Enem 2024: resultado já está disponível

Única estudante de escola pública a tirar mil na redação do Enem chegou a fazer mais de 40 textos em menos de 1 ano
Exame é a principal porta de entrada para o ensino superior no país e também é aceito em dezenas de instituições internacionais. Provas foram aplicadas nos dias 3 e 10 de novembro em todo o país. Enem 2024, 2ºdia
Mateus Santos/g1
O resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024 já está disponível para consulta na Página do Participante.
Para acessar as notas, é preciso usar o login gov.br, com CPF e senha do candidato.
Vale lembrar que os treineiros (alunos que ainda não concluíram o ensino médio e fizeram a prova apenas para testar seus conhecimentos) devem ter suas notas divulgadas em até 60 dias.
Inep divulga resultado do Enem 2024 nesta segunda; confira
O Enem é a principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil. O exame permite aos participantes concorrer a vagas em universidades públicas e privadas, e até a financiamento e bolsas privadas. Além disso, também é aceito em dezenas de instituições internacionais.
O Sistema de Seleção Unificada (Sisu), programa do Ministério da Educação (MEC) que seleciona estudantes para universidades públicas, começa na sexta-feira (17). (Veja aqui como e onde usar a nota do Enem)
As provas foram aplicadas em 3 e 10 de novembro na versão regular do exame, e em 10 e 11 de dezembro na versão PPL (para pessoas privadas de liberdade) e reaplicação.
Resultado do Enem 2024 já está disponível.
Reprodução
Como acessar o resultado do Enem 2024
Acesse a Página do Participante em enem.inep.gov.br/participante/e clique em "Página do Participante – entrar com gov.br".
Insira seu CPF, clique em "Continuar", coloque sua senha e selecione "Entrar".
Clique na aba "Resultado" e selecione a opção correspondente a 2024.
Site apresentou instabilidade
No início da manhã desta segunda-feira, muitos candidatos reclamaram nas redes sociais de instabilidade na Página do Participante. O g1 questionou o Inep sobre a instabilidade e a previsão de normalização de acesso, mas não obteve resposta até a última atualização da reportagem.
Para muitos deles, o site apresentava mensagens de erro. Em alguns dos casos, a página não permite nem mesmo o login na conta.
Estudantes reclamam de instabilidade no site do Inep para acessar as notas do Enem
Reprodução/X
Alunos reclamam de instabilidade no site do Inep
Reprodução/X
Candidato reclama de instabilidade na Página do Participante.
Reprodução
Candidatos reclamam de instabilidade na Página do Participante.
Reprodução

Pé-de-meia licenciaturas: bolsa do governo para incentivar professores não terá critério de renda; veja como funcionará

Programa do governo prevê pagamento de bolsa de R$ 1.050 mensais para estudantes de licenciatura com alto desempenho no Enem, até a conclusão do curso. Inscrição será via Sisu, Fies e Prouni. Estudantes universitários que optem por ingressar em cursos de licenciatura poderão se inscrever para participar do programa Pé-de-meia Licenciaturas. O programa federal pagará bolsas de R$ 1.050 por mês, durante o período regular da graduação, para os alunos selecionados.
Segundo o Ministério da Educação, o programa é voltado para estudantes com alto desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024. Podem se inscrever candidatos com nota 650 ou mais, que se matricularem em cursos de licenciatura.
🔎Os cursos de licenciatura são graduações que preparam estudantes para atuar como professores em áreas do conhecimento específicas.
Universitários de licenciaturas poderão ganhar bolsa de R$ 1.050
Como vai funcionar?
Os participantes do programa receberão uma bolsa mensal de R$ 1.050, durante todo o período regular de integralização do curso.
Deste total, o estudante poderá sacar R$ 700 de forma imediata, para apoiá-lo durante a graduação.
Os outros R$ 350 serão depositados em uma espécie de "poupança" e poderão ser sacados caso o estudante passe lecionar, após a conclusão do curso, na rede pública de ensino até cinco anos após a conclusão do curso.
Ao contrário do Pé-de-meia Ensino Médio, a versão do programa Licenciaturas não tem critério de renda. Podem participar todos os estudantes que conquistarem uma nota acima de 650 no Enem deste ano.
Quantas vagas estarão disponíveis?
De acordo com o ministro da Educação, Camilo Santana, neste primeiro momento serão abertas 12 mil vagas para o programa.
Como se inscrever?
Os ingressantes em universidades poderão se inscrever pelo Sisu, que abre as inscrições nesta sexta-feira (17). As vagas remanescentes serão distribuídas via Prouni e Fies (nesta ordem de prioridade).

Mensalidade barata e fácil acesso: porque milhares de brasileiros têm migrado para o Paraguai em busca do sonho de cursar medicina

Única estudante de escola pública a tirar mil na redação do Enem chegou a fazer mais de 40 textos em menos de 1 ano
Em 2024, mais de 48 mil brasileiros tinham visto de estudante no país vizinho. Apesar de valores em conta, há desafios, como aulas em espanhol. Ao voltarem para o Brasil, formados precisam passar no Revalida. Medicina no Paraguai: entenda migração de brasileiros em busca do curso no país vizinho
O sonho de cursar medicina, que para muitos brasileiros parece impossível por conta do valor da mensalidade ou alta concorrência de uma universidade pública, tem encontrado refúgio no Paraguai.
Moradores de diversos estados têm deixado suas vidas para trás para tentar a sorte no país vizinho, e muitas vezes se estabelecem em cidades brasileiras de fronteira, como Foz do Iguaçu, no Paraná, e Ponta Porã e Corumbá, no Mato Grosso do Sul.
A migração não acontece à toa: a mensalidade mais barata do que cursos brasileiros é o principal atrativo – lá, é possível achar graduações com valores iniciais a partir de R$ 900. No Brasil, os anos iniciais giram em torno de R$ 5 mil e, ao fim da graduação, podem passar de R$ 16 mil.
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Do outro lado da balança, está o desafio de se aprender medicina em espanhol, além da incerteza se, ao retornarem para o Brasil, os formados conseguirão passar no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida) e competir no mercado nacional de igual para igual com profissionais formados "em casa".
Mesmo assim, muitos brasileiros não têm se intimidado.
Até julho de 2024, o Paraguai abrigava 48.196 brasileiros com visto de estudante, sendo 34.023 com residência temporária e 14.173 com residência permanente, de acordo com um relatório da Direção Nacional de Migrações encaminhado à Embaixada do Brasil em Assunção, capital do país.
Só em Cidade do Leste, cidade vizinha a Foz do Iguaçu, são cerca de 30 mil estudantes conforme estimativa do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF).
Sobre este tema, o g1 destaca, ponto a ponto, as características da formação em medicina no Paraguai, relatos de estudantes e profissionais brasileiros que se mudaram para o país em busca do curso, além da avaliação de órgãos representativos do Brasil sobre a formação em medicina no exterior.
➡️ Navegue nesta reportagem:
➡️ Como acessar os cursos de medicina em Cidade do Leste?
➡️ O que avaliar na hora de escolher a instituição de ensino?
➡️ Vale mais a pena morar no Brasil ou no Paraguai?
➡️ Como aprender medicina com aulas em espanhol?
➡️ Após a formação no Paraguai, o Revalida no Brasil
Como acessar os cursos de medicina em Cidade do Leste?
Atualmente, há pelo menos 40 instituições de ensino superior no Paraguai, de acordo com o Consulado-Geral do Brasil em Cidade do Leste, que se conecta pela Ponte da Amizade com Foz do Iguaçu. A cidade paraguaia tem 325 mil habitantes e economia baseada no comércio.
Extraoficialmente, o consulado disse ter a notícia da existência de cerca de 24 universidades habilitadas a oferecer cursos de graduação em medicina no país. O Ministério da Educação e Ciência do Paraguai, equivalente ao Ministério da Educação (MEC) do Brasil, não respondeu quantas instituições, efetivamente, ofertam o curso no país.
Rio Paraná faz fronteira entre Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, e Cidade del Leste, no Paraná
Giovani Zanardi/RPC
Para ingressar nos cursos no Paraguai, diferentemente do processo de vestibular brasileiro, há diferentes formas, a depender da instituição. Uma delas, consultada pelo g1, não exige vestibular, mas tem vagas limitadas, concedidas aos candidatos por ordem de classificação, considerando, por exemplo, cursos de nivelamento.
Outras instituições solicitam, ainda, a apresentação de documentação que comprove fluência em espanhol, língua oficial do Paraguai.
"Algumas universidades que nós visitamos tinham provas de fluência em espanhol. Teria que ter um nivelamento para que pudesse acompanhar as aulas e alguma coisa relacionada à área de saúde. Não tão parecido quanto o vestibular nosso, mas algo que minimamente possa comprovar que esse aluno tem capacidades de acompanhar o curso", explicou o presidente do IDESF, Luciano Stremel Barros.
O tempo de graduação é similar ao do Brasil: são quatro anos de estudos e mais dois do chamado internato, que deve ser feito preferencialmente no Paraguai, mas, a depender da instituição, pode ser realizado no Brasil, em faculdades e universidades parceiras.
Brasileira que cursa medicina conta como decidiu fazer graduação no Paraguai
A técnica de enfermagem Vivian Campos é uma das estudantes que tenta se formar em medicina no Paraguai. Ela, que é do Rio de Janeiro, largou a carreira militar na Marinha do Brasil para correr atrás do sonho em 2021.
Vivian lembra que soube que era mais fácil cursar medicina no país vizinho durante uma viagem de férias a Foz do Iguaçu. À época, ela pegou um carro de aplicativo dirigido por uma estudante de medicina que tinha se mudado do Acre para Cidade do Leste.
Saber que as corridas pagavam a mensalidade do curso deixou a carioca surpresa.
"Fiquei pensativa: pô, uma faculdade de medicina é R$ 12 mil. Como que ela faz pra pagar a faculdade com o Uber?' E aí eu fui e perguntei se era particular, aí ela falou que fazia no Paraguai e eu comecei a perguntar monte de coisa”, relembrou a estudante.
Foi nessa conversa que ela descobriu que as mensalidades nos anos iniciais de medicina no Paraguai custam em média entre R$ 1 mil e R$ 2 mil. Nos anos finais, o valor gira em torno de R$ 3 mil.
Cenário diferente do Brasil, onde, conforme levantamento do g1 feito em outubro do 2024, a mensalidade do curso de medicina mais caro do país chegava a quase R$ 16 mil, valor suficiente para um ano inteiro de curso em algumas instituições paraguaias.
Vivian largou a carreira militar na Marinha para cursar medicina no Paraguai
Arquivo pessoal
Leia também:
Trânsito: Acidente de carro que levava adolescente no porta-malas é investigado
ExpoLondrina 2025: Veja atrações confirmadas
Oportunidade: Secretaria de Educação faz PSS com 300 vagas
"Eu me arrependo de não ter vindo antes, de não saber dessa oportunidade antes. Eu vi que eu tinha sonho maior. Foi a melhor decisão que eu tomei na minha vida", contou a jovem ao g1.
O que avaliar na hora de escolher a instituição de ensino no Paraguai?
Com as várias opções de ingresso e de instituições, é importante que os estudantes se atentem a aspectos como estrutura física para as aulas. Outro ponto para se observar é se as faculdades estão credenciadas Ministério da Educação e Ciência do Paraguai.
Estrutura física das instituições deve ser avaliada como uma das prioridades ao escolher cursar medicina no Paraguai, destaca a estudante Vivian
Arquivo pessoal
"Medicina é estudo que requer laboratórios, que requer estruturas físicas, inclusive para que se possa aprender a medicina, que se tenha algum trânsito com os hospitais locais, então, isso é muito importante. Também entender como esta faculdade está em termos infraestruturais, para atender aquilo que se espera", aconselhou o presidente do IDESF, Luciano Barros.
Outro aspecto que deve ser avaliado, segundo a estudante Vivian, é se a instituição é na modalidade semestral ou anual, isso porque diferentemente do Brasil, onde majoritariamente os cursos são distribuídas em dois períodos de seis meses, por lá, algumas instituições aderem ao modelo anual.
Outra dica dada por ela é que os estudantes observem se há ex-alunos brasileiros formados na instituição e que tenham obtido o Revalida, exame necessário para atuar no Brasil.
Vale mais a pena morar no Brasil ou no Paraguai?
Ao escolher a instituição de ensino, chega a hora de os estudantes decidirem se vão morar no Paraguai ou em uma cidade brasileira da fronteira. E sobre este assunto, muitas variantes precisam ser consideradas.
Caso optem por ficar no exterior, precisarão buscar a documentação necessária para permanecer no país, como o visto de estudante. É este documento que permitirá a circulação, assim como possível fixação de residência no país, explicou a estudante Vivian.
Cidade do Leste, no Paraguai, tem atraindo diversos brasileiros que sonham em cursar medicina
Reprodução RPC
Algumas faculdades paraguaias oferecem serviços de apoio aos estudantes que vêm de outros países, como assessoria para trâmites de documentação e programas de integração cultural.
"A gente tem que fazer o visto, tem o visto provisório e o visto permanente. Temos que ter a nossa cédula paraguaia, que é como se fosse a nossa identidade. Então é todo um processo que você tem que fazer até conseguir a sua identidade paraguaia. Aí a faculdade, quando você faz a matrícula, ela já te dá uma lista de tudo que você tem que fazer", explicou a estudante Vivian.
A questão habitacional é outro aspecto importante de se observar, ponderam os acadêmicos. Uma opção é morar em Foz do Iguaçu e cruzar diariamente a Ponte da Amizade para acessar Cidade do Leste.
Para esta escolha, é necessário avaliar as opções imobiliárias disponíveis em Foz, que por ser turística, pode ter alugueis mais caros. Ao mesmo tempo, os que pensam em morar em Cidade do Leste precisam considerar a característica comercial da cidade, que utiliza o dólar no dia a dia.
A estudante Vivian, por exemplo, optou por morar em Foz do Iguaçu pela comodidade de viver em seu país de origem e poder atravessar a ponte com "tempo médio". Entre a casa dela e a faculdade são 26 minutos de trajeto, tempo curto na avaliação da estudante.
Vivian em sala de aula de faculdade onde estuda medicina no Paraguai
Arquivo pessoal
"Eu moro no Centro da cidade [Foz], então eu gasto por volta de 26 minutos até a minha faculdade. Para quem morava em cidade grande, no Rio de Janeiro, às vezes 26 minutos eu não conseguia chegar nem em um bairro. Aqui, 26 minutos, eu consigo estar até em outro país", brincou a estudante.
No fim das contas, caberá ao estudante avaliar a opção que melhor se encaixe às condições que possui, levando em conta, por exemplo:
Gastos com transporte;
Alimentação;
Segurança de onde escolhe morar;
Preço de materiais para o curso – que assim como a mensalidade, são mais baratos que no Brasil.
Como aprender medicina com aulas em espanhol?
A língua oficial do Paraguai é o espanhol, por isso ser fluente no idioma é um facilitador. Mesmo os que não sabem, porém, também conseguem aprender.
O médico Thallys Santana Dias, por exemplo, não sabia a língua do país e conseguiu se formar. Depois, ele passou Revalida e hoje atua no Brasil. Entenda o Revalida mais abaixo.
Médico conta processo da formação no Paraguai até o Revalida para atuar no Brasil
Thallys é de Crisólita, cidade do interior de Minas Gerais. Ele soube por um amigo, em 2014, sobre a possibilidade de estudar medicina no Paraguai. Ao pesquisar os valores, deicidiu enfrentar o desafio, mas ficou receoso por não saber espanhol.
A língua, porém, não foi entrave. Ele lembra que recebeu auxílio dos professores da instituição onde estudou. Depois de formado e revalidado, conseguiu emprego em um hospital de Foz do Iguaçu, onde atuou com atendimento primário. Atualmente, ele trabalha em São Paulo, em uma clínica de transplante capilar.
"Foi muito bom, porque você, além de formar médico, você ainda aprende outra língua, uma língua estrangeira […] O que eu posso falar é que eu gostei bastante, não senti dificuldade alguma de trabalhar no Brasil. Já trabalhei em Unidades de Pronto Atendimento, emergências, Unidades de Tratamento Intensivo […] Não senti diferença nenhuma de trabalhar com colegas formados no Brasil", frisou Thallys.
Thallys cursou medicina no Paraguai e após o revalida passou a atuar no Brasil
g1 PR
Após a formação no Paraguai, o Revalida no Brasil
Passados os desafios da formação no exterior, os brasileiros que desejam atuar no Brasil precisam passar pelo Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos, o Revalida.
Para participar, os profissionais formados em medicina em instituições de educação superior estrangeiras devem atender aos seguintes requisitos, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame no Brasil:
Ser brasileiro(a) ou estrangeiro em situação legal de residência no Brasil;
Enviar imagens do diploma (frente e verso), como solicitado pelo sistema de inscrição;
Ter registro no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) emitido pela Receita Federal do Brasil;
Ser portador de diploma médico expedido por instituição de ensino superior estrangeira, reconhecida no país de origem pelo seu ministério da educação ou órgão equivalente, autenticado pela autoridade consular brasileira ou pelo processo de Apostilamento da Haia, regulamentado pela Convenção de Apostila da Haia.
São duas provas no exame: uma escrita e uma prova de habilidades clínicas. Conforme o INEP, "o exame é fundamentado na demonstração de conhecimentos, habilidades e competências necessárias ao exercício da medicina".
Quando um profissional do exterior é aprovado nas duas etapas, para o INEP, "é um demonstrativo da competência técnica (teórica e prática) do médico graduado para o exercício profissional".
No caso do médico Thallys, ele contou contou que, após a formação no Paraguai, foi necessário mais um ano para que ele pudesse ter o diploma revalidado. Na sequência, ele pôde adquirir a Cédula de Identidade de Médico (CRM) para poder atuar no Brasil.
Para o Conselho Federal de Medicina (CFM), o movimento de brasileiros buscando a formação no exterior é benéfico, desde que as instituições ofertem bons cursos e os acadêmicos passem no Revalida.
Conforme o conselho, a média de aprovações no Revalida de candidatos formados no Paraguai é de 16%, considerando as provas realizadas desde 2011.
O CFM afirma que além dos egressos de cursos no Paraguai, há uma movimentação legislativa para tentar tornar o exame obrigatório, também, para estudantes formados no Brasil.
"O CFM apoia essa iniciativa, pois nos últimos anos, no Brasil, houve uma proliferação de escolas médicas e muitas não formam médicos adequadamente. É muito importante que a população brasileira tenha médicos bem formados e para isso eles precisam ser avaliados", destacou o conselho.
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Mensalidade barata e fácil acesso: por que milhares de brasileiros têm migrado para o Paraguai em busca do sonho de cursar medicina

Única estudante de escola pública a tirar mil na redação do Enem chegou a fazer mais de 40 textos em menos de 1 ano
Em 2024, mais de 48 mil brasileiros tinham visto de estudante no país vizinho. Apesar de valores em conta, há desafios, como aulas em espanhol. Ao voltarem para o Brasil, formados precisam passar no Revalida. Medicina no Paraguai: entenda migração de brasileiros em busca do curso no país vizinho
O sonho de cursar medicina, que para muitos brasileiros parece impossível por conta do valor da mensalidade ou alta concorrência de uma universidade pública, tem encontrado refúgio no Paraguai.
Moradores de diversos estados têm deixado suas vidas para trás para tentar a sorte no país vizinho, e muitas vezes se estabelecem em cidades brasileiras de fronteira, como Foz do Iguaçu, no Paraná, e Ponta Porã e Corumbá, no Mato Grosso do Sul.
A migração não acontece à toa: a mensalidade mais barata do que cursos brasileiros é o principal atrativo – lá, é possível achar graduações com valores iniciais a partir de R$ 900. No Brasil, os anos iniciais giram em torno de R$ 5 mil e, ao fim da graduação, podem passar de R$ 16 mil.
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Do outro lado da balança, está o desafio de se aprender medicina em espanhol, além da incerteza se, ao retornarem para o Brasil, os formados conseguirão passar no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida) e competir no mercado nacional de igual para igual com profissionais formados "em casa".
Mesmo assim, muitos brasileiros não têm se intimidado.
Até julho de 2024, o Paraguai abrigava 48.196 brasileiros com visto de estudante, sendo 34.023 com residência temporária e 14.173 com residência permanente, de acordo com um relatório da Direção Nacional de Migrações encaminhado à Embaixada do Brasil em Assunção, capital do país.
Só em Cidade do Leste, cidade vizinha a Foz do Iguaçu, são cerca de 30 mil estudantes conforme estimativa do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF).
Sobre este tema, o g1 destaca, ponto a ponto, as características da formação em medicina no Paraguai, relatos de estudantes e profissionais brasileiros que se mudaram para o país em busca do curso, além da avaliação de órgãos representativos do Brasil sobre a formação em medicina no exterior.
➡️ Navegue nesta reportagem:
➡️ Como acessar os cursos de medicina em Cidade do Leste?
➡️ O que avaliar na hora de escolher a instituição de ensino?
➡️ Vale mais a pena morar no Brasil ou no Paraguai?
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➡️ Após a formação no Paraguai, o Revalida no Brasil
Como acessar os cursos de medicina em Cidade do Leste?
Atualmente, há pelo menos 40 instituições de ensino superior no Paraguai, de acordo com o Consulado-Geral do Brasil em Cidade do Leste, que se conecta pela Ponte da Amizade com Foz do Iguaçu. A cidade paraguaia tem 325 mil habitantes e economia baseada no comércio.
Extraoficialmente, o consulado disse ter a notícia da existência de cerca de 24 universidades habilitadas a oferecer cursos de graduação em medicina no país. O Ministério da Educação e Ciência do Paraguai, equivalente ao Ministério da Educação (MEC) do Brasil, não respondeu quantas instituições, efetivamente, ofertam o curso no país.
Rio Paraná faz fronteira entre Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, e Cidade del Leste, no Paraná
Giovani Zanardi/RPC
Para ingressar nos cursos no Paraguai, diferentemente do processo de vestibular brasileiro, há diferentes formas, a depender da instituição. Uma delas, consultada pelo g1, não exige vestibular, mas tem vagas limitadas, concedidas aos candidatos por ordem de classificação, considerando, por exemplo, cursos de nivelamento.
Outras instituições solicitam, ainda, a apresentação de documentação que comprove fluência em espanhol, língua oficial do Paraguai.
"Algumas universidades que nós visitamos tinham provas de fluência em espanhol. Teria que ter um nivelamento para que pudesse acompanhar as aulas e alguma coisa relacionada à área de saúde. Não tão parecido quanto o vestibular nosso, mas algo que minimamente possa comprovar que esse aluno tem capacidades de acompanhar o curso", explicou o presidente do IDESF, Luciano Stremel Barros.
O tempo de graduação é similar ao do Brasil: são quatro anos de estudos e mais dois do chamado internato, que deve ser feito preferencialmente no Paraguai, mas, a depender da instituição, pode ser realizado no Brasil, em faculdades e universidades parceiras.
Brasileira que cursa medicina conta como decidiu fazer graduação no Paraguai
A técnica de enfermagem Vivian Campos é uma das estudantes que tenta se formar em medicina no Paraguai. Ela, que é do Rio de Janeiro, largou a carreira militar na Marinha do Brasil para correr atrás do sonho em 2021.
Vivian lembra que soube que era mais fácil cursar medicina no país vizinho durante uma viagem de férias a Foz do Iguaçu. À época, ela pegou um carro de aplicativo dirigido por uma estudante de medicina que tinha se mudado do Acre para Cidade do Leste.
Saber que as corridas pagavam a mensalidade do curso deixou a carioca surpresa.
"Fiquei pensativa: pô, uma faculdade de medicina é R$ 12 mil. Como que ela faz pra pagar a faculdade com o Uber?' E aí eu fui e perguntei se era particular, aí ela falou que fazia no Paraguai e eu comecei a perguntar monte de coisa”, relembrou a estudante.
Foi nessa conversa que ela descobriu que as mensalidades nos anos iniciais de medicina no Paraguai custam em média entre R$ 1 mil e R$ 2 mil. Nos anos finais, o valor gira em torno de R$ 3 mil.
Cenário diferente do Brasil, onde, conforme levantamento do g1 feito em outubro do 2024, a mensalidade do curso de medicina mais caro do país chegava a quase R$ 16 mil, valor suficiente para um ano inteiro de curso em algumas instituições paraguaias.
Vivian largou a carreira militar na Marinha para cursar medicina no Paraguai
Arquivo pessoal
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ExpoLondrina 2025: Veja atrações confirmadas
Oportunidade: Secretaria de Educação faz PSS com 300 vagas
"Eu me arrependo de não ter vindo antes, de não saber dessa oportunidade antes. Eu vi que eu tinha sonho maior. Foi a melhor decisão que eu tomei na minha vida", contou a jovem ao g1.
O que avaliar na hora de escolher a instituição de ensino no Paraguai?
Com as várias opções de ingresso e de instituições, é importante que os estudantes se atentem a aspectos como estrutura física para as aulas. Outro ponto para se observar é se as faculdades estão credenciadas Ministério da Educação e Ciência do Paraguai.
Estrutura física das instituições deve ser avaliada como uma das prioridades ao escolher cursar medicina no Paraguai, destaca a estudante Vivian
Arquivo pessoal
"Medicina é estudo que requer laboratórios, que requer estruturas físicas, inclusive para que se possa aprender a medicina, que se tenha algum trânsito com os hospitais locais, então, isso é muito importante. Também entender como esta faculdade está em termos infraestruturais, para atender aquilo que se espera", aconselhou o presidente do IDESF, Luciano Barros.
Outro aspecto que deve ser avaliado, segundo a estudante Vivian, é se a instituição é na modalidade semestral ou anual, isso porque diferentemente do Brasil, onde majoritariamente os cursos são distribuídas em dois períodos de seis meses, por lá, algumas instituições aderem ao modelo anual.
Outra dica dada por ela é que os estudantes observem se há ex-alunos brasileiros formados na instituição e que tenham obtido o Revalida, exame necessário para atuar no Brasil.
Vale mais a pena morar no Brasil ou no Paraguai?
Ao escolher a instituição de ensino, chega a hora de os estudantes decidirem se vão morar no Paraguai ou em uma cidade brasileira da fronteira. E sobre este assunto, muitas variantes precisam ser consideradas.
Caso optem por ficar no exterior, precisarão buscar a documentação necessária para permanecer no país, como o visto de estudante. É este documento que permitirá a circulação, assim como possível fixação de residência no país, explicou a estudante Vivian.
Cidade do Leste, no Paraguai, tem atraindo diversos brasileiros que sonham em cursar medicina
Reprodução RPC
Algumas faculdades paraguaias oferecem serviços de apoio aos estudantes que vêm de outros países, como assessoria para trâmites de documentação e programas de integração cultural.
"A gente tem que fazer o visto, tem o visto provisório e o visto permanente. Temos que ter a nossa cédula paraguaia, que é como se fosse a nossa identidade. Então é todo um processo que você tem que fazer até conseguir a sua identidade paraguaia. Aí a faculdade, quando você faz a matrícula, ela já te dá uma lista de tudo que você tem que fazer", explicou a estudante Vivian.
A questão habitacional é outro aspecto importante de se observar, ponderam os acadêmicos. Uma opção é morar em Foz do Iguaçu e cruzar diariamente a Ponte da Amizade para acessar Cidade do Leste.
Para esta escolha, é necessário avaliar as opções imobiliárias disponíveis em Foz, que por ser turística, pode ter alugueis mais caros. Ao mesmo tempo, os que pensam em morar em Cidade do Leste precisam considerar a característica comercial da cidade, que utiliza o dólar no dia a dia.
A estudante Vivian, por exemplo, optou por morar em Foz do Iguaçu pela comodidade de viver em seu país de origem e poder atravessar a ponte com "tempo médio". Entre a casa dela e a faculdade são 26 minutos de trajeto, tempo curto na avaliação da estudante.
Vivian em sala de aula de faculdade onde estuda medicina no Paraguai
Arquivo pessoal
"Eu moro no Centro da cidade [Foz], então eu gasto por volta de 26 minutos até a minha faculdade. Para quem morava em cidade grande, no Rio de Janeiro, às vezes 26 minutos eu não conseguia chegar nem em um bairro. Aqui, 26 minutos, eu consigo estar até em outro país", brincou a estudante.
No fim das contas, caberá ao estudante avaliar a opção que melhor se encaixe às condições que possui, levando em conta, por exemplo:
Gastos com transporte;
Alimentação;
Segurança de onde escolhe morar;
Preço de materiais para o curso – que assim como a mensalidade, são mais baratos que no Brasil.
Como aprender medicina com aulas em espanhol?
A língua oficial do Paraguai é o espanhol, por isso ser fluente no idioma é um facilitador. Mesmo os que não sabem, porém, também conseguem aprender.
O médico Thallys Santana Dias, por exemplo, não sabia a língua do país e conseguiu se formar. Depois, ele passou Revalida e hoje atua no Brasil. Entenda o Revalida mais abaixo.
Médico conta processo da formação no Paraguai até o Revalida para atuar no Brasil
Thallys é de Crisólita, cidade do interior de Minas Gerais. Ele soube por um amigo, em 2014, sobre a possibilidade de estudar medicina no Paraguai. Ao pesquisar os valores, deicidiu enfrentar o desafio, mas ficou receoso por não saber espanhol.
A língua, porém, não foi entrave. Ele lembra que recebeu auxílio dos professores da instituição onde estudou. Depois de formado e revalidado, conseguiu emprego em um hospital de Foz do Iguaçu, onde atuou com atendimento primário. Atualmente, ele trabalha em São Paulo, em uma clínica de transplante capilar.
"Foi muito bom, porque você, além de formar médico, você ainda aprende outra língua, uma língua estrangeira […] O que eu posso falar é que eu gostei bastante, não senti dificuldade alguma de trabalhar no Brasil. Já trabalhei em Unidades de Pronto Atendimento, emergências, Unidades de Tratamento Intensivo […] Não senti diferença nenhuma de trabalhar com colegas formados no Brasil", frisou Thallys.
Thallys cursou medicina no Paraguai e após o revalida passou a atuar no Brasil
g1 PR
Após a formação no Paraguai, o Revalida no Brasil
Passados os desafios da formação no exterior, os brasileiros que desejam atuar no Brasil precisam passar pelo Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos, o Revalida.
Para participar, os profissionais formados em medicina em instituições de educação superior estrangeiras devem atender aos seguintes requisitos, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame no Brasil:
Ser brasileiro(a) ou estrangeiro em situação legal de residência no Brasil;
Enviar imagens do diploma (frente e verso), como solicitado pelo sistema de inscrição;
Ter registro no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) emitido pela Receita Federal do Brasil;
Ser portador de diploma médico expedido por instituição de ensino superior estrangeira, reconhecida no país de origem pelo seu ministério da educação ou órgão equivalente, autenticado pela autoridade consular brasileira ou pelo processo de Apostilamento da Haia, regulamentado pela Convenção de Apostila da Haia.
São duas provas no exame: uma escrita e uma prova de habilidades clínicas. Conforme o INEP, "o exame é fundamentado na demonstração de conhecimentos, habilidades e competências necessárias ao exercício da medicina".
Quando um profissional do exterior é aprovado nas duas etapas, para o INEP, "é um demonstrativo da competência técnica (teórica e prática) do médico graduado para o exercício profissional".
No caso do médico Thallys, ele contou contou que, após a formação no Paraguai, foi necessário mais um ano para que ele pudesse ter o diploma revalidado. Na sequência, ele pôde adquirir a Cédula de Identidade de Médico (CRM) para poder atuar no Brasil.
Para o Conselho Federal de Medicina (CFM), o movimento de brasileiros buscando a formação no exterior é benéfico, desde que as instituições ofertem bons cursos e os acadêmicos passem no Revalida.
Conforme o conselho, a média de aprovações no Revalida de candidatos formados no Paraguai é de 16%, considerando as provas realizadas desde 2011.
O CFM afirma que além dos egressos de cursos no Paraguai, há uma movimentação legislativa para tentar tornar o exame obrigatório, também, para estudantes formados no Brasil.
"O CFM apoia essa iniciativa, pois nos últimos anos, no Brasil, houve uma proliferação de escolas médicas e muitas não formam médicos adequadamente. É muito importante que a população brasileira tenha médicos bem formados e para isso eles precisam ser avaliados", destacou o conselho.
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Única estudante de escola pública a tirar mil na redação do Enem chegou a fazer mais de 40 textos em menos de 1 ano

Única estudante de escola pública a tirar mil na redação do Enem chegou a fazer mais de 40 textos em menos de 1 ano
Além do ensino regular no Colégio de Aplicação Coluni, Samille Malta, de 19 anos, também era aluna de um curso preparatório de textos em Viçosa. Samille Malta foi uma das 12 estudantes do país a tirar mil na redação
Arquivo Pessoal
📚 A estudante Samille Malta, de 19 anos, que foi a única aluna da rede pública a alcançar nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024, chegou a fazer mais de 40 textos em menos de dez meses.
Em todo o país, apenas 12 candidatos conquistaram a nota máxima. (Clique aqui e veja quem são)
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“Estudei bastante durante todo o ensino médio, mas no terceiro ano foquei mais no Enem. Acordava cedo e estudava todos os dias. Fazia uma redação por semana, o que deu aproximadamente 40 no ano passado”.
Nascida em Brockton, no estado de Massachusetts, Estados Unidos, a americana radicada no Brasil mudou-se com os pais para Virginópolis, em Minas Gerais, aos 7 anos.
Lá, estudou na Escola Estadual Nossa Senhora do Patrocínio até ser aprovada, em 2021, no Colégio de Aplicação (Coluni) da Universidade Federal de Viçosa (UFV), que oferece apenas o ensino médio.
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Além do ensino regular, Samille também era aluna de um curso preparatório de redação em Viçosa.
Ao g1, a professora Giovana Berbert, que tem oito anos de profissão, contou como foi a preparação da aluna:
“A gente não chegou a trabalhar especificamente o tema da redação, que foi a questão da valorização da herança africana no Brasil. Só que trabalhamos com eixos temáticos, que são grupos de temas separados por assunto. Então, no curso, ela escreveu muito”.
Aluna de Viçosa tirou mil na redação
Arquivo Pessoal
Apesar do excelente desempenho, Samille Malta contou que a redação não era a matéria com a qual tinha mais afinidade e que se saía muito melhor em matemática e química. Por isso, precisou se dedicar bastante à escrita.
"Fiquei muito feliz quando vi a nota, mas não esperava. Minha família também ficou muito feliz, todos choraram de emoção, e todos estavam ansiosos pela minha nota do Enem, que nos surpreendeu bastante", disse.
Agora, Samille Malta espera garantir uma vaga no curso de medicina.
Colégio de Aplicação já teve outras notas mil
O Colégio de Aplicação Coluni foi criado em 1965 e, inicialmente, oferecia apenas a terceira série, com função preparatória para o vestibular.
Porém, no início da década de 1980, a reitoria da Universidade Federal de Viçosa propôs a transformação da instituição em Colégio de Ensino Médio, oferecendo as três séries, além da criação de uma grade curricular que atendesse às exigências da legislação.
Dessa forma, o Coluni se transformou em Colégio de Aplicação em 2001e regulamentado pela Portaria nº 959 do Ministério da Educação (MEC), de 27 de setembro de 2013. A partir desta data, a sigla do nome do colégio recebeu o CAp, passando a ser denominado CAp-Coluni.
Além de Samille, o colégio já teve outros alunos que alcançaram a nota máxima na redação do Enem. Em 2022, Malu Souza, tirou mil pontos na redação do exame, que naquele ano teve como tema da redação a “Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil”.
Samille Malta com a mãe e a irmã mais nova
Arquivo Pessoal
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