Festival LED 2025

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Ibaneis diz que vai cortar ponto de professores em greve: ‘Vamos ver quantos dias eles vão aguentar’

Professores da rede pública mantêm greve; paralisação dura nove dias
Governador do DF afirma que não haverá reajuste para nenhuma categoria em 2025. Professores estão paralisados desde 2 de junho. Ibaneis diz que vai cortar ponto de professores em greve.
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou nesta quarta-feira (11) que vai cortar o ponto dos professores da rede pública que estão em greve desde o dia 2 de junho (veja o vídeo acima).
"Nós vamos fazer corte de ponto e ver quantos dias eles vão aguentar com corte de ponto", disse Ibaneis.
Além do corte de ponto, Ibaneis afirmou que não haverá reajuste salarial para nenhuma categoria do funcionalismo público em 2025, "por uma questão de equilíbrio fiscal".
"Eu já deixei bem claro que não vou avançar em nenhuma pauta que diga respeito ao reajuste de salário. […] Reajuste salarial só vai acontecer no próximo ano" , afirmou o governador do DF.
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Ibaneis disse ainda que o canal de diálogo com os sindicatos permanece aberto, mas que "não vai governar para agradar entidades sindicais".
"Teremos, certamente, várias greves esse ano. Como é um ano pré-eleitoral, nós sabemos que os sindicatos aqui são comandados pela esquerda", afirmou o governador.
Até a publicação desta reportagem, o Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) não havia se manifestado sobre a declaração de Ibaneis Rocha.
Greve dos professores
Professores fazem manifestação em frente ao Palácio Buriti
Leticia Sena/g1 DF
Os professores da rede pública do Distrito Federal paralisaram as atividades no dia 2 de junho.
🔎 O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) considerou a greve ilegal e impôs uma multa diária de R$ 1 milhão ao sindicato. No entanto, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal STF, suspendeu a penalidade; embora tenha mantido a ordem de fim da paralisação e do corte de ponto.
📌 De acordo com a Secretaria de Educação do Distrito Federal, das 713 escolas públicas, 102 aderiram ao movimento de forma integral. As demais seguem funcionando de forma parcial, com adesão de alguns servidores ao movimento.
Em nota, a pasta informou que acompanha o movimento dos profissionais com atenção e que não deve se posicionar até o fim da greve.
"A prioridade da pasta continua sendo a garantia do direito à educação e a manutenção do diálogo com responsabilidade", afirmou a Secretaria de Educação.
Os professores da rede pública do DF pedem:
Reajuste salarial de 19,8%
A possibilidade de professores contratados temporariamente, quando efetivados, utilizarem o tempo de serviço para enquadramento nos padrões (etapas a serem cumpridas para obter aumento salarial)
Ampliação do percentual de aumento a cada mudança do padrão;
Valorização da progressão horizontal (especialização, mestrado e doutorado) a partir da ampliação dos percentuais de aumento salarial.
Ibaneis diz que vai cortar ponto de professores em greve.
TV Globo/Reprodução
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Trump diz que permitirá presença de estudantes chineses nos EUA após chegar a acordo comercial com a China

Professores da rede pública mantêm greve; paralisação dura nove dias
Presidente dos EUA assinou, no início do mês, ordem que proíbe Harvard de admitir estudantes estrangeiros. Casa Branca acusa universidade de facilitar a entrada de 'adversários estrangeiros' e de ter recebido US$ 150 milhões da China. Harvard se nega a cumprir exigências de Trump, e mais de US$ 2 bi em recursos congelados
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (11) que permitirá a presença de estudantes chineses em colégios e universidades do país, após seu governo chegar a um acordo comercial com a China.
Trump assinou na semana passada uma ordem para impedir que a universidade de Harvard, a mais prestigiada dos EUA, receba estudantes estrangeiros em seus cursos.
Em resposta, a China havia prometido "defender firmemente os legítimos direitos e interesses de seus estudantes" no país.
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A proclamação de Trump contra estudantes estrangeiros em Harvard cita supostas ameaças à segurança nacional.
"O Federal Bureau of Investigation (FBI) alerta há muito tempo que adversários estrangeiros aproveitam o fácil acesso ao ensino superior americano para roubar informações, explorar pesquisa e desenvolvimento e espalhar informações falsas", diz um comunicado da Casa Branca.
Em comunicado, Harvard classificou a proclamação como "mais um passo retaliatório ilegal tomado pelo governo, em violação aos direitos da Primeira Emenda de Harvard."
"Harvard continuará a proteger seus estudantes internacionais", acrescentou.
Na semana passada, Trump havia ameaçado proibir Harvard de aceitar estudantes estrangeiros por meio do Departamento de Segurança Interna, mas a Justiça bloqueou ações do tipo. Desta vez, o presidente age por meio de uma outra via legal, publicando uma ordem executiva.
Ainda de acordo com a nota da Casa Branca, "Harvard não forneceu informações suficientes ao Departamento de Segurança Interna (DHS) sobre atividades ilegais ou perigosas conhecidas de estudantes estrangeiros, relatando dados deficientes sobre apenas três estudantes".
O texto também acusa a universidade de ter recebido US$ 150 milhões da China.
"Em troca, Harvard, entre outras coisas, recebeu membros paramilitares do Partido Comunista Chinês e fez parcerias com indivíduos baseados na China em pesquisas que poderiam promover a modernização militar da China."
Na última quinta-feira (29), o Departamento de Segurança Interna dos EUA havia enviado a Harvard uma notificação com a intenção de revogar a certificação da universidade no Programa Federal de Estudantes e Visitantes de Intercâmbio — a licença necessária para matricular e manter estudantes e professores estrangeiros.
Ainda de acordo com o documento, Harvard teria 30 dias para responder se quer contestar a medida.

Interrupção de vistos
No último dia 27, o governo Trump ordenou também a todos os consulados dos Estados Unidos no mundo que interrompam a concessão de vistos de estudantes, segundo a agência Reuters.
A TV Globo confirmou com fontes do governo americano no Brasil que os processos estão suspensos. A Embaixada dos EUA no país já começou a orientar estudantes a procurarem os consulados locais.
Até a última atualização desta reportagem, o governo dos Estados Unidos ainda não havia se pronunciado oficialmente sobre a decisão.
De acordo com o site "Politico", uma fonte da diplomacia americana afirmou que Washington também está considerando passar a analisar as redes sociais de todos os solicitantes desse tipo de visto — necessário para quem pretende fazer qualquer curso nos Estados Unidos, desde intercâmbio até programas universitários.
Como a nova diretriz ainda está em análise, o Departamento de Estado determinou a suspensão temporária do processo de emissão novos vistos de estudos.
Um comunicado interno foi enviado a todos os consulados dos EUA — responsáveis pela concessão de vistos — orientando que não sejam realizadas entrevistas com os candidatos, última etapa do processo de solicitação do visto de estudos.
Conflito do governo dos EUA com Harvard
A proibição de Harvard aceitar alunos estrangeiros afeta cerca de 7.000 estudantes — um em cada quatro alunos da universidade.
“Sem seus estudantes internacionais, Harvard não é Harvard”, disse a instituição, que tem 389 anos. “Com um golpe de caneta, o governo tentou apagar um quarto do corpo discente de Harvard — estudantes que contribuem significativamente para a universidade e sua missão.”
A universidade também classificou a intenção de Trump como uma “violação flagrante” da Primeira Emenda da Constituição dos EUA, além de outras leis federais.
O presidente dos EUA, Donald Trump
Ken Cedeno/Reuters
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3 questões rápidas de inglês do ‘gaokao’, vestibular da China tido como ‘o mais difícil do mundo’

Professores da rede pública mantêm greve; paralisação dura nove dias
Edição de 2025 foi aplicada de sábado (7) a terça-feira (10), para mais de 13 milhões de estudantes. Entenda as diferenças em relação às perguntas de língua estrangeira do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Alunos fazem fila para entrar em local de prova para o gaokao de 2025, na China.
Adek Berry/AFP
Desde o último sábado (7), mais de 13 milhões de estudantes participaram do "gaokao", vestibular chinês conhecido como "o mais difícil do mundo". É uma verdadeira maratona: especificamente na edição de 2025, foram quatro dias de prova, encerrados nesta terça (10) e enfrentados por alunos de 17 a 19 anos.
Nas mais de 100 questões, costumam ser cobrados conhecimentos em gramática e literatura chinesa, matemática, língua estrangeira, humanidades e ciências da natureza. Mas vamos focar em uma amostra pequena, para não abusar da sua boa vontade: será que você acertaria 3 perguntas rápidas de inglês?
✏️ O g1 separou exemplos que caíram em edições antigas do "gaokao" (as deste ano ainda não estão disponíveis). Faça o quiz abaixo, que traz as resoluções do professor Glauco Augusto de Souza, da Faculdade Cultura Inglesa.
Em seguida, entenda as principais diferenças em relação ao que é exigido no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Gaokao, o vestibular chinês: 3 perguntas rápidas de inglês que caíram na prova 'mais difícil do mundo'
Gaokao x Enem: quais as diferenças nas perguntas de inglês?
No quiz acima, você respondeu a questões sobre:
o uso de pronomes ou quantificadores (something, anything, everything, nothing) em um contexto de comparação;
a ordem dos adjetivos em inglês, um tópico específico com regras definidas;
a forma verbal correta (particípio, infinitivo, etc.) para completar uma frase.
"Essas três questões ilustram como os exames de admissão para universidades chinesas priorizam o domínio da norma culta da língua inglesa. A ênfase recai sobre construções gramaticais precisas, em frases curtas e pouco contextualizadas. Há um critério de avaliação rigoroso e altamente técnico", afirma Luiza Cardeal, professora do Curso Anglo.
No Enem, a abordagem é completamente diferente. Quando, nas 5 questões de idioma estrangeiro, o candidato escolhe "inglês", ele precisará:
interpretar imagens, como histórias em quadrinhos ou charges;
entender o contexto geral de um texto, sem perguntas específicas sobre gramática.
O foco principal é a compreensão. As perguntas buscam que o estudante identifique a ideia central do texto, a relação entre diferentes partes dele e o objetivo principal do autor.
Não há a aplicação explícita de regras gramaticais, como o uso de pronomes/quantificadores, a ordem dos adjetivos ou a escolha de formas verbais isoladas. A gramática é um meio para a compreensão do sentido global ou de trechos do texto, mas não o objeto direto da avaliação.
Questão de inglês do Enem 2024
Reprodução
Resposta: A
Outro exemplo, já com a resolução em vídeo:
Enem 2024: correção da questão de Inglês citações a Einstein e Bob Marley

Professores da rede pública mantêm greve; paralisação dura nove dias

Professores da rede pública mantêm greve; paralisação dura nove dias
Decisão foi tomada em assembleia realizada nesta terça-feira (10). Segundo Secretaria de Educação, das 713 escolas públicas, 102 aderiram ao movimento de forma integral. Professores fazem manifestação em frente ao Palácio Buriti
Leticia Sena/g1 DF
Os professores da rede pública do Distrito Federal decidiram, durante assembleia nesta terça-feira (10), manter a greve. A paralisação dos servidores teve no dia 2 de junho e dura nove dias.
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Após assembleia, que ocorreu na região central de Brasília, os professores seguiram em caminhada até o Palácio do Buriti. Durante a marcha, eles fecharam as seis faixas do Eixo Monumental, interrompendo o trânsito.
📌 De acordo com a Secretaria de Educação do Distrito Federal, das 713 escolas públicas, 102 aderiram ao movimento de forma integral. As demais seguem funcionando de forma parcial, com adesão de alguns servidores ao movimento.
Professores fecham Eixo Monumental durante manifestação
TV Globo/Globocop
Em nota, a pasta informou que acompanha o movimento dos profissionais da educação com atenção e que não deve se posicionar até o fim da greve.
"A prioridade da pasta continua sendo a garantia do direito à educação e a manutenção do diálogo com responsabilidade", afirmou a Secretaria de Educação.
Professores se manifestam em Brasília
Professores do DF fazem manifestação
Professores e servidores da educação pública do DF se reuniram em assembleia organizada pelo Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) em frente à Funarte, na região central de Brasília, na manhã desta terça (10).
Após a concentração, onde foi aprovada a continuidade da greve da categoria, os manifestantes caminharam até o Palácio do Buriti (veja vídeo acima), sede do governo do Distrito Federal (GDF) para protestar contra a falta de acordo com o governo Ibaneis Rocha (MDB).
A marcha dos servidores fechou um dos lados do Eixo Monumental e bloqueou o trânsito. Para que o trânsito fosse liberado, a Secretaria de Economia do DF propôs aos grevistas uma nova mesa de conciliação .
Por volta das 13h, a comissão do Sinpro entrou no Palácio do Buriti para uma reunião com a chefe de gabinete da Secretaria de Economia, Ledamar Sousa Resende, e o trânsito no local foi liberado.
De acordo com os professores que participam do movimento, os acordos propostos pelo GDF na última semana foram insuficientes em relação às reivindicações da categoria (entenda mais abaixo).
Sindicato teve reunião com GDF mas não chegou a acordo
Na última semana, no quarto dia de greve, o sindicato dos professores se reuniu com membros do GDF na tentativa de chegarem a um acordo sobre a paralisação.
O encontro ocorreu na quinta-feira (5) e reuniu a Casa Civil, a Secretaria de Educação e membros do Sinpro-DF. A mesa de conciliação, no entanto, não chegou a um acordo e os servidores decidiram manter a paralisação.
A Justiça do Distrito Federal considerou a greve ilegal e uma decisão da desembargadora Lucimeire Maria da Silva chegou a impor multa de R$ 1 milhão por dia ao sindicato pela paralisação. O Sinpro recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão.
O ministro Flávio Dino acatou o pedido do sindicato e derrubou a multa imposta pelo TJDFT. O magistrado, contudo, manteve a determinação de fim imediato da greve e o corte do ponto dos grevistas.
Professores pedem reestruturação da carreira e aumento salarial
Entre as reivindicações dos professores está a reestruturação da carreira, com o objetivo de aumentar o salário base da categoria. Segundo o Sinpro-DF, a proposta é dobrar o vencimento-base.
Os profissionais também pedem:
A possibilidade de professores contratados temporariamente, quando efetivados, utilizarem o tempo de serviço para enquadramento nos padrões (etapas a serem cumpridas para obter aumento salarial);
Ampliação do percentual de aumento a cada mudança do padrão;
Valorização da progressão horizontal (especialização, mestrado e doutorado) a partir da ampliação dos percentuais de aumento salarial.
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