola Superior Artística do Porto – ESAP
Universidade de Aveiro – UAVEIRO
Escola Superior de Enfermagem de Coimbra – ESENFC
Universidade da Maia – UMAIA
Instituto Politécnico da Maia – IPMAIA
Escola Superior de Saúde do Alcoitão
Universidade Europeia
ESTADOS UNIDOS
A Universidade de New York também aceita o Enem como critério de ingresso.
Divulgação
Pelo menos duas universidades dos Estados Unidos aceitam a nota do Enem como critério de ingresso. O processo seletivo para estas instituições também pode envolver outros passos, como o exame de proficiência em inglês e o comprovante de conclusão do ensino médio. São elas a Universidade de Nova York e Universidade Drexel.
REINO UNIDO
Algumas universidades do Reino Unido levam em conta a nota do Enem no processo de admissão. Outros passos também podem ser necessários para ingresso e matrícula.
Birkbeck – Universidade de Londres;
Universidade de Loughborough;
Universidade Nottingham Trent;
Kingston University, London.
CANADÁ
A Universidade de Toronto está entre as que aceitam o Enem.
Divulgação
No Canadá, pelo menos a Universidade de Toronto e a Universidade Metropolitana de Toronto aceitam o Enem como parte do processo de ingresso em suas graduações. As universidades também podem estabelecer outras etapas para o processo de admissão.
Como o Enem é usado no Brasil
O governo federal tem três programas nacionais para ingresso no ensino superior por meio das notas do Enem. Eles funcionam para admissão em universidades públicas, concessão de bolsas em instituições privadas ou financiamento de cursos em faculdades particulares.
SISU
O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) é o programa do Ministério da Educação (MEC) que seleciona estudantes para universidades públicas. Pelo segundo ano consecutivo, o programa terá apenas uma edição.
Datas: Neste ano, as inscrições acontecem de 17 a 21 de janeiro. O resultado será divulgado em 26 de janeiro, seguido pelo período de matrícula, de 27 a 31 de janeiro. Entre 26 e 31 de janeiro, o candidato que não tiver conseguido uma vaga na chamada regular poderá manifestar interesse na lista de espera.
Como funciona: Na inscrição, é preciso escolher até duas opções de cursos e/ou de instituição. Ao longo do período de inscrição, o candidato pode mudar as opções no sistema quantas vezes quiser, tomando como base as notas de corte parciais divulgadas diariamente. Há vagas para cotistas (as regras variam de instituição para instituição).
Pré-requisitos: ter prestado a edição mais recente do Enem e tirado nota superior a zero na redação.
Atenção: O programa terá apenas um calendário válido para todos os participantes. Ou seja, mesmo os candidatos que irão iniciar o curso no segundo semestre precisarão se matricular na mesma data daqueles que iniciam o curso no primeiro semestre.
PROUNI
O Programa Universidade para Todos (Prouni) é uma iniciativa do MEC que oferece bolsas integrais (100%) e parciais (50% de desconto) em instituições de ensino particulares.
Como funciona: O candidato deve indicar, em ordem de preferência, até duas opções de curso (selecionando a instituição de ensino e o turno). Depois, é necessário marcar se quer participar na modalidade de ampla concorrência ou de cotas. Por fim, precisa monitorar, a cada dia, a nota parcial para aqueles cursos. Se quiser, pode mudar suas escolhas (valerá a última opção marcada no período de inscrições).
Pré-requisitos: De acordo com o edital da edição 2024 do programa, era preciso o candidato ter feito o Enem em uma das duas últimas edições, com média mínima de 450 pontos nas áreas de conhecimento e nota superior a zero na redação. É preciso também pertencer a uma família com renda per capita de até 3 salários mínimos e ter ensino médio completo (em escola pública ou particular). Há vagas para pessoas com deficiência e professores da rede pública.
Tipos de bolsa: Integral (renda familiar mensal per capita de até 1,5 salário mínimo) e parcial (que cobre 50% da mensalidade, para renda familiar mensal per capita de 1,5 a 3 salários mínimos).
FIES
O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) é um programa do governo federal que paga parte das mensalidades de estudantes em universidades e faculdades privadas, com a contrapartida de os beneficiários quitarem o financiamento após a formatura.
Como funciona: O crédito pode cobrir de 50% a 100% da mensalidade do curso, com juros que dependem da renda familiar do candidato.
Vagas: Em 2025, serão ofertadas 112.168 novas vagas para o Fies. Serão 67.301 vagas no primeiro semestre e 44.867 no segundo semestre.
Universidades privadas no Brasil
Há instituições privadas de ensino superior que usam a nota do Enem no processo seletivo ou que oferecem descontos nas mensalidades a partir do desempenho do candidato nesse exame. As regras e datas variam de universidade para universidade.
VÍDEOS DE EDUCAÇÃO