Unesp 2025: lista da sexta chamada de aprovados é divulgada; consulte

Como funciona o programa Pé-de-Meia e como sacar o primeiro pagamento
Vestibular 2025 oferece 6.596 vagas em 24 cidades do estado de São Paulo. Campus da Unesp em Bauru
Divulgação
A Universidade Estadual Paulista (Unesp) divulgou nesta quarta-feira (26), a lista da sexta chamada do Vestibular 2025, com oferta de 6.596 vagas em 24 cidades.
ACESSE AQUI A LISTA DA SEXTA CHAMADA
A matrícula de quem tiver sido aprovado deve ser feita virtualmente esta quarta e quinta-feira (27), pelo site da Vunesp ou pelo Sistema de Graduação da Unesp (Sisgrad).
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Também de forma virtual, via Sisgrad, estão sendo feitas as matrículas para cursos com vagas remanescentes após a quarta chamada do Processo Seletivo “Olimpíadas Científicas Unesp 2025”.
São, ao todo, 449 vagas adicionais em cursos de graduação para participantes e medalhistas de olimpíadas do conhecimento.
Outras possibilidades
Campus da Unesp em Franca, SP
Valdinei Malaguti/EPTV
Há, ainda, o Sistema de Reserva de Vagas para Educação Básica Pública (SRVEBP), que destina 50% das vagas de cada curso de graduação da Unesp para alunos que tenham feito todo o ensino médio em escola pública.
Dentro desse sistema, 35% das vagas são destinadas aos candidatos que se autodeclararem pretos, pardos ou indígenas. A somatória inclui as 934 vagas do Provão Paulista direcionadas exclusivamente para alunos do ensino público.
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Este sistema, segundo a Unesp, tem garantido maioria de ingressantes vindos de escolas públicas desde o a edição 2017 do vestibular.
Uma outra forma de entrar na universidade é por meio das eventuais vagas remanescentes do Vestibular 2025 para todos os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 ou 2024, sem necessidade de o candidato estar inscrito no Vestibular Unesp.
O período para estes candidatos manifestarem interesse e participarem das chamadas seguintes para matrícula vai de 28 de fevereiro a 7 de março, após a apuração da sexta chamada do Vestibular Unesp. O cadastramento deverá ser feito pelo site da Vunesp.
Cronograma
O calendário completo de matrículas na Unesp, considerando o vestibular, ingresso pelas notas do Enem e Olimpíadas Científicas, prevê chamadas até 14 de março, além das matrículas da relação adicional feitas posteriormente.
Confira os detalhes das próximas chamadas:
7ª chamada – lista sai às 10h de 6 de março, com matrículas até 7 de fevereiro;
8ª chamada – lista sai às 10h de 10 de março, com matrículas até 11 de março;
9ª chamada – lista sai às 10h de 12 de março, com matrículas até 13 de março;
10ª chamada – lista sai às 10h de 14 de março, com matrículas até 17 de março.
Quais são os campi?
Campus da Unesp de Marília
Unesp/Reprodução
Os cursos da Unesp são oferecidos nas seguintes cidades:
Araçatuba (126 vagas);
Araraquara (764);
Assis (352);
Bauru (992);
Botucatu (538);
Dracena (70);
Franca (369);
Guaratinguetá (274);
Ilha Solteira (265);
Itapeva (66);
Jaboticabal (252);
Marília (400);
Ourinhos (54);
Presidente Prudente (529);
Registro (64);
Rio Claro (423);
Rosana (58);
São João da Boa Vista (70);
São José do Rio Preto (391);
São José dos Campos (108);
São Paulo (185);
São Vicente (72);
Sorocaba (72);
Tupã (102)
A Unesp
A Unesp é uma universidade pública e gratuita que está entre as maiores e melhores do país e da América Latina.
Presente em 24 cidades do Estado de São Paulo, com 34 unidades universitárias, desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão universitária em todas as grandes áreas do conhecimento.
Criada em 1976, a Universidade tem cerca de 50 mil estudantes, entre alunos de graduação e pós-graduação (stricto sensu).
Oferece ainda cursos pré-vestibulares gratuitos e mantém programas de extensão abertos para a comunidade.
Três escolas de ensino médio/técnico também são mantidas pela Unesp, que possui cerca de 1.900 laboratórios e 33 bibliotecas, além de cinco fazendas de ensino e pesquisa e três hospitais veterinários.
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‘Minidoutor’ de 5 anos: menino superdotado viraliza ao impressionar com conhecimentos sobre o corpo humano

Como funciona o programa Pé-de-Meia e como sacar o primeiro pagamento
O Profissão Repórter desta terça-feira (25) mergulhou no universo da superdotação. Em Goiânia, a reportagem conheceu o Davi Giordani. Cardiologista mirim: menino superdotado de 5 anos impressiona internet com conhecimentos sobre o corpo humano
O Profissão Repórter desta terça-feira (25) mergulhou no universo da superdotação.Em Goiânia, a reportagem conheceu um menino que aprendeu a ler com 2 anos e hoje, aos 5, devora livros de medicina.
Davi Giordani quer ser cardiologista. Nas redes sociais, o garoto brinca de ser médico e responde a perguntas sobre todos os órgãos do corpo humano. Veja no vídeo acima.
As respostas do menino viralizaram e hoje ele acumula quase 2 milhões de seguidores.
"Muitos médicos me inspiraram", afirma o menino.
Prematuro e superdotado
Davi nasceu prematuro com 29 semanas de gestação e somente 735 gramas
Reprodução/TV Globo
O desenvolvimento de Davi surpreendeu ainda mais porque ele nasceu prematuro com 29 semanas de gestação e somente 735 gramas. Depois de dois meses de neonatal, o cardiologista mirim ganhou peso, cresceu e passou a chamar atenção pelo raciocínio rápido.
"A gente achava normal, por ele sempre ter sido muito estimulado e ter muitos livros. Mas não passava na minha cabeça que eu ia ter um filho superdotado", conta a mãe, Érica Silva.
Davi aprendeu a ler com 2 anos de idade
Reprodução/TV Globo
Davi explica a própria condição com naturalidade:
"Um superdotado tem a mesma quantidade de neurônios de um adulto, mas a sinapse é mais rápida, ele processa mais rápido as informações."
Davi lendo livro de medicina
Reprodução/TV Globo
Adiantamento escolar e desafios
Por orientação de especialistas, Davi foi acelerado na escola, pulando do segundo ano da educação infantil direto para o segundo ano do ensino fundamental. Hoje, estuda com crianças de 7 anos e é acompanhado por neuropedagogos e neuropsicólogos para garantir uma adaptação saudável.
Apesar do talento, a rotina tem desafios.
"A gente tem as dificuldades normais de qualquer criança, mas, no caso dele, tudo é potencializado: o choro, a birra, a frustração", afirma o pai, José Giordani.
Mesmo com o sucesso na internet, Davi faz questão de lembrar seus seguidores:
"Vídeos na internet não substituem consulta médica. Eles servem para ajudar as pessoas a chegarem mais informadas ao médico."
Menino de 5 anos viraliza ao impressionar com conhecimentos sobre o corpo humano
Reprodução/TV Globo
Veja a íntegra do programa abaixo:
Edição de 25/02/2025
Confira as últimas reportagens do Profissão Repórter:

Ritalina x Rita Lee: viral engana ao ligar remédio à cantora; conheça os riscos e qual é o uso (correto) do metilfenidato

Como funciona o programa Pé-de-Meia e como sacar o primeiro pagamento
Nas redes sociais, vídeo viral engana ao afirmar que o remédio homenageia a cantora Rita Lee. Entenda a verdadeira origem do nome do metilfenidato, que ganhou fama de ‘fórmula mágica’ da cognição, principalmente por universitários e concurseiros. Ritalina, medicamento para TDAH
Reprodução
Nas redes sociais, um vídeo atribui o nome do medicamento Ritalina a uma homenagem à cantora Rita Lee. No conteúdo, a artista aparentemente afirma que o nome do remédio foi escolhido em sua honra. No entanto, a publicação não passa de um deep fake – um vídeo manipulado digitalmente para criar essa falsa impressão.
A alegação, desmentida pela própria assessoria da cantora e da farmacêutica responsável pelo medicamento, não tem base alguma e vai contra a história real e documentada sobre o nome do remédio (entenda mais abaixo).
Mas o fato é que a Ritalina, um psicoestimulante tarja preta indicado para tratar transtornos psicológicos, tem sido usada, de forma indiscriminada, por muitos jovens, principalmente universitários e concurseiros, que acreditam que ela pode turbinar a inteligência e melhorar a concentração.
⬜⬛⬜ 'TARJA PRETA': É um medicamento de controle especial, com alto potencial de dependência, e só pode ser vendido com receita médica retida.
No entanto, especialistas ouvidos pelo g1 alertam que ese uso do metilfenidato traz riscos à saúde e não há comprovação científica de que ele realmente "aumente a inteligência".
Abaixo, entenda os motivos.
Ritalina x Rita Lee
A verdadeira história por trás do nome Ritalina é bem diferente do que sugere o vídeo viral. O medicamento, cujo princípio ativo é o metilfenidato, tem suas origens na década de 1940, muito antes de Rita Lee se tornar uma figura pública.
A história toda começa em 1944, quando o químico Leandro Panizzon, então funcionário da empresa farmacêutica suíça Ciba (hoje conhecida como Novartis), sintetizou pela primeira vez o metilfenidato.
Como era comum na época, Panizzon testou a nova substância em si mesmo, mas não notou efeitos significativos.
Leandro Panizzon ao lado de sua esposa, Marguerite “Rita” Panizzon.
Reprodução
Intrigado, o cientista decidiu oferecer o composto à sua esposa, Marguerite Panizzon, que sofria de pressão baixa.
Surpreendentemente, após uma partida de tênis, Marguerite relatou uma melhora notável em seu desempenho, aparentemente relacionada à ingestão do metilfenidato.
Foi aí então que o químico teve a ideia de batizar o novo medicamento. Inspirado pelo apelido carinhoso de sua esposa, "Rita", ele criou o nome "Ritalina".
Assim, o medicamento que viria a se tornar mundialmente conhecido recebeu seu nome em homenagem à Marguerite Panizzon, a verdadeira "Rita" por trás da Ritalina.
Leandro Panizzon em 1937, quando era pesquisador na Ciba. Anos depois, após descobrir o metilfenidato em 1944, tornou-se vice-diretor da empresa.
Ciba
A Ritalina foi então patenteada em 1954 e introduzida no mercado em 1955 para tratar diversas condições, incluindo depressão, fadiga e narcolepsia. Nos anos seguintes, estudos demonstraram seus efeitos positivos em sintomas de impulsividade, hiperatividade e transtornos de atenção.
Por isso, um fato curioso nessa história é que, quando a Ritalina foi lançada, Rita Lee tinha apenas 8 anos de idade.
Ao g1, a assessoria da cantora também negou qualquer relação com a origem do nome do medicamento.
Já a Novartis, atual fabricante da Ritalina, esclareceu que o nome do produto tem como precursor o ácido ritalínico, descartando também qualquer conexão com a artista brasileira.
Considerando que Rita Lee nasceu em 1947, e a marca foi depositada em 1956, quando a cantora e compositora tinha apenas 9 anos de idade, não há fundamento na afirmação de que o medicamento teria sido batizado em homenagem à artista.
Rita Lee em imagem de novembro de 2004, em São Paulo
José Patrício/Estadão Conteúdo/Arquivo
Mas o que é o metilfenidato?
O cloreto de metilfenidato faz parte de uma classe de medicamento chamada de psicoestimulantes, drogas que excitam o nosso sistema nervoso central.
Isso quer dizer que, assim como a cafeína, nicotina, cocaína e até mesmo as anfetaminas, ele causa uma variação no nosso estado de humor, aumentando o estado de alerta e excitação do corpo. Entretanto, vale o alerta de que o metilfenidato tem um perfil de segurança diferente quando usado corretamente e sob supervisão médica.
Como os nossos neurônios se comunicam uns com os outros, esses medicamentos atuam justamente na parte do nosso cérebro que é o local de contato entre as células nervosas, as sinapses. São nessas regiões que as informações necessárias para o funcionamento do nosso organismo são transmitidas.
Esse processo todo de troca de informações acontece por meio dos chamados neurotransmissores, moléculas mensageiras que são liberadas de um neurônio para outro.
Depois que os neurotransmissores passam seu recado, eles são então degradados ou voltam para a célula nervosa.
Mas diferente de outros medicamentos que aumentam o estoque dessas substâncias, como a adrenalina, o metilfenidato atua inibindo a recaptação dessas moléculas, estimulando cada vez mais os neurônios e, assim, os processos de concentração.
Antiga propaganda da Ritalina (metilfenidato) destaca seus supostos efeitos energizantes e antidepressivos.
Ciba
Qual a indicação do medicamento?
O metilfenidato é indicado para o tratamento de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) em crianças e adultos e também para o tratamento de narcolepsia.
O médico psiquiatria e professor do departamento de psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, Amilton Santos Jr., explica que o precursor da droga começou a ser estudado nos anos 50, inicialmente como um remédio para enxaqueca, mas logo essa sua utilidade foi descartada porque os cientistas perceberam que ele piorava esses quadros.
Por outro lado, com o uso da medicação, algumas crianças que eram mais distraídas e agitadas ficavam um pouco mais concentradas e focadas. Por isso, o medicamento, que teve sua formulação aprimorada ao longo dos anos, hoje ele auxilia o tratamento do TDAH, mas não são todos os casos que precisam do uso do fármaco.
“Ele não é cura. Não é o único tratamento que existe. A gente sempre fala: em saúde mental nada prescinde de abordagens não farmacológicas”, ressalta o médico.
Publicidade médica da época minimizava efeitos colaterais e promovia uso amplo de estimulantes.
Ciba
Impacto discutível no desempenho acadêmico
O cloridrato de metilfenidato é um medicamento que deve ser administrado conforme as necessidades de adaptação de cada paciente. Ou seja, é preciso uma avaliação caso a caso feita por um especialista sobre a posologia da droga. É ele que irá indicar a dosagem de acordo com períodos de maiores dificuldades escolares ou comportamentais de um paciente com TDAH.
“Os efeitos de melhora cognitiva do metilfenidato são claramente comprovados em pessoas com diagnóstico de TDAH”, diz Henrique Bottura, diretor clínico do Instituto de Psiquiatria Paulista.
Ele explica que, quando o medicamento é usado em doses terapêuticas e para as indicações adequadas, ele auxilia o tratamento dos sintomas relacionados ao transtorno, como a desatenção, inquietação e impulsividade, mas que em pessoas que não apresentam o problema, a eficácia no desempenho cognitivo é discutível.
Atualmente, faltam evidências de efeitos a longo prazo do metilfenidato no desempenho acadêmico. Bottura ressalta que alguns estudos chegaram até avaliar as implicações do medicamento no desempenho matemático de crianças e adolescentes, mas os resultados dessas pesquisas mostraram números de melhora muito baixos.
“Hoje em dia muitas pessoas utilizam esse medicamento para melhorar a atenção, até porque hoje ela é muito mais desafiada do que anos atrás. No entanto, o benefício [do metilfenidato] para isso não é comprovado”, destaca.
O médico psiquiatria Amilton Santos Jr. acrescenta que o medicamento pode até deixar uma pessoa acordada por mais tempo e, consequentemente, estudando mais. Mas o descanso depois do estudo, pontua, é igualmente importante nesses casos porque é nessas horas que o cérebro irá organizar as sinapses e armazenar toda informação que foi aprendida durante o período que esteve desperto.
O uso indiscriminado do medicamento em doses não controladas pode resultar no aumento da ansiedade, dores de cabeça, perda de apetite e até mesmo, em alguns casos mais raros, alucinações.
Pexels
“Mas [o metilfenidato] não aumenta a inteligência de uma pessoa. O que ele faz é, durante o seu período de atuação no organismo, aumentar a janela atencional, o período pelo qual a pessoa consegue ficar um pouco mais tempo concentrada”, ressalta.
O problema é que, em indivíduos que não têm TDAH e fazem o uso por conta própria, isso pode causar vários problemas, tendo em vista que não há um controle das doses adequadas do medicamento.
“E aí a hora que a pessoa fica sem o remédio, ela fica como se estivesse deprimida mesmo, ela fica para baixo, sem ânimo, sem energia, que é o estado que a gente chama de abstinência”, alerta o médico.
Quais são os principais efeitos colaterais após o uso sem prescrição médica?
A automedicação com o metilfenidato pode acabar não ajudando o desempenho acadêmico daqueles que buscam um ‘up’ nos estudos e, em alguns casos, até mesmo resultando em sérios problemas de saúde.
O pesquisador Fernando Freitas, do Laboratório de Saúde Mental e Atenção Psicossocial da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) aponta que, como esses medicamentos alteram a química do cérebro e provocam um efeito calmante, eles vão criando uma dependência psicológica que estimula a necessidade de aumento da dose.
“Ele ajuda você a concentrar. Você consegue ter mais foco naquilo, fica com mais atenção, mas isso é algo passageiro”, lembra.
O problema é que, se uma pessoa tinha níveis de atenção normais, é como se ela tomasse uma “overdose de cafeína”, explica Santos Jr.
Por isso, o uso indiscriminado do medicamento em doses não controladas pode resultar no aumento da ansiedade, dores de cabeça, perda de apetite e até mesmo, em alguns casos mais raros, alucinações (em casos de superdosagem ou uso crônico em doses elevadas) e na piora de quadros de esquizofrenia ou transtorno bipolar (ele é contraindicado nesses casos devido ao risco de exacerbar sintomas psicóticos ou maníacos).
A questão, defende o médico, é que os pacientes muitas vezes não sabem se têm predisposição a esses problemas até a ocorrência do primeiro episódio. Assim, ele acredita que a questão-chave tem a ver com o controle de acesso a esse medicamento e a necessidade do acompanhante médico.
"Todos os remédios têm indicações e contraindicações. Pessoas são mais sensíveis e menos sensíveis. Então o mais importante é não fazer o uso de forma aleatória e sem a supervisão de um médico especialista na área".
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Pé-de-Meia: estudantes que concluíram o ensino médio e fizeram o Enem já podem sacar bônus de R$ 1,2 mil

Como funciona o programa Pé-de-Meia e como sacar o primeiro pagamento
O valor de saque após conclusão sobe no caso dos beneficiados que vão concluir a etapa de ensino em 2025 ou 2026, e pode chegar a até R$ 3,2 mil. Para isso, é preciso cumprir com algumas condições. Por meio do Pé-de-Meia, o estudante recebe um incentivo mensal de R$ 200, que pode ser sacado em qualquer momento
Divulgação/Governo Federal
Os alunos beneficiados pelo programa Pé-de-Meia que concluíram o ensino médio e participaram do Enem em 2024 já podem sacar os bônus de R$ 1.200. Com esse último pagamento, estes estudantes terão recebido até R$ 3,2 mil reais por seu último ano na etapa escolar.
Esse total engloba:
R$ 200 reais pagos pela matrícula em 2024.
R$ 1.800 pagos em 9 parcelas ao longo de 2024.
R$ 1.000 de bônus pela aprovação no final do ano letivo, pagos nesta semana.
R$ 200 pela realização do Enem no último ano do ensino médio, pagos nesta semana.
Os R$ 1.200 finais foram disponibilizados na terça-feira (25) para os alunos nascidos de janeiro a junho, e nesta quarta-feira (26) para os nascidos de julho a dezembro, e já podem ser sacados.
Na quinta-feira (27), será a vez de depositar os R$ 1.000 na conta dos estudantes beneficiados que concluíram em 2024 o 1º ou o 2º ano do ensino médio. O valor só poderá ser sacado quando os estudantes concluírem a etapa de ensino.
Em pronunciamento de TV, Lula anuncia pagamento do Pé-de-Meia nesta terça
Os beneficiados pelo programa que cursaram o 2º ano do ensino médio no ano passado poderão receber ao todo R$ 6,2 mil caso sejam aprovados no último ano em 2025 e participem do Enem neste ano.
Já para aqueles que estavam no 1º ano em 2024 e que concluírem a etapa em 2026, e cursarem o Enem ao final do 3º ano, o valor total recebido ao longo dos três anos pode chegar a R$ 9,2 mil.
Vale lembrar que os R$ 1.000 depositados ao final de cada ano da etapa escolar está condicionado à aprovação nos três anos. Já os R$ 200 finais serão pagos apenas ao final do 3º ano do ensino médio, caso o estudante participe do Enem naquele ano.
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o programa beneficia mais de 4 milhões de estudantes.
A pasta não soube detalhar quantos deles estão em cada ano da etapa escolar ou quantos estão elegíveis aos bônus de aprovação e de participação no Enem, mas reforçou que mais de 90%dos beneficiados foram aprovados em 2024.
Sobre o Pé-de-Meia
O programa Pé-de-Meia foi sancionado e regulamentado em janeiro de 2024, com o objetivo combater a evasão escolar no ensino médio, criando uma bolsa para estimular a permanência e conclusão da etapa de ensino.
São elegíveis estudantes de baixa renda da rede pública, de 14 a 24 anos, de famílias inscritas no CadÚnico. Além disso, os alunos devem:
possuir CPF;
estar cadastrados no CadÚnico (instrumento do governo federal para coleta de dados de pessoas em vulnerabilidade);
ter se matriculado no início do ano letivo;
alcançar frequência escolar de pelo menos 80% das horas letivas;
participar do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
Para terem direito ao bônus, é exigido que:
não tenham sido reprovados no fim do ano letivo;
façam o Enem no fim do 3º ano do ensino médio.
VÍDEOS DE EDUCAÇÃO

Como funciona o programa Pé-de-Meia e como sacar o primeiro pagamento

Como funciona o programa Pé-de-Meia e como sacar o primeiro pagamento
Programa cria uma poupança para estimular a permanência dos alunos na escola e a conclusão do ensino médio. Governo paga Pé de Meia de até R$ 1,2 mil aos estudantes
Estudantes que concluíram um dos três anos do ensino médio regular em escola pública em 2024 poderão sacar R$ 1 mil do programa Pé-de-Meia, do governo federal. O anúncio foi feito na segunda-feira (24/2).
"Tem direito ao valor quem passou de ano, mas quem concluiu o ensino médio já pode sacar a partir desta terça-feira", disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em pronunciamento na televisão.
Segundo o presidente, mais de 90% dos jovens que estão no programa passaram de ano.
👉 O programa Pé-de-Meia foi criado em janeiro de 2024. Ele é destinado a estudantes do ensino médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) de escolas públicas que integram famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).
O programa cria uma poupança para promover a permanência dos alunos na escola e a conclusão do ensino médio.
Ao comprovar matrícula e frequência, o estudante recebe o pagamento de incentivo mensal de R$ 200, que pode ser sacado em qualquer momento.
O beneficiário do Pé-de-Meia ainda recebe R$ 1 mil ao final de cada ano concluído, que só pode ser retirado da poupança após a formatura no ensino médio.

Getty Images via BBC
➡️ Além disso, os alunos aprovados no terceiro ano em 2024, que participaram dos dois dias da última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), receberão mais R$ 200.
Segundo o governo federal, considerando as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação Enem, os valores podem chegar a R$ 9,2 mil por aluno.
O programa chegou a ser suspenso pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por um entendimento que os recursos do Pé-de-Meia deveriam ser contabilizados no Orçamento da União, e não serem transferidos diretamente de fundos da área de educação. O governo acatou as ordens do TCU e o programa foi liberado.
Segundo Lula, o programa está ajudando mais de 4 milhões de jovens a permanecerem na escola.
Quem pode participar do programa Pé-de-Meia?
O Programa Pé-de-Meia é destinado a estudantes matriculados no ensino médio da rede pública de ensino.
É preciso ser estudante matriculado no ensino médio regular das redes públicas e ter entre 14 a 24 anos ou estudante da educação de jovens e adultos (EJA) das redes públicas e ter entre 19 e 24 anos.
Além disso é preciso:
Ser integrante de família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que tenha renda, por pessoa, de até meio salário-mínimo (R$ 759).
Ter CPF regular.
Ter o mínimo de 80% de frequência escolar no mês.
Existe também um programa chamado Pé-de-Meia Licenciaturas, que incentiva o ingresso na carreira docente.
É preciso se inscrever no Pé-de-Meia? É preciso abrir uma conta na Caixa?
Não.
O estudante não precisa se inscrever no Programa Pé-de-Meia e nem abrir conta na Caixa.
📃 Basta ter CPF, estar matriculado até abril de 2024 em uma escola pública cursando o ensino médio e fazer parte de uma família beneficiária do Programa Bolsa Família.
As redes ofertantes do ensino médio (federais, estaduais, distritais ou municipais) são responsáveis por captar e informar os dados dos estudantes ao Ministério da Educação (MEC).
O MEC define o público contemplado, além de acompanhar e verificar o cumprimento dos requisitos para fins de pagamento dos incentivos.
Se o estudante cumprir todos os requisitos e for selecionado pelo MEC para participar do Programa, a própria Caixa abre uma conta digital em nome do estudante
As folhas de pagamento são enviadas à Caixa Econômica Federal, responsável pelos pagamentos, que são consultados pelos beneficiários por meio do aplicativo Jornada do Estudante.
Caso o estudante já tenha conta na Caixa Econômica Federal, não será necessária abertura de nova conta para crédito do incentivo — desde que a conta seja do tipo Poupança Social Digital ou Poupança CAIXA Tem, e que estejam em nome do estudante.
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Como funciona para estudantes com menos de 18 anos?
Segundo a Caixa Econômica Federal, para estudantes com menos de 18 anos, o responsável legal do aluno deve autorizar a movimentação da conta pelo App CAIXA Tem, por meio da opção "Programa Pé-de-Meia" – "Permitir acesso a um menor". Isso também pode ser feito em uma agência da Caixa.
No App "CAIXA Tem", caso o responsável legal seja pai ou mãe do estudante, é necessário fazer upload do RG do estudante. Caso o responsável legal não seja o pai ou a mãe do estudante, isso precisa ser feito em uma agência da Caixa.
A conta do estudante pode ser movimentada pelos seguintes canais:
App CAIXA Tem
Caixas eletrônicos da Caixa
Lotéricas
Correspondentes Caixa
Como consultar saldos e pagamentos?
Para consultar o calendário de pagamentos ou a situação do pagamento, o estudante é orientado a usar os seguintes canais:
o aplicativo Caixa Tem
o aplicativo Jornada do Estudante
o aplicativo Benefícios Sociais CAIXA
o portal Cidadão da CAIXA pelo endereço
o telefone 0800 616161 (Fale Conosco do MEC)
Para informações sobre a frequência escolar, os estudantes devem procurar suas escolas.
Com o aplicativo Caixa Tem, o estudante pode solicitar seu cartão de débito, movimentações do dia a dia, receber e enviar PIX, fazer o pagamento de contas e recarga de celular.
Quais são as modalidades do Pé-de-Meia?
São quatro modalidades:
Incentivo Matrícula: por matrícula registrada no início do ano letivo, valor pago uma vez por ano;
Incentivo Frequência: por frequência mínima escolar de 80% do total de horas letivas, aferida pela média do período letivo transcorrido ou pela frequência mensal do estudante, valor pago em nove parcelas durante o ano;
Incentivo Enem: por participação comprovada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), valor pago uma única vez ao estudante matriculado na 3ª série da etapa, cujos depósito e saque dependem da obtenção de certificado de conclusão do ensino médio;
Incentivo Conclusão: por conclusão dos anos letivos do ensino médio com aprovação e participação em avaliações educacionais, cujos depósito e saque dependem da obtenção de certificado de conclusão do ensino médio.
Quanto dinheiro é pago aos estudantes?
O Incentivo Matrícula e o Incentivo Frequência são pagos ao longo do ano letivo, a partir de aferição dos requisitos.
O Incentivo Conclusão e o Incentivo Enem dependem da obtenção do certificado do ensino médio.
💰 Os valores são:
Incentivo Matrícula: R$ 200 pagos em parcela anual.
Incentivo Frequência: R$ 1,8 mil por ano, pagos em nove parcelas. (Excepcionalmente em 2024, foram pagas oito parcelas do incentivo)
Incentivo Conclusão: R$ 1 mil depositados anualmente após a aprovação do estudante em cada ano letivo do ensino médio, totalizando R$ 3 mil. O valor fica retido e só pode ser sacado após a conclusão dos três anos do ensino médio.
Incentivo Enem: R$ 200 pagos em parcela única.
Qual é o calendário de pagamentos?
Parcela dos concluintes do 3º ano do ensino médio e EJA:
Terça (25/2): Nascidos nos meses de janeiro a junho
Quarta (26/2): Nascidos nos meses de julho a dezembro
Parcela única de conclusão em poupança para os estudantes do 1º e 2º ano do ensino médio:
Quinta (27/2): nascidos em qualquer mês. Os estudantes do 1º e 2º ano terão depósito de R$ 1 mil em suas contas, que poderá ser sacado apenas na conclusão do ensino médio.
* Este texto foi publicado originalmente em https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0jgn167y7lo
Ansiedade: de 2014 a 2024, atendimento a crianças de 10 a 14 anos subiu quase 2.500% no SUS