Sisu 2025: aprovados na chamada regular têm até esta segunda para realizar a matrícula

MEC orienta escolas sobre a proibição de celulares; veja os detalhes
Período de matrícula foi ampliado após atraso na divulgação do resultado e no envio da lista de aprovados pelo Ministério da Educação par as instituições de ensino. Etapa única é obrigatória para alunos que vão iniciar o período letivo nos dois semestres de 2025. Cronograma do Sisu 2025.
Reprodução
Termina nesta segunda-feira (3) o prazo de matrícula para os aprovados na chamada regular do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2025. Devem se matricular os alunos que vão iniciar o período letivo no primeiro ou no segundo semestres de 2025.
A matrícula ou o registro acadêmico deve ser feita de acordo com orientações da instituição de ensino.
Período, que terminaria em 31 de janeiro, foi ampliado após problemas no processo de divulgação do resultado do Sisu 2025 (veja mais abaixo).
Com isso, pelo menos 10 instituições federais alteraram o calendário de matrículas dos estudantes, e, diante das reclamações que tomaram conta das redes sociais, o Ministerio da Educação (MEC) decidiu ampliar o prazo da etapa.
Sisu turbulento em 2025
Os alunos passaram por alguns percalços na edição deste ano, por falhas do MEC:
Passaram domingo (26) inteiro no aguardo dos resultados do processo seletivo. Os resultados só saíram na segunda-feira (27), com um dia de atraso, sem justificativas concretas do ministério.
Quando finalmente os nomes dos aprovados foram divulgados, a página do MEC mostrou tabelas de Excel confusas e não exibia as classificações nas listas de espera. Este problema foi resolvido por volta das 12h30 de 27 de janeiro.
Depois, as instituições de ensino ficaram aguardando que o MEC enviasse a lista de aprovados para iniciar o processo de matrícula. Segundo as instituições, as informações foram recebidas no final do dia 27.
Sisu 2025: resultados são divulgados com atraso e em planilha Excel
Cronograma atualizado do Sisu 2025
Matrícula na chamada regular: 28 de janeiro a 3 de fevereiro (atualizado após atrasos).
Manifestação de interesse na lista de espera: 27 a 31 de janeiro (encerrado).
Convocação dos aprovados na lista de espera: 12 de fevereiro a 30 de setembro.
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Proibido, uso de celular pode render de advertência a suspensão nas escolas do ES; veja as regras

MEC orienta escolas sobre a proibição de celulares; veja os detalhes
Uso de relógios inteligentes também ficam proibidos em algumas escolas. Secretaria Estadual de Educação e cidades da Grande Vitória já tinham regras para a não utilização dos aparelhos nas salas. Agora, as normas proíbem uso de celular em todo o ambiente escolar. Aluno usando celular na sala de aula em escola no Espírito Santo
Reprodução/TV Gazeta
O ano letivo de 2025 começa nesta semana nas escolas públicas e particulares no Espírito Santo e, como no restante do país, o assunto da vez nesta volta às aulas é a lei que proíbe o uso do celular nas escolas, em todos os ambientes e não apenas na sala de aula. Com a possibilidade de definir punições para quem desobedecer à regra, algumas unidades de ensino capixaba informaram que vão advertir formalmente e até suspender os alunos infratores.
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Na rede estadual, o aluno infrator já podia receber advertência. A Secretaria Estadual de Educação (Sedu) possui, desde 2016, uma portaria que condiciona o uso dos aparelhos às atividades didáticas. Ou seja, apenas quando orientadas pelo professor. Mesmo assim, as escolas estaduais não devem punir os alunos desobedientes.
Por outro lado, as redes municipais também definiram suas próprias regras, podendo decidir pela punição dos infratores. É o caso de Vila Velha, onde alunos podem ser suspensos por até três dias por usar o celular. A suspensão, no entanto, só deve ser aplicada aos alunos reincidentes, quando a escola considerar que foram esgotadas as tentativas de diálogo com o aluno e os pais.
Na maioria das outras cidades da Grande Vitória, já era proibido usar o celular na sala de aula. Regimentos internos das secretarias de Educação preveem restrições ao uso dos aparelhos, mas as regras, em geral, têm viés orientativo.
Algumas unidades também proibiram a utilização dos relógios inteligentes (smartwatches).
As escolas não são obrigadas a disponibilizar um local para que os estudantes guardem os aparelhos, mas podem, por exemplo, utilizar caixas para esse propósito. No entanto, as secretarias de Educação alertaram as escolas sobre a responsabilidade que passam a ter sobre a guarda desses itens caso façam isso.
As aulas para os 120 mil alunos das escolas particulares voltam entre os dias 3 e 6 de fevereiro. Na rede estadual, os mais de 170 mil alunos voltam às aulas no dia 4. Já nas redes públicas municipais das cidades da Grande Vitória as aulas retornam no dia 5 de fevereiro.
Confira abaixo as regras nas:
Escolas estaduais
Escolas municipais de Vitória
Escolas municipais de Vila Velha
Escolas municipais da Serra
Escolas municipais de Cariacica
Escolas municipais de Linhares
Escolas municipais de Cachoeiro de Itapemirim
Escolas particulares
Escolas estaduais
A Sedu vai atualizar as normativas e, em parceria com o Ministério da Educação, fornecerá orientações às escolas. As unidades terão autonomia para decidir, junto às famílias e aos estudantes, como organizar o armazenamento e o controle do uso dos celulares.
A Secretaria reforçou que não haverá penalidades ou punições aos estudantes em caso de uso inadequado dos celulares, sendo aplicadas apenas advertências, com foco na conscientização e no diálogo.
Para apoiar a adaptação, o programa Ação Psicossocial e Orientação Interativa Escolar (APOIE) estará disponível para oferecer suporte psicossocial às comunidades escolares.
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Escolas municipais
Vitória
Será orientado aos pais e responsáveis para que crianças e estudantes não levem os aparelhos para a escola. Caso a presença de celulares ou outros dispositivos eletrônicos seja indispensável, estes devem ser guardados na mochila ou bolsa do aluno no modo silencioso.
Em sala de aula, os dispositivos eletrônicos poderão ser utilizados exclusivamente para fins pedagógicos ou didáticos, conforme orientação dos profissionais da educação. O uso será supervisionado.
Todas as orientações já foram trabalhadas com os diretores das 104 unidades da Rede Municipal de Ensino, em reunião de alinhamento para o ano letivo de 2025, bem como também estão nas diretrizes municipais para o ano de 2025.
A secretaria aguarda a publicação do Conselho Nacional de Educação sobre as penalidades para os alunos que desrespeitarem as regras.
Vila Velha
Aluno usando celular na sala de aula em escola no Espírito Santo
Reprodução/TV Gazeta
A cidade já possuía no Regimento Disciplinar Escolar da Rede Municipal e na lei municipal a não utilização de celulares, notebook, tablet e fones de ouvido na aula.
As escolas vão orientar os alunos e não vão guardar nem se e responsabilizar pelos celulares. Quando o professor for utilizar o aparelho para fins pedagógicos, a escola enviará um aviso.
Caso o aluno descumpra a regra, uma ocorrência é registrada e os pais são comunicados em caso de recorrência.
Se o aluno insistir na utilização inadequada, é encaminhado para o Setor de Atendimento Escolar Disciplinar (Saed) e em último caso o estudante pode receber uma suspensão de 1 a 3 dias depois de esgotadas todas as possibilidades de mediação na escola.
Serra
A cidade também já tinha uma orientação no regimento Referência para as Unidades de Ensino da Rede Municipal para a não utilização do celular.
Se esgotados todos os recursos para prevenir penalidades, serão aplicadas medidas disciplinares, de acordo com os critérios estabelecidos no regimentos, mas não detalhadas pela secretaria de Educação.
A secretaria de Educação também não especificou como vai fazer a guarda e armazenamento dos aparelhos. Informou apenas que a implementação da nova legislação será tratada por meio de ações de conscientização e formação da comunidade escolar.
A fiscalização será conduzida com foco em ações educativas e preventivas, priorizando o diálogo e o envolvimento da comunidade escolar.
Cariacica
Mais uma cidade da Grande Vitória que traz no Regimento Interno das Escolas da Rede Municipal e na Lei Municipal a proibição do celular na sala de aula, exceto quando autorizado para finalidades pedagógicas.
Além disso, o regimento define como indisciplina leve o uso do celular sem permissão, bem como situações como sair da sala de aula para atender ao aparelho nos corredores.
Quando um aluno descumpre essa regra, ele é orientado a guardar o celular, uma vez que a legislação e o regimento interno das escolas da rede não têm caráter punitivo.
Linhares
A secretaria municipal de Educação informou que haverá uma reunião com os diretores das escolas para definir as diretrizes futuras sobre a proibição do celular em sala de aula no ano letivo de 2025.
Uma das normativas já decididas pela pasta é realização de palestras sobre o uso correto da tecnologia e a importância de ressignificar momentos de vínculo, em que os pais dos alunos participarão.
Cachoeiro de Itapemirim
A cidade não possuía regras municipais e nem orientações no Regimento Interno sobre a não utilização do aparelho. A Secretaria Municipal informou que vai discutir o assunto com os diretores das escolas.
Escolas particulares
O Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe/ES) informou que orientou todas as instituições de ensino para o cumprimento da nova lei sobre a utilização do celular em suas dependências.
O órgão esclareceu que a escola tem a competência de agir de maneira independente, tomando decisões adequadas e gerenciando a própria vida acadêmica e, no caso em questão, a utilização do celular em suas dependências.
A grande maioria das instituições de ensino já possui normas para o uso não só do celular.
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Ensino começa a integrar inteligência artificial no Brasil; especialistas veem oportunidade, mas com riscos

MEC orienta escolas sobre a proibição de celulares; veja os detalhes
Governo federal tem plano com metas para a tecnologia até 2028; ministro diz que esforço de adaptação já está acontecendo. Com a disseminação da inteligência artificial (IA), alunos e professores por todo o Brasil começam a incorporar a tecnologia aos estudos. Especialistas veem o uso da IA como uma grande oportunidade, mas se preocupam com uso em excesso e a falta de regras.
Festival LED 2023 | Como a inteligência artificial está transformando o aprendizado?
Estudante de uma escola pública de Teresina, no Piauí, Anael Victor Marinho considera a chegada do recurso uma revolução – que levou tempo para adaptação, mas com bons resultados. Aos poucos, o jovem de 16 anos começou a incorporar a inteligência artificial à rotina.
“Por exemplo, se tiver um texto, uma redação e eu colocar lá, ele aponta os erros e vai corrigindo. Ele dá exemplos de como eu posso melhorar e vai se adequando ao seu nível. Se você começa baixo, ele vai aumentando de pouco em pouco, e vai botando mais dificuldade para você aprender mais ainda”, completa.
O entusiasmo do Anael é também o de seu professor, David Abreu. Ele lecionava espanhol e agora também dá aulas da disciplina sobre inteligência artificial. Para o professor, é gratificante ver a empolgação dos alunos quando chega para dar aula.
“É tudo muito novo. Então, quando a gente começa a descobrir tudo aquilo ali junto, a gente passa pelo mesmo processo de satisfação, né?”, finaliza.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) reconheceu o estado do Piauí como o primeiro território do continente americano a implementar o ensino de inteligência artificial na educação básica. A disciplina é obrigatória aos alunos do 9º ano do ensino fundamental e das três séries do ensino médio desde o início de 2024.
Para David, a disciplina chamou os alunos para a sala de aula.
“Uma ótica digitalizada faz com que os alunos vejam um leque de possibilidades na frente dele, no futuro deles daqui para frente. Isso puxa o aluno para a escola e devolve um profissional para o mundo”.
Escolas do interior do Piauí se destacam com aulas de inteligência artificial
Evolução, mas com riscos
Para os especialistas ouvidos pelo g1, a inteligência artificial é um dos passos da evolução educacional, uma tecnologia que pode ser usada para questões como:
oferecer um ensino personalizado;
corrigir problemas crônicos da educação, como a evasão escolar;
auxiliar a gestão das escolas; e
monitorar políticas públicas educacionais.
Eles alertam, no entanto, que é preciso ter responsabilidade, uma boa formação dos professores e ética para o uso.
“O aluno tem que aprender a usar para fazer pesquisa sem perder a sua autoria. Isso precisa ser ensinado e, para isso, os professores têm que ter condições de poderem ter a sua competência digital desenvolvida para poder ensinar”, explica Claudia Costin, presidente do Instituto Salto e ex-diretora global de educação do Banco Mundial.
Na Bahia, estudantes usam inteligência artificial para contar histórias.
TV Bahia
Para Paulo Blikstein, professor na Escola de Educação da Universidade de Stanford e co-fundador do Centro Lemann de Stanford, revoluções na educação são difíceis por se tratar de um sistema grande e complexo, mas, com os professores tendo controle das ferramentas, é possível implementar no dia a dia.
“É claro que ela pode fazer muito pela educação, muito bem e muito mal. Ela pode fazer muito bem se quem tiver no controle dessas ferramentas de Inteligência Artificial serão os professores”, completa.
Já Eduardo Saron, presidente da Fundação Itaú, vê o Brasil acompanhando a tendência mundial de experimentar o que está sendo feito e ter certeza de qual o exato caminho que a inteligência artificial pode ajudar.
“Quais as habilidades que a gente tem que endereçar, o que a gente tem que estimular que os nossos alunos têm? É uma habilidade central nesse novo mundo, é a habilidade da criatividade, outra do pensamento crítico, outra do modo de vida colaborativo. A gente precisa vencer isso aqui para que possa, de fato, ter o acesso qualificado inteligência artificial”, explicita Saron.
Governo lançou plano para ações até 2028
Em agosto de 2024, o governo federal lançou o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) 2024-2028 com o objetivo de traçar metas para a implementação e eficiência do uso da inteligência artificial no setor público.
Lula recebeu o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial durante 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, em julho de 2024.
Beatriz Borges/g1
São 6 propostas na área de educação:
Sistema Gestão Presente: está parcialmente desenvolvido e já vem sendo utilizado para a viabilização do Programa Pé-de-Meia. Os entes cadastrados, como secretarias estaduais, enviam os dados dos estudantes matriculados e frequência na escola.
Controle da Qualidade das Aquisições de alimentos: a ferramenta, que está em fase de implementação, pretende identificar padrões de compras de alimentos e auxiliar o MEC na avaliação dos produtos oferecidos aos estudantes nas redes de ensino, certificando a conformidade com as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
Sistema de Predição e Proteção de Trajetória dos Estudantes: o sistema pretende gerar um diagnóstico para identificar e prever fatores que levam o estudante ao abandono escolar. A pasta ainda está começando a desenhar o protótipo para implementar a ferramenta.
Soluções Adaptativas com IA Generativa de Avaliação Formativa e Diagnóstica para Alfabetização e Letramento e Sistemas de Tutoria Inteligentes de Matemática Desplugado com IA Generativa: o projeto ainda está em elaboração e pretende implementar a inteligência artificial no processo de aprendizado dos alunos brasileiros.
Melhoria da aprendizagem e bem-estar dos estudantes: projeto em elaboração que busca criar um ambiente de inovação contínua em sala de aula.
Segundo o Ministério da Educação, o objetivo das propostas é proporcionar ferramentas que capacitem gestores e professores e aprimorar o processo de ensino e aprendizagem.
Em entrevista ao g1, Camilo Santana, ministro da Educação, disse que as escolas têm que se adaptar às novas tecnologias e que isso já está acontecendo a partir da Base Nacional Curricular Comum (BNCC) Computação e da adesão ao PBIA.
“A gente precisa ter uma escola em que o aluno se levante de manhã quando acorda e tenha vontade de ir. Precisa ser acolhedora, ter uma boa infraestrutura, precisa ter esporte, precisa ter cultura e precisa estar conectada. A nossa luta é garantir que esse aluno acesso para o bem, para boa formação e para boa aprendizagem”, afirma.

Aprovada em 1º lugar para medicina na UFPB e em 6º na USP ia à missa todos os dias antes de estudar: ‘inegociável’

MEC orienta escolas sobre a proibição de celulares; veja os detalhes
Yasmin também apostou nas atividades físicas para deixar mais leve a maratona de estudos para o Enem. Yasmin Cordeiro passou em medicina na UFPB e na USP
Yanka Oliveira/TV Cabo Branco
Todos os dias, antes de encarar horas seguidas de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Yasmin Cordeiro ia à missa. Esse hábito diário se tornou combustível para a jovem que já estava no terceiro ano de cursinho. O resultado de manter a constância com a prática espiritual e também nos estudos foi a aprovação dela em 1º lugar em medicina, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), e na 6ª posição no mesmo curso, só que no vestibular da Universidade de São Paulo (USP).
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"A missa era inegociável. Receber a eucaristia diariamente foi de onde eu realmente recebia a força necessária para viver bem o dia de estudos. Por isso, eu ia à missa de 7h com minha avó. Quem não nega nada a Deus, Deus não nega nada. Hoje eu recebi muito mais do que merecia", lembrou a jovem, de 20 anos.
Saber da aprovação foi um momento de alegria e despertou na paraibana um sentimento de dever cumprido.
"Uma alegria indizível. Saber que todo esforço valeu a pena traz um alívio tão grande", relatou.
A jovem enxerga na medicina uma vocação. E por meio da profissão de médica ela pretende "ser o amor para aqueles que demandam cuidado".
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Mas antes de realizar o sonho de entrar na universidade, Yasmin viveu uma rotina intensa de sete a oito horas de estudos por dia, voltada especialmente para a prática de simulados. Além disso, ela tentou elaborar estratégias para superar as dificuldades com algumas disciplinas.
"É muito fácil negligenciar as áreas que percebemos um rendimento mais baixo, porque é bem mais confortável fazer questões e estudar matérias que temos maior familiaridade. Mas por mais que seja desconfortável, entender e combater as carências dos outros anos de preparação foi algo essencial", pontuou.
A principal dica da futura médica para quem ainda vai passar pelas provas do Enem é evitar ficar ansioso e se preocupar viver apenas o presente.
"Pensar muito nas possibilidades do futuro nos paralisa para a construção dele. São tantos cenários, tantas preocupações que nos perdemos em uma realidade que ainda não existe. Por isso, faça suas obrigações do momento e ofereça o seu melhor", aconselhou.
As atividades físicas, conforme a jovem, também são fundamentais nessa trajetória. Os exercícios funcionam como uma válvula de escape e dão mais energia para viver o dia além dos estudos.
"A verdade é que a preparação para o Enem é como uma maratona, todas as áreas da vida precisam ser ordenadas", reforçou.
Passada essa fase para Yasmin, ela pretende estudar em São Paulo e se tornar a médica que conseguir.
VÍDEOS: Lá vem o Enem

MEC orienta escolas sobre a proibição de celulares; veja os detalhes

Lei estabelece regras para a utilização de smartphones na educação básica. Aparelhos só serão permitidos em atividades pedagógicas ou em casos excepcionais, como os de alunos com deficiência que necessitam de tecnologia assistiva. O Ministério da Educação (MEC) realizou, na manhã desta sexta-feira (31), um evento virtual para orientar as escolas na proibição do uso de celulares durante aulas e intervalos. Esse veto aos aparelhos foi formalizado em 15 de janeiro, após o presidente Lula sancionar uma lei que se estende a toda a educação básica, pública e particular (ou seja, educação infantil, ensino fundamental e ensino médio).
A pasta anunciou também que duas novas medidas devem ser tomadas em fevereiro:
um decreto presidencial que esclarecerá pontos específicos da lei;
uma resolução com diretrizes operacionais a ser emitida pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).
"A gente quer otimizar o uso, potencializar os benefícios e mitigar os efeitos nocivos [da tecnologia]", afirma Kátia Schweickardt, secretária da Educação Básica do MEC.
Aléssio Costa Lima, presidente da Undime, que une as secretarias municipais de ensino, reforçou a importância desses direcionamentos mais específicos. "Essa lei precisa constar nos regimentos escolares. Como vai ser a materialização dela no dia a dia? Isso precisa ser detalhado", diz.
Veja as principais recomendações da pasta, transmitidas tanto no evento quanto em guias disponibilizados publicamente para as redes:
➡️As escolas devem reforçar que a medida foi tomada para proteger os alunos. "Vai haver resistência, como também houve quando os cintos de segurança passaram a ser obrigatórios", diz Anita Stefani, diretora de Apoio à Gestão Educacional do MEC.
➡️As exceções devem ser respeitadas. O uso de celular é permitido em situações relacionadas:
a fins pedagógicos ou didáticos, conforme orientação do professor, em atividades planejadas;
à inclusão e à acessibilidade de estudantes com deficiência;
ao atendimento a condições de saúde e garantia de direitos fundamentais.
"A lei não tira a tecnologia da educação. É sobre como utilizar os dispositivos de forma intencional. Os professores precisam saber usá-los a seu favor", afirma Stefani.
➡️O local onde os celulares ficarão guardados será uma decisão de cada escola. O MEC não estipulará se os aparelhos devem permanecer na mochila do aluno ou em uma caixa controlada pelo professor. "Não há uma imposição única. Colocamos algumas possibilidades no material de referência para as escolas", afirma Stefani.
O guia diz que o ideal é que os alunos sequer levem os celulares para a aula. Mas, como é uma medida por vezes inviável, é preciso "indicar um lugar seguro para que [os smartphones] fiquem retidos".
➡️As secretarias de educação deverão desenvolver ações de apoio à saúde mental dos alunos. Nas escolas, a recomendação é que haja um processo de escuta e acolhimento.
Washington Bandeira, secretário da Educação do Piauí e membro do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), destacou a importância de os professores lidarem com a "abstinência" que crianças e jovens podem enfrentar quando forem privados de usar a tecnologia. O g1 noticiou casos de bebês que, em escolas que já proibiam o celular, sequer aceitavam comer sem ver um vídeo ao mesmo tempo.
➡️A restrição ao uso dos celulares deve se manter inclusive no "tempo livre". "Precisa reservar o recreio e os intervalos para favorecer a necessidade social do convívio", diz Lima. Ele ressaltou a importância de as crianças poderem brincar longe das telas.
➡️As práticas adotadas devem ser revistas periodicamente para ajustes e melhorias.
Entre a última segunda-feira (27) e a 1ª semana de fevereiro, a maior parte dos colégios públicos e dos particulares no Brasil inicia o ano letivo de 2025. No caso das instituições que ainda permitiam o uso do celular em sala de aula, é o início de uma "nova era".
Tire suas dúvidas sobre a lei:
Em que momentos os celulares não poderão ser usados?
De acordo com a lei, o uso de celulares será proibido durante as aulas, recreios, intervalos e atividades extracurriculares.
Em algumas escolas e redes de ensino, por decisões locais, essa limitação já estava valendo em 2024. No vídeo abaixo, veja o que mudou, na prática, no dia a dia dessas instituições:
Celular proibido nas escolas?
Existem exceções?
Sim. Como dito no início da reportagem, a nova lei até permite que estudantes portem celulares nas escolas, desde que o uso fique restrito a situações excepcionais, como emergências e necessidades de saúde. Em atividades guiadas pelo professor, o uso também é liberado.
Lula vai sancionar projeto que limita celular em escolas; texto não deve ter vetos
Qual é a justificativa para a lei?
O MEC ressalta os principais problemas nas salas de aula antes da proibição dos celulares:
distração de alunos;
falta de interação social;
problemas de saúde mental;
impacto negativo no aprendizado.
O relator do projeto no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), destacou estudos do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), que indicam os impactos negativos do uso excessivo de smartphones. Segundo o relatório de 2022, alunos que passaram mais de cinco horas diárias conectados obtiveram, em média, 49 pontos a menos em matemática do que aqueles que utilizam os dispositivos por até uma hora.
No Brasil, 80% dos estudantes relataram distrações durante as aulas, bem acima da média de outros países, como Japão (18%) e Coreia do Sul (32%).
Além disso, Vieira apontou que o consumo excessivo de redes sociais está associado a transtornos de ansiedade, depressão e outros problemas de saúde mental entre jovens.
Quando a medida começa a valer?
Após a sanção de Lula, o projeto precisará ser regulamentado. Isso significa que regras para a aplicação da norma deverão ser estipuladas.
O ministro da Educação, Camilo Santana, informou que as orientações para aplicação serão traçadas ainda em janeiro. Um prazo será definido para adaptação das redes de ensino.
Como será feita a fiscalização? Onde os celulares ficarão guardados?
O ministro Camilo Santana explicou que detalhes operacionais, como o local de armazenamento dos celulares (mochilas, caixas ou áreas específicas), dependerão da estrutura e da decisão de cada escola.
As consequências para os alunos que não seguirem a regra também deverão ser definidas pelas próprias instituições de ensino.
Santana destacou que a ideia principal é permitir o uso apenas para fins pedagógicos, evitando o uso individual fora das disciplinas escolares.