Enem 2025: veja como e quando pedir isenção da taxa de inscrição

ChatGPT, Gemini e mais: quais os prós e contras de usar cada ferramenta de inteligência artificial em trabalhos acadêmicos?
Quem estava isento em 2024 e não compareceu à prova deve justificar a ausência para ter direito à gratuidade da taxa novamente. Professores do Piauí comentam provas de matemática e ciências da natureza no Enem 2024 no Piauí
Lívia Ferreira/ g1 Piauí
Os interessados em participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 podem pedir a isenção da taxa de inscrição no período de 14 a 25 de abril. O cronograma completo foi publicado nesta segunda-feira (31), no Diário Oficial da União (DOU).
SAIBA MAIS: Leia redações nota mil do Enem 2024
💰Quem tem direito à isenção? Segundo o edital do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), entra no grupo quem:
estiver cursando o último ano do ensino médio no ano de 2025, em qualquer modalidade de ensino, em escola da rede pública declarada ao Censo Escolar da Educação Básica;
tiver cursado todo o ensino médio em escola da rede pública ou como bolsista integral na rede privada e ter renda per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio;
declarar situação de vulnerabilidade socioeconômica, por ser membro de família de baixa renda, e que está inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
💰Como fazer a solicitação? Para pedir a isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2025, o participante deve:
acessar o site enem.inep.gov.br/participante;
informar CPF, data de nascimento, e-mail válido e número de telefone;
justificar ausência no Enem 2024 com documentos específicos (para os isentos que não compareceram à prova);
preencher corretamente as informações e criar um cadastro na Página do Participante em sso.acesso.gov.br.
✏️Como justificar a ausência no Enem 2024? Quem estava isento da taxa na última edição da prova e, ainda assim, faltou a um ou dois dias do exame deverá apresentar uma documentação que comprove o motivo da ausência. Só assim terá direito novamente à gratuidade.
Para isso, é preciso acessar o mesmo sistema de solicitação de isenção da taxa de inscrição (enem.inep.gov.br/participante) e inserir uma das opções abaixo:
boletim de ocorrência comprovando assalto, furto ou acidente de trânsito;
certidão de casamento ou contrato de união estável no dia da prova;
certidão de óbito comprovando morte na família;
certidão e nascimento comprovando maternidade ou paternidade;
emergência, internação ou repouso médico;
mandado de prisão que ateste privação de liberdade;
comprovante de mudança de domicílio;
documento que comprove mudança de domicílio;
documento que comprove intercâmbio acadêmico ou atividade escolar.
Não serão aceitos documentos autodeclaratórios ou emitidos por pais ou responsáveis. E não é possível justificar ausência no Enem 2024 sem antes solicitar isenção da taxa de inscrição no Enem 2025.
📅Qual é o cronograma completo?
Resultado do recurso da justificativa de ausência no Enem 2024 e solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2025: 22/5/2025
Recurso da justificativa de ausência no Enem 2024 e solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2025: 12/5/2025 a 16/5/2025
Resultado da justificativa de ausência no Enem 2024 e solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2025: 12/5/2025
Justificativa de ausência no Enem 2024 e solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2025: 14/4/2025 a 25/4/2025
✏️Já dá para fazer a inscrição no Enem? Não. O Inep ainda vai publicar os editais específicos com as regras e datas do Enem 2025.
E atenção: ter a aprovação da justificativa de ausência no Enem 2024 e/ou da solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2025 não garante a efetivação da inscrição.
Os interessados em realizar o Enem 2025, isentos ou não, deverão realizar sua inscrição na Página do Participante, no período que ainda será divulgado.
Inep libera versão digitalizada do texto das redações nota mil do Enem 2024

Enem: governo publica procedimento para justificar ausência e isenção da taxa de inscrição

ChatGPT, Gemini e mais: quais os prós e contras de usar cada ferramenta de inteligência artificial em trabalhos acadêmicos?
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) ainda vai publicar os editais específicos com regras específicas do Enem 2025. Professores do Piauí comentam provas de matemática e ciências da natureza no Enem 2024 no Piauí
Lívia Ferreira/ g1 Piauí
O governou federal publico no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (31), os procedimentos e prazos para justificar a ausência no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024 e a solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição do Enem 2025.
Segundo a publicação, esses procedimentos vão acontecer antes do período de inscrições por meio do site: enem.inep.gov.br/participante. Os participantes devem seguir o seguinte cronograma:
Justificativa de ausência no Enem 2024 e solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2025: 14/4/2025 a 25/4/2025
Resultado da justificativa de ausência no Enem 2024 e solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2025: 12/5/2025
Recurso da justificativa de ausência no Enem 2024 e solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2025: 12/5/2025 a 16/5/2025
Resultado do recurso da justificativa de ausência no Enem 2024 e solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2025: 22/5/2025
Os participantes que conseguiu a isenção de pagamento da taxa de inscrição no Enem 2024, mas que não compareceu nos dois dias de prova, deverá justificar a ausência para solicitar a isenção da taxa de inscrição do Enem 2025.
O mesmo acontece com os candidatos que obtiverem a isenção de pagamento da taxa de inscrição do Enem 2025 e não comparecerem às provas. Para ter a isenção no Enem 2026, é necessário justificar via sistema.
Vale lembrar que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) ainda vai publicar os editais específicos com as regras do Enem 2025.
Ter a aprovação da justificativa de ausência no Enem 2024 e/ou da solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2025 não garante a efetivação da inscrição no Enem 2025.
Os interessados em realizar o Enem 2025, isentos ou não, deverão realizar sua inscrição na Página do Participante, tendo como referência o edital específico com disposições, procedimentos e prazos.
Será isento do pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2025 o participante que:
Estiver cursando o último ano do ensino médio no ano de 2025, em qualquer modalidade de ensino, em escola da rede pública declarada ao Censo Escolar da Educação Básica;
Tiver cursado todo o ensino médio em escola da rede pública ou como bolsista integral na rede privada e ter renda per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio;
Declarar situação de vulnerabilidade socioeconômica, por ser membro de família de baixa renda, e que está inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
Para solicitar a isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2025, o participante deve:
Informar CPF, data de nascimento, e-mail válido e número de telefone;
Justificar ausência no Enem 2024 com documentos específicos;
Preencher corretamente as informações e criar um cadastro na Página do Participante em sso.acesso.gov.br;
Como justificar ausência?
Para justificar a ausência no Enem 2024 é preciso acessar o mesmo sistema de solicitação de isenção da taxa de inscrição (enem.inep.gov.br/participante) e inserir os documentos que comprovam o motivo da ausência.
Entre os documentos datados e assinados serão aceitos:
boletim de ocorrência comprovando assalto, furto ou acidente de trânsito;
certidão de casamento ou contrato de união estável ;
certidão de óbito comprovando morte na família;
certidão e nascimento comprovando maternidade ou paternidade;
emergência, internação ou repouso médico;
mandado de prisão que ateste privação de liberdade;
comprovante de mudança de domicílio;
documento que comprove mudança de domicílio;
documento que comprove intercâmbio acadêmico ou atividade escolar;
Não serão aceitos documentos autodeclaratórios ou emitidos por pais ou responsáveis.
Não é possível justificar ausência no Enem 2024 sem solicitar isenção da taxa de inscrição no Enem 2025.

Pé-de-Meia Licenciaturas: inscrições terminam neste domingo; veja quem pode receber incentivo de R$ 1.050

ChatGPT, Gemini e mais: quais os prós e contras de usar cada ferramenta de inteligência artificial em trabalhos acadêmicos?
Programa do governo federal busca estimular a formação de novos professores. Saiba como participar. Sala de aula vazia de faculdade de SC
Unisul/Divulgação
As inscrições para o Pé-de-Meia Licenciaturas, novo programa do Ministério da Educação (MEC) para incentivar a formação de professores, terminam neste domingo (30). Os estudantes aprovados terão direito a um auxílio mensal de R$ 1.050.
Tire suas dúvidas abaixo:
✏️Como fazer a inscrição?
É preciso preencher o cadastro na Plataforma Freire, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes):
O aluno deve enviar seus dados pessoais, o currículo e o termo de concordância assinado.
Em seguida, precisa informar em qual instituição de ensino está matriculado.
✏️Quem pode participar?
O programa exige que o aluno tenha:
sido aprovado em um curso de licenciatura presencial neste ano, no: Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) ou Fundo de Financiamento Estudantil (Fies);
obtido nota igual ou superior a 650 no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Não há critérios de renda.
✏️De quanto é a bolsa?
O auxílio pago aos estudantes aprovados será de R$ 1.050 por mês, do início ao fim do curso. Dessa quantia, R$ 700 poderão ser sacados imediatamente e R$ 350 serão depositados em uma poupança (liberada após a formatura).
As bolsas serão pagas pelo MEC, por meio da Capes, e beneficiarão até 12 mil alunos em 2025.
✏️Quando saem os resultados?
A lista de selecionados será publicada em 14 de abril. Caso haja mais de 12 mil interessados, a prioridade será para os aprovados pelo Sisu.
✏️O que fazer se perder o prazo?
É possível fazer a inscrição mesmo após 30 de março. No entanto, o pagamento da primeira parcela será pago com atraso.
Vídeos de Educação
Programa concede incentivo em dinheiro para quem optar por cursos de licenciatura

Aulas para o curso online e gratuito da Fundação Roberto Marinho para o Encceja começam segunda; inscrições continuam

ChatGPT, Gemini e mais: quais os prós e contras de usar cada ferramenta de inteligência artificial em trabalhos acadêmicos?
Curso prepara jovens e adultos que estão fora da escola para obter o diploma do ensino fundamental ou médio por meio do Exame Nacional para Certificação de Jovens e Adultos (Encceja). As aulas iniciam em 31 de março. Logo do curso SEJA, da Fundação Roberto Marinho.
Reprodução
A Fundação Roberto Marinho, em parceria com o Instituto Equatorial, inicia segunda-feira (31) o curso online e gratuito SEJA, que pretende dar suporte para todas as pessoas que interromperam os estudos e desejam concluir a educação básica ou ampliar oportunidades educacionais e profissionais.
As inscrições estão abertas para todos que vão fazer o Exame para Certificação de Jovens e Adultos (Encceja), oferecido pelo INEP. Os interessados podem se inscrever pelo site frm.org.br/seja .
Em 2024, 90% dos estudantes que participaram do curso e responderam ao questionário de avaliação do SEJA conseguiram aprovação em pelo menos uma área de conhecimento ou atingiram a pontuação necessária para a obtenção do diploma.
As aulas são organizadas em salas virtuais e podem ser acessadas até por celular, garantindo flexibilidade para conciliar estudos com trabalho e responsabilidades domésticas.
Como funciona?
O curso SEJA segue a matriz curricular do Encceja e do Telecurso — metodologia educacional da Fundação Roberto Marinho utilizada há mais de 30 anos e que já proporcionou a 1,7 milhão de jovens e adultos, de todo o país, a conclusão da educação básica.
Os alunos contam com professores para tirar dúvidas, mas a recomendação é acompanhar as aulas desde o primeiro dia para evitar acúmulo de conteúdo.
Quem pode se inscrever?
Jovens e adultos que não concluíram os estudos na idade adequada, incluindo residentes no exterior e pessoas privadas de liberdade poderão se inscrever.
A idade mínima é de 15 anos para o ensino fundamental e 18 anos para o ensino médio, completos até a data da prova.
Encceja, exame em busca de certificação de ensino.
Thiago Ataíde
Segundo a Fundação Roberto Marinho, o SEJA surge como uma resposta aos desafios enfrentados por quem precisa conciliar trabalho, estudos e cuidados domésticos.
Serviço
Inscrições: no site frm.org.br/seja
Aulas: Início em 31/03, com acesso gratuito e flexível por dispositivos móveis.
Encceja 2024: Datas da prova ainda serão divulgadas pelo Inep.
Sobre as provas
O Encceja é composto por quatro provas objetivas, cada uma com 30 questões de múltipla escolha. Provas também incluem uma redação de até 30 linhas. O modelo é de texto dissertativo-argumentativo, o mesmo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
As provas para certificado do ensino fundamental são:
ciências naturais;
matemática;
língua portuguesa, língua estrangeira, artes, educação física e redação
história e geografia;
No ensino médio, são provas de:
ciências da natureza e suas tecnologias;
matemática e suas tecnologias;
linguagens, códigos e suas tecnologias e redação;
ciências humanas e suas tecnologias;
Para obter o certificado, o participante deverá atingir no mínimo 100 pontos em cada uma das provas, em uma escala de 60 a 180. Na redação, é preciso ter nota igual ou acima de 5.
Senado aprova projeto que proíbe uso de celular em escolas da educação básica

ChatGPT, Gemini e mais: quais os prós e contras de usar cada ferramenta de inteligência artificial em trabalhos acadêmicos?

ChatGPT, Gemini e mais: quais os prós e contras de usar cada ferramenta de inteligência artificial em trabalhos acadêmicos?
Em artigo do 'The Conversation Brasil', cientista político analisa o desempenho de plataformas em critérios como variedade de fontes acadêmicas e qualidade do texto. ChatGPT
AP Photo/Matt Rourke
Não é de hoje que pesquisadores da área discutem a mudança do paradigma de buscas na internet: o “modelo Google”, no qual você insere palavras-chave e recebe links potencialmente úteis como resposta, migra para o “modelo ChatGPT”, uma busca semântica em que você faz um pedido em linguagem natural e recebe também respostas textuais diretas, seguidas depois de links para fontes.
O novo formato já é adotado por ferramentas diversas, como Bing Copilot, Duck Duck Go, e You, além de estar integrado a modelos de linguagem, a exemplo de ChatGPT, Gemini, Deep Seek, MariTalk, Qwen, entre outros. Mais abaixo, veja os pontos fortes e fracos de cada uma delas.
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Contudo, este paradigma parece estar evoluindo novamente. Em dezembro de 2024, o Google lançou a função “Deep Research” no Gemini, um agente de inteligência artificial generativa capaz de realizar buscas autônomas e extensas na internet para gerar relatórios detalhados.
Em fevereiro de 2025, a OpenAI apresentou ferramenta semelhante para o ChatGPT, surpreendendo pela capacidade de pesquisa aprofundada em conteúdos diversos, incluindo acadêmicos, produzindo relatórios robustos a partir das fontes consultadas. Paralelamente, outras empresas lançaram soluções semelhantes.
Para este texto, propus um teste de sete ferramentas de pesquisa profunda, comparando as principais opções gerais (ChatGPT, Gemini, Grok e Perplexity) e acadêmicas (Elicit, SciSpace e Undermind).
Para isso, desenvolvi um prompt simples, utilizado em todas as ferramentas, sobre desafios da implementação de inteligência artificial generativa no ensino básico, solicitando o agente a buscar tanto materiais acadêmicos quanto relatórios de entidades internacionais, como por exemplo a OECD e a Unesco.
O objetivo era ver como cada IA seleciona suas fontes e a qualidade do relatório final. Os resumos dos resultados gerados estão abaixo, incluindo o prompt inicial e o texto completo gerado por cada ferramenta no tópico de “qualidade”.
Ao final, refletimos sobre como esses sistemas podem transformar as revisões bibliográficas na pesquisa acadêmica.
Análise das ferramentas:
1. ChatGPT (Investigação/Deep Research)
Custo: US$ 20/mês (plano Plus)
Fontes pesquisadas: 30
Fontes usadas: 10
Fontes acadêmicas: 0
Extensão: 7.885 palavras (sem referências)
Qualidade: Relatório bem estruturado, com introdução, desafios globais da IA e estudos de caso, mas ignorou fontes acadêmicas.
2. Gemini (Deep Research)
Custo: R$ 96,99/mês (Google One, AI Premium 2 TB)
Fontes pesquisadas: 206
Fontes usadas: 58
Fontes acadêmicas: 5
Extensão: 3.564 palavras
Qualidade: Relatório organizado em tópicos, mas com repetições e falta de coesão; abordagem superficial, sem aprofundar exemplos específicos solicitados.
3. Grok (Deep Research)
Custo: Gratuito (US$ 20/mês plano Super Grok)
Fontes pesquisadas: 205
Fontes usadas: 12
Fontes acadêmicas: 1
Extensão: 1.136 palavras
Qualidade: Relatório direto e objetivo, mas genérico, com listas de pontos principais pouco desenvolvidos e referências pouco exploradas.
4. Perplexity (Pesquisa Profunda/Deep Research)
Custo: Gratuito (US$ 20/mês plano Profissional)
Fontes pesquisadas: 51
Fontes usadas: 5
Fontes acadêmicas: 0
Extensão: 1938 palavras
Qualidade: Revisão baseada em tópicos, porém com um uso maior de textos diretos e produzindo um bom texto, porém curto para temas complexos.
5. Elicit (Get a research report)
Custo: Gratuito (US$ 12/mês plano Plus)
Fontes pesquisadas: 10
Fontes usadas: 4 (todas acadêmicas)
Extensão: 2.171 palavras
Qualidade: Relatório focado em sínteses práticas em bullet points, útil para revisão rápida de literatura, mas carece de texto contínuo e aprofundamento crítico das fontes.
6. SciSpace (Deep Review)
Custo: US$ 90/mês (plano Advanced)
Fontes pesquisadas: 1.750 (305 relevantes)
Fontes usadas: 20 (todas acadêmicas)
Extensão: 2.190 palavras
Qualidade: Relatório detalhado e academicamente rigoroso, com citações diretas de periódicos, mas excessivamente baseado em tópicos e não cita fontes de alto impacto.
7. Undermind
Custo: Gratuito (US$ 20/mês plano Pro)
Fontes pesquisadas: Não especificadas
Fontes usadas: ~10 (todas acadêmicas, periódicos de alto impacto)
Extensão: 1.936 palavras
Qualidade: Excelente organização temática e identificação de clusters de citação, com recursos visuais, mas produz mais um apanhado de fontes que um relatório em si.
O que a pesquisa profunda significa para a pesquisa acadêmica
➡️De fato, houve exageros quanto à capacidade dessas novas ferramentas em entregar pesquisas de nível doutoral, já que frequentemente apresentam textos com pouca contextualização, atualizações insuficientes e uso inadequado de fontes, sendo avaliado em teste similar como inadequado mesmo para a pesquisa de notícias.
Nosso teste evidenciou isso, com algumas ferramentas utilizando sites governamentais (fontes confiáveis), porém focando notícias em vez de relatórios e outros documentos.
➡️Percebemos que as ferramentas gerais não priorizam fontes acadêmicas, mesmo isso estando explícito no prompt. Por exemplo, o ChatGPT não citou nenhum artigo científico, enquanto e Grok utilizou apenas uma fonte revisada por pares. A versão atualizada da ferramenta da Gemini foi a que melhor se saiu com 5 fontes acadêmicas, mas é ainda pouco comparado ao total de fontes pesquisadas.
➡️Buscadores acadêmicos como Elicit, SciSpace e o próprio Perplexity mostraram melhor desempenho, porém ainda são limitados às bases abertas como Semantic Scholar, não acessando os principais indexadores, como Scopus ou Web of Science. Apenas o Undermind foi capaz de apresentar artigos de alto impacto em suas sugestões.
➡️No atual momento, tais ferramentas apresentam limitações sérias, como:
opacidade (são “caixas-pretas”),
possibilidade de “alucinações” (quando a IA gera uma resposta correta em termos de linguagem, mas imprecisa ou falsa em termos factuais)
e imprecisões, vieses na seleção de fontes e incapacidade de replicação exata dos resultados (mesmo usando o mesmo prompt na mesma ferramenta os resultados são levemente diferentes a cada busca).
Mesmo quando oferecem links compartilháveis, isso é insuficiente para revisões rigorosas, como as sistemáticas ou integrativas. Atualmente, essas ferramentas devem ser vistas como recursos complementares às técnicas tradicionais de revisão bibliográfica.
Além disso, tais sistemas podem agravar problemas já conhecidos das IAs generativas. Tais relatórios produzidos por algoritmos podem potencialmente ser vistos como verdades absolutas. Isso pode criar desafios para a agência humana, exigindo esforços adicionais em literacia digital para evitar percepções equivocadas sobre a complexidade dos debates acadêmicos e reconhecer as limitações e vieses desses relatórios.
Todavia, devemos reconhecer que tais relatórios poderão ser úteis para exploração inicial de tópicos, formulação de hipóteses e investigação preliminar. Nesse sentido, podem beneficiar especialmente cientistas iniciantes, gestores públicos e profissionais que precisam realizar buscas rápidas e eficientes.
Dada a significativa velocidade dessas evoluções, a academia precisa discutir qual seria a abordagem mais adequada. Uma solução híbrida, com participação humana ativa, parece ser o caminho mais promissor. Mas como exatamente isso deve ocorrer?
Atualmente, apenas inserimos comandos iniciais e recebemos os resultados. A IA decide tudo. Ferramentas como ChatGPT, SciSpace e Undermind sugerem caminhos interessantes ao fazerem mais perguntas antes de realizar a busca, mas ainda precisamos entender melhor como otimizar esse processo, sem perder de vista princípios fundamentais da integridade científica contemporânea, como confiabilidade, ética, replicabilidade, transparência e agência humana.
* Rafael Cardoso Sampaio é professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e coordenador do Programa de Pós-graduação em Ciência Política na mesma instituição.
**Este texto foi publicado originalmente no site da The Conversation Brasil.
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