Na Ponta do Lápis: MEC cria programa para levar educação financeira às escolas públicas

Enamed 2025: abertas as inscrições para exame que vai avaliar cursos de Medicina e selecionar profissionais para residência médica
Professores passarão por formação continuada para ajudar estudantes a lidar com dinheiro de forma consciente, entender impostos, planejar o futuro e tomar decisões responsáveis no dia a dia. Adesão é voluntária. Programa do governo federal foca em educação financeira para estudantes.
Jornal Nacional/ Reprodução
O Ministério da Educação publicou na quarta-feira (9) uma portaria que institui o programa Na Ponta do Lápis. Segundo o MEC, a iniciativa tem como objetivo promover a educação financeira à estudantes do ensino básico em todo o país, especialmente àqueles beneficiados pelo programa Pé-de-Meia.
Para isso, o programa vai ajudar os estudantes a desenvolverem habilidades para lidar com o dinheiro de forma consciente, entender impostos, planejar o futuro e tomar decisões responsáveis no dia a dia.
A adesão ao programa é voluntária, então estados municípios interessados deverão assinar um termo de compromisso com o MEC. Quem aderir terá direito à formação de professores, apoio técnico e financeiro às redes de ensino e integração dos temas ao currículo escolar, respeitando a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
A meta é alcançar mais de 30 milhões de estudantes e 2 milhões de professores em todo o país.
Abaixo, veja as principais perguntas e respostas sobre o programa:
1. O que é o programa Na Ponta do Lápis?
É uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) voltada à promoção da educação financeira, fiscal, previdenciária e securitária na educação básica, alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
2. Qual é o objetivo principal do programa?
O objetivo é desenvolver nos estudantes habilidades para lidar com dinheiro de forma consciente, tomar decisões de consumo responsáveis, compreender impostos, previdência e seguros, e planejar o futuro com mais autonomia.
3. Quem pode participar do programa?
O público-alvo do programa são alunos do ensino fundamental e médio, que serão atingidos pela formação por meio de professores, gestores escolares e equipes técnicas das secretarias de educação.
4. A adesão ao programa é obrigatória?
Não. A adesão é voluntária por parte dos estados, municípios e do Distrito Federal, mediante assinatura de um termo de compromisso com o MEC.
5. Como o programa será implementado nas escolas?
A implementação envolve a formação continuada de professores, apoio técnico e financeiro às redes de ensino, e o desenvolvimento de planos de trabalho locais para integrar os temas ao currículo escolar.
6. Quais são as orientações e recomendações para o programa?
As orientações e recomendações para o plano de ação do programa ainda serão definidas por um comitê estratégico que ainda vai ser criado.
Esse comitê será composto por representantes do MEC, do Ministério da Previdência Social, do Banco Central, do Ministério da Fazenda, da Caixa Econômica Federal, da Superintendência de Seguros Privados, da Receita Federal, da Comissão de Valores Mobiliários, da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).
7. Quantas pessoas podem ser beneficiadas?
Mais de 30 milhões de estudantes e 2 milhões de professores do ensino fundamental e médio podem ser beneficiados, segundo dados do Censo Escolar 2024.
8. Como o programa se articula com outras políticas públicas?
Ele atua de forma integrada com outras iniciativas do governo federal, como o programa Pé-de-Meia, voltado à permanência escolar, e busca fortalecer a democracia e a inclusão social e econômica por meio da educação.
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Como golpistas fizeram 35 mil alunos acharem que estavam inscritos no Enem e levaram R$ 3 milhões

Enamed 2025: abertas as inscrições para exame que vai avaliar cursos de Medicina e selecionar profissionais para residência médica
A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra quadrilha apontada como responsável por sites. Investigação começou depois de denúncia de estudantes que tinham feito inscrição, mas não constavam na lista e acabavam perdendo a prova. golpe enem
Reprodução
Golpistas conseguiram lucrar R$ 3 milhões e enganar mais de 35 mil alunos aplicando golpes em interessados em se inscrever no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Assim como antecipado pelo g1, os golpes envolviam a criação de sites falsos e o direcionamento do valor da taxa, de R$ 85, pago pelos alunos, à conta dos criminosos.
A Polícia Federal anunciou nesta quinta-feira (10) a operação "Só Oficial" para desarticular uma quadrilha. Segundo as investigações, os estelionatários montaram portais similares ao do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e os divulgaram via anúncios patrocinados nas redes sociais para atrair estudantes.
A investigação começou após relatos de que candidatos haviam feito o pagamento da taxa e não constavam como inscritos no sistema do Inep, órgão responsável pela prova.
Como o golpe foi aplicado
De acordo com a PF, os criminosos agiam criando páginas falsas que induziam o aluno ao erro na hora de se inscrever. Veja:
Os golpistas criavam um site que tinha aparência idêntica à da Página do Participante, induzindo os estudantes a acreditar que estavam em um canal oficial do governo federal.
Nessas páginas, os estudantes eram orientados a preencher dados pessoais, como CPF e informações escolares, e, ao final, eram direcionados a fazer o pagamento da taxa.
A diferença é que, em vez de gerar um boleto bancário oficial vinculado ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os sites falsos emitiam boletos ou chaves Pix que direcionavam o dinheiro para contas controladas pelos golpistas.
Os golpistas ainda divulgavam os sites falsos por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens, atraindo candidatos que estavam em busca do link de inscrição.
Prejuízo e investigação
A PF aponta que os pagamentos feitos por meio dos sites falsos não chegavam ao Inep — e, por isso, os estudantes acabavam não sendo inscritos no Enem.
Ao menos quatro páginas falsas foram identificadas até agora, e a Polícia trabalha para mapear outras que possam ter sido utilizadas.
Os investigadores cumpriram mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo. Os suspeitos podem responder por crimes como estelionato, falsidade ideológica e associação criminosa.
A operação foi batizada de Só Oficial para alertar a população de que a inscrição no Enem deve ser feita exclusivamente pelo site oficial do Inep: enem.inep.gov.br/participante.
Um ponto importante é que o sistema oficial exige o login da conta gov.br e não há outros meios válidos para inscrição ou pagamento da taxa.
O Inep e o MEC reforçam que candidatos devem sempre verificar o endereço eletrônico acessado e desconfiar de links compartilhados em redes sociais ou aplicativos de mensagens.
Estudantes caem em golpe da falsa inscrição do Enem

Apenas 15% das escolas públicas brasileiras têm psicólogos

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Lei que prevê profissionais em toda rede pública só será cumprida em 2058 se país seguir o ritmo atual de contratações. Apenas 15% das escolas públicas brasileiras têm psicólogos
Ricardo Wolffenbüttel/Secom/Divulgação
Apesar da saúde mental dos estudantes ter se consolidado como um grande tema no ambiente educacional, apenas 15,7% das escolas públicas brasileiras possuem psicólogos. O dado é do Censo da Educação, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Eles mostram que ainda há um grande caminho para o cumprimento da Lei nº 13.935/2019, que assegura a presença de psicólogos e assistentes sociais na rede básica de ensino. Se o ritmo atual das contratações dos profissionais seguir pelos próximos anos, demorará 33 anos para que todas as escolas sejam contempladas.
Isso porque desde quando a Lei foi sancionada, em dezembro de 2019, o avanço foi lento: 2,47 pontos percentuais por ano. Em 2020, os psicólogos estavam presentes em 5,8% das escolas da rede básica.

A coordenadora pedagógica Renata Grinfeld, que atua na Roda Educativa, organização que desenvolve ações para melhoria de práticas educativas na rede pública de ensino, pontua que as escolas devem ser um espaço onde estudantes encontrem uma rede de proteção dos seus direitos.
"Isso impacta o desenvolvimento emocional, físico e cultural. Se a criança ou adolescente não se sente ouvida na escola, ela pode se sentir ouvida em outros ambientes que não são positivos, como em algumas plataformas de internet”, diz Grinfeld.
Segundo ela, é necessário que a escuta no ambiente educacional ocorra como parte da rotina.
Os maiores desafios, no entanto, passam pela questão orçamentária, assim como por uma mudança de mentalidade da sociedade. "É preciso uma mudança cultural. A gente tem uma herança de que é melhor não falar, melhor deixar pra lá", completa.
Em nota, o Ministério da Educação (MEC) disse que acompanha, monitora e apoia a expansão e a melhoria contínua dos serviços de psicologia e serviço social que devem ser disponibilizados pelas redes de ensino.
A pasta cita o Programa Saúde na Escola, além de um Grupo de Trabalho “com o objetivo de coligir e sistematizar subsídios e recomendações para a aperfeiçoar e fortalecer a implementação da Lei nº 13.935/2019”.
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Disparidade nas redes estaduais
Como apontam os dados, a situação é ainda mais complicada nas redes estaduais. Além disso, a disparidade entre as redes de ensino de alguns estados chama atenção.
No Rio Grande do Sul, por exemplo, somente uma a cada mil escolas possuem psicólogos à disposição dos alunos. O estado gaúcho é o pior colocado entre todos do país. A GloboNews entrou em contato com a Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul, mas não obteve resposta.
Em seguida, vem o Paraná, onde apenas 0,3% das escolas estaduais possuem psicólogos, e o Rio Grande do Norte com somente 0,5%.
Segundo a Secretaria da Educação do Paraná, no entanto, 300 psicólogos e assistentes sociais foram contratados em fevereiro de 2024, após a coleta de dados do Censo Escolar.
Já a lista dos estados que mais possuem psicólogos na rede estadual de ensino é formada por Alagoas (52,9%), Tocantins (60,7%), Espírito Santo (65,1%) e Pará (45,90%). Já São Paulo, quinto da lista, esse número é de 24,90%, de acordo com o Inep.
A psicóloga educacional Verônica Custódio, que atende em escolas da rede estadual de São Paulo, explica que o atendimento é feito somente em grupos de cerca de 10 alunos, e não de maneira individual.
"A maioria dos alunos que fazem parte dos meus grupos de atendimento é a própria escola que seleciona, e todos com algum motivo específico. Através do grupo, vou conhecendo melhor os alunos, vendo as dificuldades e percebendo quem precisa de apoio", explica.
Ela ainda que detalha que, quando percebe que um aluno está com alguma dificuldade emocional ou em algo que esteja para além da escola, os pais são chamados para fazer um encaminhamento para uma Unidade Básica de Saúde (UBS), para que ele consiga receber atendimento individualizado.
Verônica também atua em mais de uma unidade. Em São Paulo, um mesmo profissional atende em até oito unidades. São 650 psicólogos, de acordo com dados do governo.
A psicóloga educacional complementa que o papel dos pais nesse processo é fundamental: "apelo aos pais que participem da vida dos seus filhos. E reforço que a escola está ali para apoiar, não para apontar o dedo".

Aumentativos ‘incomuns’ de cão, gato e nariz viralizam; você acertaria? Faça o quiz e descubra

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Professor de língua portuguesa explica que muitos substantivos comuns possuem mais de uma alternativa possível para aumentativo ou diminutivo. Influenciadora que dá dica de português viraliza com aumentativos 'incomuns'
Se alguém te perguntar qual é o aumentativo da palavra "gato", o que você diria? Se sua resposta for "gatarrão", você acertou. Mas se for "gatão", você também acertou.
Assim como acontece com boa parte dos substantivos comuns — aqueles que dão nomes a seres, lugares, objetos, ideias, etc. —, há mais de um aumentativo possível para "gato".
O mesmo acontece, por exemplo, com "faca" e "nariz", outros exemplos usados pela professora de língua portuguesa, Débora Dias, em um de seus vídeos que viralizou. Os exemplos usados por ela são:
Barba – Barbaça
Festa – Festança
Cão – Canaz
Gato – Gatarrão
Faca – Facalhão
Nariz – Narilão
Apesar de os aumentativos estarem corretos, Daniel Bravo, professor de língua portuguesa do Cubo Global School, alerta que essas não são as únicas alternativas possíveis para algumas das palavras.
'Narigão' também é uma palavra válida para falar de um nariz grande, maior do que o normal. Assim como 'festão' pode ser usado para uma grande festa. No entanto, neste caso, além de ser um sinônimo de 'festança', a palavra também pode ser usada para representar um ramalhete de flores.
Mais abaixo, você pode entender melhor como os aumentativos e diminutivos são formados. Mas que tal, antes, testar seu conhecimento sobre o tema?
Quiz dos aumentativos e diminutivos
Grau das palavras
No dicionário, a definição de "casarão".
Emily Santos/g1
Aumentativos e diminutivos servem para expressar o grau dos substantivos, para ajudar a descrever a ideia de algo menor ou maior do que o esperado.
Eles podem ser sintéticos ou analíticos.
Os aumentativos ou diminutivos analíticos são formados a partir da adição de um adjetivo — aquelas palavras que definem a qualidade de algo — para indicar aumento ou diminuição do substantivo. Por exemplo:
Carro (substantivo) + pequeno (adjetivo).
Casa (substantivo) + enorme (adjetivo).
No aumentativo ou diminutivo sintético, é adicionado um sufixo (ao final das palavras) para reforçar a ideia de um tamanho fora do padrão.
Carro + inho = carrinho.
Casa + ão/réu/arão = casão/casaréu/casarão.
Apesar disso, há palavras que não admitem o grau aumentativo ou diminutivo, sobretudo na forma sintética. O professor Daniel Bravo explica que isso ocorre, por exemplo, em três grandes grupos:
Substantivos abstratos: que expressam valores ou sentimentos, como liberdade, justiça, saudade, caridade e bondade.
Conceitos de natureza única ou absoluta: que repelem sufixos por uma questão de lógica, como oxigênio, universo, Deus e infinito.
Palavras que já foram aumentativos ou diminutivos: embora tenham surgido como uma variação de grau de outros substantivos, adquiriram um significado próprio com o tempo, muitas vezes se dissociando do sentido original. Nesses casos, elas se tornaram novos substantivos. Como exemplo, podemos citar portão (de porta), cartão (de carta), pastilha (de pasta) e cartilha (de carta).
O professor explica que na forma analítica (com apoio de um adjetivo), o uso é praticamente universal. "É perfeitamente possível nos referirmos a um cartão pequeno, um portão enorme, uma saudade grande e, no campo religioso, até mesmo a um Deus grandioso", diz.
Mas ele reforça que o que define se um aumentativo é válido ou não é a frequência com que ele é usado, o que o torna existente.
A língua é viva e está em constante mudança. Palavras que eram comuns no passado hoje não existem mais simplesmente por não serem usadas. Da mesma maneira, novas palavras surgem o tempo todo, com novas variações e, por que não, com novos graus.
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Enamed 2025: abertas as inscrições para exame que vai avaliar cursos de Medicina e selecionar profissionais para residência médica

Enamed 2025: abertas as inscrições para exame que vai avaliar cursos de Medicina e selecionar profissionais para residência médica
Inscrições acontecem até 18 de julho e deverão ser feitas exclusivamente pelo Sistema Enamed. A prova será realizada no dia 19 de outubro. Novo exame anual vai avaliar qualidade dos cursos de Medicina no Brasil
Estão abertas as inscrições para o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que vai avaliar a qualidade de cursos de formação médica e selecionar profissionais para a residência.
As inscrições acontecem até 18 de julho e deverão ser feitas exclusivamente pelo Sistema Enamed (enamed.inep.gov.br/enamed/). A prova será realizada no dia 19 de outubro.
A participação é obrigatória para estudantes concluintes dos cursos de Medicina, inscritos no Enade, e é opicional para demais profissionais interessados em programas do Enare, de residência médica.
O exame foi anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) em abril.
Abaixo, veja as principais perguntas sobre o exame:
1. O que é o Enamed e qual sua finalidade principal?
O Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) é uma prova anual aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para avaliar a formação médica no Brasil.
Ele tem como objetivos principais:
Medir o desempenho dos estudantes com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs);
Verificar se os formandos adquiriram os conhecimentos, habilidades e competências necessários para atuar no Sistema Único de Saúde (SUS);
Estabelecer um instrumento único de avaliação da formação médica;
Fornecer dados para a formulação de políticas públicas voltadas ao ensino médico.
2. Quem deve participar do Enamed? A participação é obrigatória?
É obrigatória a participação para todos os estudantes concluintes dos cursos de Medicina, inscritos pelas instituições no Enade. A participação é componente curricular obrigatório estabelecido por lei.
Outros interessados também poderão se inscrever no Enamed, exclusivamente para fins de ingresso em programas de residência médica (Enare), desde que atendam aos requisitos previstos em edital do Inep.
3. Qual o cronograma do Enamed 2025?
Inscrições: 7 a 18 de julho
Solicitações de nome social e atendimento especializado: 7 a 18 de julho
Resultados dos pedidos de atendimento especializado: 28 de julho
Recursos sobre atendimento especializado: 28 de julho a 1º de agosto
Aplicação da prova: 19 de outubro
Gabarito preliminar: 22 de outubro
Recursos sobre o gabarito: 22 a 27 de outubro
Divulgação do gabarito definitivo e resultado final: 5 de dezembro
4. Como a participação no Enamed se relaciona com o Enare?
Estudantes concluintes que desejarem usar os resultados do Enamed para o Exame Nacional de Residência (Enare) devem confirmar essa opção no Sistema Enamed.
O resultado poderá ser usado apenas em especialidades de acesso direto e por até três anos após a realização do exame.
A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) é responsável pelas regras e pela seleção dos programas de residência.
Já o Inep é responsável pela aplicação do Enamed, mas não se responsabiliza por etapas posteriores do Enare.
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5. Os estudantes precisam pagar alguma taxa para fazer o Enamed ou o Enare?
Concluintes de Medicina inscritos no Enade via Enamed que não pretendem usar a nota no Enare estão isentos de taxa.
Já quem for usar os resultados no Enare deverá seguir as regras do edital da Ebserh, incluindo eventuais taxas de inscrição ou pedidos de isenção.
6. O que cai na prova do Enamed?
A prova é baseada nas Diretrizes Curriculares Nacionais, normas da profissão médica e legislação vigente. A matriz de referência, que detalha o conteúdo, habilidades e conhecimentos cobrados no exame, ainda vai ser publicado pelo Inep no Diário Oficial da União.
Abrange conteúdos, habilidades e competências das seguintes áreas:
Clínica Médica
Cirurgia Geral
Ginecologia e obstetrícia
Pediatria
Medicina da Família e Comunidade
Saúde Mental
Saúde Coletiva
As questões envolvem situações clínicas ligadas ao SUS, priorizando a atenção primária e secundária, urgência e emergência, cuidados paliativos e contextos de baixa complexidade.
7. Como será a estrutura do Enamed? Quais instrumentos serão aplicados?
O exame é composto por:
Prova teórica: 100 questões de múltipla escolha, com igual número de perguntas por área.
Questionário do Estudante (para concluintes de Medicina inscritos no Enade) – obrigatório
Questionário Contextual (para os demais participantes) – obrigatório
Questionário de Percepção de Prova
Os dados dos questionários não influenciam a pontuação no Enare, e serão utilizados penas para fins estatísticos e avaliação da educação superior.
8. Quem organiza o Enamed?
O Enamed é regulamentado pela Portaria MEC/Inep nº 413, de 18 de junho de 2025.
O Inep é responsável por planejar e aplicar o exame, em articulação com instituições de ensino superior, com a Ebserh e o Ministério da Educação.
9. Como os resultados do Enamed serão utilizados?
Servirão para:
Avaliar os cursos de graduação em Medicina, com base no desempenho dos estudantes no Enade.
Selecionar candidatos para programas de residência médica (Enare), nas especialidades de acesso direto.
O Inep emitirá um boletim individual de resultados, com a pontuação e o nível de desempenho.
Será definido um nível “básico” de desempenho, que servirá como referência para o monitoramento da qualidade da formação médica no país.
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