Sem atualização pelos últimos quatro anos, governo não sabe dizer quantos beneficiários do BPC estão na escola

Programa BPC na Escola foi criado em 2007, com o objetivo de acompanhar de perto crianças e adolescentes de baixa renda e com deficiência; último dado é de 2022. O cruzamento de dados do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e do Censo Escolar, considerado fundamental para o acompanhamento e monitoramento de crianças e adolescentes de baixa renda e com deficiência, não é feito desde 2022.
Sem o chamado pareamento de informações, o governo federal não sabe quantos beneficiários do BPC de 0 a 18 anos estão matriculados e frequentam a escola.
🔎BPC
pago a idosos com mais de 65 anos e a pessoas com deficiência de qualquer idade;
a renda por pessoa da família deve ser igual ou menor que ¼ do salário mínimo, ou seja, de R$ 379,5;
o valor do benefício equivale a um salário mínimo: R$ 1.518.
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O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) disse que aguarda desde maio de 2024 parecer da Procuradoria Jurídica do Inep com regras para regular o acesso e o compartilhamento das bases de dados de beneficiários com deficiência.
A pasta também informou em nota que, "somente após a realização dos Pareamentos pelo INEP/MEC, será possível gerar a Nova Relação de Beneficiários e realizar a inserção no Sistema BPC na Escola, para possibilitar que as equipes técnicas dos municípios e do Distrito Federal realizem a aplicação do Questionário de Identificação de Barreiras do Programa BPC na Escola".
O MDS é quem repassa os recursos para os municípios e o Distrito Federal: R$ 40 por cada questionário. Segundo o ministério, não existem problemas orçamentários para a execução do programa.
"O atraso está relacionado à negativa dos órgãos responsáveis em fornecer ao MDS o acesso às informações pessoais de alunos constantes nas bases de dados do Censo Escolar da Educação Básica, necessárias para a efetivação dos pareamentos do Programa BPC na Escola", explicou o ministério.
350 mil
No último pareamento, foram identificados 500.670 beneficiários do BPC com deficiência, entre 0 e 18 anos, sendo que desses, 350.791 (70,06%) foram identificados com registro de matrícula (dentro da escola) e 149.879 (29,94%), sem registro de matrícula (fora da escola).
A partir desse panorama, assistentes sociais buscaram, em campo, compreender as barreiras que impediam ou dificultavam o acesso e a permanência na escola dos beneficiários do BPC e indicar as ações para superá-las, incluindo recursos, serviços e atendimento especializado como terapias complementares à escolarização.
No primeiro semestre desse ano, o ministério chegou a cadastrar 5.746 questionários no Sistema do BPC na Escola, mas isso corresponde a pouco mais de 1% do total de beneficiários identificados em 2021.
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Para Mariana Rosa, conselheira do Conselho Nacional de Educação (CNE), os dados são fundamentais para aumentar o acesso dessas crianças à educação.
"Quando a gente tem o BPC na Escola funcionando é possível fazer um trabalho de busca ativa, intersetorial pra gente endereçar barreiras e poder retornar essa criança e jovem para a escola. A partir dos dados a gente consegue mapear quem são essas famílias, essas crianças, esses jovens e produzir ações setoriais pra buscar efetivar o direito a escola. Sem esses dados não tem como fazer isso. Quem tá fora vai continuar fora", completa.
O g1 procurou o Ministério da Educação e o Inep. O MEC admitiu que o programa aguarda a realização, pelo Inep, dos pareamentos de 2022, 2023 e 2024 e que apenas após esse trabalho os gestores dos 5.083 municípios cadastrados no BPC na Escola vão poder executar as políticas de inclusão. Até a última atualização da reportagem, o Inep não havia respondido aos questionamentos.
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BPC na Escola
O programa foi criado em 2007, quando o atual ministro da Fazenda Fernando Haddad comandava o Ministério da Educação, durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na última sexta-feira, em entrevista ao programa Estúdio I da GloboNews, ao ser questionado sobre a adoção de medidas estruturais de corte de gastos, Haddad reconheceu que há problemas a serem corrigidos, por exemplo, no Seguro Defeso e no BPC. E lembrou que o BPC na Escola, uma derivação do BPC, foi importante para a inclusão de crianças e adolescentes.
Haddad não mencionou, entretanto, a falta de atualização das informações do programa, prejudicial à sua eficácia.
"Um dos programas que eu mais tenho orgulho de ter elaborado foi o BPC na Escola. O BPC na Escola levou para a escola pública 400 mil crianças com deficiência, que imaginavam que se frequentassem a escola iam perder o benefício. Nós batemos na porta dessas famílias, levamos essas crianças para a escola preparando a escola para recepcioná-las com salas multifuncionais", disse o ministro.
Em 2007, o governo federal identificou 78.848 matrículas de beneficiários do BPC com deficiência, representando 21% do total de beneficiários, entre zero e dezoito anos. Quatorze anos depois, 350.791 matrículas, correspondendo a 70,06%. A partir de 2021, não há qualquer informação sobre o acesso e a frequência de crianças e adolescentes na escola.
Meta de inclusão no Plano Nacional de Educação
A produção de informações detalhadas sobre o perfil de pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, de zero a 17 anos, é uma das estratégias do Plano Nacional de Educação (PNE).
De acordo com Gabriel Salgado, gerente de educação do Instituto Alana, a falta de dados atualizados dificulta o planejamento da política pública e não há como executá-la com qualidade ou monitorá-la para aperfeiçoar. Segundo o especialista, isso mexe diretamente com a meta do PNE.
"Com a fragilidade de mecanismos como o BPC na Escola, o Plano Nacional de Educação fica diretamente prejudicado por não ter a informação atualizada de quantas são as crianças com deficiência das famílias mais vulneráveis que estão fora da escola. É fundamental que a gente possa saber quem são essas crianças e adolescentes que estão fora da escola hoje e isso só é possível por meio de uma articulação intersetorial", explica.
A meta do Plano é de que 100% desse público tenha acesso à educação básica, preferencialmente na escola comum. O PNE foi instituído em 2014 e é válido por 10 anos.
Em julho do ano passado, o governo federal sancionou a lei que prorrogou o prazo para a vigência até dezembro deste ano e o novo Plano precisa ser votado pelo Congresso Nacional até o fim do prazo.

PND: termina nesta sexta prazo para pedir isenção da Prova Nacional Docente; saiba quem tem direito

‘Prova de fogo’: de quantos erros de português você é capaz de escapar em reuniões de trabalho ou e-mails? Faça QUIZ
Exame vai funcionar como um concurso nacional e unificado para selecionar professores de educação básica da rede pública. Prova será aplicado em 26 de outubro em todo o país. As inscrições vão de 14 a 25 de julho. Professor em sala de aula em Manaus
Eliton Santos/Semed
O prazo para solicitar a isenção da taxa de R$ 85 da Prova Nacional Docente (PND) termina nesta sexta-feira (4). Têm direito à gratuidade candidatos de baixa renda inscritos no CadÚnico e doadores de medula óssea.
A solicitação da isenção deve ser feita exclusivamente pelo Sistema PND (pnd.inep.gov.br/pnd/).
A Prova Nacional Docente vai funcionar como um concurso nacional e unificado para selecionar professores de educação básica que lecionarão nas redes públicas de ensino do país.
Por meio da mesma avaliação, será possível que um docente se candidate tanto para uma vaga de um município na região Sul quanto para uma oportunidade no Nordeste, por exemplo.
🚨 A PND não substituirá os concursos públicos, e sim servirá como uma alternativa aos processos seletivos voltados a professores que visa auxiliar na captação de profissionais com a formação adequada.
A prova será aplicada em 26 de outubro em todo o país. As inscrições vão de 14 a 25 de julho. (Veja o calendário completo mais abaixo.)
Podem participar estudantes na fase final de cursos de licenciatura que estão inscritos no Enade 2025 e demais interessados em participar de concursos ou processos seletivos públicos.
Os concluintes inscritos no Enade participarão automaticamente da prova, sem necessidade de nova inscrição e com isenção da taxa.
Os demais candidatos devem se inscrever individualmente e estão sujeitos a uma taxa de R$ 85.
A prova vai avaliar as seguintes áreas específicas:
Artes Visuais
Biologia
Ciências Sociais
Computação
Educação Física
Filosofia
Física
Geografia
História
Letras Português
Letras Português e Espanhol
Letras Português e Inglês
Letras Inglês
Matemática
Música
Química
Pedagogia
Estrutura da prova
A PND terá 5h30 de duração e será composta por uma parte de formação geral docente, comum aos cursos de todas as áreas, e uma de componente específico, próprio de cada área de avaliação das Licenciaturas.
Formação geral:
30 questões de múltipla escolha, envolvendo situações-problema, com conteúdos transversais pedagógicos comuns a todas as áreas que serão avaliadas; e
uma questão discursiva para avaliar clareza, coerência, coesão, estratégias argumentativas, vocabulário e gramática adequados à norma padrão da língua portuguesa.
Componente específico:
50 questões de múltipla escolha envolvendo situações-problema e estudos de caso.
A estrutura será dividida da seguinte maneira:
Prova teórica: vai medir o desempenho do participante em relação a conteúdos das diretrizes curriculares nacionais das áreas avaliadas, habilidades de adaptação do desdobramento de conteúdos e competências de compreensão de temas específicos de sua profissão e assuntos contemporâneos.
Questionário para o participante do Enade das Licenciaturas 2025: vai coletar informações sobre o perfil do estudante e o contexto de seus processos formativos. Essa etapa vai ajudar a na compreensão dos resultados teóricos e práticos do Enade e no processo de avaliação dos cursos de graduação e das instituições de ensino.
Questionário contextual: destinado a coletar informações que permitam caracterizar o perfil do participante e o contexto de seus processos formativos.
Questionário de percepção de prova: vai coletar informações para medir a percepção dos participantes em relação à prova, auxiliando, também, na compreensão dos resultados.
Calendário do PND 2025
Solicitação da isenção da taxa de inscrição: 30 de junho a 4 de julho
Resultado da solicitação de isenção: 7 de julho
Recurso da isenção: 7 a 11 de julho
Resultado do recurso: 14 de julho
Inscrição: 14 a 25 de julho
Pagamento da taxa de inscrição: 14 a 31 de julho
Solicitação de tratamento pelo nome social: 14 a 25 de julho
Solicitação de atendimento especializado: 14 a 25 de julho
Resultado do atendimento especializado: 1 de agosto
Recurso de atendimento especializado: 4 a 8 de agosto
Resultado do recurso: 13 de agosto
Aplicação das provas: 26 de outubro
Divulgação das versões preliminares do gabarito das questões objetivas e do padrão de resposta da questão discursiva: 28 de outubro
Recurso da versão preliminar do gabarito e do padrão de resposta da questão discursiva: 28 a 29 de outubro
Resultado do recurso da versão preliminar do gabarito e do padrão de resposta da questão discursiva: 10 de novembro
Divulgação final do gabarito e do padrão de resposta da questão discursiva: 11 de novembro
Divulgação da correção preliminar da resposta da questão discursiva: 25 de novembro
Recurso da correção da resposta da questão discursiva: 25 e 26 de novembro
Divulgação do resultado final da PND: 10 de dezembro
VÍDEO
Nas escolas sem notas e sem provas, quais alunos se dão bem?

Prouni do 2º semestre: inscrições terminam nesta sexta; conheça os critérios para as bolsas parciais e integrais

‘Prova de fogo’: de quantos erros de português você é capaz de escapar em reuniões de trabalho ou e-mails? Faça QUIZ
Edição do programa oferece mais de 211 mil bolsas para 887 instituições privadas de ensino superior, em 370 cursos. Inscrições do Prouni do 2º semestre começam nesta segunda
Quem ainda não se inscreveu no processo seletivo do Programa Universidade Para Todos (Prouni) do segundo semestre tem até 23h59 desta sexta-feira (4) para concluir a etapa. As inscrições devem ser feitas pelo portal Acesso Único (acessounico.mec.gov.br/prouni), utilizando o login gov.br com CPF e senha.
✏️O que é Prouni? É uma iniciativa do governo federal que oferece bolsas integrais (100%) e parciais (50% de desconto na mensalidade) em instituições de ensino particulares.
✏️Quem pode participar? Para se inscrever, era preciso ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 ou 2024, com média mínima de 450 pontos nas áreas de conhecimento e nota superior a zero na redação. Também há critérios de renda. (Confira os detalhes mais abaixo.)
Cronograma do Prouni do 2º semestre de 2025.
Reprodução.
Para o segundo semestre serão oferecidas mais de 211 mil bolsas, sendo mais de 118 mil integrais (sem custo) e mais de 93 mil parciais (metade da mensalidade). As bolsas são para mais de 370 cursos de 887 instituições privadas de ensino superior de todo o Brasil.
Os candidatos também podem consultar a distribuição das bolsas ofertadas no sistema do programa.
📅 Datas do ProUni 2025 do 2º semestre
Inscrições: 30 de junho a 4 de julho
Resultado da primeira chamada: 7 de julho
Resultado da segunda chamada: 28 de julho
Manifestação de interesse na lista de espera: 18 e 19 de agosto
Resultado da lista de espera: 22 de agosto
📝 Como funciona
O candidato deve indicar, em ordem de preferência, até duas opções de curso (selecionando a instituição de ensino e o turno).
Depois, é necessário marcar se quer participar na modalidade de ampla concorrência ou de cotas.
Por fim, precisa monitorar, a cada dia, a nota parcial para aqueles cursos.
Se quiser, pode mudar suas escolhas (valerá a última opção marcada antes do fim do período de inscrição).
Se o candidato estiver dentro da nota de corte e conseguir uma das vagas ao final do prazo de inscrição, ele constará como pré-selecionado.
O que significa ser 'pré-selecionado'?
O candidato pré-selecionado ainda não é "dono" da vaga. Ela está reservada para ele, mas, antes de assumi-la, é necessário cumprir com as últimas etapas de seleção.
Ainda será preciso comprovar as informações prestadas no ato da inscrição (como a renda familiar per capita e o certificado de conclusão de curso em escola pública, por exemplo). Isso é feito na instituição de ensino na qual o aluno estudará no prazo indicado no edital.
Se não houver formação de turma, o aluno perderá a vaga. Poderá tentar participar da segunda chamada e da lista de espera (caso manifeste interesse).

Quais são os critérios de desempate?
No caso de notas idênticas na média aritmética das notas do Enem, o desempate entre os candidatos é determinado de acordo com a seguinte ordem de critérios:
Maior nota na prova de redação.
Maior nota na prova de linguagens, códigos e suas tecnologias.
Maior nota na prova de matemática e suas tecnologias.
Maior nota na prova de ciências da natureza e suas tecnologias.
Maior nota na prova de ciências humanas e suas tecnologias.
🎓 Cotas no Prouni
Há bolsas reservadas para pessoas com deficiência e para autodeclarados pretos, pardos ou indígenas.
A quantidade de vagas de cotas é equivalente à porcentagem que cada grupo representa na população do estado, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os cotistas têm ainda de, obrigatoriamente, se encaixar nos demais critérios de exigência do Prouni.
📚 Quem pôde se inscrever?
Além dos critérios relacionados ao Enem, já mencionados no início da reportagem, era preciso também:
Ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública;
Ter cursado o ensino médio completo em escola privada como bolsista integral;
Ter cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista integral;
Ter cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada com bolsa parcial ou sem a condição de bolsista; ou
Ter cursado o ensino médio completo em escola privada com bolsa parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista;
Ser pessoa com deficiência, na forma prevista na legislação; ou
Ser professor da rede pública de ensino, exclusivamente para os cursos de licenciatura e pedagogia, destinados à formação do magistério da educação básica.
💰 Renda
Para concorrer às bolsas integrais, o estudante deve ter renda familiar bruta mensal per capita de até um salário mínimo e meio (R$ 2.277 por pessoa).
Para as bolsas parciais, o limite da renda familiar bruta mensal per capita é de três salários mínimos (R$ 4.554 por pessoa).
👉🏾 Como calcular a renda familiar bruta mensal por pessoa?
Para saber se o aluno se encaixa nos critérios de renda, deve somar os salários de todos os que moram com ele e, depois, dividir pelo número de componentes do grupo.
Por exemplo: pai (R$ 2,3 mil por mês), mãe (R$ 1,7 mil por mês), candidato do Prouni (sem renda) e irmão mais novo (sem renda).
Somando os valores, chega-se ao total mensal de R$ 4 mil.
Depois, dividindo pelos 4 membros da família, o resultado é R$ 1 mil.
Esse é o valor que deve ser tomado como referência pelo Prouni. Como está abaixo de 1,5 salário mínimo per capita (R$ 2.277), o candidato poderá concorrer à bolsa de estudos integral.
🧾 É possível usar Prouni e Fies ao mesmo tempo? E Prouni e Sisu?
Fies e Prouni: Sim. Se o candidato conseguir a bolsa de estudos parcial do Prouni, que cobre apenas 50% da mensalidade, poderá financiar a outra metade pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Sisu e Prouni: Não. O aluno até pode se inscrever nos dois programas, mas precisará escolher apenas um ao efetivar a matrícula. Lembrando que o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) oferece vagas em instituições de ensino públicas, e o Prouni, em particulares.
VÍDEOS DE EDUCAÇÃO:

Vagas para aplicadores de prova do Enem têm inscrições prorrogadas; pagamento é de até R$ 864 por dia

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Profissionais também atuarão no processo seletivo do concurso unificado para professores. Veja quem pode participar. Foto mostra momento da aplicação do Enem PPL para os internos do Iapen, no Amapá
Jailson Santos/Iapen
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) prorrogou as inscrições para a Rede Nacional de Certificadores 2025: uma equipe de profissionais que atuará na aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e da Prova Nacional Docente (PND).
No novo calendário, os selecionados terão até 7 de julho para participar.
Os que forem aprovados ganharão R$ 510 por dia de prova (ou R$ 864, quando houver a necessidade de se deslocar por mais de 150 km).
Tire suas dúvidas abaixo:
👩‍🏫 Quem pode se inscrever?
Servidores públicos do Poder Executivo Federal em efetivo exercício
Docentes efetivos das redes públicas estaduais e municipais que estejam atuando em 2025
⚠️ Não podem participar profissionais com contratos temporários, terceirizados ou celetistas.
📋 Quais são os requisitos mínimos?
Ter ensino médio completo
Possuir smartphone ou tablet com internet móvel, com sistema Android (mínimo 5.1) ou iOS (mínimo 10)
Usufruir de acesso à internet para fazer a capacitação, obtendo rendimento mínimo de 70%
Não estar inscrito no Enem nem na PND 2025
Não ter cônjuge, companheiro ou parentes até 3º grau inscritos no Enem ou na PND
Não ter vínculo com logística, impressão, distribuição, correção ou aplicação das provas
Não possuir débitos com a Receita Federal ou com a dívida ativa da União
Assinar o Termo de Sigilo, Compromisso e Confidencialidade
📅 Qual é o período de inscrição?
De 5 de junho a 7 de julho de 2025, até as 23h59 (horário de Brasília).
🌐 Como fazer a inscrição?
A inscrição é feita exclusivamente pelo site http://certificadores.inep.gov.br.
O candidato precisa informar:
CPF e data de nascimento;
e-mail e telefone válidos.
Quem nunca se inscreveu deve se cadastrar em sso.acesso.gov.br.
🧭 Quais são as funções do certificador?
Verificar, presencialmente, os procedimentos da aplicação
Conferir entrega, guarda e abertura dos malotes de prova
Acompanhar a atuação da equipe de aplicação
Verificar horários de abertura e fechamento dos portões e da prova
Acompanhar a devolução dos materiais aos Correios
Conferir uso de sala extra, substituições e número de ausentes
Preencher e enviar o relatório no sistema
O certificador deve se apresentar no local às 8h e permanecer até as 20h.
🎓 Como funciona a capacitação?
Será feita de forma on-line, à distância, por meio de plataforma a ser divulgada. Para ser aprovado, é preciso ter pelo menos 70% de rendimento.
💰 Qual é o pagamento?
R$ 510,00 por dia (demanda regular)
R$ 864,00 por dia (demanda excepcional, quando há deslocamento de pelo menos 150 km)
O Inep não reembolsa transporte, alimentação ou hospedagem. Esses custos são de responsabilidade do certificador.
Calendário
Inscrição: 5 de junho a 7 de julho de 2025
Data provável de divulgação da relação de interessados confirmados/não confirmados e dos convocados para o curso de capacitação: 14 de julho de 2025
Data provável para recurso das inscrições não confirmadas: 15 a 22 de julho de 2025
Data provável de resultado do recurso: 11 de agosto de 2025
Aplicação da Prova Nacional Docentes (PND) 2025: 26 de outubro de 2025
Aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025: 9 e 16 de novembro de 2025
Aplicação excepcional do Enem 2025 para os municípios de Belém-PA, Ananindeua-PA e Marituba-PA: 30 de novembro e 7 de dezembro de 2025 (por causa da COP-30)
Números 1 no Enem, uma década depois

‘Prova de fogo’: de quantos erros de português você é capaz de escapar em reuniões de trabalho ou e-mails? Faça QUIZ

‘Prova de fogo’: de quantos erros de português você é capaz de escapar em reuniões de trabalho ou e-mails? Faça QUIZ
Na tentativa de 'falar bonito' e de impressionar seu chefe, vem aquela tentação de usar uma palavra com a qual você não tem tanta intimidade. Corroborar, assertivo: 4 'escorregões' erros de português comuns no mundo corporativo
A língua portuguesa é cheia de "armadilhas". Algumas delas vêm disfarçadas:
de palavras "sofisticadas", que parecem impressionar o chefe e deixar você mais perto de um aumento salarial;
de estruturas frasais mais complexas, cheias de vírgulas que não deveriam estar ali e que mudam o sentido da informação;
de verbos parecidos uns com os outros, mas que têm significados completamente diferentes;
de crases que tentam transmitir uma "seriedade" na acentuação, mas que são inadequadas.
Abaixo, neste quiz, você vai testar se consegue escapar dessas ciladas. Acerte o maior número possível de questões (são 10, bem curtinhas) e descubra, no fim, se é um dicionário ambulante ou está brigado com o "Aurélio".
E aí, consegue escapar de 'escorregões' na língua portuguesa?
'Corroborar', 'assertivo'… 10 erros da língua portuguesa que são comuns em reuniões e e-mails de trabalho
Por que erramos?
➡️Na tentativa de "falar bonito" e de impressionar os colegas, é comum:
trocar os significados de palavras parecidas;
elaborar frases com erros de concordância;
usar expressões que parecem formais, mas que são gramaticalmente equivocadas.
Cassiano Butti, docente do Departamento de Ciências da Linguagem da PUC-SP, explica que esses deslizes indicam uma certa insegurança do falante.
"Alguns desses casos podem ser chamados de 'hipercorreções'. A pessoa quer mostrar que sabe algo, mas não é proficiente na língua e acaba cometendo esses 'exageros'. Ela quer fazer com que o outro acredite que ela tem total domínio [deste vocabulário elaborado]", diz.
✏️Em vez de arriscar, o melhor é "apostar no simples", aconselha o professor de português Sérgio Nogueira. Depois, com mais tempo, é possível pesquisar no dicionário ou na internet algum sinônimo que pareça mais elaborado, caso prefira.
Observação: Ninguém deve ser desvalorizado ou discriminado pela sua forma de falar ou de escrever. O objetivo desta reportagem é explicar como se manter alinhado à variante padrão da língua, especialmente em contextos formais — e garantir que a informação seja transmitida de forma clara.
Abaixo, veja exemplos de inadequações comuns na rotina de quem vive em reunião (nosso foco será somente o português, sem "coffee breaks" e "brainstorms"):
📝Algo pode mudar com o tempo?

Sim. A língua é dinâmica e está em constante movimento.
"O português que eu ensinava antes não é o mesmo que ensino hoje. As regras mudam, e novas formas podem ser aceitas", diz Nogueira.
Veja só um exemplo de possível alteração da norma: tradicionalmente, o verbo "adequar" é defectivo, ou seja, não é conjugado em todas as formas. No presente do indicativo, teríamos apenas:
"nós adequamos";
"vós adequais".
Portanto, não seria correto escrever "eu adéquo", segundo a gramática normativa — o ideal seria substituir por um verbo sinônimo, como "eu adapto", "eu ajusto".
Mas já vemos um nítido movimento para que essa regra mude: o dicionário Houaiss, por exemplo, já aceita a conjugação completa, tanto no presente do indicativo (coluna da esquerda) quanto no presente do subjuntivo (coluna da direita):
Eu adéquo que eu adéque
Tu adéquas que tu adéques
Ele adéqua que ele adéque
Nós adequamos que nós adequemos
Vós adequais que vós adequeis
Eles adéquam que eles adéquem
✏️Ou seja: fique sempre de olho no g1 Educação para entender o constante movimento da língua portuguesa e não perder nenhuma atualização!
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