Pesquisadores do MIT dizem que usar o ChatGPT pode ‘apodrecer’ seu cérebro, mas a verdade é um pouco mais complicada

Trend do ‘pozinho mágico’: aprenda truque que deixa crianças e idosos ‘hipnotizados’ (e tenha uma aula de física divertida)
Assim como as calculadoras eletrônicas antes delas, as ferramentas de IA podem elevar o nível do que as pessoas podem fazer – se forem usadas da maneira certa. ChatGPT
AP Photo/Matt Rourke
Desde o aparecimento do ChatGPT há quase três anos, o impacto das tecnologias de inteligência artificial (IA) na aprendizagem tem sido amplamente debatido. Elas são ferramentas úteis para uma educação personalizada ou portas de entrada para a desonestidade acadêmica?
Mais importante ainda, têm surgido preocupações de que o uso da IA leve a uma “banalização” generalizada, ou seja, ao declínio da capacidade de pensar criticamente. Se os alunos usarem ferramentas de IA muito cedo, argumenta-se, eles podem não desenvolver habilidades básicas para o pensamento crítico e a resolução de problemas.
Será que isso é verdade? De acordo com um estudo recente realizado por cientistas do Instituto de Tecnologia de M Massachusetts (MIT), EUA, parece que sim. Os pesquisadores afirmam que o uso do ChatGPT para ajudar a escrever redações pode levar a um “déficit cognitivo” e uma “provável diminuição da capacidade de aprendizagem”.
Então, o que o estudo descobriu?
A diferença entre usar IA e apenas o cérebro
Ao longo de quatro meses, a equipe do MIT pediu a 54 adultos que escrevessem uma série de três redações usando IA (ChatGPT), um mecanismo de busca ou apenas seus próprios cérebros (grupo “apenas cérebro”). A equipe mediu o engajamento cognitivo examinando a atividade elétrica no cérebro e por meio da análise linguística das redações.
O engajamento cognitivo daqueles que usaram IA foi significativamente menor do que os outros dois grupos. Esse grupo também teve mais dificuldade em lembrar citações de suas redações e sentiu um menor senso de propriedade sobre elas.
Os participantes então trocaram de papéis para um quarto e último ensaio (o grupo “apenas cérebro” usou IA e vice-versa). O grupo que trocou IA por cérebro teve um desempenho pior e um engajamento apenas ligeiramente melhor do que o outro grupo durante a primeira sessão, e muito abaixo do engajamento do grupo que usou apenas o cérebro na terceira sessão.
Os autores afirmam que isso demonstra como o uso prolongado da IA levou os participantes a acumular um “défict cognitivo”. Quando finalmente tiveram a oportunidade de usar seus cérebros, eles foram incapazes de replicar o engajamento ou ter um desempenho tão bom quanto os outros dois grupos.
Os autores, porém, ressaltam que apenas 18 participantes (seis por condição) completaram a quarta e última sessão. Portanto, as descobertas são preliminares e requerem mais testes.
Logotipo da OpenAI, dona do chatbot ChatGPT
Michael Dwyer/AP
Isso mostra que a IA nos torna mais burros?
Esses resultados não significam necessariamente que os alunos que usaram IA acumularam “défict cognitivo”. Em nossa opinião, as conclusões se devem ao desenho específico do estudo.
A mudança na conectividade neural do grupo que utilizou apenas o cérebro nas três primeiras sessões foi provavelmente o resultado de uma familiarização com a tarefa do estudo, fenômeno conhecido justamente como efeito de familiarização. À medida que os participantes do estudo repetem a tarefa, eles ficam mais familiarizados e eficientes, e sua estratégia cognitiva se adapta à tarefa.
Quando o grupo de IA finalmente conseguiu “usar seus cérebros”, por sua vez, seus participantes realizaram a tarefa de escrever a redação sozinhos apenas uma vez. Como resultado, eles não conseguiram igualar a experiência do outro grupo. Eles alcançaram um engajamento apenas ligeiramente melhor do que o grupo que utilizou apenas o cérebro durante a primeira sessão.
Para justificar totalmente as afirmações dos pesquisadores, os participantes do grupo de IA para “apenas cérebro” também precisariam completar três sessões de redação sem a ajuda da IA.
Da mesma forma, o fato de o grupo cérebro-para-IA ter usado o ChatGPT de forma mais produtiva e estratégica provavelmente se deve à natureza da quarta tarefa de redação, que exigia escrever um ensaio sobre um dos três tópicos escolhidos anteriormente.
Como escrever sem IA exigia um engajamento mais substancial, os participantes deste grupo tinham uma lembrança muito melhor do que haviam escrito no passado. Assim, eles usaram a IA principalmente para pesquisar novas informações e refinar o que haviam escrito anteriormente.
As implicações da IA na avaliação de alunos
Para entender a situação atual da IA, podemos olhar para trás e ver o que aconteceu quando surgiram as calculadoras eletrônicas.
Na década de 1970, seu impacto foi regulado tornando os exames muito mais difíceis. Em vez de fazer cálculos à mão, esperava-se que os alunos usassem calculadoras e dedicassem seus esforços cognitivos a tarefas mais complexas.
Na prática, o nível de exigência foi significativamente elevado, o que fez com que os alunos trabalhassem tanto (se não mais) quanto antes da chegada das calculadoras.
O desafio com a IA é que, em sua maioria, os educadores não elevaram o nível de exigência de forma a tornar a IA uma parte necessária do processo. Os educadores ainda exigem que os alunos realizem as mesmas tarefas e esperam o mesmo padrão de trabalho de cinco anos atrás.
Em tais situações, a IA pode realmente ser prejudicial. Os alunos podem, em sua maioria, transferir o envolvimento crítico com a aprendizagem para a IA, o que resulta em “preguiça metacognitiva”.
No entanto, assim como aconteceu com as calculadoras, a IA pode e deve nos ajudar a realizar tarefas que antes seriam impossíveis — e ainda assim exigir um engajamento significativo. Por exemplo, podemos pedir aos alunos de pedagogia que usem a IA para produzir um plano de aula detalhado, que será então avaliado quanto à qualidade e solidez pedagógica em um exame oral.
No estudo do MIT, os participantes que usaram IA estavam produzindo as “mesmas velhas redações”. Eles ajustaram seu engajamento para entregar o padrão de trabalho esperado deles.
O mesmo aconteceria se os alunos fossem solicitados a realizar cálculos complexos com ou sem uma calculadora eletrônica. O grupo que fosse obrigado a fazer os cálculos à mão ia suar, enquanto aqueles com calculadoras mal piscariam os olhos.
Aprendendo a usar a IA
As gerações atuais e futuras precisam ser capazes de pensar de forma crítica e criativa e resolver problemas. A IA, no entanto, está mudando o significado dessas coisas.
Produzir ensaios com caneta e papel não é mais uma demonstração de capacidade de pensamento crítico, assim como fazer divisões longas não é mais uma demonstração de habilidade matemática.
Saber quando, onde e como usar a IA é a chave para o sucesso a longo prazo e o desenvolvimento de habilidades. Priorizar quais tarefas podem ser transferidas para uma IA a fim de reduzir o défict cognitivo é tão importante quanto entender quais tarefas exigem criatividade e pensamento crítico genuínos.
*Vitomir Kovanovic — Professor Associado e Diretor Associado do Centro de Mudança e Complexidade na Aprendizagem (C3L), Education Futures, Universidade do Sul da Austrália
*Rebecca Brown — Professor de Ciências da Aprendizagem e Desenvolvimento, Centro de Mudança e Complexidade na Aprendizagem (C3L), Futuros da Educação, Universidade do Sul da Austrália
Os autores não prestam consultoria, trabalham, possuem ações ou recebem financiamento de qualquer empresa ou organização que se beneficiaria deste artigo e não revelaram qualquer vínculo relevante além de seus cargos acadêmicos.
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Projeto que oferece preparação on-line gratuita para Enem e vestibulares está com inscrições abertas

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Participantes têm direito a mentorias personalizadas, tutores de redação, aconselhamento profissional, reforço escolar e outras funcionalidades. Inscrições vão até 16 de julho. Projeto 'salvaguarda' leva entendimento do futuro a estudantes saídos do ensino médio
As inscrições para o Projeto Salvaguarda, que oferece mentoria gratuita para quem quer cursar o Enem e outros vestibulares, estão abertas até 16 de julho. Os interessados em participar das aulas, com direito a mentorias personalizadas e individuais, devem preencher o formulário disponível AQUI.
O projeto criado em 2016 um dos vencedores do prêmio do Movimento Luzes na Educação (LED) 2023. Para participar, é preciso ser ou ter sido aluno da rede pública de ensino.
Para esta edição, estão sendo ofertadas 10 mil vagas de mentoria que acontecem 100% online pelo WhatsApp. O único custo dos participantes é uma taxa social de matrícula no valor de R$ 20 reais.
As aulas estão previstas para começar em agosto.
Para este ano, o projeto tem como novidade um aplicativo para celular pode onde pode solicitar um tutor, o corretor, contatos de interesse, e acessar as monitorias.
Aplicativo do projeto Salvaguarda.
Reprodução
📚 O que o programa de estudos oferece?
Os estudantes terão acesso a:
Um corretor de redação: acompanhamento personalizado ao longo do ano e correções mensais detalhadas;
Tutoria personalizada: cada estudante pode solicitar um tutor do próprio estado e será acompanhado por 2 meses. O objetivo é ajudar na escolha do curso, assim como na organização dos estudos e na motivação;
Reforço escolar com as disciplinas: sempre que estiver estudando e alguma dúvida surgir, o estudante pode solicitar auxílio de algum monitor da disciplina;
Auxílio com a escolha profissional: ao longo do ano, sempre que tiver dúvidas sobre alguma área, o estudante pode solicitar o contato do estudante ou profissional, ou seja: pode falar com um juiz, com um jornalista ou com um piloto de avião.
Simulados online com a correção TRI: Teoria de Resposta ao Item (TRI) é o método de correção usado Enem e avalia não só a quantidade de acertos, mas a coerência do desempenho do aluno.
👩‍🎓 Quem pode participar?
O programa aceita alunos e ex-alunos de escolas públicas de qualquer município brasileiro, a partir do 1º ano do ensino médio.
💻Como se inscrever?
Basta preencher este formulário até 16 de julho. As aulas estão previstas para começar em agosto.
PODCAST

Alckmin sanciona lei que torna ataque a escolas crime hediondo e aumenta penas

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Penas para homicídios em instituições de ensino poderão chegar a 30 anos de prisão. Texto define agravantes para crimes cometidos por familiares, companheiros e empregadores das vítimas. O vice-presidente Geraldo Alckmin sancionou a lei que torna crime hediondo ataques cometidos em instituições de ensino.
A nova lei aumenta as penas para os condenados por lesões e homicídios cometidos em escolas, creches e outras unidades de educação.
LEIA TAMBÉM: Em 3 anos, Brasil tem 27 ataques de violência extrema em escolas; por que tantos casos?
Lula sanciona lei que criminaliza bullying e agrava pena para ataques em escolas
A sanção sem vetos da lei que altera trechos do Código Penal e da Lei dos Crimes Hediondos foi publicada na edição desta sexta-feira (4) do "Diário Oficial da União".
🔎Alckmin sancionou o texto porque estava no exercício da Presidência da República por conta da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Buenos Aires, para cúpula do Mercosul. O petista está de volta ao Brasil, e cumpre agendas nesta sexta.
A lei passa a enquadrar como crime qualificado o homicídio cometido em escolas e prevê penas de 12 a 30 anos de prisão — homicídio simples tem pena de seis a 20 anos.
ARQUIVO: Crianças e jovens de escolas públicas, privadas e organizações sociais civis
Central Sicoob Uni
A pena será aumentada em um terço quando a vítima for pessoa com deficiência ou com doença que aumenta sua vulnerabilidade.
O aumento será de dois terços se o autor do crime tiver algum grau de parentesco com a vítima, sendo pai, mãe, padrasto, madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tutor ou empregador da vítima. A mesma regra vale caso o autor seja professor ou funcionário da instituição de ensino.
As penas para crimes de lesão corporal cometidos em escolas também serão ampliadas em dois terços quando a vítima for pessoa com deficiência e o autor tiver grau de parentesco ou influência sobre a vítima.

Prouni oferta mais de 13 mil vagas na Bahia: confira cursos, cidades e como se inscrever

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Programa custeia de forma integral ou parcial bolsas de ensino em instituições de ensino particular. Cada candidato pode escolher até duas opções de curso na inscrição. Último dia para se inscrever no PROUNI
Instituições de ensino particulares da Bahia oferecem 13.827 bolsas de ensino integrais (100%) ou parciais (50%) através do Programa Universidade Para Todos (Prouni) para ingresso no 2º semestre. As inscrições acontecem até 23h59 desta sexta-feira (4), pelo portal Acesso Único e a consulta de vagas por cidade e curso estão abertas. [Veja mais abaixo como acessar]
Entre os cursos mais procurados está o de Direito, com 1.324 bolsas, sendo 340 integrais e 984 parciais. Em seguida estão Administração com 1.085 bolsas (757 integrais e 377 parciais) e Psicologia com  558 bolsas (181 integrais e 377 parciais).   
Em relação a oferta de cursos, confira o total nas maiores cidades da Bahia:
Salvador: 158;
Lauro de Freitas: 34;
Feira de Santana: 103;
Vitória da Conquista: 79;
Itabuna: 57;
Barreiras: 64;
Juazeiro: 43.
Prouni 2024 abre mais de 13 mil vagas para a Bahia
Vitória Guimarães/Rede Amazônica
✏️ O que é Prouni? É uma iniciativa do governo federal que oferece bolsas integrais (100%) e parciais (50% de desconto na mensalidade) em instituições de ensino particulares.
✏️ Quem pode participar? Para se inscrever, era preciso ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 ou 2024, com média mínima de 450 pontos nas áreas de conhecimento e nota superior a zero na redação. Também há critérios de renda. (Confira os detalhes mais abaixo.)
Cronograma do Prouni do 2º semestre de 2025.
Reprodução.
📅 Datas do ProUni 2025 do 2º semestre
Inscrições: 30 de junho a 4 de julho
Resultado da primeira chamada: 7 de julho
Resultado da segunda chamada: 28 de julho
Manifestação de interesse na lista de espera: 18 e 19 de agosto
Resultado da lista de espera: 22 de agosto
📝 Como funciona
O candidato deve indicar, em ordem de preferência, até duas opções de curso (selecionando a instituição de ensino e o turno).
Depois, é necessário marcar se quer participar na modalidade de ampla concorrência ou de cotas.
Por fim, precisa monitorar, a cada dia, a nota parcial para aqueles cursos.
Se quiser, pode mudar suas escolhas (valerá a última opção marcada antes do fim do período de inscrição).
Se o candidato estiver dentro da nota de corte e conseguir uma das vagas ao final do prazo de inscrição, ele constará como pré-selecionado.
O que significa ser 'pré-selecionado'?
O candidato pré-selecionado ainda não é "dono" da vaga. Ela está reservada para ele, mas, antes de assumi-la, é necessário cumprir com as últimas etapas de seleção.
Ainda será preciso comprovar as informações prestadas no ato da inscrição (como a renda familiar per capita e o certificado de conclusão de curso em escola pública, por exemplo). Isso é feito na instituição de ensino na qual o aluno estudará no prazo indicado no edital.
Se não houver formação de turma, o aluno perderá a vaga. Poderá tentar participar da segunda chamada e da lista de espera (caso manifeste interesse).
Quais são os critérios de desempate?
No caso de notas idênticas na média aritmética das notas do Enem, o desempate entre os candidatos é determinado de acordo com a seguinte ordem de critérios:
Maior nota na prova de redação.
Maior nota na prova de linguagens, códigos e suas tecnologias.
Maior nota na prova de matemática e suas tecnologias.
Maior nota na prova de ciências da natureza e suas tecnologias.
Maior nota na prova de ciências humanas e suas tecnologias.
🎓 Cotas no Prouni
Há bolsas reservadas para pessoas com deficiência e para autodeclarados pretos, pardos ou indígenas.
A quantidade de vagas de cotas é equivalente à porcentagem que cada grupo representa na população do estado, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os cotistas têm ainda de, obrigatoriamente, se encaixar nos demais critérios de exigência do Prouni.
📚 Quem pode se inscrever?
Além dos critérios relacionados ao Enem, já mencionados no início da reportagem, era preciso também:
Ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública;
Ter cursado o ensino médio completo em escola privada como bolsista integral;
Ter cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista integral;
Ter cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada com bolsa parcial ou sem a condição de bolsista; ou
Ter cursado o ensino médio completo em escola privada com bolsa parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista;
Ser pessoa com deficiência, na forma prevista na legislação; ou
Ser professor da rede pública de ensino, exclusivamente para os cursos de licenciatura e pedagogia, destinados à formação do magistério da educação básica.
💰 Renda
Para concorrer às bolsas integrais, o estudante deve ter renda familiar bruta mensal per capita de até um salário mínimo e meio (R$ 2.277 por pessoa).
Para as bolsas parciais, o limite da renda familiar bruta mensal per capita é de três salários mínimos (R$ 4.554 por pessoa).
👉🏾 Como calcular a renda familiar bruta mensal por pessoa?
Para saber se o aluno se encaixa nos critérios de renda, deve somar os salários de todos os que moram com ele e, depois, dividir pelo número de componentes do grupo.
Por exemplo: pai (R$ 2,3 mil por mês), mãe (R$ 1,7 mil por mês), candidato do Prouni (sem renda) e irmão mais novo (sem renda).
Somando os valores, chega-se ao total mensal de R$ 4 mil.
Depois, dividindo pelos 4 membros da família, o resultado é R$ 1 mil.
Esse é o valor que deve ser tomado como referência pelo Prouni. Como está abaixo de 1,5 salário mínimo per capita (R$ 2.277), o candidato poderá concorrer à bolsa de estudos integral.
🧾 É possível usar Prouni e Fies ao mesmo tempo? E Prouni e Sisu?
Fies e Prouni: Sim. Se o candidato conseguir a bolsa de estudos parcial do Prouni, que cobre apenas 50% da mensalidade, poderá financiar a outra metade pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Sisu e Prouni: Não. O aluno até pode se inscrever nos dois programas, mas precisará escolher apenas um ao efetivar a matrícula. Lembrando que o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) oferece vagas em instituições de ensino públicas, e o Prouni, em particulares.
Veja mais notícias do estado no g1 Bahia.
Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

Trend do ‘pozinho mágico’: aprenda truque que deixa crianças e idosos ‘hipnotizados’ (e tenha uma aula de física divertida)

Trend do ‘pozinho mágico’: aprenda truque que deixa crianças e idosos ‘hipnotizados’ (e tenha uma aula de física divertida)
Com uma colher de açafrão, um copo d'água e uma lanterna de celular, é possível produzir um efeito digno de conto de fadas. Entenda o que explica o fenômeno. ‘Poção mágica’ de açafrão: o que está por trás do viral que encanta crianças
Acredite: o brilho que vem atraindo a atenção de crianças e de idosos (e os deixando completamente "hipnotizados") nas últimas semanas não vem da tela de um celular. É um experimento físico simples de ser reproduzido — um "pozinho mágico" que parece ter saído de um conto de fadas!
Antes que você se desespere com a lista de ingredientes, já adiantamos que são apenas três:
Um copo de vidro com água
Uma lanterna (pode ser a do celular)
Uma colher de açafrão em pó
➡️Se você seguir as orientações abaixo e apagar a luz do ambiente, verá que se forma uma "chuva" dourada e iluminada dentro do copo. E ainda poderá aprender com o g1 conceitos como efeito Tyndall e espalhamento de luz.
Olhe só o tamanho do sucesso: entre os milhares de vídeos dessa trend postados nas redes sociais, há o de dois irmãozinhos brasileiros fascinados pelo "pó de pirlimpimpim" (mais de 3,5 milhões de visualizações) e o de uma senhora encantada com o efeito "mágico" (2 milhões de acessos).
Quer testar na sua casa também? Veja o passo a passo e entenda o que está por trás do mistério (não é feitiço, é física):
1- ✨ Separe um punhado de açafrão (ou outro pó semelhante)
Idosos e crianças ficam encantados com efeito de experimento físico
Reprodução/Redes sociais
"O açafrão é uma boa alternativa, porque é um pó fino de baixa solubilidade e com uma boa densidade para dar o efeito esperado", explica Felipe Ribeiro, professor de física da Universidade Federal do Semiárido (Ufersa).
"O tamanho das partículas faz com que elas permaneçam suspensas na água por um tempo, antes de se sedimentarem no fundo do copo."
Sem contar que o tempero é de um amarelo vibrante (no escuro, dá um destaque impressionante).
2- 🔦Ligue uma lanterna embaixo de um copo d'água
Perceba que, ao ligar a lanterna do celular embaixo da base do copo, a luz passa direto pela água limpa (que é um meio transparente).
3- 🥄Jogue uma colher de sobremesa de açafrão na água (e veja a 'mágica' acontecer)
Como o pó de açafrão fica suspenso no líquido, a luz vai atingir essas partículas e ser espalhada para todas as direções. O nome desse fenômeno é Efeito Tyndall — o mesmo que observamos em festas, quando canhões de luz são apontados para a fumaça da pista de dança.
O efeito Tyndall é um fenômeno óptico que se manifesta quando a luz passa por um meio em que há partículas dispersas, como coloides. Nesse processo, o feixe luminoso é espalhado pelas partículas suspensas e torna-se visível.
✏️Dica para professores
Mara Cristina Pane, superintendente de ensino da Fundação Bradesco, e Naãma Negri, gerente educacional da mesma instituição, dão sugestões para professores: que tal aproveitar o experimento para ensinar noções de física?
Segundo elas, é possível desenvolver os seguintes conceitos:
solubilidade;
dispersão de partículas;
espalhamento de luz/refração e reflexão;
fluorescência.
✨Impossível não captar a atenção dos alunos com um efeito assim.
Entenda o que explica o 'pozinho mágico'
Giaccomo Voccio/g1