‘Terrir’, ‘disania’, ‘pejotização’… 8 palavras podem entrar para o vocabulário oficial da língua portuguesa; veja lista

Diploma de papel deixa de existir; entenda novas regras
Linguistas explicam quais são os critérios da Academia Brasileira de Letras (ABL) para incorporar (ou desprezar) novos termos. Modinhas passageiras, por exemplo, não têm vez. Quando toca o despertador, você desconfia de que sofre de disania? Talvez, se não tivesse assistido a um filme de terrir ontem à noite, os pesadelos fossem evitados… O pior é que não dá nem para esperar pelas férias. Com a pejotização do mercado de trabalho, bate aquela saudade de ser CLT.
Calma, se você não entendeu totalmente o parágrafo acima, não se preocupe — ele traz 3 palavras que ainda não existem no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp). “Disania”, “terrir” e “pejotização” fazem parte de uma “lista de espera”: ainda dependem da decisão dos lexicógrafos da Academia Brasileira de Letras (ABL) para serem incorporadas oficialmente ao idioma.
disania – dificuldade extrema de sair da cama pela manhã, mesmo após uma noite de sono
terrir – gênero de filme ou obra que mistura terror e humor
pejotização – prática de contratar um trabalhador como pessoa jurídica (PJ)
A pedido do g1, três especialistas explicaram como funciona esse processo de ampliação do vocabulário: Ricardo Cavalieri, coordenador da Comissão de Lexicografia da ABL; Cassiano Sydow Quilici, lexicólogo e professor da PUC; e Marcelo Módolo, linguista da Universidade de São Paulo (USP).
Nesta reportagem, entenda:
quais outras palavras estão entre as candidatas ao Volp;
que termos foram recentemente aprovados (spoilers: telemedicina, homoparental, sororidade e covid-19 são alguns deles);
quais critérios determinam que um termo entre no Volp ou seja “reprovado”;
por que continuam surgindo novas palavras.
📖O que é Volp? É o documento oficial que estabelece qual é a grafia correta de cada palavra na norma padrão do português brasileiro. Ele tem força de lei.
Ao contrário de dicionários como Houaiss e Aurélio, que são mais descritivos e que registram inclusive gírias para mostrar o "uso cotidiano da língua", o Volp privilegia a forma culta. Nos resultados de busca, ele não mostra o significado do termo, e sim a forma certa de escrita, a flexão da palavra (o plural de couve-flor, por exemplo, ou um feminino irregular) e a classe gramatical dela (substantivo masculino, verbo etc.).
“O Volp não introduz uma palavra no léxico nem é um censor que autoriza ou não o ingresso de um termo na língua. Quem cria é o falante. O que o VOLP faz é registrar”, explica Ricardo Cavalieri, da ABL.
Resultado da busca do Volp por 'couve-flor'
Reprodução
✏️Do que uma palavra precisa para entrar no nosso vocabulário oficial?
Personagem Khadija, vivida pela atriz Carla Diaz na novela 'O Clone', levou à circulação momentânea da expressão 'Inshalá'
Reprodução/TV Globo
Um termo que é só “modinha do momento” não pode entrar no VOLP — é preciso haver estabilidade e continuidade de uso. “Palavras que surgem em novelas ou em memes e depois desaparecem não devem ser registradas”, diz Marcelo Módulo, linguista da USP.
Podemos pensar, por exemplo, em “Inshalá”, que dominou as conversas em 2002, durante a transmissão de “O Clone”, na TV Globo, mas que caiu em desuso pouco tempo depois. Fez sentido não entrar no Volp.
Os principais critérios levados em conta pela comissão de lexicógrafos para incorporar um novo termo ao nosso vocabulário são os seguintes:
Ocorrência em textos escritos: a palavra precisa constar em materiais como reportagens, livros, artigos acadêmicos ou textos doutrinários. “Não basta circular apenas na oralidade, em redes ou em conversas digitais”, afirma Cavalieri.
Presença em pelo menos três gêneros textuais distintos: é necessário que o vocábulo apareça em registros diversos — como reportagens jornalísticas, artigos científicos, textos técnicos e obras literárias. Isso mostra que ele não está restrito a um grupo específico de pessoas.
Uso estável e uniforme: o termo deve apresentar “homogeneidade de sentido em diferentes contextos”, sem variações de significado. Um neologismo que seja entendido de forma diferente por cada um pode não estar ainda consolidado na língua.
Adaptação ortográfica, no caso de estrangeirismos: termos como “deletar”, aportuguesados, podem ser incorporados. Já aqueles que mantêm a grafia original, como “spin-off” e “bullying”, costumam ser registrados em um vocabulário específico de palavras estrangeiras, distinto do Volp.
⏳E quem está na ‘sala de espera’?
Para acompanhar essa dinâmica, a ABL mantém o Observatório Lexical, que funciona como uma "sala de espera”. Ali, determinados termos sugeridos por leitores ou por profissionais do Volp ficam no aguardo de uma decisão: são apenas um modismo ou estão sendo usados de forma estável?
Chegar à resposta é um processo complexo que envolve pesquisas textuais intensas tanto na internet quanto em obras digitalizadas nas bibliotecas. Também é comum receber contribuições de lexicógrafos de fora da ABL.
Não há um prazo estipulado para que a decisão seja tomada. Como explicou Cavalieri ao g1, “a própria palavra faz seu tempo. Cada termo tem sua história até se firmar”.
Covid-19, por exemplo, entrou no vocabulário oficial rapidamente, pelo uso massivo durante a pandemia. “Quando começaram a usar a sigla, jornalistas e cientistas tinham a necessidade de saber se seria o covid ou a covid. O Volp registra que é um substantivo feminino”, diz Cassiano Quilici, da PUC-SP.
Veja a lista das 5 outras palavras que estão sendo analisadas pelos lexicógrafos no momento e o significado de cada uma delas (além de pejotização, disania e terrir, já mencionadas no início da reportagem):
cordonel (s.m.) – lona têxtil revestida com borracha crua, utilizada principalmente no conserto e na vulcanização de pneus.
microssono (s.m.) – brevíssimo período de sono, geralmente de poucos segundos, que ocorre de forma involuntária.
reclínio (s.m.) – ação ou estado de inclinar-se, dobrar-se, afastar-se de uma posição perpendicular ou deitar-se.
retrofitagem (s.f.) – processo de modernização de edifícios antigos, com a inserção de tecnologias e melhorias sem alterar a estrutura original.
tokenização (s.m.) – Na área de segurança, tokenizar é substituir um dado sensível (como um número de cartão de crédito) por um código aleatório (o token), que não tem valor fora do sistema que o criou.
“Vejo com mais simpatia [a incorporação de] pejotização do que [de] terrir, porque já está nas sentenças judiciais, na doutrina do direito trabalhista e em livros”, afirma Cavalieri.
➡️A seguir, descubra exemplos de palavras que passaram por esse processo de análise e que foram oficialmente incorporadas à língua portuguesa recentemente:
👊Ligadas a movimentos sociais:
antirracista
empoderamento
etarismo
homoparental
letramento racial
sororidade
sudestino
🖥️Ligadas a tecnologias:
Biossegurança
cibercrime
criptomoeda
microshipagem
webinário
logar
renderização
streaming
👩‍🔬Ligadas à pandemia:
Covid-19
home office
lockdown
telemedicina
🔴Outras:
kombucha (bebida resultante da fermentação de chá)
poke (prato da cozinha havaiana)
startup (empresa recém-criada e inovadora)
🔈Por que continuam surgindo novas palavras?
Você já deve ter ouvido falar que a língua é viva e está em constante movimento. A evolução da tecnologia, as discussões sociais mais recentes, a influência de idiomas estrangeiros e o aprofundamento de conhecimentos em determinadas áreas (como medicina) criam constantemente a necessidade de novas palavras. São termos com os quais nem sonhávamos há algumas décadas.
Em geral, nesse processo de ampliação do vocabulário, acontecem fenômenos como:
1- Empréstimos Linguísticos: Frequentemente associados à introdução de novas tecnologias, produtos, máquinas ou procedimentos que necessitam de nomes.
“A tendência, nesses casos, é importar a palavra”, diz Cassiano.
➡️Veja exemplos: botox, bullying, compliance, coworking, crossfit, delay, home office, live-action, lockdown, personal trainer e podcast (do inglês); emoji, shiitake e shimeji (japonês); parkour, physique du rôle e sommelier (francês); paparazzo e cappuccino(italiano); chimichurri (espanhol).
Há um esforço para "desastrangeirizar" palavras importadas, adaptando-as ao sistema linguístico do português. Pode haver mudanças na grafia ou na fonética: football, por exemplo, virou futebol.
“A gente não fala hot dog [com a pronúncia em inglês]. É mais comum 'desestrangerizar' [e falar algo como /róti dógui/] ou até criar em cima disso: dogão”, explica o lexicólogo da PUC.
Em alguns casos, existe uma concorrência lexical: é possível, explicam os linguistas, encontrar uma mesma reportagem de jornal falando em “bike” e em “bicicleta”. Um “engolirá” o outro? É uma resposta que pode levar décadas ou séculos para ser dada.
E atenção: neste processo de ‘importação de palavras’, é possível que haja também mudanças no sentido da palavra.
“Deletar, que vem do verbo em inglês ‘to delete’, é apagar algo. Em português, você pode falar que deletou uma pessoa da sua vida. Em inglês, não existe esse sentido de ‘cortar relacionamento’”, explica Marcelo Módulo.
Ele dá outro exemplo: “point": “Posso falar que a Vila Madalena [bairro de São Paulo] continua sendo um point em SP. É um lugar legal para beber, paquerar, namorar, curtir. Para um americano, isso não existe. Eles chamam de ‘Brazilian English’”, diz.
É que, em inglês, point (como substantivo) vai significar ponto em:
Algum local específico – Exemplo: We reached the highest point of the mountain. → Chegamos ao ponto mais alto da montanha.)
Uma competição ou jogo – Exemplo: She scored ten points in the game. → Ela marcou dez pontos no jogo.
Uma discussão ou argumento – Exemplo: You made a good point. → Você fez uma boa colocação.
Propósito ou razão (o “sentido” de algo) – Exemplo: What's the point of this exercise? → Qual é o sentido / objetivo deste exercício?
“Point”, no sentido de lugar badalado, é um aportuguesamento do termo. Seria algo próximo a “hot spot”.
2- Áreas Técnicas e Especializadas: Setores como medicina e engenharia criam muitos neologismos devido a novas técnicas e procedimentos desenvolvidos.
Retrofitagem, que está na "sala de espera”, foi uma criação da engenharia e da arquitetura que surgiu a partir de “retro”, “fit” e “agem”, que vêm do latim. Microssono usa “micro”, do grego, e junta à nossa palavra “sono”.
O documento do Volp reforça que muitos acréscimos de vocábulos estão relacionados “a diversas áreas do conhecimento, como medicina, psiquiatria, psicologia, sociologia, direito, botânica, zoologia, arquitetura e urbanismo, gastronomia, cinema e esportes, etc."
➡️Olhe só alguns casos mencionados pelo próprio Volp: teleinterconsulta, laudar, biopsiar, bucomaxilofacial, ciberataque e cibersegurança.
Mas, lembre-se:
"A força linguística é muito maior do que decretos. Decretos não conseguem parar uma língua. A língua está na boca das pessoas", diz Módolo.

Diploma digital passa a ser obrigatório no Brasil: entenda o que muda

Diploma de papel deixa de existir; entenda novas regras
Ministério da Educação determina que diplomas de cursos superiores sejam digitais; pós-graduação entra na regra em 2026. Formandos jogam os chapéus para o ar
Pixabay
Desde 1º de julho de 2025, estudantes formados em universidades públicas ou particulares não precisam mais receber o diploma em papel.
O documento agora é emitido exclusivamente em formato digital, segundo o Ministério da Educação (MEC).
Com o novo modelo, o diploma existe apenas online, mas conta com assinatura digital e um carimbo eletrônico que registra a data e o horário da emissão.
Veja a seguir as principais perguntas e respostas sobre o diploma digital:
O diploma de papel emitido antes de julho de 2025 ainda vale?
O diploma da pós-graduação também precisa ser digital?
Qual o prazo para emissão do diploma digital?
Quais são os benefícios do diploma digital?
Os diplomas digitais substituem os físicos?
Quem é responsável por emitir o diploma digital?
O que o diploma digital precisa ter para ser juridicamente válido?
Como saber se meu diploma digital é válido?
Como é emitido o diploma digital?
Qual é o formato do diploma digital?
O diploma de papel emitido antes de julho de 2025 ainda vale?
Sim, os diplomas impressos emitidos antes de julho de 2025 continuam válidos. A mudança vale apenas para novos documentos emitidos a partir dessa data.
Algumas universidades já vinham adotando o sistema desde 2021, mas agora a emissão digital passa a ser obrigatória em todo o país.
Os diplomas impressos emitidos após 1º de julho de 2025 não terão valor jurídico, servindo apenas como cópias simbólicas.
O diploma da pós-graduação também precisa ser digital?
Sim. A digitalização dos diplomas será implementada também nos cursos de pós-graduação stricto sensu e nos certificados de residência em saúde.
De acordo com o MEC, a exigência passa a valer a partir de janeiro de 2026.
Qual o prazo para emissão do diploma digital?
As instituições de ensino superior devem expedir o diploma em até 60 dias após a colação de grau.
O registro oficial deve ser realizado em até 60 dias após a expedição.
Quais são os benefícios do diploma digital?
Segundo o MEC, o diploma digital traz vantagens para as instituições de ensino e para os alunos.
Para as instituições:
Torna mais ágil a emissão do documento;
Evita episódios de fraude;
Reduz custos com logística e impressão.
Para os estudantes:
Facilita o acesso ao próprio diploma;
Permite o armazenamento e o transporte em diferentes dispositivos.
Os diplomas digitais substituem os físicos?
Sim. A equivalência entre ambos continua válida, mas a emissão digital se torna prioritária.
Tanto os diplomas físicos quanto os digitais devem ser emitidos pelas instituições de ensino superior, dentro dos prazos legais.
A validade jurídica do diploma — independentemente do formato — depende do registro oficial.
Quem é responsável por emitir o diploma digital?
Todas as instituições de ensino superior pertencentes ao Sistema Federal de Ensino, tanto públicas quanto privadas, são responsáveis pela emissão do diploma digital.
O que o diploma digital precisa ter para ser juridicamente válido?
De acordo com a norma técnica do MEC, o diploma digital deve conter dois elementos obrigatórios:
Um carimbo de tempo, que registra a data e a hora da criação do documento e da assinatura digital;
Um certificado digital, que funciona como identidade eletrônica e permite assinar documentos à distância com o mesmo valor jurídico de uma assinatura manuscrita, sem a necessidade de reconhecimento de firma em cartório.
Como saber se meu diploma digital é válido?
O MEC oferece uma ferramenta de verificação no site https://verificadordiplomadigital.mec.gov.br/diploma.
Como é emitido o diploma digital?
As instituições de ensino superior são responsáveis por gerar, armazenar e emitir os diplomas digitais.
Segundo o MEC, a emissão deve seguir as diretrizes da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), órgão responsável pela certificação digital e pela segurança do processo, por meio de um sistema criptografado.
Para isso, as instituições devem utilizar um pacote de documentos fornecido pelo próprio Ministério da Educação.
Qual é o formato do diploma digital?
O diploma digital é gerado no formato XML, que organiza os dados por meio de rótulos, facilitando a leitura por sistemas e por pessoas.
O documento deve estar disponível no site oficial da instituição de ensino superior, em ambiente restrito, mediante consulta com um código de validação.
Gêmea da brasileira com a maior nota de Harvard faz doutorado em medicina aos 23

Fies abre inscrições para 2º semestre de 2025 nesta segunda; saiba quem pode participar

Diploma de papel deixa de existir; entenda novas regras
Interessados podem se inscrever até 18 de julho. Resultado da chamada única será divulgado em 29 de julho. Governo anuncia 112 mil novas vagas para o Fies em 2025
Reprodução/TV Globo
As inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do 2º semestre de 2025 começam nesta segunda-feira (14). Os interessados devem se inscrever até às 23h59 de 18 de julho na página do programa (acessounico.mec.gov.br/fies).
O Fies é um programa de financiamento para estudantes em instituições de ensino superior privadas.
Atenção: diferentemente do Prouni, o programa não oferece bolsas de estudos, e sim um "empréstimo". Depois de concluir a graduação, o candidato deverá quitar a dívida, em parcelas proporcionais à sua renda.
Para 2025, o MEC está ofertando mais de 112 mil vagas somadas nos dois semestres. O resultado da pré-seleção na chamada única será divulgado no dia 29 de julho.
Veja o calendário do Fies do 2º semestre:
Inscrições: 14 a 18 de julho
Resultados (pré-selecionados): 29 de julho
Complementação das inscrições dos pré-selecionados: 30 de julho a 1º de agosto
Convocação da lista de espera: 5 de agosto a 19 de setembro
Abaixo, tire suas dúvidas a respeito do programa:
Como funciona o Fies?
Por meio do Fies, é possível usar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para pleitear um financiamento das mensalidades de uma instituição de ensino privada.
Atenção: diferentemente do Prouni, o programa não oferece bolsas de estudos, e sim um "empréstimo". Depois de concluir a graduação, o candidato deverá quitar a dívida, em parcelas proporcionais à sua renda.
Quem pode se inscrever?
Pode se inscrever o candidato que:
participou de alguma edição do Enem a partir de 2010;
alcançou pontuação média nas quatro provas (Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Linguagens e Matemática) igual ou superior a 450, e nota superior a zero na redação;
tem renda familiar mensal bruta per capita até 3 salários mínimos.
E o Fies Social?
Fies Social é uma modalidade do programa anunciada em 2024 pelo governo com condições especiais de financiamento para alunos de baixa renda estudarem em faculdades particulares.
Nessa modalidade, os alunos mais pobres poderão chegar aos 100% de financiamento.
50% das vagas do programa são reservadas para o Fies Social. Podem pleitear o financiamento por essa modalidade estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e inscritos no CadÚnico.
Quem é prioridade?
Além da nota do Enem, o sistema do Fies também considera a seguinte ordem de prioridade ao selecionar os alunos aprovados:
Candidatos que não tenham concluído o ensino superior e que nunca tenham se vinculado ao Fies.
Candidatos que não tenham concluído o ensino superior, mas já tenham sido beneficiados pelo financiamento estudantil (com todas as dívidas pagas).
Candidatos que já tenham concluído o ensino superior e não tenham sido beneficiados pelo Fies.
Candidatos que já tenham concluído o ensino superior, por meio do Fies, com as dívidas pagas.
Quem ainda tiver débitos no programa não poderá se inscrever.
Como participar da lista de espera?
Os candidatos que não forem aprovados na chamada única, a ser divulgada em 29 de julho, estarão automaticamente na lista de espera.
Esses candidatos pleitearão as vagas não ocupadas, considerada a ordem de classificação. A pré-seleção da etapa ocorrerá de 5 de agosto a 19 de setembro.
LEIA TAMBÉM:
Como golpistas fizeram 35 mil alunos acharem que estavam inscritos no Enem e levaram R$ 3 milhões
Estudantes caem em golpe da falsa inscrição do Enem

PND: prazo de inscrição da Prova Nacional Docente começa nesta segunda

Diploma de papel deixa de existir; entenda novas regras
Exame vai funcionar quase como um concurso nacional e unificado para selecionar professores de educação básica da rede pública. Prova será aplicado em 26 de outubro em todo o país. Professor em sala de aula em Manaus
Eliton Santos/Semed
Começa nesta segunda-feira (14) o período de inscrições da primeira edição da Prova Nacional Docente (PND). A avaliação vai funcionar de maneira semelhante a um concurso nacional e unificado para selecionar professores de educação básica que lecionarão nas redes públicas de ensino do país. (Entenda mais abaixo.)
Os interessados podem se inscrever até às 23h59 de 25 de julho. Podem participar estudantes na fase final de cursos de licenciatura que estão inscritos no Enade 2025 e demais interessados em participar de concursos ou processos seletivos públicos.
A inscrição deve ser feita exclusivamente pelo Sistema PND (pnd.inep.gov.br/pnd/).
A prova será aplicada em 26 de outubro em todo o país . (Veja o calendário completo mais abaixo.)
O valor da inscrição é R$ 85 e deve ser pago até 31 de julho. Não precisam pagar essa taxa os candidatos de baixa renda inscritos no CadÚnico e doadores de medula óssea que tiveram o pedido de isenção aprovado.
Também terão isenção da taxa os concluintes inscritos no Enade das licenciaturas. Estes participarão automaticamente da prova, sem necessidade de nova inscrição.
Por meio da mesma avaliação, será possível que um docente se candidate tanto para uma vaga de um município na região Sul quanto para uma oportunidade no Nordeste, por exemplo.
🚨 A PND não substituirá os concursos públicos, e sim servirá como uma alternativa aos processos seletivos voltados a professores que visa auxiliar na captação de profissionais com a formação adequada.
Além de avaliar a Formação Geral Docente (FGD), para todos os participantes, a prova vai testar áreas específicas. O participante deve indicar a área específica na qual deseja ser avaliado no ato de inscrição. São elas:
Artes Visuais
Biologia
Ciências Sociais
Computação
Educação Física
Filosofia
Física
Geografia
História
Letras Português
Letras Português e Espanhol
Letras Português e Inglês
Letras Inglês
Matemática
Música
Química
Pedagogia
Adesão e interesse
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), 22 unidades da Federação e 1.508 municípios de todas as regiões do país, dos quais 18 são capitais, aderiram à PND para a seleção de docentes para suas redes de ensino. Confira na tabela:

Estrutura da prova
A PND terá 5h30 de duração e será composta por uma parte de formação geral docente, comum aos cursos de todas as áreas, e uma de componente específico, próprio de cada área de avaliação das Licenciaturas.
Formação geral:
30 questões de múltipla escolha, envolvendo situações-problema, com conteúdos transversais pedagógicos comuns a todas as áreas que serão avaliadas (FGD); e
uma questão discursiva para avaliar clareza, coerência, coesão, estratégias argumentativas, vocabulário e gramática adequados à norma padrão da língua portuguesa.
Componente específico:
50 questões de múltipla escolha envolvendo situações-problema e estudos de caso.
A estrutura será dividida da seguinte maneira:
Prova teórica: vai medir o desempenho do participante em relação a conteúdos das diretrizes curriculares nacionais das áreas avaliadas, habilidades de adaptação do desdobramento de conteúdos e competências de compreensão de temas específicos de sua profissão e assuntos contemporâneos.
Questionário para o participante do Enade das Licenciaturas 2025: vai coletar informações sobre o perfil do estudante e o contexto de seus processos formativos. Essa etapa vai ajudar a na compreensão dos resultados teóricos e práticos do Enade e no processo de avaliação dos cursos de graduação e das instituições de ensino.
Questionário contextual: destinado a coletar informações que permitam caracterizar o perfil do participante e o contexto de seus processos formativos.
Questionário de percepção de prova: vai coletar informações para medir a percepção dos participantes em relação à prova, auxiliando, também, na compreensão dos resultados.
Calendário do PND 2025
Inscrição: 14 a 25 de julho
Pagamento da taxa de inscrição: 14 a 31 de julho
Solicitação de tratamento pelo nome social: 14 a 25 de julho
Solicitação de atendimento especializado: 14 a 25 de julho
Resultado do atendimento especializado: 1 de agosto
Recurso de atendimento especializado: 4 a 8 de agosto
Resultado do recurso: 13 de agosto
Aplicação das provas: 26 de outubro
Divulgação das versões preliminares do gabarito das questões objetivas e do padrão de resposta da questão discursiva: 28 de outubro
Recurso da versão preliminar do gabarito e do padrão de resposta da questão discursiva: 28 a 29 de outubro
Resultado do recurso da versão preliminar do gabarito e do padrão de resposta da questão discursiva: 10 de novembro
Divulgação final do gabarito e do padrão de resposta da questão discursiva: 11 de novembro
Divulgação da correção preliminar da resposta da questão discursiva: 25 de novembro
Recurso da correção da resposta da questão discursiva: 25 e 26 de novembro
Divulgação do resultado final da PND: 10 de dezembro
VÍDEO
Nas escolas sem notas e sem provas, quais alunos se dão bem?

Diploma de papel deixa de existir; entenda novas regras

Diploma de papel deixa de existir; entenda novas regras
Medida do MEC já está em vigor para cursos de graduação; versão online tem validade jurídica, enquanto diploma impresso se torna apenas simbólico. Gêmea da brasileira com a maior nota de Harvard faz doutorado em medicina aos 23
A partir de julho, estudantes que concluírem a graduação não receberão mais o diploma em papel. A partir de agora, o documento será emitido apenas em formato digital, segundo o Ministério da Educação (MEC).
Com o novo modelo, o diploma existe exclusivamente online, mas conta com assinatura digital e um carimbo eletrônico que registra a data e o horário da emissão. A medida tem como objetivo tornar o processo mais ágil, seguro e menos vulnerável a fraudes, dispensando, por exemplo, assinaturas presenciais.
A versão digital passou a ser obrigatória em 1º de julho de 2025 para todos os cursos de graduação. O MEC esclarece que os formandos ainda podem imprimir o documento, mas apenas a versão digital terá validade jurídica.
Diplomas de papel não vão mais ter validade
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📜 O diploma de papel ainda vale?
Sim, os diplomas impressos emitidos antes de julho de 2025 continuam válidos. A mudança vale apenas para os novos documentos emitidos a partir dessa data.
Algumas universidades já vinham adotando o sistema desde 2021, mas agora a emissão digital passa a ser obrigatória em todo o país.
E para a pós-graduação?
A digitalização dos diplomas também será implementada nos cursos de pós-graduação. De acordo com o MEC, a exigência passa a valer a partir de janeiro de 2026.