EUA anunciam novas regras para visto de estudante; veja o que muda

USP fica fora do top 100 de melhores universidades do mundo pela primeira vez em três anos
Medida foi formalizada pela embaixada no Brasil após anúncio do governo americano na última semana e vale para todos os candidatos. Postagens consideradas hostis ao país podem influenciar na decisão. Passaporte brasileiro
Divulgação / Polícia Federal
A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil formalizou nesta quarta-feira (25) a exigência do governo americano para que estudantes que estejam tentando obter um visto mantenham as redes sociais abertas. O anúncio havia sido feito pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos na semana passada.
Abaixo, entenda o que está em jogo e o que muda:
📌 Quando a emissão de visto de estudante foi suspensa?
A concessão de visto de estudante estava paralisada desde o final de maio, quando o governo de Trump começou a considerar a possibilidade de avaliar as redes sociais dos candidatos.
Na ocasião, a decisão não afetou quem já tinha entrevistas marcadas para a solicitação do documento. No entanto, quem ainda não tinha horário agendado não conseguiu solicitar o visto até a definição das novas regras.
📌 O que mudou nas regras para solicitar visto de estudante nos EUA?
Desde 25 de junho de 2025, o Departamento de Estado dos EUA passou a exigir uma verificação mais rigorosa para candidatos aos vistos de estudante (categoria F), de intercâmbio (J) e técnicos/vocacionais (M). Entre os critérios, está a análise dos perfis em redes sociais dos solicitantes, que deverão estar com as configurações de privacidade ajustadas para “público”.
📌 Por que os EUA querem ver os perfis nas redes sociais?
Segundo o comunicado, a checagem online visa identificar comportamentos considerados incompatíveis com os interesses dos EUA. A intenção é impedir a entrada de estrangeiros que, de alguma forma, possam representar ameaça à segurança nacional. A embaixada afirma que “obter um visto é um privilégio, não um direito”.
📌 Isso vale para todos os tipos de visto?
Não. Por enquanto, a medida se aplica exclusivamente a vistos das categorias F, M e J, voltados a estudantes e intercambistas. Não há menção explícita sobre a adoção do mesmo tipo de triagem para vistos de turismo (B2), trabalho (H1B) ou residência.
📌 A análise das redes é o único novo critério?
Não. O texto oficial reforça que todos os solicitantes deverão comprovar, de forma credível, sua elegibilidade para o visto — o que inclui, por exemplo, a prova de que o estudante pretende participar exclusivamente de atividades compatíveis com o tipo de visto solicitado. A decisão de conceder ou não o visto continua sendo avaliada caso a caso.
Visto T pode ser concedido a vítimas de tráfico humano que entraram nos EUA
Divulgação
📌 Como ficam os agendamentos e entrevistas?
A embaixada informou que os consulados americanos no Brasil retomarão em breve o agendamento de entrevistas para esses tipos de visto. Interessados devem acompanhar o site oficial da embaixada ou dos consulados para verificar datas disponíveis.
📌 O que acontece se o estudante se recusar a desbloquear?
Novos candidatos que se recusarem a definir suas contas de mídia social como "públicas" e permitir a análise poderão ter o visto rejeitado. A recusa pode ser um sinal de que estão tentando burlar a exigência ou ocultar suas atividades online.
Governo Trump suspende agendamendo de visto estudantil para os EUA

g1 jogos lança ‘Combinado’; desafio testa raciocínio lógico e vocabulário

USP fica fora do top 100 de melhores universidades do mundo pela primeira vez em três anos
São 16 palavras divididas em 4 grupos, que compartilham um tema em comum. Um jogo de associação, lógica e raciocínio. g1 jogos lança ‘Combinado’
Reprodução página do g1 Jogos na internet
O g1 Jogos acaba de lançar: Combinado, um jogo de palavras desafiador que testa seu raciocínio lógico e seu vocabulário.
Como funciona?
A cada rodada, o jogador recebe uma grade com 16 palavras aparentemente desconexas. O objetivo é formar 4 grupos de 4 palavras que compartilhem uma conexão lógica ou semântica. Pode ser um tema comum, uma categoria, uma característica ou até uma associação figurativa. O jogador tem até 3 tentativas incorretas para encontrar todos os grupos.
Exemplo prático
Imagine que você recebeu as seguintes palavras: “maçã”, “banana”, “laranja”, “pera”, “cachorro”, “gato”, “pássaro”, “peixe”. Você poderia formar os seguintes grupos:
Frutas: maçã, banana, laranja, pera
Animais de estimação: cachorro, gato, pássaro, peixe
Onde jogar?
O Combinado está disponível diretamente no g1 Jogos com novos desafios todos os dias. Acesse, jogue e compartilhe seus resultados com os amigos!
Combinado: desafio testa raciocínio lógico e vocabulário
Reprodução página do g1 Jogos na internet

Quatro escolas do Brasil são finalistas do prêmio de ‘Melhor Escola do Mundo 2025’; conheça projetos

USP fica fora do top 100 de melhores universidades do mundo pela primeira vez em três anos
Iniciativa reconhece projetos educacionais que, de modo criativo, mudam a vida dos alunos de determinada região. Os vencedores das seis categorias serão anunciados em outubro. Escola COC São Luís é uma das finalistas do prêmio.
Divulgação
Quatro escolas brasileiras estão entre as 50 finalistas do "Prêmio Melhores Escolas do Mundo 2025" (World's Best School Prizes em inglês)
Criado pela organização global T4 Education, com apoio da Fundação Lemann, Accenture e American Express, o prêmio reconhece iniciativas de educação que, de modo criativo, mudam a vida dos alunos de determinada região.
O Brasil é o país com maior número de indicações na edição da premiação, assim como Índia e Reino Unido, que concorrem com quatro escolas cada.
A premiação conta com cinco categorias clássicas: colaboração comunitária, ação ambiental, inovação, superação de adversidades e apoio a vidas saudáveis, cada uma com 10 finalistas.
Além disso, há também uma categoria extra que será escolhida por votação do público geral, a de melhor escola da comunidade. Os vencedores das demais categorias serão escolhidos por uma banca de especialistas em educação básica. O anúncio dos seis vencedores acontece em outubro.
Conheça os projetos brasileiros finalistas:
Superação de adversidades: Escola Estadual Parque dos Sonhos, em Cubatão (SP)
A escola se destaca por um projeto de combate à violência e promoção da paz por meio da transformação da realidade de estudantes marginalizados.
Localizada em uma área vulnerável e marcada pela violência, a escola lutou contra altos índices de evasão e vandalismo na comunidade escolar ao adotar um modelo pedagógico que promove uma educação inclusiva, com espaço seguro para os estudantes. Além disso, a escola ampliou o vínculo com a comunidade por meio de projetos sociais e visitas domiciliares feitas pelos professores.
Desde a adoção desse modelo, a escola registrou um aumento de 500% nas matrículas e zerou os casos de vandalismo desde 2021. Hoje, oferece uma variedade de atividades extracurriculares, como esportes, teatro, dança e patinação artística, além de 21 projetos liderados pelos próprios alunos voltados à valorização humana e à transformação social. O impacto positivo fez com que mais de 20 escolas da região passassem a adotar práticas inspiradas na EE Parque dos Sonhos.
Superação de adversidades: Escola Municipal de Ensino Fundamental Saint-Hilaire, de Porto Alegre (RS)
A escola é uma das 10 finalistas na categoria graças ao projeto “Em Busca dos Jardins”, que visa romper tabus associados à violência contra meninas e à pobreza menstrual. O projeto também busca combater as altas taxas de violência sexual na região da Vila Panorama, onde a escola está localizada.
O impacto foi significativo: mais de 300 denúncias de violência sexual foram feitas por crianças em 2024, e os estudantes produziram livros e materiais pedagógicos para ajudar outras escolas a abordar o tema. A escola também criou kits de saúde menstrual com absorventes sustentáveis e promoveu a primeira publicação infantil brasileira sobre o assunto. O projeto já é reconhecido por órgãos oficiais e tem inspirado meninas a sonhar com futuros profissionais como advogadas e professoras, ampliando o alcance da iniciativa em outras comunidades vulneráveis.
Colaboração comunitária: Escola COC São Luís, em São Luís (MA)
A escola independente localizada na capital do Maranhão implementou um modelo de ensino inovador que integra o projeto global Educa2030 ao currículo, com foco em alfabetização digital, inteligência artificial (IA) e STEAM. A iniciativa busca reduzir a exclusão digital, preparar os alunos para o mercado de trabalho tecnológico e promover transformação social em uma região com altos índices de pobreza e violência. Os próprios estudantes lideram os projetos, criando conteúdos e ministrando aulas para alunos de escolas públicas, em um processo colaborativo que envolve também professores e famílias.
Com o projeto, o desempenho acadêmico da escola subiu 30%, mais de 5 mil alunos da rede pública foram capacitados em IA, e mulheres da comunidade participaram de programas de empreendedorismo. O projeto também alcançou reconhecimento nacional e internacional, sendo elogiado por órgãos como a Unesco e o Unicef. O governo do Maranhão estuda adotar o currículo em toda a rede pública, ampliando os benefícios para milhões de estudantes.
Apoio a vidas saudáveis: Colégio Sesi da Indústria Portão, de Curitiba (PR)
O projeto "Momento com a Nutri", desenvolvido pelo colégio, visa transformar a relação das crianças com a alimentação desde a educação infantil. A iniciativa, que vai da horta até a cozinha, busca estimular a curiosidade e o prazer de comer de forma natural e sem imposições. Em quatro etapas, os alunos plantam, colhem, exploram os alimentos de forma sensorial e, por fim, preparam receitas saudáveis, criando um ambiente de aprendizagem lúdico e envolvente.
Cerca de 90% das crianças passaram a experimentar alimentos que antes rejeitavam, e os pais relatam maior consumo de frutas e vegetais em casa. O projeto também tem promovido maior trabalho em equipe na sala de aula e conscientização sobre o ciclo dos alimentos e o desperdício. A procura pela escola aumentou, e outras três unidades do Sesi já adotaram o programa, que agora deve ser expandido para o ensino fundamental.
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Bolsista, aluna brasileira tem a nota mais alta entre os formandos da Universidade de Harvard em 2025

USP fica fora do top 100 de melhores universidades do mundo pela primeira vez em três anos
Sarah Aguiar Monteiro Borges é uma das vencedoras do Sophia Freund Prize 2025, concedido apenas a estudantes que alcançam o mais alto desempenho acadêmico da turma. Sarah Borges alcançou a nota mais alta da turma de 2025 de Harvard
Reprodução/Redes sociais
A goiana Sarah Aguiar Monteiro Borges acaba de se formar em Psicologia como bolsista da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. E não bastou conquistar o diploma de uma das instituições de ensino mais prestigiadas do mundo: ela ainda foi a primeira brasileira a ganhar o Sophia Freund Prize, prêmio reservado a quem tira a nota final mais alta da turma e conclui o curso summa cum laude.
O que isso significa? Nos Estados Unidos, especialmente em universidades como Harvard, o summa cum laude é o mais alto nível de honra acadêmica que um estudante pode receber ao terminar a graduação. É preciso atingir um padrão de excelência muito rigoroso, geralmente relacionado a um GPA (média de notas) elevadíssimo.
"Meu eu de 17 anos, que sequer tinha escrito uma redação em inglês, jamais imaginaria um dia se formar em Harvard com a maior nota da turma", postou Sarah.
Na turma de 2025, segundo o comunicado oficial de Harvard, Sarah e outros 62 alunos ganharam esse reconhecimento (entre quase 2 mil estudantes). Cada um receberá mil dólares (cerca de 5.500 reais) — além do imenso destaque no currículo.
A brasileira, por exemplo, já conquistou uma bolsa disputadíssima no doutorado da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, para estudar Psiquiatria a partir do 2º semestre.
"Depois de quatro anos que transformaram minha vida de formas que ainda não posso entender, saio com a convicção reforçada no poder de uma boa educação em abrir portas (e mentes) — e na importância de mantê-las abertas para todos", afirmou.
O que Sarah estudará no doutorado?
Ao longo da infância em Goiânia, Sarah percebeu como fatores estruturais e sociais frequentemente desencadeiam e perpetuam o sofrimento psicológico.
Durante a graduação em Harvard, ela direcionou seu interesse pela psicologia para entender como o estigma em torno das doenças mentais afeta a busca por serviços de saúde. Seu foco eram os jovens vulneráveis.
Na pesquisa, a brasileira concluiu que essas pessoas ficam significativamente menos propensas a procurar e receber tratamento.
Em Cambridge, no doutorado, Sarah planeja dar continuidade a esse trabalho, com assistência da professora Dra. Sharon Neufeld. Ela quer saber: quais tipos de atendimento de saúde mental são mais eficazes para os jovens? E em quais contextos?
"Como a primeira do meu estado a estudar em Harvard College, e agora a primeira bolsista Gates Cambridge, sinto uma forte responsabilidade de usar minhas oportunidades para melhorar o bem-estar daqueles que frequentemente são deixados de fora da pesquisa e da política", escreveu Sarah.
Destaque desde o início do curso
Sarah foi a primeira mulher brasileira a presidir a Associação de Harvard para a Democracia nas Américas, sucedendo o brasileiro Eduardo Vasconcelos.
"Ela levou a conferência anual do Summit of the Americas pela primeira vez ao Brasil depois de 30 anos. Sarah é um exemplo vivo de que a criatividade, a curiosidade intelectual, a dedicação e a persistência de jovens não têm limites no mundo", escreveu Eduardo, em um longo texto de homenagem à colega.
Sarah diz que, "depois de muitas aventuras inesperadas", encerra esse capítulo como começou: "com sonhos esperançosos de contribuir para um futuro melhor em tempos tão conturbados, e uma verdadeira paixão por essa busca linda (e difícil!) pelo conhecimento".

USP fica fora do top 100 de melhores universidades do mundo pela primeira vez em três anos

USP fica fora do top 100 de melhores universidades do mundo pela primeira vez em três anos
Queda no ranking é atribuída à baixa performance em internacionalização e impacto de pesquisa, apesar de bons resultados em empregabilidade e sustentabilidade. Outras 23 universidades brasileiras apareceram entre as 1.500 melhores. Unicamp, Unesp e USP
Antoninho Perri / Unicamp, Unesp/Divulgação, Valdinei Malaguti/EPTV
A Universidade de São Paulo (USP) voltou a ficar de fora das 100 melhores universidades do mundo, segundo o QS World University Rankings 2026, divulgado na quarta-feira (17). Após três anos consecutivos no top 100, a instituição caiu 16 posições e ficou em 108º lugar.
🏆 O ranking leva em consideração mais de 1.500 universidades em todo o mundo. Pelo 14º ano consecutivo, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) conquistou a liderança global.
A queda da USP é explicada por uma combinação de fatores. Embora continue sendo a universidade brasileira mais bem colocada e lidere em seis dos indicadores avaliados, a instituição teve desempenho fraco em métricas como citações por docente (467ª posição) e reputação entre empregadores (102ª).
Além disso, o Brasil como um todo apresenta baixos índices nos critérios de proporção de professores e alunos internacionais, o que afeta diretamente a visibilidade global das instituições.
Além da USP, outras universidades brasileiras também enfrentaram oscilações. A Unicamp caiu uma posição, ficando em 233º lugar. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) caiu para a 317ª posição (antes, 304ª), enquanto a UNESP subiu para a 450ª (era 489ª). A PUC-Rio também melhorou, passando da faixa 611-620 para a 571ª colocação.
No total, o Brasil teve 24 universidades classificadas. Três delas subiram de posição, mas nove caíram e 12 ficaram na mesma faixa de colocação.
Universidades brasileiras no raking
Ainda assim, o país continua sendo o sistema de ensino superior mais representado da América Latina, com mais instituições entre as 500 melhores do mundo do que qualquer outro país da região.
A América Latina como um todo também sofreu perdas. A Universidade de Buenos Aires (UBA), da Argentina, é agora a única representante da região no top 100, ocupando a 84ª posição (queda em relação ao 71º lugar no ano anterior). Outras instituições latino-americanas, como a PUC do Chile (116ª) e a UNAM do México (136ª), também registraram quedas significativas.
Universidades latino-americanas entre as 500 melhores
Para Ben Sowter, vice-presidente sênior da QS, a colocação das universidades brasileiras pode melhorar com o aumento de financiamento e incentivos.
As universidades brasileiras, assim como a região latino-americana em geral, enfrentam desafios nesta edição, principalmente em áreas como pesquisa e atração de talentos globais. No entanto, há todas as possibilidades de reverter essa situação por meio de financiamento direcionado, incentivos à mobilidade internacional e parcerias de pesquisa.
As melhores universidades do mundo
O topo do QS World University Rankings 2026 segue dominado por instituições dos Estados Unidos e do Reino Unido. O Massachusetts Institute of Technology (MIT) manteve a liderança pelo 14º ano consecutivo. O Imperial College London ficou em segundo lugar, seguido pela Universidade de Stanford, que subiu três posições. Oxford e Harvard completam o top 5, em quarto e quinto lugares, respectivamente.
As 10 melhores universidades do mundo
A edição deste ano é a maior da história do ranking, com mais de 1.500 universidades avaliadas em 106 países. Os EUA lideram em número de instituições classificadas (192), seguidos pelo Reino Unido (90) e China continental (72). A ascensão da China continua, com destaque para a Universidade de Tsinghua (17ª) e a Universidade de Fudan (30ª).
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