USP fica entre as 100 melhores universidades do mundo em cinco áreas do conhecimento

AGU recorre de decisão do TCU que impede destinação de dinheiro de fundos para o Pé de Meia
Ranking britânico classificou a universidade entre melhores nas áreas de Direito, Educação, Medicina e Saúde, Artes e Humanidades, e Ciências Sociais. Praça do Relógio, na cidade universitária da USP
Divulgação
A Universidade de São Paulo ficou entre as 100 melhores universidades do mundo em cinco áreas, de acordo com o ranking "THE World University Rankings by Subject 2025", divulgado pela consultoria britânica Times Higher Education (THE) na quarta-feira (22).
A consultoria classifica as universidades de acordo com as áreas de conhecimento. E das 11 áreas avaliadas, a USP ficou entre as 100 melhores universidades em cinco delas:
Direito: 58ª posição;
Educação: 67ª posição;
Medicina e Saúde: 86ª posição;
Artes e Humanidades: 98ª posição;
Ciências Sociais: 97ª posição.;
No ranking, as universidades americanas ocupam a primeira posição em nove áreas, e só perdem em Ciências da Computação e Medicina e Saúde, que são lideradas pela Universidade de Oxford, Inglaterra, conforme divulgou o Jornal da USP.
A Universidade Stanford e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) foram as instituições que conquistaram mais áreas, sendo três cada uma.
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Classificação
Ainda conforme o Jornal da USP, o THE by Subject atualizou a metodologia neste sétima edição, passando a empregar os mesmos 18 indicadores utilizados no ranking mundial, adaptados para cada área de conhecimento.
Os indicadores são agrupados nas grandes áreas de ensino (ambiente de aprendizagem); ambiente de pesquisa (volume, renda e reputação); qualidade da pesquisa (força, excelência e influência da pesquisa); perspectiva internacional (pessoal, estudantes e pesquisa); e indústria (renda e patentes).

Pé-de-Meia: bloqueio de R$ 6 bilhões pode paralisar repasse a estudantes já neste mês, diz AGU ao TCU

AGU recorre de decisão do TCU que impede destinação de dinheiro de fundos para o Pé de Meia
Recurso apresentado pela AGU menciona também que 'há risco real' de que o programa, que oferece incentivos a estudantes do ensino médio público, não tenha continuidade em 2025. Por meio do Pé-de-Meia, o estudante recebe um incentivo mensal de R$ 200, que pode ser sacado em qualquer momento
Divulgação/Governo Federal
O Pé-de-Meia pode ser paralisado em janeiro por conta do bloqueio de R$ 6 bilhões no fundo que financia o programa.
Isso é o que diz a Advocacia-Geral da União (AGU) ao Tribunal de Contas da União (TCU), que determinou o bloqueio no último dia 17.
TCU suspende repasse de R$ 6 bilhões ao Pé de Meia
🔎O programa do governo oferece incentivos a estudantes do ensino médio público que fazem parte do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). O Pé de Meia é uma das principais bandeiras sociais do governo Lula.
No recurso protocolado na terça-feira (21), a AGU afirma que "há risco real de que o programa não tenha continuidade em 2025" e que ocorra "paralisação imediata no corrente mês de janeiro de 2025".
Isso porque, segundo informações prestadas pela Caixa Econômica Federal, com o bloqueio imposto pelo TCU o saldo do fundo que custeia o programa seria suficiente para bancar apenas as despesas de dezembro.
De acordo com os dados da Caixa, o valor restante do saldo seria de aproximadamente R$ 762,7 milhões.
Procurado pelo g1 na quarta-feira (22), o Ministério da Educação disse que ainda não foi notificado formalmente da decisão do TCU.
"Todos os aportes do programa foram devidamente balizados pelo Congresso Nacional", declarou.
Entenda o bloqueio
A decisão da Corte de Contas partiu de uma representação do Ministério Público junto ao TCU que apontava supostas irregularidades na execução do programa.
Depois de análise da área técnica, no último dia 17, o ministro do TCU Augusto Nardes assinou uma medida cautelar que determinou o bloqueio dos R$ 6 bilhões. Essa medida foi referendada pelo plenário da Corte na quarta-feira (22).
O financiamento do programa é feito por meio do Fundo de Incentivo à Permanência no Ensino Médio (Fipem), administrado pela Caixa.
Mas por que o valor foi bloqueado?
Segundo o TCU, o pagamento dos estudantes não poderia ser feito diretamente pelo fundo que o financia, precisando passar pelo Tesouro Nacional antes — ou seja, precisaria constar no Orçamento Geral da União.
Por isso, o TCU determinou que:
o Ministério da Educação não use recursos do Fundo Garantidor de Operações (FGO) e do Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (Fgeduc) — que são repassados para o Fipem e usados para pagar o Pé-de-Meia.
Antes de serem usados, esses recursos precisam passar pela conta do Tesouro Nacional e estar previstos na lei orçamentária — que ainda não foi aprovada pelo Congresso.
Além disso, que a Caixa faça o bloqueio de R$ 6 bilhões que foram recebidos do Fgeduc para o Fipem. Isso faz com que os valores sejam bloqueados para pagamento aos estudantes.

12% de 50 é igual a 50% de 12: truque da ‘porcentagem reversível’ viraliza; entenda

AGU recorre de decisão do TCU que impede destinação de dinheiro de fundos para o Pé de Meia
Propriedade da multiplicação explica por que macete funciona em todos os casos. ‘Truque’ sobre porcentagem viraliza; entenda por que 12% de 50 = 50% de 12
"Eu tenho três diplomas, mas você me deixou de queixo caído! Nunca ninguém me ensinou isso!", disse um usuário do TikTok, após assistir a um vídeo que ensina um "truque" para calcular porcentagem:
➡️Quanto é 12% de 50? Basta inverter e fazer 50% de 12. Ou seja, 6!
A dica, gravada pela professora americana Sarah Nichols, viralizou nas redes sociais (e revoltou quem nunca havia aprendido o "macete" na escola): a docente mostra que as porcentagens são "reversible" (reversíveis, em uma tradução exata). Em português, chamamos esse princípio de propriedade comutativa.
🧠O nome é complicado, mas provavelmente já ouviu falar do significado: na multiplicação, a ordem dos fatores não altera o produto, explica Rodney Luzio, coordenador de exatas do Curso Anglo (SP). O resultado de 3 x 2 vai ser o mesmo de 2 x 3, por exemplo.
E a porcentagem é exatamente uma multiplicação. Veja:
Quando calculamos 12% de 50, estamos fazendo a conta de 12/100 x 50 = 6.
Se fizermos a "reversão" sugerida pelo vídeo, teremos de chegar ao mesmo resultado com 50% de 12. E sim, também vai dar 6.
Como isso é possível?
Seguindo o mesmo raciocínio de transformar a porcentagem em fração, chegamos a: 50/100 x 12.
Observe que, no fim das contas (literalmente), 12% de 50 e 50% de 12 representam a mesma fração final:
Por que a porcentagem é 'reversível'?
Arte/g1
📒Isso sempre funciona? Sim, explica Jeferson Petronilho, professor de matemática da Escola SEB Lafaiete. Mas não é em qualquer caso que essa "reversão" valerá a pena. Quando a conta envolve números como 10 e 50, o macete facilita bastante o cálculo mental:
É muito mais fácil resolver "18% de 50" como "50% (ou seja, metade) de 18".
Por outro lado, por mais que "23% de 145" represente o mesmo número que "145% de 23", usar o "truque" não vai mudar muito na complexidade da conta.
Outros vídeos de Educação

18% de 50 é igual a 50% de 18: truque da ‘porcentagem reversível’ viraliza; entenda

AGU recorre de decisão do TCU que impede destinação de dinheiro de fundos para o Pé de Meia
Propriedade da multiplicação explica por que macete funciona em todos os casos. ‘Truque’ sobre porcentagem viraliza; entenda por que 12% de 50 = 50% de 12
"Eu tenho três diplomas, mas você me deixou de queixo caído! Nunca ninguém me ensinou isso!", disse um usuário do TikTok, após assistir a um vídeo que ensina um "truque" para calcular porcentagem:
➡️Quanto é 18% de 50? Basta inverter e fazer 50% de 18. Ou seja, 9!
A dica, gravada pela professora americana Sarah Nichols, viralizou nas redes sociais (e revoltou quem nunca havia aprendido o "macete" na escola): a docente mostra que as porcentagens são "reversible" (reversíveis, em uma tradução exata). Em português, chamamos esse princípio de propriedade comutativa.
🧠O nome é complicado, mas provavelmente já ouviu falar do significado: na multiplicação, a ordem dos fatores não altera o produto, explica Rodney Luzio, coordenador de exatas do Curso Anglo (SP). O resultado de 3 x 2 vai ser o mesmo de 2 x 3, por exemplo.
E a porcentagem é exatamente uma multiplicação. Veja:
Quando calculamos 12% de 50, estamos fazendo a conta de 12/100 x 50 = 6.
Se fizermos a "reversão" sugerida pelo vídeo, teremos de chegar ao mesmo resultado com 50% de 12. E sim, também vai dar 6.
Como isso é possível?
Seguindo o mesmo raciocínio de transformar a porcentagem em fração, chegamos a: 50/100 x 12.
Observe que, no fim das contas (literalmente), 12% de 50 e 50% de 12 representam a mesma fração final:
Por que a porcentagem é 'reversível'?
Arte/g1
📒Isso sempre funciona? Sim, explica Jeferson Petronilho, professor de matemática da Escola SEB Lafaiete. Mas não é em qualquer caso que essa "reversão" valerá a pena. Quando a conta envolve números como 10 e 50, o macete facilita bastante o cálculo mental:
É muito mais fácil resolver "18% de 50" como "50% (ou seja, metade) de 18".
Por outro lado, por mais que "23% de 145" represente o mesmo número que "145% de 23", usar o "truque" não vai mudar muito na complexidade da conta.
Outros vídeos de Educação

AGU recorre de decisão do TCU que impede destinação de dinheiro de fundos para o Pé de Meia

TCU aponta que esses fundos têm participação privada e que, por isso, não podem ser usados diretamente no Pé de Meia. O tribunal diz que a verba deve passar pelo Orçamento da União. A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com recurso nesta quarta-feira (22) contra uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que restringe o uso de verbas para financiar o programa Pé de Meia.
O projeto do governo oferece incentivos a estudantes do ensino médio público que fazem parte do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). O Pé de Meia é uma das principais bandeiras sociais do governo Lula.
No recurso, a AGU solicita a suspensão imediata da medida que impede o Ministério da Educação de destinar valores provenientes do Fundo Garantidor de Operações (FGO) e do Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (Fgeduc) para o programa.
O TCU aponta que esses fundos têm participação privada e que, por isso, não podem ser usados diretamente no Pé de Meia. O tribunal diz que a verba deve passar pelo Orçamento da União.
A decisão, inicialmente uma liminar do ministro Augusto Nardes, foi referendada pelo plenário do TCU mais cedo nesta quarta.
De acordo com a AGU, não há ilegalidade no uso desses fundos e a interrupção do financiamento ameaça comprometer o funcionamento do Pé de Meia, essencial para manter alunos na escola.
O governo aponta que o bloqueio de cerca de R$ 6 bilhões, imposto de forma repentina, pode causar impactos irreversíveis aos estudantes atendidos pelo programa.
Como alternativa, a AGU sugere que, caso a decisão não seja revertida, seus efeitos sejam adiados para 2026, com um prazo de 120 dias para o governo apresentar um plano de adequação que não comprometa a continuidade do programa.