Universidade de Columbia vai pagar mais de R$ 1 bilhão para encerrar investigações de Trump

Enamed: MEC prorroga até 30 de julho prazo de inscrições do exame que vai selecionar profissionais para residência médica
Universidade de Columbia cede a demandas de Trump após ter verba cortada
A Universidade de Columbia, em Nova York, anunciou nesta quarta-feira (23) que vai pagar mais de US$ 200 milhões — cerca de R$ 1.1 bilhão — ao governo dos Estados Unidos a fim de encerrar investigações federais e restaurar a maioria de seus financiamentos federais suspensos. Segundo a agência de notícias Reuters, a medida é parte de um acordo com a administração do presidente Donald Trump.
“Segundo o acordo de hoje, a vasta maioria das verbas federais que foram encerradas ou suspensas em março de 2025 será restabelecida, e o acesso da Columbia a bilhões de dólares em financiamentos atuais e futuros será restaurado”, afirmou a universidade em nota.
A Columbia também disse que o acordo com Trump preserva sua “autonomia e autoridade sobre contratações de professores, admissões e decisões acadêmicas”.
Desde seu retorno à presidência, o republicano tem mirado várias universidades devido ao movimento estudantil pró-Palestina que tomou os campi no ano passado.
Em março, o governo retirou US$ 400 milhões — cerca de R$ 2.2 bilhão — em financiamento federal da Columbia por conta de protestos realizados no ano anterior. A administração alegou que a resposta da universidade a episódios de suposto antissemitismo e assédio a membros judeus e israelenses da comunidade acadêmica foi insuficiente.
Após o corte de recursos, a universidade cedeu, ainda em março, a uma série de exigências, incluindo uma revisão dos departamentos que oferecem cursos sobre o Oriente Médio, além de outras concessões que foram amplamente criticadas por acadêmicos dos EUA.
Segundo a Reuters, a universidade também anunciou que deixará de se relacionar com o grupo pró-Palestina Columbia University Apartheid Divest.
“Imagine vender seus estudantes só para poder pagar US$ 221 milhões ao Trump e manter o financiamento do genocídio”, disse o grupo na quarta-feira, chamando o acordo de suborno.
A secretária de Educação, Linda McMahon, afirmou que a Columbia concordou em “punir estudantes que causaram graves interrupções nas operações do campus, promover mudanças estruturais em seu Senado Acadêmico, garantir diversidade de opiniões em seus programas de estudos do Oriente Médio, eliminar preferências raciais nas contratações e admissões, e encerrar programas de diversidade, equidade e inclusão (DEI)”.
O governo tem classificado manifestantes pró-Palestina como antissemitas. Os grupos dizem que o governo tem confundido injustamente críticas às ações de Israel com antissemitismo, e a defesa dos direitos palestinos com apoio ao extremismo.
O anúncio de quarta-feira veio um dia após a Columbia punir dezenas de estudantes envolvidos em um protesto pró-Palestina em maio, no qual os manifestantes ocuparam a biblioteca principal da universidade. A universidade deve designar, em até 30 dias, um administrador subordinado diretamente ao reitor para supervisionar o cumprimento do acordo.
O acordo exige que a Columbia “realize uma revisão abrangente de seus processos e políticas de admissão internacional”, segundo os termos.
Outro administrador deverá ser nomeado para examinar alegações de antissemitismo e propor recomendações.
Nesse mandato, Trump tentou usar o financiamento federal como forma de pressão sobre outras instituições, como a Universidade Harvard. Seu governo tentou deportar estudantes estrangeiros pró-Palestina, inclusive na Columbia, mas enfrentou obstáculos judiciais. Defensores de direitos destacam questões de devido processo legal, liberdade acadêmica e liberdade de expressão.
Columbia University, nos Estados Unidos
Estudar Fora/Reprodução

Enem 2025 tem mais de 4,8 milhões de inscritos confirmados; alta é de 11% em relação a 2024

Enamed: MEC prorroga até 30 de julho prazo de inscrições do exame que vai selecionar profissionais para residência médica
O Enem é reconhecido como a principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil
Divulgação
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 teve 4.811.338 inscritos confirmados em todo o país, de acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira (23) pelo Ministério da Educação e pelo Inep. O número representa um aumento de 11,2% em relação a 2024 e de 38% quando comparado a 2022.
Nesta edição, 72,6% dos estudantes concluintes do ensino médio da rede pública com inscrição pré-preenchida confirmaram participação — um total de 1.390.815 alunos. As provas serão aplicadas em 9 e 16 de novembro. Cidades da região metropolitana de Belém terão datas alternativas por causa da COP30.
Rede pública: participação de concluintes chega a 72,6%
Dos 1.915.634 estudantes concluintes da rede pública que tiveram inscrição pré-preenchida, 1.390.815 confirmaram a participação. O modelo de inscrição automática para alunos da rede pública foi retomado em 2025 como parte de uma política de incentivo à adesão ao exame.
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Enem 2025 terá datas diferentes para aplicação da prova em Belém, Ananindeua e Marituba
Maioria dos inscritos obteve isenção
Entre os inscritos confirmados, 3.049.710 foram isentos do pagamento da taxa, enquanto 1.761.628 pagaram o valor integral. Além disso, 98.558 candidatos utilizarão o exame como forma de obter certificação de conclusão do ensino médio ou proficiência parcial — alternativa retomada neste ano para maiores de 18 anos.
São Paulo lidera entre os estados com mais candidatos
O estado com o maior número de inscritos é São Paulo, com 751.648 candidatos, seguido por Minas Gerais (464.994) e Bahia (428.019). Os dados foram compilados a partir das inscrições confirmadas até o fim do prazo regular.
Caderno de provas do Enem 2024
DIRCEU PORTUGAL/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Aplicação em datas diferentes no Pará por causa da COP30
As provas do Enem 2025 serão aplicadas em 9 e 16 de novembro, mas três municípios do Pará — Belém, Ananindeua e Marituba — terão datas distintas: 30 de novembro e 7 de dezembro. A mudança foi determinada em razão da realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontecerá na capital paraense no mesmo período do calendário regular do exame.
Orientações estão disponíveis no portal do Inep
O portal do Inep oferece uma página com orientações aos participantes (https://enem.inep.gov.br/participante/), além de uma seção de perguntas frequentes sobre o exame. O Enem é a principal porta de entrada para o ensino superior no país, por meio do Sisu, Prouni e Fies. As notas também podem ser utilizadas em instituições de Portugal conveniadas com o Inep.

Curso de Medicina da Ufes é autorizado em São Mateus, ES

Enamed: MEC prorroga até 30 de julho prazo de inscrições do exame que vai selecionar profissionais para residência médica
Cmapus da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em São Mateus
Reprodução/Ufes
O curso de Medicina da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) no campus de São Mateus, no Norte do estado, foi oficialmente autorizado nesta terça-feira (22). A portaria que libera a criação da graduação foi assinada no Palácio do Planalto, em Brasília.
A expectativa é que as primeiras aulas comecem no primeiro semestre de 2026, com 60 vagas oferecidas por meio do Sistema de Seleção Unificada (SiSU).
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Enquanto um novo prédio não é construído, as aulas vão ocorrer em espaços já existentes no campus da Ufes.
Ao todo, serão investidos cerca de R$ 30 milhões em obras, laboratórios, contratação de professores e compra de equipamentos. O novo espaço está previsto para ser entregue até o fim de 2026.
Este será o primeiro curso público de Medicina no interior do Espírito Santo. Segundo a universidade, a iniciativa deve beneficiar estudantes do próprio estado, além de candidatos do sul da Bahia e do leste de Minas Gerais.
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A implantação do curso também deve fortalecer a rede pública de saúde da região, com a oferta de estágios e atividades práticas nos serviços municipais de saúde de São Mateus.
A criação do curso vinha sendo discutida há mais de uma década. Em 2021, comissões internas foram formadas na Ufes para iniciar o processo. Em 2023, o projeto foi retomado após o fim da moratória que impedia a criação de novos cursos de Medicina no país.
No ano passado, o plano pedagógico foi aprovado pela universidade, e o curso foi incluído no planejamento institucional. Em 2024, o Governo Federal confirmou recursos por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
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Sem verba, MEC adota ‘compra escalonada’ de livros e foca em português e matemática para 2026

Enamed: MEC prorroga até 30 de julho prazo de inscrições do exame que vai selecionar profissionais para residência médica
Livro didático é entregue em SC
Ricardo Wolffenbüttel/Secom/Divulgação
Os alunos do 1º, 2º e 3º ano do ensino fundamental da rede pública só deverão receber livros novos de português e matemática no início do ano letivo de 2026. O motivo é a falta de verba do Ministério da Educação (MEC) para a compra de materiais didáticos.
Os demais alunos da educação básica (ensinos fundamental e médio) também devem ser afetados com atraso na entrega dos materiais. Nos anos finais do ensino fundamental, estudantes podem receber com atraso a reposição dos livros.
Já os livros de alunos e professores de ensino médio — que precisam ser reformulados para seguir as diretrizes do novo ensino médio — deverão ser comprados em duas partes, o que também pode gerar demora na entrega (entenda mais abaixo).
O alerta foi feito pela Associação Brasileira de Livros e Conteúdos Educacionais (Abrelivros), que foi avisada pelo MEC sobre a compra parcial dos livros necessários para 2026.
MEC: compra escalonada
Procurado pelo g1, o MEC se pronunciou por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), ente responsável pela compra, distribuição, remanejamento e logística dos materiais e livros didáticos da rede pública por meio do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD).
O FNDE disse em nota que é um “cenário orçamentário desafiador”, e que foi traçada uma estratégia de compra escalonada começando por Língua Portuguesa e Matemática, mas a compra dos livros das demais áreas deve ser feita posteriormente.
A nota diz ainda que o material da EJA está garantido, e que “estratégias para o Ensino Médio serão definidas na sequência.”
Como deve ficar na prática
De acordo com a Abrelivros, o que deve acontecer na prática é:
1º a 3º anos do ensino fundamental: alunos só receberão os novos livros de português e matemática.
4º e 5º anos do ensino fundamental: alunos receberão os novos livros de português e matemática, e devem receber livros reutilizados para as outras disciplinas.
6º a 9º ano do ensino fundamental: alunos receberão algumas reposições de livros de português e matemática, mas não deve haver reposição de livros das outras disciplinas.
1º a 3º ano do ensino médio: 60% das escolas e/ou dos alunos receberão novos livros com base no novo Ensino Médio no início do ano; os demais 40% podem receber os livros apenas em junho.
Pouca verba e poucos livros
A Abrelivros defende que a quantidade de livros encomendada não atende às necessidades das redes.
Para o ensino fundamental, foram pedidos 26 milhões de livros de apenas duas disciplinas: português e matemática.
Para ensino médio, a entidade prevê que serão necessários cerca de 80 milhões de livros. O pedido ainda não foi feito, mas pela falta de verba, deve ser dividido em duas tiragens: 60% para ser entregue no começo do ano letivo de 2026, e 40% para ser entregue após o início das aulas, provavelmente em maio ou junho.
A Abrelivros também declarou que o orçamento aprovado para a compra dos materiais didáticos é de cerca de R$ 2 bilhões. Para atender toda a demanda de livros para as etapas regulares, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Programas Literários, seria necessário, pelo menos, mais R$ 1 bilhão.
"Já vivemos situações de crises orçamentárias, falta de recursos temporários, mas deixar de comprar livros é a primeira vez, e é justamente isso que nos preocupa, porque este é o único programa de compra de material didático para as escolas públicas", explica Ângelo Xavier, presidente da Abrelivros.
Como funciona o PNLD, programa que distribui livros didáticos para a rede pública
"Ainda dá para encomendar os livros, mas por pouco"
Para Ângelo Xavier, o MEC tem dois problemas diante de si: uma verba insuficiente e pouco tempo para evitar possíveis atrasos.
O MEC e o FNDE diziam que havia uma expectativa de que o ministro [Camilo Santana] conseguira uma recomposição do orçamento do MEC, e que não haveria prejuízos na compra dos livros. Mas isso não aconteceu, e quando o pedido veio, ficou clara a decisão do MEC de não comprar todas as disciplinas da grade, mas apenas Português e Matemática.
Sem uma ampliação do orçamento da pasta, a única alternativa para viabilizar a compra dos demais livros é uma realocação de verba dentro do próprio ministério.
Mas, mesmo que isso aconteça, o tempo também é um elemento-chave. Para que os livros sejam enviados para gráficas e impressos em tempo hábil para o início do ano letivo de 2026, o MEC precisaria fazer o pedido até o final de agosto.
"Em até seis meses, é possível, dentro da limitação da capacidade gráfica, que a produção dos livros seja finalizada a tempo. Se a distribuição foi feita de maneira ágil, eles podem chegar às escolas até fevereiro", avalia o presidente da Abrelivros.
Autores de livros cobram MEC
A Associação Brasileira dos Autores de Livros Educativos (ABRALE), que representa os autores de livros didáticos, também demonstrou preocupação com a decisão do MEC de não repor livros de todas as disciplinas do ensino fundamental.
Em nota enviada ao MEC, a entidade afirmou que a decisão "representa um grave retrocesso" para a política do PNLD, e que téra um "impacto devastador" na educação básica.
"Os livros em uso são essenciais para o cumprimento do ciclo de planejamento escolar e para a promoção de uma educação integral. Professores de todas as áreas aguardam esses materiais para dar continuidade aos seus planejamentos pedagógicos e aos processos de ensino e aprendizagem que comandam, pois têm nos livros do PNLD respaldo para os diferentes letramentos propostos de modo paulatino pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Vale destacar que nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental esses livros são ainda mais essenciais, diante do perfil de um docente polivalente."
A entidade ainda questiona a mensagem que a decisão pode passar para pais e alunos, como que as disciplinas de Arte, História, Geografia e Ciências podem ser "menores, talvez irrelevantes."
Íntegra da nota do FNDE
Considerando o cenário orçamentário desafiador e a importância inequívoca de manutenção do PNLD para a Educação pública do Brasil, o FNDE adotou a compra escalonada como estratégia para o ensino fundamental, atendendo a uma demanda das redes de ensino e em consonância com a avaliação das equipes pedagógicas do programa, começando pelas áreas de Língua Portuguesa e Matemática, e complementando posteriormente com obras das demais áreas. As compras para a EJA, cuja licitação está em fase final, estão garantidas. As estratégias para o Ensino Médio serão definidas na sequência.
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Enamed: MEC prorroga até 30 de julho prazo de inscrições do exame que vai selecionar profissionais para residência médica

Enamed: MEC prorroga até 30 de julho prazo de inscrições do exame que vai selecionar profissionais para residência médica
Enamed está com inscrições abertas
O Ministério da Educação decidiu prorrogar o período de inscrições para o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Inicialmente, o prazo terminaria nesta sexta-feira (18). As inscrições para o Exame Nacional de Residência (Enare) também foram prorrogadas (entenda mais abaixo).
O Enamed vai ser aplicado pela primeira vez em 19 de outubro. O resultado vai servir para avaliar a qualidade de cursos de formação médica e selecionar profissionais para a residência.
As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo Sistema Enamed (enamed.inep.gov.br/enamed/).
A participação é obrigatória para estudantes concluintes dos cursos de Medicina inscritos no Enade, e é opcional para demais profissionais interessados em programas do Enare, de residência médica.
O exame foi anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) em abril.
Abaixo, veja as principais perguntas sobre o exame:
1. O que é o Enamed e qual sua finalidade principal?
O Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) é uma prova anual aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para avaliar a formação médica no Brasil.
Ele tem como objetivos principais:
Medir o desempenho dos estudantes com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs);
Verificar se os formandos adquiriram os conhecimentos, habilidades e competências necessários para atuar no Sistema Único de Saúde (SUS);
Estabelecer um instrumento único de avaliação da formação médica;
Fornecer dados para a formulação de políticas públicas voltadas ao ensino médico.
2. Quem deve participar do Enamed? A participação é obrigatória?
É obrigatória a participação para todos os estudantes concluintes dos cursos de Medicina, inscritos pelas instituições no Enade. A participação é componente curricular obrigatório estabelecido por lei.
Outros interessados também poderão se inscrever no Enamed, exclusivamente para fins de ingresso em programas de residência médica (Enare), desde que atendam aos requisitos previstos em edital do Inep.
3. Qual o cronograma do Enamed 2025?
Inscrições: 7 a 30 de julho (prorrogado)
Solicitações de nome social e atendimento especializado: 7 a 30 de julho (prorrogado)
Resultados dos pedidos de atendimento especializado: 11 de agosto (prorrogado)
Recursos sobre atendimento especializado: 11 a 15 de agosto (prorrogado)
Aplicação da prova: 19 de outubro
Gabarito preliminar: 22 de outubro
Recursos sobre o gabarito: 22 a 27 de outubro
Divulgação do gabarito definitivo e resultado final: 5 de dezembro
4. Como a participação no Enamed se relaciona com o Enare?
Estudantes concluintes que desejarem usar os resultados do Enamed para o Exame Nacional de Residência (Enare) devem confirmar essa opção no Sistema Enamed.
Além disso, médicos já formados que quiserem participar da seleção para redidência precisam realizar a inscrição no Enare no site enare.ebserh.gov.br. O prazo desta etapa também foi prorrogada até 30 de julho. A inscrição está sujeita a pagamento de taxa (entenda mais abaixo).
O resultado poderá ser usado apenas em especialidades de acesso direto e por até três anos após a realização do exame.
A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) é responsável pelas regras e pela seleção dos programas de residência.
Já o Inep é responsável pela aplicação do Enamed, mas não se responsabiliza por etapas posteriores do Enare.
Último dia para se inscrever no exame que vai selecionar profissionais para residência médica
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5. Os estudantes precisam pagar alguma taxa para fazer o Enamed ou o Enare?
Concluintes de Medicina inscritos no Enade via Enamed que não pretendem usar a nota no Enare estão isentos de taxa.
O período de pedidos de isenção dos demais candidatos terminou em 9 de julho. O benefício foi concedido a quem se encaixava em critérios definidos no edital publicado pela Ebserh e enviou a documentação comprobatória dentro do prazo.
Os participantes que não tiveram direito à isenção estão sujeitos a uma taxa de $ 330 que deve ser paga via boleto bancário até 22 de julho.
6. O que cai na prova do Enamed?
A prova é baseada nas Diretrizes Curriculares Nacionais, normas da profissão médica e legislação vigente. A matriz de referência, que detalha o conteúdo, habilidades e conhecimentos cobrados no exame, ainda vai ser publicado pelo Inep no Diário Oficial da União.
Abrange conteúdos, habilidades e competências das seguintes áreas:
Clínica Médica
Cirurgia Geral
Ginecologia e obstetrícia
Pediatria
Medicina da Família e Comunidade
Saúde Mental
Saúde Coletiva
As questões envolvem situações clínicas ligadas ao SUS, priorizando a atenção primária e secundária, urgência e emergência, cuidados paliativos e contextos de baixa complexidade.
7. Como será a estrutura do Enamed? Quais instrumentos serão aplicados?
O exame é composto por:
Prova teórica: 100 questões de múltipla escolha, com igual número de perguntas por área.
Questionário do Estudante (para concluintes de Medicina inscritos no Enade) – obrigatório
Questionário Contextual (para os demais participantes) – obrigatório
Questionário de Percepção de Prova
Os dados dos questionários não influenciam a pontuação no Enare, e serão utilizados penas para fins estatísticos e avaliação da educação superior.
8. Quem organiza o Enamed?
O Enamed é regulamentado pela Portaria MEC/Inep nº 413, de 18 de junho de 2025.
O Inep é responsável por planejar e aplicar o exame, em articulação com instituições de ensino superior, com a Ebserh e o Ministério da Educação.
9. Como os resultados do Enamed serão utilizados?
Servirão para:
Avaliar os cursos de graduação em Medicina, com base no desempenho dos estudantes no Enade.
Selecionar candidatos para programas de residência médica (Enare), nas especialidades de acesso direto.
O Inep emitirá um boletim individual de resultados, com a pontuação e o nível de desempenho.
Será definido um nível “básico” de desempenho, que servirá como referência para o monitoramento da qualidade da formação médica no país.
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