Inscrições do Prouni do 2º semestre começam nesta segunda; saiba quem pode pedir bolsa

Irmãs da Grande SP são premiadas em Londres como crianças-prodígio: ‘Mostramos que a ciência brasileira tem espaço no mundo’
Edição do programa oferece mais de 211 mil bolsas para 887 instituições privadas de ensino superior, em 370 cursos. Resultados do Prouni 1º semestre de 2025 foram divulgados nesta terça.
Patricia Lauris/g1 Tocantins
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As inscrições para o processo seletivo do Programa Universidade Para Todos (Prouni) do segundo semestre começam nesta segunda-feira (30). Os interessados devem se inscrever até 23h59 de 4 de julho pelo portal Acesso Único (acessounico.mec.gov.br/prouni), utilizando o login gov.br com CPF e senha.
✏️O que é Prouni? É uma iniciativa do governo federal que oferece bolsas integrais (100%) e parciais (50% de desconto na mensalidade) em instituições de ensino particulares. Nesta edição, são mais de 338 mil vagas.
✏️Quem pode participar? Para se inscrever, era preciso ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 ou 2024, com média mínima de 450 pontos nas áreas de conhecimento e nota superior a zero na redação. Também há critérios de renda. (Confira os detalhes mais abaixo.)
Para o segundo semestre serão oferecidas mais de 211 mil bolsas, sendo mais de 118 mil integrais (sem custo) e mais de 93 mil parciais (metade da mensalidade). As bolsas são para mais de 370 cursos de 887 instituições privadas de ensino superior de todo o Brasil.
📅 Datas do ProUni 2025 do 2º semestre
Inscrições: 30 de junho a 4 de julho
Resultado da primeira chamada: 7 de julho
Resultado da segunda chamada: 28 de julho
Manifestação de interesse na lista de espera: 18 e 19 de agosto
Resultado da lista de espera: 22 de agosto
📝 Como funciona
O candidato deve indicar, em ordem de preferência, até duas opções de curso (selecionando a instituição de ensino e o turno).
Depois, é necessário marcar se quer participar na modalidade de ampla concorrência ou de cotas.
Por fim, precisa monitorar, a cada dia, a nota parcial para aqueles cursos.
Se quiser, pode mudar suas escolhas (valerá a última opção marcada antes do fim do período de inscrição).
Se o candidato estiver dentro da nota de corte e conseguir uma das vagas ao final do prazo de inscrição, ele constará como pré-selecionado.
O que significa ser 'pré-selecionado'?
O candidato pré-selecionado ainda não é "dono" da vaga. Ela está reservada para ele, mas, antes de assumi-la, é necessário cumprir com as últimas etapas de seleção.
Ainda será preciso comprovar as informações prestadas no ato da inscrição (como a renda familiar per capita e o certificado de conclusão de curso em escola pública, por exemplo). Isso é feito na instituição de ensino na qual o aluno estudará no prazo indicado no edital.
Se não houver formação de turma, o aluno perderá a vaga. Poderá tentar participar da segunda chamada e da lista de espera (caso manifeste interesse).

Quais são os critérios de desempate?
No caso de notas idênticas na média aritmética das notas do Enem, o desempate entre os candidatos é determinado de acordo com a seguinte ordem de critérios:
Maior nota na prova de redação.
Maior nota na prova de linguagens, códigos e suas tecnologias.
Maior nota na prova de matemática e suas tecnologias.
Maior nota na prova de ciências da natureza e suas tecnologias.
Maior nota na prova de ciências humanas e suas tecnologias.
🎓 Cotas no Prouni
Há bolsas reservadas para pessoas com deficiência e para autodeclarados pretos, pardos ou indígenas.
A quantidade de vagas de cotas é equivalente à porcentagem que cada grupo representa na população do estado, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os cotistas têm ainda de, obrigatoriamente, se encaixar nos demais critérios de exigência do Prouni.
📚 Quem pôde se inscrever?
Além dos critérios relacionados ao Enem, já mencionados no início da reportagem, era preciso também:
Ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública;
Ter cursado o ensino médio completo em escola privada como bolsista integral;
Ter cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista integral;
Ter cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada com bolsa parcial ou sem a condição de bolsista; ou
Ter cursado o ensino médio completo em escola privada com bolsa parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista;
Ser pessoa com deficiência, na forma prevista na legislação; ou
Ser professor da rede pública de ensino, exclusivamente para os cursos de licenciatura e pedagogia, destinados à formação do magistério da educação básica.
💰 Renda
Para concorrer às bolsas integrais, o estudante deve ter renda familiar bruta mensal per capita de até um salário mínimo e meio (R$ 2.277 por pessoa).
Para as bolsas parciais, o limite da renda familiar bruta mensal per capita é de três salários mínimos (R$ 4.554 por pessoa).
👉🏾 Como calcular a renda familiar bruta mensal por pessoa?
Para saber se o aluno se encaixa nos critérios de renda, deve somar os salários de todos os que moram com ele e, depois, dividir pelo número de componentes do grupo.
Por exemplo: pai (R$ 2,3 mil por mês), mãe (R$ 1,7 mil por mês), candidato do Prouni (sem renda) e irmão mais novo (sem renda).
Somando os valores, chega-se ao total mensal de R$ 4 mil.
Depois, dividindo pelos 4 membros da família, o resultado é R$ 1 mil.
Esse é o valor que deve ser tomado como referência pelo Prouni. Como está abaixo de 1,5 salário mínimo per capita (R$ 2.277), o candidato poderá concorrer à bolsa de estudos integral.
🧾 É possível usar Prouni e Fies ao mesmo tempo? E Prouni e Sisu?
Fies e Prouni: Sim. Se o candidato conseguir a bolsa de estudos parcial do Prouni, que cobre apenas 50% da mensalidade, poderá financiar a outra metade pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Sisu e Prouni: Não. O aluno até pode se inscrever nos dois programas, mas precisará escolher apenas um ao efetivar a matrícula. Lembrando que o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) oferece vagas em instituições de ensino públicas, e o Prouni, em particulares.
VÍDEOS DE EDUCAÇÃO:

Quer estudar fora? Veja 2 dicas da brasileira que tirou a maior nota de Harvard em 2025

Irmãs da Grande SP são premiadas em Londres como crianças-prodígio: ‘Mostramos que a ciência brasileira tem espaço no mundo’
Sarah Borges, de 23 anos, foi a primeira brasileira a receber o prêmio de melhor aluna entre os formandos da universidade americana. Ela compartilhou com o g1 orientações práticas sobre como dar o primeiro passo para ser aprovado no exterior. Bolsista, aluna brasileira fez história: obteve a nota mais alta da turma em Harvard
Recém-formada em Psicologia pela Universidade de Harvard, Sarah Borges, de 23 anos, fez história: foi a primeira brasileira a ganhar o Sophia Freund Prize, prêmio reservado a quem tira a nota final mais alta da turma e conclui o curso summa cum laude (nível máximo de honra acadêmica).
Além de detalhar sua trajetória ao g1 — a trama envolve até abandonar o concorridíssimo curso de Medicina da Universidade de São Paulo, onde estudava com a irmã gêmea —, ela ainda compartilhou duas dicas de como dar o primeiro passo para fazer faculdade no exterior.
"Realmente, não é fácil. Vai exigir várias horas de esforço e de dedicação. Mas é muito recompensador — e vocês não estão sozinhos", diz.
Veja os conselhos da jovem abaixo:
📚 1. Procure uma mentoria
Sarah Borges faz parte do grupo de formandos de Harvard que tiraram a nota mais alta de 2025
Arquivo pessoal
Apesar de, na escola, Sarah ter ganhado diversas medalhas em olimpíadas científicas e ficado em 1º lugar em rankings de simulados, só começou a considerar estudar fora do Brasil no último ano do ensino médio, após incentivo da irmã mais velha.
"Eu nem sabia por onde começar. Muita gente paga consultoria, mas eu encontrei mentorias gratuitas. Faltava uma semana para o prazo, me inscrevi correndo e fui aceita", diz.
Ela precisou traduzir históricos escolares, escrever redações pessoais, fazer provas específicas como SAT e testes de proficiência em inglês — além de revisar toda a trajetória extracurricular desde o 9º ano.
A jovem cita três organizações sem fins lucrativos que foram importantes em sua trajetória:
Brasa – projeto que oferece mentorias e bolsas de estudo no exterior a jovens com potencial de liderança;
Fundação Estudar – rede de apoio a estudantes brasileiros que demonstram ter grande potencial acadêmico (Sarah fez parte do "Líderes Estudar", programa de auxílio financeiro a alunos fora do país);
Education USA – rede global de Centros de Orientação do Departamento de Estado Americano, com profissionais treinados para auxiliar na tradução de documentos e na orientação profissional.
🌍 2. Tenha um propósito maior
Sarah Borges alcançou a nota mais alta da turma de 2025 de Harvard
Reprodução/Redes sociais
Sarah destaca a importância de ter (e de demonstrar ao longo dos processos seletivos) um objetivo "maior" do que o da aprovação. Encontrar uma causa social com a qual o candidato de fato se identifique pode ser um diferencial importante na carreira.
“Muito mais gratificante do que qualquer reconhecimento que eu já recebi é saber que o que escolhi [estudar sobre a saúde mental dos jovens] vai ajudar outras pessoas. Trarei algo de bom para esse mundo, que hoje enfrenta tantos desafios”, afirma.
“Se você tem o privilégio de escolher o que quer fazer profissionalmente, espero que use essa oportunidade para contribuir com um futuro melhor.”
➡️No caso de Sarah, o interesse por assuntos que integram saúde e sociologia começaram desde cedo:
Ao longo da infância em Goiânia, ela percebeu como fatores estruturais e sociais frequentemente desencadeiam e perpetuam o sofrimento psicológico.
Durante a graduação em Harvard, Sarah direcionou o interesse pela psicologia para entender como o estigma em torno das doenças mentais afeta a busca por serviços de saúde. Seu foco eram os jovens vulneráveis.
Na pesquisa, a brasileira concluiu que essas pessoas ficam significativamente menos propensas a procurar e receber tratamento.
Depois de encerrar a graduação com a maior nota da turma de Harvard, Sarah fará o doutorado em psiquiatria na Universidade de Cambridge, no Reino Unido. A brasileira foi aceita com bolsa integral da Gates Cambridge, uma das mais competitivas do país, voltada a jovens com potencial de liderança e impacto social global.
Ela continuará focada no mesmo tema, com assistência da professora Dra. Sharon Neufeld.
“Quero entender se os serviços de saúde mental no Brasil são eficazes, para quem funcionam melhor e por quê”, resume.
A pesquisa vai investigar não só a redução de sintomas psicológicos, mas também os efeitos dos tratamentos no desempenho escolar, nas relações sociais e na qualidade de vida dos jovens atendidos.
"Sinto uma forte responsabilidade de usar minhas oportunidades para melhorar o bem-estar daqueles que frequentemente são deixados de fora da pesquisa e da política", diz.
Sarah joga o chapéu de formanda na cerimônia de encerramento do curso
Arquivo pessoal
Vídeo: alunos estrangeiros sentem-se ameaçados por Trump
Abaixo, veja um vídeo sobre as recentes decisões do presidente americano Donald Trump para restringir a presença de alunos estrangeiros em universidades dos EUA.
Acuados por Trump, estudantes estrangeiros apagam redes e evitam sair de casa

Bobbie Goods: técnicas de colorir usadas em livros virais já foram utilizadas por Van Gogh, Botticelli, Caravaggio e outros artistas

Irmãs da Grande SP são premiadas em Londres como crianças-prodígio: ‘Mostramos que a ciência brasileira tem espaço no mundo’
Adeptos dos livros de colorir têm extravasado a ideia de simplesmente colorir um desenho bidimensional e estão transformando as ilustrações por meio de texturas, noções de profundidade e de iluminação. Técnicas de Van Gogh e Caravaggio são utilizadas para colorir Bobbie Goods
Os livros de colorir se tornaram uma febre tanto na internet quanto fora dela. Os mais populares entre crianças e adultos são, atualmente, aqueles conhecidos como "Bobbie Goods". E o que para muitos parece mais um hobby pode, na verdade, ser uma expressão artística autêntica e ter, inclusive, conexão com obras famosas.
👉🏾 "Bobbie Goods" é o nome de uma marca específica, criada pela artista visual norte-americana Abbie "Bobbie" Gouveia. Os livros contam com cenas com grupos de ursinhos, cachorros e outros animais que devem ser pintados com canetas hidrográficas específicas. Os produtos foram trazidos ao Brasil pela editora HarperCollins, e, com a popularização da linha, versões genéricas também estão sendo comercializadas por camelôs.
Isso e aquilo (This & That), livro de colorir Bobbie Goods
Divulgação
Acontece que muitos pintores de Bobbie Goods têm extravasado a ideia de simplesmente colorir um desenho bidimensional e estão transformando as ilustrações por meio de texturas, noções de profundidade e de iluminação, tal qual artistas que estudamos no ensino fundamental, como Van Gogh, Sandro Botticelli e muitos outros fizeram em suas obras famosas.
“É interessante como as pessoas transformam um desenho 2D, teoricamente simples, em uma imagem composta com elementos que despertam sensações sensoriais intensas”, avalia a coordenadora de Artes do Colégio Matriz Educação, Luiza Carrera.
Fabiana Medeiros, que cursa doutorado no departamento de História da Arte de Oxford, na Inglaterra, destaca que os movimentos artísticos, estilos de pintura e material utilizado não são equivalentes.
E isso não desqualifica o movimento dos Bobbie Goods, e nem significa que as pessoas adeptas dessa atividade são equiparáveis a artistas clássicos. Mas estamos falando de um valor que é definido pela experiência pessoal e emocional de cada um.
A partir dessa proposta, Fabiana Medeiros e Luiza Carrera avaliaram alguns vídeos populares de Boobie Goods das redes sociais e estabeleceram alguns paralelos com as técnicas usadas nas obras de artistas famosos.
Texturas (Noite Estrelada, de Van Gogh)
Lado a lado de "A noite estrelada" e uma pintura de Bobbie Goods de @niina.color.
Arte: Gui Souza/g1
Para Fabiana Medeiros, a primeira sensação que a obra pós-impressionista de Van Gogh é a de texturas.
Toda a noção de profundidade, de composição da imagem, é acompanhada pela emoção despertada pela textura de cada elemento que compõe a cena. Mesmo os elementos que não conseguimos tocar, como as nuvens ou as montanhas ao fundo, estão inerentemente conectadas a sensações da vida real.
Segundo ela, a sensação é alimentada pelas marcas claras da pincelada do artista, mesmo sem que o observador toque a obra original.
Paralelamente, a usuária @nina.color do TikTok publicou um tutorial de pintura de Boobie Goods focado especificamente em textura. No vídeo, ela foca na textura de bordados.
“Obviamente, o estilo de pintura, o material e a tela são completamente diferentes, mas a sensação imediata é a mesma, mesmo que as emoções conectadas a cada pintura não seja. Ao olhar para essa pintura, nós automaticamente invocamos a sensação do bordado, do toque”, explica Medeiros.
Iluminação (Vocação de São Mateus, de Caravaggio)
Lado a lado de "Vocação de São Mateus" e uma pintura de Bobbie Goods de @camilustras.
Arte: Gui Souza/g1
Na obra de Caravaggio, Luiza Carrera avalia que o destaque é a perspectiva que iluminação dá para a cena, permitindo uma noção de profundidade.
O jogo de luz e sombras usado pelo artista é claro. Ele destaca alguns elementos por meio da luz que vem de um ponto focal específico, o que, automaticamente, joga sombras sobre outros pontos da obra.
Segundo ela, isso não difere muito da intenção da usuária @camilustras em uma das pinturas que compartilhou nas redes sociais. Na versão dela, o ponto focal é a tela de uma televisão, que ilumina o ângulo atingido pela tela, mas ofusca outras partes da cena.
Cor e movimento (O nascimento de Vênus, de Botticelli)
Lado a lado de "O nascimento de Vênus" e uma pintura de Bobbie Goods de @andrezafaria
Arte: Gui Souza/g1
Essa obra de Botticelli é composta por muitos elementos e cores que contam uma história complexa. O sopro de Zéfiro, os movimentos nas roupas e cabelos, as cores. Mas vênus chega em seu barco-concha carregada pelas ondas do mar, que têm um papel fundamental na cena.
Fabiana Medeiros explica que, por mais que as ondas não sejam o ponto focal da obra – como ocorre, por exemplo, em “A Grande Onda de Kanagawa”, de Katsushika Hokusai –, o artista optou por deixar ondulações e outras noções de movimento por meio das cores usadas.
A técnica é diferente da usada pela usuária @andrezafaria no TikTok, que coloriu seu próprio mar aplicando noções de cores e movimentos que imitam ondas com espumas e outros elementos que evocam a imagem intencionada.
Textura (Quarto em Arles, de Van Gogh)
Lado a lado de "Quarto em Arles" e uma pintura de Bobbie Goods de @leah.colour.
Arte
Para a historiadora da arte, Fabiana Medeiros, um dos grandes diferenciais do trabalho de Van Gogh é a textura que ele evoca. Na obra “Quarto em Arles”, ela destaca o empenho do artista nos objetos de madeira.
“O piso, os móveis, a armação da janela, os quadros na parede, tudo tem uma textura única, diferente da outra. Além das cores, que deixam isso claro, o sentido das pinceladas de cada parte da pintura também destaca as diferentes sensações que aqueles objetos causariam ao toque se fossem reais”, avalia.
A usuária @leah.colour também destacou este aspecto em uma de suas pinturas de Bobbie Goods. Por meio de técnicas de iluminação e de coloração do ambiente, ela dá à cama, aos móveis e ao chão que compõem o ambiente diferentes aspectos que, visualmente, provocam sensações diversas.
Pontilhismo (Garota chorando, de Roy Lichtenstein)
Lado a lado de "Garota Chorando" e uma pintura de Bobbie Goods de @tha.arte.
Arte: Gui Souza/g1
“Roy Lichtenstein é mundialmente conhecido como um artista do movimento do Pop Art e o uso do pontilhismo é um destaque fundamental para a construção de suas obras”, avalia Luiza Carrera.
Os trabalhos de Lichtenstein são marcados por linhas fortes, cores marcantes e uma composição parcial com uso de pequenos pontos. Apesar de utilizar a técnica, ela divide espaço com técnicas de coloração mais clássicas.
Ela faz um paralelo do estilo do artista com uma das pinturas de Bobbie Goods feita pela usuária @tha.arte, que usa o pontilhismo como parte da composição da imagem, mesmo utilizando outras técnicas de pinturas, apoiadas em cores fortes e concretas.
VÍDEO
Bobbie Goods e a saúde mental

Prouni abre consulta para bolsas para o 2º semestre

Irmãs da Grande SP são premiadas em Londres como crianças-prodígio: ‘Mostramos que a ciência brasileira tem espaço no mundo’
Edição do programa oferece mais de 211 mil bolsas para 887 instituições privadas de ensino superior, em 370 cursos. Resultados do Prouni 1º semestre de 2025 foram divulgados nesta terça.
Patricia Lauris/g1 Tocantins
5.558

O Ministério da Educação (MEC) abriu, nesta sexta-feira (27), a consulta para bolsas para o segundo semestre do Programa Universidade Para Todos (Prouni). As inscrições para ter direito ao benefício começam na próxima segunda (30).
Serão oferecidas mais de 211 mil bolsas, sendo mais de 118 mil integrais (sem custo) e mais de 93 mil parciais (metade da mensalidade).
✏️O que é Prouni? É uma iniciativa do governo federal que oferece bolsas integrais (100%) e parciais (50% de desconto na mensalidade) em instituições de ensino particulares. Nesta edição, são mais de 338 mil vagas.
✏️Quem pode participar? Para se inscrever, era preciso ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 ou 2024, com média mínima de 450 pontos nas áreas de conhecimento e nota superior a zero na redação. Também há critérios de renda. (Confira os detalhes mais abaixo.)
As bolsas são para mais de 370 cursos de 887 instituições privadas de ensino superior de todo o Brasil.
📅 Datas do ProUni 2025 do 2º semestre
Inscrições: 30 de junho a 4 de julho
Resultado da primeira chamada: 7 de julho
Resultado da segunda chamada: 28 de julho
Manifestação de interesse na lista de espera: 18 e 19 de agosto
Resultado da lista de espera: 22 de agosto
Total de vagas e distribuição por UF
A edição do Prouni do 2º semestre de 2025 ofertará um total de 211 bolsas, sendo mais de 118 mil integrais e mais de 93 mil  parciais .

Nº de bolsas por UF
Quais são os critérios de desempate?
No caso de notas idênticas na média aritmética das notas do Enem, o desempate entre os candidatos é determinado de acordo com a seguinte ordem de critérios:
Maior nota na prova de redação.
Maior nota na prova de linguagens, códigos e suas tecnologias.
Maior nota na prova de matemática e suas tecnologias.
Maior nota na prova de ciências da natureza e suas tecnologias.
Maior nota na prova de ciências humanas e suas tecnologias.
🎓 Cotas no Prouni
Há bolsas reservadas para pessoas com deficiência e para autodeclarados pretos, pardos ou indígenas.
A quantidade de vagas de cotas é equivalente à porcentagem que cada grupo representa na população do estado, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os cotistas têm ainda de, obrigatoriamente, se encaixar nos demais critérios de exigência do Prouni.
📚 Quem pôde se inscrever?
Além dos critérios relacionados ao Enem, já mencionados no início da reportagem, era preciso também:
Ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública;
Ter cursado o ensino médio completo em escola privada como bolsista integral;
Ter cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista integral;
Ter cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada com bolsa parcial ou sem a condição de bolsista; ou
Ter cursado o ensino médio completo em escola privada com bolsa parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista;
Ser pessoa com deficiência, na forma prevista na legislação; ou
Ser professor da rede pública de ensino, exclusivamente para os cursos de licenciatura e pedagogia, destinados à formação do magistério da educação básica.
💰 Renda
Para concorrer às bolsas integrais, o estudante deve ter renda familiar bruta mensal per capita de até um salário mínimo e meio (R$ 2.277 por pessoa).
Para as bolsas parciais, o limite da renda familiar bruta mensal per capita é de três salários mínimos (R$ 4.554 por pessoa).
👉🏾 Como calcular a renda familiar bruta mensal por pessoa?
Para saber se o aluno se encaixa nos critérios de renda, deve somar os salários de todos os que moram com ele e, depois, dividir pelo número de componentes do grupo.
Por exemplo: pai (R$ 2,3 mil por mês), mãe (R$ 1,7 mil por mês), candidato do Prouni (sem renda) e irmão mais novo (sem renda).
Somando os valores, chega-se ao total mensal de R$ 4 mil.
Depois, dividindo pelos 4 membros da família, o resultado é R$ 1 mil.
Esse é o valor que deve ser tomado como referência pelo Prouni. Como está abaixo de 1,5 salário mínimo per capita (R$ 2.277), o candidato poderá concorrer à bolsa de estudos integral.
🧾 É possível usar Prouni e Fies ao mesmo tempo? E Prouni e Sisu?
Fies e Prouni: Sim. Se o candidato conseguir a bolsa de estudos parcial do Prouni, que cobre apenas 50% da mensalidade, poderá financiar a outra metade pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Sisu e Prouni: Não. O aluno até pode se inscrever nos dois programas, mas precisará escolher apenas um ao efetivar a matrícula. Lembrando que o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) oferece vagas em instituições de ensino públicas, e o Prouni, em particulares.
VÍDEOS DE EDUCAÇÃO:
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Irmãs da Grande SP são premiadas em Londres como crianças-prodígio: ‘Mostramos que a ciência brasileira tem espaço no mundo’

Irmãs da Grande SP são premiadas em Londres como crianças-prodígio: ‘Mostramos que a ciência brasileira tem espaço no mundo’
Beatriz, de 15 anos, e Isabella, 14, foram reconhecidas na categoria Educação no prêmio 'Global Child Prodigy Awards' (Prêmio Global de Crianças Prodígio). Elas integram a Academia Brasileira de Jovens Cientistas desde 2022 e nas redes sociais são a 'Dupla Big Bang'. Beatriz e Isabella foram reconhecidas no prêmio Global de Crianças Prodígio na categoria Educação
Arquivo Pessoal
Após serem incluídas no ranking das 100 crianças mais prodigiosas do mundo no prêmio “Global Child Prodigy Awards” (Prêmio Global de Crianças-Prodígio), as irmãs Beatriz e Isabella Toassa, de 15 e 14 anos, moradoras de Barueri, Grande SP, foram premiadas em uma cerimônia realizada no Parlamento Britânico em Londres, Inglaterra, nesta quinta-feira (26).
Outros cinco jovens brasileiros também foram reconhecidos na premiação em diferentes categorias (veja mais abaixo).
"A premiação foi incrível. Foi inexplicável ver tantas crianças, tantas mentes brilhantes juntas. E a gente ficou muito feliz em saber que, de 100 crianças, duas somos nós e sete são do Brasil. Então, acho que o nosso papel foi cumprido de mostrar que a ciência brasileira tem espaço no mundo e que, cada vez mais, [com] cada vez mais apoio, é o que nos leva para frente", ressaltaram.
"Foi como ver tudo, o nosso esforço e dedicação, ganhando forma, ali, diante do mundo. Voltamos para casa com um troféu nas mãos e no coração a certeza de que representamos o nosso Brasil com tudo o que somos: com amor, com esperança, com verdade."
O ganhador do prêmio Nobel de Física, George F. Smoot, participou da cerimônia. As irmãs aproveitaram a oportunidade e entregaram a ele um telescópio feito em impressora 3D por estudantes de escola pública do Piauí que participam de um projeto do qual as irmãs são embaixadoras.
"Eu acho que foi muito importante a gente ter levado a ciência piauiense para um ganhador do prêmio Nobel, que é tão importante para ciência e para o que a gente acredita. Confesso que a gente ficou um pouco nervosa, mas a gente conseguiu levar a ciência brasileira para um ganhador do prêmio Nobel", afirmaram ao g1.
Irmãs entregam telescópio feito por alunos de escola pública do Piauí para astrofísico durante premiação
Arquivo Pessoal
Conforme a organização do prêmio, os 100 nomes foram escolhidos após o comitê de seleção avaliar as inscrições dos participantes em ao menos 23 categorias.
Entre os requisitos para a elegibilidade do participante estão: ter menos de 15 anos no momento, possuir no mínimo três meses de experiência ou participação na área de talento escolhida e ser cidadão de um país reconhecido pelas Nações Unidas.
Além das irmãs, outros cinco brasileiros foram reconhecidos na premiação nas categorias Inteligência e Memória, Ciências Espaciais e Astronomia, Arte e Atuação e Teatro. São eles:
Caio Temponi (categoria: Inteligência e memória QI)
Nicole Semiā (categoria: Ciências Espaciais e Astronomia)
João Pedro Araújo (categoria: Inteligência e memória QI)
Pedro Gui Fortes (categoria: Arte)
Marianna Santos (categoria: Atuação e Teatro)
Agora, as histórias dos 100 escolhidos serão apresentadas no Livro Anual Global Criança-Prodígio, que circula mundialmente todos os anos.
Beatriz Toassa, de 15 anos, e Isabella Toassa, 14 anos, durante premiação no Parlamento Britânico
Arquivo Pessoal
Beatriz Toassa, de 15 anos, e Isabella Toassa, 14 anos, com telescópio feito por alunos de rede pública no Piauí
Arquivo Pessoal
Como as irmãs entraram para a lista?
O interesse por ciência e astronomia começou como curiosidade e se transformou em uma busca constante por aprendizado para Beatriz e Isabella. As duas encontraram na ciência uma paixão e, como resultado, conquistaram uma série de prêmios, entre eles internacionais (veja mais abaixo).
Desde 2022, são membros juniores da Academia Brasileira de Jovens Cientistas e acumulam milhares de visualizações no perfil “Dupla Big Bang”, onde divulgam experimentos e explicações científicas nas redes sociais.
Irmãs da Grande SP entram para a lista mundial de 100 crianças prodígio
E foi justamente por levarem a ciência por meio dos conteúdos publicados que as duas foram incluídas, em maio deste ano, no ranking das 100 crianças mais prodigiosas do mundo no prêmio “Global Child Prodigy Awards” (Prêmio Global de Crianças Prodígio), na categoria Educação.
A gente está muito feliz, e eu acho que um conselho muito importante para quem, um dia, sonha em chegar a essa lista é ter foco e disciplina. Se você não tiver foco e disciplina não chega nem ao básico. Também considero muito importante o apoio das pessoas próximas, como professores, pais e amigos, porque, sem apoio, fica muito difícil manter o ritmo.
"Já chorei tanto. Elas ficam brincando comigo: 'Mãe, sério? De novo você vai chorar?' E eu choro todas as vezes. É um orgulho mesmo", afirmou a mãe, Stefanie Camasmie Toassa, ao g1.
A busca pelo aprendizado
Beatriz e Isabella foram reconhecidas no prêmio Global de Crianças Prodígio na categoria Educação
Arquivo Pessoal
Stefanie conta que tudo começou quando as filhas passaram a ter curiosidade ainda pequenas sobre entender tudo, até mesmo a montagem de um brinquedo.
"Elas sempre foram muito curiosas. Eram aquelas crianças que abriam os presentes que ganhavam e desmontavam eles para ver o que tinha dentro. E a gente incentivava, claro que com supervisão, essa curiosidade."
"A grande virada da educação delas foi justamente não só concordar, mas incentivar essa curiosidade, esse interesse de sempre querer saber mais. E aí, desde pequenininhas, elas eram assim, curiosas e animadas", relembrou.
Beatriz e Isabella Toassa
Arquivo Pessoal
Stefanie ressalta que a busca pelo aprendizado passou a fazer parte da rotina das meninas quando participaram da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) na escola.
"Quando elas estavam com 6 e 7 anos, começaram a participar de aulas específicas para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica e fizeram a prova. Elas não ganharam medalha e ficaram super chateadas. Mas começaram a me perguntar como que elas poderiam fazer para conseguir".
"A gente começou a montar estratégias e passamos a estudar astronomia brincando. Foi aí que surgiu, eu acho, o interesse delas por ciência efetivamente. Veio a primeira medalha e elas começaram a se interessar muito mais porque se sentiram recompensadas", explicou a mãe.
Premiações
As duas primeiras medalhas na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica foram só o começo. Elas também conquistaram medalhas na Olimpíada Brasileira de Robótica, Olimpíada Nacional de Ciências e Olimpíada Brasileira de Satélites entre 2020 e 2023.
Além disso, entre os reconhecimentos e conquistas das duas irmãs, até então, estão:
Nomeação como membros juniores da Academia Brasileira de Jovens Cientistas em 2022, tornando-as as cientistas mais jovens do Brasil;
Criadoras do projeto voluntário “Tem Ciência Aqui!”, que leva oficinas de ciência a comunidades periféricas (2022);
Vencedoras do Prêmio Internacional ISKA – International Star Kids Awards, que reconhece talentos infantis ao redor do mundo (2023);
Vencedoras do Prêmio “Mude o Mundo como uma Menina”, por sua atuação transformadora na educação (2023);
Nomeadas "Embaixadoras Mirins" do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), título concedido pelo Presidente da República e pela Ministra de Estado em 2024;
Reconhecidas como duas das jovens cientistas mais promissoras do país em 2024 pela revista Forbes Brasil;
Embaixadoras da Tron Robótica Educativa, empresa com viés social voltada à popularização da ciência e da robótica. Foram nomeadas pelos sócios Whindersson Nunes e Gildário Lima em 2024.
Beatriz e Isabella Toassa
Arquivo Pessoal
Perfil com milhões de visualizações
O perfil "Dupla Big Bang", administrado por Beatriz e Isabella e supervisionado pela mãe, já acumula mais de 200 mil seguidores e milhares de visualizações no Instagram, TikTok e YouTube. Um dos vídeos mais vistos, por exemplo, tem 6 milhões de visualizações.
As pequenas cientistas costumam publicar curiosidades e experimentos científicos. A ideia surgiu depois que as duas se interessaram por vídeos que apresentavam ciência de forma prática durante a pandemia de Covid-19.
"Durante a pandemia começaram a ver mais canais com conteúdos mais inteligentes, como o Manual do Mundo, canais de ciência prática. E aí elas me falaram que queriam fazer um canal e que tinham muito sonho de ir para a Nasa", conta a mãe.
Ela disse, então, que, se elas queriam fazer um canal, teria que ser com conteúdo interessante, que não fosse bobeira. "Aí falei assim: 'Vocês gostam tanto de astronomia, a gente sempre estuda astronomia, o que vocês acham de astronomia?'. E aí surgiu daí a Dupla Big Bang. Big Bang por conta da teoria do universo e Dupla porque elas são irmãs", afirma Stefanie.
Beatriz e Isabella Toassa
Arquivo Pessoal
Beatriz e Isabella ressaltam que o principal objetivo do perfil é mostrar que a ciência é leve e pode ser divertida. "A gente mostra isso no nosso canal, através dos experimentos, para as pessoas não acharem que a ciência é aquela coisa chata ou entediante de só ficar lendo livro".
"Quando a gente ensina os outros, a gente percebe que nós mesmos estamos aprendendo. Quando a gente começou, a gente nunca imaginou que chegaria onde a gente está hoje. A gente nunca imaginou que ia conseguir alcançar tantas crianças e conseguir tantas oportunidades", diz.
Para ambas, um dos experimentos preferidos feitos para o perfil foi a pasta de elefante de 10 litros.
"A gente ficou a tarde toda em uma chácara fazendo e foi muito legal. A gente montou todo um projeto com madeira, que a gente puxava uma cordinha e a madeira virava e derrubava o balde que estava com o pó para fazer a explosão", contam.
🧪 Pasta de elefante é um experimento de química que resulta em uma grande quantidade de espuma, parecida com pasta de dente, quando a água oxigenada reage com um catalisador. O processo envolve a decomposição rápida da água oxigenada, que libera gás oxigênio. Este, ao se misturar com detergente, forma a espuma.
Beatriz Toassa, de 15 anos, e Isabella Toassa, 14 anos
Arquivo Pessoal
Rotina de estudos
A mãe ressalta que as filhas conseguem separar muito bem o tempo para os estudos, projetos e gravações.
"Elas têm aulas regulares de manhã. Às segundas e quartas. fazem aulas de inglês no período da tarde e acompanhamento psicológico. Já às terças e quintas a Bia, que está no ensino médio, faz horário estendido e sai da escola 17h. A Bella estuda as matérias do dia, roteiriza e edita vídeos para o canal. Já às sextas-feiras, elas fazem aula de esporte no contraturno e a Bia grava e roteiriza videos para o canal", diz.
No fim de semana, um dos dias é usado para as gravações, eventos e atividades que elas precisam participar e o outro, para descanso. "Em época de provas e olimpíadas elas estudam, mas regularmente descansam e gravam", explica Stefanie.
Futuro
As irmãs começam no segundo semestre um clube de ciência em parceria com a Embaixada dos Estados Unidos (Girls and Science). Elas ministrarão aulas e palestras para cerca de 100 crianças de forma online, e toda semana, para levar experimentos e projetos de aplicabilidade da ciência na prática.
E as duas não querem parar por aí. Beatriz quer continuar estudando para se tornar médica, e Isabella, engenheira ou arquiteta. "Vamos seguindo e aprendendo ainda mais".
Beatriz Toassa, de 15 anos, e Isabella Toassa, 14 anos
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Beatriz Toassa, de 15 anos, e Isabella Toassa, 14 anos, com o presidente Lula
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